domingo, 9 de setembro de 2012

Sermão/Pra.Nadia Malta/DESCE DEPRESSA!

DESCE DEPRESSA! Lc 19.1-10


Objetivo: levar aos ouvintes uma mensagem de salvação para alcançar os perdidos.

Idéia Central do Texto (ICT):
O texto lido conta a história do encontro transformador de Zaqueu com Jesus.
Se lermos todo o capítulo 19 veremos que o Evangelista Lucas chama atenção dos seus leitores para a verdadeira identidade de Jesus ao apresentá-lo em seu tríplice ministério como tão bem coloca Warren W. Wiersbe em seu comentário bíblico: o Salvador que procura o perdido – vs.1-10; o Senhor que recompensa os fiéis – vs.11-27; e o Rei que oferece paz – vs.28-48.

Hoje, no entanto, gostaria de me deter em Jesus como o Salvador que procura os perdidos, movido por sua maravilhosa graça. Aliás, essa é a idéia central desse texto.

Introdução:
Antes do encontro com Zaqueu, Jesus havia predito a sua morte e curado o cego Bartimeu.
Ele estava se dirigindo para Jerusalém, quando essas coisas aconteceram. Muitos no meio da multidão achavam que ele estava indo libertar Israel do domínio de Roma, outros estavam interessados em ver outros milagres. 

Na verdade aquela multidão estava prestes assistir o maior dos milagres que é a salvação de um pecador.

O nosso coração se alegra ao pensar que Jesus, o nosso Salvador, continua buscando o perdido para resgatá-lo de sua vida desgraçada. Quando uso essa palavra, uso-a no seu sentido literal, ou seja: desgraçada= sem graça (sem o favor e a provisão imerecidos de Deus). Graça é favor imerecido de Deus e o texto lido traduz bem o que é esse favor concedido ao mais vil pecador.

Quantos pensam: “Ah, se acontecesse alguma coisa boa nessa minha vida desgraçada!”. Zaqueu certamente era alguém que pensava assim. Ele era alguém que tinha tudo materialmente falando, mas sentia-se miserável, desgraçado.

Apesar de o seu nome significar: “justo”, ele não fazia jus ao próprio nome. Zaqueu, diz o texto: era “maioral dos publicanos e rico”. Ele era o supervisor geral dos coletores de impostos. Um cargo e tanto! Ele subiu não apenas na árvore, mas alcançou o mais alto patamar social e econômico.

Era judeu, mas tinha a antipatia coletiva da comunidade judaica, porque trabalhava para gentios impuros.

Os publicanos ainda tinham a má fama de recolherem mais impostos que o devido. Quanto maior fosse a sua arrecadação, maior a sua renda – Lc 3.12,13.

Ainda que aos olhos dos judeus Zaqueu não passasse de um traidor e ladrão, aos olhos de Jesus, ele era um precioso pecador perdido que necessitava da graça salvadora de Deus.

AQUELE ENCONTRO COM JESUS MUDOU A VIDA DE ZAQUEU E A TRANSFORMAÇÃO FOI VISÍVEL:

1.     Ele tornou-se como uma criança e recebeu o reino de Deus – vs.2-4:
  • No oriente não era comum um homem correr, especialmente um funcionário público de posses. Essa era uma atitude tipicamente infantil. Zaqueu não só correu feito criança, mas ainda subiu numa árvore, movido por uma curiosidade e uma simplicidade infantil. Talvez Zaqueu tivesse ouvido falar da cura do cego Bartimeu; talvez se perguntasse: “Quem era esse Jesus de Nazaré a quem seguiam?” ou “ Por tudo isso que dizem dele, eu quero conhecê-lo”. Jesus diz em Lc 18.17: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele”.
  • É possível que o orgulho seja o maior impedimento para alguém que tem posses neste mundo crer em Jesus. Zaqueu rompeu a barreira do seu status, e tornou-se como uma criança curiosa que não podia perder a oportunidade de descobrir quem era Jesus.

