sábado, 31 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/CLAMEMOS POR AQUELE QUE PODE SOCORRER!

CLAMEMOS POR AQUELE QUE PODE SOCORRER!

                                               

 “A ti, SENHOR, elevo a minha alma. Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos. Com efeito dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que, sem causa, procedem traiçoeiramente. Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia”. Salmo 25. 1-5. 



Nas suas muitas lutas nesta vida, contra inimigos de todos os lados, o salmista Davi levanta um clamor por auxílio divino. E esta não é a primeira vez que ele recorre ao Senhor e nos ensina e encoraja a fazer o mesmo.  O livro dos salmos é chamado muito apropriadamente de grande Escola de Oração da Bíblia Sagrada. Ali, encontramos muitos dos salmistas elevando suas almas e derramando seus corações na presença do Pai celestial pelos mais diferentes motivos. Os cristãos têm experimentado grandes lutas nesses dias. Os inimigos se levantam por todos os lados, espreitam, assolam, perseguem, tentam de todos os modos nos fazer esmorecer. A razão para tanto ódio? Simplesmente porque servimos ao Cristo! Mas o nosso Deus reina soberanamente. Por pior que seja aquilo que nos ameaça, Ele não perde o controle da situação e estende as mãos para nos acolher como fez com Estevão na hora do seu martírio! Hoje ouvi um relato tocante sobre jovens cristãos perseguidos e martirizados no oriente pelos radicais. E ao serem obrigados a negar a Jesus, eles preferiram morrer a ter que negá-lo! E aqueles perseguidores enfurecidos cortaram suas cabeças. Creio que o Senhor os honrou até o fim, os fortaleceu para testemunhar no martírio. Eles não foram envergonhados, nem envergonharam ao Senhor! O salmista Davi aqui nos encoraja a confiar no Senhor para que não sejamos envergonhados pelos que nos perseguem sem causa e procedem contra nós traiçoeiramente. Em sua petição ele também pede para conhecer os caminhos do Senhor e ser ensinado nas verdades de Deus. Aqui equivale a dizer o que foi dito por outro salmista: “Faz-me atinar com o caminho dos teus preceitos e meditarei nas tuas maravilhas!”. Busquemos conhecer os propósitos divinos para as situações enfrentadas por nós.  Nada do que experimentamos nesta terra como filhos de Deus é obra do acaso ou aleatório. Há sempre um propósito da parte de Deus. E este propósito passa sempre pela glorificação do nome do Senhor, quer na vida quer na morte! Peçamos que Ele nos instrua quanto a isto. Cada experiência vivida deixa uma lição preciosa em relação aos agires de Deus, tanto para nós, quanto para os que nos cercam. O salmista reconhece que o Senhor é o Deus de sua salvação em quem ele espera todo o dia. Elevemos a Ele as nossas almas! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/APRENDAMOS A ARMAZENAR E A BUSCAR ÁGUA! NÃO NOS PERTURBEMOS, FRUTIFIQUEMOS!

APRENDAMOS A ARMAZENAR E A BUSCAR ÁGUA! NÃO NOS PERTURBEMOS, FRUTIFIQUEMOS! 

Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”. Jeremias 17.7,8. 



O profeta Jeremias chama este homem esperançoso e confiante em Deus de bendito, em contraste com aquele que confia no homem, que faz do braço de carne a sua força. Este último é chamado de maldito. Um dos grandes desafios que nós enfrentamos como filhos de Deus é aprender a andar no sobrenatural. Fomos chamados para andar não pelo que vemos, mas pelo que cremos e esta estrada da confiança absoluta muitas vezes nos surpreende com curvas súbitas tão fechadas, com descidas tão íngremes que até parece que não iremos conseguir chegar nunca ao destino. Contudo, o grande combustível que nos impulsiona a seguir é a confiança em Deus associada à esperança Nele. No entanto, confiar e esperar Nele não nos impede de atravessar anos de sequidão, de experimentar o calor abrasador das adversidades. O texto aqui nos ensina que, se somos como árvores plantadas junto às águas, cujas raízes são profundas, semelhantemente a elas, saberemos nos dessedentar mesmo no calor intenso das aflições. E mesmo em meio a elas daremos frutos para a glória do Pai. Há plantas que armazenam água e outras que vão buscar água nos lençóis freáticos da terra. Essas no tempo de sequidão continuam verdes e frutíferas. Que sejamos assim! Que possamos buscar beber das águas profundas do Espírito Santo, assim como armazenar em nosso coração a Água Viva da Palavra de Deus, para que mesmo em meio ao deserto esse Rio de Água Viva possa jorrar de nós! Tive o privilégio de conhecer grandes homens e mulheres de fé, alguns já de saudosa memória, que eram absolutamente focados na verdadeira Esperança, Jesus! Eles se recusaram a confiar na carne mortal em meio às dificuldades da vida ou se deixar assombrar com o tamanho dos gigantes que se levantaram contra eles. Obtiveram muitas vitórias e outras deixaram plantadas no coração de Deus, para a colheita de filhos e netos. E mesmo sem vê-las com os olhos físicos, conseguiram contemplá-las com os olhos espirituais e pelas quais deram muitas graças a Deus! Que sejamos como oliveiras verdejantes com suas raízes profundas mesmo em meio à estiagem! Que sejamos resistentes como os cactos e as algarobas do sertão! Aprendamos a armazenar água e a buscá-la nos lençóis freáticos do Espírito Santo! Frutificar é preciso! Que jamais nos perturbemos ou deixemos de dar frutos para a glória excelsa do Senhor! Nadia Malta.


         

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/NÃO IMPORTA O ALTO PREÇO, OBEDEÇAMOS AO SENHOR!

