quinta-feira, 7 de março de 2013


FILHOS IMITAM SEUS PAIS! EFÉSIOS 5.1, 2


Objetivo: Encorajar os ouvintes a perseguir a santificação, imitando a Deus como filhos amados.

Ideia Central do texto (ICT):

Paulo neste capítulo continua falando a respeito do assunto começado no capítulo quatro sobre a santidade cristã que é oposta a dissolução (perversão de costumes). 

O apóstolo argumenta aqui que os filhos são parecidos com os pais, nos gestos, nas atitudes, no caráter. Fato, que para os que têm filhos, pode ser animador ou embaraçoso dependendo da pessoa imitada, casa de pai é sempre escola de filhos, diz o antigo ditado.

Introdução:

Muitos pais ficam envaidecidos ao observar seus pequenos filhos falando e agindo como eles. Será que o coração do Pai Celestial também não se enche de alegria quando ele olha seus pequeninos filhos imitando a ele?

Muito mais que uma sugestão, essa é uma ordenança da palavra de Deus. De que maneira podemos imitar a Deus, se nunca o vimos? Olhando para Jesus, que veio com o propósito de revelar o Pai. O autor de Hebreus diz a respeito de Jesus em Hb. 1.3: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,”.

Quando pensamos em imitação somos tentados a pensar em algo caricato, mas a palavra no original sugere mais que uma simples repetição mecânica, mas o exercício ou a prática didática de uma instrução recebida. Assim como boa parte do aprendizado das crianças se dá por observação e imitação.

SE SOMOS VERDADEIRAMENTE FILHOS DE DEUS DEVEMOS ANDAR PELO MENOS DE TRÊS MANEIRAS QUE TESTIFICAM DA NOSSA FILIAÇÃO:

1.     Andar em amor - VS. 1, 2:
  • Deus é amor. Como seus filhos e coparticipantes da natureza divina devemos andar em amor. Somos filhos amados. Deus se refere a nós da mesma maneira que se refere a Jesus. Fomos comprados por alto preço. Nosso amor por Deus é demonstrado pelo amor que devotamos ao próximo e esta é uma resposta ao seu amor por nós. Em I Jo 4.7 diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. Assim como as características físicas denunciam de quem somos filhos, o amor é a principal credencial espiritual dos nascidos de Deus.
2.     Andar como filhos da luz – VS. 3-14:
  • Como nascidos de Deus e coparticipantes de sua natureza:
  • Somos Santos – VS. 3,4 – somos separados por Deus e não pertencemos mais a este mundo. Aqui, Paulo se torna extremamente prático com relação às inclinações pecaminosas de sua época, que infelizmente se encontram tão vivas em nossos dias. Que nossas palavras sejam sempre instrumento de ações de graças, agradáveis, temperadas com sal.
  • Somos príncipes de Deus– VS.5,6 – entramos no reino de Deus quando aceitamos a Cristo. Paulo deixa claro que, quem vive pecando deliberadamente não terá parte no reino de Deus. Ele não fala aqui de uma prática específica, mas de uma inclinação constante para o pecado. Por isso ele é tão enfático afirmando que a ira de Deus virá sobre os filhos da desobediência.
  • Somos luz – VS. 7-14 – Essa imagem é a tônica da passagem, aqui Paulo ordena: “Andai como filhos da luz”. Isto significa viver diante de Deus sem nada a esconder: “Todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos Daquele a quem temos que prestar contas”. Hb.4.13; Andar como filhos da luz, também significa revelar a luz de Deus através do nosso testemunho e esta é uma grande responsabilidade e um grande desafio.
3.     Andar em sabedoria – VS. 15-21:
  • Um homem sábio é prudente, sensato e age com moderação. Tem autocontrole. Não é movido à emoção, mas submete a carne e as emoções à vontade soberana de Deus. Temos tem agido assim? Esse homem não se deixa levar pelos impulsos da carne ou os ventos contrários à sua volta – ele tem um plano de vôo, não vagueia a esmo. O prudente sabe que a vida é curta, por isso aproveita bem o tempo e as oportunidades. A brevidade da vida é um excelente argumento para que se faça bom uso das oportunidades para apresentar o Cristo vivo àqueles que não o conhecem. O Senhor está vindo, tudo à nossa volta testifica sobre este acontecimento iminente. Por isso nenhuma oportunidade deve ser desperdiçada. Os dias são maus, por isso o tempo precisa ser aproveitado. O sangue dos que estão ao nosso redor será requerido de nossa mão. V. 16. O prudente conhece a vontade de Deus porque anda em sua presença. Ele busca o enchimento do Espírito e não o torpor passageiro do vinho ou da bebida forte. Vs.17, 18. O prudente fala a língua do céu e dá graças em todas as situações, porque sabe que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito. A boca do prudente é uma fonte contínua de bênçãos. Ele é abençoador por natureza. Vs. 19, 20. O prudente tem uma santa inclinação para a obediência e isso é agradável a Deus. V. 21
CONCLUSÃO: O que o Espírito de Deus quer nos ensinar com todo esse arrazoado?
  1. Se somos filhos de Deus, devemos mostrar as credenciais dessa filiação através de atos concretos.
  2. Fazemos isso observando Jesus, para imitar o Pai Celestial. É Jesus que nos revela o Pai. Ele é a manifestação visível do Deus invisível.
  3. Quando observamos Jesus, aprendemos a andar em amor, andar como filhos da luz e a andar em sabedoria.
Aleluia, Amém!
Este material pode ser reproduzido e utilizado para fins de evangelismo e edificação, desde que seja mencionada a fonte, e a Fonte é o Espírito santo de Deus.

