sábado, 31 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/PRECISAMOS ANSIAR PELOS ÁTRIOS DO SENHOR!


PRECISAMOS ANSIAR PELOS ÁTRIOS DO SENHOR!
                                                                    
Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! O pardal encontrou casa,  e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu! Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente. Bem aventurado o homem, cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião. Senhor Deus dos Exércitos, escuta a minha oração, presta ouvidos, ó Deus de Jacó! Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade. Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente. Ó Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia”. SALMO 84. 

O salmo 84 enfoca um lamento saudoso de um israelita que se encontrava distante de Jerusalém, por alguma causa desconhecida. Este salmo é atribuído aos filhos de Coré ou Corá, de acordo com algumas traduções. Aqui encontramos as declarações de alguém que “desfalece pelos átrios do Senhor”. O salmista se sentia assim, por causa da distancia que se encontrava do seu local de adoração. A idéia central desse texto é a necessidade profunda e vital que temos da comunhão com Deus. Essa comunhão torna-se luz e proteção àqueles que a buscam de todo o coração. Todo crente fiel sente um tipo de saudade inexplicável da casa do Pai, anseia por proteção e luz neste mundo de densas trevas. O mundo não é o nosso lugar, por isso, peregrinar aqui não é fácil. As pessoas lá fora, buscam avidamente fórmulas mágicas para atenuar o stress e seus efeitos. Tentam preencher o vazio da alma com tantas coisas, que não passam de paliativos. É comum a busca alucinada pela yoga, meditações e pelas várias terapias que são oferecidas, prometendo soluções para o homem e suas inquietações interiores. No entanto, o único remédio eficaz para os males que afligem a humanidade, chama-se JESUS CRISTO, que em nós é a esperança da glória!

Acontece, que a maior dificuldade, o maior problema enfrentado hoje é a própria insensibilidade dos corações, sobretudo, para reconhecer que só JESUS é a resposta. Há muitos anos atrás, a igreja experimentou um grande despertamento espiritual. Naquela época se podia ver nos carros, nas casas e principalmente nos lábios dos crentes o seguinte lema: JESUS CRISTO É A ÚNICA ESPERANÇA! Hoje precisamos mais do que nunca levantar esse brado e faze-lo ecoar em todos os lugares por onde passarmos: JESUS CRISTO É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA! A ausência involuntária do local de adoração levou o salmista sentir uma profunda saudade do templo e da presença de Deus. O prazer do salmista está no Senhor.  Assim como a água é essencial para a vida física, a presença de Deus é imprescindível para a nossa vida espiritual; o salmista ama a casa de Deus. Sem esse anseio por Deus, a pessoa morre espiritualmente; não devemos permitir que nada, nem ninguém façam diminuir o nosso anelo pelas coisas de Deus, sobretudo pela sua presença. O salmista involuntariamente não podia estar na comunhão dos santos, mas chegava a “desfalecer pelos átrios do Senhor”. Devemos orar e repreender toda inclinação maligna pelas coisas do mundo, bem como a indiferente apatia pela presença de Deus e comunhão dos santos. Que o Senhor possa fazer crescer em nós o apetite espiritual, o nosso desejo pela manifestação do Espírito Santo e o anseio pelo reino de Deus e sua justiça; o prazer do salmista estava no Senhor. E o seu?

A força do salmista está no Senhor. Aquele cuja força está no Senhor, mesmo quando precisa passar pelo Vale Árido (Vale de Baca), faz dele um manancial; dali ele tira lições preciosas, porque seu coração cheio de fé é um caminho aplanado. Os verdadeiros peregrinos “vão indo de força em força”.  Vão subindo de degrau em degrau, de glória em glória, de vitória em vitória até chegar ao lar celestial. Os olhos do peregrino não estão no tamanho, nem nos percalços da estrada, mas no seu final, na alegria da chegada. A confiança do salmista está no Senhor. Quando caminhamos pela fé, colocamos o Senhor e sua vontade em primeiro lugar, só a partir daí, podemos alinhar nossas prioridades. Os filhos de Corá eram levitas encarregados de guardar as portas do santuário, um cargo importante e honrado. O salmista distante do templo sentia saudades daquela tarefa; ele almejava ao menos estar “à porta da casa do Senhor, do que permanecer nas tendas da perversidade”. O Senhor é Sol e Escudo; é Luz e Proteção quando dele nos aproximamos em fé e retidão; nenhum bem nos será negado; receberemos tudo que precisarmos. O Senhor ainda nos concede graça para a jornada e glória ao final dela. Diferentemente do tempo do salmista, que havia um lugar específico para adoração; hoje, por causa do sangue de Jesus derramado em nosso favor, entramos na presença do Senhor a qualquer hora e em qualquer lugar; na verdade os verdadeiros templos são os remidos do Senhor, nos quais habita o Santo Espírito; contudo, por causa da comunhão dos santos, que quando se reúnem manifestam a igreja que é o Corpo de Cristo, somos exortados pelo autor de Hebreus a “não deixar de congregar-nos como é o costume de alguns”; é no Corpo formado de templos vivos que as bênçãos do Senhor são ordenadas. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/PELA GRAÇA DE DEUS FOMOS ALCANÇADOS!


PELA GRAÇA DE DEUS FOMOS ALCANÇADOS!
                                                              
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Efésios 2.1-10.                        

O texto lido é uma evocação. O apóstolo Paulo traz à memória dos seus leitores aquilo que eles já haviam recebido em Cristo Jesus: A SALVAÇÃO pela graça mediante a fé. Fato que não podemos esquecer em nenhum momento. Paulo procura mostrar aos efésios que eles não haviam recebido a salvação por causa de suas boas obras, ou por merecimento próprio, mas porque Deus é infinitamente gracioso e graça nada mais é que favor imerecido. Os irmãos de Éfeso ao que parece estavam “estufando” o peito se achando o máximo espiritualmente e Paulo tratou logo de chamá-los à razão. A minha infância foi recheada de histórias que ainda hoje me rendem lições preciosas. Uma delas ilustra bem a graça maravilhosa do nosso Deus. Contava-se que certa moça completamente desprovida de atrativos físicos, além de ter um temperamento que afugentava todos à sua volta caiu nas graças de certo rapaz bem apessoado e de posses, que se apaixonou por ela, apesar de tudo. Casando-se com ela e lhe dando uma vida de rainha. Mesmo tendo alcançado aquele favor, ela de nenhum modo tratava seu marido com carinho ou gratidão. Isto deu origem a um ditado familiar que diz o seguinte: “O que ele viu nela foi o jeito de cuspir”. Significando que não havia nela nada de agradável, louvável ou interessante. Conosco aconteceu a mesma coisa. Nenhuma obra meritória há em nós que suscite da parte de Deus tal amor apaixonado, mas ele nos ama e isto é fato. Graça de Deus é isto: favor imerecido de Deus. Ele nos amou primeiro e nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo. Por isso é tempo de evocar, de trazer à nossa memória o que nos pode dar esperança. Certo pensador cristão disse: que “o povo de Deus precisa ser mais lembrado que instruído”. Isto é fato, temos a memória curta.

