domingo, 7 de julho de 2013

Sermão/Pra. Nadia Malta/Entregue pelo Dc.Tião Alvino/OS VERDADEIROS DISCÍPULOS DE JESUS

OS VERDADEIROS DISCÍPULOS DE JESUS. Mt. 5.1-12


Objetivo: Levar a igreja a buscar os verdadeiros valores do Reino de Deus.

Ideia Central do Texto (ICT):
O texto lido é chamado de Bem- aventuranças. Faz parte do Sermão do Monte e fala dos valores do Reino de Deus praticados pelos verdadeiros discípulos de Cristo. Esses valores que devem ser buscados por todos os que tendo se tornado novas criaturas, fazem parte da família do Senhor.  
     
Aqui Jesus ensina aos seus ouvintes o segredo para uma vida de plenitude abundante ou para se alcançar a verdadeira felicidade do ponto de vista da eternidade. Quando em Jesus afirma em João 10.10b: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”, ele não estava falando de bens passageiros, transitórios, mas de algo com peso de eternidade. E para alcançar essa plenitude abundante precisamos nos moldar aos padrões do Reino de Deus.

Introdução:
Nesses dias ouvimos sobre a Porta estreita e as dificuldades em atravessá-la, sobre a fé de um pagão que deixou Jesus admirado e sobre aqueles que estão atados no feixe dos que vivem com o Senhor. Gostaria de seguir a mesma trilha, falando hoje do alto padrão exigido por Cristo aos que foram verdadeiramente regenerados e são seus discípulos.

É sempre tempo de recorrermos à Santa Palavra de Deus a fim de alinharmos a nossa vida a esse padrão estabelecido pelo Senhor Jesus. Por isso é imprescindível estar sempre voltando aos rudimentos da fé.

As igrejas têm estado cheias daqueles que vem em busca da resolução de seus problemas, sobretudo, os financeiros. Para alcançar respostas, muitos são capazes dos mais absurdos sacrifícios importados em sua grande maioria de outros guetos espirituais. No entanto, como o cristianismo não é conceitual, mas vivencial, experiencial, logo determinadas práticas são desmascaradas. Numa época de imediatismos, ninguém quer perder tempo com discipulado sistemático, no qual se aprende a andar no Caminho.

A Bíblia fala sobre os sete mergulhos de Naamã. Antes do sétimo mergulho não houve milagre. Andar em Cristo no dia a dia pode demandar dedicação, tempo e disciplina, mas garante um resultado perene. Ao contrário do que promete as fórmulas mágicas dos embusteiros gananciosos que estão por toda parte.

Bem- aventurança significa felicidade, bênção, alegria, alto privilégio. Quem não deseja isso para si?
O grande problema é que só se enxerga bênção do ponto de vista material. As pessoas perderam a perspectiva da eternidade, o que vale é o aqui e o agora. E o pior é que muitos, no intuito de angariar adeptos têm embarcado nessa atitude consumista.

Em Mt. 6.33 Jesus diz: “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Do que realmente Jesus estava falando aqui? Do consumismo dos gentios que tem levado muitos a fazerem verdadeiras loucuras para conseguirem o que querem. Felicidade para uma esmagadora maioria é ter e ter cada vez mais. Essa medida não enche jamais.

Jesus surpreendeu seus ouvintes com as palavras do Sermão do Monte. Sugiro que você as leia novamente com um propósito experiencial.