2.     Ele que procurava foi achado –v.5:
  • Zaqueu pensava que estava procurando Jesus, mas foi achado por ele e a sua vida mudou radicalmente. Não é próprio da natureza do pecador perdido buscar o Salvador – Rm 3.11. Ele tem um vazio na alma, e esse vazio só pode ser preenchido por Jesus. Por isso vemos a busca desenfreada das pessoas por caminhos espirituais como práticas esotéricas, religiões orientais, práticas pagãs, idolatrias, feitiçarias, chás alucinógenos e tantas outras coisas. Tudo isso hoje têm sido tremendamente procurado para satisfazer o tal vazio, que só pode ser preenchido por Jesus Cristo. Quando somos encontrados por Cristo, a busca cessa. Assim como os nossos primeiros pais (Adão e Eva), somos pecadores e tendemos a fugir de Deus, mas ele vem nos procurar – Gn 3.1-10. Em Jr. 29.13,14 diz: Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte”.
  • Foi assim com Zaqueu, ele buscou o Senhor, foi achado por ele e a sua vida mudou a partir daquele momento. É assim com cada um de nós, quando temos um encontro real com Jesus.
  • Não sabemos como Zaqueu foi preparado para aquele encontro, mas é fato, que o Senhor que procura os perdidos, o encontrou. O Espírito Santo hoje usa a igreja para continuar essa busca pelos perdidos. A seara é grande e os trabalhadores são poucos. Se você assim como Zaqueu tem andado com um vazio no peito, esta palavra é para você!
3.     Ele era pequeno, mas tornou-se grande. Deixou de ser filho da ira para tornar-se um filho da obediência  – VS.6-8:
  • O v. 3 diz que Zaqueu era de pequena estatura. Espiritualmente, todos somos de pequena estatura, porque todos pecamos e precisamos da graça de Deus. “Não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores”. Rm 3.23. Muitos se consideram “grandes” porque medem a sua estatura segundo os critérios humanos: dinheiro, status, cargos, popularidade ou autoridade. Acreditam que têm tudo, quando na verdade não têm nada, são: Pobres, miseráveis, cegos e nus” – Ap 3.17. Zaqueu deixou de ser um filho da ira, para tornar-se um filho da obediência, ele saiu das trevas para a maravilhosa luz do Senhor. Rm 4.11; Gl 3.7; Ef 2.8,9
4.     Ele era espiritualmente pobre, mas tornou-se rico porque foi salvo por Jesus – VS.9,10:
  • Zaqueu era um homem espiritualmente falido e precisava receber de Deus a riqueza da Vida Eterna. Zaqueu tornou-se um convidado em sua própria casa, a partir daquele momento, Jesus passou a ser além de seu Salvador, também o seu Senhor. A fé salvadora cria uma relação de íntima comunhão com Cristo, que resulta numa mudança efetiva de dentro para fora. – Tg 2.14-26. Ele não foi salvo porque prometeu restituir o que havia defraudado. A salvação não vem “por obras para que ninguém se glorie”, mas pela graça mediante a fé. Ef 2.8,9; A Atitude de Zaqueu, no entanto, foi uma evidencia da genuína salvação.  Mt 5.14-16. Salvação gera mudanças profundas na natureza do homem. Somos ricos em Cristo – As riquezas em Cristo: Ef 1.3,7; 2.4; 3.8; Fp 4.19; Rm 11.33; Jesus deve ter sido criticado por entrar em casa de um publicano, mas o Senhor veio para buscar e salvar o perdido – Lc 5.27-32. Hoje, Jesus se convida para entrar em sua casa. Zaqueu o recebeu com alegria e teve a sua vida transformada e você? O Senhor olha para você agora e diz: “desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa”. “Desce depressa” pressupõe urgência. O dia da oportunidade é hoje, a hora é a gora. O que você responde pra ele?
Conclusão: O que aprendemos com o texto?
  1. Precisamos aprender a nos tornar como crianças para receber o reino de Deus em nosso coração.
  2. Quando o Senhor é buscado de todo o coração ele se deixa encontrar.
  3. Quando somos encontrados por ele a nossa vida é radicalmente mudada.
Aleluia, Amém!
Sermão/Pra. Nadia Malta em 09.09.12 – nadiamalta@hotmail.com; pra.nadiamalta@gmail.com; www.ocolodopai.com    
Este material pode ser reproduzido e utilizado para fins de evangelismo e edificação, desde que seja mencionada a fonte, e a FONTE é o Espírito Santo de Deus.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sermão/Antonio Emilio/PENSANDO MAIS SOBRE DEUS!

