segunda-feira, 31 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/SALVAÇÃO EM AÇÃO: UM CHAMADO À TRANSFORMAÇÃO!

SALVAÇÃO EM AÇÃO: UM CHAMADO À TRANSFORMAÇÃO!

Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida”. Filipenses 2.12-16.

                                                                                           


Esta epístola é chamada de carta da Alegria e testifica na prática sobre tudo que o apóstolo tem pregado em suas demais epístolas. É uma das mais pessoais das epístolas paulinas. Ele se encontrava preso, não se sabe ao certo se em Roma ou em Cesárea, ao escrever essas palavras de encorajamento. E só nesta epístola ele menciona pelo menos onze vezes expressões que remetem à alegria. Como isso é possível se achando alguém em situação tão desconfortável? Só tem uma explicação plausível: O sobrenatural de Deus em uma vida alcançada pela graça indizível do Senhor! É salvação pura em ação visível!

Vivemos em um tempo em que as pessoas buscam fugir do sofrimento de todas as maneiras. Há um culto explícito ao prazer! Aliás, a filosofia grega do hedonismo nunca esteve tão em alta quanto em nosso tempo. Há inclusive uma tentativa de aliciar as pessoas a saírem de suas realidades, a fugirem de seus sofrimentos a todo custo. Como se isso fosse possível! Tem coisas inevitáveis pelas quais temos que passar. Não podemos fugir da nossa realidade, mesmo sendo ela incômoda!  Precisamos fechar nossos ciclos! Para onde nos mudássemos seríamos emboscados pelo sofrimento disciplinador ou edificador tão necessário para o nosso crescimento. Somos como crisálidas em processo de transformação. O propósito? Tornar-nos lindas borboletas e voarmos para casa! Valerá a pena!

O apóstolo Paulo aqui dá um banho de perseverança e autodisciplina. Nenhum eleito de Deus foge à sua vontade, de um jeito ou de outro essa vontade será cumprida. Melhor cooperar! Dói menos! No texto mencionado o apóstolo ordena que ponhamos em ação a nossa salvação, que a desenvolvamos com temor e tremor. Como assim? Ele está falando de santificação. Só os verdadeiramente salvos conseguem crescer na graça e no conhecimento de Deus. E o viver de cada um, a realidade de cada um contribui para esse crescimento. É, sobretudo, nos relacionamentos que somos lixados, esmerilhados por Deus. Neles temos as nossas arestas aparadas. É como se cada situação experimentada por nós fosse o nosso casulo, no qual nos debatemos para a grande transformação projetada pelo Senhor. Uma metamorfose dolorida, mas necessária! Fomos chamados para ser luzeiros e refletir a verdadeira Luz que é o Cristo, em um mundo de trevas!

Seguindo as instruções do texto mencionado no inicio o apóstolo afirma que somos capacitados a atravessar esses momentos. Diz Paulo: “Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. Não somos fortes em nós mesmos, antes somos revestidos com a força que vem do céu para “combater o bom combate da vida, completar a carreira e guardar a fé” glorificando o excelso nome do Senhor e ainda testemunhando aos que estão ao nosso redor! Fomos chamados como estávamos, mas não para permanecer do mesmo jeito. Fomos chamados à transformação! E transformados voaremos! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

domingo, 30 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/FORÇA NA FRAQUEZA!

FORÇA NA FRAQUEZA!

“Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte”. 2 Coríntios 12.9,10.

                                                                                             


O Cristianismo é o Caminho dos grandes contrastes. Só os que têm sensibilidade espiritual podem compreender essas verdades. Para os demais é loucura, ou fanatismo, como muitos diagnosticam equivocadamente. Como entender as palavras do apóstolo Paulo nesta epístola, capítulo seis, por exemplo? Ali ele afirma: “Como desconhecidos, apesar de bem conhecidos; como morrendo, mas eis que vivemos; espancados, mas não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”. Do ponto de vista meramente humano é incompreensível!

Uma mente cartesiana, racional jamais compreenderia tais afirmações do apóstolo. Coisas espirituais se discernem espiritualmente, não dá para racionalizar as coisas do Espírito de Deus! Os versículos citados no inicio falam do célebre “espinho na carne” do apóstolo, o qual ele pediu três vezes ao Senhor que o removesse dele. A resposta foi que a graça dele bastaria ao apóstolo e o seu poder se manifestaria ou se aperfeiçoaria por meio da fraqueza do apóstolo. O espinho fora colocado com a permissão do Senhor como mensageiro de satanás, para esbofeteá-lo de modo que ele não se exaltasse por causa da natureza grandiosa das revelações que recebera de Deus. Diz o texto: “Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar”.

Difícil compreender algo assim com a mente carnal. Como um Deus de Amor pode permitir sofrimento aos seus escolhidos? O Sofrimento não vem de maneira aleatória aos escolhidos de Deus, antes vem como um instrumento de disciplina, transformação ou para frear certos impulsos da velha natureza que ainda não foram domados. Certamente o apóstolo deveria ter uma tendência, talvez só vista pelo Senhor, de se ensoberbecer, de se exaltar. A glória do que procede de Deus é devida somente a ele. A grandiosidade das revelações recebidas era inefável, ou seja, não podia ser dita em palavras.

O apóstolo compreendeu o propósito do Senhor em situação tão incômoda experimentada por ele. Por isso ele afirma: “Pois, quando sou fraco é que sou forte”. Só quando experimentamos esse estado de absoluta impotência diante das situações vividas é que podemos compreender as afirmações paulinas. Viver quando queremos morrer. Alegrar-nos quando o coração sangra por dentro. Sentir-se empobrecido, esvaziado, mas conseguir enriquecer a outros. Isto se chama sobrenatural de Deus e a honra e a glória para tal sentimento e percepção são totalmente dele e não de homens. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 29 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/O DESAFIO DE LANÇAR AS REDES DA FÉ!