NÃO IMPORTA O ALTO PREÇO, OBEDEÇAMOS AO SENHOR! 

Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” Atos 5.29.



 Os apóstolos após terem feito muitos milagres em nome de Jesus foram perseguidos pelas autoridades daqueles dias, que se levantaram e os lançaram em prisão por causa da mensagem que anunciavam. Contudo, eles foram libertados de forma sobrenatural por um anjo do Senhor com uma ordem expressa para que fossem ao templo e com ousadia continuassem a pregar as palavras “desta Vida”, referindo-se ao Cristo. A perplexidade tomou conta de todos, especialmente das autoridades religiosas que expressamente os proibiu de anunciar o evangelho. Foi  quando Pedro e os demais apóstolos se posicionaram trazendo a afirmação do versículo citado: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. Quando um servo de Deus pode se levantar contra uma autoridade constituída sobre ele? Esta tem sido uma pergunta que tem trazido inquietação a muitos. A mulher cristã deve ser “submissa ao marido como ao Senhor!”. Os filhos cristãos devem “obedecer aos pais, no Senhor!”. Os empregados cristãos devem trabalhar ou servir “de boa vontade como ao Senhor!”. Ainda encontramos advertências quanto à obediência dos cristãos às autoridades espirituais e as civis, sempre com o complemento de que é ao Senhor que estamos servindo. Contudo, não podemos perder de vista que todas essas autoridades humanas constituídas por Deus servem para nos ensinar obediência a Ele. Quando, porém, essas autoridades se tornam arbitrárias e nos levam a ir de encontro à vontade de Deus, podemos e devemos nos posicionar: “Antes, importa obedecer a Deus que aos homens!”. Certamente pagaremos um alto preço por nossa posição, mas o Senhor entrará com a providência. Conheci uma mulher de Deus cujo marido tinha mania de ordenar em casa, que quando ele estivesse dormindo, a mulher e os filhos deveriam dizer que ele não estava. Para que o telefone da casa não tocasse na hora do sono daquele  “abençoado”, sua esposa simplesmente tirava o fone do gancho. Ela ficava atenta, quando via que o marido havia acordado, logo corria e botava o fone novamente no gancho. Caso ele perguntasse se o telefone havia tocado, a resposta seria um não, claro, nem poderia! Certa vez, alguém o procurou pessoalmente, justo na hora do bendito sono. Coitada da irmãzinha, que saia justa! Foi lá atendeu a pessoa e disse: “Olha meu marido está em casa, mas descansando, se o senhor quiser esperar!”. Quando o abençoado acordou e soube como a esposa tinha resolvido a situação, ficou furioso e aos berros quase derruba o teto na cabeça dela, cobrando-lhe submissão. Ela sabiamente deixou-o se acalmar e disse-lhe num tom baixo e incisivo: “Sou submissa a você como ao Senhor”, mas Ele jamais requereria de mim que eu mentisse, pois a mentira é filha do diabo!”. Aquele marido foi envergonhado, ficou sem palavras. O Senhor lhe fechou a boca! Muitas vezes no caminho da obediência ao Senhor não tem só um marido vociferando, tem leões famintos, tem fornalhas acesas, tem prisões, tem até açoites e morte, mas Ele honra aquele que se posiciona em obediência! Quer vivamos quer morramos obedeçamos ao Senhor! Reflitamos sobre isto!  Nadia Malta.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/A ÚNICA CHANCE QUE TEMOS DE RECOMEÇAR COM A VIDA ZERADA!

A ÚNICA CHANCE QUE TEMOS DE RECOMEÇAR COM A VIDA ZERADA!

 “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”. Isaías 43.25.



 Aqui temos uma das maiores revelações da graça divina no Antigo Testamento! O perdão que recebemos de Deus por meio do seu Cristo é perfeito, único e eficaz. Através dessa dádiva gloriosa temos uma nova oportunidade. Temos a nossa vida absolutamente zerada. É a única chance de um novo recomeço! As palavras do Senhor pelos lábios do seu profeta garantem isto! E mais, além de perdoados, temos os nossos pecados lançados nas profundezas do mar. O Senhor diz isto através de outro profeta, Miqueias: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar”. O Senhor não lembra mais deles! Que alívio! Aqui começa uma nova trajetória, um novo caminhar, uma nova história. O perdão que desce do alto de forma vertical tem que se propagar de maneira horizontal e ainda repercutir na forma de auto perdão. Quantas pessoas vivem uma vida miseravelmente infeliz, mesmo depois de serem alcançadas pela graça de Deus! Elas têm simplesmente acreditado nas mentiras do adversário a seu respeito. Ele é especialista em acusação. Outro dia li uma frase muitos interessante sobre isto. Dizia assim: “Quando perguntarem sobre o seu passado, responda: não sei, não vivo mais lá!”. Isso mesmo, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo. Não temos mais que ficar remoendo velhas coisas, velhos pecados e muito menos tentando pescar no mar do esquecimento! Caso tentemos ir lá certamente encontraremos uma placa onde se lê: “É proibido pescar!”. Assim, perdoemo-nos! O Senhor fez uma obra perfeita e o fez por amor Dele mesmo, não por obras meritórias de nossa parte. Tão somente creiamos no que se operou em nós! E quanto a nós em relação aos outros, perdoemos aos nossos ofensores, antes mesmo que o pedido de perdão chegue, sim, porque talvez não chegue nunca. Quando liberamos perdão sobre a vida do ofensor, tiramos o peso e o lixo emocional acumulado dentro de nós. Quem mais se beneficia com o perdão somos nós! Experimentamos leveza, saúde emocional. As ofensas sofridas por nós não são maiores que as que fizemos para Deus e Ele nos perdoou! Fomos perdoados para nos tornar perdoadores. Em Cristo isto é possível sim! Nadia Malta.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/QUE TAL PARAR AÍ MESMO E CONTAR AS MUITAS BÊNÇÃOS?