POR QUE OS VERDADEIROS DISCÍPULOS DE CRISTO SÃO CHAMADOS DE BEM-AVENTURADOS?
  1. Porque eles são humildes de espírito – v. 3:
  • São aqueles que deixam de lado auto- dependência e a auto-suficiência e confiam inteiramente na suficiência da graça de Deus. O Senhor diz que deles é o reino dos céus!
  1. Porque eles não perderam a capacidade de chorar por seus pecados  – v.4:
  • Que choro é esse? O choro da lamentação e do quebrantamento pelos próprios pecados. Em Is. 66.2 b o Senhor diz: “O homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra”. Os que choram dessa forma, por este motivo, o Senhor diz que serão consolados!
  1. Porque eles são mansos – v.5:
  • Mansidão aqui não se trata de apatia ou mesmo covardia, mas rendição à vontade de Deus. Aqui, o Senhor está falando de força sob controle. Os que se rendem à vontade soberana do Senhor e se aquietam nele, sem nenhuma murmuração. Aos mansos, o Senhor promete: Eles herdarão a terra!
  1. Porque eles têm fome e sede de justiça - v.6:
  • Aqui não se trata de justiça social ou qualquer justiça humana, mas da justiça (justificação) de Deus. Esses além de ansiar por uma santidade que provem de Deus, também desejam ardentemente a manifestação da experiência de salvação aos que estão à sua volta. Esses pregam, semeiam a palavra aonde quer que estejam, em tempo e fora de tempo, mas, sobretudo, vivem essa palavra apregoada. A esses o Senhor promete: eles serão fartos!
  1. Porque eles são misericordiosos – v.7:
  • Esses são os compassivos, que se solidarizam com a dor do outro como se fora a sua própria dor. Os que acodem o necessitado sem buscar reconhecimento ou aplauso da parte dos homens. O Senhor promete que esses alcançarão misericórdia!
  1. Porque são limpos de coração – v.8:
  • Esses não transigem, não fazem concessões ao mal, mesmo com dano próprio. São aqueles incapazes de julgar, mentir, difamar, ou mesmo proferir juízos infamantes para denegrir a imagem do próximo. Gostaria de aqui estabelecer uma diferença entre julgar e discernir. Enquanto julgar é estabelecer veredictos, determinar sentenças, prescrever penalidades. Discernir ou desmascarar é necessário à sobrevivência espiritual, para podermos escapar dos lobos travestidos de ovelhas. Julgar é prerrogativa divina, mas, observar para discernir e desmascarar são responsabilidade humana. Aos limpos de coração, o Senhor diz que eles verão a Deus!
  1. Porque são pacificadores – v.9:
  • Esses alem de ter paz em seus corações, também são semeadores da paz, jamais põem “lenha na fogueira”. São apaziguadores por natureza. Esses serão chamados filhos de Deus!
  1. Porque são perseguidos, injuriados e difamados por causa da justiça de Deus e do nome do Senhor – vs.10,11:
  • Esses sofrem todo tipo de perseguição de abuso, tortura e martírio por causa do nome de Jesus e por pertencerem a ele. É o que está acontecendo à igreja perseguida nos países onde não há liberdade de culto. Deles, o Senhor diz: é o reino dos céus! O Senhor ainda promete que grande será o seu galardão, a sua recompensa.

CONCLUSÃO: O que aprendemos com essas palavras de Jesus?
  1. A nossa missão como igreja, tem se tornado cada vez mais difícil em um tempo de relativismos e liberalismos. Contudo, apesar do cansaço, pelo que vemos à nossa volta, ousemos crer e confessar os absolutos imutáveis de Deus, sempre focados no Cristo.
  2. Precisamos enquanto cidadãos do reino dos céus corrigir a nossa escala de valores. É necessário fixar os olhos nos valores do Reino de Deus que são eternos. O apóstolo Paulo chama atenção em Cl. 3.1, 2: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra.”
  3. É imperativo, voltarmos aos rudimentos da fé e deixar de dar crédito a tantas invencionices que tem adentrado à igreja contemporânea.
  4. Existe um abismo que separa o cidadão terreno e o cidadão do reino. Enquanto o primeiro é bestializado pelos valores, desejos e inclinações da carne, sendo frio e calculista, capaz das maiores atrocidades para conseguir o que quer. O cidadão do Reino de Deus tem um padrão, um perfil, uma escala de valores que anda na contramão do mundo. Ele é feliz porque busca e prioriza os valores do reino de Deus em primeiro lugar: ele é humilde de espírito, não se constrange de chorar pelos seus pecados. É manso, tem fome e sede de justiça. É misericordioso, é limpo de coração, é pacificador. É perseguido e injuriado por causa do nome do Senhor. Por apresentar esse perfil, ele goza de altos privilégios da parte de Deus.
  5. O segundo grupo citado mesmo representando uma minoria, é o que ainda torna o mundo habitável, suportável, porque é sal, perfume e luz no meio de uma geração pervertida e corrupta, que jaz nas trevas. Que possamos engrossar as fileiras desse grupo em nome de Jesus Cristo!
Aleluia, Amém!
Sermão/Pra. Nadia Malta entregue pelo Diácono Tião Alvino em 07.07.13 – www.ocolodopai.com

Este material pode ser reproduzido e utilizado para fins de evangelismo e edificação, desde que seja mencionada a fonte, e a Fonte é o Espírito Santo de Deus.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Esboço/Sermão Pra. Nadia Malta/ATADOS NO FEIXE DO SENHOR!