O DESAFIO DE LANÇAR AS REDES DA FÉ!

Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes.”. Lucas 5.5.

                                                                                            


Um dos grandes equívocos daqueles que desejam habitar o universo da fé é achar que quem a possui não experimenta momentos difíceis de angústias profundas, de enfermidades graves, de perdas e dores. Muito pelo contrário, é precisamente nessas horas que a nossa fé é provada e aprovada. Tanto precisamos de fé para enfrentar as dificuldades e nos livrar delas, quanto para vivenciá-las como propósito de Deus para a nossa edificação e crescimento espiritual.

Conheço pessoas que oraram a vida inteira para se livrar de um “espinho na carne” e não foram livradas dele. Contudo, foram visitadas por Deus com graça suficiente para suportá-lo até o fim sem esmorecer. E o mais importante aqui é não perder de vista que como servos de Deus podemos passar sim por todo tipo de aflições. Todavia, o Senhor manda que tenhamos bom ânimo, pois assim como ele venceu o mundo nos habilitará a vencer. Assim, nem toda depressão será curada. Nem todo câncer será extirpado. Nem toda perda será sanada. Contudo, o Senhor tem propósito em todas as coisas! O grande pregador do passado Charles Spurgeon sofria de depressões tão profundas, que certa vez disse em um sermão: “Sofro de depressões tão profundas que jamais gostaria que vocês experimentassem tal estado de infelicidade”. Como assim, Spurgeon com depressão? Claro, ele era tão humano quanto Elias, Jeremias, Davi, você e eu.

O texto citado fala daquela tentativa infrutífera de Simão Pedro de pescar sem nada conseguir depois de uma noite inteira. A fé floresce sob o poder da Palavra de Deus. Aliás, ela vem pelo ouvir a Santa Palavra de Deus. Pedro empreendeu todo seu esforço, o texto diz que ele trabalhou a noite inteira sem nada conseguir, mas eis que vem a decisão mais acertada dele: “Mas sob a tua palavra lançarei as redes”. As “redes da nossa fé” precisam ser lançadas à despeito do nosso cansaço, da nossa frustração e sobretudo, dos nossos medos. Elas são lançadas porque recebemos a ordem de Deus para lançá-las e isto é tudo! É sob essa ordem suprema que as lançamos e saímos vitoriosos.

Nem sempre ao lançar as “redes da fé” pescaremos o tipo de peixes que gostaríamos. É possível que não nos livremos de uma enfermidade grave ou de uma situação difícil, por exemplo, mas invariavelmente “pescaremos” força e firmeza para atravessá-las glorificando o excelso nome do Senhor. Conheci tantos servos e servas do Senhor que enfrentaram vários tipos de câncer extremamente dolorosos, outros viveram vidas inteiras com patologias emocionais das quais nunca se livraram. Outros ainda sofreram perdas irreparáveis do ponto de vista humano. Contudo, todos foram revestidos de um poder indizível e no meio das suas aflições “tiveram bom ânimo” e venceram o mundo como Jesus venceu! Assim, ninguém que lança as suas redes sob o poder da Palavra permanece sem pescar nada! Haverá sempre uma pescaria que glorificará o nome do Senhor! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/UM VIVER QUE FAÇA A DIFERENÇA!

UM VIVER QUE FAÇA A DIFERENÇA!

                                                                                             

Deus justo, que sondas as mentes e os corações, dá fim à maldade dos ímpios e ao justo dá segurança. Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus”. Salmos 7.9; Efésios 5.15,16

                                                                                             


A afirmação do salmista e a advertência do apóstolo Paulo nos fazem parar para refletir. A Bíblia diz que o “Temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Sim, precisamos atentar para as ordenanças do Senhor, pois são elas que sinalizam a nossa estrada e nos garantem uma caminhada segura. O salmista afirma que o Senhor é aquele que sonda os corações, isto significa que ele não se impressiona e muito menos se convence com as nossas exterioridades. Ele vai ao cerne do coração humano e lá já capta as intenções. Ele intercepta as palavras antes que elas nos cheguem à boca. O que verdadeiramente conta é o que ele encontra na nossa fonte. Tudo ele faz perfeito e esplendidamente! Em tempos de dias maus, o apóstolo Paulo chama a nossa atenção em relação à maneira como vivemos. Viver aqui se subtende: Pensar, sentir, agir. O grande termômetro para as nossas ações, antes já intencionadas é o que fazemos quando ninguém que conhecemos está olhando. Já parou para pensar nisto? Vivemos um tempo de oportunidades tanto de evangelismo quanto de santificação. Será que o nosso viver tem feito a diferença?

Cremos mesmo que o nosso amado Senhor está às portas. Basta uma breve olhada à nossa volta para chegarmos a esta conclusão: O amor tem a cada dia esfriado nos corações, a violência desenfreada, a promiscuidade sem precedentes, guerras, rumores de guerra, o saber se multiplicando a cada dia, grandes desastres naturais, a fé mercadejada por muitos, a completa inversão de valores. São só alguns dos sinais que testificam de uma vinda iminente! Assim, precisamos viver de modo digno da vocação para qual fomos alcançados.

Falando aos Filipenses o apóstolo Paulo resume seu pensamento sobre esse viver: “Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Pelo contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida quer pela morte;porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. As palavras de Paulo tinham uma aplicação para àqueles dias e para todas as épocas. Nunca foi tão oportuno o acatar tais advertências. Tudo parece nos assombrar e ameaçar. Chega de brincar de ser crentes! É na hora da prova que seremos confirmados ou vergonhosamente desmascarados. Muitos inverteram o final do versículo citado de Filipenses e adotaram a filosofia mortal do “Viver é lucro e o morrer é Cristo!”. Quem não vive o Cristo, morre sem ele, e nada pode ser mais trágico!

A Palavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho” em observá-la e absorvê-la está o segredo de um caminhar seguro. As perguntas aqui são: Como temos vivido? Tem o nosso viver glorificado ao Senhor? Somos instados a aproveitar ao máximo as oportunidades. Quando olhamos para as situações com olhos espirituais percebemos que tudo é oportunidade da parte de Deus para crescimento e evangelismo. O apóstolo traz mais luz ao assunto e diz na sequencia: “Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.  Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito”. Em compreender e fazer a vontade do Senhor está um viver que faz a diferença! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE DESINTOXICAR A ALMA!

TEMPO DE DESINTOXICAR A ALMA!

Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei. Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios”. Salmos 73.2,3.

                                                                                            


Uma das perguntas que tem permeado nossas mentes é: Por que prosperam os maus? E isto é algo tão ancestral e recorrente que em vários lugares das Escrituras encontramos referencias a este fato. Contudo, é no livro dos salmos que encontramos esta preocupação de maneira mais escancarada ou de maneira mais verdadeira. Os salmistas em sua missão de “salmodiar” se rasgam em verdades profundas, sem maquiagem. Dois salmos especialmente falam do assunto de maneira mais detalhada: Este, cujos versículos citamos, e o salmo trinta e sete. Os respectivos autores Asafe e Davi meditam exaustivamente sobre o assunto. Percebe-se um incômodo causado pela situação, mas logo adiante eles foram agraciados com o esclarecimento do Senhor.

Enquanto Asafe neste salmo se preocupa logo no inicio em dar o diagnóstico da sua própria situação, Davi começa aconselhando. Ele diz: “Não se aborreça por causa dos homens maus e não tenha inveja dos perversos; pois como o capim logo secarão, como a relva verde logo murcharão”. Na sequência ele complementa seu conselho ordenando ações não só combativas, mas preventivas, como: Confie no Senhor... Deleite-se no Senhor... Entregue o seu caminho ao Senhor... Descanse no Senhor... Evite a ira e rejeite a fúria! Será que a inveja da prosperidade dos maus não tem se manifestado por tirarmos o foco das ações propostas pelo salmista? A inveja é um perigoso ladrão de energia espiritual que consome seu hospedeiro. É ferramenta mortífera nas mãos do adversário para nos abater e nocautear. Diz o autor de Provérbios: “O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos”. Portanto, cuidado com ela!

Não é fácil admitir um sentimento tão corrosivo como a inveja! Crente tem inveja? Claro que sim, mas o pior é não admiti-la! A inveja é esperta e tem muitos disfarces aceitáveis: Tristeza profunda, abatimento, desânimo ou decepção com Deus por não responder as demandas de quem a possui. É em admitir e confessar que somos libertos e curados. Asafe e Davi ao discorrerem sobre o assunto descobrem que a aparente prosperidade dos maus não durará muito tempo. Ao passo que as lutas do justo visam um fim proveitoso e serão coroadas de êxito, pois ele confia, espera e descansa em Deus. Ele sabe que o seu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra.

Outro salmista em sua oração pede ao Senhor: “Faz-me atinar com o caminho dos teus preceitos e meditarei nas tuas maravilhas”. O tempo gasto em auditar a vida dos ímpios e sua aparente prosperidade é tempo que deveria ter sido dedicado à oração de confissão de pecados, de quebrantamento na presença do Senhor e no exercício da fé. Aquela oração do salmista é sempre oportuna: “Senhor sonda o meu coração e vê se há em mim algum caminho mal e me conduz ao caminho eterno!”. Não permitamos que os nossos pés resvalem, nem que escorreguemos para fora da vontade de Deus! Desmascaremos a inveja, desintoxiquemos a nossa alma! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/JESUS, FONTE QUE LAVA E VIVIFICA!

JESUS, FONTE QUE LAVA E VIVIFICA!

Mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". A mulher lhe disse: "Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água". João 4.14,15.

                                                                                            


Este capítulo traz um dos encontros mais tocantes de Jesus!  Ele fala publicamente com uma mulher e samaritana. O Senhor quebra os paradigmas raciais e sociais da época e inicia publicamente um diálogo com aquela mulher. Algo inaceitável, especialmente para um Rabino Judeu. Os próprios discípulos do Senhor estranham tal atitude, embora, não tenham a coragem de criticá-lo abertamente. Ali se desenrolou um dos diálogos teológicos mais profundos. O inusitado da situação: Jesus escolhe exatamente uma mulher e samaritana para trazer revelação tão preciosa.

O Senhor vai sempre ao cerne das situações. Aquela mulher a quem ele pedira água possuía uma sede insaciável, não física, mas existencial. A sede dela era emblemática e retrata a sede de todo aquele que necessita experimentar a verdadeira Água que dessedenta eternamente: O Senhor Jesus Cristo!  Ele revela aquela mulher que quem beber da água que ele der nunca mais terá sede. E essa água será no interior daquele que a receber uma fonte a jorrar para a vida eterna. Até então, a mulher acha que ele fala da água natural até que, um pouco mais na frente ela recebe a revelação completa do Senhor. Jesus, a única Fonte que lava e vivifica!

Impossível experimentar verdadeiramente dessa Água Viva e não se tornar um canal dela. Jesus então, pergunta provocativamente pelo marido daquela mulher e já sob o efeito e poder da presença daquela Água Viva, ela responde: “Não tenho marido". Essa Água Viva e Cristalina nos desnuda, limpa e vivifica. Jesus completa: “Você falou corretamente, dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade". Aquela mulher talvez buscasse saciar a sua sede de leito em leito, passando de um relacionamento para outro. Contudo, só ao beber da Água Viva poderemos ser plenamente saciados.