Paulo traz à memória dos seus leitores algumas verdades que não podemos perder de vista. Primeira: Eles estiveram mortos, mas foram vivificados; eram filhos da ira e se tornaram filhos do amor apaixonado de Deus. A condição espiritual do homem sem Jesus é morto em seus delitos e pecados. Se o homem não for alcançado pela graça salvadora de Deus permanecerá encerrado em seus delitos e pecados e acabará experimentando a segunda morte, que é a eterna separação de Deus. Essa condição é partilhada por toda humanidade antes da conversão. Em Adão todos pecaram e morreram; O que aconteceu no Éden não foi um tropeço, ou uma queda, foi uma morte. Em Adão morremos todos. Contudo, em Cristo, os que crêem são vivificados. Segunda: O Senhor nos alcançou apesar de nós e nos colocou em posição privilegiada.  Não são as obras que salvam, mas a graça de Deus mediante a fé em Cristo. A graça de Deus personificada em Cristo perdoa pecados, apaga transgressões, nos purifica de toda injustiça, nos fortalece e sustenta. O Senhor nos salvou nos resgatando do reino das trevas nos transportou para o Reino do Filho do seu amor e ainda nos fez assentar nos lugares celestiais com Cristo (isso significa autoridade). Este lugar é o lugar dos bem-aventurados, dos que gozam de altos privilégios. Não foi por obras para que não nos gloriássemos. Toda honra e toda glória por essa tão grande salvação só pode ser creditada, tributada ao Senhor, o Autor da nossa Salvação. Assim como a moça de nossa história inicial temos estufado nosso peito e esquecido de quem fomos e até desdenhado daquilo que um dia recebemos por pura graça de Deus. Terceira: As boas obras são uma conseqüência da salvação, não a sua causa. Produto, não fator determinante. Por boas obras entendemos não apenas caridade e a mutualidade, mas, sobretudo, o evangelismo; para que outros alcancem o que já alcançamos em Cristo. A nós foi confiado o ministério da reconciliação.

Assim FOMOS SALVOS PELA Graça mediante a fé em Cristo Jesus. Contudo, a nossa salvação custou um alto preço pago por Cristo na Cruz do Calvário. Por isso precisamos ter sempre em mente: Que Um dia fomos filhos da ira e da desobediência; estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas fomos alcançados pela graça de Deus e por ela vivificados; Que O Senhor nos alcançou apesar de nós e nos colocou em posição privilegiada de autoridade ASSENTADOS NOS LUGARES CELESTAIS EM CRISTO; Que As boas obras não são a causa da salvação, mas são conseqüência dela. E que Precisamos trazer à memória aquilo que Deus já fez por nós: A SALVAÇÃO em Cristo Jesus e não tratar desdenhosamente o AUTOR da Vida como fez a moça da nossa história. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS PARA OS VALORES DO REINO DE DEUS.


ATENTEMOS PARA OS VALORES DO REINO DE DEUS.
                                                                                   
Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram,  porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos,  porque herdarão a terra.  Bem-aventurados os que têm fome e sede  de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração,  porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos  por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.  Bem-aventurados  sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós”. Mt. 5.1-12.                                                                      

O texto lido é chamado de Bem- aventuranças. Faz parte do Sermão do Monte e fala dos verdadeiros valores do Reino de Deus. Valores que devem ser buscados por todos os que tendo se tornado novas criaturas, fazem parte da família do Senhor. Aqui Jesus ensina aos seus ouvintes o segredo para uma vida de plenitude ou para se alcançar a verdadeira felicidade do ponto de vista da eternidade. As palavras do texto soam com certa estranheza para os que valorizam o ter em detrimento do ser. É sempre tempo de recorrermos à Santa Palavra de Deus a fim de alinharmos a nossa vida ao padrão estabelecido pelo Senhor Jesus. Por isso é imprescindível estar sempre voltando aos rudimentos da fé. As igrejas têm estado cheias daqueles que vem em busca da resolução de seus problemas, sobretudo, os financeiros. Para alcançar respostas, muitos são capazes dos mais absurdos sacrifícios importados em sua grande maioria de outros guetos espirituais. No entanto, como o cristianismo não é conceitual, mas vivencial, experiencial, logo determinadas práticas são desmascaradas. Numa época de imediatismos, ninguém quer perder tempo com discipulado sistemático, no qual se aprende a andar no Caminho. A Bíblia fala sobre os sete mergulhos de Naamã. Antes do sétimo mergulho não houve milagre. Andar em Cristo no dia a dia pode demandar dedicação, tempo e disciplina, mas garante um resultado perene. Ao contrário do que promete as fórmulas mágicas dos embusteiros gananciosos que estão por toda parte.

Bem- aventurança significa felicidade, bênção, alegria, alto privilégio. Quem não deseja isso para si? O grande problema é que só se enxerga bênção do ponto de vista material. As pessoas perderam a perspectiva da eternidade, o que vale é o aqui e o agora. E o pior é que muitas igrejas no intuito de angariar adeptos têm embarcado nessa atitude consumista. Jesus surpreendeu seus ouvintes com as palavras do Sermão do Monte. Sugiro que você as leia novamente com um propósito experiencial. Os bem-aventurados priorizam os valores do Reino. Quem são eles? Primeiro: Os humildes de espírito. São aqueles que deixam de lado a auto-suficiência e confiam inteiramente na suficiência da graça de Deus. O Senhor diz que deles é o reino dos céus! Segundo: Os que choram. Que choro é esse? O choro da lamentação e do quebrantamento pelos próprios pecados. Os que choram dessa forma, por este motivo, o Senhor diz que serão consolados! Terceiro: Os mansos. Mansidão aqui não se trata de apatia ou mesmo covardia, mas rendição à vontade de Deus. Aqui, o Senhor está falando de força sob controle. Aos mansos, o Senhor promete: eles herdarão a terra!

Quarto: Os que têm fome e sede de justiça. Esses além de ansiar por uma santidade que provem de Deus, também desejam ardentemente a manifestação da experiência de salvação aos que estão à sua volta. Esses pregam, semeiam a palavra aonde quer que possam ir, em tempo e fora de tempo, mas, sobretudo, vivem essa palavra apregoada. A esses o Senhor promete: eles serão fartos! Quinto: Os misericordiosos. Esses são os compassivos; que se solidarizam com a dor do outro como se fora a sua própria dor. Os que acodem o necessitado sem buscar reconhecimento ou aplauso da parte dos homens. O Senhor promete que esses alcançarão misericórdia! Sexto: Os limpos de coração. São aqueles incapazes de julgar, mentir, difamar, ou mesmo proferir juízos infamantes para denegrir a imagem do próximo. Aos limpos de coração, o Senhor diz que eles verão a Deus! Sétimo: Os pacificadores. Esses alem de ter paz em seus corações, também são semeadores da paz, jamais põem “lenha na fogueira”. São apaziguadores por natureza. Esses serão chamados filhos de Deus! Oitavo: Os perseguidos por causa da justiça de Deus. Esses sofrem todo tipo de perseguição por causa do nome de Jesus, por pertencerem a ele. É o que está acontecendo à igreja perseguida nos países onde não há liberdade de culto. Deles, o Senhor diz: é o reino dos céus! Nono: Os injuriados e difamados por causa do nome do Senhor. Estes como os anteriores, sofrem todo o tipo de abuso, tortura e martírio, porque pertencem a Cristo. O Senhor promete que grande será o seu galardão. A sua recompensa.

