sexta-feira, 20 de abril de 2018

Meditação/Nadia Malta/APENAS UM VOLTOU PARA AGRADECER!


APENAS UM VOLTOU PARA AGRADECER!

Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano. Jesus perguntou: "Não foram purificados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este estrangeiro? "Então ele lhe disse: "Levante-se e vá; a sua fé o salvou". Lucas 17:16-19.              
                                                                             
Este texto começa na realidade no versículo 11 deste capítulo e relata a história muito conhecida de dez leprosos que foram curados pelo Senhor Jesus. A lepra era uma enfermidade associada ao pecado naqueles dias. Era uma doença segregadora fazia com que seus portadores vivessem à margem da sociedade. Eles normalmente moravam fora das cidades. A situação era tão séria que os leprosos tinham que se auto-anunciar aos gritos cada vez que saíam em público para que as pessoas abrissem passagem para eles sob o risco de serem contaminadas. Ninguém se aproximava de um leproso mesmo que ele fizesse parte da família. Era uma doença que tinha um impacto social muito grande. O leproso alem de carregar o peso da enfermidade mutiladora, ainda tinha que conviver com a solidão pela distancia de amigos e parentes.

Jesus à caminho de Jerusalém, na divisa de Samaria e Galiléia, o texto diz: “Ao entrar num povoado, dez leprosos dirigiram-se a ele. Ficaram a certa distância e gritaram em alta voz: "Jesus, Mestre, tem piedade de nós”! (Vs.12,13). Jesus ouve o clamor daqueles homens e os manda irem mostrar-se ao sacerdote. Era a autoridade religiosa oficial que testificava aquele tipo de cura para reintegrar a pessoa à sociedade. À medida que eles estavam indo perceberam a cura. Seus corpos haviam sido purificados! A doença desaparecera! Contudo, apenas um voltou para a agradecer e este era samaritano. Diz o relato: “Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano” (VS. 16,17).

Temos falado tantas vezes neste espaço sobre a gratidão, que é a rainha das virtudes. O coração grato reconhece não só a dádiva, mas o Doador dela. Aquele homem louvou ao Senhor e prostrou-se aos pés de Jesus em gratidão! E quanto aos outros? Nove ingratos! Queriam apenas a dádiva, não o Doador dela! Eles queriam a bênção, não o Senhor da bênção! Dez foram os curados. Nove eram judeus, mas apenas o estrangeiro, o samaritano, manifestou a sua gratidão. Exatamente aquele que fazia parte do povo mais rejeitado naqueles dias. Os samaritanos eram odiados pelos judeus por prestarem um culto misto ao Senhor.

O samaritano era duplamente rejeitado, não só por ser samaritano, mas pela própria enfermidade! Percebemos aqui uma visível representação da rejeição ao Cristo pela maioria dos judeus e também a aceitação pelos não judeus, ou aqueles que são rejeitados pelo mundo. A dor da rejeição é reputada como uma das piores dores emocionais que o ser humano pode sentir. Jesus diz: “Vinde a mim todos vós que estás cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”! Ir a ele é alcançar a graça da salvação e do acolhimento perene! Nele e apenas nele encontramos abrigo seguro e morada permanente! Aprendemos acerca da gratidão que ela é: Inclusiva – todos podem praticá-la; é Atenta – ela é sensível a todos os agires de Deus; ela é Contagiosa – capaz de tocar todos os que dela se aproximam; e Teocêntrica – ela nos mostra que Deus está no centro de nossas ações de graças. Ele é o Doador Supremo de toda boa dádiva e de todo dom perfeito! Rendamos graças em tudo, mesmo que não compreendamos os métodos, a vontade do Senhor para nós é sempre boa, agradável e perfeita! Rendamos graças! Nadia Malta  http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Meditação/Nadia Malta/CUIDADO COM O EXIBICIONISMO ESPIRITUAL!


CUIDADO COM O EXIBICIONISMO ESPIRITUAL!

A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: "Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano”. Lucas 18: 9,10.                                                                
                                                                                    

Seguindo a rota das parábolas de Jesus, neste capítulo encontramos esta, do fariseu e do Publicano. É interessante observarmos essas duas posturas. Primeiro o religioso, o técnico em Deus aquele que se achava impecável, mais espiritual e mais justo que os demais homens, chegando a desprezá-los. Em seu exibicionismo ele desfila na sua oração diante de Deus o rosário de suas práticas devocionais. Como se diz hoje: Ele se achava! Em sua oração de si para si mesmo ele dizia: “O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho” (VS.11,12). Talvez este seja o pior tipo de orgulho: O achar-se santo demais, justo demais e melhor que as outras pessoas. Não cabe a nós condenar quem tem pecados diferentes dos nossos!

Não são as nossas práticas devocionais exteriores que convencem o Senhor e sim aquilo que está em nosso coração. O Senhor enxerga o que os demais não conseguem ver, aquilo que está em nosso coração, especialmente toda sujeira, toda inclinação maligna toda rapina. Não é à toa que esses foram chamados pelo Cristo de sepulcros caídos.  Temos falado aqui neste espaço tantas vezes: nenhum de nós está pronto. Crente pronto, maduro, Deus colhe! E nunca é demais repetir esta verdade! As exterioridades piedosas podem convencer os homens, mas não o Senhor!

