quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR TEM SEMPRE A SAÍDA MAIS IMPENSÁVEL!

 O SENHOR TEM SEMPRE A SAÍDA MAIS IMPENSÁVEL!

                                                                                     


“Moisés respondeu ao povo: "Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes trará hoje, porque vocês nunca mais verão os egípcios que hoje veem. O Senhor lutará por vocês; tão somente acalmem-se". Disse então o Senhor a Moisés: "Por que você está clamando a mim? Diga aos israelitas que sigam avante. Erga a sua vara e estenda a mão sobre o mar, e as águas se dividirão para que os israelitas atravessem o mar em terra seca”. Êxodo 14.13-16.                                                       


Todos que têm familiaridade com a palavra de Deus conhecem este texto. O relato mostra a intervenção sobrenatural de Deus na saída do seu povo do Egito rumo a Terra Prometida. O Senhor usa Moisés para guiar o seu povo pelo meio do Mar Vermelho aberto de maneira sobrenatural. Seguramente já ouvimos mensagens sobre este assunto tantas vezes, mas nunca é demais nos lembrarmos dos grandes feitos de Deus, sobretudo, quando nos encontramos sem saídas humanas no meio das nossas tribulações e perseguições. Que diga-se de passagem, nos últimos tempos não têm sido poucas! Grandes intervenções de Deus demandam fé e o terreno da fé é a situação adversa. É exatamente nesses momentos que descobrimos o quanto de fé há em nós. O relato apresenta alguns aspectos da fé que nos encorajam a não desistir nas nossas lutas. Olhemos para eles: A fé genuína é uma certeza que gera quietude e afasta o medo; É o próprio Senhor que toma a dianteira e peleja pelos seus; e Quem tem fé confia, e avança, porque sabe que quem fez a promessa é fiel.

A libertação do povo de Israel do jugo egípcio tem muito a nos ensinar sobre as nossas situações sem saída. O povo de Deus depois de um cativeiro de 430 anos, finalmente é libertado do Egito pela instrumentalidade de Moisés. Aquele libertador foi levantado pelo Senhor, contudo, parece que as coisas não estavam dando muito certo, pelo menos não, do ponto de vista, sobretudo, de quem era cativo. Depois de idas e vindas, de pragas e mais pragas, que deixavam o faraó cada vez mais enfurecido, o povo consegue sair dali. Aquela multidão numerosa segue sob o comando de Moisés. Quando o povo pensa que havia conseguido, o que ele encontra pela frente? O mar intransponível. Dos lados uma geografia absolutamente íngreme. Fim da linha? Para a visão humana, sim! Quantos hoje estão achando que chegaram ao fim da linha? Sabe aquela afirmação que diz que “desgraça nunca vem sozinha”? Pois foi exatamente o que aconteceu: As coisas pioraram e muito.

O faraó se arrepende e persegue o povo. Será que foi isso que aconteceu? Claro que não! Antes, foi o próprio Deus que endureceu o coração de faraó para que fosse atrás do povo! Ele não perde seu controle das situações em nenhum momento. Tudo tem um propósito soberano da parte do Senhor! Tão somente confiemos! Já reparou que a estrada da confiança absoluta vai ficando cada vez mais estreita quase intransponível? Andar por ela não é para “fracotes”, mas para os fortalecidos em Deus e na força do seu poder! Por isso o Senhor diz por meio do seu profeta Joel: “Diga o fraco: eu sou forte!”. Todas as ações permitidas e ordenadas por Deus na vida dos seus escolhidos servem a um propósito soberano dele na vida dos seus escolhidos! Busquemos o fortalecimento Nele para todas as nossas travessias, especialmente as mais tenebrosas. O Senhor começa a executar a estratégia de guerra contra os egípcios. Tudo de acordo com o seu querer soberano. Nada foge ao seu controle, repito, nem mesmo as aparentes pioras em nossas lutas. Quem em sã consciência poderia sequer imaginar aquela saída? Nenhum ser humano, claro! Mas é quando cessam as saídas humanas que entram em cena as infinitas possibilidades de Deus! Os egípcios não se deram por vencidos e perseguiram a Israel. O próprio inimigo reconhece que O Senhor peleja pelos seus! O Senhor dera a ordem para que Moisés levantasse seu cajado sobre o mar para que as águas descessem sobre os egípcios, seus carros e cavalos. Todos pereceram e o Senhor foi glorificado diante de todo o Israel! O que aprendemos aqui? Ele não faz obra incompleta! Aleluia! Quem sabe se não estamos vivendo algo semelhante? Tão somente confiemos, Ele sempre guarda para o final o grande milagre! Ele é a saída quando não há saída! Então paremos de clamar e marchemos! Nadia Malta

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/CUIDADO COM OS EXTREMISMOS, TODO ZELO CEGO É FANATISMO!

 CUIDADO COM OS EXTREMISMOS, TODO ZELO CEGO É FANATISMO!

Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”. Romanos 12.3; II Timóteo – 1.7. 




Ambos os textos falam de moderação. Nas versões mais modernas a palavra é substituída por equilíbrio. Embora, tendamos a dar a ambas o mesmo significado, conseguimos ver significados distintos. Enquanto a palavra equilíbrio pode ser traduzida como “posição estável de um corpo, sem oscilações ou desvios”, a palavra moderação é a “virtude de permanecer na exata medida; comedimento”. Pronto, permanecer na medida exata! O autor de Eclesiastes diz que a moderação em tudo é boa! É disso que gostaria de tratar aqui. Os textos trazem exortações preciosas aos cristãos  para que andem em moderação: Ninguém tenha sobre si mesmo um conceito maior do que o que convém; Cada um pense com moderação de acordo com a fé recebida; e Já fomos habilitados para andar de maneira moderada.

 O mês está findando, entramos em um novo mês e temos a oportunidade de agir de modo diferente. Os dias têm sido bem difíceis no mês ainda corrente. Todos nós atravessamos e de certa maneira continuamos a atravessar uma vereda estreita. Nas horas das grandes agonias tendemos a nos inquietar em demasia, perdendo o equilíbrio e a medida para todas as coisas. Gostaria hoje de meditar um pouco sobre a questão da moderação. “Convém ser moderado em tudo, até na moderação” disse Oscar Wild. Como tem faltado o senso de medida, de comedimento em nosso tempo e também em nosso meio! Tendemos aos extremismos. As pessoas vão de um extremo a outro em fração de segundos. E a falta de medida é sintoma de outra falta. A falta de amor cristão! O amor caridade, não a caridade de doar coisas, mas a caridade de se doar pelo outro. Pela graça que lhe foi concedida, o apóstolo Paulo exorta a cada um dos seus leitores que “não pense de si mesmo além do que convém”. Nem mais, nem menos, apenas o que convém. Não podemos perder de vista que tudo que somos, temos ou sabemos é por pura graça de Deus e é para a sua excelsa glória. Somos apenas canais, instrumentos de Deus, que Ele usa apesar de nós! Todo exagero é tendencioso! Todo zelo cego é fanatismo!