domingo, 3 de março de 2013

Sermão/Pra. Nadia Malta/DESISTIR É PARA OS FRACOS, QUEM É DE DEUS ORA E CONFIA!

DESISTIR É PARA OS FRACOS, QUEM É DE DEUS ORA E CONFIA!
Lucas 18:1-8


Objetivo: Instruir e estimular a igreja sobre a perseverança que devemos ter na oração.

Idéia Central do texto (ICT):
Lucas menciona as viúvas mais freqüentemente que os demais evangelistas. Lc. 2.37, 38; 4.25, 26; 7.11-17; 18.1-8; 20. 45-47; 21.1-4.

Apesar de Deus ter instruído seu povo a cuidar das viúvas, naquela época era extremamente difícil essas mulheres se sustentarem. Êx. 22.22-24; Dt 14.28,29; 16.9-15; Sl 146. 9; Is 1.17-23; Jr 7.6. A Igreja primitiva considerava a responsabilidade com as viúvas algo sério – At 6.1; I Tm 5.3-10; Tg 1.27.

Para compreendermos essa parábola, gostaria de situá-la em seu contexto original. O comentarista Warren Wiersbe nos esclarece que "O Tribunal daquela época, não era o prédio sofisticado de hoje, mas uma tenda móvel que se movia no horário e itinerário estipulado pelo juiz. Este se sentava em seu interior com toda a pompa, sempre cercado de assistentes, que por sua vez “facilitavam” o acesso ao juiz daqueles que traziam seus pleitos para serem julgados. Muitas vezes faziam isso em troca de “favores financeiros”. Em se tratando de uma viúva, ela precisava superar pelo menos três grandes obstáculos: Primeiro: pelo fato de ser mulher, praticamente não existia socialmente. Não poderia pleitear suas causas. Não tinha voz nem vez. Segundo: como era viúva, não possuía um marido que a representasse perante o tribunal. Por último: era pobre e mesmo que quisesse, não poderia pagar suborno aos assistentes do juiz para que lhe fosse permitido o acesso. Assim, era absolutamente impossível achegar-se ao juiz".

Todo esse arrazoado inicial é para que possamos compreender a impossibilidade de tal viúva em ter a sua demanda resolvida. Contudo, nos chama atenção que essa mulher, mesmo em circunstâncias tão adversas, não desistiu. A idéia central aqui é precisamente esta: “Não desistir diante das impossibilidades e orar sempre!”.

Introdução:
As maiores e mais hostis batalhas em nossas vidas como filhos de Deus, são ganhas de joelhos dobrados em oração. Diz o apóstolo Paulo: “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos” 2 Coríntios 4:8-9

O Senhor Jesus sabia das lutas e das impossibilidades que seus discípulos enfrentariam depois de sua partida, por isso tratou de instruí-los a usar a maior força bélica que eles poderiam dispor: A ARTILHARIA DA ORAÇÃO.

