domingo, 10 de dezembro de 2017

Meditação/Nadia Malta/SEJAMOS CANAIS DE CONSOLAÇÃO!

SEJAMOS CANAIS DE CONSOLAÇÃO!

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações”. 2 Coríntios 1.3,4.
                                                                                             


Temos falado muitas vezes neste espaço sobre a metodologia de ensino do Senhor. Ele não nos coloca em uma aula teórica sem providenciar um ensino prático e experiencial daquilo que estamos aprendendo. Ensina-nos para ensinarmos. Reconcilia-nos para nos transformarmos em instrumentos de reconciliação. Consola-nos para que possamos consolar com a mesma consolação com a qual fomos consolados por ele. O aprendizado é contínuo enquanto estivermos vivos do lado de cá da eternidade!

O apóstolo Paulo neste texto bem conhecido endereçado aos Coríntios e a  todos os crentes de todas as épocas fala dessa consolação didática de Deus! Somos chamados a falar experiencialmente, só assim falamos como quem tem autoridade! O povo de Deus tem sofrido grandes embates. Tem passado por grandes estreitos e profundos vales áridos. E essas travessias, embora sejam vias dolorosas nos preparam para entender a dor do outro e sermos canais de consolação da parte do nosso Pai Celestial.

O apóstolo começa seu texto trazendo uma palavra de louvor e adoração ao Senhor: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação”. O nosso Deus é o Pai das Misericórdias e o Deus de toda Consolação. Ele se compadece de nós, ele providencia escapes, ele renova as nossas forças e nos surpreende em seus agires. Não há situação difícil que não possa ser revertida por ele. De suas santas e misericordiosas mãos emanam todas as possibilidades. Até aquelas inimagináveis!

Ele não nos consola apenas em algumas tribulações, mas “em todas”. Paulo na seqüência afirma: “Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação”. Os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós. Como entender essa afirmação? Todo verdadeiro cristão experimentará numa certa medida algum sofrimento transbordante daquela cruz. Ao mesmo tempo que através desses sofrimentos experimentaremos a consolação que vem do céu em nosso favor. Sejamos canais de consolação aos abatidos de espírito. “Choremos com os que choram”! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sábado, 9 de dezembro de 2017

Meditação/Nadia Malta/A GRAÇA É MAIS EXIGENTE QUE A LEI!

A GRAÇA É MAIS EXIGENTE QUE A LEI!

Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". Mateus 5.20.

                                                                                             


Muitos têm tripudiado da Graça de Deus, calcado-a aos pés. Esses acham que a divina Graça seja permissiva por ser o favor imerecido de Deus. Esses acham que Ela faculta àqueles que a recebem gratuitamente agir da maneira como desejam. Trágico engano! O próprio Senhor diz: “A quem muito foi dado, muito lhe será cobrado”! Graça de Deus seria motivo mais que suficiente para andarmos eternamente de joelhos e prostrados diante do Eterno em gratidão por tão grande dádiva! Contudo, não me parece que haja esse entendimento em nosso meio. Vivemos em um mundo de meritocracia, as pessoas se vangloriam dos seus feitos para merecer isso ou aquilo. Quando na verdade, tudo vem dele e é para a glória excelsa dele e ponto final! Nada a acrescentar!

O versículo citado está no contexto geral do Sermão do Monte, mais especificamente quando Jesus fala que não veio revogar a lei, mas cumpri-la. O versículo citado no inicio aponta a Graça como mais exigente que a Lei, pois ela é dada ao pior pecador sem que haja nele obra nenhuma meritória. A exigência da graça é interna, a da lei é externa. O que exterior é fácil fingir, já o que é interior, impossível. Somos eternos devedores da Graça. A graça não se conforma nem se convence com as nossas exterioridades aparentemente piedosas. À semelhança dos fariseus do passado desfilamos o rosário das nossas práticas religiosas, que até pode impressionar homens, mas não ao Senhor!