PENSANDO MAIS SOBRE DEUS!
Mateus 6:28-30




OBJETIVO: Estimular a Igreja a exercitarmos o pensamento, a termos grandes pensamentos a respeito de Deus, e fazendo isso, fortalecermos a nossa fé e confiança nele.

O texto lido relata um episódio conhecido do sermão da montanha, quando o Senhor fala a respeito da ansiosa solicitude pela vida. Ao que tudo indica, os discípulos de Jesus estavam preocupados com um artigo básico de sobrevivência, a saber, vestes e roupas.

E logo no verso 28, Jesus confronta os discípulos com o seguinte comando: Considerai como crescem os lírios do campo: (...)”

O verbo Considerar, no sentido do dicionário pode significar: Examinar atentamente; Ponderar; calcular; pensar; meditar.

Russel Shedd cogita que os lírios de que Jesus falava seriam “anêmonas vermelhas” que cresciam nas encostas dos montes da Palestina, e Jesus as observou enquanto pregava. O fato importante é que Jesus convidou seus discípulos a pararem um pouco, e examinarem atentamente o óbvio, ou seja, lírios não tecem nem fiam, não se preocupam em confeccionar sua própria estrutura física, proteção e formosura, enquanto os discípulos eram cheios de preocupação.

E logo depois, no verso 29, o Senhor confronta os discípulos com uma afirmação cheia de autoridade, de que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como qualquer daquelas flores.

Pra que nós tenhamos alguma noção do conceito de glória que os judeus tinham a respeito do famoso rei Salomão, vou compartilhar com vocês o que relata a Palavra de Deus, a saber, pelas palavras da rainha de Sabá, lá em 2 Crônicas 9:3-9 (...)

Não era pouca coisa o conceito do rei Salomão entre os judeus; hoje ele provavelmente estaria em capa de revista e seria convidado a festas, a andar em tapete vermelho; e, de repente, com uma declaração infalível, Jesus confronta a mentalidade engessada de seus discípulos com esta afirmação – embora fosse verdade que a glória de Salomão foi grande: “Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles” (os lírios).

Isso certamente causou um rebuliço nas cabeças dos discípulos.

O que aprendemos aqui é que o Senhor espera de nós usarmos nossa mente, examinarmos, ponderarmos com responsabilidade e cuidado a realidade à nossa volta, à luz de sua Palavra. É fato que Jesus exigirá de nós renovação da nossa mentalidade dia a dia.

Antes de seguir para o desfecho da lição de Jesus, vou compartilhar com os irmãos uma lógica do céu que Jesus usará logo mais para nos ensinar, que podemos chamar de argumentar “do maior para o menor”, ou “do mais para o menos”. Como assim? Vide a história dos dois gecos (lagartixas) caçando um besouro na parede do terraço da casa pastoral? Como terminou a história? O Senhor o soube).

E vem aquela pergunta: “E daí? Nós passamos por tantas dificuldades, tantas angústias e necessidades, no nosso íntimo, na família... e precisamos saber que Deus gasta o seu tempo e a sua majestade se preocupando em dar de comer a dois gecos na parede do terraço?”

A verdade é que Deus se preocupa sim. Por mais que pareça muito improvável, o Senhor se preocupa com isso. E isso é algo muito sério. Já ouvi, algumas vezes, pessoas que não creem no Deus bíblico, dizerem “que Deus, por ser tão elevado, não se preocupa com coisas tão mínimas, pois ele tem mais o que fazer. Dar atenção a dois gecos, seria algo muito improvável, portanto Deus não faria isso”. Esse raciocínio é humano e equivocado. O Salmo 145 nos revela algo muito bonito da parte de Deus: “Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente. Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, benigno em todas as suas obras.”

Por mais que pareça o mais improvável, o Senhor exercita bondade e preocupação até mesmo com os gecos de nossas casas. Nenhum besouro entra na boca duma criatura sem a chancela de Deus.

É nessa perspectiva, que Jesus conclui seu raciocínio, argumentando do mais improvável para o menos improvável: “Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno (o mais improvável, um aparente desperdício), quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?” (aqui, o menos improvável, ou mais fácil de acontecer, pois como Deus não vestirá seus próprios filhos?)