ATADOS NO FEIXE DO SENHOR! I Samuel 25.29


Objetivo: Levar os ouvintes a fazer uma reflexão quanto a sua posição espiritual.

Ideia Central do Texto:
O versículo lido está inserido num contexto maior, o qual se refere ao momento em que Abigail esposa de Nabal apazigua Davi, impedindo-o de se vigar do seu marido.
O marido de Abigail, Nabal era homem maligno em todo o seu trato como diz o texto. Ele se recusou a acudir Davi numa hora de extrema necessidade.
Abigail, prudentemente prepara o socorro de que Davi e seus homens precisavam e vai ao seu encontro com um pedido formal de perdão. Ali, ela faz a grande revelação do versículo lido. Embora o texto todo seja bastante rico, gostaria de me ater naquilo que é dito no versículo lido acerca daquele que pertence ao Senhor: “Se alguém se levantar para te perseguir, e para buscar a tua vida, então a vida de meu senhor será atada no feixe dos que vivem com o Senhor teu Deus; porém a vida de teus inimigos ele arrojará para longe, como se a atirasse da cavidade de uma funda”. A ideia central aqui é de alguém que pertence ao Senhor e é protegido por ele.

Introdução:
A cada dia que passa fica mais difícil saber quem é de Deus e quem não é. Mesmo no meio daqueles que exteriormente tem uma aparência de santidade.
As notícias que chegam através da mídia dos que se dizem crentes. O sobrenome Gospel tem respaldado tanta loucura e tanta heresia que assombra. E assim os que se dizem crentes vão amargando derrota após derrota, pois o adversário tem alcançado vantagem contra eles.
Há uma necessidade contínua de autoexame. Em vez de prestarmos atenção ao andar do outro, olhemos para nós mesmos e façamos a seguinte pergunta: “Onde estou atado, no feixe dos que vivem com o Senhor ou noutro feixe?”.

O TEXTO LIDO TRAZ DUAS REVELAÇÕES IMPORTANTES AO QUE É VERDADEIRAMENTE DE DEUS:
  1. Sua vida está atada no feixe dos que vivem com o Senhor:
  • Qual o significado desta expressão? Shedd explica: “Sua vida será guardada junto com os que são do Senhor”; Ainda: “Sua vida será inscrita no Livro da vida!”.
  • Vejamos alguns texto que remetem a essa ideia: “Foi o próprio Senhor, o nosso Deus, que nos tirou, a nós e a nossos pais, do Egito, daquela terra de escravidão, e realizou aquelas grandes maravilhas diante dos nossos olhos. Ele nos protegeu no caminho e entre as nações pelas quais passamos”. Josué 24:17; “Ele guardará os pés dos seus santos, mas os ímpios serão silenciados nas trevas, pois não é pela força que o homem prevalece” 1 Samuel 2:9; “O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida” Salmos 121:7; “O Senhor cuida de todos os que o amam, mas a todos os ímpios destruirá” Salmos 145:20; “Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna” Judas 1:21
  1. Os seus inimigos serão arrojados por Deus como se fossem atirados da cavidade de uma funda.
·         O Senhor lida com os nossos inimigos. Ele peleja por nós. É o nosso vingador. “Mas os teus inimigos, Senhor, os teus inimigos perecerão; serão dispersos todos os malfeitores!” Salmos 92:9; “O Senhor, o seu Deus, que está indo à frente de vocês, lutará por vocês, como fez no Egito, diante de seus próprios olhos” Deuteronômio 1:30: “Eles lutarão contra você, mas não o vencerão, pois eu estou com você e o protegerei", diz o Senhor” Jeremias 1:19

CONCLUSÃO: O que aprendemos aqui?
Precisamos ser achados fieis atados no feixe dos que vivem com o Senhor, do contrário seremos envergonhados pelos nossos adversários tanto humanos quanto espirituais.