QUE TAL PARAR AÍ MESMO E CONTAR AS MUITAS BÊNÇÃOS? 

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia”. Salmo 103.1-5.



 Tem um antigo hino cujo título é Conta as Muitas Bênçãos! Esse cântico tem um refrão repetido após cada uma das quatro estrofes que diz: “Conta as bênçãos, dize quantas são. Recebidas da divina mão. Vem dizê-las, todas de uma vez. E verás surpreso, quanto Deus já fez!”. Será que temos feito pausas em nosso caminhar por esta vida para contar as bênçãos? Estamos sempre às voltas com demandas mil. Ainda bem não satisfazemos um desejo, já estamos aos pés do Senhor a pedir outros e assim seguimos num pedir constante que não tem fim. Meu sogro costumava dizer que “a medida do ter não enche nunca!”. Grande verdade que a sabedoria dos anos ensina! O salmista Davi sabia o valor das dádivas recebidas do Senhor, por isso ele não cessa de render graças. Tudo é creditado ao Senhor! Tudo vem Dele, por meio Dele e é para a gloria excelsa Dele! O salmista conclama a sua alma a não se esquecer de nenhum dos benefícios do Senhor! E ele lista esses benefícios: perdão dos pecados, cura das enfermidades, livramentos muitos, suprimento de graça e misericórdia, provisão na velhice e forças renovadas. Tiago em sua epístola diz que “Toda boa dádiva e todo dom perfeito desce do alto, do Pai das luzes”. Contudo, temos uma memória prodigiosa para lembrar aquilo que a nossa alma exigente continua querendo e cobrando, mas ao receber nos esquecemos de agradecer. A memória da gratidão parece que sofre de amnésia. O refrão do velho hino nos estimula a contar as bênçãos, a dizê-las todas. Busquemos na memória aquilo que já recebemos do Senhor e certamente veremos surpresos, o quanto Ele já fez! Habituemo-nos a levar as nossas petições ao Senhor já com ações de graças. É uma maneira preventiva de exercitar gratidão. Façamos pausas durante o dia simplesmente para render graças. Ainda que nossa memória ingrata não se lembre de nenhuma bênção, o que é impossível, rendamos graças porque “o Senhor é bom e a sua misericórdia dura para sempre!”. Exercitemos gratidão, isto é agradável ao Senhor! Nadia Malta



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/É QUANDO OS NOSSOS OLHOS PODEM VÊ-LO!

É QUANDO OS NOSSOS OLHOS PODEM VÊ-LO! 

Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza”. Jó 42.5,6. 



O velho sofredor faz aqui uma das maiores confissões de fé encontradas na Bíblia Sagrada. Mesmo sendo um homem justo, de quem o próprio Deus dá testemunho, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal”, experimentou o sofrimento no grau mais intenso que um ser humano pode experimentar. Jó teve sua vida assolada por todos os flagelos que mais temia: perda de filhos, perda da saúde e dos bens. Seu despojo foi a própria vida! Mesmo sendo tão dedicado a Deus, ainda assim, seu conhecimento acerca do Senhor, era como ele mesmo diz, “só de ouvir falar!”. Agora, depois de toda adversidade que se lhe abateu os olhos do velho sofredor são desvendados e contemplam o Senhor. E é o conhecimento experiencial de Deus que avulta o nosso próprio estado de miséria e por perceber isto, Jó se abomina e se arrepende no pó e na cinza. É a santidade de Deus que avulta a nossa pecaminosidade! As nossas melhores obras de justiça são como trapos de imundícia. Conheço muitos servos sofredores. Alguns até se identificam com o velho e persistente sofredor, mas não conheço nenhum, cuja experiência, sequer se aproxime dessa tão dolorosamente ímpar. A experiência de sofrimento aqui, me dá a impressão que não teve o propósito de mostrar para Deus o quanto Jó lhe era fiel, mas de mostrar ao próprio Jó, a fidelidade de Deus para com ele e o quanto Ele poderia sustentá-lo no meio daquele vale tão árido. É possível que nem mesmo Jó soubesse com todo o seu conhecimento acerca de Deus, o quanto já houvesse recebido Dele. Deus sempre nos surpreende! Quantas pessoas diante da possibilidade do sofrimento afirmam: “Se eu tiver que passar por isto, não vou aguentar!”. E são surpreendidas com um suprimento de força do Alto que jamais imaginariam! Às vezes acontece assim conosco, precisamos ir ao mais profundo abismo, quando o próprio chão nos é tirado e chegamos à última fronteira do suportar. E ali percebemos que Deus é tudo o que realmente temos. É só quando todas as possibilidades humanas cessam que os nossos olhos são capazes de contemplá-Lo verdadeiramente. Por mais que tentemos jamais vamos saber exaustivamente as razões do sofrimento humano, especialmente daqueles que são filhos de Deus. As conjecturas são muitas, uns pensam de um jeito outros de outro. E são muitos os “amigos de Jó” à nossa volta com suas respostas prontas e simplistas querendo aplicar a cada situação, sempre num tom acusatório. Mas de uma coisa temos absoluta certeza: O sofrimento é revelador! Na vida de um servo de Deus, dá autenticidade ao chamado. No meio das aflições só existem dois caminhos: Corre-se para Deus ou corre-se de Deus. Os verdadeiros filhos correm para Ele! Do mesmo jeito que dinheiro revela o caráter, o sofrimento revela a perseverança na fé. Que o Senhor nos fortaleça Nele e na força do seu poder para perseverarmos até o fim à despeito de tudo e de todos! Que os nossos olhos possam contemplá-Lo! Nadia Malta.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/SE ELE DIZ QUE ESTÁ PERTO, ENTÃO, ELE ESTÁ! AINDA QUE NADA SINTAMOS!