Depois de discorrer sobre a verdadeira adoração com aquela mulher, o Senhor faz a grande revelação do texto. Ele diz com todas as letras a ela: “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você". Na sequencia ela abandona o cântaro, algo que representava o meio pelo qual ela saciava a sua sede natural e segue a divulgar o que lhe tinha acontecido. Sua sede havia sido saciada! Diz o texto: “Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo: "Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo”? E assim, a primeira missionária de que se tem notícia acabara de ser comissionada, e numa santa compulsão começou a fazer seu trabalho de anunciar o Cristo! E era uma mulher e samaritana. Curioso, não? Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/CRISTO, ÚNICA PROPICIAÇÃO ACEITÁVEL!

CRISTO, ÚNICA PROPICIAÇÃO ACEITÁVEL!

                                                                                                

Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: "Confessarei as minhas transgressões ao Senhor", e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo”. Salmos 32.5; 1 João 2.2.

                                                                                           


Em tempos pós-modernos, o sacrifício de Cristo tem sido banalizado e ele tem sido reduzido pelo humanismo secular e politicamente correto a simples condição de maior Líder ou maior Mestre. Até mesmo no meio de alguns guetos pseudocristãos, a Suprema Grandeza do Cristo tem sido minimizada à simples condição de doador de bênçãos materiais para satisfazer os caprichos de homens que lhe impõem ordens e determinações. Quanta heresia, quanta blasfêmia! Entendemos que há os mal instruídos e os sinceramente equivocados, mas há ainda aqueles que deliberadamente tornam em libertinagem a Suprema Graça de Deus. E quanto a esses últimos diz Judas, meio irmão de Jesus, em sua epístola: “Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor”. Já estão sentenciados!

Entendemos que fica difícil para nós mortais com as nossas mentes limitadas e os nossos conceitos pré-estabelecidos sobre tudo e todos compreender os desígnios de Deus e seus atos soberanos. No passado o sangue do sacrifício era aspergido no dia da Expiação pelo sumo sacerdote, sobre a tampa da Arca da Aliança. Essa tampa era o Propiciatório. Todo aquele ritual apontava para dias vindouros, para a pessoa do Supremo Sacerdote Jesus Cristo, o próprio Deus encarnado. Ele é não só a Oferta, mas o Ofertante. Ele é a Propiciação pelos nossos pecados. No passado a ira de Deus era apaziguada por um breve tempo. Com o a propiciação do Cristo essa ira foi definitivamente apaziguada e fomos reconciliados com Deus.

O salmista no versículo citado fala da bênção de receber o perdão de Deus mediante a confissão de pecados. Declaração ratificada pelo apóstolo João no versículo citado. Aquilo tudo era uma sombra das coisas porvir. Em sua epístola aos Romanos o apóstolo Paulo traz mais luz a essa questão ao afirmar: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”. Sim, o Senhor a si mesmo se ofereceu para que fôssemos reconciliados com Deus. Ele foi a única propiciação aceitável.

Embora saibamos que essa propiciação é suficiente para pagar e apagar os nossos pecados e os do mundo inteiro, ela é eficaz apenas àqueles que verdadeiramente creem no Cristo. Esses recebem em seus corações a certeza dessa paz que excede a todo o entendimento. Antes do sacrifício de Cristo estávamos encerrados na condenação eterna que é a eterna separação da presença favorável de Deus. A bênção da reconciliação com Deus é a mãe de todas as bênçãos! Ainda que não recebêssemos absolutamente nada nesta terra alem da Reconciliação com Deus, já teríamos recebido tudo! E esta seria razão mais que suficiente para andarmos de joelhos eternamente. A ira de Deus contra nós fora apaziguada, temos paz, isto é tudo! A obra está Consumada! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/SOFRIMENTOS LEVES E MOMENTÂNEOS?

SOFRIMENTOS LEVES E MOMENTÂNEOS?

Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”. 2 Coríntios 4.16-18.

                                                                                           


Como assim, sofrimentos leves e momentâneos? É a primeira pergunta que vem a nossa mente quando lemos esse texto que fala do desígnio e efeito das aflições terrenas. Os momentos de dores e sofrimentos parecem eternos, achamos que jamais vamos nos livrar deles e o apóstolo chama de leve e momentânea tribulação? Ao lermos o relato percebemos que o olhar do apóstolo não estava no sofrimento presente. Ele enxergava tudo na perspectiva da ressurreição e da glória futura. Assim, conseguia manter o ânimo e o equilíbrio, apesar das dores experimentadas.

Há um ditado popular que diz: “Pimenta nos olhos dos outros nos da gente é refresco!”. O ditado se refere aos que desdenham do sofrimento alheio por não sentir na própria pele. Sinceramente, esse não era o caso do apóstolo. Ele era alguém que entendia de sofrimento. Possivelmente nenhum de nós atingiu o estágio de Paulo em fé e experiência pessoal com o Senhor. Mas vamos sendo treinados dia após dia, de glória e glória, de degrau em degrau, de vitória em vitória até que cheguemos àquela estatura estabelecida para nós, pelo nosso Deus. O texto nos revela que embora o nosso corpo sofra o desgaste natural das dores vividas, o nosso espírito vai sendo renovado de dia em dia. Difícil compreender tal explicação visto que o nosso desejo natural é nos livrar daquilo que nos causa sofrimento.

Quem disse que o apóstolo está falando de coisas naturais? Os sofrimentos para ele são momentâneos porque se restringem ao curto intervalo de tempo que vivemos nesta terra. Mesmo que sejamos longevos e alcancemos a idade mais avançada, isto ainda representa uma fração de segundos em relação à eternidade. O sofrimento por pior que seja para ele é considerado leve em relação ao peso da glória vindoura que gozaremos eternamente. O Senhor diz por meio do profeta Jeremias: "Contenha o seu choro e as suas lágrimas, pois o seu sofrimento será recompensado". A recompensa é um futuro glorioso na presença eterna do Senhor na qual haverá plenitude de alegria e delícias perpetuamente! E mais, nem teremos lembranças das coisas passadas, especialmente das dores vividas. Aleluia!

