quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/RECORRAMOS SEMPRE À ESPERANÇA VIVA!

RECORRAMOS SEMPRE À ESPERANÇA VIVA!

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”! Lamentações 3.21.

                                                                                           


Quando os dias se tornam difíceis, os caminhos intransponíveis e as oposições nos assolam por todos os lados, hora de recorrer a Esperança. Sim, com letra maiúscula, pois para nós não é um uma simples expectação positiva, mas uma pessoa chamada Cristo em cujas mãos estão todas as possibilidades. Creio que foi exatamente isto que aconteceu com o profeta Jeremias em meio ao doloroso cativeiro de Babilônia. Temos repetido muitas vezes neste espaço que os dias não têm sido fáceis para nenhum de nós, muito pelo contrário. Necessitamos de nos refugiar nessa Esperança Viva para poder sobreviver às investidas cada vez mais violentas dos nossos inimigos invisíveis. Eles agem através dos seus instrumentos humanos, cada vez mais disponíveis. São tantas as afrontas!  Como diz a letra do antigo cântico: “Não dá, sem Jesus não dá pra viver! Não dá para sobreviver à aridez deste mundo sem o Cristo em nós, que é esperança da glória! Só com Jesus plasmado em nós podemos seguir em frente na força que só Ele supre!

Quando lemos essa afirmação do profeta Jeremias em meio ao seu livro das Lamentações, temos a impressão de que ele de repente caiu na real, como se costuma dizer. Ele acordou para uma realidade infinitamente maior que as dores do cativeiro. Apesar do Livro das Lamentações ser chamado de poema fúnebre, o profeta suspende a voz de lamento e entoa uma cântico de esperança no meio da sua agonia. Ele começa a evocar os atributos eternos e imutáveis de Deus.

Deus não falha nunca, mas a nossa humanidade limitada e míope insiste em perder essa verdade de vista, sobretudo, no meio das grandes agonias. Quantas lições preciosas nós aprendemos com o Profeta Chorão! O choro é lícito e terapêutico. A impaciência diante dos rigores das tribulações é aceitável. Mas precisamos nos recompor e voltar à Fortaleza como prisioneiros da esperança! Como diz o profeta Zacarias: “Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês”. Há uma promessa gloriosa de restauração aqui. Confiemos, pois quem fez a promessa é fiel para cumpri-la!

Na sequencia do versículo citado no inicio, o profeta começa a elencar a razão da sua esperança. Ele se lembra da bondade, da fidelidade, das misericórdias do Senhor que são a razão de não sermos consumidos! O apóstolo Pedro em sua primeira epístola diz: “Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”. Pedro ainda diz na mesma epístola que fomos regenerados para uma viva esperança! Assim, no meio das nossas dores, recorramos à Esperança Viva que jamais decepciona. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/NÃO SE DEIXE DEMOLIR... EDIFIQUE-SE!

NÃO SE DEIXE DEMOLIR... EDIFIQUE-SE!

A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua”. Provérbios 14.1
                                                                                          


Tenho pensado muito na profundidade desse versículo citado e creio mesmo que ele não se refere apenas e tão somente a casa ou o lar, enquanto local ou ambiente de convivência, como muitos querem que imaginemos. Essa interpretação traria para a mulher um peso enorme, visto que a edificação de um lar não se faz sozinha, é tarefa para dois. Mas voltando ao raciocínio inicial tenho pensado na casa pessoal. O nosso ser como um todo. Sobretudo, como santuários vivos do Senhor. A mulher tem estado sujeita a todas as intempéries existenciais, emocionais e culturais desde tempos imemoriais. São exigências e demandas sem conta! Tudo concorre para implodi-la, derrubá-la, desestabilizá-la.

Tenho convivido há anos com muitas mulheres de todas as idades que são verdadeiras ruínas ambulantes. Semblantes tristes. Sempre sombrias cabisbaixas. Não resistiram aos ventos rijos das investidas contra elas, sobretudo, as relacionais. Quanta opressão, quanto jugo maligno! Quanta tentativa de fazê-las ruir! De fazê-las abortar seu sonhos e talentos! E em muitos casos o intento foi bem sucedido! Muitas estão doentes emocionalmente e apenas sobrevivem de maneira comovente! Seguem à base de remédios para amortecer o efeito das investidas emocionais e até físicas! São mortas vivas! Há as que atravessam seus desertos e resistem bravamente murcharam sem perder a fé e a doçura! São guerreiras sobreviventes!

Por outro lado têm aquelas que deram a volta por cima como se costuma dizer. Buscaram forças em Deus para se reedificar a partir dos seus próprios escombros e olhe que não é fácil edificar sobre ruínas. Mas a sábia consegue! Ela aprendeu a ressignificar as investidas contra ela e todas as experiências negativas se transformaram em ferramentas de reconstrução. Fé, coragem e bom humor são ingredientes imprescindíveis para recriar do caos uma edificação nova, resistente e bela. Conheço muitas assim. Essas se transformam em belos edifícios e se tornam abrigo e consolo para muitos. Aquilo que foi enviado para destruí-las serviu de matéria prima para a reconstrução. Esse tipo de mulher tem muitas marcas e cicatrizes, mas ela não faz disso um drama. Pelo contrário, essas cicatrizes são memoriais das suas superações. Sua casa está de pé para a glória do Eterno. Ela é atenta e sabe usar as ferramentas e habilidades dadas pelo Divino e Supremo Arquiteto!

Infelizmente há as insensatas, que fazem coro com os demolidores. Aliás, no caso dessas, as ações demolidoras externas não fazem muito esforço para a sua derrocada. Há “dinamites” internas que as implodem irremediavelmente. Elas se nivelam por baixo porque não sabem o valor que têm. Elas não conseguem se enxergar! São as Marias que se conformam em ir com outras Marias com as quais se identificam. Todas “experts” na arte da autodestruição. Essas escutam o coro das derrotadas. Acreditam nos paradigmas negativos e se deixam atingir por eles. Assumem os rótulos impostos! Vitimizam-se! Seus corações estão desertificados sua autoestima é zero. Nesses casos, só um milagre! Contudo, enquanto estivermos aqui é possível mudar essa realidade. Não nos deixemos demolir, edifiquemo-nos! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/AMARGURA, UMA RAIZ CORROSIVA E PARALISANTE!