Ele segue no seu raciocínio e continua a sua exortação dizendo: “antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um”. As questões concernentes, por exemplo, ao evangelismo, há uma agonia para se “enfiar a palavra de Deus goela abaixo” por parte de muitos. Sobretudo, daquela maneira completamente desmedida de apontar os pecados. Sejamos amorosos, benignos e compassivos com aqueles que ainda não foram alcançados pela graça salvadora, assim como nós fomos tão amorosamente alcançados um dia. A única pessoa que pode convencer da justiça, do juízo e do pecado é o Espírito Santo. A nossa função é anunciar o Cristo. Falar do seu amor misericordioso. O apóstolo Paulo falando do mesmo assunto ao jovem pastor Timóteo dá a razão da sua exortação: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”. É necessário que sejamos fortalecidos em Deus, que demonstremos temor e tremor diante de sua Palavra, que sejamos canais do seu amor e graça indizíveis. Não nos esqueçamos disto! Assim, sejamos moderados, permaneçamos na exata medida! Nadia Malta

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/QUE ASSIM SEJA SEMPRE!

 QUE ASSIM SEJA SEMPRE!

Peço que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, lhes dê espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento dele. Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos e a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força”. Efésios 1.17-19. 


A Carta aos Efésios apresenta a igreja como Corpo de Cristo e o texto citado faz parte de uma oração feita pelo apóstolo Paulo pelos cristãos, não só de Éfeso, mas de todas as igrejas de todas as épocas em toda a face da terra. Esta carta é uma encíclica, ou seja, é uma carta circular e não apenas uma carta particular à igreja local. E como tal, a sua mensagem sempre atual alcança a todos os cristãos. O trecho da oração paulina mencionado apresenta as seguintes petições: Sabedoria e Revelação no pleno conhecimento do Cristo; Iluminação dos olhos do coração para poder conhecer a natureza real do chamado; E A percepção da suprema grandeza do seu poder. As palavras usadas pelo apóstolo em sua oração nunca soaram tão oportunas quanto em nossos dias. Li recentemente um artigo de um sério homem de Deus que dizia que a Igreja contemporânea está com falta de ar. Palavras aparentemente duras, mas absolutamente necessárias em dias de uma teologia fluida, liquida, sem consistência. Por isso é necessário voltar aos rudimentos da fé e beber na fonte que é a Santa palavra de Deus, mas não na perspectiva contemporânea de interpretações espúrias. É necessário reaprender a ler a Santa e Gloriosa Palavra de Deus à Luz do Espírito Santo, O Mestre por excelência! Ler, reler e meditar de maneira responsiva, tantas vezes quantas sejam necessárias até que a Palavra gere vida nos corações.

Em sua oração o apóstolo Paulo pede ao Senhor que nos conceda: “espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento dele. Não haverá sabedoria, nem revelação sem o pleno conhecimento do Senhor. Esse conhecimento não é apenas teórico, mas experiencial de com Ele andar. Assim, o pleno conhecimento do Cristo é a viga mestra para que alcancemos as petições feitas aqui pelo apóstolo. Fora do Cristo, nada acontece! Ele segue clamando para que os olhos do nosso coração sejam iluminados para que conheçamos a esperança para a qual ele nos chamou, para que contemplemos as riquezas da gloriosa herança dele em nós. Ele ainda pede que também conheçamos “a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força”.

 Tudo isto é maravilhoso demais aos nossos olhos meramente humanos. Carecemos sim, de uma intervenção sobrenaturalmente divina para que possamos contemplar e desfrutar desse relacionamento glorioso. Só assim poderemos continuar a nossa peregrinação nesta terra. Mesmo que os nossos pés permaneçam aqui, nossos olhos precisam estar postos no Autor e Consumador da nossa fé: Jesus, o Cristo de Deus. O que aprendemos aqui? A igreja contemporânea precisa acordar e se envolver efetivamente na obra de Deus. Clamamos por tantas coisas e nos esquecemos de pedir o principal: Sabedoria, olhos que vejam e ouvidos que ouçam. Por isso continuamente sigamos dizendo amém a esta bendita oração do apóstolo Paulo! Antes que venha a grande perseguição que se alastrará por toda a terra. Nadia Malta.

domingo, 28 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS O VERDADEIRO DESCANSO: CRISTO!

 BUSQUEMOS O VERDADEIRO DESCANSO: CRISTO!

                                                                                   


 “Respondeu o Senhor: "Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei descanso". Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus”; Êxodo 33.14; Hebreus 4.9.


Busquemos o verdadeiro e perene DESCANSO: Cristo! Sim, Descanso é uma palavra de significado bendito! Na verdade há três palavras benditas que se completam: Descanso, Refrigério e Folga! Como estamos todos precisados de experimentar isto! Como diz o verso da música popular de inspiração tão sensível e que traduz tão bem o que necessitamos: “Quando o corpo pede um pouco mais de calma!”. Contudo, há um Descanso ainda maior e mais duradouro do que aquele que se restringe ao corpo e as emoções: O Senhor prometeu esse Descanso e cumpriu a sua promessa enviando o Cristo para ser o Descanso perene dos seus escolhidos! Abriguemo-nos Nele! O Descanso de Deus prometido desde tempos eternos não é um dia na semana, mas uma pessoa chamada Cristo. O povo de Deus sobre a terra tem andado num  cansaço que assusta.  Cansaço físico, mas, sobretudo, espiritual. O primeiro pode ser resolvido com umas boas férias, mas o segundo, só pode ser efetivamente desfrutado quando estamos em Cristo verdadeiramente. E estar em Cristo implica em fazer o que ele ordena em sua santa Palavra. Uma dos grandes desencadeadores desse cansaço espiritual e existencial é a falta de perdão. A raiva, o ódio são agentes corrosivos que impedem as nossas bênçãos de descerem sobre nós. Eu mesma já compartilhei um perdão que retive por mais de treze anos. O resultado? Dor, fracasso, tristeza, enfermidades. Assim que atendi à voz do Espírito Santo e liberei aquele perdão, as bênçãos desceram como uma torrente bendita vinda do Trono da Graça sobre a minha vida e da minha família.