O apóstolo nos chama mais uma vez a sair na naturalidade e entrar na sobrenaturalidade de uma vida experiencial com o Senhor. Nada menos do que isso pode amenizar as dores “leves e momentâneas” experimentadas por nós enquanto estamos neste tabernáculo terreno e frágil! Aprendamos a ouvir o inaudível, a enxergar o invisível e a esperar pelo impossível. Ouvidos, olhos e percepção treinados a viver o sobrenatural de Deus. Andar nessa trilha é para os que ousam confiar e esperar mesmo contra a esperança. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

domingo, 23 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/E AINDA FALANDO EM SE ESCONDER...

E AINDA FALANDO EM SE ESCONDER...

Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa”. Salmo 57.1, 2.

                                                                                        


O poema todo é um louvor pela benignidade divina e o autor já começa com uma oração clamando pela proteção do Altíssimo. Historicamente o salmo é datado da época em que Davi fugia da perseguição de Saul e estava refugiado na caverna. Nesses dias as ações como: abrigar, esconder, refugiar, proteger têm povoado a minha mente. Imagino que é o reflexo dos últimos tempos. Todos nós estamos tão necessitados de um abrigo seguro. De um lugar no qual possamos nos refugiar e encontrar uma proteção segura. Quando muito, talvez deixarmos uma pequena fenda através da qual possamos colocar apenas os olhos para ver o que se passa lá fora. Uma postura de prontidão como as sentinelas antigas em suas torres de vigia.

Outro dia meditamos no texto que relata a fuga do profeta Elias para se refugiar numa caverna. Parece que o desejo de fugir e se esconder é recorrente na maioria dos servos do Senhor. Infelizmente do ponto de vista humano, neste mundo caído, tal lugar não existe! Assim se realmente queremos nos sentir seguros e abrigados precisamos aprender a sair da naturalidade e entrar na sobrenaturalidade do Refúgio de Deus.  Só nele podemos nos sentir seguros aconteça o que acontecer. Andar, viver, trabalhar, nos deslocar neste mundo é tarefa desafiadora. Tudo parece nos assolar. Precisamos de táticas de guerra para nos proteger, o inimigo é invisível e anda furioso, pois sabe que seu fim está próximo. Ele precisa provocar o maior numero de baixas. Estejamos atentos em oração vigilante!

Os dias são realmente maus e cada vez piores. Recentemente vi algo absurdo e assustador: No Rio de Janeiro foi criado um aplicativo para mostrar onde há tiroteio e eles fizeram uma demonstração em tempo real dos vários lugares nos quais estava havendo troca de tiros entre facções criminosas. E as demais capitais não estão muito diferentes. Lembrei-me agora do verso de uma música popular que traduz bem este sentimento de inadequação e medo que permeia as mentes. A letra dizia: “Pare o mundo que eu quero descer!”. Misericórdia, Senhor!

Quem não sente vontade de pedir parada no mundo e descer? Tudo parece tão sem saída do ponto de vista humano! Pessimismo? Não, realismo visível e irrefutável! Nesses dias li uma frase alentadora que dizia assim: “Daqui a pouco Jesus vem nos buscar e vai ficar tudo bem!”. Aleluia! O salmista já experimentava este sentimento tantos séculos atrás e em sua oração tão lúcida ele clama pela misericórdia do Senhor pedindo que ele o esconda à sombra das suas asas até que passem as calamidades. No Senhor a alma do salmista se refugia. Será que não tem faltado da nossa parte essa percepção alentadora e sobrenatural de nos abrigar no Esconderijo do Senhor que é o Cristo? Ouço tantas pessoas com suas angústias tão grandiosas que chegam a sufocá-las. Às vezes sentimos o desejo de refugiá-las, mas não temos o poder para fazer isto, só podemos apontar o verdadeiro e único Esconderijo que é o Cristo! Vivemos um tempo de grandes êxodos de refugiados. Todos em busca de um lugar, uma pátria, um abrigo. No final das contas, todos nós somos peregrinos e forasteiros nesta terra. Uns de um jeito, outros de outro. Aqueles, buscando uma pátria terrena que os acolha. Nós, a Pátria celestial que já nos aguarda! Sigamos já refugiados em Deus e chegaremos ao Destino! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 22 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/CUIDADO, O QUE DÁ EM CHICO PODE DAR EM FRANCISCO!

CUIDADO, O QUE DÁ EM CHICO PODE DAR EM FRANCISCO!

Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo”. Romanos 12.15; Gálatas 6.2.

                                                                                         


É interessante a sabedoria encerrada nos ditos populares! Nasci e me criei ouvindo a mais vasta gama deles. O dito citado como título quer dizer que todos estamos sujeitos às mesmas dores e sofrimentos. Ninguém pode se julgar incólume às dores e sofrimentos terrenos.  A cada momento somos surpreendidos com situações que nos tiram o fôlego e o chão de debaixo dos nossos pés. Mas percebemos a tendência de achar que coisas ruins só acontecem aos outros até que a tragédia ou a dificuldade bate à nossa porta.