SE ELE DIZ QUE ESTÁ PERTO, ENTÃO, ELE ESTÁ! AINDA QUE NADA SINTAMOS! 

O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido. O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas!”. Salmos 34:18-19. 



Ouço pessoas dizerem: “Não sinto a presença de Deus!”. Não fomos chamados para sentir, mas para crer! O silêncio de Deus não significa inação ou ausência, mas preparação para grande agires! A estrada da confiança absoluta corta oásis e desertos, montanhas e vales áridos. É sinuosa e ladeira acima. E não a atravessamos sozinhos em nenhum momento! Em nos apegar às preciosas promessas de Deus está o segredo do nosso equilíbrio, tanto espiritual quanto emocional. A presença garantida de Deus conosco, especialmente em meio às aflições da vida faz toda a diferença. Presença, esta, sem a qual não conseguimos seguir em frente, porque as oposições são muitas. A fé é o grande e potente combustível para a jornada! Com o Senhor desbaratamos exércitos e saltamos muralhas por mais altas que sejam. Os dias maus mencionados pelo apóstolo Paulo já têm sido experimentados desde muito, pelos servos do Senhor. São muitas as lutas por fora e, sobretudo, os temores por dentro. O salmista Davi aqui afirma que o Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. O profeta Isaías traz a mesma visão e diz: “Mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra!”. Que afirmação gloriosa vinda da boca do próprio Senhor pelos lábios do seu profeta! Quanto abatimento de espírito temos experimentado! Em muitos momentos chegamos a nos sentir como diz a canção popular: “Como quem partiu ou morreu!”. Tremamos e temamos diante da Palavra excelsa do nosso Deus. Confiemos em suas grandes e mui preciosas promessas, pois quem as fez é fiel e não falha nunca! A terra não é um parque de diversão, como muitos querem fazer crer, mas uma arena de guerra, lugar onde o justo de Deus é aperfeiçoado em santificação até que atinja a estatura de varão perfeito. O próprio Senhor Jesus Cristo disse: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!”. Ele venceu para que fôssemos habilitados a vencer. Passamos sim por incontáveis aflições, mas o Senhor de todas nos livra! Somos livrados quer na vida quer na morte. Aliás, ainda que morramos há esperança de livramento! O que é que a morte pode fazer de fato, contra nós? Abreviar o nosso encontro glorioso com o nosso amado Deus e Pai. Derramemos nossos corações na presença do Senhor. Acatemos as instruções do Mestre Amado e entremos em nosso quarto fechemos a porta e ali falemos em secreto com Ele, que em secreto nos recompensará! Recompensa de Deus é a resposta aos nossos clamores. E como Ele responde? Ele diz sim, diz não e aquieta o nosso coração em relação à questão ou nos manda esperar. E a última opção é sempre para nos ensinar paciência! Contudo, só Ele sabe os pensamentos que tem a nosso respeito, são pensamentos de paz e não de mal, isto para nos dar o fim que desejamos. Não estamos sozinhos, Ele está perto, não há o que temer! ! Nadia Malta.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/TÃO SOMENTE CONFIEMOS NAQUELE QUE É O NOSSO ALTO REFÚGIO!

TÃO SOMENTE CONFIEMOS NAQUELE QUE É O NOSSO ALTO REFÚGIO! 

Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”. Salmo 46.10,11. 



Quantas vezes não nos sentimos assim, necessitados de dizer em voz audível, tantas vezes quantas sejam necessário que Deus é o nosso refúgio, como fizeram os filhos de Corá neste salmo. Muitas vezes os inimigos do homem são os de sua própria parentela e isto é doloroso demais! São tantas frentes de combate, são tantos os que nos afrontam e demandam a nossa vida, que há um desejo enorme de nos esconder. Mas o esconderijo que precisamos não é qualquer um, precisamos nos esconder em Deus, o lugar perfeito, onde ninguém nos encontra! Só refugiados Nele podemos encontrar alento, amparo. Como tão bem clamou o salmista Davi em outro salmo: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra”. Sim clamemos ao Deus Altíssimo que por nós tudo executa! Abriguemo-nos Nele, até que passem as calamidades. Sim, porque elas passam e conseguimos respirar! Mas “até que passem”, precisamos ser socorridos por Deus, do contrário sucumbiremos! Só o Senhor é o nosso refugio, a nossa fortaleza, o consolo bem presente em nossas tribulações. Sempre que as coisas parecem não ter saída e os estreitos se tornam intransponíveis corramos para O Alto Refúgio, os ternos braços do Pai Celestial. E como é bom ouvi-Lo dizer: “Aquietai-vos e sabei que Eu Sou Deus!”. Em outras palavras é como se Ele estivesse nos dizendo: “Não se deixe abater, estou agindo na sua causa, a dificuldade de agora já faz parte da resposta e a vitória está próxima, tão somente confie! O Socorro está chegando!”. Creio nisto de todo o meu coração e entrego a Ele as minhas lutas e já digo amém para as respostas que estão descendo da parte Dele! Nadia Malta



         

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/QUEM É DE DEUS BUSCA A EXCELÊNCIA!

QUEM É DE DEUS BUSCA A EXCELÊNCIA!

 “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!”. Salmos 1:1-3. 



