segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/AGUARDEMOS AMANHECERÁ E A ALEGRIA VIRÁ!

 AGUARDEMOS AMANHECERÁ E A ALEGRIA VIRÁ!

                                                                                   


Cantem louvores ao Senhor, vocês, os seus fiéis; louvem o seu santo nome. Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”. Salmos 30.4,5. 


A experiência de Davi, o rei salmista, de glorificar o Senhor em meio às suas muitas lutas é aqui compartilhada conosco para a nossa edificação e consolo. Davi sabia em quem cria, por isso exalta ao Senhor mesmo em meio ao choro e a angústia daquele momento. Sabemos que não tem sido fácil viver os dias que temos vivido. A sensação de sufocamento parece persistir à despeito de tudo que nos embosca a cada instante! Os noticiários da TV e da internet mostram um mundo em convulsão constante. Não há segurança em parte alguma a não ser nos braços do Pai. Há terror por todos os lados. Insatisfações permanentes dentro e fora dos lares. Fome em vários lugares, guerras, rumores de guerra. Grandes catástrofes ambientais nunca vistas. Isto sem contar com as nossas lutas pessoais com enfermidades graves e questões familiares. Haja graça, haja oração, coração e haja juízo!

Louvemos ao Senhor mesmo em meio às nossas lutas. O favor de Deus é maior que sua ira. O salmista nos faz enxergar de outra perspectiva. Ele nos ajuda a tirar os olhos das circunstancias e colocá-los em Deus. Ele nos chama a atenção para o fato de que a ira do Senhor tem uma curta duração em relação a seu favor e a sua misericórdia! Há um agir de Deus com os seus escolhidos em disciplina e conserto e um agir punitivo em relação aos ímpios que o rejeitam. Por pior que sejam as noites escuras da alma haverá sempre novos amanheceres. Não nos esqueçamos disto! Numa medida ou outra, todos estamos enfrentando noites escuras da alma. Às vezes tendemos a achar que jamais irá amanhecer, mas amanhecerá sim! E a alegria de que tanto precisamos virá com a aurora! O Sol da Justiça jamais se põe para os seus. Temos experimentado cada vez mais frequentemente as aflições mencionadas pelo Senhor, mas elas passam.

Devemos conservar o bom ânimo. Angústia, tribulações têm prazo de validade! Ele venceu as aflições para que fortalecidos Nele pudéssemos vencê-las também! Já lutamos em triunfo, pois fomos habilitados para sermos mais que vencedores por meio de Jesus, nosso Senhor! O salmista termina com palavras consoladoras que nos alcançam: “Ouve, Senhor, e tem misericórdia de mim; Senhor, sê tu o meu auxílio. Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre”. Rendamos graças ao Senhor, então!  Contemplemos a nossa vitória com os olhos da fé! Nadia Malta.

 

domingo, 29 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/ OUVE A NOSSA VOZ, Ó SENHOR!

 OUVE A NOSSA VOZ, Ó SENHOR!

                                                                                  


Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica. Porque inclinou para mim os seus ouvidos; portanto, invocá-lo-ei enquanto viver. Cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza. Então, invoquei o nome do Senhor, dizendo: Ó Senhor, livra a minha alma! Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia. O Senhor guarda aos símplices; estava abatido, mas ele me livrou. Volta, minha alma, a teu repouso, pois o Senhor te fez bem. Porque tu, Senhor, livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas e os meus pés da queda”! Salmos 116.1-8.


Como estamos necessitados de descanso, de folga! Especialmente nesses dias de pandemia, de catástrofes cada vez mais aterradoras. Tudo deixando um rastro de morte absurdo no mundo inteiro! Ainda as notícias de um racismo que tem eclodido sem precedentes, sobretudo, em nosso país. Uma cristofobia que assusta. Tudo gerando uma violência absurda! O mundo respira ódio, as ameaças parecem vir de todos os lados. Mata-se por tudo e por nada! Há um desespero generalizado e ao mesmo tempo, uma falta de perseverança patológica. Apesar de toda crueldade que vemos ao redor, nada está fora do controle soberano de Deus. Muitos perguntam, mas quando Ele vai agir? Numa era de velocidade ninguém consegue esperar por pouco que seja. Todos querem tudo para ontem! E quando a espera faz parte da resposta? Aí não tem jeito quer queiramos ou não teremos que aprender a controlar a nossa ansiedade e esperar o agir de Deus, no Seu tempo, é claro!

Olhando para a nossa vida pessoal e para a vida dos nossos irmãos ao redor, todos nós estamos passando por um tipo de tribulação que nos faz sobressaltar! A sensação interna é de implosão, como se desmoronássemos por dentro! É como se andássemos nos equilibrando sobre um cabo tênue esticado sobre grandes abismos. Só temos uma direção a seguir, pra frente! Equilíbrio aqui é tudo. Alem de não dar para retroceder tem que ser um passo de cada vez, do contrário, o abismo nos espera! O salmista no inicio do salmo diz que laços de morte o cercaram, angustias do inferno se apoderaram dele. Ele caiu em tribulação e tristeza. Era algo profundíssimo, afetou-lhe o ser inteiro, nos parece uma depressão devastadora. Quantos de nós não temos nos sentido assim, carentes que o Senhor fenda os céus e nos socorra! O salmista encontrou a saída: Ele invocou o Senhor e Ele o ouviu, livrou-lhe a alma daquele poço tão fundo! Aleluia! Não podemos perder de vista as palavras do salmista dirigidas à sua alma: “Retorne ao seu descanso, ó minha alma”; “Porque o Senhor tem sido bom para você!”. Invoquemos perseverantemente o Senhor, busquemos a Sua face. Ele é compassivo e justo para nos acudir. Ele conhece os que Nele se refugiam.

Jesus é o perfeito Descanso de Deus para os homens. Ainda que as lutas nos transtornem, precisamos aprender a voltar ao nosso repouso. Que não é de modo nenhum um lugar, mas uma Pessoa chamada Jesus Cristo! Ele é o Esconderijo do Deus Altíssimo para os seus escolhidos! Ou olhamos para Ele nessa perspectiva ou seremos esmagadoramente afetados em nossa interioridade ao ponto de nos arriscarmos a perder o nosso próprio equilíbrio emocional.  Que a Misericórdia nos assista e a Graça nos sustente até completarmos a nossa travessia sobre esse cabo retesado chamado confiança! Nadia Malta

sábado, 28 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/ENSINA-NOS A DESCANSAR EM TI, Ó SENHOR!