Lucas é chamado de o Evangelho da Oração e no texto lido, Jesus usa uma parábola para ministrar o dever de orar sempre e nunca desistir.

AO ENSINAR SEUS DISCÍPULOS A NÃO DESISTIR DE ORAR, JESUS APRESENTA TRES CONTRASTES:
  1. O Contraste entre orar e esmorecer – V.1:
  • O termo esmorecer descreve alguém que perde as forças, o ânimo e fica ao ponto de desistir de lutar. Na verdade, o termo original fala de alguém prestes a desmaiar. E é assim que nos sentimos em determinadas situações em que não conseguimos ver saída. Diante de uma grande demanda temos dois caminhos: lutar ou esmorecer. Aqui, Jesus nos instrui a, mesmo diante daquilo que nos parece impossível, não desistir de orar. Porque orar é sempre a saída! O que significa “orar sempre” ou “orar sem cessar”? I Ts 5.17; Certamente não é usar de vãs repetições o tempo todo ou mesmo permanecer sem fazer mais nada, a não ser orar, até porque isso seria impossível. Significa em síntese, entrar em sintonia com o Trono da Graça em atitude de oração de fé, sem se deixar contaminar pelas circunstancias. A oração vai muito além das palavras que nos saem dos lábios, ela expressa o anseio de nosso coração e o coração do fiel sempre anseia por algo de Deus. Orar sempre significa abrigar no coração desejos tão santos e tão compatíveis com a vontade de Deus, que aonde quer que estejamos, estaremos ligados ao coração do Pai. Não há nada nem ninguém que nos impeça de estar nessa posição, a não ser nosso pecado, nossa incredulidade. O autor de hebreus diz que um perverso coração de incredulidade nos afasta do Deus vivo.
  1. O contraste entre a viúva e os escolhidos – VS.2-5:
  • Jesus argumenta aqui do menor para o maior: “Se uma pobre e indefesa viúva conseguiu o que necessitava de um juiz iníquo, que não temia a Deus nem respeitava a homem nenhum, o que não conseguirá os filhos de Deus?”. Veja aqui os contrastes: para começar, a mulher era estrangeira, nós somos filhos e herdeiros; ele cuida de nós. Lc 11.13. A mulher não tinha acesso ao juiz, mas os filhos têm livre acesso à presença do Pai a qualquer hora. Ef 2.18; 3.12; Hb 4.14-16; 10.19-22. A mulher não tinha amigo nenhum no Tribunal que facilitasse sua entrada e colocasse o seu pleito no rol das causas a serem julgadas, tudo que lhe restava era a persistência de andar ao redor da tenda gritando seu pleito para que o juiz lhe ouvisse e julgasse a sua causa. No entanto, quando o cristão vai à presença do Juiz do Universo em oração, ele tem um Advogado e Sumo Sacerdote que o representa e intercede por ele diante do Trono: JESUS CRISTO - I Jo 2.1; Hb 2.17, 18. Ainda contamos com a intercessão poderosa do Espírito Santo, visto que não sabemos orar como convém – Rm 8.26, 27. Aquela viúva era pobre e desvalida, enquanto nós temos à nossa disposição as incontáveis riquezas de Deus para suprir as nossas necessidades. Fp 4.19
  1. O contraste entre o juiz iníquo e o Pai Celestial – VS. 6-8:
  • Deus não é como esse juiz, antes ele é um Pai amoroso, que atenta para as nossas necessidades e súplicas quando o buscamos de todo o coração. Aquele juiz atendeu a viúva por medo que ela o molestasse com a importunação.  Deus nos atende por que se torna galardoador dos que o buscam – Hb 6.11. Embora, muitas vezes, Deus pareça demorado em nos responder, essa aparente demora não significa falta de ação, mas sim preparação para o que realmente necessitamos. Às vezes a aparente demora de Deus faz parte da resposta. Ele usa todos os meios, fazendo-os cooperarem com os seus divinos propósitos para nós. Rm 8.28, 29. O texto diz que “depressa” o Senhor fará justiça aos seus escolhidos. Só que o tempo de Deus não é o nosso. Nós temos uma “cronologia”, Deus tem uma “kairologia”. Enquanto tempo para nós é “cronos”, para Deus é “kairós”. Um dia certamente entenderemos isso, por hora só temos que crer, confiar e esperar nele. Dentro da “kairologia” de Deus ele responde “depressa”. No entanto, o Senhor achará fé na terra para compreender e aceitar seus mistérios? Meditemos nisto.
CONCLUSÃO: O QUE APRENDEMOS AQUI?
  1. Como aquela viúva, não devemos desistir da luta; antes devemos batalhar em oração continuamente.
  2. Se uma viúva desvalida e estrangeira recebeu o que necessitava, o que não poderá receber os filhos e herdeiros de Deus?
  3. Deus não é como aquele juiz egoísta; ele não é “pirangueiro” como costumamos dizer aqui em Pernambuco, ele é um Deus de derramar e derrama profusamente sobre os seus. Ele se torna galardoador dos que o buscam em verdade.
Aleluia, Amém!
Sermão/Pra. Nadia Malta em 03.03.13– www.ocolodopai.com  
Este sermão pode ser reproduzido e utilizado para fins de evangelismo e edificação, desde que se mencione a fonte, e a Fonte é o Espírito Santo de Deus.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Artigo/Pr. Manoel Malta/ Série/Levando a Palavra de Deus a sério/ QUAL É A SUA CAVERNA?

