domingo, 31 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/CONCEDE-NOS A TUA PAZ, Ó SENHOR!

 CONCEDE-NOS A TUA PAZ, Ó SENHOR!

https://youtu.be/MOh8nMDeM-o

 Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque confia em ti! Senhor, concede-nos a paz; pois todas as nossas obras tu as fazes por nós!”. Isaías 26.3, 12. 


Neste capítulo o Profeta entoa um cântico de confiança na proteção divina! Ele fala de coisas vindouras, da nação justa, da Jerusalém espiritual sob o domínio sempiterno do Altíssimo! Claro que tudo que está descrito aqui só experimentaremos em plenitude quando chegarmos ao Lar Eterno, mas já podemos sim, ter um vislumbre dessa paz perfeita e que excede todo o entendimento. Nos últimos tempos temos vivido muitas experiências em relação aos agires do Senhor em resposta às nossas orações. Uma coisa que temos insistido em testemunhar é o fato de que quando oramos por algo insistentemente, não temos a menor ideia de como chegarão essas respostas. Clamemos para que a Graça nos assista enquanto esperamos as respostas do Senhor. Precisamos clamar mais pelo “enquanto” a bênção não vem do que pela bênção propriamente dita. Quantas vezes atribuímos ao adversário situações que nada mais são do que a preparação do Senhor para as nossas respostas. Os caminhos e pensamentos dEle são mais altos que os nossos e isto para nos dar o fim que desejamos. Invariavelmente nos inquietamos com as esperas e muitas vezes essas inquietudes fazem parte da resposta de Deus. É Deus desarrumando a casa para poder arrumar! Toda grande arrumação é precedida por uma grande desarrumação!

 A caminhada de um servo do Senhor não é de modo nenhum linear e os meios, os pensamentos e os caminhos de Deus são absolutamente insondáveis. E não podemos encaixar o Senhor em nossas formas humanas. Nada está fora do tempo de Deus. Aprendamos a desfrutar da paz advinda da confiança nAquele que tudo pode e nenhum bem sonega aos que andam em integridade de coração. Os versículos citados nos trazem verdades que não podemos perder de vista no meio das nossas lutas: O Senhor conserva em perfeita paz aquele cujo propósito é firme e aquele que confia nEle. Aqui cabem duas perguntas: Como está o nosso propósito? Em quem temos confiado? Como temos sido traídos pelas nossas emoções! Elas hiperdimensionam tudo! São especialistas em fazer de gafanhotos gigantes apavorantes! O propósito é nos fazer perder as bênçãos de Deus prestes a descer sobre nós! A mente renovada e firmada em Deus nos faz atravessar desertos, saltar muralhas e desbaratar exércitos inteiros. Sigamos o curso! Firmados em Deus não usaremos métodos de homens, antes esperaremos pelos seus agires perfeitos, embora algumas vezes dolorosos! O Senhor é quem realiza as nossas obras. Descansemos! Quando a quietude de Deus nos visita é como se o sol entrasse em nossos porões depois de dias sem conta de tempestade, retirando dali a escuridão, o mofo e a umidade mórbida de nossas mazelas. A paz bendita é uma santa quietude no coração advinda da reconciliação com Deus! E consequentemente nos levará também a ter paz uns com os outros. Quem experimentou o perdão de Deus não retém o perdão ao seu semelhante.

Temos falado muito sobre os agires muitas vezes estranhos de Deus e a nossa confiança de que Ele está agindo na situação. Experimentar essa paz é algo indizível e sobrenatural! Muitas vezes não conseguimos descansar fisicamente por conta das atribuições que compulsoriamente temos sobre nós, mas nada se compara a paz e o refrigério interno. É a santa quietude de uma consciência em paz com Deus e os homens. Como é bom deitar e poder dormir sem os “malassombros” que povoam a mente com o fim de nos inquietar e adoecer. Que a Graça e a Paz nos sejam “multiplicadas pelo pleno conhecimento de Deus e de Jesus, o nosso Senhor” afirma o apóstolo Pedro (II Pe. 1.2). Aqui ele fala de relacionamento, de aprendizado andando no Caminho, não de religiosidade estereotipada. Desfrutemos! O que aprendemos com esta breve reflexão? A nossa verdadeira paz vem do Cristo o Príncipe da paz! E para que a experimentemos precisamos nos relacionar com Ele intimamente. Entreguemos ao Senhor as nossas demandas e nos aquietemos nEle. O Senhor por meio do salmista no salmo 46.10 diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus!”. Quero terminar perguntando: E quanto ao seu coração, está em paz? Se ainda não está, empenhe-se por alcançar essa paz que só vem por meio de um relacionamento intimo e estreito com o Cristo, o PRINCIPE DA PAZ!  Nadia Malta

 

sábado, 30 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/OS ESPINHOS NA CARNE SÃO RECURSOS DIDÁTICOS DE DEUS!

 OS ESPINHOS NA CARNE SÃO RECURSOS DIDÁTICOS DE DEUS!

Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar”. 2 Coríntios 12.7. 


O texto todo trata de uma visão e revelação que o apóstolo experimentara da parte de Deus. O texto é longo, mas gostaria de chamar a atenção para algumas coisas no relato que nos ensinam grandes lições. Vejamos: O apóstolo Paulo, mesmo sem dizer que se tratava dele, relata uma visão na qual fora arrebatado até ao terceiro céu e ali ouviu palavras inefáveis que não é lícito a um cristão revelar. Logo aqui aprendemos com aquele homem de Deus que as nossas experiências com o Senhor são vivenciadas para a nossa edificação pessoal e não para a autopromoção da nossa espiritualidade. O servo do Senhor precisa aprender a diminuir para que o Senhor seja visto!  Paulo no seu relato ainda diz no v.6 “Mesmo que eu preferisse gloriar-me não seria insensato, porque estaria falando a verdade. Evito fazer isso para que ninguém pense a meu respeito mais do que em mim vê ou de mim ouve”. É uma postura sensata e sábia que precisa ser praticada pelos servos de Deus de todas as épocas. A natureza da visão e revelação vividas por ele foi tão tremenda, e conhecendo o Senhor o coração do seu servo permitiu que lhe fosse colocado um espinho na carne mensageiro de satanás para atormentá-lo a fim de que ele não se exaltasse.

Qual era o espinho na carne de Paulo? Não se sabe ao certo. Há muitas conjecturas. Uns dizem que o espinho era a constante perseguição dos judeus. Outros falam de uma oftalmia crônica. Chega-se até a falar em convulsões, mas nada há de conclusivo em relação a essa questão. O que se sabe ao certo é que era algo incômodo, que o atormentava. O apostolo ainda rogou ao Senhor que o livrasse de tal incômodo. Diz Paulo em seu relato nos vs.8, 9: “Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim”. Sim, a graça do Senhor é suficiente sob todos os aspectos. Ela nos sustenta em meio às nossas fraquezas, pois nem sempre seremos livrados dos nossos incômodos.