 ENSINA-NOS A DESCANSAR EM TI, Ó SENHOR!

                                                                                       


"Em meio à tribulação, invoquei o SENHOR, e o SENHOR me ouviu e me deu folga. Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. Salmo 118.5; Mateus 11.28. 


Descansemos em Deus em meio às nossas lutas. Tanto a palavra experiencial do salmista, quanto o convite imperativo de Cristo nos levam a renovar o ânimo e buscar refúgio em Deus a nossa Fonte real de descanso e folga. Tenho pensado muito acerca deste assunto: Folga! Quando percorremos as páginas da Bíblia Sagrada, especialmente o livro dos Salmos, percebemos um anseio por oxigênio, por folga, por refrigério! Sim, os servos de Deus têm passado por tantas dores! São tantos os desertos e estreitos que em muitos momentos temos a impressão que não vamos suportar! A sensação muitas vezes nessas horas é de estarmos confinados dentro de bolhas, sem entrada nenhuma de ar. Ali nos alimentarmos do que armazenamos na memória tanto em termos de fé quanto de refrigério é vital para nós. Que lutas e que temores! E nada há mais alentador que no meio dessas lutas e desses temores sermos ouvidos pelo Senhor e experimentarmos a folga de que tanto precisamos! Contudo, há momentos que mesmo não havendo uma razão especificamente explícita, pelo menos que percebamos, para atravessarmos esses desertos, eles se tornam abrasadores ao ponto de quase nos sufocar.

As pessoas me fazem muitas perguntas à esse respeito. A principal delas é: “Por que Deus permite isto?”. Na verdade tenho poucas respostas, tenho muito mais perguntas. E ultimamente essas brotam aos borbotões, especialmente sobre os propósitos dessas lutas! Nunca saberemos todos os propósitos de Deus para as nossas lutas, pelo menos, não deste lado da eternidade. Outro dia ouvi uma frase engraçada que dizia mais ou menos assim: “Dizem que Deus costuma dar as grandes lutas a grandes guerreiros, acho que ele está me confundindo com Rambo!”. É mais ou menos isso que tem acontecido com muitas pessoas que conheço. Essas pessoas não experimentam folga nunca, mal saem de uma batalha logo outra surge e em nível mais intenso. Por que será que isso acontece? Não sei, mas de uma coisa tenho certeza: É no furor dos combates que se forjam os grandes guerreiros! Aprende-se a guerrear, guerreando! Um palpite: A terra não seria uma arena de guerra e a igreja um grande bombardeiro singrando águas hostis? Somos a Força-Tarefa de Deus aqui. Preparemo-nos!

O salmista experimentou tanto a tribulação intensa quanto a folga do céu! Ele em meio à tribulação invocou o Senhor e foi ouvido por Ele. Recebeu o que tanto ansiamos: Folga! “Em meio à tribulação, invoquei o SENHOR, e o SENHOR me ouviu e me deu folga”. Jesus nos faz o grande convite imperativo para experimentarmos o verdadeiro descanso, apesar das lutas.  Aliás, o Descanso prometido aqui não é ausência de aflições, mas é a presença Dele e a garantia da vitória! Ele não nos chama a um lugar qualquer. Ele nos chama a ele. Aos cansados e sobrecarregados ele convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. Há um alívio prometido a nós! Queremos descanso, refrigério e folga? Busquemos ao Cristo! Ele é o nosso lugar de repouso. O profeta Isaias diz: “Senhor, dá-nos a paz, porque todas as nossas obras, tu as fazes por nós!”. Tão somente adentremos nesse lugar sobrenatural. Escondidos ali desfrutaremos de um renovo para seguir em frente enquanto o Senhor for servido e nos conservar vivos sobre esta terra. Descansemos! Nadia Malta

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/TORNA-NOS INVISÍVEIS AOS OLHOS DO MAL, Ó SENHOR!

 TORNA-NOS INVISÍVEIS AOS OLHOS DO MAL, Ó SENHOR!

                                                                                     


Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos.  Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.”. João 17.12-15. 


A oração sacerdotal é sem dúvida um dos mais belos textos das Escrituras. E nesse trecho da oração o Senhor roga ao Pai proteção para os seus escolhidos. O Senhor começa dizendo que quando estava com eles os protegia e nenhum deles se perdeu a não ser o filho da perdição se referindo a Judas, mas agora que se ausentaria seria necessária a proteção do Pai. O Senhor também afirma ali que os que são seus são odiados pelo mundo, como Ele mesmo o foi. Jesus não pertence ao mundo nem os seus também. No final desse contexto Ele pede ao Pai, não que os tire do mundo, mas que os livre do mal. Como entender essas palavras à luz do que tem acontecido com os cristãos, depois da partida de Jesus, tanto os mártires do passado, quanto os de hoje? Temos visto estarrecidos através da mídia, ações atrozes do chamado estado islâmico executando inúmeros cristãos e suas famílias. E outras tantas ações semelhantes têm acontecido sob o olhar silencioso e conivente do mundo, que diz nada poder fazer.

 O final do versículo doze parece responder a nossa indagação. Ali ouvimos do Senhor que guardou e protegeu os seus daqueles dias e nenhum se perdeu a não ser, repito, o filho da perdição para que se cumprissem as Escrituras. Então, creio que esse pedido para não sermos tirados do mundo, mas livrados do mal, tem a ver com não nos perdermos. O mundo vai continuar nos odiando. E usará seus instrumentos de maneira furiosa para nos atingir física e até emocionalmente. Contudo, espiritualmente estamos preservados. O maligno não nos toca. Somos de Cristo. Há um selo do Espírito que nos marca. As palavras ditas pelo Senhor habilitou e encheu os discípulos daqueles dias para glorificarem ao Senhor quer na vida quer na morte!  