O autor de Hebreus deixa isto bem claro nos capítulos três e quatro. Diz o autor de Hebreus: “Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”. Experimentar o Cristo é ter sempre o Lugar de repouso nas horas das nossas agonias mais profundas, e dos medos mais cruéis. Como tão bem descreve o salmista no salmo 23: “Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranqüilas;”. Separemos um tempo para desfrutar desse Lugar Bendito de Descanso e Refrigério que é a presença do nosso Cristo! O andar pela fé demanda certeza e também coragem. Em outro salmo o salmista declara: Descanse somente em Deus, ó minha alma; dele vem a minha esperança. Somente ele é a rocha que me salva; ele é a minha torre alta! Não serei abalado!”. Às vezes a sensação humana de desamparo é tão grande que nos sentimos sem chão, mas é exatamente nessas horas que precisamos daquela certeza e coragem já mencionadas para seguir em frente, apesar de todos os percalços.

Deitar à noite no meio das grandes tempestades e poder dormir na tranquilidade que seremos guardados pelo Senhor é o tipo de fé que nos faz descansar seguros no Esconderijo do Altíssimo! É Nele que a nossa alma encontra Repouso e refrigério. Não nos deixemos abalar por causa dos fardos da jornada, antes lancemos sobre Ele tudo que nos inquieta, pois Ele tem cuidado de nós e não nos deixará sozinhos! O resultado desse descanso bendito nós podemos ver nas palavras do salmista no salmo 92: “Tu aumentaste a minha força como a do boi selvagem; derramaste sobre mim óleo novo. Os meus olhos contemplaram a derrota dos meus inimigos; os meus ouvidos escutaram a debandada dos meus maldosos agressores. Os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro do Líbano; plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Mesmo na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes, para proclamar que o Senhor é justo. Ele é a minha rocha; nele não há injustiça”. Salmos 92:10-15  Nadia Malta

sábado, 27 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR É A NOSSA FORÇA, SEMPRE!

 O SENHOR É A NOSSA FORÇA, SEMPRE!

A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre”. Salmos 73.25,26. 


Este salmo foi escrito por Asafe e fala a respeito da prosperidade dos maus assim como o salmo 37 escrito por Davi, que trata do  mesmo assunto. Por que dois salmistas falando da mesma coisa, não bastaria que apenas um abordasse o assunto? Creio que o Senhor permitiu isto propositalmente para que vejamos que naqueles dias muitos também pensavam como nós. Ficavam perplexos e frustrados assim como nós também ficamos. Contudo, há um propósito para todo intento na vida dos eleitos de Deus, tanto no passado quanto em nossos dias. Não nos desesperemos ou pelo menos tentemos não nos desesperar diante das injustiças e, sobretudo, diante da prosperidade dos maus! Para isso precisamos focar em Deus! O salmista aqui chegou ao ponto de quase fraquejar e desabafa a sua percepção humana da situação. E não é assim que também observamos e enxergamos a vida e a conduta do ímpio, sempre “próspero” do ponto de vista humano?

O salmista vai mais longe quase se revolta diante da prosperidade dos maus. Até que de repente ele cai em si e busca o discernimento das coisas espirituais. Ele finalmente reconhece qual o destino do ímpio e se penitencia diante do Eterno. Outro dia ouvi um pensamento de Jonathan Edwards que diz assim: “A terra é o único inferno que os cristãos irão suportar, e o único paraíso que os descrentes irão desfrutar!”. Quanta verdade nessa afirmação! Finalmente o Salmista reconhece que o Senhor é a sua herança e ainda que seu coração e corpo fraquejem ele tem a força do Senhor a seu favor! Sim, o Senhor é o nosso Refúgio e Fortaleza, consolo bem presente em nossa tribulação. Nada poderá nos afastar desse amor indizível de Deus! É certo que haverá dias de sol e copiosas tempestades.  Haverá dias em que nos sentiremos como diz o verso da musica popular: “Como quem partiu ou morreu!”, mas sempre o Senhor faz que ressuscitemos do túmulo das adversidades.

Depois das grandes lutas nos levantamos mais fortalecidos e só aí descobrimos as ferramentas e as armas com as quais fomos agraciados por Deus! Só então, podemos fazer a ousada declaração do salmista: “A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti”.  O que aprendemos aqui? Não invejemos a sorte dos ímpios. Esta terra é o único paraíso que conhecerão! Por mais que as nossas lutas sejam duras aqui, experimentaremos a glória porvir. Não percamos Deus de vista, quando isto acontece, nossos pés podem resvalar! Reconheçamos que o Senhor é a nossa herança. Que nada mais possamos desejar além dele. Ainda que o nosso coração e corpo fraquejem. Ele é e será sempre a nossa força para sempre! Tão somente confiemos e glorifiquemos o santo nome do Senhor! Nadia Malta

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/A NOSSA ALEGRIA VIRÁ E SERÁ PERENE!

 A NOSSA ALEGRIA VIRÁ E SERÁ PERENE!

Cantem louvores ao Senhor, vocês, os seus fiéis; louvem o seu santo nome. Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”. Salmos 30.4,5. 


Este salmo todo é um cântico de ações de graças pela libertação da morte. Na verdade, este deve ser sempre motivo de gratidão ao Senhor, sobretudo, em tempos modernos quando os perigos nos cercam de todos os lados. Naqueles dias o rei salmista enfrentou muitos inimigos que o assolavam. Ele experimentou também, semelhante a nós, muitas sensações internas que o levaram a grandes angustias: Medos, apreensões, tristezas profundas, rejeição, dentre outras. E quando lemos um relato desses, nos identificamos com as experiências vividas! Percebemos aqui o cuidado de Deus ao permitir o registro daquilo que foi vivenciado pelos seus servos do passado, para que fôssemos edificados e encorajados. A experiência do salmista pode ser assim dividida: O salmista louva o Senhor por sua bondade que o livra e cura; O salmista confessa seu pecado de auto-suficiência; O salmista apresenta sua súplica; E O salmista apresenta seu testemunho.

Quantas vezes sentimos uma angustia de morte ao ponto de quase sucumbirmos! Contudo, Deus nos acode. Ele nos estende a sua poderosa mão que nos iça daquele abismo profundo nos resgatando da morte iminente. Muitos de nós temos experimentado um tempo indizível de choro copioso. São tantos os sobressaltos! São perdas irreparáveis e depressões esmagadoras. Os inimigos que nos perseguem muitas vezes estão na nossa própria casa, no meio da nossa parentela.  Como conviver com isto e manter a sanidade? Se não fora o Senhor que tem estado ao nosso lado já teríamos sido engolidos vivos, como diz em outro momento o salmista.  Aí, paramos e olhamos para este mesmo salmista em outro salmo. Ele diz: ”Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra!”. Jesus também nos alerta acerca disso dizendo: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!”. Viver neste mundo é peregrinar em um deserto abrasador com raros momentos de oásis. Aqui enfrentamos toda sorte de aflições e dificuldades, mas o Senhor promete livramento de tudo isso. Estamos indo pra casa e lá descansaremos! Há uma promessa gloriosa do Senhor em Apocalipse que nos aquece o coração nas horas de pranto e dor: “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou".