O apóstolo reconhece isto e declara no v.10: “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte”. O que aprendemos aqui?  O Senhor usa os incômodos espinhos para estourar os balões do nosso orgulho e vaidade pessoal. Eles podem vir de diferentes formas. Podem ser pessoas, situações, enfermidades, inclinações da carne. O leque de possibilidades é grande. Contudo, a Graça do Senhor deve nos bastar, pois há espinhos que permanecerão conosco até a nossa partida desta terra. Para que não percamos de vista que dependemos de Deus em absolutamente TUDO. E Tudo que temos, sabemos ou somos vem dEle e é para a glória excelsa dEle, não para autoglorificação! Atentemos! Nadia Malta

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/ VAMOS AO SENHOR E ACHAREMOS O VERDADEIRO DESCANSO PARA AS NOSSAS ALMAS!

 VAMOS AO SENHOR E ACHAREMOS O VERDADEIRO DESCANSO PARA AS NOSSAS ALMAS!

"Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vocês, confins da terra; pois eu sou Deus, e não há nenhum outro. Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”. Isaías 45.22; Mateus 11.28. 


A convocação feita pelo Senhor através do profeta Isaías encontra eco nas palavras de Jesus tanto séculos depois. O Convite da Graça continua valendo! A Porta continua estreita, mas ainda está aberta a quantos ouçam a voz dAquele que chama e se disponham a entrar por ela. O Senhor tanto falando por seu profeta quanto diretamente convoca seus escolhidos de todos os tempos a irem a Ele, só assim encontrarão descanso e refrigério para suas almas cansadas!  Deus é poderoso para salvar a quantos se voltem para Ele. O convite tem sido feito, mas os ouvidos têm estado cada vez mais moucos à voz dAquele que chama. Contudo, é preciso perseverança para anunciar em tempo e fora de tempo. O convite amoroso da Graça continua sendo feito incansavelmente desde os dias antigos, tanto para salvação, quanto para a vitória. Anunciemos incansavelmente! Fomos chamados para semear, não para converter. Esta tarefa é do Santo Espírito.

O apóstolo Paulo falando aos Filipenses diz: "Verdade é que alguns pregam a Cristo também por inveja e contenda, mas outros o fazem de boa mente; estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho; mas aqueles por contenda anunciam a Cristo, não sinceramente, julgando suscitar aflição às minhas prisões. Mas que importa? Contanto que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado, nisto me regozijo...". Que visão do apóstolo! A Palavra de Deus tem sido pregada inegavelmente. Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos. Tem havido uma verdadeira guerra pela verdade. Prega-se por vários motivos até pelos mais torpes. Estes que assim fazem darão contas de si mesmos a Deus, mas a Palavra cumprirá seu propósito. E quem tem ouvidos para ouvir ouvirá e será salvo. Graças a Deus existem os comprometidos com o Senhor que temem e tremem diante da sua Palavra e estes receberão seu galardão. Somos, no entanto, instados a pregar em tempo e fora dele. Preguemos com palavras, mas, sobretudo, preguemos com atitudes. As pessoas observam mais do que ouvem. Talvez não escutem as nossas palavras, mas certamente verão o que fazemos. E isto pode ser uma bênção ou tremendamente embaraçoso!

Hoje os recursos áudio visuais das múltiplas mídias são incontáveis. As redes sociais terão um papel importantíssimo para que a mensagem do evangelho chegue aos confins da Terra. Hoje não há desculpas para não pregar a Palavra de Deus. Não há outro Deus senão o Senhor e Ele convoca todos os cansados e sobrecarregados de toda a Terra para irem a Ele. Só nEle acharemos descanso para as nossas almas. Busquemos o Senhor enquanto o podemos encontrar. E quando será esse “enquanto”? É no tempo que se chama hoje. Não sabemos se haverá amanhã para nós. Tudo tem se apressado para o fim. Depois que passarmos a fronteira da eternidade não haverá mais chance, porque todas as que tivemos foram desperdiçadas aqui. O Senhor diz por meio do seu profeta: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração; serei achado de vós e mudarei a vossa sorte!”.  O que aprendemos aqui? Chegará um tempo em que não haverá mais tempo! Busquemos, pois ao Senhor agora, que o invoquemos enquanto está perto e Ele se deixará encontrar! Nadia Malta

 

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS O SOCORRO DE DEUS!

 BUSQUEMOS O SOCORRO DE DEUS!

https://youtu.be/nn1XBviNbGo?si=dn2cqUhv8KgCDIIb

Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã! Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis”. Salmos 130.6; 2 Pedro 3.13,14.                                                                  


As palavras do salmista juntamente com as palavras do apóstolo Pedro devem balizar o anseio de todo cristão verdadeiro, especialmente no momento presente, quando tudo ao nosso redor cheira a desmoronamento, implosão! Andamos todos com os nossos corações cheios de temores por dentro. Sim, tem sido assim que nos sentimos diante de tudo que nos tem sobrevindo em termos de mundo e especialmente de país. Clamemos pela misericórdia do Senhor! Ansiemos por sua Vinda mais que os guardas antigos ansiavam pelo amanhecer! Os textos citados trazem para nós direções do que fazer em meio a essas lutas enfrentadas, vejamos: Os nossos corações precisam ansiar pela presença do Senhor no meio das lutas enfrentadas; Devemos esperar novos céus e nova terra, pois só ali habita a verdadeira justiça; E A nossa espera em Deus não é passiva. Enquanto esperamos devemos nos empenhar para sermos encontrados em paz, imaculados e inculpáveis. As antigas cidades fortificadas rodeadas de grandes muralhas tinham sentinelas que passavam as noites em prontidão vigilante e desses guardas dependia a segurança daquelas cidades. Por isso o salmista usa a ilustração da espera dos guardas pela aurora, quando os perigos da noite eram dissipados. Assim, deve ansiar o servo de Deus pelo Sol da Justiça quando os perigos da nossa noite cessarão!

O apóstolo Pedro traz mais luz a esta questão. A espera do cristão não deve ser algo passivo. O apóstolo diz que é preciso empenho para ser encontrado em paz, imaculado e inculpável. Três estados praticamente impossíveis do ponto de vista humano. Como ter paz em um mundo conflituoso? Como estar limpo, imaculado se a todo instante somos levados a pecar por pensamentos, palavras e ações? Como ser inculpável diante de tantas transgressões? A resposta para as três perguntas feitas no parágrafo anterior é uma só: Precisamos permanecer em Cristo, como os ramos da videira estão ligados a ela e recebem sua seiva para se manterem vivos, viçosos e frutíferos. Assim permaneçamos em Cristo, a Videira Verdadeira! Do Senhor recebemos os comandos por meio do Santo Espírito que nos leva a desfrutar da verdadeira paz, que não é ausência de problemas, mas a santa e gloriosa quietude dos reconciliados com Deus. Por meio do Cristo fomos purificados de toda injustiça e Ele ainda levou sobre si nossas dores e culpas. Estamos livres da condenação eterna! O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele!  Motivo mais que suficiente para manifestarmos a nossa gratidão continuamente ao Eterno e Soberano Deus que nos amou primeiro e nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo!