AMARGURA, UMA RAIZ CORROSIVA E PARALISANTE!

Façam caminhos retos para os seus pés", para que o manco não se desvie, mas antes seja curado. Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor. Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos”. Hebreus 12.13-15.

                                                                                            


Há muitos tipos de plantas. Muitas medicinais, outras servem apenas de ornamento com sua beleza e perfume, mas há as venenosas. E até algumas dessas que podem matar instantaneamente. O texto citado acima fala de certa raiz de amargura que causa perturbação e contamina a muitos. Parece que as ervas daninhas não são muito exigentes quanto ao terreno em que brotam. Muito pelo contrário, elas conseguem brotar em qualquer terreno. Contudo parece haver certa predileção pela aridez. Quando transportamos esse conceito para os corações humanos, as coisas parecem ficar mais claras!

Como tem sido fácil nos deixar contaminar pela amargura. Como é fácil arruinar amizades e destruir relacionamentos por causa dessa raiz infame! Conheço tantas situações que poderiam ter sido evitadas se tivesse havido esforço para um viver em paz! Um dos grandes arados para a semeadura da amargura é a ação intempestiva dos temperamentos. Agir sem pensar é um problema sério. E esse tipo de agir tem feito muitos amargarem arrependimentos irremediáveis. O apóstolo Paulo falando aos efésios diz: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios”. Sim tem faltado  em nosso meio sabedoria no falar e no agir.

O autor de Hebreus traz sábias exortações nos versículos citados para evitar a aridez nos corações. Ele manda que façamos caminhos retos para os nossos pés e o curioso é a razão da exortação: para que o manco não se desvie, mas seja curado. Ou seja, o nosso andar é testemunhal. Resta saber que tipo de testemunho estamos dando. Tem muitos que estão andando atrás de nós na cadencia dos nossos passos. E isto aumenta a responsabilidade que está sobre nós. Não devemos andar retamente apenas por nós mesmos, mas pelo outro, que quer queiramos ou não nos observa como referencial. Somos exortados a não ser pedra de tropeço para os nossos irmãos, especialmente os fracos na fé.

É preciso que haja esforço diligente da nossa parte para viver em paz com todos e em santidade, sem a qual não veremos ao Senhor. Em suas exortações aos Romanos, Paulo ratifica essa recomendação ordenando: “Façam todo o possível para viver em paz com todos”. Às vezes em nome da paz, uma boa retirada pode ser uma grande saída e até sinal de valentia. Há aqui um zelo para que ninguém se exclua da graça de Deus. Um mau testemunho pode causar escândalo à comunidade e afastar muitos da comunhão. Isto será cobrado de nós! Misericórdia! Quando essas exortações não observadas! Corremos o risco de deixar proliferar raízes corrosivas de amargura em nossos corações. Essas raízes contaminam a muitos. Na maioria absoluta das vezes é melhor ter paz que ter razão! Evitemos o cultivo da amargura. Ela torna seu portador tão ácido e corrosivo quanto ela própria. Assim, em vez de Amargura, troquemos uma letra: Amar Cura! Amor constrange! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/ONTEM FOI DIA DOS PAIS E "MAIS"...

ONTEM FOI DIA DOS PAIS E "MAIS"...

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação”, 2 Coríntios 1.3.

                                                                                           


Deixei este texto propositalmente para hoje. Passadas as manifestações, sobretudo, midiáticas sobre o assunto, hora de parar para refletir na missão ímpar da paternidade! Um tempo justo de homenagens especialmente àqueles que têm se sobressaído nessa a missão especialíssima recebida de Deus. O pai terreno também foi chamado para manifestar o Pai Celestial aos seus filhos terrenos. Tarefa que na maioria das situações tem sido negligenciada. Muitos odeiam o Pai Celestial pela referencia de pai terreno  que tiveram!

O texto citado apresenta o Senhor como o Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação. Dentre os infinitos atributos de Deus encontramos aqui: Misericórdia e Consolação. Como estamos carecidos de ambos! Misericórdia e consolação remetem a colo, colo protetor de Pai! Como as figuras humanas paternas têm deixado a desejar nesse quesito! Outro dia li uma matéria revoltante. Ali dava conta que a adolescência dos homens está cada vez mais tardia e que eles só se tornam adultos de verdade a partir dos 54 anos. Esses correm o risco de apresentar aos filhos “Um Deus Adolescente e irresponsável”. Não é de se admirar o fato de tantos jovens se tornarem ateus e rebeldes sem causa, pois não tiveram referencias. Seus paradigmas foram danificados.

Tem faltado varonilidade, maturidade para levar a termo as responsabilidades a eles confiadas. Isto quando se confia responsabilidades! No geral há uma tentativa de se infantilizar homens feitos. Em tempos de verdades relativizadas e conceitos cada vez mais fluidos e sem consistência procuro trazer à memória os meus referenciais. Meus avôs, meu pai e meu marido. Todos grandes homens e pais de verdade. Mesmo imperfeitos, souberam cumprir seu papel. Glorifico a Deus por me tê-los dado e de poder proporcionar a meus filhos e netos uma paternidade referencial. Que eles possam perpetuá-la!