 Nos versículos citados no inicio o salmista conclama os fiéis a louvarem o Senhor. E ele diz a razão desse cântico de vitória: “Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”. Sim, amanhecerá para nós. Mesmo que a noite escura da alma pareça demasiado prolongada, amanhecerá! Aleluia! E ele termina o salmo fazendo uma linda declaração sobre a fidelidade de Deus: “Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre”. O que nos acalenta é saber que todo o pranto cessará e a alegria virá, pois amanhecerá para nós! O que o salmista nos ensina aqui? Precisamos reconhecer mais a bondade e a fidelidade de Deus, assim como manifestar a nossa gratidão a Ele. Precisamos reaprender a reconhecer e confessar os nossos pecados. Apresentemos diante do Senhor a nossa súplica. Sejamos verdadeiros ao fazer isto. Testemunhemos mais sobre os feitos de Deus! Nadia Malta

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/O CAMINHO DIFÍCIL, MAS SOBREMODO EXCELENTE!

 O CAMINHO DIFÍCIL, MAS SOBREMODO EXCELENTE!

                                                                                    


Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. Pelo contrário, como servos de Deus, recomendamo-nos de todas as formas: em muita perseverança; em sofrimentos, privações e tristezas; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”. Provérbios 11.24; 2 Coríntios 6.4,10. 


Andar no Caminho chamado Cristo é o maior evento na vida de um ser humano. Outro dia li um pensamento atribuído a C.S. Lewis, que dizia mais ou menos assim: “Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo”. Creio que os versículos citados que trazem as palavras do autor de provérbios e do apóstolo Paulo corroboram com essa afirmação de Lewis. Jesus não nos promete uma vida de facilidades. Ele promete sim, a sua presença durante toda a jornada. Aliás, ele é tanto o Caminho, quanto o Guia e o Destino Eterno que nos aguarda.  O Caminho é difícil e de muitos contrastes. Ora estamos numa reta, ora nos precipitamos em um desfiladeiro. São desertos e oásis. São vales e montanhas. Andamos sob uma manhã ensolarada e de repente enfrentamos nuvens densas e chuvas copiosas. São auroras e ocasos. Chegadas e partidas, altos e baixos. Perdas e ganhos. Aprendemos com o apóstolo Paulo que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito”. O Cristianismo é a Religião do Novo e Vivo Caminho.

Há uma afirmação e desta vez desconheço a autoria que diz: “Dar do ponto de vista de Deus é o meio de se adquirir riquezas!”. E essa afirmação deve ser compreendida da maneira mais ampla, estamos falando aqui em partilhar o que temos com os que necessitam. Ser empático, sentir a dor do outro. Vestir o nu, alimentar o faminto. Acudir o necessitado. Contentar-se com o que se ganha sem querer se endividar para se viver de aparência. Aqueles que negociam não explorem, mas tenham um lucro honesto. Sim, aqueles que retêm mais do que o devido caem em pobreza. O reformador Lutero ao ser indagado por um sapateiro sobre o que deveria fazer para Deus, Lutero respondeu-lhe: “Faça um bom sapato e cobre um preço justo”. Ajuntar bens materiais nesta terra é péssimo negócio. Nada levaremos. É correr atrás do vento. Aqui estamos sujeitos à corrosão e ao roubo. Paulo apóstolo traz a sua versão sobre o assunto que estamos tratando aqui, a questão dos contrastes. Diz ele: “entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”. É exatamente nessas situações que experimentaremos a vida do Cristo revelada em nós. Isto aqui não é uma apologia ao sofrimento, mas é uma visão real do que é a caminhada.

Quando entendemos esse principio de contrastes conseguimos viver com um pouco mais de leveza por esta terra. Não têm sido fáceis os últimos tempos para nenhum de nós que caminhamos por esta vereda. O grande segredo para que essa caminhada seja vitoriosa, Paulo nos oferece por meio de uma só expressão citada no texto do inicio: “em muita perseverança”. E bote perseverança nisso! Mas a boa noticia aqui é que somos peregrinos por uma terra que não é nossa e que essa estrada apesar dos contrastes, nos levará para a nossa verdadeira Pátria, que é um lugar lindo e espaçoso de pastos verdejantes onde o refrigério e a folga serão eternos!  Perseveremos, pois! O Cristianismo é o Caminho apertado, dos contrastes. Caminho que leva a Porta estreita. São poucos os que entram por ela. É o Caminho difícil, mas  sobremodo excelente que vale a pena percorrer! Nadia Malta

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/SOMOS PECADORES JUSTIFICADOS PELA FÉ NO CRISTO!

 SOMOS PECADORES JUSTIFICADOS PELA FÉ NO CRISTO!

                                                                                       


Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. I João 1.7-10. 


Na verdade o contexto que fala sobre esse assunto tão complexo para os olhos naturais vai desde o versículo cinco do capítulo primeiro até o versículo seis do segundo capítulo. A impressão que temos é de um êxtase do apóstolo tal a natureza da revelação recebida da parte de Deus. Como assim, justificados e ainda pecadores? É exatamente isto! Fomos libertos da penalidade e do poder do pecado, mas não de sua presença.  Ainda habitamos em um corpo mortal sujeito às inclinações pecaminosas. A diferença é que agora temos Advogado junto ao Pai. O apóstolo João traz algumas afirmações que devemos ter sempre em mente: Se andamos na Luz, temos comunhão com os irmãos e o sangue de Cristo nos purifica de todo o pecado; Se afirmarmos que estamos sem pecado somos mentirosos e enganamos a nós mesmos; Se confessarmos os nossos pecados, o Senhor é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça; e Se afirmarmos que não temos cometido pecado fazemos de Deus um mentiroso e a sua palavra não está em nós.