A nossa missão como igreja, tem se tornado cada vez mais difícil em um tempo de relativismos. Contudo, apesar do cansaço, pelo que vemos à nossa volta, ousemos crer e confessar os absolutos imutáveis de Deus. Precisamos enquanto cidadãos do reino dos céus corrigir a nossa escala de valores; é necessário fixar os olhos nos valores do Reino de Deus que são eternos.  É imperativo, voltarmos aos rudimentos da fé e deixar de dar crédito a tantas invencionices que tem adentrado à igreja contemporânea. Existe um abismo que separa o cidadão terreno e o cidadão do reino. Enquanto o primeiro é bestializado pelos valores, desejos e inclinações da carne, sendo frio e calculista, capaz das maiores atrocidades para conseguir o que quer. O cidadão do Reino de Deus tem um padrão, um perfil, uma escala de valores que anda na contramão do mundo; ele é feliz porque busca e prioriza os valores do reino de Deus Por apresentar esse perfil, ele goza de altos privilégios da parte de Deus. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/COMO TER UM CORAÇÃO SEGUNDO O DE DEUS!


COMO TER UM CORAÇÃO SEGUNDO O DE DEUS!
                                                                       
Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi. A minha mão será firme com ele, o meu braço o fortalecerá. O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade. Esmagarei diante dele os seus adversários e ferirei os que o odeiam. A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder. Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios. Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação. Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça e, firme com ele, a minha aliança. Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu”. Sl. 89.20-29.                                             

O Salmo 89 fala da promessa de um reino messiânico, dado a linhagem de Davi. São 52 versículos, foi escrito por Etã, o ezraíta e as suas promessas encontram aplicação plena na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Nos versículos lidos, percebemos não as palavras do salmista, mas as palavras do próprio Deus, exaltando a Davi, seu ungido e lhe fazendo promessas. O que faz com que Deus, o Todo Poderoso, Criador e Sustentador de todas as coisas, possa falar elogiosamente de um simples mortal? Por que Davi, o querido rei e salmista de Israel foi chamado de: homem segundo o coração de Deus? Talvez o próprio Davi também se perguntasse isso. Mas quando olhamos para a vida de Davi descrita na Palavra do Senhor é fácil descobrir a razão desse título. Assim como Davi todos os eleitos do Senhor são homens e mulheres segundo o coração de Deus, com suas fraquezas, vulnerabilidades, tortuosidades, mas alcançados efetivamente pelo favor imerecido de Deus.
Quais as características de alguém que tem seu coração segundo o de Deus? Primeiro: Adoração. Davi era um adorador.  Davi tinha um coração inclinado a adorar ao Senhor. O adorador reconhece os atributos de Deus. Davi creditava a Deus, os seus feitos do mais simples, ao mais complexo; tudo era atribuído a Deus. Aprendamos a ser adoradores! Segundo: Obediência. Davi era obediente a Deus. Davi possuía um coração adorador e uma inclinação para a obediência. O prazer dele estava na lei do Senhor. Quando teve oportunidade de matar Saul, seu inimigo, não o fez para não ferir um preceito da Lei de Deus que proibia tocar nos seus ungidos, mesmo que isso pudesse custar a sua própria vida. Deus o honrou e o livrou de seus inimigos. Aprendamos a obedecer!  Terceira: Humildade. Davi era humilde.  Hoje é tão comum, vermos homens e mulheres de Deus alardeando uma super espiritualidade; quando deveriam exercitar a humildade. Aprendamos a humildade! Quarto: Determinação e ousadia.  Davi era um homem com força de vontade, determinado. Como dizemos hoje, Davi tinha “garra”; ele não era um fracote, medroso, indeciso; quando ele dizia vou fazer isto, pode ter certeza, que era exatamente o que faria. Foi assim quando matou o leão, quando matou o urso; quando matou o gigante Golias; enfrentou tudo e todos confiado em Deus e saiu vencedor. Aprendamos a ser firmes nas decisões. Quinto: Rapidez, fé e atitude.  Davi era rápido para resolver problemas; era prático nas atitudes e cheio de fé. Davi não ficava remoendo problemas como muitos de nós; confiava em Deus para resolvê-los. Não importava o tamanho do problema, fosse do tamanho de um leão, de um urso ou de um gigante de 3m de altura; fosse um homem ou um exército, se algo precisasse ser feito, ele o faria, rapidamente. Resolução de problemas passa por atitudes e muitas vezes, nos acovardamos diante delas; Davi não temia tomar atitudes, ele sabia que com o Senhor ele saltaria muralhas e desbarataria exércitos. Toda situação que enfrentamos tem um tipo de ganho para nós; às vezes esse ganho é inconsciente. E por causa desse ganho não tomamos atitude para mudar aquilo que nos aflige. Aprendamos a resolver problemas confiados em Deus. Sexto: Capacidade de reconhecer pecados e arrepender-se. Davi era rápido para arrepender-se e mudar de atitude. Quantas vezes Davi pecou, errou e se equivocou? Muitas, mas era rápido em reconhecer seus pecados e se quebrantar diante de Deus, arrependido e mudava de atitude.  Não permita que o pecado arme tenda em sua vida; quando demoramos em nos livrar do pecado, dele nos tornamos escravos irremediavelmente e acabamos desmascarados por ele. Aprendamos a reconhecer os nossos pecados, confessá-los e abandoná-los.

Promessas feitas por Deus a Davi por ser ele um homem segundo o seu coração: O Senhor prometeu estar com ele e o fortalecer; Prometeu que o inimigo jamais prevaleceria contra ele; Prometeu que a sua fidelidade e bondade estariam sempre com Davi; Prometeu alargar as suas fronteiras; Prometeu que ele poderia chamá-lo de Pai; Prometeu que sua graça jamais se apartaria dele; E o Senhor estabeleceu com Davi a Aliança de um Reino Messiânico e da sua linhagem suscitou o Redentor – Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/




terça-feira, 27 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/AFLIÇÃO É MESTRE EFICAZ DA PARTE DE DEUS!


AFLIÇÃO É MESTRE EFICAZ DA PARTE DE DEUS!
                                                                      
Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos, para que eu não seja envergonhado”. Sl. 119.67, 71, 80.           