A maioria dos discípulos daqueles dias foi martirizada e mesmo em meio aos sofrimentos mais brutais se alegraram no Senhor. Exultaram no Deus da sua salvação. Busquemos a alegria viva do Espírito. Essa alegria não é circunstancial, mas sobrenatural. Não é porque tudo nos vai bem, como diz o antigo cântico, é porque temos ao Senhor! Olhemos para as coisas lá do Alto onde Cristo vive, tiremos os nossos olhos do que é temporal. Deixemos de gastar tempo com o que não tem peso de eternidade. Tenhamos confiança Naquele que prometeu nos guardar. Ninguém nos arrebatará de suas mãos! Aleluia! Nadia Malta

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/É NA INITIMIDADE DO SENHOR QUE SOMOS INSTRUÍDOS!

 É NA INITIMIDADE DO SENHOR QUE SOMOS INSTRUÍDOS!

                                                                                    


 Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher. Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra. A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança. Os meus olhos se elevam continuamente ao SENHOR, pois ele me tirará os pés do laço”. Salmo 25.12-15. 


O salmista Davi aqui faz uma oração por auxílio divino. Não se sabe ao certo a situação histórica que ele experimentava ao orar de maneira tão pungente. Certamente algo doloroso o levou a estas palavras! Ele começa elevando a sua alma ao Senhor, declara a sua confiança Nele e pede que seja livrado dos seus inimigos e não seja envergonhado. Ele clama por instrução. Ele roga ao Senhor que se lembre das Suas misericórdias ao tratar da situação e não das transgressões do salmista. Tenho pensado muito sobre este assunto nos últimos tempos. E quanto mais penso mais me convenço de que esta atitude tem estado cada vez mais em falta no nosso meio. Será que isto não se deve a falta de um ensino sistemático da Palavra de Deus? Como ensinar a todos, se são poucos os que querem aprender? Jejua-se, por barganha! Dizima-se como moeda de troca! Mas no rol das nossas práticas devocionais, sem dúvida, não conseguimos enxergar essa postura reverente ao Senhor! E a conseqüência disso é desastrosa sob todos os aspectos.

Quando ouvimos as palavras da oração do salmista logo percebemos ser alguém que teme ao Senhor e goza de Sua intimidade! Mas e quanto a nós, qual tem sido o teor de nossas orações em meio às nossas angustias? Temos consciência dos nossos pecados ou nos achamos santos demais e por isso mesmo passamos a fazer cobranças ao Senhor por não nos atender conforme desejamos? O livro dos Salmos é sem dúvida a grande Escola de Oração da Bíblia Sagrada. Aprendemos que salmodiar é rasgar-se diante do Senhor com absoluta sinceridade de coração, sobretudo, reconhecendo os próprios pecados. Até porque não adianta tentar impressionar Deus com as nossas performances religiosas, Ele vê as nossas mentes e perscruta os nossos corações. Antes que a palavra chegue aos nossos lábios Ele já a conhece.

Os versículos citados no início trazem grandes revelações sobre os que temem ao Senhor: A primeira coisa que aprendemos aqui é que o Senhor mesmo dará instrução quanto às escolhas dos que o temem. Esse fiel será próspero e o texto não fala de coisas materiais, se estas forem importantes para o propósito de Deus na vida dele, ele as terá. Contudo, essa prosperidade vai muito além do que é tangível. A descendência desse fiel herdará a terra. O que teme ao Senhor gozará de sua intimidade e terá seus pés livrados do laço do inimigo! Davi experimentou isto muitas vezes. O santo temor ao Deus vivo é prerrogativa para recebermos intimidade com Ele, bênçãos e instruções contínuas. Busquemos esta intimidade reverente com o nosso amado Senhor e Salvador. Nadia Malta.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/CHEGA DE IRREVERENCIA: TEMAMOS AO SENHOR!

 CHEGA DE IRREVERENCIA: TEMAMOS AO SENHOR!

                                                                                    


O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre”. Salmos 111.10.


Atentemos quanto à reverencia devida ao Senhor! Aqui encontramos o salmista exaltando o Senhor por sua glória e Majestade. Ele também exalta o Senhor por suas obras magníficas e por sua aliança estabelecida com o seu povo. E esta atitude não é incomum, pelo menos naqueles dias, por parte de vários outros salmistas e demais servos de Deus. Havia uma consciência muito grande da presença, dos atributos eternos de Deus e da sua obra redentora. Havia uma santa reverencia um santo temor em relação ao sagrado! Parece que perdemos isto! O que tem acontecido em nosso tempo? O que se passa na cabeça dos cristãos contemporâneos? Tenho ficado abismada com a falta de temor e tremor diante do Senhor e de sua majestade! O Senhor ou é tratado de maneira distante e ritualística, numa religiosidade árida ou como “um” igual! Demonstra-se uma intimidade tão irreverente que muitos até se atrevem a dar ordens a Deus. Fazem suas exigências como se o Senhor fosse um empregado cósmico à disposição deles! Ou até mesmo o desrespeito das piadas infames que são feitas com o nome do Senhor com a maior sem cerimônia, mesmo no meio dos que se dizem cristãos!

Há uma falta de reverencia e uma ausência da consciência da presença Dele doentia! Enquanto o salmista pontua de forma reverente as alianças feitas e os feitos memoráveis de Deus, há hoje um desdém em relação a essas coisas. Alianças são desconsideradas! Ordenanças são negligenciadas atraindo grandes juízos. Olha-se para a liberdade da graça de Deus de forma irresponsável, como se esta fosse desculpa para pecar!  Não podemos usar da liberdade para dar lugar à carne, como diz o apóstolo Paulo. Graça é o favor imerecido de Deus e ela deve nos tornar cada vez mais reverentes e devedores do Senhor! Não atrevidos e inconseqüentes! Não nos esqueçamos: O Senhor não está apenas dentro das quatro paredes da igreja visível, mas em todos os lugares. Tem faltado temor a Ele em nossos lares, Em nossos ambientes de trabalho. Nas relações interpessoais. Na seriedade da nossa adoração, quando ela existe. Deus não tem sido priorizado. Tudo tem ocupado um lugar de honra na vida dos que se dizem filhos de Deus! Quantos altares têm sido erigidos aos deuses estranhos cultuados por nós, às ocultas nos porões de nossas almas! Depois queremos ter vitórias em nossas demandas pessoais. Caso continuemos assim, só amargaremos derrotas! Tratamos Deus como se fosse um empregado cósmico sempre pronto a atender os nossos caprichos de filhos ingratos! O que aconteceu com a presente geração de cristãos?