Nesses dias fomos impactados com mais uma tragédia que vitimou uma jovem, assassinada pelo seu companheiro. Algo que a mídia tem mostrado exaustivamente. Aqui nesta situação há duas dores que não podemos perder de vista. Elas não são excludentes! Ambas são legitimas! Uma é a dor atroz dos pais pela perda de uma filha sentida pela família da vítima. Outra é a dor, igualmente devastadora dos pais do autor da tragédia, somada à vergonha de ver um filho fazer o que aquele moço fez.  Tendemos a olhar só a primeira dor e execrar a outra família. Por mais indignação que nos cause o episódio ocorrido, não temos ideia da profundidade da dor causada no coração dos pais do autor do homicídio. Ambas as famílias ficarão marcadas para sempre. E aí, só o Senhor para trazer cura e refrigério.

O apóstolo Paulo em ambos os textos citados fala do zelo que devemos ter pelo outro. Choremos com ambas as famílias. Carreguemos em oração o fardo delas neste momento de dor, vergonha, sensação de insegurança, desamparo e impunidade. O Senhor é o restaurador por excelência, só ele para preencher o espaço vazio deixado pela jovem no coração dos seus pais. Só o Senhor para sarar a ferida aberta nos coração dos pais e familiares do autor do crime. Assim, sejamos benignos, compassivos com esse sofrimento duplo. Somos todos iguais feitos do mesmo barro! A dor que dá em Chico amanhã pode dar em Francisco! Ouvimos tanta bobagem em nosso meio, tanto juízo de valor precipitado e inoportuno! Os pais não têm culpa das escolhas dos filhos ou dos caminhos que eles resolvem trilhar. “Cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus,” diz o apóstolo Paulo. Não coloquemos sobre essas famílias carga sobre carga, nem tristeza sobre tristeza. Antes clamemos para que haja graça sobre graça em ambos os lados.

Que o Senhor nos livre das horas dos suores frios e dos sobressaltos. Que sejamos tornados invisíveis aos olhos do mal. Que praga nenhuma possa chegar a nossa tenda. Contudo, estejamos atentos ao sofrimento do nosso semelhante. Hoje é ele quem está precisando das nossas orações e consolação, amanhã podemos ser nós os necessitados delas. Conheço tantas famílias de servos do Senhor que já viveram e ainda vivem momentos dramáticos de todo tipo de tragédias, sobretudo, envolvendo filhos e netos. Que o Senhor nos ensine a nos colocar no lugar do outro! Compaixão nunca é demais! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/COM QUEM VOCÊ SE PARECE?

COM QUEM VOCÊ SE PARECE?

 “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus”. Efésios 5.1,2.
                                                                                          


Tem um pensamento atribuído a John Wesley, teólogo cristão fundador do movimento Metodista que diz assim: “A justificação tira o homem do mundo, a santificação tira o mundo do homem!”, em algumas citações a palavra justificação tem sido substituída por conversão, mas seja qual for a palavra, a ideia central do pensamento é compreendida. Neste capítulo o apóstolo Paulo faz uma chamada severa à santificação.  Já fomos alcançados pela graça salvadora, justificados pela fé no Cristo e saímos do mundo. Fomos reconciliados com Deus. Agora só por meio dessa transformação interna e contínua, pela renovação da nossa mente, os padrões do mundo vão sendo tirados de nós e substituídos pelo padrão de Deus que é o Cristo! Assim, o mundo sairá de nós! Os imitadores de Deus andam em amor sacrificial, que é a principal característica dos Filhos da Luz!

Em um tempo de proliferação de ídolos, as pessoas tendem a buscar modelos humanos nos quais se mirar. Essa é uma ação desastrosa, porque os modelos humanos são todos falhos e deficientes. Na verdade nenhum de nós está pronto, do contrário, nem estaríamos mais aqui. Paulo na sequencia pontua a maneira como devemos agir. Diz ele: “Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral nem impuro nem ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas”.

A chamada paulina aqui é para alcançarmos à excelência. O apóstolo chama seus leitores para imitarem a Deus como filhos amados. Os filhos, tanto têm características genéticas quanto aquelas adquiridas pela imitação dos padrões paternos. O que do ponto de vista humano pode ser bem embaraçoso. Contudo, quando se trata de seres espirituais renascidos pela geração do Espírito Santo, esse padrão é altíssimo. Aqui o paradigma é o Cristo. Através dele imitamos o nosso Pai Celestial, além de sentirmos uma inclinação sobrenatural para a santidade. À medida que o mundo vai saindo de nós, o santuário vai sendo ocupado pela presença soberana do Santo Espírito em sua plenitude. E dia a dia vamos ficando mais parecidos com Papai!

Todo aquele que é verdadeiramente nascido de novo sente uma santa compulsão pela santidade de vida. Em seu arrazoado acerca do assunto, o apóstolo Paulo continua instruindo: “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz”. No quesito santificação não somos aprovados com média final, o Senhor exige que obedeçamos ao padrão total estabelecido por ele. E assim vamos seguindo progressivamente até atingirmos a estatura de varões perfeitos. É de vitória em vitória, de degrau em degrau, de glória em glória! Afinal, com quem nos parecemos? Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/AQUIETEMO-NOS, ELE TEM UM PLANO!

AQUIETEMO-NOS, ELE TEM UM PLANO!

“Assim diz o Senhor: "Quando se completarem os setenta anos da Babilônia, eu cumprirei a minha promessa em favor de vocês, de trazê-los de volta para este lugar. Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração”. Jeremias 29:10-13

                                                                                            


Faz trinta e quatro anos que ando com o meu Senhor e não cesso de me encantar com os seus agires absolutamente insondáveis e incompreensíveis para nós, meros mortais tão limitados! É sempre surpreendente nos debruçar na janela do tempo e assistir Papai trabalhando para os que nele esperam! Oramos por nossas demandas, mas nunca imaginamos como a nossa resposta virá ou que caminhos ou meios ele usará para trazê-la até nós. E ele é especialista em fazer caminhos nas piores tormentas. Até já falamos sobre isto outras vezes, mas nunca nos cansamos de mencionar o fato, pois a repetição é uma técnica eficaz de aprendizagem.