Há outra realidade que não podemos perder de vista em nosso tempo: As mães que tiveram que assumir as duas funções. Foram e são mães e pais. Elas não são “pães” como se costuma dizer brincando. Elas são “Mais” tira-se o “p” da palavra pai e coloca-se o M maiúsculo. Mais fortes, Mais presentes, Mais provedoras, Mais tudo. Tiveram que lidar com as ausências literais ou espaciais dos seus companheiros. E seguiram tocando em frente seus barcos carregados de crias cada uma com a sua necessidade e expectativa. E lá estavam elas as “Mais” sempre apostos para dar conta de tudo, inclusive da sua própria força disfarçada em fragilidade. Elas continuam tirando leite de pedra e conseguiram e têm conseguido ao longo dos anos levar à termo a árdua missão! E foram elas que apresentaram a esses filhos e filhas os atributos eternos de Deus como misericórdia e consolação. Abdicando de suas vidas para que nada faltasse aos filhos dos seus ventres. Aos pais de verdade e a essas “Mais” incríveis a nossa sincera e honrosa homenagem! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

                                                                               

domingo, 13 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/JESUS CRISTO OU BARRABÁS?

JESUS CRISTO OU BARRABÁS?

De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem". Que é a verdade?”, perguntou Pilatos. Ele disse isso e saiu novamente para onde estavam os judeus e disse: "Não acho nele motivo algum de acusação. Contudo, segundo o costume de vocês, devo libertar um prisioneiro por ocasião da Páscoa. Querem que eu solte ‘o rei dos judeus’?". Eles, em resposta, gritaram: "Não, ele não! Queremos Barrabás!". Ora, Barrabás era um bandido”. João 18.37b-40.

                                                                                           


A pergunta de Pilatos tinha um caráter retórico, na verdade ele não queria ouvir uma resposta, visto que ao fazer a pergunta se afasta e até mesmo porque a sua pergunta não foi feita corretamente. Ele deveria ter perguntado: Quem é a Verdade? A Verdade não é algo, mas Alguém. “Jesus é o Caminho e a Verdade e ávida; ninguém vem ao Pai senão por ele”. Não é de hoje que a Verdade é relativizada e trocada pela mentira, pelo engano. O justo pelo injusto. A Verdade encarnada estava diante de Pilatos, mas ele não era da verdade por isso não a ouviu, nem a reconheceu. Do mesmo modo, muitos ao longo dos séculos têm feito a mesma escolha. Barrabás tem sido escolhido pela esmagadora maioria!

Parece que o padrão dos dias de Pilatos continua o mesmo, e tem se perpetuado pelo mundo, especialmente em nosso país. Aqui a coisa ainda é mais séria, pois há toda uma geração formada na escola de “Barrabás”. São ladrões e salteadores institucionalizados. Visam apenas seus próprios interesses. Foram eleitos com o nosso voto e isto é o que mais dói. A escolha foi nossa. E agora? O que fazer de fato? Clamar para que a Verdade Viva se manifeste trazendo obras à luz. Mostrando as intenções dos corações dos inúmeros “Barrabás” à nossa volta e que finalmente eles sejam severamente punidos.

Tenho pensado muito nos meus netos. Que tipo de mundo eles irão herdar? Como sou viciada na Esperança, ainda há uma saída: A de plantar sementes da Verdade nos corações deles e torcer para que sejam boa terra e possam produzir a cem por um. Aliás, Esperança e Verdade para nós cristãos não são meros conceitos, mas uma e a mesma pessoa chamada Cristo. Que os nossos corações não se deixem manipular pelo relativismo pós-moderno, mas que possamos nos firmar na Verdade Eterna e irrefutável.

O gosto pelo escuso pelo que é de ganho fácil tem encontrado cada vez mais adeptos. A desonestidade e a falta de ética nunca estiveram tão em alta quanto em nossos dias. O feio virou bonito. O certo virou errado. O torto virou tendência. A simetria perdeu seu lugar. A inversão absoluta de valores parece não conhecer limites. E quase podemos ouvir o coro da multidão ensandecida bradando por Barrabás em detrimento do Cristo. Enquanto o primeiro representa aquilo que as pessoas têm de mais tenebroso, que as aprisiona e vicia. O Segundo é a Luz que veio ao mundo e foi rejeitada por ele. A Luz libertadora do Cristo continua sendo rejeitada por todos que não são da verdade e não o reconhecem. Que o Senhor tenha misericórdia dos que são da Verdade e os livre do mal! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 12 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/AH, SE OS JOVENS LEMBRASSEM!

AH, SE OS JOVENS LEMBRASSEM!

“Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho satisfação neles"; Sim, lembre-se dele, antes que se rompa o cordão de prata, ou se quebre a taça de ouro; antes que o cântaro se despedace junto à fonte, a roda se quebre junto ao poço, o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Eclesiastes 12:1, 6,7.

                                                                                           


No salmo 81 há um lamento de Deus em relação à falta de atenção e obediência do seu povo. Ele diz assim por meio do salmista: “Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos! Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários. E o sustentaria com o trigo mais fino, e o fartaria com o mel saído da rocha”. Duas coisas que parecem não combinar: Juventude e sabedoria! Aliás, parecem mesmo incompatíveis. A juventude é inquieta, apressada e desatenta. E nesse agir intempestivo vai atropelando etapas desnecessariamente, pois o tempo tem um curso predeterminado a ser seguido e nada pode detê-lo!  E isto acontece, como diria o meu marido: Inexoravelmente! Ou seja, não há como deter o desenrolar esse curso.

O autor deste maravilhoso livro depois de tantas constatações e advertências até de certo ponto consideradas cáusticas, por alguns, ele conclui com conselhos sábios aos mais jovens. Há aqui uma tentativa de chamar os mais jovens à razão enquanto é tempo. Esses conselhos podem ser aplicados não só aos jovens na idade, mas aos jovens na fé. Embora saibamos que haja uma inutilidade nessa tarefa, pois os mais jovens não prestam atenção a quase nada.  Creio que o grande propósito aqui é: Que, ao chegarmos lá na frente não teremos a desculpa de dizer que nada sabíamos a respeito. O Senhor sinalizou para nós das mais diferentes maneiras. Não só pelos livros, que nem todos têm acesso, mas ele usou incontáveis recursos didáticos para nos chamar à razão.