O salmista aqui chama a atenção para três fatos que o fiel não deve perder de vista: O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.  Temor aqui não é medo de Deus, mas uma santa reverencia pela Majestade de Deus e pela consciência de sua santa presença. Revela prudência os que o praticam. Sem temor a Deus não há sabedoria. Sem sabedoria cavamos os nossos próprios abismos. O salmista sabe as consequências de desconsiderar Deus em nossos planos, de fazer tudo à revelia Dele, de maneira autônoma. Temos percebido uma tendência contemporânea à autonomia muito grande. Não falo em relação a dependências humanas, mas a um andar autônomo em relação ao Senhor. O que é trágico sob todos os aspectos! As pessoas têm andado de peito inflado se achando o máximo! A Palavra de Deus é absolutamente atual e o que valia para os dias antigos vale também para hoje. O Senhor nos ordena priorizar o Reino de Deus e sua justiça, as demais coisas verdadeiramente necessárias nos serão acrescentadas. O louvor do Senhor permanece para sempre! Louvemos ao Senhor! Façamos tudo para a glória de Deus. Tudo vem Dele, é para Ele e vem por meio Dele! O Senhor honra aqueles que o glorificam com suas vidas! Que possamos rever nossas posturas ególatras e autônomas enquanto há tempo, antes que o Senhor nos envie grandes alfinetes do céu para furar nossos balões de vaidade! Chega de irreverência: Temamos e tremamos diante do Senhor! Nadia Malta.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS SOCORRO E REFÚGIO EM DEUS!

 BUSQUEMOS SOCORRO E REFÚGIO EM DEUS!

                                                                                       


 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra”. Salmos 46.1,10. 


Este salmo dos filhos de Corá ou Coré começa e termina com uma promessa consoladora da parte do Senhor aos seus escolhidos. Aliás, por três vezes aqui o salmista repete que o Senhor é o nosso refugio. E como estamos precisados de esconderijo! O Senhor é socorro e fortaleza. É consolo presente em nossas tribulações. Será que temos mensurado a dimensão dessas afirmações? O Senhor, em meio aos nossos becos sem saída, é a Porta, a Saída, a Possibilidade. É o Socorro impensável. Ele é Aquele que entra com aquela providencia que não estava no script, pelo menos não no nosso. Em muitas passagens das Escrituras ouvimos sobre os males súbitos que nos sobrevém. Os propósitos para essas situações são inúmeros, mas sejam quais forem trazem dor e pesar aos nossos corações. Carecemos de intervenções sobrenaturais e contínuas do céu para que não percamos o equilíbrio e adoeçamos emocionalmente! O Senhor também é Aquele Esconderijo, A Fortaleza mais Alta. O Alto Refúgio no qual podemos nos ocultar, descansar e aquietar o nosso espírito no meio dos combates mais letais desta vida.

A nossa jornada nesta terra é cheia de altos e baixos. A estrada é íngreme, ladeira acima e cheia de curvas. Somos emboscados e surpreendidos a cada curva do caminho com aflições que nos tiram o fôlego e quase nos fazem perder a própria vida. Contudo, não enfrentamos essas situações sozinhos. Ele é presença garantida e contínua. Tudo que Ele deseja é que confiemos Nele e aquietemos o nosso coração agoniado. O Controle de tudo é Dele e nada escapa ao seu olhar perscrutador. Ele conhece, sobretudo, aqueles que confiam e se refugiam Nele! Aquietemos o nosso coração! Guardar firme a confissão da esperança sem vacilar é o grande desafio dos cristãos, sobretudo, os de nossos dias. Em um tempo em que tudo é líquido, tudo se esvai com facilidade. Parece que tudo foi feito em tempos modernos para não durar. O resultado é toda uma geração de “Crentes Chicó”, personagem de Ariano Suassuna no Auto da Compadecida (fico rico, fico pobre, fico crente fico incrédulo!).

Que haja firmeza em nossos passos! Que perseveremos em nossa fé no Cristo! Ao ouvir as palavras do autor de hebreus, elas me soam como uma chamada à razão! Sim, falo de razão porque não concebo fé sem uma boa dose de inteligência. Guardamos firme a confissão da nossa esperança, porque para nós essa Esperança é uma pessoa chamada Cristo. Não nos deixamos levar por expectativas positivas ou por bons desejos, mas por Aquele que nos garante presença, sustento, força para enfrentar os reveses da vida, firmeza nos passos para não vacilar diante das oscilações das circunstancias e vida em abundancia. Aquele que é a Esperança viva, Cristo, nos prometeu salvar e guardar do maligno. Sigamos confiantes, porque Aquele que fez a promessa é Fiel para cumpri-la e ele prometeu que ninguém nos arrebatará de suas mãos! Não há o que temer! Nadia Malta

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/TODO O NOSSO LAMENTO SE TRANSFORMARÁ EM ALEGRIA E SEREMOS CONSOLADOS!

 TODO O NOSSO LAMENTO SE TRANSFORMARÁ EM ALEGRIA E SEREMOS CONSOLADOS!

                                                                                           


Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza”. Jeremias 31:13. 


Atentemos como povo de Deus para a necessidade de confiar Nele e esperar até que o seu tempo de consertos se complete sobre nós. Impossível não começar esta mensagem sem um sonoro brado de aleluia! O profeta Jeremias foi levantado para profetizar em um dos momentos mais dramáticos do povo de Deus, o Cativeiro de Babilônia. Não era fácil pregar de forma dura e contundente à respeito da postura rebelde do povo que acabou culminando num dos piores cativeiros da história. Contudo, apesar de toda desolação e toda sensação de desamparo, o Senhor promete transformar o lamento em júbilo, mas não antes de se completar o tempo para que os consertos fossem feitos e o povo se voltasse para Ele! Tempo que durou setenta anos! Quem determinou esse tempo? A própria rebelião do povo! Foram muitos os profetas falsos que profetizavam segundo os seus corações e segundo a vontade do povo. Deus tem um tempo determinado para todas as coisas e nada acontece fora da vontade soberana Dele!