A nossa vida em Cristo foi zerada. Isto não significa que somos impecáveis, mas quando pecamos somos constrangidos pelo Santo Espírito a nos arrepender e confessar o nosso pecado. É a tristeza segundo Deus que produz vida! Temos advogado diante do Pai, Jesus Cristo, o Justo e o Justificador. Esperamos ansiosamente Novos Céus e Nova Terra onde habita justiça pelos séculos dos séculos, amém! O que aprendemos aqui? É fato que todos nós estamos com os corações entristecidos, decepcionados por causa de tudo que nos tem cercado, especialmente no que tange as instituições humanas ao nosso redor. Contudo, que possamos esperar como as sentinelas antigas o raiar de um novo e glorioso tempo na presença do nosso amado Senhor! Esta noite escura da alma não demora muito para amanhecer. Ao romper da manhã tudo se fará novo e já não haverá memória das coisas antigas! Que a Graça do Eterno nos assista e possamos dizer: “Maranata, ora vem Senhor Jesus!”.  Aleluia! Nadia Malta

 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS AQUIETEMOS: O SENHOR TEM PROPÓSITO EM TUDO!

 QUE NOS AQUIETEMOS: O SENHOR TEM PROPÓSITO EM TUDO!

https://youtu.be/aiRc-Zciv-I

“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”. Jeremias 29.11.                                                                       


As palavras trazidas pelo profeta Jeremias no contexto da Carta do Senhor aos cativos em Babilônia trazem esclarecimento sobre certos acontecimentos que nos sucedem. O contexto no geral fala dos caminhos usados por Deus para que a nossa bênção chegue às nossas mãos tanto para salvação, quanto para vitória mesmo no meio das lutas mais intensas! A carta aponta algumas revelações preciosas em meio aos nossos cativeiros: Primeira: A situação difícil não é desculpa para a improdutividade; Segunda: Sejamos benignos com os opressores. Somos peregrinos e forasteiros em terra alheia. Precisamos deixar a nossa marca; Terceira: O Senhor tem um tempo próprio para todas as coisas. Nada acontece fora desse tempo, pois Ele é quem sabe os planos que tem a nosso respeito; E Quarta: Só quando o buscarmos de todo o nosso coração, Ele se deixará encontrar. Uma oração hipócrita não sobe à presença de Deus.

O que esse acontecimento tão antigo tem a ver conosco hoje? Temos lidado com muitas demandas. As lutas parecem não ter fim. E no meio disso tudo clamamos, buscamos ao Senhor em lágrimas e em muitos momentos na nossa miopia espiritual tendemos a achar que os nossos problemas só pioram a cada dia, especialmente depois que oramos. Mas será que é isso mesmo? A resposta definitivamente é um sonoro NÃO! No meio de tudo, há um plano maior que não conseguimos mensurar ou sequer enxergar! Deus não está com seus ouvidos moucos para que não nos ouça ou com seus olhos impedidos de nos enxergar. Na verdade Ele tem o controle de TUDO! A tendência ao negativismo e ao imediatismo parece impedir que enxerguemos que tudo, absolutamente tudo faz parte do agir de Deus para que aquilo que tanto ansiamos chegue às nossas mãos. Os cativos de Babilônia esperaram setenta anos para que o cativeiro terminasse. O propósito de Deus para a situação só Ele sabe. Só temos que saber que Deus está lá e agindo! Li um livro cujo título era: “Deus Trabalha no Turno da Noite”, a ideia central ali era mostrar que no silencio de Deus há um grande agir sendo elaborado. Aquietemo-nos! De repente, aquilo que nos faz sofrer e sentir dor, não é necessariamente um mal em si mesmo. Quando muito um meio mais doloroso e inevitável para alcançarmos o que tanto desejamos!

O que aprendemos aqui?  Nada é razão para deixar de ser produtivos. A nossa força vem de Deus. Usemos as armas espirituais com os nossos perseguidores e opressores. Sejamos benignos até mesmo para com eles. É sobrenaturalmente possível. Não nos esqueçamos do tempo e dos planos de Deus que não alcançamos. Busquemos ao Senhor com inteireza de coração. O desejo do coração amoroso do Pai Celestial não é nos destruir. Ele deseja que sejamos transformados e sem dúvida, o sofrimento, é um grande formão da parte dele para esculpir em nós o caráter de Cristo. E vamos combinar que há muito ainda a ser mudado em todos nós. E cada situação revela isso! Todos nós estamos em obras! E Papai trabalhando incansavelmente para aqueles que Nele esperam. Só um pouco mais de paciência, a obra ficará linda! Aliás, paciência se aprende, se forja no meio das agonias mais profundas! Melhor desacelerar e aprender logo! Quando cooperamos dói menos. Nadia Malta

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS FORTALEÇAMOS EM DEUS!

 QUE NOS FORTALEÇAMOS EM DEUS!

Que o próprio Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança pela graça, dê ânimo aos seus corações e os fortaleça para fazerem sempre o bem, tanto em atos como em palavras”. 2 Tessalonicenses 2.16,17. 


Esta epístola foi enviada pelo apóstolo para corrigir um ensino errôneo de que as tribulações que aqueles irmãos estavam experimentando eram já as tribulações referentes ao Dia do Senhor. Este ensino fora disseminado como tendo vindo supostamente do apóstolo  Paulo. Fato comum naqueles dias. O apóstolo trata imediatamente de desfazer o engano e encorajar aqueles irmãos que também haviam passado por perdas de entes queridos. Temos ouvido tantas queixas, especialmente de mães aflitas em suas lutas, com filhos distantes do Senhor! Que o Senhor os traga de volta! E já dizemos amém para a forma que Ele fará! Os versículos mencionados no inicio trazem um duplo pedido na oração do apóstolo por aqueles irmãos! Peço licença ao Santo Espírito para estender o pedido pelas queridas mães de hoje em suas lutas contínuas, vejamos: Que o Senhor dê ânimo aos corações; E Que sejamos fortalecidos para fazer o bem, tanto em atos como em palavras! Precisamos de ânimo para seguir em frente mesmo apesar das dificuldades que não são poucas. Encontramos várias exortações do Senhor para encorajar seu povo a seguir em frente. É quando agimos no meio das nossas debilidades fazendo o bem tanto em atos quanto em palavras, que a glória de Deus é avultada. Nesses momentos temos a nítida consciência que a honra e a glória são exclusivamente dEle e não nossa. Esse é o grande propósito: Glorificar o Senhor em tudo, sempre! Como estamos necessitados dessa bendita dádiva do ânimo e do fortalecimento vindos do Senhor para fazer sempre o bem, tanto em atos como em palavras! Aliás, atos e palavras não podem ser dissociados! Ortodoxia e ortopraxia. Discurso e prática andam juntos. Infelizmente a compulsão por se dar bem tem crescido a cada dia, não importando o preço a ser pago!