É nos dias da mocidade que devemos nos lembrar do nosso Criador. Aos nossos pais foi ordenado: Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velha não se desviará dele!”. Há uma chamada também aos nossos pais para nos conduzirem pelo caminho eterno. Um dia um velho pastor me disse: Você tem um casal de filhos. Seu maior ministério é conduzir essas almas eternas para a eternidade!  Ele falou isso respondendo a minha indagação de neófita apressada sobre que ministério deveria abraçar. Os pais não apenas apontam esse caminho, mas devem andar nele com seus filhos. O exemplo vale mais que mil palavras. Tomara que tenha conseguido cumprir a missão a mim confiada! Nada pode ser pior do que uma lembrança irremediavelmente tardia. É enquanto estamos aqui que devemos nos lembrar do Senhor e dos seus preciosos ensinos. Os dias maus chegam para todos. E todos nós envelheceremos se o Senhor não nos levar antes.

O contexto todo fala das dificuldades da velhice: O peso do corpo, a lentidão dos passos, a falta de interesse e prazer. E somado aos incômodos próprios da velhice ainda ter que amargar o tempo desperdiçado, nada pode ser mais triste!  O autor do livro termina seu arrazoado dizendo: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal. Que ainda haja tempo de despertar e reverter a nossa posição! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/TODOS NÓS TEMOS TELHADOS DE VIDRO!

TODOS NÓS TEMOS TELHADOS DE VIDRO!

Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos. Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia”! 1 Coríntios 10.11,12.

                                                                                           


O salmista faz uma advertência séria no salmo trinta e nove final do versículo cinco. Ali ele diz: “Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade”. Nos últimos tempos temos visto e ouvido sobre muitos escândalos envolvendo nomes de pessoas ligadas ao meio cristão. É uma situação triste e constrangedora para a família da fé. Quem está lá fora tende a generalizar e associar o tipo de comportamento negativo a todos indistintamente. No entanto, algo mais sério acontece no próprio meio cristão é a falta de misericórdia com os que caem. No geral tendemos a nos colocar numa posição de invulnerabilidade achando que essas coisas não acontecem conosco.

Todos que vivemos sobre a terra temos nossos telhados de vidro e não devemos atirar pedras no telhado do outro. Esses telhados frágeis podem não ser necessariamente ações, mas podem ser aquelas inclinações latentes que em uma hora ou outra podem eclodir. As pedras que lançamos são como bumerangues. Voltarão para nós! Ouvimos muito dizerem: “isto lá em casa não acontece”! “Isto com meu filho ou filha jamais acontecerá”! “Comigo, isso nunca vai acontecer”! Até que acontece e a casa cai e o chão some de debaixo dos pés. E só aí entenderemos o valor da misericórdia que não fomos capazes de oferecer ao outro! Misericórdia e acolhimento não significam que estamos em concordância com as ações do outro. Já há uma carga muito grande para os que provocam escândalo no meio do povo de Deus. O Senhor Jesus disse que: “É inevitável que venham os escândalos, mas ai daqueles por intermédio de quem vem os escândalos!”.

O texto citado no inicio como advertência do apóstolo Paulo a imatura igreja de Corinto serve para todos nós em todas as épocas. O ensino aqui fica muito claro. Essas coisas acontecem para servir de exemplo e advertência para que não nos deixemos persuadir pelas nossas próprias inclinações. Os que saíram do Egito foram todos “batizados” no mar e sob a nuvem, experimentaram do mesmo alimento espiritual, mas caíram. O que aconteceu no passado pode ocorrer hoje. Assim, sempre que essas noticias chegarem aos nossos ouvidos é uma chamada de Deus para que intercedamos pelos que caíram, bem como uma chamada à santificação! Temos dito muitas vezes, nenhum de nós deste lado de cá da eternidade está pronto. Crente maduro, Deus colhe!

Quanta coisa tem acontecido nas casas dos crentes! Quantos têm se tornado pedra de tropeço! Em sua carta aos Romanos, Paulo adverte: “Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão”! Assim “cada um de nós examine-se a si mesmo”! Diz Paulo em outro momento. O único ministério de acusação e crítica é do adversário. Toda vez que nos arvoramos em “fiscais do irmão” estamos agindo sob a eficácia de satanás, o acusador mor da irmandade! Só existe uma vida que precisa que fiscalizemos é a nossa própria! Cuidemos! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/NÃO TEMAMOS AS SEMEADURAS LACRIMOSAS!

NÃO TEMAMOS AS SEMEADURAS LACRIMOSAS!

Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes”. Salmos 126.5,6.
                                                                                              

                                                                                       
Este salmo é um dos cânticos de romagens. Esses cânticos eram entoados durante as peregrinações para Jerusalém a fim de trazer à memória dos Israelitas os grandes feitos de Deus. Seus conteúdos iam desde adoração pelo que o Senhor é até gratidão pelas ações de Deus em favor do seu povo como livramentos de morte, libertações, curas e restaurações. Desconhecemos a autoria de boa parte deles especialmente este que aqui mencionamos. Contudo, percebemos que era alguém que tinha uma estreita experiência com o Senhor.

Este salmo canta a vitória e libertação do povo de Deus do cativeiro de Babilônia. Os israelitas tiveram a sua “sorte restaurada”, ficaram “como quem sonha”. Nunca vivemos um cativeiro literal. Nunca fomos levados de nossa pátria na condição de escravos, mas ao mesmo tempo temos experimentado muitos outros “cativeiros” que nos têm amargurado e dilacerado a alma. Ansiamos por libertações continuamente até mesmo a libertação deste tabernáculo terreno que nos aprisiona a esta vida tão cheia de armadilhas e percalços. Aguardamos o Senhor com o mesmo anseio que os guardas antigos ansiavam pelo o romper da manhã, quando os perigos se dissipavam.

A experiência do salmista encontra eco nas nossas próprias semeaduras sempre tão lacrimosas. Mas algo aqui chama a nossa atenção e consola os nossos corações: As semeaduras lacrimosas produzem colheitas jubilosas! Assim, não precisamos temê-las! E nessa esperança viva vamos seguindo e semeando incansavelmente. As nossas sacolas de sementes precisam chegar vazias ao final da jornada. A semeadura não pode parar, pois há uma colheita gloriosa e jubilosa esperando por nós!