Tratar irresponsavelmente a Graça de Deus é chamar para si duro julgamento.  A graça deseja que possamos ir alem da justiça dos fariseus e mestres da lei do passado. A graça exige transformação interna genuína. Mais que isso, exige regeneração do espírito morto, Novo nascimento. Os fariseus religiosos do passado, técnicos em Deus foram chamados de sepulcros caiados, pois, externamente tinham uma postura imaculada, mas interiormente guardavam podridão. A Graça vai ao cerne do coração do homem, transforma-o na essência, recriando-o e regenerando-o. Essa nova criatura vai refletir a imagem do Cristo. Aqui não cabe fingimento ou teatro!

O versículo citado diz de maneira categórica: “Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". Dura essa palavra, quem a pode ouvir? Muitos têm calcado aos pés o Espírito da Graça, usando a liberdade em Cristo como licença para pecar, como os libertinos dos dias de Calvino. Paulo apóstolo nos adverte que não devemos usar da liberdade para dar lugar à carne! A graça nos fez livre das amarras da velha vida para que possamos dizer não ao pecado e sim para Deus por meio do seu Cristo! Embora não estejamos livres da presença do pecado, já nos livramos da sua penalidade e do seu poder sobre nós. Os que pela Graça foram alcançados também foram salvos e fortalecidos. Podemos dizer não aos nossos apetites e inclinações. Assim, fomos habilitados a ir alem da prática religiosa exterior dos religiosos do passado! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Meditação/Nadia Malta/É PRECISO FORÇA E CORAGEM PARA ESPERAR!

É PRECISO FORÇA E CORAGEM PARA ESPERAR!

Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor”! Salmos 31.24.

                                                                                          


Quando o Senhor tem um propósito em nossa vida, especialmente em relação a sua obra, ele vai nos moldar. E a primeira lição que vamos aprender é a lição da confiança absoluta nele. E sabe qual a ferramenta usada por ele para moldar essa confiança? Isso mesmo, o doloroso tempo de espera pelos seus agires! E ele seguramente, como diz John Piper, “não trabalha segundo o cronograma de seres humanos apressados”! Por isso, o salmista já discernindo essa verdade escreve as palavras do versículo citado no início. Sim, precisamos de força e coragem para conseguir esperar sem desesperar! Fácil? De jeito nenhum, acho mesmo que do ponto de vista humano é impossível, visto que queremos tudo para ontem. Contudo, é sobrenaturalmente possível se deixarmos o Espírito guiar nossos atos!

Este salmo mescla lamentos e louvor ao Senhor e termina fazendo a recomendação do versículo citado no inicio. Tenho lidado com muitas esperas e elas todas do ponto de vista humano são desesperadoras, pois a nossa natureza ansiosa e apressada não consegue se conter por si mesma. Até tentamos, mas sem sucesso! Precisamos depender da ajuda do Alto para conseguir fazer sossegar a nossa alma exigente e apressada. Outro dia li uma frase que dizia assim: “Não espere esperando, espere vivendo”! Desconheço ao certo a autoria, dizem ser de alguém chamado Enrique Agiida. E este seguramente deve ser de algum “Pedro pedreiro”, mestre em esperas.

Hoje me ocorreu algo, acerca desses longos processos de esperas enquanto pensava na tal frase e na ordenança do salmista.  Davi se tornou um desses mestres em longas esperas pelos agires de Deus.  Contudo, algo chama a nossa atenção, o salmista assim como outros servos do Senhor, não esperou esperando. Esperou vivendo seu chamado: lutando suas batalhas diárias, desbaratando exércitos hostis, levando libertações a muitos, louvando e glorificando o Senhor, escrevendo seus belos salmos experienciais. E ainda inventou muitos instrumentos musicais. Ele registrou para a posteridade sua espera produtiva! Qual é o seu chamado? Espere vivendo esse chamado! É que tenho tentado fazer!

Espera em Deus não é inatividade! O apóstolo Paulo esperou em Deus vivendo o seu chamado: estudando as Escrituras, escrevendo cartas, ensinando, orando, ajudando os necessitados, levando a mensagem do evangelho à terras distantes. As nossas atribuições não podem esperar. Esperar esperando causa desespero e depressões severas! Quem se limita a esperar esperando afunda em autocomiseração e vitimismo! O Senhor nos ordena que nos levantemos agora mesmo de nossas esperas improdutivas com a força e a coragem enviadas por ele e sigamos esperando sim, mas  produzindo para a sua excelsa glória! E “o Senhor trabalha para aqueles que nele esperam”! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

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