Aleluia/Amém!
Esboço de Sermão/Pra. Nadia Malta em 04.07.13 – www.ocolodopai.com

Este material pode ser reproduzido e utilizado para fins de evangelismo e edificação, desde que seja mencionada a fonte, e a Fonte é o Espírito Santo de Deus.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sermão/Diácono Antônio Emílio/UMA FÉ QUE IMPRESSIONA JESUS!

UMA FÉ QUE IMPRESSIONA JESUS! Mateus 8.5-13


Objetivo: Estimular o povo de Deus a valorizar o poder da fé.

Ideia Central do texto (ICT):
O texto lido, fala sobre fé genuína. Descrever a cena e a chegada do centurião.

(Versos 6-7): A primeira coisa que nos impressiona é a prontidão de Jesus em auxiliar, quando procurado com fé. O centurião romano diz: “Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente”. Ao que Jesus responde: “Eu irei curá-lo”.

(Versos 8-9): A segunda coisa que nos impressiona é a postura do centurião. Destacaria três aspectos: sua humildade, sua confiança e seu discernimento.
(Humildade): Um centurião era um oficial do império romano, comandante de uma centúria ou destacamento de 100 soldados. Pela sua autoridade reconhecida e seu posto, teria todas as credenciais para achar que não necessitaria de Deus, ou de que necessitando, seria uma pessoa digna de merecer algo de Deus, porém ele diz: “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa;”
Ao mesmo tempo, ele não desconfia da misericórdia ativa de Deus e continua “mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado”.
(Discernimento): O centurião compara com muita propriedade a sua autoridade secular com a autoridade divina de Cristo. Russel Shedd comenta que o procedimento e a fé que este homem manifestou provocaram a admiração de Jesus. Para o centurião era tão natural Jesus ter plenos poderes sobre as influências invisíveis do universo, como era para um oficial romano ter confiança no cumprimento de suas ordens. “Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.”
Percebemos que Cristo não se gloria expressamente da sua própria autoridade, reconhecida pelo centurião, mas também não o recrimina por suas palavras, muito menos se veste de falsa humildade, ante o reconhecimento do centurião; Cristo, num dos poucos registros bíblicos dessa atitude, se admira. Admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.” Uma fé que atuou com humildade, discernimento e confiança.
A colocação do centurião quanto à autoridade de Cristo foi oportuna: João 17.2 “assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste”. Mais adiante em Apocalipse 1.17-18: “ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.”
Mais credenciais de Cristo: a revelação final de Deus; o herdeiro de todas as coisas; o criador do mundo; resplendor da glória de Deus; é a expressão exata do ser de Deus; ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder; fez purificação para os pecados; assentou-se à destra da majestade; é Deus entronizado para sempre com cetro de equidade; é adorado por anjos; seu governo não terá fim; seu prazer está acima de todas as coisas no universo; ele aceitou a carne humana; ele foi coroado com glória e honra por causa do seu sofrimento; ele foi o fundador da nossa salvação; foi feito perfeito em toda sua obediência por seu sofrimento; destruiu aquele que tem o poder da morte, o diabo; nos livrou da prisão do medo; é um sumo sacerdote misericordioso e fiel; fez propiciação pelos pecados; tem empatia por nós por causa da sua própria experiência; ele nunca pecou; ofereceu ruidoso clamor e lágrimas com temor reverente e Deus o ouviu; se tornou a origem da salvação eterna; mantém seu sacerdócio em virtude de uma vida indestrutível; ele aparece na presença de Deus em nosso favor; virá uma segunda vez para salvar aqueles que estão ansiosamente esperando por ele; ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.
Não mostre a Deus o tamanho do seu problema, e sim mostre ao seu problema o tamanho do seu Deus.  
Desde já aprendemos que o Senhor deseja honrar a nossa fé. O autor de Hebreus diz que: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.” Hebreus 11:6. (comentar)

Incredulidade! Tiago nos adverte que: “aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento”. Enfim, ela não chega a lugar nenhum. “Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz.” Tiago 1:6-8.

A história do povo hebreu, livrado do cativeiro egípcio pelo Senhor, nos deixou uma lição de advertência para que temamos, e sejamos humildes, diante dos perigos da incredulidade. Diz o autor de Hebreus: “Assim, como diz o Espírito Santo: "Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião, durante o tempo de provação no deserto, onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de, durante quarenta anos, terem visto o que eu fiz.” Hebreus 3:7-9.

