quarta-feira, 15 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/CONFIEMOS: EM CRISTO JÁ ESTAMOS SUPRIDOS!

CONFIEMOS: EM CRISTO JÁ ESTAMOS SUPRIDOS!

 “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”.  Filipenses  3.7,8. 


Há aqui uma séria exortação contra os falsos mestres, que têm feito escola através dos séculos para iludir os tolos! Meditando na Carta da Alegria somos surpreendidos com as palavras de desprendimento do Apóstolo Paulo em relação ao que tivera em termos de recursos no passado e à sua condição naquela ocasião! Os escritos bíblicos são tão vivos que mesmo já tendo sido lido tantas vezes cada leitura parece nova. Inédita! O Espírito faz emergir aquilo que precisamos ouvir ou entender. E isso é maravilhoso demais aos nossos olhos. Hoje vivemos em um tempo no qual as pessoas estão sempre ávidas por teres e haveres, em detrimento das coisas espirituais! Há uma insatisfação generalizada que nada parece saciar esses corações! Nunca foi tão imperioso anunciar o Cristo, a única e real razão da nossa esperança e do nosso anseio! Só o Senhor pode preencher o vazio no coração do homem! Que possamos aprender com a corça que sedenta anseia pelas correntes das águas e assim ansiar pelo Cristo! O apóstolo Paulo traça algumas considerações de tudo quanto houvera perdido em termos humanos, mas descobre que o saldo fora positivo sob todos os aspectos!

E essas palavras, em tempos de teres e haveres parecem soar estranhas aos ouvidos cheios de ganância. Paulo havia sido um líder conceituado do judaísmo. Alguns estudiosos afirmam que ele possuía bens materiais e outros chegam a afirmar que ele também havia tido uma esposa que o tinha abandonado por causa da conversão. Eles baseiam essa afirmação no fato de que Paulo era um fariseu membro do Sinédrio e uma das exigências ao cargo era ser casado. Apesar de fazer sentido, nunca aprofundei o assunto. Mas seja como for, foram muitas perdas significativas para um ser humano. Ele diz que o que perdera considerava como esterco para ganhar a suprema riqueza do conhecimento de Cristo. Nada se compara a isto. Tudo o mais seja o que for é reputado em nada. Não parece que é isto que vemos à nossa volta. O desserviço prestado pela teologia da prosperidade aos cristãos contemporâneos é avassalador sob todos os aspectos. As pessoas se tornaram tão escravas desses conceitos que não conseguem discernir a mão direita da esquerda como os habitantes da Nínive dos dias do profeta Jonas.

Os que são de Cristo verdadeiramente não pertencem mais a este mundo. As palavras de Paulo também não são um estímulo à preguiça e à improdutividade, que fique bem claro! Somos peregrinos e forasteiros em terra alheia, mas enquanto aqui precisamos fazer a diferença. Teremos aqui aquilo que for concedido por Deus termos para uso na sua obra. Nem mais nem menos! Busquemos ajuntar tesouros nos céus onde a traça não rói nem a ferrugem destrói. Cresçamos na graça e no conhecimento de Deus. Busquemos a Ele de maneira relacional. Dependamos Dele. Esperemos Nele e descansemos nEle! O mais é reputado em nada! Coisas de só menos importância!  O que aprendemos aqui? TUDO É REPUTADO EM NADA DIANTE DA SUBLIMIDADE DO CONHECIMENTO DE DEUS! Nadia Malta

 

  

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