A nossa colheita traz alegria para nós e testemunho para os que estão lá fora. Sim, grandes coisas tem feito o Senhor por nós por isso mesmo "entristecidos" estamos sempre alegres. Isto quer dizer que, embora os caminhos naturais sejam dolorosos enxergamos neles a sobrenaturalidade do Deus Vivo ao qual servimos. É Ele quem restaura a nossa sorte como faz com o leito dos rios no deserto. Aliás, Ele é especialista em colocar rios em terra seca e fazer caminhos no ermo. Nada é impedimento para Ele. Tem sido difícil para muitos de nós. Chega a ter momentos de um cansaço indizível, mas toda semeadura demanda empenho, diligente. Escolhe-se a semente, o terreno. Ara-se a terra. Retira-se dali as ervas daninhas, para só então. Lançar as sementes. O trabalho acabou? Claro que não! Agora é hora de múltiplas regas e podas até que se produza uma colheita satisfatória. E diante da colheita percebemos que todo esforço valeu a pena! Assim, não temamos as semeaduras lacrimosas. Invariavelmente voltaremos com júbilo trazendo nossos feixes! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/SIM, QUEM VIVE DE PROMESSA É SANTO!

SIM, QUEM VIVE DE PROMESSA É SANTO!

Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou". Aquele que estava assentado no trono disse: "Estou fazendo novas todas as coisas! " E acrescentou: "Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança". Apocalipse 21.4,5.

                                                                                           


Exatamente, quem vive de promessa é santo! E não estamos falando das promessas feitas por homens àqueles que não estão mais entre nós e são considerados santos pela religiosidade. Mas das Promessas do Senhor feitas aos seus santos (separados para Deus) que vivem na terra. E nada é melhor e mais alentador do que confiar em quem fez a promessa, pois Ele é fiel para cumpri-la no tempo que lhe apraz. A Bíblia chama o povo de Deus de santo. Essa nomenclatura não obedece ao padrão compreendido pelo mundo. Um santo de Deus não é alguém impecável, enclausurado, mas alguém que foi separado por Ele para louvor da sua glória. Alguém que embora esteja no mundo não faz mais parte dele. O santo de Deus é peregrino e forasteiro em terra alheia. Ele é um cidadão do céu vivendo uma experiência terrena. Nessa perspectiva todo cristão genuíno é um santo.

Os santos do passado enxergaram pela fé a promessa da Vinda do Cristo e foram abençoados. Cada episódio do passado apontava para o acontecimento glorioso do primeiro Advento. E tudo que lhes acontecia literalmente eram recursos didáticos de Deus para encorajar a espera da Promessa. Abraão esperou em Deus contra a esperança humana e aos cem anos foi pai de Isaac, filho da promessa. E através daquele filho veio a ser pai de numerosa nação. Os santos da nova Aliança aguardam ansiosos o próximo acontecimento profético, que é o Segundo Advento. A Promessa se cumpriu no passado e se cumprirá no futuro iminente.

A vinda gloriosa do Senhor Jesus Cristo, não mais como o Servo sofredor, mas como Justo Juíz que julgará com cetro de ferro se avizinha. Já podemos ouvir os sinais por toda a parte. Ele virá buscar os seus escolhidos dos quatro cantos da terra. Embora todos os livros bíblicos numa medida ou noutra mencione o assunto é em Apocalipse que essa Revelação fica mais explícita. E aqueles que têm ouvidos ouvirão o que o Espírito revela à igreja! Ah, se não fosse a espera confiante pelas grandes e mui preciosas promessas, certamente não suportaríamos a insalubridade deste mundo tenebroso. Elas nos animam a seguir na caminhada e alcançar à Pátria Celestial. Sabemos em quem cremos!

Os versículos mencionados no início nos asseguram que o Senhor enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Não haverá mais morte, tristeza, dor ou pranto, pois a antiga ordem terá passado e tudo se fará novo. O Senhor ainda se preocupou em nos garantir que as palavras ditas ali são fiéis e verdadeiras. São dignas de confiança. Assim todo o sofrimento terreno terá valido a pena diante da magnitude da glória porvir! Aliás, o apóstolo Paulo diz que: “A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós, eterno peso de glória acima de toda comparação”. Ele ainda nos estimula a fixar os nossos olhos não no que se vê, mas no que não são vê. Pois o que se vê é transitório e o que não se vê é eterno. Por isso vale sim a pena viver das Promessas de Deus dadas aos seus santos que vivem na terra! Sigamos nessa bendita Esperança sempre firmes nas promessas do Bom Salvador! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/A CARTA DA ALEGRIA TAMBÉM FOI ESCRITA PRA NÓS!

A CARTA DA ALEGRIA TAMBÉM FOI ESCRITA PRA NÓS!

Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se”! Filipenses 4.4.

                                                                                        


Epístola do apóstolo Paulo aos Filipenses é chamada de Carta da Alegria, muito embora, seu autor estivesse preso quando escreveu essas palavras de encorajamento. Os ensinos contidos nesta carta são preciosos por isso o apóstolo insiste neles e diz no capítulo três: “Finalmente, meus irmãos, alegrem-se no Senhor! Escrever-lhes de novo as mesmas coisas não é cansativo para mim e é uma segurança para vocês”. Ele sabia que temos a memória curta e nos deixamos persuadir e impressionar pelas aflições da vida. Facilmente tiramos os olhos do Cristo e nos assombramos com o tamanho das ondas e a fúria dos ventos. Na curta epístola aparecem pelo menos onze vezes expressões de alegria e regozijo. É preciso exercitar o: “entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.” experimentado pelo apóstolo.