A justificação remove a culpa do pecado e restaura o pecador a todos os direitos filiais envolvidos em seu estado de filho de Deus, incluindo uma herança eterna. A santificação remove a corrupção do pecado e renova o pecador constante e crescentemente, em conformidade com a imagem de Deus. A justificação dá-se fora do pecador, no tribunal de Deus, e não muda a sua vida interior, embora a sentença lhe seja dada a conhecer na vida interna do homem e gradativamente afete todo o seu ser. A justificação acontece uma vez por todas. Não se repete, e não é um processo; é imediatamente completa e para sempre. Não existe isso, de mais ou menos justificação; ou o homem é plenamente justificado, ou absolutamente não é justificado. Já a santificação é um processo contínuo, que jamais se completa nesta existência. Enquanto que a causa meritória de ambas está nos méritos de Cristo, há uma diferença na causa eficiente. Assim, sendo, Deus o Pai declara justo o pecador, e Deus o Espírito o santifica. Posicionalmente somos santos (separados para Deus), mas isto não significa impecabilidade. Progressivamente ainda precisamos ser santificados enquanto estivermos na terra. Quem disser que não tem pecado é mentiroso.

A diferença entre os caminhantes da Luz e os das trevas é que os primeiros se constrangem e têm consciência quando pecam. Eles experimentam a tristeza segundo Deus que produz vida, pois leva ao arrependimento, à confissão e o abandono do pecado cometido. Quanto ao segundo grupo, bem, não há da sua parte qualquer consciência de que sua prática fere ao coração de Deus. Os filhos da trevas seguem de maneira cínica e contumaz nas mesmas práticas malignas sem contudo, experimentar qualquer constrangimento ou arrependimento. Isto não significa que o pessoal do primeiro grupo deva relaxar e continuar na prática do pecado pelo fato que Jesus é seu Advogado. O pecado em nossa vida quando acontece deve ser um acidente de percurso, não uma prática contumaz. O que somos afinal? Somos santos justificados (declarados justos por meio da justiça de Cristo) em um processo contínuo de santificação!  Que o Senhor nos faça permanecer firmes nesse propósito santificador!  Nadia Malta

terça-feira, 23 de agosto de 2022

MEDITAÇÃO/NADIA MALTA/QUE O NOSSO ALICERCE ESPIRITUAL ESTEJA FIRMADO SOBRE A ROCHA ETERNA!

 QUE O NOSSO ALICERCE ESPIRITUAL ESTEJA FIRMADO SOBRE A ROCHA ETERNA!

Vocês nunca leram esta passagem das Escrituras? ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós". Marcos 12.10,11.                                                          


É interessante essa figura das antigas construções usada para comparar o Cristo. Ele é a Rocha Eterna da nossa Salvação, o firme fundamento sobre o qual alicerçamos a nossa fé! As antigas construções eram alicerçadas sobre uma pedra fundamental. Sem essa pedra as construções não resistiam à ação, sobretudo, do tempo em suas múltiplas manifestações: chuvas, tempestades, enchentes, vendavais dentre outras. Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos assim chamados cristãos é a falta da profunda convicção de que verdadeiramente estão salvos. Aqui cabe uma pergunta: Salvos de que? Salvos da morte eterna, que é a eterna separação da presença favorável de Deus. A situação do homem distante de Deus é morto em seus delitos e pecados. Outra pergunta oportuna é: O que é então ser salvo? É passar pela regeneração do espírito morto. É nascer de novo da água e do espírito. É ser reconciliado com Deus. É sair da condição de condenado para a de justificado pela fé em Cristo Jesus. É ter os pecados perdoados e apagados. É ser resgatado, libertado do império das trevas e transportado para o Reino do Filho do amor de Deus. É passar da morte para a vida. É se tornar uma nova construção espiritual alicerçada sobre a Rocha Eterna que é o Cristo.

Jesus continua sendo a Pedra que os construtores rejeitaram, tanto no passado quanto hoje. Todo prudente construtor se preocupa com o alicerce. E é a partir daqui que gostaria de alicerçar esta nossa meditação. Uma pergunta é inevitável: Aonde temos alicerçado a nossa fé? A obra salvífica do Cristo é única, perfeita, suficiente e permanente. Quem foi regenerado não se degenera mais. Quem nasceu de novo, o nascimento espiritual, não morrerá a segunda morte, que é também espiritual. É impossível perder a salvação que veio por meio do único sacrifício perfeito e aceitável a Deus, que foi a morte do Cristo em nosso lugar! Esta nova criação espiritual se torna um templo vivo de Deus, construído sobre a Pedra Angular. Assim, o Senhor Jesus é tanto o Salvador, quanto o Construtor, bem como a Pedra de Esquina sobre a qual estamos alicerçados. Agora é crescer na Graça e no conhecimento de Deus.  Lamentavelmente tem faltado fé nessa verdade.

Muitos vivem uma vida de salvos, mas miseravelmente infelizes. Conheci tantas pessoas que viveram e outras que ainda vivem esse drama por terem sido mal instruídas ou mesmo por não gostarem de estudar as Escrituras. Por esta última causa, elas acabam se tornando alvos perfeitos dos espertalhões que se especializam em fazer discípulos para si mesmos e não para o Cristo. Aliás, o Senhor diz que seu povo sofre por falta de conhecimento das Escrituras.  Às vezes o grande problema está no alicerce ou na ignorância sobre ele! Estar alicerçado sobre a Pedra Angular demanda fé e estudo sistemático da Palavra de Deus. Conferem-se coisas espirituais com espirituais. O preguiçoso das Escrituras se deixa levar por todo vento de doutrina soprado pelos convincentes espertalhões sempre a postos para caçar as almas. Aquele preguiçoso está sempre em dúvidas, cheio de temores em um derrotismo crônico.  Quando o Senhor fala das duas construções e seus resultados. Atentemos! Quanta ruína no meio do povo chamado pelo nome de Deus, sobretudo, dentre os que apesar de estarem no meio da igreja visível, rejeitaram a Principal Pedra Angular. Sejamos prudentes e chequemos os nossos alicerces!  Nadia Malta

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/QUE ESTEJAMOS ATENTOS À VOZ DAQUELE QUE NOS CHAMA!

 QUE ESTEJAMOS ATENTOS À VOZ DAQUELE QUE NOS CHAMA!

Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu”. Marcos 2.14. 


Não negligenciemos o chamado de Deus! Este é um daqueles textos que nos fazem parar para pensar. O que faria um bem sucedido coletor de impostos, um publicano, considerado o pior dos pecadores odiado pelos religiosos daqueles dias, atender a um chamado tão incisivo e inusitado de alguém como Jesus? Apesar de sua aparência se confundir com tantos profetas daqueles dias, ao ponto de Judas quando o traiu combinar uma senha para o entregar aos religiosos, havia algo inconfundível na voz daquele Rabi que levou o publicano Levi a se levantar e o seguir sem nem parar para argumentar qualquer coisa. É inevitável que paremos aqui e imaginemos a cena. Levi sentado na coletoria no meio aos muitos afazeres que seu expediente exigia e de repente, alguém passa e simplesmente ordena que o siga e ele vai!  Duas coisas no texto chamam a nossa atenção: A ordem chamado de Cristo: “Segue-me!”; e A prontidão para obedecer: “Ele se levantou e o seguiu”.