O salmo 119 é o mais longo de toda Bíblia e traz como tema principal a exaltação à palavra de Deus. Não basta conhecer a Palavra, é preciso ter sabedoria para praticá-la. De uma maneira particular, o salmista aqui dá o seu testemunho, após ter passado por uma grande aflição. O texto não revela o tipo de aflição, mas entendemos que a situação foi extremamente difícil ao ponto de ele ser envergonhado. No entanto, levou-o a reconhecer nela um grande mestre da parte de Deus, cuja pedagogia levou-o a aprender lições significativas e transformadoras. Vale à pena lembrar outro discípulo da aflição, que também testemunha a respeito desse aprendizado, é o rei Ezequias em Is. 38.17 depois de vencer pelo poder de Deus uma enfermidade maligna ele diz: “Eis que foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados”.  Que lindo testemunho! Estamos ministrando nesses dias à respeito do propósito de Deus para as aflições da vida. Não conhecemos todos os propósitos, mas no dizer do apóstolo Paulo elas produzem para nós, eterno peso de glória acima de toda comparação, quer venham como testes de fé e perseverança ou mesmo para conserto de nossos caminhos tortos. Gostaria de mais uma vez lembrar que não estou fazendo nenhuma apologia masoquista do sofrimento. Sofrimento é incômodo, desagradável, dói muito, sobretudo, quando esse sofrimento atinge a nossa carne. No entanto, muitas vezes é inevitável enfrentá-lo, especialmente quando ele é o último recurso didático de Deus para nos ensinar lições preciosas. Como o Senhor não desiste de nós, ele é implacável quando se trata de nos colocar no centro de sua vontade.

Temos buscado a Deus exaustivamente para tentar compreender o sofrimento em nossa vida e na de tantos em nosso meio. Por mais doloroso que seja admitir, Deus está trabalhando em nós ou nos nossos através dessas aflições, já que os outros métodos pedagógicos não funcionaram. O Senhor chama para salvação pelo amor e pela dor. Do mesmo jeito ele faz para nos santificar e nos preparar para as suas grandes e mui preciosas promessas. Na hora da prova precisamos clamar por sabedoria do Alto para que possamos entender os métodos e desígnios de Deus. A Palavra de Deus é um verdadeiro bálsamo nesses momentos de dificuldade. O Senhor usa a aflição como um recurso extremo para nos moldar o caráter. Quando nos tornamos maleáveis e ensináveis saímos dela mais rápido e com um ganho real. O salmista antes de ser afligido reconhece que andava errado, mas agora seus olhos foram desvendados e ele aprendeu a guardar a Palavra Viva do Senhor. A Bíblia não é para enfeitar a casa ou para ser usada como um amuleto aberta no salmo 91. É para ser lida e vivida! Foi isso que o salmista aprendeu! Que possamos diante das aflições, pedir ao Senhor sabedoria para entender o que ele deseja nos ensinar.

O salmista reconhece que aquela aflição foi permitida pelo Senhor com um fim proveitoso: Ensinar-lhe os decretos de Deus. Quando o nosso coração está verdadeiramente no altar, não resistimos ao trabalhar de Deus em nosso caráter. Há um santo temor em nosso coração. Aliás, a sabedoria celestial tem como princípio fundamental o temor do Senhor. Em outras palavras, aplicamos de forma sábia o que aprendemos na Palavra de Deus porque o levamos a sério. Só os loucos ou os insensatos desprezam o ensino. O maior propósito de Deus é nos conformar dia a dia à imagem de Cristo. Infelizmente temos a cerviz tão dura que demoramos a aprender as lições mais elementares da fé. Por isso o Senhor lança mão de seus mestres mais rigorosos, como é o caso das aflições da vida. “As aflições são o megafone de Deus para chamar a nossa atenção”. Mas antes de usar esse megafone, ele fala através de sussurros e palavras amorosas, aos quais fazemos ouvidos moucos. Como ele nunca desiste de nós, usa todos os recursos para nos alcançar. Aprendemos que a aflição tem um tempo de validade e esse tempo é determinado pela nossa obediência. Aqui diante do que o salmista já sentiu na carne, deseja que seu coração torne-se irrepreensível nos decretos do Senhor. Precisamos nos tornar irrepreensíveis para não sermos envergonhados, nem envergonhar o nome de Jesus e o seu Santo Evangelho. Que o Senhor nos ajude a discernir essas coisas! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/NÃO DESANIMEMOS, AFLIÇÕES PASSAM!


NÃO DESANIMEMOS, AFLIÇÕES PASSAM!
                                                                           
 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. 2 Coríntios 4:16-18. 

Esse texto do apóstolo Paulo fala do desígnio e efeito das aflições na vida do cristão, que é produzir eterno peso de glória acima de toda comparação. É um grande desafio para nós cristãos, o exercício da fé viva em meio tribulações da vida. Recorremos ao apostolo Paulo, por ele ser um especialista nesse exercício. Certamente ele nos ajudará a entender esse assunto de tão difícil compreensão.  No texto lido, Paulo nos ensina que há um propósito de Deus para todas as aflições ou tempestades da vida e elas têm um tempo de validade. Essa é a ideia central deste texto. Temos falado nesses dias sobre a confiança em Deus em meio às lutas desta vida. Por que será que este assunto tem sido vez por outra trazido a nós pelo Espírito Santo? Basta um rápido olhar para as nossas próprias vidas para encontrarmos a resposta. O Senhor certamente deseja que amadureçamos na fé e no conhecimento de Deus. Infelizmente, muitos de nós, mesmo a despeito de muitos anos de “estrada”, ainda continuamos meninos na fé. Por isso é tão oportuno rogar ao Senhor que proteja as nossas emoções dos embates da vida, para que nossa fé não esmoreça. Deus está treinando guerreiros de fé sobre a terra para ver o invisível e ouvir o inaudível. O Senhor deseja sarar as famílias, restaurar os lares. Embora as aflições enfrentadas sejam reais, precisamos atentar para outra realidade paralela: Aquilo que está acontecendo no mundo invisível, tanto da parte de Deus quanto da parte do nosso adversário.

O Senhor afirma em Os. 4.6 que o seu povo está sendo destruído por falta de conhecimento. Este conhecimento não cessa nunca, por isso ouvimos a exortação deste mesmo profeta em Os. 6.3 ele diz: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra”. Ah, como precisamos ser regados assim! O apóstolo Paulo traz três exortações para quando atravessarmos as aflições desta vida. Primeira: “Não devemos desanimar”. Quem está dando este conselho é um campeão de fé, um especialista em superar aflições, não um cristão de fachada. Ele aqui não se refere ao desânimo enquanto emoção, sujeito às circunstancias; ele fala de um padrão de fé que via além daquilo que é visto com os olhos humanos.  Quero dizer a você hoje: Continue orando e crendo! Ore pelo seu cônjuge incrédulo, ore por seus filhos distantes de Deus, você não gerou filhos para serem instrumentos nas mãos do maligno, mas os gerou para a glória de Deus! Ore pelas situações aparentemente insolúveis, ore para que o Senhor abra portas onde elas não existem. Simplesmente ore e deixe que o mais ele fará.  A percepção sobrenatural de Paulo era tão grande que o faz afirmar que ainda que a aflição seja tão violenta ao ponto de destruir nosso homem exterior (corpo físico); o nosso homem interior (nosso espírito) se renovará de dia em dia. Isso é que é fé! Mesmo que você não contemple a sua vitória, suas orações ficarão rendendo dividendos na poupança de Deus! E a resposta virá, por isso, comece desde já a agradecer pelas respostas que estão vindo!

