quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/RECORRAMOS SEMPRE À ESPERANÇA VIVA!

RECORRAMOS SEMPRE À ESPERANÇA VIVA!

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”! Lamentações 3.21.

                                                                                           


Quando os dias se tornam difíceis, os caminhos intransponíveis e as oposições nos assolam por todos os lados, hora de recorrer a Esperança. Sim, com letra maiúscula, pois para nós não é um uma simples expectação positiva, mas uma pessoa chamada Cristo em cujas mãos estão todas as possibilidades. Creio que foi exatamente isto que aconteceu com o profeta Jeremias em meio ao doloroso cativeiro de Babilônia. Temos repetido muitas vezes neste espaço que os dias não têm sido fáceis para nenhum de nós, muito pelo contrário. Necessitamos de nos refugiar nessa Esperança Viva para poder sobreviver às investidas cada vez mais violentas dos nossos inimigos invisíveis. Eles agem através dos seus instrumentos humanos, cada vez mais disponíveis. São tantas as afrontas!  Como diz a letra do antigo cântico: “Não dá, sem Jesus não dá pra viver! Não dá para sobreviver à aridez deste mundo sem o Cristo em nós, que é esperança da glória! Só com Jesus plasmado em nós podemos seguir em frente na força que só Ele supre!

Quando lemos essa afirmação do profeta Jeremias em meio ao seu livro das Lamentações, temos a impressão de que ele de repente caiu na real, como se costuma dizer. Ele acordou para uma realidade infinitamente maior que as dores do cativeiro. Apesar do Livro das Lamentações ser chamado de poema fúnebre, o profeta suspende a voz de lamento e entoa uma cântico de esperança no meio da sua agonia. Ele começa a evocar os atributos eternos e imutáveis de Deus.

Deus não falha nunca, mas a nossa humanidade limitada e míope insiste em perder essa verdade de vista, sobretudo, no meio das grandes agonias. Quantas lições preciosas nós aprendemos com o Profeta Chorão! O choro é lícito e terapêutico. A impaciência diante dos rigores das tribulações é aceitável. Mas precisamos nos recompor e voltar à Fortaleza como prisioneiros da esperança! Como diz o profeta Zacarias: “Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês”. Há uma promessa gloriosa de restauração aqui. Confiemos, pois quem fez a promessa é fiel para cumpri-la!

Na sequencia do versículo citado no inicio, o profeta começa a elencar a razão da sua esperança. Ele se lembra da bondade, da fidelidade, das misericórdias do Senhor que são a razão de não sermos consumidos! O apóstolo Pedro em sua primeira epístola diz: “Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”. Pedro ainda diz na mesma epístola que fomos regenerados para uma viva esperança! Assim, no meio das nossas dores, recorramos à Esperança Viva que jamais decepciona. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/NÃO SE DEIXE DEMOLIR... EDIFIQUE-SE!

NÃO SE DEIXE DEMOLIR... EDIFIQUE-SE!

A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua”. Provérbios 14.1
                                                                                          


Tenho pensado muito na profundidade desse versículo citado e creio mesmo que ele não se refere apenas e tão somente a casa ou o lar, enquanto local ou ambiente de convivência, como muitos querem que imaginemos. Essa interpretação traria para a mulher um peso enorme, visto que a edificação de um lar não se faz sozinha, é tarefa para dois. Mas voltando ao raciocínio inicial tenho pensado na casa pessoal. O nosso ser como um todo. Sobretudo, como santuários vivos do Senhor. A mulher tem estado sujeita a todas as intempéries existenciais, emocionais e culturais desde tempos imemoriais. São exigências e demandas sem conta! Tudo concorre para implodi-la, derrubá-la, desestabilizá-la.

Tenho convivido há anos com muitas mulheres de todas as idades que são verdadeiras ruínas ambulantes. Semblantes tristes. Sempre sombrias cabisbaixas. Não resistiram aos ventos rijos das investidas contra elas, sobretudo, as relacionais. Quanta opressão, quanto jugo maligno! Quanta tentativa de fazê-las ruir! De fazê-las abortar seu sonhos e talentos! E em muitos casos o intento foi bem sucedido! Muitas estão doentes emocionalmente e apenas sobrevivem de maneira comovente! Seguem à base de remédios para amortecer o efeito das investidas emocionais e até físicas! São mortas vivas! Há as que atravessam seus desertos e resistem bravamente murcharam sem perder a fé e a doçura! São guerreiras sobreviventes!