O segundo personagem mencionado na parábola era um publicano. Um cobrador de impostos prestando serviço aos romanos e por isso mesmo era odiado e considerado o maior dos pecadores para seus compatriotas. Um pecador de carteirinha, podemos assim dizer! Contudo, Jesus diz na seqüência do texto: "Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador” (v.13). Diz o Senhor por meio do profeta Isaias: “Mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra” (Isaías 66:1-2). A consciência de ser pecador, ou o arrependimento é prerrogativa para a confissão de pecados e para se alcançar o perdão de Deus. Este homem nem ousava levantar os olhos para o céu, antes ficava à distancia e batia no peito se reconhecendo pecador. Ele carregava o peso de sua condição e foi ao lugar certo derramar seu coração e buscar alento!

Jesus faz a grande revelação do texto, especialmente para os religiosos que certamente o ouviam. Diz o Senhor na seqüência do relato: “Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado"(v.14). Não é de se admirar que as palavras mais duras de Jesus tenham sido ditas aos religiosos daqueles dias e não aos reconhecidamente pecadores! Jesus senta e come com pecadores, não para aprovar as suas práticas, mas para levar alento e perdão de pecados aos que se sentiam quebrantados e necessitados. Em outro momento O Senhor diz aos ouvintes religiosos daqueles dias, os escribas, fariseus e mestres da lei: Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus(Mateus 21:31). O texto é um sério alerta em relação ao exibicionismo espiritual que tem levado muitos à queda! Que o Senhor abra os nossos olhos para que sejamos humildes diante dele e diante dos nossos semelhantes. Tenhamos cuidado com o exibicionismo espiritual, o Senhor enxerga mentes e perscruta corações! Sejamos misericordiosos como é o nosso Pai Celestial! Cada um receberá segundo as suas obras! Nadia Malta  http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Meditação/Nadia Malta/PERSEVEREMOS NA ORAÇÃO, A RESPOSTA VIRÁ!


PERSEVEREMOS NA ORAÇÃO, A RESPOSTA VIRÁ!

Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: "Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. "Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar”. E o Senhor continuou: "Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar”? Lucas 18:1-7.                         

                                                                                  

O Evangelho segundo Lucas é chamado de Evangelho da Oração pelo muito que seu autor dedica ao tema! A parábola trazida por Jesus aqui trata do dever de orar sempre e nunca desistir. A. W. Tozer, renomado autor cristão diz acerca da oração: “Orar, orar e continuar orando até começar a orar de verdade”! No mundo de velocidade e de comunicações rápidas, as pessoas tendem a transportar esse conceito para o reino de Deus. Contudo, “o Senhor não Trabalha segundo o cronograma de seres humanos apressados”! Disse outro autor cristão. Há um tempo de maturação até para aquilo que apresentamos diante do Eterno. Enquanto o Senhor prepara as nossas respostas, ele nos prepara para recebê-las. Visto que temos a memória curta para guardar as bênçãos de Deus, e manifestar a nossa gratidão por elas, precisamos aprender no tempo das esperas a valorizar tanto a dádiva quanto o doador dela!

A parábola em questão é muito conhecida e trata de um juiz iníquo, que recebeu uma viúva com um pedido insistente para lhe julgasse uma causa contra seu adversário. Aquele juiz não temia a Deus nem se importava com homem algum. Por algum tempo ele se recusou a ouvir a queixa daquela mulher, mas por causa da importunação resolveu atendê-la. O propósito daquela parábola era: “mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar”. Quanta facilidade temos para desistir das nossas demandas diante do Senhor! Minha sogra orou durante 48 anos pelo retorno do meu marido para o Senhor e viu a glória de Deus na situação! Aquela vitória teve um sabor especial e jamais foi esquecida. Ela até o dia de sua morte agradecia tão grande dádiva!

 Na seqüência o texto diz: “E o Senhor continuou: "Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar”? Jesus conclui dizendo: “Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra”? Pois é, parece que tem faltado fé para perseverar até o fim! O autor de Hebreus diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”! e ainda: “A fé é a certeza das coisas que se esperam, a firme convicção de fatos que ainda não são vistos”!

Na parábola em apreço somos instados a perseverar na oração sem esmorecer como fez aquela viúva. O apóstolo Paulo falando aos romanos diz: “Regozijai-vos na esperança; sede pacientes na tribulação; na oração perseverantes”! (Romanos 12.12). Nem preciso mencionar, visto já ter feito outras vezes, que este era o texto preferido da minha sogra! Aquele que experimentou o Cristo e teve a sua vida transformada por ele, manifesta uma fé viva e tem sempre diante de si hasteada a bandeira tríplice da esperança, da paciência e da perseverança! Vivemos um tempo de muitas demandas e não podemos desistir de lutar em oração. Perseveremos na oração, a nossa resposta virá! Nadia Malta  http://ocolodopai.blogspot.com.br/

Você poderá gostar também de...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...