Segunda: A aflição que você está enfrentando tem propósito e prazo de validade. Paulo não está fazendo aqui uma apologia masoquista ao sofrimento, nem banalizando as nossas lutas, pois não tem nada de agradável em passar por tribulações. Mas às vezes é necessário atravessá-las como um recurso didático de Deus. Ele está nos alertando para ficarmos espertos, porque essas dificuldades pelas quais passamos alem de propósito, têm prazo de validade e podem ser revertidas para o nosso bem, se aprendermos olhar para elas usando critérios e valores eternos.  Por isso, Paulo nesse versículo estimula os seus leitores de todas as épocas a aprenderem a enxergar com os olhos sobrenaturais. Homens e mulheres de Deus peçam ao Senhor visão espiritual! Só os que vivem por fé, aprendem a olhar o sofrimento de outra perspectiva. A cruz que carregamos hoje se converterá em ressurreição amanhã e repercutirá na eternidade para a glória de Deus! Terceira: Não se assombre com a aparência da aflição, mantenha os olhos Naquele que é invisível. A terceira exortação de Paulo para os seus leitores justifica as anteriores. Precisamos entender que o mundo invisível é o único verdadeiramente real. Se nos preocupássemos em olhar para o mundo invisível como Deus deseja, jamais nos sentiríamos desanimados, abatidos ou destruídos diante das aflições da vida. Os grandes homens e mulheres de Deus, mencionados em Hebreus 11 (a grande galeria dos heróis da fé), chegaram aonde chegaram porque viram o invisível e ouviram o inaudível. Tudo que vemos terá fim um dia; mas aquilo que só é visto com os olhos espirituais, permanecerá para sempre. Como adquirir essa percepção do mundo espiritual? Por meio da fé que vem pelo conhecimento de Deus através do ouvir a sua Palavra e da revelação do Espírito Santo. Falando sobre Moisés o autor de Hebreus diz em Hb.11.27: “Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível”. Assim, Não desanimemos diante das aflições, por mais difíceis que sejam, elas passam e  fazem o nosso espírito amadurecer e se renovar. Elas têm propósito da parte de Deus. Que possamos adquirir obstinadamente a percepção do sobrenatural de Deus, através do conhecimento dele pela sua Palavra e revelação do Espírito Santo em nome de Jesus Cristo! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


domingo, 25 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/MESMO QUANDO NÃO HÁ O QUE FAZER AINDA HÁ O QUE FAZER!


MESMO QUANDO NÃO HÁ O QUE FAZER AINDA HÁ O QUE FAZER!
                                                                    
Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado”. Sl.55.22.                   

Recobremos o ânimo diante de situações aparentemente insolúveis, pois o Senhor tem o controle absoluto de todas as coisas.  Segundo alguns estudiosos este salmo foi escrito por ocasião da rebelião de Absalão contra o seu pai o rei Davi (II Sm caps. 15-18) O rei ali experimentou uma das maiores dores de sua vida, a traição do filho que o desrespeitou e quis usurpar o trono. Provavelmente Davi pela primeira vez não soubesse o que fazer efetivamente. Que atitude tomar diante de um conflito nessas proporções? Quanto mais intima é a ligação entre as pessoas envolvidas em um conflito, mais difícil se torna tomar atitudes. É necessário que algo do céu venha para oxigenar o nosso coração e mitigar as feridas causadas. E é precisamente no meio dos momentos em que sentimos falta de ar e perdemos o chão. Os que têm laços conosco não podem ser descartados de uma hora para outra e quando isso acontece dói demais. Os conflitos familiares geram inquietação, angústia, tristeza, adoecendo o corpo e a alma. Em uma situação assim mais que nunca precisamos de um bálsamo do céu que proteja nossa interioridade e uma direção do Alto que nos aponte o que fazer. Foi assim com Davi e é assim com cada um de nós.

A experiência do rei salmista nos diz o que fazer quando não há o que fazer. Primeiro: Confia os teus cuidados ao Senhor. O grande problema dessa entrega é que ela não é real, lemos ou ouvimos uma palavra da parte de Deus como esta e simplesmente fazemos uma entrega emocional. Saímos da igreja e tratamos de pegar de volta o nosso fardo ou seguramos em uma beirada da questão fazendo um cabo de guerra com o Senhor.  Entregou, solte o fardo, confie e espere nele. Não entendemos ainda que Deus é Deus e é soberano e tem verdadeiramente o controle de tudo em suas santas mãos, por mais que não consigamos compreender seus caminhos. Davi não tinha o que fazer naquela situação e aprendeu que entregar ao Senhor de todo o coração lhe valeria um descanso na hora da prova. Ele não arremeteria contra o seu próprio filho por pior que ele fosse. Do Senhor viria os socorro e veio! E aqui estremecemos quando vemos tantos filhos se digladiando com o próprio pai. A prosperidade e a longevidade estão intimamente ligadas à honra aos pés, por falta dela assistimos tantas mortes prematuras de filhos ingratos, como a de Absalão. Confiar cuidados ao Senhor é ter certeza de que ele vai agir e da melhor maneira possível. Não era plano de Deus destruir Absalão, mas a própria postura daquele jovem não deixou alternativa, não houve arrependimento, quebrantamento ou mudança de atitude. Não sei quais são os cuidados que afligem a sua vida, mas de uma coisa tenho certeza, se você não sabe o que fazer, então confie seus cuidados ao Senhor e ele agirá, da melhor maneira.

Segundo: E ele te susterá. O Senhor promete firmeza àqueles que se entregam a ele em verdade. Do ponto de vista humano nunca estaríamos prontos para os agires de Deus. Mas quando ele entra com a providencia nas nossas demandas, também traz à reboque a força de que precisamos para enfrentar a solução trazida por ele. A solução para Davi veio na forma da morte de Absalão seu filho, parece um recurso cruel. Nada conseguiu demover aquele jovem príncipe de sua rebelião contra seu pai. Oportunidade ele teve, mas rejeitou. Davi precisou chorar aquela morte, mas o tempo do luto acabou. Os que estavam à sua volta não compreendiam que Absalão alem de ser um inimigo sanguinário era também seu filho amado, por isso o rei precisou ser sustentado pelo Senhor e se viu livre dos cuidados que lhe afligiam o coração. Terceiro: Jamais permitirá que o justo seja abalado. Abalado aqui tem o sentido de lançado fora. O justo de Deus jamais é lançado fora de sua presença. É assim que o Senhor deseja que nos posicionemos firmes em suas promessas gloriosas. As palavras desse versículo encontram eco nas palavras de Pedro e Paulo em I Pe 5.6,7 e Fp 4.6,7: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica com ações de graças. E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus!”. Assim, Entreguemos o nosso cuidado ao Senhor de todo o nosso coração e confiemos que ele fará o melhor na situação. Todas as infinitas possibilidades estão em suas mãos. Confiemos que ele nos susterá diante da situação e, sobretudo, diante daquilo que ele fará. Confiemos na Palavra do Senhor quando ele diz que jamais o justo será abalado, lançado fora de sua presença. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



sábado, 24 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/PELA FÉ PREVALECEREMOS SOBRE TODOS OS GIGANTES!