QUAL É A SUA CAVERNA?


O instinto de conservação nos leva a procurar abrigo seguro contra as intempéries. Principalmente quando elas se nos apresentam na forma de perseguição, dificuldades, males fiscos, morais e espirituais que são os que mais incomodam os que levam em conta a perspectiva do destino de sua alma. Podemos ser tudo nesta vida: moço ou velho, pobre ou rico, medroso ou valente, ignorante ou sábio, famoso ou anônimo, seja o que for, cada um de nós pode passar por um momento em que precisa de uma “caverna” para salvar a pele, sair da dificuldade, enfim sobreviver.

A Caverna de ADULÃO foi onde Davi se refugiou em face da louca perseguição de Saul. Ora, Davi com toda uma vida de coragem, valentia, inteligência e cheio da graça de Deus, recolheu-se a uma caverna. Ele que enfrentou um leão e um urso que queriam devorar as ovelhas sob sua guarda, venceu um gigante de três metros de altura, comandou exército vitorioso em várias batalhas, entregou ao rei duzentos prepúcios filisteus quando lhe foi exigido apenas cem e foi aclamado porque feriu seus “dez milhares!”. Depois deste currículo Davi procurou uma caverna no momento da dificuldade.

Procurar uma “caverna” na ocasião exata não é covardia. Os comandantes militares sabem que é melhor recuar estrategicamente em certo momento da batalha, para poder ganhar a guerra, por isso que a sabedoria popular diz que “Uma boa retirada é sinal de valentia!”. Em nossa vida espiritual é semelhante. Nosso inimigo comum se reveste de toda sorte de artimanhas para nos afrontar, provocar, perseguir e nos devorar. Ele investe sobre nós em diversas formas e nuances. Uma adversidade, uma contrariedade, um mal estar súbito, uma enfermidade, uma derrocada financeira, uma complicação familiar, um pecado humilhante enfim, os percalços e tropeços a que estamos sujeitos e nos obrigam a procurar uma “caverna” na qual possamos resistir ou nos defender.

A atitude de Davi nos serve de exemplo. Abrigar-se numa caverna foi apenas uma retirada estratégica. A bíblia diz que naquela ocasião ao saberem disso “seus irmãos e toda a casa do seu pai desceram ali para ter com ele”. “Ajuntaram-se também a ele os homens que se achavam em aperto, endividados e amargurados de espírito”.

Este fato me traz à memória a figura da Igreja verdadeira, Corpo Vivo de Cristo sobre a terra, onde nos refugiamos no momento da agonia. É lá que recebemos as bênçãos de que tanto necessitamos, é lá que ouvimos aquela voz dizendo: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!”.

Para alguns a “caverna” é o bar, ou simplesmente a bebida, para outros alguns maços de cigarro, o adultério, as drogas, o crime organizado, a corrupção e outros que tais. Contudo, para os verdadeiros cristãos a “Caverna” na hora do perigo é uma só e ela se chama Jesus, o Cristo de Deus! Artigo/Pr. Manoel Malta

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