Como entender tal coisa? Só há uma explicação: Deus fluindo através do apóstolo. Aliás, o salmista diz que “Na presença do Senhor há plenitude de alegria e delícias perpetuamente”. Uns interpretam esse versículo aplicando-o apenas à glória porvir, outros preferem entender que a nossa alegria começa aqui apesar das dores e de todos os pesares que possam surgir. Fico com a última visão. Viver na terra não tem sido fácil para nenhum de nós e um dos combustíveis dado aos cristãos foi sem dúvida, a alegria. Não a alegria meramente circunstancial, pois esta, todos experimentam. Não saberia viver sem a alegria sobrenatural. Sem o riso largo que escancara a janela da alma fazendo a luz do céu entrar como diz a letra do velho hino! Graça e Alegria (riso) precisam andar juntas!

Quantas pessoas em nosso meio com vocação para infelicidade! Quantos fazem dos pesares cargas ainda maiores! Esses tendem a maximizar pequenas coisas, criando ondas enormes em pequenos copos de água!  Fazem da vida dos circunstantes um inferno. Tornam-se bombas-relógios ambulantes e haja coração para conviver com eles! Sempre me lembro de uma colocação feita pelo meu pastor na época. Ele contava uma história que dizia assim: O menino de uma família cristã conhecida por sua sisudez, disse ao pai: “Pai, o jumento do vizinho também é crente” e ao ser indagado pelo pai a razão da sua colocação, o garoto respondeu: “Porque ele está sempre triste olhando para o chão”. Verdade verdadeira!

Por outro lado trago no coração a lembrança de um amado servo, de saudosa memória, o irmão Celestino que já tinha o céu no nome. Ele costumava dizer: “Quem tem o que temos não pode ser triste”. Foi um homem que junto com sua amada esposa Celina experimentaram a fartura e a perda de tudo, mas jamais os vimos reclamar ou se revoltar contra Deus. Muito pelo contrário, havia neles um brilho no olhar e um sorriso nos lábios que faziam as queixas de hoje corar de vergonha. Tive o privilégio de conhecê-los e aprender muito com eles. Assim, a verdadeira alegria do cristão não é circunstancial, repito. A Carta da Alegria também foi escrita para nós! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/ADORAÇÃO, O CAMINHO DA VERDADEIRA VITÓRIA!

ADORAÇÃO, O CAMINHO DA VERDADEIRA VITÓRIA!

                                                                                               

Eu te amo, ó Senhor, minha força. O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder que me salva, a minha torre alta”. Salmos 18.1,2.

                                                                                            


O salmo inteiro é uma grande declaração de amor, fé e confiança na ação divina em tempos de grandes e angustiosas batalhas enfrentadas pelo salmista. Embora, não enfrentemos exércitos visíveis, nem tenhamos muralhas literais para saltar, as nossas lutas não têm sido menores do que aquelas enfrentadas pelos servos de Deus do passado. Percebemos que os agentes infernais com seus exércitos invisíveis, mas reais estão por toda parte, sempre à espreita para nos atingir e nocautear tanto física quanto emocionalmente. Quantos servos de Deus enfermos da alma! A mente humana tem sido o campo de batalha preferido do adversário!

Tudo parece concorrer para nos tirar de combate, por isso nunca foi tão imprescindível permanecermos em oração e constante vigilância. O rei salmista foi um homem de inúmeras e grandes batalhas. Ele era chamado de homem segundo o coração de Deus dada a sua sensibilidade para ouvir a voz do Senhor e obedecer. Embora entendamos que esse título não signifique impecabilidade, pois os pecados de Davi são notórios, mas se percebe nele uma capacidade de reconhecê-los e se arrepender. Deveríamos imitá-lo nesse quesito!

Davi entendia a necessidade vital de ser pastoreado pelo Supremo Pastor. Só nesse relacionamento vivo ele poderia sobreviver à sanha assassina dos seus inimigos que não eram poucos. Ele conseguiu atravessar todos os campos de batalhas minimamente ferido. As cicatrizes que ficaram foram memoriais das suas superações. Ele sabia em quem cria. O Senhor era sua Força. A sua Fortaleza e o seu Libertador. O Senhor é o Rochedo da Nossa salvação o nosso alto Refúgio, assim como fora de Davi. Ninguém pode atingir os que estão escondidos em Deus. O salmista ainda declara que o Senhor é o seu Escudo e a sua Torre Alta. Isto significa relacionamento intimo e contínuo com o nosso amado Senhor e Salvador.

Acima de qualquer coisa que possamos dizer a acerca de Davi, algo salta aos nossos olhos na postura daquele homem de Deus: Ele era essencialmente um adorador que tocava o coração do Pai com suas declarações. Suas palavras não eram apenas meras exterioridades para impressionar Deus, mas frutos de lábios que confessavam o santo e excelso nome do Senhor. O Senhor continua procurando adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Só o espírito recriado do homem é capaz de adorar nesse nível tão profundo. Somos o povo que o Senhor formou para que lhe prestemos louvores. A Bíblia está cheia de homens e mulheres que por serem adoradores receberam o que tanto necessitavam, sem que tivessem de pedir absolutamente nada. Muitas vezes os “cativeiros” são permitidos porque o povo deixa de adorar à semelhança do Israel do passado em Babilônia. A genuína adoração é o único caminho da verdadeira vitória do fiel. Será que podemos fazer as declarações feitas pelo salmista nos versículos citados? Deus continua procurando verdadeiros adoradores! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

domingo, 6 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/DEIXA O CORAÇÃO CHORAR!

DEIXA O CORAÇÃO CHORAR!

Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: "Onde está o seu Deus”? Salmos 42.3.

                                                                                             


Essas palavras nos soam tão familiares, especialmente nos últimos tempos quando as demandas exigem demais de nós! Falta de fé? Não, claro que não, mas uma humanidade que insiste em mostrar a sua cara e se levantar contra tudo que esperamos e cremos! A vida exige demais! As pessoas exigem demais! As situações e circunstancias exigem demais! E quanto a isto, ninguém está livre de se sentir assim. Esse tipo de sentimento ou sensação interna é absolutamente democrático. Atinge a todos. O melhor a fazer é deixar o coração chorar! Bem-aventurados os que choram!