Aqui o salmista traça o perfil daquele que é justificado pelo Senhor. Numa outra versão a palavra feliz é substituída por bem-aventurado, expressão, aliás, que muda totalmente o sentido, visto que seu significado não é apenas alegre, contente, mas aquele que goza de altos privilégios diante de Deus! De quem é na verdade, que o salmista está falando? Ele fala de alguém cheio de Deus. Alguém cujos espaços estão absolutamente impregnados pela presença do Senhor! Será que isto é possível? Claro que sim! Em Cristo isto é possível! A pessoa cheia de Deus tem uma verdadeira compulsão pela santidade, o desejo sincero do seu coração é agradar ao Senhor! Ela busca viver na excelência! Ela não se nivela por baixo, antes foge do mal. Não se está falando aqui de impecabilidade, pois enquanto  se viver na terra, neste corpo mortal, se estará sujeito a cometer pecados. No entanto, quando um filho de Deus peca, se sente pesaroso por ter ferido o coração do Pai. Aliás, uma das atribuições do Espírito de Deus em nosso coração é convencer da justiça, do juízo e do pecado. Ao pecar logo nos quebrantamos e vamos à presença do Senhor, arrependidos e envergonhados. Ali confessamos o nosso pecado e saímos restaurados! O pecado para o justo é acidente de percurso, não prática contumaz, diferentemente da postura do ímpio. O justo de Deus não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta maligna dos pecadores, não faz coro com os zombadores de Deus! Antes seu prazer está na Lei do Senhor, nela medita de dia e de noite. É alguém comparado aqui com uma árvore frutífera, plantada junto a ribeiros de água. Tudo que essa pessoa fizer será bem sucedido, porque tudo que faz o faz para a glória do Pai. O salmista aqui traça o perfil do santo de Deus, do cidadão do céu. O paradigma desse cidadão do céu é o próprio Deus! Paulo falando aos efésios ordena: “Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados!”. Imitamos Deus olhando para o Cristo.  O alvo de todo cristão verdadeiro é este: parecer com o seu Pai. Busquemos este padrão, vivamos a excelência! Nadia Malta



         

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/QUANDO A NOSSA ALMA FICA NUBLADA!



QUANDO A NOSSA ALMA FICA NUBLADA!

 “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus”. Salmos 42:11. 




O salmista anseia pelo Senhor como a cabra selvagem anseia por beber nas fontes de água pura. Esses animais montanheses são exigentes ao buscar água. Não se satisfazem sua sede nas águas turvas dos barreiros, mas buscam as fontes de água pura e cristalina que nascem nas alturas das rochas. Ali, sim  podem se dessedentar. A alma do salmista é exigente como aqueles animais e só consegue se satisfazer em Deus. Nada nem ninguém podem preenchê-lo, dessedentá-lo. Há uma saudade comovente nele da presença de Deus! Ele quer Deus somente! Aqui ele derrama seu coração e rasga sua alma perante o Senhor. Contudo, ele não permite que a tristeza o abata ou o tire de combate, antes confronta a si mesmo por causa do que sente.  O salmista anseia pelo Senhor num misto de sentimentos que se assemelha muito como o que experimentamos! Quantas vezes nos sentimos assim tristes e angustiados, perturbados diante dos embates da vida! Receosos pelos acontecimentos que podem nos atingir. Duvidosos do agir de Deus. Ou mesmo alegres por vitórias alcançadas. E assim seguimos manifestando a nossa humanidade através de emoções que nos confundem. Muitas vezes nos sentimos nublados, pesarosos como o salmista! Será que não seria terapêutico que também olhássemos para dentro de nós mesmos e nos confrontássemos à semelhança do salmista? Ele além de confrontar-se, também repreende a si mesmo. Chama a sua alma à razão! Sim, façamos o mesmo! Ponhamos a nossa esperança no Senhor. Louvemos o seu santo e glorioso nome, pois Ele é o nosso Salvador e o nosso Deus! Ele tem o controle de todas as coisas em suas mãos. É ele quem adestra as nossas mãos para os muitos combates que poderemos enfrentar! Lembrei-me agora de um velho irmão em Cristo que costumava dizer: “Quem tem o que temos não pode ser triste!”. Perguntemos então a nossa alma: “Por que você está assim tão triste?”. E antes que ela se atreva a responder qualquer coisa em suas lamentações costumeiras, digamos para ela: “Ponha em Deus a sua esperança!”.  Nadia Malta

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/LÁGRIMAS, UM FERTILIZANTE EFICAZ PARA O CANTEIRO DA FÉ!

LÁGRIMAS, UM FERTILIZANTE EFICAZ PARA O CANTEIRO DA FÉ! 

Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes”. Salmos 126:5-6.



 Este salmo é um dos chamados cânticos de romagens ou de degraus. Faz parte de uma espécie de pequeno hinário de bolso, cujos cânticos eram entoados pelo povo de Deus nas peregrinações para Jerusalém e durante as tarefas do dia a dia. Esses cânticos falam dos mais diferentes temas e eram entoados com o fim de não deixar o povo esquecer-se dos grandes feitos de Deus. Este é um cântico de vitória, fala da libertação do cativeiro de Babilônia. O cativeiro ali durou setenta anos extremamente difíceis. Contudo, apesar da dificuldade e da distancia de sua terra o povo, especificamente, o remanescente fiel, não deixou de crer e esperar em Deus. Foi um tempo de choro, de angustia que parecia não ter fim. Mas o Senhor se manifestou aos seus, como Aquele que consola. O povo aprendeu com aquela experiência que as lágrimas derramadas na presença de Deus regaram e fertilizaram o canteiro da fé produzindo frutos benditos.  No caso especifico dos israelitas, o fruto foi a própria liberdade! O salmista diz: “os que com lágrimas semeiam, com alegria colherão!”. Creio nisto de todo o meu coração. Quantas lágrimas choradas na calada da noite! Quantas lágrimas choradas pra dentro, que só o Senhor vê! Não precisamos chorar para os homens, choremos para Deus! Há situações que não temos para quem apelar, humanamente falando, mas quando nos dirigimos a Ele, teremos o nosso clamor ouvido porque Ele se inclina para nós! Lancemos as nossas sementes de fé, reguemos esse canteiro bendito com as nossas lágrimas sinceras, sem nos esquecer de arrancar as ervas daninhas da dúvida e do medo, elas obstaculam as nossas vitórias. E poderemos esperar confiantemente uma colheita jubilosa. Reaprendamos a chorar em quebrantamento de espírito, reconheçamos e confessemos diante de Deus os nossos pecados, choremos por eles, arrependidos. O Senhor se agrada de um coração quebrantado e contrito! Quando vamos assim à sua presença saímos de lá renovados e consolados. Choremos não como as eternas vítimas das situações, o povo reconheceu que o cativeiro foi provocado pelos próprios pecados. Que possamos clamar como o publicado, que nem ousava levantar o rosto no templo e batendo no peito dizia: “Senhor, sê propício a mim pecador!”. Jesus disse que ele saiu dali justificado! A libertação veio, mas não antes de uma mudança real por parte do povo. Reaprendamos a chorar diante do Senhor! A semente da fé precisa desse fertilizante! Nadia Malta.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Meditação Nadia Malta/APRENDAMOS O SEGREDO DO VERDADEIRO FORTALECIMENTO!