PELA FÉ PREVALECEREMOS SOBRE TODOS OS GIGANTES!
                                                      
Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu”.  I Sm 17.50a. 

Confrontemos os nossos gigantes em nome do Senhor dos Exércitos! Todo o capítulo 17 de I Samuel, fala do grande confronto de Davi com o gigante Golias. A luta de Davi ali tipifica as nossas lutas diárias com todos os gigantes que tentam nos derrubar de nossa posição em Cristo. Golias, o filisteu era um gigante que viveu no passado. Ele se levantou para afrontar os exércitos de Israel. Temido pelo seu tamanho descomunal, ele faz todo o Israel tremer e se acovardar diante de suas ameaças. Todos conhecem essa história. Descobrimos aqui que não há gigantes suficientemente fortes para nos destruir, quando os enfrentamos na força que o Senhor supre. Em vários lugares nas Escrituras, especialmente no Livro dos Salmos (a maioria escrita por Davi) encontramos versículos que nos encorajam a enfrentar nossos medos confiando em Deus. O medo tem sido o grande gigante enviado pelo Adversário para nos destruir.  Especialmente nesses dias que antecedem a Segunda vinda do Cristo, somos confrontados diariamente com gigantes que tentam nos neutralizar e nos tirar de circulação para que não superemos obstáculos, desistamos de lutar e deixemos de fazer a obra de Deus. Seguir na Força do Senhor: Esse deve ser o nosso mote dia após dia. A certeza da presença viva de Cristo conosco e a nossa experiência com ele, fazem toda a diferença. São tantos os gigantes que se levantam diante de nós! O medo é o principal deles. Esses medos têm nos paralisado e adoecido. Nunca se viu falar tanto de depressões e síndrome de pânico como nos nossos dias. Esses medos têm impedido que cresçamos na graça e no conhecimento de Deus. O que é possível fazer para prevalecer sobre eles, enquanto servos de Deus? Exercitar fé como uma certeza inabalável do agir de Deus. O que nos faz recuar diante de nossos gigantes? Primeiro os nossos pecados que nos afastam de Deus; e segundo, a pequenez da nossa de fé. Por não confiarmos em Deus nos sentimos fracos demais, pequenos demais para enfrentar os gigantescos problemas que surgem diante de nós. Outras vezes deixamos de viver a plenitude daquilo que Deus tem para nós porque fazemos das coisas pequenas grandes gigantes.

Aprendemos com Davi: Primeiro que: Precisamos nos posicionar diante do nosso gigante, tenha ele o tamanho que tiver. O gigante filisteu chamado Golias era o maior guerreiro do exército inimigo; Sua estatura era de quase 3m de altura; sua armadura pesava aproximadamente 70k, era assustador só olhar para ele; ele era uma verdadeira máquina de guerra. Davi nessa época não passava de um adolescente tinha entre 17 e 20 anos. Descubra quem ou qual é o seu gigante; os gigantes têm nomes; o de Davi chamava-se Golias; e o seu como se chama? Normalmente o nosso gigante se chama MEDO; MEDO de quê? Qual o sobrenome do seu medo? A primeira coisa que Davi nos ensina é não fugir da luta; não importa a aparência do oponente; o Senhor pelejará por nós. Segundo: Que Precisamos ter ousadia para dar um salto de fé nas mãos de Deus. Davi trouxe à memória o que Deus fizera por intermédio dele no passado; do mesmo jeito que o Senhor o ajudou a matar um leão e um urso, o faria prevalecer agora! Terceiro: Precisamos como Davi rejeitar as palavras derrotistas e de escárnio que são proferidas pelos inimigos. Quando estamos enfrentando uma grande luta, tudo parece se levantar para nos intimidar e nos fazer retroceder. Davi não fez caso das palavras de desprezo de Golias; muitas vezes perdemos a luta porque prestamos atenção às palavras de derrota que chegam aos nossos ouvidos; é comum encontrarmos GOLIAS em nossas igrejas, em nossas famílias, no meio daqueles a quem chamamos de amigos. Davi não se deixou impressionar ou intimidar diante daquele gigante; ele olhou para AQUELE que é invisível e é infinitamente maior que qualquer gigante que se levante contra nós.

Quarto: Precisamos aprender com Davi a ter zelo pelo Senhor e por sua reputação. Golias com as suas palavras insolentes não estava afrontando apenas os exércitos de Israel, mas o próprio SENHOR DOS EXÉRCITOS; Davi teve essa percepção. Precisamos à semelhança de Davi rejeitar as armas e os recursos que não conhecemos e utilizar aquilo com que Deus tem nos equipado. Davi rejeita a armadura de Saul e diz: “Não posso andar com isto, pois nunca usei. E Davi tira aquilo de sobre si”. Quinto: Que Precisamos aprender com Davi a prevalecer e colocar nossos gigantes debaixo de nossos pés. A fé ousada e incondicional de Davi o levou a prevalecer sobre aquele gigante; a vitória de Davi foi espetacular ele derrubou, pisou sobre ele e cortou-lhe a cabeça. No Senhor prevaleceremos sobre todos os gigantes que se levantarem para nos afrontar! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/AFINAL, A QUEM QUEREMOS AGRADAR?


AFINAL, A QUEM QUEREMOS AGRADAR?
                                                                        
Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gl 5. 16,17,25.                                                            

Há aqui um claro contraste estabelecido pelo apóstolo Paulo entre o andar no Espírito e o andar na carne. Leiamos todo o contexto que vai do versículo 1-26. O Apóstolo chama a atenção dos seus leitores na região da Galácia para a grande diferença entre o andar religioso da Lei e o andar na liberdade do Espírito, que acontece mediante uma legítima intimidade com o Cristo Vivo. Essa liberdade do Espírito nos leva a um andar segundo o querer de Deus, não segundo o nosso. Somos livres sim, mas para fazer a vontade de Deus. Um grande perigo tem rondado toda uma geração de cristãos em nossos dias. Esses cristãos têm tomado decisões e agido sem consultar o Senhor, vivendo sob uma pretensa liberdade. Decidem tudo, simplesmente baseados no que acham ou pensam ser o melhor. Qual o resultado desse agir à revelia de Deus? O resultado é catastrófico. É o mesmo que agitar um “enxame” de abelhas espirituais, trazendo desespero, sofrimento, confusão, dor e muita frustração com relação à “religião”. As pessoas não têm a devida paciência e perseverança para esperar pela resposta de Deus às suas consultas e o resultado: acabam culpando o próprio Deus por seus fracassos.

O Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade foi enviado para ser o nosso consolador, o nosso conselheiro e o nosso guia infalível. A maioria dos que se dizem cristãos, não tem o menor problema em aceitar a obra do Espírito Santo. Desde que ele não interfira em suas escolhas pessoais. Conhecemos pouco sobre esse “andar no Espírito”, referido por Paulo nesse contexto. Há somente duas formas de o cristão andar: Na carne ou no Espírito; se estamos andando numa, certamente não estamos andando na outra; a escolha é nossa. A carne tem os seus próprios interesses, sua vontade, seus caprichos e seus apetites; o cristão carnal faz tudo que escolhe e deseja fazer pra agradar aos apelos da carne, e só depois comunica a Deus. Já o andar no Espírito é justamente o oposto; o cristão espiritual escolhe por amor a Cristo fazer a vontade do Espírito; seus ouvidos são treinados para ouvir-lhe a voz mansa e suave. Falando aos Romanos Paulo diz: “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”. Assim como Jesus andou segundo a vontade do Pai; devemos andar de acordo com a vontade do Espírito Santo. Se formos bem honestos, iremos admitir que o céu é o último lugar que buscamos quando queremos orientação para uma decisão.

Em Números 9.22,23 – lemos que havia uma nuvem e uma coluna de fogo que guiava o povo de Deus no deserto, dia e noite; os filhos de Israel seguiam sempre essa presença sobrenatural; se a nuvem ou a coluna de fogo parava, Israel parava; se seguia, Israel seguia; glória a Deus! Séculos depois, no Novo Testamento, “outra nuvem e ou coluna de fogo” desceu para guiar os cristãos; veio na forma de línguas de fogo e pairou sobre os 120 discípulos de Jesus reunidos no Cenáculo no dia de Pentecostes, mas aquela chama não se extinguiu ali. Ela alcançou os que estão perto e alcançará os que ainda estão longe. A partir dali, os cristãos genuínos passaram a viver no Espírito; o Espírito Santo passou a habitar neles; mas é preciso mais que isso; é preciso rendição, submissão à liderança e vontade do Espírito; isto se constitui num genuíno andar no Espírito. Agora preste atenção: a voz do adversário além de gritar acusações, leva-nos a agir intempestivamente sem consultar a Palavra de Deus; a voz da nossa carne leva-nos a buscar satisfazer os seus prazeres e saciar seus apetites, também de forma incontrolável; a voz do mundo apregoa todos os meios para darmos vazão aos nossos apetites; enquanto a voz do Espírito, irá nos encorajar a confirmar a sua direção através da oração e da Palavra de Deus. É preciso fazer calar as outras vozes que como zabumbas retumbantes querem impedir que ouçamos a voz suave do Espírito Santo de Deus. Quando o Senhor ordena, só temos que obedecer. Devemos obedecer mesmo em detrimento do nosso próprio querer. Carne e Espírito são opostos entre si; não há como conciliá-los; a carne não se converte, precisa ser domada; a carne só se converterá quando Jesus voltar, só aí a carne corruptível se revestirá de incorruptibilidade. Não basta ter ou viver no Espírito; é preciso andar no Espírito.  Dons sem frutos para nada aproveitam. O Senhor espera de nós uma plena rendição ao completo governo de Jesus. Andar testifica do viver. O desejo de Deus é que andemos seguros sob o comando e diretriz do Espírito Santo. Não basta ter ou viver no Espírito; é preciso Andar no Espírito; Ele é a nossa segurança. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/HÁ UMA NECESSIDADE URGENTE DE AVIVAMENTO!


HÁ UMA NECESSIDADE URGENTE DE  AVIVAMENTO!
                                                                           
Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”. II Cr. 7.14. 

O versículo lido faz parte das palavras do Senhor, ditas a Salomão por ocasião da aliança firmada com ele na solenidade de inauguração do templo. Essas palavras de Deus têm endereço: O povo da Aliança do passado e do presente. O que nos faz pensar que essas palavras são apenas para o Israel do passado? Nós cristãos somos a “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus”. O que nos faz pensar que o padrão do passado era mais rígido que o atual? Muito pelo contrário, O próprio Jesus disse que se a nossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, de modo algum entraremos no reino do céu. As promessas de Deus estão condicionadas à obediência. Vivemos em um tempo no qual as pessoas são levadas a barganharem com Deus as suas bênçãos por votos de tolos, totalmente desvinculados da obediência. Exercitar uma fé obediente é a grande senha para a vitória. A igreja do Senhor está com falta de ar! Parece que padecemos de um enfisema espiritual! Falamos sobre isto recentemente. Parece uma afirmação ousada, mas esta é a realidade da igreja contemporânea. Estamos todos necessitados de um oxigênio do céu que traga refrigério aos nossos corações. Contudo, esse oxigênio já existe e tem sido soprado sobre quantos o queiram receber, mas parece que existe uma predileção pelo ar contaminado das falsas doutrinas.

Precisamos sentir um toque de Deus em alguma área especifica da vida. Há os feridos no coração por causa de ressentimentos, decepções e frustrações. Há os que vivem uma vida de salvos, mas miseravelmente infelizes, sem paz ou alegria. Há os que por darem ouvidos ao adversário e acreditando em suas mentiras destroem relacionamentos. Há os que vivem como a mulher de Ló, presos ao passado, sofrendo de uma saudade incurável da velha vida. As histórias são muitas, mas a necessidade é uma só: A presença viva do Espírito Santo nos transbordando. Não, não estou falando de emocionalismo histérico e barato, mas de um mover tão real que sejamos irreversivelmente impactados por Deus, mudando radicalmente as nossas vidas. A grande verdade, é que o Senhor deseja liberar esse avivamento sobre nós. Contudo tem faltado posicionamento de nossa parte, como povo eleito de Deus. Nos dias de Salomão o povo fora alertado a assumir a sua posição espiritual de povo eleito. O Senhor chama a atenção para o perigo da idolatria, da apostasia e o declínio moral que rondava o Israel naqueles dias. Hoje, as coisas não mudaram muito, tudo que nos ronda é tão danoso, quanto o que estava ao redor de Israel nos dias passados. Em todo o tempo o Senhor tem usado homens e mulheres para exortar seu povo, quanto à necessidade de mudanças profundas. O Senhor é Deus de oportunidades e de pactos, ele deseja que sejamos fieis a nossa parte em sua aliança.