Quantas vezes em nossa vida depois de orarmos exaustivamente por uma causa, percebemos que as coisas pioram e muito! Pois é exatamente aí que está o prenúncio da nossa vitória. É Deus trabalhando, arrumando a casa. Tirando as coisas dos lugares errados para colocá-las em seus devidos lugares. Essa movimentação gera incômodo, dores, muitas vezes, mas creiamos, não há outro jeito. Ao final a obra ficará linda! Foi assim nos dias passados em meio ao Cativeiro de Babilônia e continua sendo assim. O Senhor é implacável quando resolve fazer a nossa bênção chegar às nossas mãos! Acompanhei de perto e ainda acompanho tantas histórias dos agires aparentemente incompreensíveis de Deus, além de experimentar na própria carne.

Em sua carta aos cativos em Babilônia, por meio do profeta Jeremias, O Senhor traz palavras de exortação, mas de encorajamento também. O trabalhar dele nos corações seria longo, mas a resposta viria e eles seriam libertos. Quando o Senhor anunciou a libertação do cativeiro do Egito, as coisas também se tornaram bem difíceis para o povo. A bênção já havia sido anunciada, mas o próprio Senhor endureceu o coração de Faraó para ele retrocedesse. Por que o Senhor fez isso? Não tem como fecharmos uma resposta quanto aos agires de Deus, mas conhecendo o coração humano bandoleiro, aquela libertação tinha que ser grandiosa para ficar guardada na memória fraca do povo.

Em relação ao Cativeiro de Babilônia o Senhor decreta a libertação setenta anos depois e diz ao povo que conhece os planos que tem a respeito dele. Planos de paz e não de mal, para dar o fim desejado. O povo precisava aprender a buscar o Senhor com inteireza de coração. O Senhor ouve e responde ao clamor sincero. Esquecemo-nos de que ele não apenas ouve palavras, mas sonda mentes e perscruta corações, isto para dar a cada um segundo as suas obras. Precisamos aprender a alinhar palavras, intenções e ações. Será que não é isso que tem faltado em nosso tempo, uma busca sincera do Senhor? Será que não tem faltado consonância entre discurso e prática? Assim, aquietemo-nos! Está tudo dentro do cronograma Dele! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/SÓ O SENHOR REVELA COISAS PROFUNDAS E OCULTAS!

SÓ O SENHOR REVELA COISAS PROFUNDAS E OCULTAS!

Então o mistério foi revelado a Daniel de noite, numa visão. Daniel louvou o Deus dos céus e disse: "Louvado seja o nome de Deus para todo o sempre; a sabedoria e o poder a ele pertencem. Ele muda as épocas e as estações; destrona reis e os estabelece. Dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir. Revela coisas profundas e ocultas; conhece o que jaz nas trevas, e a luz habita com ele”. Daniel 2.19-22.

                                                                                           


No livro do profeta Jeremias o Senhor fala por meio daquele servo dizendo: “Invoca-me e te responderei, anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes”! É um texto bastante conhecido que encontra eco nas palavras trazidas pelo profeta Daniel no texto citado no inicio. O rei de Babilônia tivera um sonho estranho e nenhum, sábio do seu reino foi capaz de revelar, chegando mesmo a receber uma sentença de morte da parte do rei. Só o Senhor dos Senhores, Rei dos Reis pode revelar as coisas profundas e ocultas que não sabemos.

O Senhor se revela àqueles que o invocam e o buscam com inteireza de coração. Daniel era um homem muito amado por Deus por sua intimidade e busca reverente. Só Daniel por sua fidelidade recebeu a revelação do sonho do Rei. Não gostaria de focar no sonho em si, mas no fato de que apenas Daniel recebera aquela revelação. Deus continua falando e se revelando ao seu povo de uma maneira singular. Ele nos deixou a sua Palavra revelada para que por meio dela seja estabelecido um canal contínuo de comunicação. A palavra e a oração são meios de comunicação precisos entre o Senhor e seus filhos.

Nesses dias recebi uma mensagem interessante que contava a história de uma família que oferecera um jantar ao seu pastor. Quando o pastor vai embora, a dona da casa percebera o sumiço de uma das colheres do seu estimado faqueiro e deduziu que o pastor a havia roubado. Um ano mais tarde, aquela família oferece outro jantar ao referido pastor. Daquela vez a anfitriã não se conteve e perguntou ao pastor se ele havia levado a sua colher ao que o pastor responde: “Não, coloquei-a dentro da sua Bíblia”! A Palavra do Senhor “é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho”, mas precisa ser aberta, lida e introjetada em nossos corações para que gere vida em nós!

Será que não tem acontecido isso conosco? Não será que a nossa Bíblia tem permanecido fechada mais tempo que o necessário? Não armazenamos nada em nossos depósitos espirituais e na hora da fome queremos nos alimentar. O Espírito Santo é Espírito de revelação, não de adivinhação. Ele não pode fazer emergir da nossa memória algo que não foi armazenado lá. As nossas respostas vem por meio da Santa Palavra de Deus, que para nós deveria ser regra única de fé e prática. O Espírito faz que essas escrituras possam emergir do nosso interior e sobre elas traz luz de entendimento celestial, para que possamos discernir a vontade de Deus nas situações específicas. Busquemos ao Senhor, invoquemos a sua santa presença nas situações. Peçamos direções, discernimento e a revelação que tanto necessitamos virá! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


terça-feira, 18 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/DESCANSEMOS, A RESPOSTA ESTÁ À CAMINHO!

DESCANSEMOS, A RESPOSTA ESTÁ À CAMINHO!

Ficarei no meu posto de sentinela e tomarei posição sobre a muralha; aguardarei para ver o que ele me dirá e que resposta terei à minha queixa”. Habacuque 2.1.