Aprendemos aqui que andarmos ansiosos, achando que nossas necessidades não serão supridas, sinaliza incredulidade (o Senhor os chamou “homens de pequena fé”); mas também aprendemos aqui que exercitar a mente com pensamentos de Deus, como o Senhor tentou estimular seus discípulos a fazer (esse raciocínio “do mais para o menos” é só um exemplo desse esforço), exercitar a mente com pensamentos sobre Deus certamente aumentará a fé em nosso coração.

Podemos estar certos de que nos campos inabitados, mesmo que nenhum de nós esteja lá para ver, os lírios vão continuar crescendo com viço e exuberância, mesmo que seja para murcharem e secarem alguns dias depois, sem nenhum de nós para ver a glória deles, com a qual nem mesmo Salomão em toda a sua glória terá se vestido. E se Deus despeja sua vida, sua graça e generosidade sobre essas flores, como não suprirá as necessidades dos seus filhos que ele tanto ama, a nós.

Tendo esse raciocínio vívido em nossas mentes, gostaria de ler um versículo com a Igreja, mas que a gente possa fazer um esforço neste momento para atentar para a lógica do céu que Jesus nos ensinou, ou seja, do “mais improvável para o menos improvável”, que está lá em Romanos 8:32: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”

QUEM É O FILHO PARA DEUS: Jesus, em toda a eternidade, sempre foi o deleite dos olhos de Deus. Não houve um só momento em que o Pai não tivesse total prazer no seu Filho; Jesus Cristo é o Filho Único, Sem Preço, o Amado de Deus, em quem o Pai se agrada, se compraz, tem muita alegria.

Daí, Deus enviar este Filho a este mundo, com as limitações de um homem, para ser zombado, desprezado, incompreendido, falado mal pelas costas, espancado, sangrado, pra cuspirem nele... tudo isso seria algo altissimamente improvável. Mais improvável ainda, este Filho ser moído por Deus, e morto, pelos pecados que eram nossos. Isso seria o mais improvável na história da criação, na eternidade.

Mas a verdade, para nosso espanto e alegria, é que Deus, num ato de graça por nós, fez tudo isso com Jesus. E três dias depois de morto e sepultado, o Senhor ressuscitou num corpo de glória, e hoje está assentado à destra de Deus, na expectativa de vir nos buscar para estarmos sempre com o Senhor. E aí nós nos perguntamos: como Deus não nos dará juntamente com Jesus, e de graça, todas as demais coisas? Esse versículo de encorajamento tem combustível mais que suficiente para nos impelir adiante, em qualquer deserto, montanha ou vale que devamos atravessar.

Para finalizarmos, deixarei os seguintes estímulos para a Igreja:
  1. Que possamos desacelerar e esforçar nossa mente para pensarmos coisas grandes a respeito de Deus, à luz de sua Palavra e sob a orientação do Espírito Santo;
  2. Que esse esforço, essa meditação em Deus, possa fortalecer a nossa pequena fé e aumentar nossa confiança em Deus; Davi afirmou conforme o Salmo 39:3: “Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo”; meditar sobre Deus aquece o coração frio;
  3. Deixemos qualquer mentalidade engessada ser renovada por Jesus, e juntamente com o Senhor examinemos com cuidado e responsabilidade a realidade à nossa volta; há muitas coisas que o Senhor deseja nos mostrar, se paramos para ouvir a voz dele;
  4. Lembremos que Deus é um Pai de provisão; se ele transborda em generosidade extravagante e cheia de bondade para com todas as suas criaturas, até as mais mínimas, como Ele não cuidará de nós, segundo a sua onisciência, pois ele sabe o que é melhor para nós;
  5. Por fim, lembrarmos que o mais improvável que Deus poderia fazer por nós, Deus já fez. Na verdade, para a glória de Deus, esse mais improvável é a maior realidade, a razão de o Universo ter sido criado, ou seja: que Deus deu o seu Filho, seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer por nossos pecados, o Justo pelos injustos, para nos conduzir aos braços amorosos de Deus. Hoje, os que cremos nisso, somos livres para preferir a Deus acima de tudo, na pessoa de Jesus. Como Deus não nos dará juntamente com Jesus, e de graça, todas as demais coisas?