Meditemos um pouco sobre algumas verdades a partir do texto! O Senhor diz por meio do Evangelho de Mateus: “Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos". O que podemos imaginar que aconteceu no caso de Levi? Só há uma resposta plausível: Os que verdadeiramente ouvem o chamado da Graça não resistem! Ou os que são eficazmente chamados ouvem Àquele que chama. Na verdade, Ele continua chamando, mas só os que têm ouvidos ouvirão e o seguirão irresistivelmente como fez o ocupado Levi. Os que são do Senhor ouvem à sua voz e o seguem. E continua sendo assim! Ele ainda completa a sua afirmação acerca das suas ovelhas dizendo: “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai”. Quanta segurança para os que são dele verdadeiramente! Não se trata aqui dos que são apenas religiosos seguidores de tradições humanas, mas aqueles que se relacionam intimamente com o Senhor. São esses os que não resistem ao seu chamado e o seguem aonde quer que Ele vá! Era difícil compreender até para aqueles que estavam ao redor do Senhor e ele é interpelado pelos religiosos. O critério do chamado continua o mesmo: Ele não veio chamar justos e sim pecadores ao arrependimento.

Não é de se estranhar que as palavras mais duras do Mestre tenham sido dirigidas aos que se consideravam hipocritamente muito justos, muito piedosos. Os religiosos dos dias de Jesus continuam fazendo escola através dos séculos. Que seus corações sejam tocados e quebrantados enquanto há tempo. Somos todos pecadores necessitados da ação da graça de Deus. Que ouçamos a voz dAquele que chama tanto para a salvação quanto para a santificação. Do lado de cá da eternidade ninguém está pronto! Abandonemos aquilo que tão tenazmente tem nos assediado e atentemos Àquele que chama!  O que aprendemos com este fato? Semeamos a Palavra de Deus, mas só os que têm ouvidos ouvirão o chamado do Senhor em seus corações.  Os apelos emocionais podem até produzir religiosos, freqüentadores de igrejas, mas nunca verdadeiros e comprometidos seguidores. O critério da escolha do Senhor continua o mesmo: Ele veio para os doentes, os sãos não precisam de médico, segundo ele mesmo fala. Ele não veio chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento. Os religiosos dos dias de Cristo se achavam muito puros, muito piedosos e impecáveis. Esses não precisavam de um salvador. Atentemos, o Senhor continua chamando! Nadia Malta

domingo, 21 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/CUIDADO COM A IRA!

 CUIDADO COM A IRA!

                                                                                     


Agora, Senhor, tira a minha vida, eu imploro, porque para mim é melhor morrer do que viver". O Senhor lhe respondeu: "Você tem alguma razão para essa fúria?". Jonas 4.3,4. 


Exortemo-nos mutuamente como povo de Deus quanto à necessidade de nos libertar da ira que cega e aprisiona.  Há muitos, mesmo em nosso meio reféns de iras que atravessam gerações trazendo dor e morte a muitos relacionamentos! Características do iracundo evidenciadas no relato de Jonas: Ele enxerga apenas a sua vontade e nunca a vontade de Deus. Por isso Jonas fugiu para Társis; O iracudo não pode ver seu desejo contrariado. Jonas odiava os ninivitas e esperava que a cidade fosse destruída, mas os habitantes se arrependeram e alcançaram misericórdia; A ira cega o entendimento gerando explosões. Jonas amuado esbraveja até com o próprio Deus; e O iracundo é um solitário irremediável, pois ele afasta as pessoas. O livro termina com o profeta sozinho confrontado por Deus fora da cidade. A ira é uma obra da carne que tem dominado muitas vidas mesmo nos meios cristãos. Não é incomum ouvirmos histórias de homens e mulheres de Deus que vivem às voltas com esse impulso ou inclinação que tanto sofrimento tem causado aos que estão ao redor!

Um ataque de fúria pode deixar danos irreparáveis, sobretudo, na vida de familiares que se doam caridosamente em prol daqueles seus amados aprisionados pelo cárcere da ira! Aqui não se trata de não nos irarmos, por exemplo, com as injustiças do mundo, essa é uma ira lícita. Contudo, devemos ter cuidado para a nossa ira não se transformar em raiz de amargura, como nos instrui o apóstolo Paulo. Precisamos ter cuidado com a ira desnecessária e sob qualquer pretexto, tão comum em tantas pessoas. Tudo assume uma proporção descomunal para o iracundo. Viver em um constante sobressalto é adrenalina pura, não há coração que agüente! O iracundo é ingrato e rabugento, nada o satisfaz! Tudo para ele é ofensivo! O livro de Jonas tem muito a nos ensinar sobre a ira. Jonas era filho de Amitai e foi levantado por Deus como profeta, para levar uma palavra de alerta aos Ninivitas. Jonas conhecia a ação violenta daquele povo e não queria fazer cumprir a vontade de Deus. Ele tinha receio que Deus em sua misericórdia perdoasse aquele povo. Foge, então, para o extremo oposto, que era Társis, mas encontra no caminho uma tempestade é lançado ao mar onde é engolido por uma grande peixe. Depois de orar no ventre do peixe, o Senhor faz com que seja vomitado na praia e só então, mesmo a contra gosto, vai à Nínive cumprir a ordem de Deus.

A cidade para ser totalmente percorrida era preciso três dias. Jonas fez o percurso correndo e gritando de má vontade a ordem dada por Deus em apenas um dia. O povo, sobrenaturalmente, entendeu, começa a se arrepender e Deus não aplica o castigo determinado. Jonas irado sai da cidade e ao longe esbraveja amuado. O Senhor vendo a reação do seu profeta iracundo faz crescer um arbusto que lhe fizesse sombra, ele se alegra, mas logo pela manhã o Senhor envia um verme que come as folhas reacendendo a ira de Jonas, que deseja a morte dizendo: “Para mim seria melhor morrer do que viver". Deus o confronta: “Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta? “Respondeu ele: "Sim, tenho! E estou furioso a ponto de querer morrer". Ele ficou com tanta pena da planta e teve tão pouca misericórdia das pessoas! O Senhor diz ao profeta que a cidade tinha mais de 120.000 pessoas que não sabiam discernir a mão direita da esquerda e também muitos animais, não deveria ele ter misericórdia? É assim que a ira faz cegando o entendimento! Que tal confrontarmos a nossas iras? Que tal exercitarmos um pouco mais de perdão e gratidão? Diante dos nossos ataques de ira, que possamos nos fazer a mesma pergunta feita por Deus a Jonas: "Você tem alguma razão para essa fúria?". Nadia Malta

sábado, 20 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/QUE TUDO QUE SEJAMOS E FAÇAMOS SEJA PARA A GLÓRIA DE DEUS!