A traição e quebra de confiança é uma das maiores dores! Podemos pensar: Mas isso é tão comum, qual a surpresa, então? A surpresa é quando as pessoas em questão são cristãs, ou pelo menos, dizem ser.  Como é difícil e triste a sensação de não poder confiar em ninguém, ou quase ninguém! Claro que há raras e honrosas exceções! Podemos ver a tristeza nos olhos de muitos irmãos por terem sido vitimas de uma dessas ações inescrupulosas por parte de supostos irmãos na fé. Muitos até considerados “uma bênção” em suas comunidades, mas que na verdade, são instrumentos do maligno para tentar obter lucros ilícitos à custa dos desatentos! Que o ânimo e o fortalecimento do Senhor inundem o coração de tantos que são vitimados por espertalhões sempre apostos! Orar e vigiar sempre! Em tempos de ‘“selfies”, fazer com uma mão sem que a outra veja é quase impossível!  Há uma verdadeira compulsão para se registrar tudo! E as boas ações realizadas no anonimato para a glória exclusiva de Deus, estão quase extintas! E parece que é exatamente nessas horas quando as pessoas ao imaginarem que não estão sendo vistas e nunca serão descobertas que aplicam seus “golpes” pra usar uma palavra da moda. Triste demais! Esses esquecem que somos observados por homens e por anjos. Anjos eleitos e caídos e esses últimos estão sempre à espreita aguardando uma oportunidade dada por nós para calcar nossos pontos de vulnerabilidade. Filhos honrem seus pais! Cuidado, a fatura chegará e invariavelmente quando não há liquidez para pagar!

O que aprendemos aqui? O mesmo desejo que estava no coração do apóstolo Paulo pelos irmãos de Tessalônica deve estar em nós continuamente. Aqueles irmãos precisavam de consolação por causa tanto das mentiras de ensinos forjados, quanto por causa da perda de entes queridos. Precisavam ter seus ânimos renovados e de fortalecimento para seguir adiante. Nós precisamos do mesmo ânimo e do fortalecimento para seguir a jornada apesar das muitas perdas como a morte da confiança, do zelo, do caráter em nosso meio e, sobretudo, o que é mais trágico, a morte do temor do Senhor! Quando essas coisas acontecem lá fora dói, é até compreensível, mas quando os protagonistas são aqueles aos quais chamamos de irmãos, aí é trágico e haja graça sobre graça, viu! Que possamos despertar do sono! Nadia Malta

 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/FLORESÇAMOS E FRUTIFIQUEMOS PARA A GLÓRIA DE DEUS!

 FLORESÇAMOS E FRUTIFIQUEMOS PARA A GLÓRIA DE DEUS!

Os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro do Líbano; Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio. Como o cedro do Líbano aprofundará suas raízes”. Salmos 92.12; Oséias 14.5.                      


Vivemos em um tempo em que muitos dos que se dizem cristãos têm se ocupado de muitas coisas e têm se esquecido do real chamado que é anunciar o Cristo! E esse anunciar é muito mais efetivo quando é feito de forma testemunhal que com meras palavras! O mundo não ouve o que dizemos, mas vê o que fazemos! Somos observados por homens e por anjos, eleitos e caídos! Esses últimos são a grande torcida contra esperando a nossa queda! Que a nossa vida seja um testemunho vivo do que se operou em nós! Atentemos! Verdades trazidas pelos textos: Os justos florescerão e crescerão; Não importa o tempo, o Senhor será o orvalho para regá-los; e Eles Terão raízes profundas. Uma palavra consoladora e cheia de graça para os justos de todas as épocas. Justos não por serem impecáveis, mas por terem sido justificados por meio do Senhor. Estamos em um tempo físico de florescência e frutificação. Quando a primavera se aproxima é inspiradora sob todos os aspectos. Que sejamos também encorajados a florescer onde estamos plantados. Florescência precede a frutificação. Os textos parecem se completar.

O Senhor promete por meio do profeta Oseias ser orvalho para o seu povo amado. Precisamos ser regados pelo próprio Deus! Assim, seus justos florescerão como a palmeira e crescerão como o cedro do Líbano que tem raízes profundas. Sim estamos em um tempo de florescência, que este tempo seja o prenúncio de muitos frutos para a glória do Senhor. O povo de Deus sobre a terra precisa fazer a diferença. Florescência também pressupõe perfume e este é credencial de crente fiel. Que o bom perfume de Cristo seja manifesto através de nós, como canais vivos da multiforme Graça de Deus! Graça esta que precisa ser tocada e experimentada por meio de atos concretos de amor manifestos por nós. Que o “Eis-me aqui. Envia-me a mim!” dito por meio do profeta Isaías repercuta em nós e através de nós. Que nos disponhamos tanto para evangelizar com palavras quanto com atitudes práticas de amor ao próximo. Hoje temos visto com tristeza muitos dos que se dizem cristãos não saberem discernir a mão direita da mão esquerda se associando a políticos que se fazem passar por cristãos, para enganar se possível os eleitos de Deus e lamentavelmente têm conseguido! Tempo de abrir os olhos e aprender a discernir! “Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor, é de fato de Deus”, nos alerta o próprio Senhor! Despertemos do torpor maligno e emocional que tem se abatido sobre nós!

É fundamental deixar que todos saibam que somos cristãos, depois nos calemos e testemunhemos acerca do Cristo e daquilo que Ele operou em nós. Só a partir daí poderemos falar como quem tem autoridade. Primeiro as flores, depois os frutos. O que aprendemos aqui? A florescência das mangueiras do meu quintal acenam para os suculentos frutos meses depois.  Tem sido assim com as demais fruteiras: O limoeiro, as aceroleiras e as pitangueiras. Todas elas sinalizam, anunciam seus frutos. Quem disse que conosco seria diferente? A florescência também pressupõe rega, poda e limpeza das ervas daninhas. Quem faz isto? O dono do campo onde estão as árvores plantadas.  Quem sabe se tudo que temos experimentado não são regas, podas e uma boa limpeza? Atentemos e cooperemos, dói menos!  Nadia Malta

 

domingo, 24 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/DO LADO DE CÁ DA ETERNIDADE ESTAMOS TODOS EM TREINAMENTO!

 DO LADO DE CÁ DA ETERNIDADE ESTAMOS TODOS EM TREINAMENTO!

https://youtu.be/zREVi61LYlw

Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos”. Habacuque 3.17-19. 