APRENDAMOS O SEGREDO DO VERDADEIRO FORTALECIMENTO!

 “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”. Filipenses 4:12-13.



 A parte final do texto citado, talvez seja um daqueles versículos mais mal interpretados de toda a Bíblia Sagrada. Deixe que eu explique. A livre interpretação de versículos bíblicos isolados e fora de seus respectivos contextos tem produzido grandes heresias ao longo dos séculos. E este texto de maneira especial tem sido citado de maneira descontextualizada.  A afirmação feita pelo apóstolo Paulo aqui, está dentro de um contexto de dificuldade, ele estava preso quando escreveu estas palavras. Mas quando ouvimos a mesma citação, sobretudo, dentre os pregoeiros da “prosperidade rasa”, é sempre buscando um complemento verbal para a ação “poder”. Esses complementos invariavelmente pressupõem um ganho material do tipo: posso, conseguir, posso obter, posso alcançar, posso adquirir, dentre outros. Tudo isto voltado para o lucro pessoal. No entanto, o apóstolo começa dizendo que sabe o que é passar por necessidade e sabe o que é experimentar fartura. E ele aprendeu o segredo para viver contente, quer esteja vivendo uma situação ou outra, tendo muito ou nada. A palavra chave aqui é: “aprendeu”. Aprendizado demanda tempo e dedicação tanto para prestar atenção a quem ensina quanto para por em prática o que nos foi ensinado. Ele aprendeu e agora nos ensina, prestemos atenção! E eis o segredo glorioso: “tudo ele pode (suportar) Naquele que o fortalece!”. É a mesma fé manifesta pelo profeta Habacuque, a fé do tipo “ainda que”. Precisamos igualmente aprender a buscar esse fortalecimento em Cristo, só Ele pode efetivamente nos fortalecer no meio dos estreitos desta vida, que são muitos. Já vivemos dias maus sobre a terra faz tempo! Neste exato momento irmãos nossos estão sendo martirizados sem negar a sua fé no Cristo. E se fosse conosco? Como reagiríamos, negaríamos o Senhor ou morreríamos confessando-o? Misericórdia de nós, Senhor! Ensina-nos a te buscar com inteireza de coração e a nos fortalecer em ti verdadeiramente! Habacuque ao final do seu livro profético diz: “Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos!”.  Outro profeta, Joel, afirma: “Diga o fraco: eu sou forte!”. Somos fortalecidos sim, mas, em Deus, quando o buscamos e nos refugiamos Nele. Sozinhos não chegaremos a lugar nenhum e muito menos conseguiremos atravessar os desertos desta vida. O Senhor em lugar nenhum de sua palavra afirmou que a travessia por esta vida seria fácil, mas ele garantiu a sua companhia em toda a jornada. E seguramente há momentos que as coisas se tornam tão difíceis que Ele nos carrega no colo. Como diz o profeta: “O Soberano Senhor é a minha força!”. Que Ele nos habilite a andar em lugares altos! Fortaleçamo-nos Nele! Nadia Malta.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, AFINAL?

O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, AFINAL?

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”. Filipenses 4:8. 



Quase posso ouvir a voz de minha mãe, em seu zelo materno fazendo a pergunta do início, quando me distraía e fazia algo contrário ao ordenado por ela. O que temos na cabeça invariavelmente define as nossas ações e inclinações. Jesus, diz isto de outra maneira: “Porque, onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração!”. Voltemos à pergunta inicial: O que temos na cabeça, afinal? O que tão avidamente temos armazenado lá? Com que temos alimentado os nossos pensamentos? O que temos deixado entrar pela janela dos nossos olhos que tem se acumulado em nossos pensamentos e requerido ações? Se há um lugar onde precisa de uma grande faxina são os nossos porões com seus entulhos mal cheirosos armazenados por nós. Que tal começarmos por lá a mudança que buscamos fora? Amo fazer faxina, jogar fora entulhos, tranqueiras mofadas ou enferrujadas, coisas que só servem para refugio de ratos e animais peçonhentos.  Gosto de abrir armários, de tirar gavetas dos lugares, levantar velhos tapetes, mudar móveis de lugar. Jogar fora o que não serve. Abrir janelas para que entre a luz. Faxinemos o santuário! Paulo ordena uma substituição do velho padrão pelo novo!  Se queremos mudanças efetivas, este é um bom começo. Ele aqui propõe uma mudança radical no padrão, ele vai ao cerne da questão e nos apresenta um filtro para o pensamento. A lista é longa e ele começa pela substituição da mentira pela verdade. Acostumamo-nos tanto às pequenas e aparentemente inofensivas mentiras, que as usamos quase sem sentir. É o velho padrão imperando. Depois vem o que é respeitável, será que o que tem efetivamente ocupado o nosso pensamento merece respeito? Em seguida vem o que é justo, puro, amável e de boa fama. Uma lista e tanto! Avaliemo-nos! O que tem ocupado os nossos pensamentos passa por este filtro bendito? Bem, se passa, continuemos o armazenamento! Do contrário, se não há nenhuma virtude e nada digno de louvor, rejeitemos e mudemos o padrão. Que Deus nos ajude a mudar radicalmente! Nadia Malta.