Que o Espírito do Senhor possa gravar essa mensagem em nosso coração, em nome de Jesus.

Em Cristo Jesus,
Antonio Emilio


domingo, 2 de setembro de 2012

Sermão/Nadia Malta/O DESAFIO DE CONFIAR EM DEUS EM TODO O TEMPO

O DESAFIO DIÁRIO DE CONFIAR NO SENHOR EM TODO O TEMPO!
“Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR. Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira. São muitas, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que possa se igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.”
Salmo 40:1-5


Objetivo: Desafiar a igreja a exercitar uma confiança viva no Senhor em todo o tempo e experimentar o descanso que advém dessa confiança.

Ideia Central do Texto (ICT):
O salmo 40 é uma oração por livramento. Aqui parece que o inimigo não era exterior, mas interior. Não se conhece ao certo a situação histórica específica que originou este salmo, mas essas palavras brotaram no coração confiante do salmista Davi quando o Senhor o livrou-o de “um poço de perdição de um tremedal de lama”. Tremedal significa literalmente: Pântano, terreno alagadiço, brejo, lameiro. Fig. Torpeza, degradação moral. Quantas vezes o servo de Deus se vê cercado de situações que o levam a cair de sua posição espiritual! Possivelmente foi o que aconteceu com o salmista. O que fazer nessas situações? Cair em si e recorrer ao Senhor. O sangue de Jesus perdoa pecados e apaga transgressões e ainda purifica de toda injustiça.

Este salmo é um grande apelo à confiança no Deus Todo Poderoso que tem o controle soberano de nossas vidas. Quando entregamos algo a ele, devemos confiar e descansar nele. São dezessete versículos, mas vamos meditar em apenas cinco.

Introdução:
Fala-se muito nos meios cristãos sobre a confiança irrestrita que devemos ter no Senhor em toda e qualquer situação. No entanto, essa confiança é experimentada por poucos em nosso meio. Para que a fé seja efetiva ela precisa estar associada à confiança.

Como a palavra de Deus não volta vazia, somos continuamente desafiados a exercitar essa confiança nele em nossas lutas diárias. Não importa se nosso inimigo é exterior ou interior, podemos contar com o socorro de Deus. Aprendemos que confiança é segurança intima de procedimento, em outras palavras é fé em ação turbinada pela esperança, que para nós não é um sentimento, mas uma pessoa: JESUS, o Cristo de Deus. O Senhor hoje nos diz: CONFIE EM MIM! Confiança e descanso não podem ser dissociados, andam juntos.
 
O problema é que temos nos tornado céticos por causa de tantos testemunhos exagerados e mentirosos daqueles que querem enquadrar Deus em suas formas. Deus é o criador, é criativo e soberano e age segundo o seu querer e não o nosso. Ele não trabalha segundo o cronograma de seres humanos apressados. Por isso precisamos estar conectados permanentemente a ele para perceber seus agires.