Habacuque chamado também de profeta filósofo, ao mesmo tempo em que se sentia incomodado pela intensa impiedade do povo de Deus, não entendia porque o Senhor, dentro da visão dele, retardava o julgamento dos inimigos do seu povo. O livro é entremeado por intercessão e espera pelas respostas de Deus. Ele termina seu escrito com uma das mais tocantes orações da Bíblia Sagrada. Os versículos lidos no inicio é o final de sua oração. Uma das grandes revelações do livro é que “O justo vive pela fé!”. Ele termina com uma tocante declaração de fé apesar de todos os pesares! É impossível não nos lembrar da grande declaração de fé do profeta Habacuque ao final do seu curto livro profético. Sobretudo, quando “as nossas próprias figueiras estão destituídas de flores, quando as nossas videiras deixaram de frutificar e há falha nas nossas safras de azeitona”. Manifestar uma fé viva quando tudo nos vai bem é fácil demais! A força para continuar crendo apesar dos pesares vem do Soberano Senhor! A grande declaração de fé do profeta em meio a intensa luta traz algumas verdades quanto ao exercício da fé verdadeira. Vejamos: A fé do justo não depende das circunstancias; A força para continuar crendo apesar dos pesares vem do Soberano Senhor! E A fé genuína produz resultados!

Percebemos que o desafio de crer tem sido a cada dia intensificado, mais parece aquele tipo de jogo que muda de fase se tornando cada vez mais difícil. Os pesares têm se tornado praticamente insuportáveis, mas apesar deles Deus não perdeu o controle, embora as nossas forças tendam a se esvair, tudo é treinamento. A fé do tipo “ainda que” é requerida de nós a todo o momento. O profeta nos ensina a avançar à despeito de tudo e de todos. A tristeza nos paralisa, o medo nos faz retroceder. Habacuque crê no Deus da sua salvação. Ele exulta nEle. Façamos o mesmo! Onde ou em quem o profeta buscava forças para seguir em frente? Eles mesmo responde: “O Senhor Soberano é a minha força”. Olha aqui a grande estratégia de vitória. Confiar no nosso Soberano Senhor. Dele vem o socorro do profeta e o nosso. Confiar demanda relacionamento. A nossa fé não pode ser árida, ela precisa ser relacional, do contrário não sobreviveremos às lutas nas quais já estamos inevitavelmente engajados.

No meio da luta intensa o profeta sabe em quer crê. Ele sabe que o Senhor reina sobre tudo e todos. Nada vem como obra do mero acaso. Esse controle soberano não falha. Qual o resultado dessa confiança irrestrita do profeta no Soberano Senhor? Ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos”. Os cervos ou corsas são animais das alturas. Eles bebem nas altas fontes e se refugiam nas alturas das rochas. Seus pés são treinados para subir por lugares íngremes. Assim são os pés daqueles que andam em fé e fidelidade. Serão do mesmo modo habilitados para as alturas. O que o texto nos ensina em meio às nossas lutas? O justo vive pela fé, aliás, esta é a grande declaração do livro. Somos desafiados a crer apesar dos pesares. A nossa força para crer vem do Soberano Senhor. Autor e Consumador da nossa fé! A fé genuína produz resultados sobrenaturais. Permaneçamos firmes sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel! Sigamos na força do Senhor, Amém! Nadia Malta

 

sábado, 23 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/ANDEMOS PELA FÉ NO CRISTO E VEREMOS A SUA GLÓRIA!

 ANDEMOS PELA FÉ NO CRISTO E VEREMOS A SUA GLÓRIA!

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11.1, 6. 


O capítulo onze desta epístola é chamado de Galeria dos heróis da fé. Aqui encontramos um elenco de homens e mulheres dos quais o mundo não era digno. Eles exercitaram sua fé indo até as ultimas consequências. Viveram e morreram por ela. Nada os demovia da certeza inabalável dos agires de Deus. Eles tiveram fé para viver ou morrer pelo que acreditavam. Não a fé pela fé. Muitos têm fé em muitas coisas, mas aqui se trata da fé no Senhor, O Deus Todo Poderoso que fez os céus e a terra e sustenta tudo com a Palavra do seu poder. Aquele que mesmo nas situações adversas não perde o controle de nada. Os versículos citados nos apresentam algumas verdades acerca da verdadeira fé, vejamos: Fé é a certeza das coisas que esperamos; É a firme convicção de fatos que ainda não são vistos. Não são vistos, mas são fatos no reino espiritual; Sem fé não agradamos a Deus; Aproximemo-nos de Deus na certeza que ele existe; E Ele recompensa aqueles que o buscam nessa firme convicção.

Vale a pena ler todo capítulo e ver o testemunho de cada um, a começar pelo justo Abel passando pelos santos profetas que viveram no passado. Lista a qual podem ser acrescentados muitos outros nomes que viveram tanto tempo depois, até mesmo em nossos dias. O autor da epístola define fé como uma certeza daquilo que esperamos, numa outra versão diz: “a firme convicção de fatos que ainda não vemos!”. Fato é algo verdadeiro, que existe, não uma mera possibilidade! Aqui cabe uma pergunta: Se fé é a firme convicção de fatos, como ainda não são vistos? Arrisco um palpite: Creio que se trate de algo que já podemos contemplar com os olhos espirituais. Essa certeza é comunicada ao nosso interior pelo Espírito de Deus!  Quando essa certeza se estabelece em nosso coração dessa maneira, ninguém pode demovê-la de nós! A corrida da fé é ganha olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus, o Cristo de Deus! É Ele quem traz à existência o que ainda não existe do ponto de vista humano, mas já é uma realidade no reino espiritual.

O que aprendemos com esta breve meditação sobre fé? Se fé é uma certeza inabalável nos agires de Deus, será que temos essa certeza? Conheço muitos “heróis” da fé contemporâneos tanto homens quanto mulheres de Deus que experimentaram a sua fé da maneira mais profunda. Eles possuíam essa certeza inabalável. Fé é um dos aspectos do fruto do Espírito Santo. Seu canteiro é a situação adversa. O autor da epístola em sua explicação sobre fé ainda diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”. Sim, Deus é real e se torna presenteador daquele que o busca de todo coração, tendo a certeza que Ele existe. Não falamos às paredes quando oramos, mas ao Deus Vivo que age e interage conosco. Por meio do profeta Jeremias o Senhor diz: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração; serei achado de vós e farei mudar a vossa sorte!”. Tão somente confiemos! Nadia Malta

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/SÓ COM O CRISTO EM NÓS PODEMOS ANDAR VERDADEIRAMENTE EM NOVIDADE DE VIDA!

 SÓ COM O CRISTO EM NÓS PODEMOS ANDAR VERDADEIRAMENTE EM NOVIDADE DE VIDA!  

Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”. Colossenses 2:20-23.                                                 


O arrazoado do apóstolo Paulo aqui visa coibir a ação nefasta dos falsos mestres daqueles dias com suas falsas doutrinas que pretextavam uma pseudopiedade! Na verdade eles queriam aprisionar as almas com seus laços malignos. A chamada “teologia do terror”! Aqueles cujas mentes não estavam firmadas em Cristo como cabeça de Todo Corpo, se deixavam persuadir. Paulo argumenta com seus leitores quanto a essa questão nos seguintes termos: Se eles realmente morreram com Cristo para o mundo por que se sujeitavam às suas regras? Aquelas coisas estão destinadas a perecer porque vem de homens; E Aquelas coisas poderiam até ter até aparência de piedade, mas não eram eficazes na luta contra o pecado, pois vinham de homens, repito. Apenas testificam de uma falsa religiosidade. Será que isto acontecia apenas naqueles dias? Claro que não, pois os caçadores de almas têm proliferado e fizeram escola através dos séculos! Discernir é preciso!