Estabelecendo uma analogia entre as dores do passado e as nossas dores de hoje percebemos, que embora, não estejamos em um cativeiro literal, há muitos “cativeiros”, desertos e vales auto-impostos por nossas próprias rebeliões. O desejo de fazer aquilo que é do nosso querer em detrimento da vontade do Senhor é algo recorrente através dos séculos! Como a velha carne é contumaz em satisfazer seus desejos! Obedecer é sempre melhor que sacrificar! Aqui e acolá nos percebemos encerrados em cativeiros que nos oprimem e aprisionam gerando choro e ranger de dentes. Promessas do Senhor ao seu povo no cativeiro: O Senhor avisou ao seu profeta que antes de se completarem os setenta anos, nada aconteceria; Depois do tempo determinado para os consertos, o Senhor promete libertar do jugo e transformar o lamento em júbilo; A voz de choro será reprimida, haverá recompensa para as obras dos arrependidos. Há um tempo de maturação para mensurarmos as nossas culpas, purgando-as em quebrantamento sincero de coração!

Apesar do humanismo, de certo modo, brigar contra os efeitos da culpa, ela tem o seu lugar e seu papel nos planos perfeitos e terapêuticos de Deus. Só por meio de um arrependimento genuíno podemos fazer o caminho de volta para Deus! Só na presença do Senhor desfrutamos da plenitude de alegria e de delícias para sempre! Nada, ou ninguém pode nos satisfazer plenamente! Projetar sobre os outros a nossa expectativa de felicidade além de gerar peso para nós e para os outros gera frustração e insatisfação permanentes! Só Jesus Cristo em nós é a Esperança da Glória! O Senhor promete transformar o lamento do seu povo em júbilo, no devido tempo, é claro. Ele promete consolo e alegria ao invés de tristeza e espírito angustiado. Pela graça e consolação recebidas em Cristo teremos ânimo e fortalecimento para realizarmos as obras de Deus, não apenas em palavras, mas em atos concretos. Ortodoxia e ortopraxia precisam andar juntas!  Conhecimento teórico doutrinário precisa estar alinhado a uma fé prática. São atos concretos de amor testificando do que apregoamos! Os redimidos de todas as épocas se tornam canais da multiforme graça de Deus! O Senhor ainda que aplique a sua disciplina, não retém por muito tempo a sua misericórdia. Precisamos de um batismo de alegria! Que o Senhor nos renove transformando o nosso lamento em júbilo! Nadia Malta

domingo, 22 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/TODAS AS OBRAS SERÃO IRREMEDIAVELMENTE TRAZIDAS À LUZ!

 TODAS AS OBRAS SERÃO IRREMEDIAVELMENTE TRAZIDAS À LUZ!

                                                                                         


Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que agem nas trevas e pensam: "Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo? Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo”. Isaías 29.15; Hebreus 3.12. 


Despertemos como igreja para um andar em santificação e honra! Os textos citados embora escritos em épocas diferentes trazem advertências sérias sobre os que se imaginam incólumes, intocáveis quanto às suas práticas malignas. Agem como se achassem que jamais seriam apanhados! Nada fica oculto debaixo do céu. Tudo aquilo que tem sido planejado no interior das casas será proclamado no alto dos telhados. O próprio Senhor Jesus alerta sobre isto! Quando lemos tais textos sentimos um aperto, uma tristeza no coração ao ver escancarado tudo àquilo que tem sido praticado nas trevas com propósitos escusos para envergonhar o evangelho de Cristo! Jesus também disse que os escândalos são inevitáveis, mas ai daqueles por intermédio de quem vem os escândalos! Os escândalos vêm para conserto ou ruína completa! O que mais dói é que esta é uma palavra para cristãos, tanto por intermédio do profeta Isaías quanto por meio do autor de Hebreus. Contudo, ao mesmo tempo em que é uma palavra de dura advertência, mostra que o Senhor é Deus de oportunidades. Ele não aplica a sua ira antes de usar generosa e exaustivamente a sua misericórdia.

O apóstolo Paulo chama a atenção dos seus leitores dizendo: “Aquele que pensa estar de pé veja que não caia!”.  Parece que os que querem se colocar no patamar da lisura e da incorruptibilidade, trazem à reboque um dedo em riste prestes a apontar os erros dos outros. Como que para encobrir seus próprios erros chamam a atenção para os erros dos outros. Temos visto isto tantas vezes ao longo da caminhada! Meu Deus que coisa séria! Quando aprendemos que Deus não se impressiona com as nossas exterioridades religiosas, mas sonda mentes e corações, qual foi a parte que não entendemos bem? Nossas práticas religiosas exteriores, nossos atos de bondade com plateias, nossas tolas tentativas de emboscar o Espírito Santo para que Ele respalde nossas vãs performances piedosas só causam repulsa ao coração do Pai. Até quando nos comportaremos como néscios na tentativa de nos esconder de Deus? Creio que somos observados por homens e por anjos. Anjos eleitos e anjos caídos. E estes últimos sempre à espreita de uma oportunidade dada por nós, para nos fazer cair de nossa posição em Cristo. É a grande plateia do contra! Vigiemos! Tanto a advertência feita ao Israel do passado quanto a que foi feita aos crentes neo-testamentários nos mostram que santificação é inegociável e atemporal.

Andar em novidade de vida é preciso, do contrário seremos vergonhosamente desmascarados pelos nossos próprios pecados. O Brasil tem vivido um tempo de corrupção institucional nunca visto, pelo menos, não nessa magnitude! Tudo revelado, tudo trazido à luz! Sim, nada ficará oculto. E ao que parece o mar de lama continua subindo. A enchente tem sido grande e muitos ainda serão arrastados por ela! Clamemos por nossa nação, choremos por nós mesmos e por nossos filhos! Quebrantemo-nos e voltemos ao Senhor! A Bíblia tem muito a dizer sobre o olhar perscrutador de Deus. Passaríamos muito tempo listando textos que falam sobre isto. Termino com alguns desses textos que me fazem temer e tremer. Meditemos neles: "Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons". "Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem, e veem todos os seus passos". E não há criatura que não seja manifesta na Sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos dAquele a quem temos de prestar contas". “Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus". O que mais nos resta agora, além de corarmos de vergonha, clamarmos por misericórdia e buscarmos ao Senhor enquanto o podemos achar? Quanto às perguntas trazidas por Isaías no inicio: "Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo? A resposta para ambas é: “DEUS E TODO O MUNDO!”. Sim, todas as obras serão trazidas à luz! Nadia Malta.

sábado, 21 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/DEUS NÃO DEMORA, ELE CAPRICHA NA RESPOSTA!