         

domingo, 18 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/REVISTAMO-NOS DAS ARMAS DO AMOR!

REVISTAMO-NOS DAS ARMAS DO AMOR! 

Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência”. Colossenses 3:12. 



Tenho pensado muito ultimamente sobre a questão do nosso testemunho como povo chamado pelo nome do Senhor. Melindramo-nos com tão pouco. As pequenas ofensas parecem nos ferir mortalmente. Maximizamos tudo, quando a vítima somos nós! Mas, as dores dos outros parecem não nos tocar. Não há humildade e a paciência e a mansidão há muito nos abandonaram. Qual a diferença, então, entre nós e os que estão lá fora? Parece que a fé do tipo “ainda que” está cada vez mais distante de nós! Têm chegado até nós pelos meios de comunicação, as notícias dos massacres sofridos por cristãos em vários lugares do mundo. As cenas são tão chocantes que nos tiram o sono. E se fosse conosco, como reagiríamos? O radicalismo de fanáticos parece que não conhece limites. Ouvi esta semana a declaração de um líder cristão nigeriano depois do massacre de irmãos de sua comunidade, ele escapou por milagre, que dizia mais ou menos assim: “Só podemos silenciar as armas do ódio com as armas do amor!”. Que declaração! Por que então, não usamos as armas do amor de Deus colocadas à nossa disposição pelo Espírito Santo de Deus? Sinto vergonha do cristianismo que vivemos! Se o povo escolhido de Deus não faz a diferença na terra, quem fará? Somos chamados, numa santa convocação para nos revestir de profunda compaixão e bondade. Aprendemos que compaixão é a dor do outro no nosso coração. E essa dor que traspassa o outro e nos atinge precisa gerar atos concretos de amor. Do contrário, é só hipocrisia e teatro para impressionar os que estão ao nosso redor. É muito fácil olhar a dor do outro e buscar justificativas e respostas simplistas, do tipo: “Você está passando por isto porque está em pecado!”. Quem somos nós para fazer tal acusação. E saímos em nossos “arroubos espirituais” esmagando canas quebradas e apagando pavios já prestes a se extinguir. Que nossos corações sejam quebrantados para que experimentemos compaixão pelos nossos semelhantes! Somos chamados a uma bondade prática, solidária que deve ser feita em humildade. Temos feito assim, ou procuramos uma plateiazinha para o aplauso que massageia o nosso ego? O apóstolo Paulo também nos convoca a nos revestirmos de mansidão e paciência. Que coisa difícil em tempos turbulentos! Hoje se perde o controle com muita facilidade! As pessoas parecem estopins vivos, à espera de centelhas para que haja combustão e explosão! E isto acontece por tudo e por nada e em todos os lugares! Em casa, no trânsito e em ambientes de trabalho. E mesmo no meio dos chamados cristãos, as coisas não são diferentes! Aprendemos que enquanto a mansidão é força sob controle, a paciência faz o seu portador suportar tudo com perseverança. O cristão paciente tudo suporta Naquele que o fortalece! Ele sabe em quem crê, ele usa as armas do amor mencionadas pelo irmão nigeriano depois do massacre sofrido por sua comunidade! Revistamo-nos dessas armas benditas, enquanto há tempo. Façamos a diferença neste mundo árido! Nadia Malta

sábado, 17 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/REJEITEMOS O APLAUSO FUGAZ DOS HOMENS, FAÇAMOS TUDO PARA DEUS, ELE VÊ EM SECRETO E RECOMPENSA ETERNAMENTE!

REJEITEMOS O APLAUSO FUGAZ DOS HOMENS, FAÇAMOS TUDO PARA DEUS, ELE VÊ EM SECRETO E RECOMPENSA ETERNAMENTE! 

"Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial”. Mateus 6:1. 



O contexto que começa no versículo citado indo até o versículo dezoito fala das obras de justiça que devem ser praticadas pelos que se dizem cristãos. Essas obras são para que o nome do Senhor seja glorificado não o nome ou a vida de seus instrumentos. O Senhor aqui cita mais especificamente o dar do ponto de vista de Deus, que inclui desde a assistência material àqueles que necessitam até um simples ouvir solidário. O Senhor também se refere àquela oração pessoal, que só Ele deve ouvir. São aqueles momentos nos quais derramamos o coração diante do Pai sem reservas, sem o perigo de sermos julgados. Há situações tão aparentemente insolúveis! Há dores tão indizíveis pelas quais já derramamos todas as lágrimas que tínhamos! É nessas ocasiões que precisamos aprender a dizer amém para o que Ele vai fazer, seja o que for. São aqueles momentos em que o Santo Espírito vem em nosso socorro, porque não conseguimos encontrar palavras em nossa linguagem limitada que consiga definir a nossa dor. E por último o Senhor menciona o jejum, que é aquele tempo de consagração, no qual substituímos o que alimenta a carne pelo que alimenta o espírito. O jejum não é uma barganha com Deus para conseguirmos algo de sua parte, muito menos uma forma de emboscarmos o Espírito Santo para que Ele faça a nossa vontade. Jejum é consagração, é entrega, é busca de enchimento. É rendição. Quando entendemos que cada uma dessas práticas mencionadas é para Deus, aí Ele se move em nossa direção. Por meio do profeta Jeremias o Senhor diz: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração; serei achado de vós e farei mudar a vossa sorte!”. Aprendemos que as nossas exterioridades religiosas, até mesmo o nosso “igrejismo” ativista não impressionam o Senhor. Ele é aquele que sonda e conhece a profundidade do nosso coração. Portanto, não toquemos trombetas anunciando a caridade praticada, nem façamos orações públicas exaltando a nós mesmos e muitos menos façamos dos jejuns prolongados marketing de nossa espiritualidade. Pratiquemos sim a caridade secreta, a oração pessoal de maneira íntima e particular e que nosso tempo de consagração seja absolutamente sigiloso. Que tudo seja para louvor da glória de Deus. Não nos esqueçamos, Ele e só Ele vê em secreto e em secreto, Ele recompensa! Nadia Malta.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/ORAÇÃO E PRUDÊNCIA, UMA DUPLA E TANTO!