Hoje podemos com pesar assistir a ressurreição desses invólucros feiticeiros com seus rigores ascéticos. Falando aos Gálatas o apóstolo recomenda: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão". Claro que essa liberdade não é licença para fazer a vontade da carne e a esse respeito Paulo ainda instrui: “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. Aqui está o paradigma para as nossas ações: Jesus Cristo! Ele nos libertou. É, pois, o nosso verdadeiro dono. Olhar para o Cristo e fazer o que Ele ordena nos faz andar em segurança e novidade plena de vida. Claro que nem sempre conseguimos, afinal não somos impecáveis, mas quando caímos temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é também o que nos justifica.

O que tudo isto nos ensina de fato, hoje? Falando aos Romanos, Paulo traz mais luz a essa questão dizendo: “Porquanto o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; Pois quem serve a Cristo desta forma é agradável a Deus e estimado por todas as pessoas”. E aqui ouvimos o apóstolo falar de interioridade, não da aparência exterior de piedade como muitos querem impor. Claro que tudo podemos fazer, mas nem tudo nos convém. A nossa liberdade não pode causar escândalo ao irmão mais fraco na fé. Devemos ter esse zelo com o nosso irmão por quem Jesus também morreu. Desfrutemos, pois, da alegria do Espírito Santo e nada disponhamos para a carne no tocante às suas inclinações e apetites, não por exigências de homens, mas por amor ao Senhor ao qual pertencemos! Atentemos! Nadia Malta

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/ NÃO TEMAMOS, O SENHOR NÃO NOS ABANDONA NUNCA!

 NÃO TEMAMOS, O SENHOR NÃO NOS ABANDONA NUNCA!

https://youtu.be/ZAxNFz5Nzyw

Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam”. Salmos 9.10.                                          


Este salmo é de ação de graças. Aqui o salmista exalta o nome do Senhor por todos os seus feitos. Não se conhece a situação histórica que inspirou este salmo, mas sendo Davi um homem de muitas demandas não é difícil imaginar as lutas e perseguições enfrentadas. Que afirmação gloriosa, sobretudo, em tempos de incertezas e tanto desalento! Não há segurança em nenhum lugar. Há lutas por fora, temores múltiplos por dentro e uma sensação de desamparo tão grande que nem em casa nos sentimos seguros. Sem falar na falta de confiabilidade e nas emboscadas que a vida nos prepara à nossa revelia. Isto faz lembrar os insondáveis caminhos de Deus. Há duas verdades que tranquilizam o nosso coração quando estamos atravessando momentos difíceis: Para confiar é preciso conhecer; E O Senhor não abandona os que o buscam! Os que conhecem o nome do Senhor confiam nele. E conhecer o nome aqui não é apenas um saber intelectual, teórico, mas experiencial. Esses sabem o que significa servir e seguir ao Cristo. É ter presença, socorro, segurança e suprimento sempre. Tenho pensado muito em nossa vida enquanto cristãos!

Quanta pergunta tem povoado a nossa mente! São Porquês e para quês sem conta e insistentes. Quanta coisa não faz sentido algum ao nosso limitado entendimento. Contudo, nada em nossa vida é aleatório, obra do acaso. São tantas situações dolorosas que temos que enfrentar! E nesses momentos as forças se esvaem quase completamente. Perguntamos ao Senhor a razão de tudo. Pedimos que Ele sonde o nosso coração para ver se há em nós caminhos maus e como respostas só um silencio ensurdecedor! O que consola é saber que o silencio de Deus pode significar um tempo de grandes preparações! O Senhor não abandona os que o buscam. Ele é o Pastor que não abandona seus escolhidos. Nada nos falta quando somos ovelhas do Supremo Pastor, nem tribulação se esta fizer parte de sua estranha pedagogia! Em seu cântico ele diz: “Senhor, quero dar-te graças de todo o coração e falar de todas as tuas maravilhas. Em ti quero alegrar-me e exultar, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo. Quando os meus inimigos contigo se defrontam, tropeçam e são destruídos. Pois defendeste o meu direito e a minha causa; em teu trono te assentaste, julgando com justiça”. O Senhor o socorreu de modo visível contra inimigos reais que demandavam sua vida e paz!

O que somos levados a refletir aqui? Quantas vezes já não nos sentimos à semelhança do salmista perseguidos, assolados, caluniados, fustigados por inimigos humanos que se colocam como instrumentos de seres espirituais do mal! Contudo, o Senhor é nosso Alto Refúgio quando nos oprimem e Torre segura na hora da adversidade! O salmista em sua oração ainda diz: “Aquele que pede contas do sangue derramado não esquece; ele não ignora o clamor dos oprimidos. Levanta-te, Senhor! Não permitas que o mortal triunfe! Julgadas sejam as nações na tua presença”. Parece que a natureza daquela luta era institucional, vinha do poder constituído, pois ele pede que as nações sejam julgadas. Quanta semelhança com as nossas lutas não só em termos de país no qual habitamos, mas as lutas pessoais e os temores que nos assombram! Levanta-se ó Senhor, e pelas misericórdias do teu Filho Jesus julga a nossa causa contra os nossos adversários! Nadia Malta

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/ FOMOS ALCANÇADOS PARA ALCANÇAR!

 FOMOS ALCANÇADOS PARA ALCANÇAR!

https://youtu.be/swLjQQGutRM

Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém”. 1 Pedro 4.10, 11.                         


Aqui o apóstolo Pedro nos chama a glorificar o Senhor de três maneiras: Exercendo o nosso dom servindo os outros; Entendendo que somos apenas despenseiros da multiforme graça de Deus; E Que o nosso falar e serviço sejam sempre na força que o Senhor supre para que em tudo seja Deus glorificado. Façamos uma pausa nas nossas indignações provocadas por tudo que temos visto e ouvido em termos de abusos doutrinários, tão em alta no nosso tempo. Coloquemos efetivamente as mãos no arado do Senhor enquanto é dia, a noite vem quando não vamos poder trabalhar. Há muito a ser feito. Como diz a letra do velho hino: “Vamos nós trabalhar, somos servos de Deus! Nosso Mestre seguir no caminho dos céus. E no seu bom conselhos o vigor renovar, diligentes fazendo o que Cristo ordenar!”.

 Somos canais da multiforme Graça de Deus. Glorifiquemos seu Santo e Excelso nome! Recebemos dons, talentos e habilidades da parte de Deus para seu serviço, não para a glória pessoal. É quando o balão da nossa vaidade se infla que o Senhor vem com o alfinete certeiro da humilhação e murcha a nossa bola! Atentemos para isto! Tudo que somos, sabemos ou temos é para exclusiva glória de Deus! Jesus diz o seguinte no Sermão do Monte acerca de testemunhar com boas obras: “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".