 QUE TUDO QUE SEJAMOS E FAÇAMOS SEJA PARA A GLÓRIA DE DEUS!

Então os fariseus e os mestres da lei perguntaram a Jesus: "Por que os seus discípulos não vivem de acordo com a tradição dos líderes religiosos, em vez de comerem o alimento com as mãos ‘impuras’?”. "Ele respondeu: "Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens”.  Marcos 7. 5-9; 17-23.                                                                 


Os fariseus e mestres da Lei estavam sempre confrontando Jesus para ratificar sua própria doutrina de manipulações. Tudo era feito e escrito para beneficio dos religiosos daqueles dias. Prática que temos visto perpassar os séculos chegando aos nossos dias. No confronto eles fazem uma pergunta a Jesus, recebem a resposta mais dura. Jesus esclarece em particular a seus discípulos. Os religiosos daqueles dias se preocupavam com coisas pequenas e traziam peso para os fiéis. Tudo com o fim de se beneficiar. Eles negligenciavam os mandamentos de Deus e se apegavam às tradições dos homens. O Senhor não poderia ser mais direto. Ele foi ao cerne da questão. Jesus esclarece em particular a seus discípulos.

O Dr. Shedd em seu comentário sobre o assunto diz acerca dos Fariseus e Mestres da lei daqueles dias: “Eles pulverizaram a Lei com 613 regras; 248 mandamentos; 365 proibições. Tudo isto escorado por 1521 emendas”. Tudo para respaldar seus intentos malignos. Um verdadeiro absurdo! Jesus os chamou de hipócritas! O Senhor citando o profeta diz no texto citado: “‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens”.  A hipocrisia dos religiosos dos dias de Jesus encontra eco nos dias de hoje. Uma profecia de Isaias é aqui citada pelo Cristo em relação aos religiosos daqueles dias. É possível enganar a alguns durante certo tempo, mas não a todos por toda a vida! Máscaras caem! É tempo de auto-exame e também de pedirmos ao Senhor que sonde o nosso coração, para ver se há em nós caminhos maus e nos conduzir ao Caminho eterno que é o Cristo!

Quando discurso e prática estão dissociados, o resultado é trágico. É a lei do “faça o que eu digo, não o que eu faço!”. Esta é a fórmula perfeita para fabricar religiosos caçadores de almas, cheios de regras e imposições, com seus corações incompassivos e distantes do Senhor. O Senhor nos conhece e sabe o que fizemos tanto no verão passado, quanto em todos os demais verões, outonos, invernos e primaveras. Os cabelos todos da nossa cabeça estão contados. Isto deveria nos fazer temer e tremer diante do Senhor, até porque não há um só lugar onde possamos nos esconder de Deus. Somos um povo criado e alcançado para louvor da glória de Deus! Honremos com os lábios, mas não antes de honrar com o coração! O que aprendemos aqui? O Cristianismo é relacional. O modelo, o paradigma é o Cristo. A adoração ou honra da boca pra fora pode até convencer e impressionar os homens, mas não convence o Senhor! O Senhor é o Deus que procura os verdadeiros adoradores, que o adorem e Espírito e em verdade. Fomos criados para louvor da sua glória! Escolhidos para ser “um aleluia da cabeça aos pés!”. Conheci muitas pessoas que não foram evangelizadas, mas caçadas e aprisionadas por espertalhões travestidos de evangelistas. Elas viveram um evangelho de angústia. Esses pregoeiros da desgraça, não da graça darão contas de si mesmos a Deus! Nadia Malta

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/CARIDADE, O AMOR COMPASSIVO QUE AGE!

 CARIDADE, O AMOR COMPASSIVO QUE AGE!

Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor”. 1 Coríntios 13.13. 


Este capítulo é chamado de grande capítulo do amor. Quem não conhece este texto tão citado, cantado e decantado? Mas de que tipo de amor ele realmente está falando aqui? Certamente não se trata de um amor meramente humano, mas do amor indizível de Deus por nós seus filhos imperfeitos. Ele nos amou ao ponto de doar seu próprio Filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tem a vida eterna! Contudo, podemos perceber uma centelha desse amor caridade naqueles que foram regenerados pelo Espírito de Deus! A Caridade é o amor que se doa, pois se compadece! Esse amor permanece para sempre! O versículo citado é o desfecho do capítulo que fala do amor caridade ou amor ágape, o amor que se doa e se sacrifica pelo outro. Jesus viveu a realidade desse amor. O homem Jesus inaugurou esse tipo de amor doando-se a si mesmo. Paulo mostra aqui um caminho sobremodo excelente, o caminho do dom supremo: O amor Caridade. Acerca desse dom ele nos instrui: É o dom supremo que valida os demais dons; Ele tem características bem definidas; E Dos dons que permanecem ele é o maior.

Aquele que nasceu de novo da água e do Espírito, que foi verdadeiramente regenerado, além de habitação do Espírito Santo, tem uma santa compulsão por agradar ao Senhor. E esse amor mencionado aqui se torna credencial desse novo ser nascido de Deus. Esse amor é bandeira, estandarte é insígnia de identificação indicando que aquela pessoa pertence ao Senhor. Falar desse tipo de amor em nossos dias parece algo estranho, sobretudo, em um tempo em que o cuidado com o outro parece está desaparecendo de circulação. Falta empatia, a dor do outro já não incomoda. Meu Deus! Custa dizer algo que amenize a dor do outro? Mesmo que vejamos a situação como algo irremediável. Melhor permanecer em silêncio que vomitar “achismos” que machucam tanto! Graças a Deus tem aqueles que nasceram de Deus e possuem uma falar gracioso temperado com sal, que transmite vida.

Aproveito para trazer uma orientação aos visitantes de hospitais: falem pouco, ouçam mais. Não tem coisa mais irritante do que um pseudo-consolador tagarela. Com seus “achismos” inconvenientes. Não há nada mais terapêutico do que a manifestação do amor caridade no ambiente no qual há enfermos! Silêncio, orações e presença, bastam! Infelizmente há aqueles que envelhecem, mas não amadurecem! As profecias, as línguas, o conhecimento tudo isso cessará, mas permanecerão a fé, a esperança e o amor. Não um amor qualquer, mas o amor caridade, não a caridade de dar coisas e se ausentar, mas a caridade que se doa em prol do outro, mesmo com sacrifício próprio. E é a manifestação desse amor que precisamos ver mais vezes na aridez deste mundo cada vez mais desumano e indiferente. Esse amor mencionado aqui é a maior das três virtudes. O Estandarte do Senhor sobre nós é o amor, esse tipo de amor! Levantemos esta bandeira bem no alto do mastro que é a nossa própria vida. Deixemos que ela seja vista por todos que passam por nós. É precisamente esse estandarte bendito que identifica o Cristo em nós! Nadia Malta

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/COLOQUEMOS UM FILTRO SANTO NOS OUVIDOS!