 DEUS NÃO DEMORA, ELE CAPRICHA NA RESPOSTA!

                                                                                              


Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite”. Salmos 90:4. 


Chamamos a sua atenção quanto ao tempo de Deus para todas as coisas. O texto trata da soberania de Deus em especial quanto aos seus agires ao longo da história. Não há nada mais alentador do que olhar as coisas na perspectiva da eternidade. Em tempos expressos, de instantaneidades temos perdido a capacidade de maturação e preparação. Tudo tem que acontecer num simples estalar de dedos! Queremos tudo para ontem. Hoje os recursos modernos dos aplicativos de celulares, especialmente feitos para acelerar e para “facilitar a vida” das pessoas parecem que tem gerado outro tipo de problema, a pressa patológica de resolver tudo a um simples toque de um botão. O trágico disso tudo é a tendência de querer transportar esse tipo de conceito para as coisas espirituais. Do ponto de vista de Deus as coisas não são assim, é bom que nos conformemos! O tempo de Deus é diferente do no nosso. “Ele não trabalha segundo a cronologia de seres humanos apressados”, já disse certo pensador cristão.

 É Ele quem estabelece os tempos e as épocas.  Enquanto Ele trabalha ao nosso favor, Ele trabalha em nós para que aprendamos a discernir a sua vontade excelsa, soberana e prevalecente! O plano de Deus para nós foi concebido desde tempos eternos. Antes da fundação do mundo. Ainda que a nossa mente limitada não alcance a compreensão desse tempo, tenhamos confiança em quem o estabeleceu! Tudo foi perfeitamente planejado, não só em relação à eterna redenção, mas a tudo que diz respeito a nós. Ele certamente levará a bom termo. Por meio de Cristo manifestado a nós obtivemos o que necessitamos!  Todas as coisas já nos foram concedidas que dizem respeito à vida e à piedade”. Por que muitas bênçãos ainda não se materializaram em nossas mãos, embora já sejam realidades no mundo espiritual? Porque Ele está trabalhando em nós, nos preparando para recebê-las. O que temos conseguido com as nossas pressas doentias? Ansiedades, depressões, síndromes desconhecidas. Um conselho: Não espere esperando. Espere produzindo!

O coração tem sido rebelde e obstinado no seu desejo autônomo de fazer as coisas do seu jeito.  Por meio do Profeta Isaias ouvimos: “Porque assim diz o Senhor DEUS, o Santo de Israel: Voltando e descansando sereis salvos; no sossego e na confiança estaria a vossa força, mas não quisestes”. Aí está o grande antídoto contra a nossa as nossas agonias mais profundas! A confiança no Senhor nos fortalece para seguir em frente! Descanso e equilíbrio andam juntos!  O Senhor trabalha para os que Nele esperam! Assim, não tenhamos pressa quanto aos seus agires, antes aguardemos jubilosos, pois a resposta está à caminho. Ele não demora, mas capricha na resposta que é sempre infinitamente maior do que tudo quanto pedimos ou sequer pensamos! Está tudo absolutamente dentro do tempo previsto, nada está fora do Seu controle soberano. Aquietemos a nossa alma exigente e apressada! Aprendamos a sofrer a demora de Deus, como diz o padre Fábio de Melo, pois valerá à pena! Aquele que vem virá e não tardará! Nadia Malta.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/O BATISMO DE FOGO, A GRANDE PROVA DA NOSSA CONFISSÃO DE FÉ!

 O BATISMO DE FOGO, A GRANDE PROVA DA NOSSA CONFISSÃO DE FÉ!

                                                                                         


Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome. Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o pecador? Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem”. I Pedro 4.12-19. 


Despertemos e nos encorajemos uns aos outros quanto às duras provas que nós estamos sujeitos a passar por sermos cristãos!   Toda a epístola do apóstolo Pedro tem como tema central a esperança em meio ao sofrimento. Essa epístola foi enviada aos cristãos dispersos da Ásia Menor devido às perseguições que estavam se levantando contra a igreja e que acabou resultando no martírio de muitos cristãos. No início da epístola Pedro fala de um tipo de perseguição normal, que numa escala maior ou menor, todos nós sofremos, quando entregamos a nossa vida a Jesus Cristo, por parte de parentes e amigos. Somo alvos de retaliações e perseguições de toda sorte. No entanto, o texto lido fala de uma perseguição muito mais séria e específica, a qual Pedro chama de “fogo ardente”.  Essa perseguição estava prestes a vir sobre a igreja como um todo. Essas palavras do apóstolo tanto se aplicam aqueles dias, quanto aos dias que estamos vivendo.

Hoje já podemos ver a realidade das palavras do apóstolo na igreja Oriental. Ele não estava falando de uma perseguição ocasional e local por parte das pessoas com quem os cristãos conviviam, mas sim, algo oficial institucionalizado proveniente das autoridades constituídas. E novamente não estamos longe disso! Em muitos lugares do mundo a liberdade de culto já foi cerceada e estas ações se espalham como rastilhos de pólvora e certamente seremos alcançados. Muitos projetos já têm tramitado no parlamento aqui em nosso país que até então tem gozado do privilégio da liberdade de culto e tem negligenciado tal privilégio. Contudo, há notícias do campo missionário que dão conta de um numero enorme de cristãos martirizados em nossos dias, sobretudo em lugares como Índia e Iraque. Igrejas inteiras no Oriente têm sido dizimadas pela ação de homens bomba.

Pedro em sua epístola já previa esse “fogo ardente”, não só para aqueles dias como para dias ainda distantes. Atentemos para a atualidade das palavras de Pedro, porque elas se aplicam aos cristãos de todas as épocas. O que aprendemos aqui? Nenhuma igreja está livre de passar pelo “fogo ardente”. Precisamos orar e pedir ao Senhor que nos capacite para quando tivermos que enfrentar o “fogo ardente” não venhamos a envergonhar o seu nome, antes o glorifiquemos. Que possamos ser revestidos de fidelidade e alegria sobrenaturais, como os servos do passado. Tenhamos a certeza que não estaremos sozinhos, o próprio Senhor estará ao nosso lado. Nadia Malta.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/PRECISAMOS DE ALICERCE SÓLIDO!