O que aprendemos aqui? O propósito de um viver testemunhal é mostrar as evidencias do que se operou em nós por meio do poder de Deus. O apóstolo Paulo também ratifica este ensino dizendo que somos “luzeiros no meio de uma geração pervertida e corrupta”. Temos sido? Há sempre o que podemos fazer! Deixemos a nossa zona de conforto e estendamos as mãos para socorrer os que necessitam. Que a Luz que é o Cristo brilhe por meio de nós! Salvação é de graça e pela graça, não por obras para que ninguém se glorie. Não somos salvos pelas obras, mas para elas. Que possamos fazer a diferença na aridez deste mundo. Vamos seguindo e pregando com palavras e com atitudes práticas. Aliás, tem sido muito difícil pregar com palavras apenas sem a sensibilidade com as dores e necessidades do outro. É preciso alimentar e dessedentar o faminto e sedento. É também necessário que possamos ir além do assistencialismo. Que possamos facultar os meios de sobrevivência àqueles que, há muito perderam a esperança. Avancemos para a gloria do Senhor! Nadia Malta

 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/ VOLTEMOS AO SENHOR!

 VOLTEMOS AO SENHOR!

E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia”. Hebreus 10.24, 25.                                                 


Estamos vivendo um tempo de muitas invencionices e essa tendência tem adentrado às igrejas, fazendo com que muitos se afastem dos guetos eclesiásticos em busca de atrativos. Lamentavelmente os frequentadores de muitas comunidades deixaram de olhar a Santa Palavra de Deus como regra única de fé e prática! Hoje é preciso “converter” os que se dizem convertidos! O autor de Hebreus chama a atenção dos seus leitores para o incentivo recíproco da prática do amor e das boas obras. Ele ainda traz uma ordenança severa para que não deixemos de nos congregar como é o costume de alguns.  O Culto é trocado por novelas, por jogos, por atrativos incontáveis. Salvo em casos especiais, como enfermidades, por exemplo, nada pode nos roubar o precioso tempo da adoração em comunhão. É no Corpo que nos fortalecemos uns aos outros. O autor de Hebreus ainda faz a sua exortação lembrando aos seus leitores que o Dia do Senhor se aproxima! Onde seremos encontrados naquele dia glorioso? Qual a desculpa que daremos ao Senhor para a nossa negligencia para com o seu Corpo?

A Igreja é o Corpo Vivo de Cristo sobre a terra. Entender esta verdade é vital sob todos os aspectos. A igreja é um organismo vivo, não uma instituição humana ou uma construção de pedra e cal. Há uma tendência pós-moderna de substituir a junção dos crentes ou sua comunhão por outros atrativos importados do mundo. São palcos com luzes fosforescentes, são artistas do pop “gospel” que se apresentam com cachês altíssimos, são eventos cheios de novidades. O mundo adentrando às igrejas locais para atrair os que se dizem crentes Ovelhas ou bodes? Um antigo sermão de Charles Spurgeon cujo título é: “Alimentar as ovelhas ou entreter os bodes?”. Que os bodes sumam e vão buscar entretenimento em outros lugares não na casa do Senhor. Que fiquem as verdadeiras ovelhas. São elas que querem ser alimentadas com o genuíno alimento espiritual. Há três colunas que sustentam a Igreja: A pregação da Palavra, a Oração e a Comunhão dos Santos. A igreja só é igreja de fato quando os santuários individuais se juntam para adorar. Jesus disse: “Onde houver dois ou três reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles!”. Por outro lado, é no Corpo, na Comunhão dos santos que as bênçãos do Senhor são ordenadas.

Orar em comunhão e adorar em comunhão são práticas insubstituíveis. A igreja não é “um museu de santos, mas um hospital de pecadores” convalescendo de uma doença mortal chamada pecado! Estamos unidos pelo vínculo da Cruz de Cristo sendo tratados até que amadureçamos. Crente maduro Deus colhe! O que aprendemos aqui? Quando a Palavra de Deus deixa de ser atrativo e as comunidades precisam recorrer a estratégias mundanas para atrair adeptos tem alguma coisa errada nos depósitos espirituais dos crentes. É bom procurar onde estão os vazamentos e tratar de consertá-los antes que seja tarde e as vidas sofram enchentes de aflições. Sim, porque quando isto acontece num instante os templos ficam lotados de crentes “fervorosos”! Nadia Malta

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR HABITA COM O HUMILDE E CONTRITO DE ESPÍRITO!

 O SENHOR HABITA COM O HUMILDE E CONTRITO DE ESPÍRITO!

                                                                               


Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito!”. Isaías 57.15

O contexto todo fala da mensagem de paz do Senhor para os arrependidos de todas as épocas! O Deus Transcendente e Imanente mesmo assentado num Alto e Sublime Trono habita também com o abatido e contrito de espírito. O desejo do Eterno é trazer paz ao coração do angustiado de espírito e novo ânimo àquele que tem seu coração quebrantado e aflito. Como estamos todos necessitados de uma ação sobrenatural do Senhor em nossas vidas! Quantas demandas têm nos sobrevindo, misericórdia! Não há consolação em nenhuma ação humana. Aquilo de que realmente necessitamos é que o Senhor nos impacte com a sua presença restauradora e consoladora. A Bíblia afirma que “bem-aventurados os que não viram e creram!”, contudo, há momentos que precisamos ser abraçados pela Graça de modo vivo. Precisamos de um toque de Deus na aridez dos nossos desertos e na solidão dos nossos vales áridos!

O Texto traz três verdades as quais não podemos esquecer: Primeira: O Alto e Sublime Deus que habita no lugar alto e santo também habita no coração do contrito e abatido de espírito; Segunda: Ele tanto controla quanto consola; E Terceira: Ele é quem traz novo ânimo ao coração do humilde e novo alento ao coração do contrito. Recorramos a Ele e seremos acudidos! O Senhor é Aquele que ocupa todos os espaços siderais. É o Senhor do macro e do micro, mas que por um ato da sua misericórdia e soberania resolveu habitar também no coração imperfeito do homem. Isto tudo é maravilhoso demais aos nossos olhos. Embora não compreendamos os desígnios soberanos do Eterno, entendemos que tudo traz à  reboque um propósito edificador e santificador, mas não é fácil enfrentar esses treinos do céu! Assim como um atleta precisa de disciplina e de uma alimentação adequada para enfrentar as duras horas de treinos, nós também precisamos estar bem nutridos espiritualmente por meio do Santo alimento que é a Palavra de Deus.