O salmista se sentiu assim, sua alma ansiava pelo Deus vivo. Bem-aventurados os que não viram e creram, mas em muitos momentos precisamos sentir sim, um toque especial de Deus em nossa carne dilacerada e cansada. Ouço tantas pessoas amarguradas de espírito em nosso meio. Ouço também o grito da minha voz interna pedindo socorro ao Senhor. As lágrimas não alimentaram apenas o salmista naquela hora angustiosa, mas têm sido alimento para muitos de nós. São como diz a letra do velho hino: “Transes de morte, por fim, vão chegando”. Mas eis que somos consolados com outra estrofe do mesmo hino que diz: “Oh, quanto amor que Jesus nos tem dado! Tudo por ti e por mim! Seu sangue foi sobre a cruz derramado. Sim, foi por ti e por mim”! Todo pranto cessará! Só no Senhor achamos consolação e renovo!

Não conhecemos a situação histórica que fez as palavras deste salmo brotarem do coração do salmista. Também é irrelevante conhecer, até porque se mudam os cenários e os protagonistas, mas a dor humana que dilacera é a mesma. São medos, dúvidas, angústias profundas, esperas infindas por algo que ansiamos. É nessas horas que precisamos à semelhança do salmista lançar mão do solilóquio, que é a aquele diálogo íntimo com a nossa própria interioridade. Temos a impressão aqui que num de repente, o salmista desperta da sua agonia e confronta a sua própria alma dizendo: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim”? E ele completa ou responde a própria indagação dizendo: “Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus”. Por um instante o salmista tirou os olhos dessa verdade e cambaleou igualzinho a nós!

Assim, não nos sintamos culpados ou não chamemos para nós carga sobre carga. O Senhor permitiu que esses episódios fossem registrados para a nossa instrução, edificação e consolação. Sair do eixo no meio das tribulações é uma realidade absolutamente possível e pode acontecer com qualquer um de nós, mas não podemos ficar nesse estado. Precisamos nos chamar à razão. O Senhor Jesus disse que neste mundo passaríamos por aflições, mas deveríamos ter bom ânimo, pois ele venceu o mundo e nos habilitou a vencer. Passaremos por aflições, não permaneceremos nelas. As lágrimas são alimentos indesejáveis, mas necessários. Hoje percebemos uma tendência para conter o choro e as pessoas se empanturram de remédios contentores das emoções que precisam ser exteriorizadas. O choro é lícito, a amargura em muitos momentos é inevitável, o desabafo é terapêutico, mas precisamos nos recompor e juntar os nossos cacos para não perder o Senhor de vista. Por isso o salmista ora: “Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida”. Amém! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 5 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/CHAMADOS PARA SER A CASA DO AMOR!

CHAMADOS PARA SER A CASA DO AMOR!

Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele". "Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele morada”. João 14. 15, 21, 23.
                                                                                             


Temos meditado ultimamente sobre o amor que é requerido de nós pelo Senhor. Creio que estamos anos luz aquém do Alvo, que é o próprio Cristo! Ainda há tanto da velha natureza autocentrada que visa seu conforto e realizações acima de tudo e de todos! A partir do capítulo treze até o dezessete percebemos Jesus o tempo inteiro apontando para a sua crucificação. Às vezes diretamente outras de maneira cifrada, mas na maioria das situações ele procura preparar e consolar seus discípulos para o que viria. Aquele foi o maior “data-show” para demonstrar o amor caridade no seu ápice! Jesus deu uma aula cósmica sobre o amor vivendo esse amor até às últimas consequências! O próprio Senhor afirma no capítulo quinze: “Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos”. O Senhor em sua soberania nos fez, mesmo imperfeitos, moradas do seu amor. É responsabilidade e privilégio morando juntos. Somos despenseiros desse amor!

João é chamado de apóstolo do amor, depois de passar pela grande transformação operada pelo Cristo, ele deixou de ser Boanerges “um filho do trovão” se tornando o mais terno dos discípulos de Jesus. João fala do amor de Deus como ninguém! Ele experimentou o que esse amor é capaz de fazer à vida de alguém explosivo como ele. Quanto de nós ainda a ser transformado! Tudo na relação com o Cristo é movido pelo amor caridade. Não a caridade de simplesmente doar coisas, mas a caridade de se doar mesmo sacrificialmente. E os que mais precisam desse tipo de caridade são os que menos merecem. Aliás, graça é isto, favor imerecido de Deus! Por que então, somos tão meritocratas? Ele quer que simplesmente nos doemos sem esperar nada em troca!

Deus nos treina o tempo todo. Ele vai ao cerne das nossas reais necessidades e ali opera as transformações. O fato é que mesmo estando longe de chegar ao patamar que ele planejou para nós, já não nos reconhecemos mais desde que fomos alcançados por sua maravilhosa e excelsa graça. E uma das grandes transformações ocorridas é o reconhecimento de que continuamos em obras e que ainda falta muito para ficarmos prontos!

Amor é credencial de crente fiel. Não são as exterioridades que convencem, são os atos concretos desse amor que se doa que testificam do que se operou em nós. Tudo em nossa vida passa a ser uma consequência gloriosa do nosso encontro pessoal com Cristo, o Amor Vivo encarnado. A partir desse encontro, o amor caridade assume o controle. Assim, obediência é um ato de amor, serviço é um ato de amor, prontidão é um ato de amor, abnegação é um ato de amor, oração é um ato de amor. Tudo enfim deve ser movido pelo Amor. Amor ao Amor, que é o Cristo! Essa credencial única, eterna e inconfundível, nos torna moradas de Deus! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/AVIVA A TUA OBRA, Ó SENHOR!

AVIVA A TUA OBRA, Ó SENHOR!

Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus". Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus”. Atos 4.29-31.

                                                                                          


Essa oração feita pela igreja se deu por ocasião da prisão dos apóstolos Pedro e João pelas autoridades religiosas e seculares daqueles dias. Eles queriam obrigar os discípulos a pararem de anunciar o Cristo. Exigência impossível de ser obedecida por aqueles santos de Deus. E diante de tal exigência, eles cheios do Espírito Santo, diz o texto: “Mas Pedro e João responderam: "Julguem os senhores mesmos se é justo aos olhos de Deus obedecer aos senhores e não a Deus. Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos".