Sejamos humildes e quebrantados na presença de Deus, mas sem desconfiança. O sangue de Jesus nos livra de todo o medo. É desejo do Senhor nos abençoar. Deus se vestir de carne humana foi uma tremenda manifestação de graça da parte de Deus. Sejamos ousados como o publicano: “não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18.13). Reconhecermos a nossa indignidade não nos impede de nos dirigirmos a Cristo, na certeza de que ele nos receberá em sua misericórdia. Sabe o que diz o autor de Hebreus? “pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.” Hebreus 4:15-16

(Verso 11) o Senhor também aproveita o incidente (pedido de fé do centurião) para anunciar que era vindo o reino de Deus, e de que a mensagem de Cristo é um convite aberto a todos os povos, e para a alegria de todos os povos, onde todos os que nele cressem tornar-se-iam filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus “pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.” Gálatas 3:26-29. Cristo, com o seu sangue, compraria para Deus homens e mulheres de toda tribo, língua, povo e nação. Pois “Tu os constituíste reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra". Apocalipse 5:9-10
(Verso 12) Por outro lado, Jesus alerta ao Israel nação, especialmente àqueles que não foram capazes de reconhece-lo como o Messias prometido, embora fossem conhecedores das Escrituras, que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e tomariam lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. “Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”.
Esse alerta vale para todos os homens, pois Deus “punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. (...) Isso acontecerá no dia em que ele vier para ser glorificado em seus santos e admirado em todos os que creram, inclusive vocês que creram em nosso testemunho.” 2 Tessalonicenses 1:8-10
(Verso 13) Por fim, aprendemos pelo incidente como é precioso o dom da fé e seus resultados: “Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.”

Não falo duma confiança cega sem fundamento firme, tampouco de pensamento positivo, nem de acharmos que pelo muito falar a Deus teremos nosso pedido irremediavelmente atendido. Essa não é a experiência do cristão. Qual é? (Falar de relacionamento, que gera confiança, nos aquietamos e entregamos, na certeza de que Deus é infinitamente sábio para atender-nos com o melhor para nós. “Seja feita a tua vontade”, “Teu é o reino, o poder e a glória, para todo o sempre”).

(Eugene Peterson): o próprio Cristo orava na expectativa do fim. Jesus e o Pai dialogavam assim: “Pai, glorifica o teu nome! " Então veio uma voz do céu: "Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente". João 12:27-28

(Eugene Peterson): muitas vezes a gente quer colocar em xeque a eficácia de Jesus, queremos passar por cima do tempo de Deus, da vontade de Deus, mas EP diz: “Sob esse solo, pesadamente trafegado (nossa incompreensão), o reino dos céus está tomando forma à maneira de Deus.”

O que aprendemos com a história de Jesus e o centurião:
1º) Que o Senhor sabe do que necessitamos, antes que o peçamos, e não tarda em atender aos nossos clamores, a saber, em honrar a nossa fé: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5:14)
2º) Que nos aproximemos de Deus com humildade, confiança e discernimento (conheçamos o tamanho do nosso Deus, a quem temos nos dirigido).
3º) Reconheçamos como é preciosa a medida de fé que o Senhor nos concedeu (Rm 12.3), sejamos gratos por ela e a ponhamos em prática. Por meio dessa fé é que somos salvos.
4º) Cultivemos a porção de fé que o Senhor nos concedeu, para que seja fortalecida:
“Tudo é possível àquele que crê. " Imediatamente o pai do menino exclamou: "Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade! " Marcos 9:23-24
“a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.”
Romanos 10:17. Estudar a Palavra e roguemos pela misericórdia do Senhor, que ele diga uma palavra, e nossos ouvidos espirituais sejam abertos, e nossa fé seja despertada e fortalecida todos os dias.
5º) Busquemos, pela fé, completar a carreira que nos foi proposta por Deus, em Jesus, e tomemos parte na mesa do banquete junto com Abraão, Isaque e Jacó e os milhares de milhares que virão do Oriente e do Ocidente, pela graça de Deus. Sua vinda está próxima. Amém.

Diácono Antônio Emílio

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