Os atletas mencionados lutam por um prêmio perecível, nós lutamos pelo prêmio da soberana vocação. O alvo é a santificação, sem a qual não veremos a Deus!  A nossa “leve e momentânea” tribulação produzirá para nós eterno peso de glória acima de toda comparação. Por isso quem nos treina é a Graça sustentadora que nos fortalece e firma nossos passos, nos dando equilíbrio para que não pendamos nem para a direita nem para a esquerda. Que em nossas orações haja sempre seis petições continuamente: Dá-nos ânimo, Senhor! Guia-nos ao teu oásis, ó Senhor! Capacita-nos, Senhor! Estende a tua mão e toca em nós, ó Senhor! Acalenta-nos, ó Senhor! E Ajuda-nos a completar o treino sem esmorecer, ó Senhor! Amém! Nadia Malta

 

domingo, 17 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/É TEMPO DE PREPARAÇÃO VIGILANTE! O SENHOR JÁ NÃO TARDA!

 É TEMPO DE PREPARAÇÃO VIGILANTE! O SENHOR JÁ NÃO TARDA!

https://youtu.be/ThpyQfSK6y0

Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”. 2 Pedro 3.3,4, 8-10.                   


Seguindo a trilha da promessa gloriosa da Vinda do Senhor vejamos o que nos mostra o apóstolo Pedro em sua segunda carta. O texto na verdade vai desde o versículo primeiro até o dezoito nos dando uma visão ampla do ensino petrino sobre o assunto. O texto de Pedro traz algumas verdades já ministradas por outros escritores bíblicos: Pedro procura lembrar seus leitores de algo já ministrado por outros, na verdade precisamos ser mais lembrados que instruídos; Assim como foi no passado, nos dias de Noé, não retarda o Senhor a sua promessa; Tudo acontecerá repentinamente; Devemos esperar aquele dia em preparação contínua e vigilante; E Ele chama o testemunho de Paulo para depor sobre o assunto. Assim como acontece com toda Escritura, há uma unidade no ensino sobre a Segunda Vinda do Cristo.

Cada escritor bíblico aborda à sua maneira, mas todos em perfeita unidade são unânimes em afirmar que a Segunda Vinda é um fato já estabelecido por Deus para Aquele dia e hora, não uma mera conjectura. Os falsos mestres daqueles dias se infiltravam nas igrejas locais para disseminar seus ensinos apócrifos. Aqueles falsos mestres tinham seu ensino fundamentado no que eles chamavam de falsa esperança e escarneciam a esse respeito. A promessa do Reino da Justiça parecia para aqueles, que andavam segundo as suas próprias paixões como algo surreal. Não se podem enquadrar as promessas de Deus nos formatos humanos ou na forma de conceber as coisas do ponto de vista da nossa humanidade limitada. Deus prometeu, Ele cumpre no tempo e ao modo dEle nunca no nosso. Não podemos perder isto de vista.

O Apóstolo fecha a questão em relação às afirmações maliciosas dos falsos mestres dizendo que: “para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns”. Pedro também ratifica algo que já fora dito em outros escritos que a Vinda do Senhor acontecerá repentinamente como vem o ladrão à noite. E esta ilustração demanda vigilância e preparação constante. Pedro termina sua admoestação nos seguintes termos: “Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam. Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém”. O que aprendemos aqui? E quanto a nós? Será que temos nos colocado em sobriedade e vigilância ou temos vivido como se esse dia jamais fosse chegar? Se as palavras do apóstolo foram tão urgentes naqueles dias, o que diremos em relação à hoje? Vivemos em um tempo que se apressa para o fim. Despertar é preciso! Não durmamos como os demais! Preparemo-nos, Ele vem e já não tarda! Nadia Malta

 

sábado, 16 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/NÃO NEGLIGENCIEMOS A GRATIDÃO!

 NÃO NEGLIGENCIEMOS A GRATIDÃO!

Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios; Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos”. Romanos 16.3, 4; Colossenses 4:2.                                          


Os versículos citados trazem uma clara demonstração da gratidão do apóstolo Paulo ao casal Priscila e Áquila por todo zelo e cuidado para com ele. Eles chegaram a arriscar a própria vida pelo apóstolo e isto não poderia ser esquecido. Em seguida ele traz uma ordenança neste sentido, mas não antes de demonstrá-la de modo prático. E logo aqui recebemos uma grande lição de gratidão e humildade, por parte de Paulo. Já falamos sobre este assunto outras tantas vezes, mas nunca é demais lembrar aos amados a necessidade de exercitarmos a gratidão ao Senhor em primeiro lugar e àqueles que são usados por Ele para nos abençoar e favorecer de um modo ou de outro. Contudo, tem ficado cada vez mais difícil vermos atitudes de gratidão. Paulo se lembra do zelo de Priscila e Áquila para com ele. A gratidão vertical repercute horizontalmente de maneira inevitável. Quem é grato a Deus consegue ser grato aos homens. Aqueles que conseguem enxergar as dádivas recebidas de Deus apesar deles, também conseguem perceber quando instrumentos humanos se deixam usar por Ele. Ouvia muito durante a infância e juventude que a ingratidão mata a afeição. Esta é uma grande verdade! Quanta afeição tem sido assassinada pelas ingratidões humanas!

Os “mais espirituais” tendem a dizer que não devemos fazer nada esperando reconhecimento, sim, verdade, mas quando a gratidão é demonstrada em gestos e atitudes não apenas em palavras, ela aquece os corações, estimulando-os a continuarem sendo canais das dádivas de Deus. O amor de Deus é incondicional, mas o amor humano é troca. É reciprocidade. É rega e às vezes até poda como já colocamos outras vezes. E um dos pilares de sustentação do amor humano é sem dúvida a gratidão. Não é à toa que a gratidão é a rainha das virtudes! Ingratidão é, sem dúvida, a falta de reconhecimento da dádiva. O ingrato não valoriza o que recebeu e muito menos quem doou. Ele acha que todos têm obrigação com ele, que o mundo gira em torno do seu umbigo. Ele na verdade é um egoísta patológico. Os ingratos são “reclamões” inveterados e já tiveram suas mentes deformadas pela eterna insatisfação. Outro dia li um artigo psiquiátrico que dizia exatamente isto: A mente humana é alterada negativamente pelas reclamações. Há muitos “reclamões” rabugentos em nosso meio! É tempo de conserto! Ainda há tempo de reverter posturas empedernidas.

Enquanto estivermos deste lado da eternidade, ainda podemos levantar os olhos para o Alto e dizer: Agradeço-te Senhor por tudo!  E ainda olhar para o irmão, para o companheiro, para o filho, para o cônjuge, para o amigo e até para aquele desconhecido que nos são favoráveis apesar de nós, e também manifestar a nossa gratidão! O que aprendemos aqui? Comecemos hoje a treinar gratidão! Um bom exercício para treinarmos a gratidão é tentar imaginar a nossa vida sem o que temos e sem as pessoas que Deus tão graciosamente coloca em nossas vidas para nos favorecer. Só não podemos deixar que a gratidão humana se sobreponha à gratidão a Deus, por causa da dívida com homens. Por isso Paulo em sua ordenança aos colossenses associa oração, vigilância e gratidão. Assim, vigiemos e sejamos gratos! Nadia Malta

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