Nunca foi tão imperioso buscarmos esse avivamento. A nossa terra precisa ser sarada! O versículo lido aponta algumas condições para um genuíno avivamento: Primeira: Humilhação: Quando nos distanciamos de Deus por causa de nossas rebeliões, o primeiro sintoma que aparece é a ausência de arrependimento e de confissão de pecados. Nosso coração torna-se insensível à voz do Espírito Santo, perdemos a capacidade de nos quebrantar em sua presença. Sempre que a humilhação se ausenta de nós a soberba e a auto-exaltação tomam seu lugar. O povo de Deus precisa se quebrantar diante dele reconhecendo a sua própria limitação, manifestar a tristeza pelo pecado e renovar seu compromisso de fazer a vontade do Pai, sempre. Será que existe alguma coisa da qual precisamos nos arrepender hoje? Segunda: Oração. Outro sintoma da doença chamada rebelião é ausência da vontade de orar. Quando cessa a oração, cessa também a comunhão com o Pai. A oração do crente é o grande combustível do relacionamento com o Senhor. Quando nos distanciamos de alguém, a primeira coisa a ser abalada é o diálogo. Oração é uma via de mão dupla. Falamos com o Senhor e esperamos que ele fale conosco. Por falar nisso como anda a nossa vida de oração? Terceira: Busca sincera da presença do Senhor. As nossas rebeliões têm nos afastado do Senhor. Deixamos de buscá-lo em verdade. Deixamos de fazer dele a nossa rocha, o nosso refúgio e fortaleza. Buscar é ansiar pelo Senhor noite e dia. O grande problema é que temos buscado refúgio à sombra do Egito. Deus precisa ser levado à sério, precisa ser priorizado em nossas vidas. Só os que o buscam em verdade, são achados por ele. A quem temos recorrido? Quarta: Se converter dos maus caminhos. O primeiro sintoma da rebelião é a ausência de humilhação, de reconhecimento de pecado, mas os que se humilham diante do Senhor reconhecendo seus pecados, também precisam abandoná-los para que possam alcançar misericórdia. Conversão é isso, mudança de rota, mudança de vida, de rumo, de natureza. As velhas práticas não podem mais encontrar lugar em nossas vidas. É desejo de Deus trazer avivamento ao seu povo em todas as épocas, mas, tanto no passado quanto nos dias atuais, o povo tem se tornado cínico e contumaz em seus pecados de estimação. Voltemos para o Senhor! Qual o resultado da observação dessas ordenanças? O Senhor diz que se observarmos tudo isso, então ele ouvirá dos céus, perdoará os nossos pecados e sarará a nossa terra. Isto é Avivamento! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/REFUGIEMO-NOS EM DEUS!


REFUGIEMO-NOS EM DEUS!
                                                                                
 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei”. Salmos 91:1,2. 

O salmo 91 é sem sombra de dúvida, um dos mais citados e lidos de toda a Palavra de Deus. Especialmente quando se pensa em libertação das ações malignas das trevas. Muitos o têm como uma espécie de amuleto. Carregam na bolsa, deixam a Bíblia aberta na página que o contém ou o deixam pendurado na parede, para espantar o mal. Acham que a sua simples recitação ou exposição fará com que as trevas recuem. Este é um grande engano. O salmo 91 como toda a Palavra de Deus tem endereço certo: àqueles que crêem e obedecem ao Senhor, se refugiando nele. Ouvir os preceitos de Deus sem a devida inclinação a obedecê-los, é arranjar um grande problema. É abrir uma porta de legalidade para o que o adversário venha nos assolar. O exercício da autoridade é respaldado na obediência ao Senhor e a sua Santa Palavra. Tudo que sabemos de libertação se esvai, quando tentamos usar a palavra de autoridade sem obediência. Muitos têm sido envergonhados por causa disso. As pessoas que procuram diariamente os gabinetes pastorais das igrejas precisam discernir esta verdade: obediência, gera santificação; santificação, gera autoridade; autoridade, gera vida abundante. A obediência ao Senhor é a grande senha para entrarmos no Esconderijo do Altíssimo. Se quisermos vitórias em nossas vidas devemos acatar a ordem de Tg 4.8: “Purificai as mãos pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração”. Do contrário, seremos vergonhosamente assolados e fustigados pelo nosso adversário sem que haja socorro.

Muitos no meio do povo de Deus têm tentado se identificar com Jó, no tocante a seus sofrimentos, alegando que à semelhança daquele servo do Senhor, o que têm vivido são testes de Deus. Ouso afirmar que não há nem um só Jó em nosso meio. O que há na verdade, é tão somente o resultado de escolhas malditas e atitudes contumazes de rebelião de nossa parte. O profeta Jeremias em Lm 3.39,40 diz: “Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um de seus próprios pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor”. O salmo 91 usa muitas metáforas para ilustrar aquilo que o salmista quer ensinar. O Esconderijo do Altíssimo= lugar da obediência; da íntima comunhão e da oração. A Sombra do Onipotente= lugar de descanso e refrigério. Pavês e escudos= a Palavra de Deus como proteção para os grandes e pequenos perigos; Jesus em sua oração sacerdotal em Jo 17.17 diz: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”

O Esconderijo do Altíssimo é o lugar da segurança do cristão. Se o visitarmos apenas de vez em quando, encontraremos descanso apenas de vez em quando, mas se habitarmos nele, descansaremos sempre. O salmista apresenta aqui preciosas promessas para os habitantes desse esconderijo Divino. Primeiro: Segurança! No Senhor podemos confiar. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro presente na tribulação. Segundo: Libertação! O inimigo tem habilidade para armar certos laços para nossos pés, ele alcança vantagem sobre nós, naquilo que somos vulneráveis, fracos. O Senhor também promete nos livrar de algum mal físico, mental ou espiritual que tenha origem nas trevas como retaliação de satanás. Terceiro: Proteção! O desejo de Deus é que seus filhos busquem sempre a sua presença. A Verdade nos protegerá na defesa e no ataque. Quarto: Não temeremos! Seja qual for a situação, quando temos familiaridade nesse Esconderijo, não precisamos temer. O Senhor nos conferirá saúde, força e vigor espiritual. As assolações vêm para nos fazer desistir da jornada. Se quisermos e ouvirmos o Senhor seremos sempre guardados pelo seu divino poder. Quinto: Visão espiritual! Aprenda a olhar as situações com os olhos espirituais. Olhe com os olhos da fé e deixe o resto com o Senhor. Sexto: Livramento! Habitando no Esconderijo de Deus, no seu Descanso, que não é um lugar, mas uma pessoa: JESUS CRISTO, não corremos riscos de amargar derrotas diante do maligno. Sétimo: Somos guardados pelos anjos por ordem de Deus! Os anjos como espíritos ministradores, só nos guardam quando andamos em obediência ao Senhor. Oitavo: Autoridade! v.13: recebemos poder para resistir às astutas ciladas e investidas do maligno. Nono Lugar: Há sete bênçãos para os habitantes desse Esconderijo! O Senhor o livrará; Po-lo-á a salvo; Ele o invocará e o Senhor lhe responderá; Na sua angustia, o Senhor estará com ele; O glorificará; Saciá-lo-á com longevidade e lhe Mostrará a sua salvação. Assim, Estaremos protegidos e guardados em Jesus Cristo, nosso Esconderijo e Descanso de Deus para seus escolhidos. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


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