                                                                                             


As antigas cidades fortificadas eram rodeadas de grandes muralhas e nas confluências dos muros haviam torres onde as sentinelas permaneciam atentas tanto para ver se algum mensageiro se aproximava ou mesmo algum perigo  ameaçava a comunidade. Habacuque, o profeta-filósofo usa essa ilustração para falar da sua espera confiante no agir de Deus em resposta à sua oração-queixa. Nesta versão ele diz que ficará no seu posto, ele tomará posição sobre a muralha e aguardará que o Senhor lhe dirá! E quanto a nós, aguardamos confiantes ou já perdemos a esperança?

Na versão Revista e Atualizada o texto fica assim: “Por-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a minha fortaleza, e vigiarei para ver o que Deus me dirá que resposta terei à minha queixa”. O profeta se coloca deliberadamente na posição de espera, pois tem a certeza de que a sua resposta virá. Confiança gera equilíbrio pela certeza da ação que se espera. Mesmo que esta ação demore do ponto de vista humano, como foi o caso do profeta. A situação vigente naqueles dias era desesperadora sob todos os aspectos. Havia um cativeiro em curso, mas isso não abalou a profunda convicção do profeta.

Os algozes eram violentos demais e o cativeiro experimentado ali, aconteceu como resposta disciplinadora de Deus à nação impenitente. Quantas vezes o Senhor ao longo da história não usa nações ímpias como vara em suas mãos para punir seu povo escolhido! O Senhor envia do céu a resposta e diz: “Então o Senhor respondeu: "Escreva claramente a visão em tabuinhas, para que se leia facilmente. Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará". Escreva: "O ímpio está envaidecido; seus desejos não são bons; mas o justo viverá pela sua fidelidade”. Sim, o justo viverá pela sua fé ou fidelidade. Não é pelo que vemos ou sentimos, mas pelo que cremos. O Senhor disse ao salmista: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus!”. E aqui o Senhor não fala de uma quietude compulsória, até porque é impossível se obrigar alguém a se aquietar, mas de uma posição confiante pela certeza do seu agir no tempo determinado por ele! Descansemos, pois a resposta está à caminho!

Outro salmista dá o seu testemunho acerca dessa espera no salmo quarenta dizendo: “Esperei confiantemente no Senhor, ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor”! O cativeiro durou setenta anos. Em todas as épocas sempre houve um remanescente fiel que se coloca na posição em oração e vigilância contínua. À medida que andamos com o Senhor vamos aprendendo a esperar e descansar nele. Há um tempo determinado para que seus desígnios se cumpram. Enquanto ele prepara as nossas respostas, também nos prepara para recebê-las. O descanso é a resposta que a confiança espera de nós! Por mais difíceis que sejam os nossos dias contamos com o socorro que vem do Senhor! Permaneçamos na Fortaleza! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Meditação/Nadia Malta/JÁ SENTIU VONTADE DE SE ESCONDER?

JÁ SENTIU VONTADE DE SE ESCONDER?

                                                                                           

“Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias”?  1 Reis 19.13.

                                                                                         


Gostaria de começar a nossa meditação de hoje com a pergunta que dá título a esta pequena mensagem. E então, já sentiu vontade de se esconder? De fugir e procurar uma caverna na qual se abrigar para fugir de tantas demandas e exigências da vida? Confesso que já, e não foram poucas as vezes que isso aconteceu. E ao encontrar um servo da envergadura de Elias fugindo para procurar uma caverna, o coração sossega. Ufa! Somos humanos, limitados e enxergamos só o que está perto. Choramos e sentimos dores! O que nos anima nessas horas de cansaço profundo é saber que o Senhor nos confronta, revigora, alimenta e não desiste de nós.

Elias depois de uma grande vitória contra os profetas de Baal foge com medo das ameaças de Jezabel. Mas será que Elias correu simplesmente por medo daquela rainha maligna? Creio que não foi só isso que colocou o profeta numa rota de fuga, mas o acúmulo de tantas atribuições e o fato de achar que estava só naquela luta.  Não é fácil lidar com as sobrecargas. Já vi muita gente criticar o profeta do fogo, mas quem o critica não tem coragem de admitir as suas próprias fraquezas. É em admitir e confessar que somos visitados com o fortalecimento que vem de Deus. Às vezes, tudo que precisamos nas horas de agonia profunda é fazer aquietar a nossa alma. Buscar um tempo de contemplação deixar a mente descansar, sobretudo, descansar em Deus!

Elias estava acostumado a grandes manifestações de Deus, mas dessa vez foi diferente: O Senhor não falou por meio de um vendaval, nem por meio de um terremoto, muito menos por meio do fogo, elemento tão familiar ao profeta. Ele falou por meio de uma brisa suave. O Texto diz: “Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave”. O texto do inicio afirma que o profeta ao ouvir aquela brisa suave “puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna”. O verdadeiro servo do Senhor compreende, discerne a sua voz venha da maneira que vier. Só um relacionamento íntimo com o Senhor não nos deixa enganar pelas vozes que tentam nos confundir. A voz de Papai é inconfundível para aqueles que o conhecem! E não há Abrigo mais confiável e renovador que o Esconderijo do Altíssimo.

Não foi a caverna que revigorou o profeta, mas a própria presença do Senhor. Em seu cansaço queixoso Elias achava que estava só na sua luta, mas o Senhor o renova e faz a grande revelação: “No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram". Quantas vezes não nos sentimos assim? Mas em todas as épocas sempre houve e sempre haverá um remanescente fiel que jamais se dobrará a cada Baal que possa surgir. Corramos para o Senhor, só Ele é o nosso Refugio e Fortaleza, Consolo presente em nossa tribulação! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

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