sábado, 21 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/EXERCITAMOS MISERICORDIA PERDOANDO OS OFENSORES!

 EXERCITAMOS MISERICORDIA PERDOANDO OS OFENSORES!

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas”. Mt. 6.12, 14, 15.                   


Os versículos lidos estão inseridos na Oração do Pai Nosso e falam especificamente de uma atitude perdoadora que devemos ter face às ofensas sofridas. Jesus não está mencionando aqui sentimentos, mas atitude, baseada na obediência a Ele. Descobrimos aqui que há uma ligação estreita entre o perdão oferecido aos ofensores e a liberação das bênçãos de Deus sobre nós. Que a grande motivação para perdoar não seja a simples liberação das bênçãos sobre nós, mas o prazer de obedecer ao nosso Pai celestial. O texto de Mt. 18. 21-35 fala da parábola do credor incompassivo e ali Jesus ministra a necessidade de perdoarmos os ofensores exercitando o perdão ilimitadamente (70 x 7 por dia). Há muitos servos de Deus com a vida absolutamente travada. Estão salvos, mas miseravelmente infelizes. Nada flui em suas vidas, as portas permanecem fechadas porque são verdadeiros depósitos de lixos emocionais ambulantes. Esses servos são assolados com enfermidades emocionais, físicas e espirituais por causa da postura renitente com relação ao perdão das ofensas recebidas. Perdoar é viver com leveza. Quando o perdão é retido aprisionamos a nós mesmos e aos outros espiritualmente.

O que Jesus nos ensina aqui? Vejamos: Primeiro: O lugar da misericórdia é o lugar onde recebo o perdão de Deus; E Segundo: Recebo perdão para ministrar perdão (Recebo de Deus a mesma medida que dou aos outros). O desejo de Deus é que continuamente estejamos exercitando esse perdão, até que toda mágoa, todo ressentimento sejam esgotados de nossos corações. Ser depósito de lixo gera doenças e morte: Depressões, úlceras, cânceres e outras patologias. Lixo fermenta e gera podridão. O lugar que precisa ser visitado por nós de continuo é o lugar da misericórdia, no qual nós mesmos fomos perdoados por Deus apesar de nós. Nesse lugar o escrito da dívida que era contra nós foi apagado. Não estamos dizendo aqui que isso é algo fácil, pelo contrario, demanda sacrifício. Sacrifício do nosso orgulho, a bem da nossa saúde física, emocional e espiritual. É o culto racional que Paulo propõe em Rm 12.1, 2. A ira ou indignação diante de uma injustiça não é pecado, porém não podemos deixar que o sol se ponha sobre ela, transformando-a em raiz de amargura que envenena a alma e nos adoece. Quando permitimos isso damos lugar ao diabo. Isso significa dar ele legalidade para nos assolar.

O Senhor está dizendo nesses versículos que existe uma ligação estreita entre o perdão que liberamos e as bênçãos recebidas. Note bem: Em relação à salvação não há nada que o homem possa fazer para agradar a Deus e salvar-se. Ele recebe essa salvação de graça e pela Graça. No entanto depois de salvo, ele recebe da parte de Deus capacidade para perdoar assim como o Senhor o perdoou. E dessa atitude depende a sua vitória. O perdão é uma via de mão dupla. Se exercitarmos para com os outros, o perdão também voltará para nós. A Palavra de Deus nos ensina que o perdão deve ser praticado mesmo que não seja pedido. O que aprendemos aqui? A fé que produz resultados é uma fé perdoadora, porque é baseada no amor/ágape. Esse amor é traduzido em algumas versões por caridade. Não a caridade de doar coisas, mas a caridade de se doar a Deus e aos outros. O Senhor propõe uma faxina santa em nossos corações. Que possamos tirar todo o lixo de amargura, de ressentimentos, de ofensas recebidas. Comecemos hoje a gotejar perdão sobre os nossos ofensores. Escolhamos viver com leveza. Escolhamos esvaziar o depósito de lixo hoje em nome de Jesus Cristo. Temos dificuldade de perdoar? Então, vamos ao Lugar da Misericórdia, olhemos para aquele Calvário sangrento de 2000 anos atrás lá encontraremos forças para perdoar. Se alguém nos ofendeu, escolhamos perdoar. Digamos: “Senhor, eu escolho perdoar essa pessoa e coloco a ofensa praticada por ela contra mim na cruz do Calvário e clamo por tua misericórdia sobre a vida dessa pessoa, eu a abençoo e perdoo em nome de Jesus Cristo”. E assim, vivamos em paz! Nadia Malta

 

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