A EXPERIENCIA DE DAVI COM O SENHOR NO MEIO DA DIFICULDADE ENFRENTADA CHAMA A NOSSA ATENÇÃO PARA ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DAQUELE QUE CONFIA EM DEUS  E OS RESULTADOS DESSA CONFIANÇA:
  1. O Confiante espera com paciência do agir de Deus – v.1:
  • Este é o “crente bem- aventurado” – ele sabe em quem crê, por isso mesmo confia e descansa no Senhor. No versículo 1 deste salmo, o salmista imprime logo a sua marca: Esperei confiantemente pelo  Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor” e termina o salmo no versículo 17 reconhecendo a sua condição: Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; Tu és o meu amparo e o meu libertador, não te detenhas ó Deus meu!”.
  • Ele sabe que apesar do que ele é Deus o ama e por sua maravilhosa graça o assistirá naquelas horas dos “suores frios”, de estreitos e desertos abrasadores pelos quais todos nós passamos. Ele não precisa da mentira para impressionar ou mesmo pender para a arrogância, pois reconhece a sua condição de pecador necessitado. Ele tem temor e tremor diante de Deus. Mesmo que tudo pareça sem saída, ele conhece experiencialmente aquele que disse CONFIE EM MIM! E descansa Nele. Em Hb. 4.10 diz: Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas”. E em Is. 26. 12 diz: “Senhor, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras Tu as fazes por nós”. O Confiante sabe fazer sossegar a sua alma, pois tem os pés firmados sobre a Rocha Eterna que é o Cristo. Ele não é impecável e quando cai ele sabe a quem recorrer. O confiante não se preocupa em parecer espiritual, porque ele é espiritual. A marca do espiritual é a profunda discrição com as coisas de Deus.
  1. O Confiante não pende para os arrogantes:
  • O Confiante não se deixa impressionar pelas ações dos arrogantes que mais parecem sargentos nas congregações. Eles dão ordens a Deus determinando-lhe que faça a vontade eles, pois eles exigem e cobram do Senhor o tempo todo. Os arrogantes parece que descobriram uma “fórmula mágica”, a tecla ON para fazer Deus funcionar e obrigá-Lo a satisfazer seus desejos egoístas. São ainda cheios e jargões do tipo: “Eu sou filho do Rei”; “Nasci para ser cabeça e não cauda”; “Nada me faltará”; “Tudo posso naquele que me fortalece” a lista é enorme. O confiante não se deixa contaminar por esse tipo de atitude porque sabe em quem crê. Ele sabe que não existem atalhos ou mágica para a santificação, mas um viver diário em obediência. Nos dias de hoje, quando se cria teologia e doutrina o tempo todo, não é fácil permanecer firme na sã Doutrina.
  1. O Confiante não pende para os afeiçoados à mentira:
  • O confiante também consegue discernir aqueles que são afeiçoados à mentira e não pende para eles. Ele não se deixa impressionar ou contaminar por testemunhos mentirosos daqueles que querem ser muito espirituais e alcançar credibilidade nas suas congregações. Para alcançar seu intento carregam nas tintas de seus testemunhos e ainda criam teologias espúrias. Esse crente pirotécnico diz: que foi desenganado pelos médicos. Que foi arrebatado até o céu e que lá recebeu novas revelações. Que morreu e resuscitou. Que perdeu tudo e recuperou tudo da noite para o dia. Que vive recebendo sinais visíveis de Deus. Obs. Não estou dizendo que o Senhor não é Deus de milagres; pelo contrário, estou estimulando a igreja a exercitar a confiança no Deus vivo e aprender a descansar nele em qualquer situação. Contudo, devemos ser equilibrados em nossas posturas espirituais e jamais fazer uso da mentira que Deus abomina.

  1. Os resultados dessa confiança irrestrita estão nos versículos 3, 5: “E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR. São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.”
  • O confiante experimentará tantas maravilhas que não se pode contar. Aquelas bênçãos há tanto tempo esperadas começam a descer aos borbotões. Quando o servo crê, confia e descansa o céu começa a se mover em seu favor. Enquanto estamos agoniados, Deus não age. A resposta de Deus ao confiante lhe põe nos lábios um novo cântico de louvor ao Senhor e serve de testemunho a quantos estão ao seu redor. Em Is. 30.15 encontramos uma grande revelação de Deus para todos nós: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força, mas não quisestes”.
CONCLUSÃO: Quais as lições e revelações de todo esse arrazoado?
1. Cuidado para não se impressionar demasiadamente com os testemunhos mentirosos e arrogantes dos “marketeiros” espirituais e perder de vista a verdadeira confiança em Deus. Muitos por causa desses testemunhos se acham crentes de segunda categoria. Deus não faz acepção de pessoas, tudo que ele deseja é que creiamos nele de todo o nosso coração e aprendamos a descansar nele. Confiança se adquire pela proximidade e intimidade com o outro.
2. Busque o Senhor, achegue-se a ele, creia nele, confie nele e descanse nele e você se surpreenderá com as maravilhas que ele fará. Em Jr.17.7, 8 diz assim: Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor! Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”.
Aleluia, Amém!
Sermão/Pra. Nadia Malta/Entregue por Manoela Malta em 02.09.12 – nadiamalta@hotmail.com; pra.nadiamalta@gmail.com; http://ocolodopai.blogspot.com  
Este material pode ser reproduzido para fins de evangelismo e edificação desde que seja mencionada a fonte, e a Fonte é o Espírito Santo de Deus.

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