Por outro lado têm aquelas que deram a volta por cima como se costuma dizer. Buscaram forças em Deus para se reedificar a partir dos seus próprios escombros e olhe que não é fácil edificar sobre ruínas. Mas a sábia consegue! Ela aprendeu a ressignificar as investidas contra ela e todas as experiências negativas se transformaram em ferramentas de reconstrução. Fé, coragem e bom humor são ingredientes imprescindíveis para recriar do caos uma edificação nova, resistente e bela. Conheço muitas assim. Essas se transformam em belos edifícios e se tornam abrigo e consolo para muitos. Aquilo que foi enviado para destruí-las serviu de matéria prima para a reconstrução. Esse tipo de mulher tem muitas marcas e cicatrizes, mas ela não faz disso um drama. Pelo contrário, essas cicatrizes são memoriais das suas superações. Sua casa está de pé para a glória do Eterno. Ela é atenta e sabe usar as ferramentas e habilidades dadas pelo Divino e Supremo Arquiteto!

Infelizmente há as insensatas, que fazem coro com os demolidores. Aliás, no caso dessas, as ações demolidoras externas não fazem muito esforço para a sua derrocada. Há “dinamites” internas que as implodem irremediavelmente. Elas se nivelam por baixo porque não sabem o valor que têm. Elas não conseguem se enxergar! São as Marias que se conformam em ir com outras Marias com as quais se identificam. Todas “experts” na arte da autodestruição. Essas escutam o coro das derrotadas. Acreditam nos paradigmas negativos e se deixam atingir por eles. Assumem os rótulos impostos! Vitimizam-se! Seus corações estão desertificados sua autoestima é zero. Nesses casos, só um milagre! Contudo, enquanto estivermos aqui é possível mudar essa realidade. Não nos deixemos demolir, edifiquemo-nos! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/AMARGURA, UMA RAIZ CORROSIVA E PARALISANTE!

AMARGURA, UMA RAIZ CORROSIVA E PARALISANTE!

Façam caminhos retos para os seus pés", para que o manco não se desvie, mas antes seja curado. Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor. Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos”. Hebreus 12.13-15.

                                                                                            


Há muitos tipos de plantas. Muitas medicinais, outras servem apenas de ornamento com sua beleza e perfume, mas há as venenosas. E até algumas dessas que podem matar instantaneamente. O texto citado acima fala de certa raiz de amargura que causa perturbação e contamina a muitos. Parece que as ervas daninhas não são muito exigentes quanto ao terreno em que brotam. Muito pelo contrário, elas conseguem brotar em qualquer terreno. Contudo parece haver certa predileção pela aridez. Quando transportamos esse conceito para os corações humanos, as coisas parecem ficar mais claras!

Como tem sido fácil nos deixar contaminar pela amargura. Como é fácil arruinar amizades e destruir relacionamentos por causa dessa raiz infame! Conheço tantas situações que poderiam ter sido evitadas se tivesse havido esforço para um viver em paz! Um dos grandes arados para a semeadura da amargura é a ação intempestiva dos temperamentos. Agir sem pensar é um problema sério. E esse tipo de agir tem feito muitos amargarem arrependimentos irremediáveis. O apóstolo Paulo falando aos efésios diz: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios”. Sim tem faltado  em nosso meio sabedoria no falar e no agir.

O autor de Hebreus traz sábias exortações nos versículos citados para evitar a aridez nos corações. Ele manda que façamos caminhos retos para os nossos pés e o curioso é a razão da exortação: para que o manco não se desvie, mas seja curado. Ou seja, o nosso andar é testemunhal. Resta saber que tipo de testemunho estamos dando. Tem muitos que estão andando atrás de nós na cadencia dos nossos passos. E isto aumenta a responsabilidade que está sobre nós. Não devemos andar retamente apenas por nós mesmos, mas pelo outro, que quer queiramos ou não nos observa como referencial. Somos exortados a não ser pedra de tropeço para os nossos irmãos, especialmente os fracos na fé.

É preciso que haja esforço diligente da nossa parte para viver em paz com todos e em santidade, sem a qual não veremos ao Senhor. Em suas exortações aos Romanos, Paulo ratifica essa recomendação ordenando: “Façam todo o possível para viver em paz com todos”. Às vezes em nome da paz, uma boa retirada pode ser uma grande saída e até sinal de valentia. Há aqui um zelo para que ninguém se exclua da graça de Deus. Um mau testemunho pode causar escândalo à comunidade e afastar muitos da comunhão. Isto será cobrado de nós! Misericórdia! Quando essas exortações não observadas! Corremos o risco de deixar proliferar raízes corrosivas de amargura em nossos corações. Essas raízes contaminam a muitos. Na maioria absoluta das vezes é melhor ter paz que ter razão! Evitemos o cultivo da amargura. Ela torna seu portador tão ácido e corrosivo quanto ela própria. Assim, em vez de Amargura, troquemos uma letra: Amar Cura! Amor constrange! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


Você poderá gostar também de...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...