 PRECISAMOS DE ALICERCE SÓLIDO!

                                                                                    


Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína”. Mateus 7.24-27. 


Fortaleçamos os nossos alicerces espirituais. Nunca os ventos foram tantos e as enchentes tão intensas e avassaladoras! O texto traz a ilustração do tipo de construção espiritual que o Senhor espera que sejamos. Uma construção feita para resistir! Neste capítulo, Jesus traz outras ilustrações para ensinar a mesma coisa. Fala de dois caminhos e também fala do tipo de árvore e de seus respectivos frutos. Quando professamos uma fé genuína, essa fé logo é evidenciada pela nossa postura, sobretudo, em face às adversidades. Temos falado incansavelmente sobre as dificuldades enfrentadas em nossa caminhada cristã.  A Bíblia fala sobre esse assunto inúmeras vezes. No início do texto, ouvimos dos lábios do próprio Senhor Jesus Cristo sobre a firmeza que precisamos ter nele que é a Rocha eterna.   Vivemos num tempo em que se apregoa um evangelho raso e de facilidades, onde as pessoas invertem os papéis e passam a dar ordens a Deus para que cumpra os seus desejos pessoais mais absurdos. Por isso mesmo não é fácil falar da Verdade, da forma como ela nos é apresentada nas Escrituras Sagradas. Somos tratados por muitos como uma casta inferior de cristãos que não obtêm lucros com sua fé.   

Jesus ilustra a nossa firmeza Nele através da figura dos dois construtores e seus respectivos fundamentos. Primeiro o Construtor Prudente. Na versão de Lucas diz que este construtor  cavou, abriu profunda vala e lançou o seu alicerce sobre a rocha (Cristo). Quando pensamos numa construção material nesses termos, logo perceberemos que esta casa é uma sólida edificação. Essa construção resistirá às intempéries e permanecerá firme. Esse prudente construtor é comparado àquele que ouve a Palavra de Deus e a pratica. Este permanecerá firme no Senhor assim como o profeta Habacuque, que apesar das circunstancias permaneceu esperando, se alegrando e confiando em Deus. Todos os dias enfrentamos tempestades e enchentes. Qual o verdadeiro estado da nossa construção espiritual? Resistiremos ou ruiremos?

Segundo, ele apresenta o Construtor Insensato. Diferentemente do anterior, foi insensato e construiu a sua casa sobre a areia. Não precisamos ser conhecedores no assunto para perceber que uma construção dessa não aguenta a ação do tempo. Na primeira tempestade ou vendaval, ruirá. Esse construtor é comparado àquele que ouve a Palavra de Deus e não a pratica. O alicerce da parábola em questão é a obediência à Palavra de Deus. Jesus é a Rocha sobre a qual esse alicerce deve ser edificado. A obediência comprova a fé verdadeira. Esse construtor não compreendeu esse princípio. Assim como muitos em nosso meio. Os dois construtores tinham objetivos em comum. Ambos desejavam construir boas e sólidas casas. Contudo, quando veio a tempestade, uma delas ruiu. Qual a diferença das duas construções? O alicerce. Assim, a segunda casa sobre a areia, é a falsa profissão de fé, que só dura até a tempestade, à hora dos ventos contrários (a hora da prova)! Chequemos nossos alicerces! Nadia Malta

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/PELA GRAÇA SOMOS SALVOS!

 PELA GRAÇA SOMOS SALVOS!

                                                                           


Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie!”. Efésios 2.8,9. 


O texto todo fala da grande dádiva de Deus ao homem pecador, que estava encerrado na condenação eterna. Por um ato da Soberania de Deus fomos alcançados, salvos pela sua maravilhosa graça. O texto é incisivo e esclarecedor. Salvação é de graça e pela graça. Não fomos alcançados porque havia algo interessante em nós que pudesse sequer despertar um só olhar de Deus. Não havia nada, nenhuma obra meritória de nossa parte. Na verdade estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Éramos chamados de filhos da desobediência ou filhos da ira. A nossa condição anterior não nos permitia escolher o bem. Andávamos segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar que continua agindo nos filhos da desobediência. A verdade aqui contida é a viga mestra da soteriologia Cristã. Aliás, Graça é favor imerecido de Deus, baseado única e exclusivamente na sua vontade soberana e ponto final. Não há o que se discutir aqui. Fomos salvos pela graça, regenerados pelo poder do Espírito Santo de Deus. Isto feito passamos a andar em novidade de vida.

As coisas velhas passam tudo se faz novo. Contudo, não podemos perder de vista a parceria que se estabelece entre a vontade do salvo e a ação do Espírito Santo que habita nele. Aí, entra empenho, diligencia, esforço perseverante. Na verdade, nos tornamos uma guerra civil ambulante. É carne militando contra Espírito Santo e vice versa. Não podemos negligenciar o esforço humano ancorado sim pela graça fortalecedora, firmadora e sustentadora para resistir às oposições que se levantam. Atingir a perfeita varonilidade não é tarefa fácil. Aliás, uma das figuras usadas biblicamente para ilustrar o cristão é a figura de um soldado arregimentado pelo Grande General, Jesus! Não me parece que um soldado fique em repouso, descansando em meio às batalhas para as quais foi convocado! Sua própria condição pressupõe luta, garra, raça! Não se entra no Reino com as velhas bagagens, a Porta é estreita! Tenho me admirado com a forma irresponsável como muitos cristãos têm negligenciado a santificação. Regeneração do espírito morto é um ato único, mas santificação é ato contínuo!

A graça nos salva e nos capacita a vencer especialmente a nós mesmos, mas se não nos empenharmos seremos vergonhosamente nocauteados pela nossa rebelião. Carne não se converte, precisa ser domada. A medida da estatura da plenitude de Cristo é o nosso padrão! Para isto contamos com Graça santificadora para domar a carne e fazer o que é da vontade de Deus! É a graça que capacita para que façamos, mas cabe a nós decidir fazer ou não! Deus muda sim, caráter e temperamento. Os que foram verdadeiramente regenerados tiveram a sua velha estrutura implodida para que um novo edifício seja construído no lugar. Não fomos salvos pelas obras, mas para elas! Essas obras testificam do que a graça operou em nós, do contrário, seremos grandes farsas como cristãos! Assim, depois de salvos Graça e empenho precisam andar juntos para que não ultrajemos o Espírito da graça, nem calquemos aos pés o Filho de Deus! E aqui não falo de salvação, mas do que foi requerido de nós depois de termos sido alcançados pela graça salvadora. Em resumo o que éramos não podemos mais ser, porque morremos e a nossa vida está agora oculta em Deus. Somos novas criaturas. Não há lugar em nossa vida para as velhas inclinações do trato passado. Que o Senhor nos ajude a ser encontrados fiéis! Nadia Malta

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/TEM FALTADO MATURIDADE!