O pedido específico dos versículos citados deveria ser oração contínua feita por nós. Para que ao abrirmos as nossas bocas para anunciar o Cristo, Ele estenda as suas mãos para salvar, curar e fazer sinais e prodígios. Há uma necessidade urgente de avivamento! Não podemos parar de anunciar o Cristo nesses dias maus nos quais vivemos. São muitas as oposições e os levantes do adversário usando todo o tipo de instrumentos, até aqueles que parecem lícitos. À semelhança de Pedro e João não podemos deixar de falar e anunciar tudo que temos visto e experimentado da parte do nosso Deus.

Somos ameaçados e fustigados. As cargas a nós impostas são muitas. Hoje conversando com uma querida irmã, ela dizia: “Há momentos que temos a impressão que vamos explodir!”. Sim, há muitos momentos assim, e não é só a sensação de explosão, mas de implosão! Pois há aquelas coisas que não são exteriorizadas e ficam lá dentro ruminando em nossos corações sem conseguirmos encontrar explicação ou saída! O fato é que o mundo se tornou insalubre demais para nós. O ar terreno está cada vez mais irrespirável. E esta sensação de não pertencimento, só prova que não somos daqui. Por isso, há uma saudade irremediável de Casa!

Precisamos ter os nossos pés na terra visto que somos peregrinos e forasteiros, mas os nossos olhos e pensamentos mais do que nunca precisam estar voltados para a eternidade. Nada é mais alentador que a viagem de volta. E à medida que caminhamos vamos indo e anunciando o Cristo, quer seja oportuno quer não. Aliás, para quem não quer ouvir nunca é oportuno! Esse anúncio se dá corajosamente com palavras e de modo prático com atos de benignidade, compaixão e fé. Quando o cristianismo deixa de ser uma mera religiosidade formal, e se torna um relacionamento vivo com o Cristo redivivo tudo começa a fluir, pois Aquele que está em nós faz o nosso edifício espiritual tremer. Fomos alcançados para alcançar. Impactados para impactar. Reconciliados para nos tornar instrumentos de reconciliação. Somos apenas os instrumentos, o mais o Senhor fará! Tem faltado combustível! Busquemos esse transbordar do Espírito Santo! Aviva a tua obra, ó Senhor! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/FAZER O BEM É PRECISO E NECESSIDADE TEM PRESSA!

FAZER O BEM É PRECISO E NECESSIDADE TEM PRESSA!

Quanto lhe for possível, não deixe de fazer o bem a quem dele precisa. Não diga ao seu próximo: "Volte amanhã, e eu lhe darei algo", se pode ajudá-lo hoje”. Provérbios 3.27,28.

                                                                                           


Já falamos tantas vezes neste espaço sobre este assunto! Como é difícil compreender a dor do outro quando ela não dói em nós! Como se tem desdenhado da necessidade do outro quando os nossos celeiros estão cheios! Como tem sido fácil julgar quando não calçamos o sapato apertado do outro nem carregamos seus fardos! Nesses dias percorrendo a trilha da teologia prática de Provérbios quantas lições preciosas a serem aprendidas e revistas ali por nós!

O povo de Deus tem passado dias difíceis sobre a terra em várias áreas da vida. São enfermidades graves. Casos de Alzheimer nas famílias. Esses entes queridos que têm sido assolados por esse ladrão implacável de almas e são roubados de nós. Dificuldades financeiras sem conta. Relacionamentos conturbados, até violência doméstica, mesmo em lares ditos cristãos. Vícios camuflados. A lista é longa. E como dissemos outro dia, sempre achamos que essas coisas não batem à nossa porta e só acontecem com os outros. Quem está vivendo uma situação confortável jamais imagina que um dia as coisas podem se inverter. Tem faltado empatia esta é a grande realidade!

 O autor de Provérbios traz uma recomendação muito oportuna e lúcida sobre este assunto. Especialmente para os que estão insensíveis do outro lado da mesa. Somos instados aqui a acudir, socorrer, suprir, mitigar e a executar tantas outras ações que podem minimizar a dor imediata do nosso semelhante. A instrução é muito clara: quando for possível façamos o bem a quem dele precisa. Meu Deus, como o espectro desse “fazer o bem” é tão abrangente! Às vezes esse fazer o bem é simplesmente exercitar paciência e graça com aqueles que já se acham cada vez mais distantes na estrada da vida caminhando para o final da viagem. São aqueles que necessitam de companhia, carinho e assistência mesmo à própria revelia.

O autor de Provérbios completa a sua recomendação nos encorajando a fazer o necessário hoje e a não postergar o socorro se o podemos fazer agora. Necessidade tem pressa! “A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida”. Não vamos poder socorrer a todos que necessitam, mas há sempre o que podemos fazer por alguns daqueles necessitados à nossa volta. Agora, não podemos perder de vista que há as necessidades lícitas e “aquelas que são muletas” para seus portadores. Esses estão sempre reclamando de tudo e de todos. Querem atenção exclusiva. São como vampiros emocionais e nos exaurem as forças. Meu pai costumava dizer que: Um amigo bom ajuda o outro, mas têm aqueles que querem ser o outro a vida toda! Desse modo, precisamos estar atentos. Enquanto nos esforçamos para “agradar os ingratos e para servir os folgados” deixamos de acudir os que realmente necessitam de nossa ajuda! 

O apóstolo Paulo falando aos Gálatas diz: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos”, mas ao mesmo tempo, ele também recomendou aos irmãos de Tessalônica a se apartarem dos que queriam viver desordenadamente e disse ainda que aqueles que não queriam trabalhar, também não deveriam comer! Às vezes fazer o bem é simplesmente dizer NÃO aos folgados! Semear o bem é sempre uma boa e frutífera semeadura! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

Você poderá gostar também de...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...