ORAÇÃO E PRUDÊNCIA, UMA DUPLA E TANTO!


“Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos! Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.”
Colossenses 4:2,5,6


Os antigos já diziam que “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!”. Grande verdade que deveria ser praticada. A prudência é filha da sabedoria. E quando ela se associa à oração o resultado pode ser surpreendente. O prudente é sempre bom observador, ele sabe que dos mestres da parte de Deus, a observação é um dos mais excelentes. A observação é companheira inseparável do silêncio. Às vezes calar e observar nos traz aquelas respostas esperadas há tanto tempo, mas que em meio às nossas falações compulsivas não conseguíamos enxergar. Tem coisas que o prudente sabe que não deve falar com ninguém, mas apenas com o Senhor em oração perseverante. Há palavras sábias que podem nos tirar de muitas encrencas, mas há silêncios prudentes que evitam que nos encrenquemos! Paulo não economiza conselhos e ordenanças aos seus leitores quanto ao exercício da prudência. O prudente é alguém que vigia, ele dificilmente é apanhado de surpresa. O prudente sabe quando falar e quando calar. Como o texto aqui é dirigido a cristãos, nada pode ser mais devastador do que alguém que se diz cristão, mas não consegue controlar a própria língua. O falar destemperado tem levado desgosto e morte a tantas pessoas! Não é incomum encontrarmos crentes inconvenientes e injuriosos no seu falar. Quantas vidas destruídas, quantos ministérios devastados pela ação maligna de línguas venenosas! Paulo nos alerta aqui quanto ao testemunho para com os de fora. Contudo, não podemos nos esquecer dos de dentro, especialmente dos novos crentes. Que coisa séria! Muitas vezes o nome do Senhor tem sido blasfemado por causa dessa prática. Aproveitemos as oportunidades de apresentar o Cristo àqueles que não conhecem. Façamos isto, se preciso com palavras, mas, sobretudo, com o nosso testemunho! Se não conseguimos deixar de falar da vida de alguém, que tal falar da vida de Cristo? Que o nosso falar seja sempre agradável e temperado com sal. Que saibamos em sabedoria responder a cada um dos que nos indagam sobre as coisas espirituais. Tenhamos um coração agradecido ao Senhor! Pratiquemos a oração perseverante e a prudência!

Nadia Malta

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Meditação/Nadia Malta/CARNE X ESPÍRITO, UMA GUERRA CONTÍNUA!

CARNE X ESPÍRITO, UMA GUERRA CONTÍNUA!

Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato, o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo”. Romanos 8:9. 



Quando o apóstolo se refere aqui à carne, não é simplesmente ao corpo físico, mas ao velho padrão, sob o comando do adversário, ao qual estávamos escravizados. Não fomos arregimentados para nos tornar fiscais da “fazenda celestial” da vida o outro. A Bíblia não nos autoriza a tal prática. Contudo, é inevitável não percebermos quando nós próprios tendemos a agir pela carne. Aí, sim, precisamos estar atentos e tratar logo de puxar as rédeas a velha carne chamando-a ao comando do Espírito. Estamos em processo de treinamento santificador. Embora sejamos chamados de santos, posicionalmente, por estarmos em Cristo, ainda assim precisamos nos santificar dia a dia progressivamente até atingirmos a estatura de varões perfeitos. O nosso espírito foi recriado pelo Espírito de Deus. A nossa mente vai sendo renovada dia a dia pela Palavra do Senhor, mas a nossa carne, esta só será transformada no dia da ressurreição! Até lá, haja vigilância e oração!A palavra de ordem aqui é “Cuidado com o velho padrão!”. Somos uma guerra ambulante. Os que de fato  pertencem ao Cristo, se constrangem cada vez que a velha carne tenta se sobrepor ao Espírito. Sempre que isto acontece, sentem um pesar, que Paulo chama de tristeza segundo Deus, esta produz vida. Logo buscam consertar as coisas. O Espírito que neles habita os leva a isto. Por outro lado aqueles que não pertencem ao Senhor seguem nos velhos caminhos. Embora, muitos dentre eles engrossem as fileiras da igreja visível. É o joio no meio do trigo. E isto não é uma acusação, mas a triste constatação de fatos visíveis, sobretudo, pelos frutos produzidos. A inclinação para a carne por parte desses não gera pesar, antes, um cinismo contumaz, travestido de uma hipocrisia piedosa. São os mais perigosos! Não somos chamados a julgar, mas a discernir. Clamemos para que em nós o Espírito prevaleça e nada disponhamos para a carne no tocante aos seus desejos.  Nadia Malta.

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