 TEM FALTADO MATURIDADE!

                                                                                             


Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino”. I Coríntios 13.11. 


Estamos sendo chamados à responsabilidade de amadurecer! Até quando seremos meninos na fé? Vivemos em um tempo de meninices em todos os aspectos: Moral, emocional, relacional e espiritual. Somos chamados à varonilidade.  Parece que a síndrome de Peter Pan tem feito cada vez mais vítimas! É preciso alcançar a estatura de varões perfeitos e quando Paulo emprega a palavra que é traduzida por perfeito, ele na verdade está falando de maturidade. Quando se é criança há uma perspectiva de crescimento. Só os que têm algum distúrbio não amadurecem. À medida que crescemos vamos aos poucos paulatinamente abandonando as coisas próprias de criança e nos envolvendo com as coisas próprias de adulto. Há muitos privilégios em se tornar adulto, mas esses trazem à reboque  responsabilidades sem conta. E são essas últimas que assustam a muitos os fazendo estagnar na infância ou na adolescência.

Quando Paulo escreveu aos crentes de Corinto não pode falar com eles como pessoas espirituais, pois eram carnais, meninos na fé. Falando aos efésios Paulo diz: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4:13). A plenitude de Cristo é o padrão. Cristo é o único paradigma. Quando conhecemos a Cristo e somos regenerados por Ele, a obra é absolutamente completa. Ele muda temperamento e muda caráter. Há uma morte da velha natureza. Há uma desconstrução do velho edifício que é implodido para dar lugar ao novo que se tornará santuário do Altíssimo. As coisas velhas passam e tudo se faz novo, a menos que não tenha havido regeneração de fato. Não existe “crente Gabriela” da obra de Jorge Amado: “Eu nasci assim, vou morrer assim!”. Negativo. Na verdade nunca mais seremos os mesmos.  Atingir à varonilidade implica em deixar de lado as coisas próprias de menino. O recreio acabou. Estamos no meio de uma grande batalha espiritual. Portemo-nos como pessoas maduras, adultas. Posicionemo-nos como tais!

Não permitamos que o adversário alcance vantagem sobre nós. Quantos relacionamentos destruídos por esse tipo de postura! Não façamos concessões ao reino das trevas. Não transijamos com o pecado. Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm a santos. Não nos deixemos levar por nenhuma delas. Se algo nos aprisionava no passado devemos fugir. Matar a carne de fome é preciso! Aliás, Paulo falando ao jovem pastor Timóteo exorta-o a fugir das paixões da mocidade. Não há nada mais perigoso que brincar com um velho pecado. É alimentar serpentes famintas ávidas por nos devorar! Deixemos as meninices de lado e nos envolvamos com as coisas próprias de adultos. Busquemos a perfeita varonilidade, a medida da estatura de Cristo. Nadia Malta

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE ESVAZIAR A DESPENSA DO DIABO!

 TEMPO DE ESVAZIAR A DESPENSA DO DIABO!

                                                                                    


Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam”. Gálatas 5:16-21. 


Como povo de Deus estamos sendo chamados para um tempo de mudanças! No contexto todo deste capítulo o apóstolo Paulo estabelece o contraste entre o Fruto do Espírito e às obras da carne. Aqui ele conclama seus leitores a andarem no Espírito para não atenderem aos apelos da carne. Sabemos que a nossa carne não se converte. Precisa ser domada pelo Espírito de Deus agindo com liberdade em nosso espírito recriado. As obras da carne relacionadas aqui pelo apóstolo formam a grande despensa do diabo na qual ele vem buscar alimento. É do pó da nossa carne ainda pecaminosa que ele vem se alimentar. Viemos do pó e pó é comida de serpente. Por isso não podemos negligenciar a vigilância. As serpentes estão sempre à espreita na tentativa de nos devorar. Por isso o Senhor está sempre nos alertando quanto a cada possível vacilo.

Não podemos brincar com os apelos da nossa carne. Fazer concessão a esses apelos é cair nas ciladas do maligno. É abrir porta de legalidade para a infestação de castas de demônios ávidos por devorar os filhos dos homens. Somos uma guerra civil ambulante. É carne contra Espírito e Espírito contra a carne. Quem vencerá? Quem for mais bem alimentado. A única maneira de esvaziar a despensa do diabo que são as obras da nossa carne é jejuar na área específica dos nossos apetites. Cada um de nós tem uma área de vulnerabilidade específica. A grande estratégia aqui é não fazer o que “porventura seja do nosso querer!”. Matar a carne de fome é a ordem expressa do Senhor! A lista de Paulo é encabeçada com “prostituição seguida de impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas”. Aqui cabe tanta coisa! Tudo aquilo que entronizamos no coração e não conseguimos nos desvencilhar.Tudo que nos aprisiona, que nos traz prazer momentâneo, que aplaca a fome da nossa carne.

Não há outro meio de libertação mais efetivo do que o conhecimento e a prática da Verdade. O Senhor diz: “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!”. E Ainda: “Se, pois, o Filho vos libertar; verdadeiramente sereis livres!”. Paulo arremata a sua ordenança dizendo de forma contundente: “que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam!”. Meu Deus, que coisa séria! Que o Senhor possa falar ao nosso coração de modo claro. Que o Santo Espírito com toda liberdade disponha desta casa espiritual que somos nós! Fechemos a despensa do diabo, matemos a carne de fome no tocante às suas vontades e desejos. Os que são de Cristo já estão crucificados com Ele! Estamos livres do poder e da penalidade do pecado, mas não ainda de sua presença. Cabe a nós vigiar e não nos deixarmos escravizar! Nadia Malta.

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