 COLOQUEMOS UM FILTRO SANTO NOS OUVIDOS! 

                                                                                    


Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Tiago 1.19,20. 


Será que o que ouvimos é o que foi dito? O texto citado no inicio está no contexto que fala da prática da Palavra de Deus. Tiago, o meio irmão de Jesus, diz com muita propriedade: “Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Para que e Palavra seja praticada precisa ser ouvida com a devida atenção. Nas minhas longas escutas tenho visto e ouvido de tudo. E algo fica muito claro ao meu coração: quanta dor seria evitada se conseguíssemos corrigir esse tipo de inclinação! No texto citado Tiago dá três instruções que podemos aplicar a tudo: Todo homem seja pronto para ouvir; Seja tardio para falar; e Seja tardio para se irar. Vivemos em um mundo de velocidade, de altas tecnologias, quando as comunicações ocorrem de forma rápida fazendo uma informação percorrer a terra em questão de frações de segundos. Contudo, ainda é necessário que tenhamos atenção com o que ouvimos e a maneira como fazemos as nossas leituras tanto de textos quanto de situações. Um ponto, uma vírgula ou mesmo um ponto e vírgula podem mudar totalmente o sentido de uma frase.

E não há velocidade ou tecnologia que substitua uma boa escuta e uma boa leitura e isto vale para qualquer área da vida humana. Atentemos! Lembro-me de uma amada irmã que passou uns dez anos com verdadeiro ódio de mim por causa de uma escuta e interpretação precipitada de algo que falei. Depois daquele longo tempo tive a oportunidade de esclarecer e fazê-la compreender que jamais dissera o que ela havia imaginado! Quanto tempo de comunhão perdido! Aquela irmã querida passou dez anos de sua vida cultivando uma ira desnecessária a meu respeito. Uma pena! Parece que o adversário é especialista em se interpor entre o que dizemos e o que é ouvido pelo outro. Por outro lado tem a nossa impulsividade que precisa ser tratada e só é possível através desses episódios tão dolorosos.

Lembrei-me agora de certa ocasião em que outra querida irmã me perguntou: “Jesus proibiu tomar a ceia, por que então, tomamos?”. Perguntei perplexa aonde ela havia visto essa proibição. Ela de pronto respondeu: em Mateus 26.29. Vamos ao Texto: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai". Ela abriu a sua Bíblia e o leu para mim da seguinte forma: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não bebereis deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai". A irmã acrescentou um “s” ao verbo beber que mudou totalmente o sentido do texto. Pedi que ela lesse o texto repetidas vezes e devagar até que percebesse o equivoco. Graças a Deus percebeu! Assim são as nossas percepções impulsivas sobre tantas coisas que ouvimos e ou lemos. As palavras de ordem para nós em relação à essas coisas são: paciência, atenção e cuidado! E que Deus nos ajude e cure a nossa impulsividade! O que aprendemos aqui? A escuta é excelente aliada de um falar e um agir prudente. A nossa ira por motivos precipitados gera muita ferida desnecessária! Sejamos cautelosos, pacientes e atentos! Nadia Malta.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Meditação/Nadia Malta/PROCUREMOS ALIVIAR A BAGAGEM!

 PROCUREMOS ALIVIAR A BAGAGEM!

                                                                                     


Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma”. 1 Pedro 2.11.


O apóstolo Pedro neste contexto chama seus leitores de estrangeiros e peregrinos e diz que como tais precisam se abster dos desejos carnais. Esses desejos ou inclinações são grandes fardos que dificultam a caminhada. Quando paramos para pensar em um andarilho, logo imaginamos alguém que viaja com o essencial. Qualquer peso a mais causaria transtorno à viagem. Ao transportarmos essa ilustração para a caminhada espiritual do servo de Deus por esta terra rumo à eternidade, a aplicação é a mesma. Qualquer peso desnecessário causaria transtorno à viagem, sobretudo, quando imaginamos a estrada estreita, ladeira acima e cheia de curvas. Só de imaginar dá um cansaço! O texto citado apresenta uma perspectiva de olhar a nossa própria caminhada como Forasteiros e peregrinos nesta terra. Um andarilho não tem apego a nada, ele anda com o essencial. Qualquer fardo poderá embaraçar seus passos. Ele tem um foco: o seu destino.

E aqui é inevitável uma parada para pensarmos em tudo que nós temos carregado desnecessariamente. Tanto as inclinações da carne, os fardos emocionais de apegos doentios, quanto os apegos materiais que tanto têm embaraçado os nossos passos. Queremos subir a ladeira? Larguemos os fardos, ou antes, os lancemos sobre os largos ombros de Jesus, pois ele tem cuidado de nós. Aliás, ele ordena uma troca de fardos, ele diz: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve” e antes ele faz um irrecusável convite: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”.

Tenho conhecido tantas pessoas cansadas e sobrecarregadas com seus fardos enormes e desnecessários, quando a própria Graça encarnada nos acena com um descanso! Tão difícil largar as cargas impostas e auto-impostas! E quanto aos apegos materiais? Jesus, amado! Nada levaremos conosco ao partirmos desta terra!

 E o que temos tão avidamente insistido em guardar nos nossos depósitos para quem será? Excesso de passado: Eu fui, eu tive, eu era! O tempo não volta! Vivamos o agora de Deus! Felizes os sem agenda Excesso de presente: só tem gerado estresse. Façamos uma coisa de cada vez! Excesso de futuro gera ansiedade, medos e adoece o coração. Bagagens inúteis! O que aprendemos aqui? O desejo de Deus é que como caminheiros por esta terra andemos com leveza. O apóstolo Paulo diz: “Se temos o que comer e com que nos vestir estejamos contentes!”. Tanta avidez pelo ter em detrimento do ser!  Acumulamos mágoas e adoecemos. Acarinhamos as inclinações e elas nos embaraçam os passos. Acumulamos bens materiais e somos alvos de salteadores. No final partimos sozinhos e as únicas coisas que nos acompanham são as nossas obras. Que tal aliviar a bagagem? Troquemos nossos fardos pela confiança no Cristo, ele sabe como conduzir cada situação. Ele é o nosso Pastor e nada, nada nos faltará! Nadia Malta

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