domingo, 15 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/CHAMADOS A NOS REVESTIR DO CRISTO!

 CHAMADOS A NOS REVESTIR DO CRISTO!

https://youtu.be/NU6-73sTw6U

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Colossenses 3:12-17. 


O apóstolo Paulo aqui usa a analogia das vestes para ilustrar essa verdade. Note que todos os verbos aqui nesse contexto estão no imperativo, para não dar margem a nenhuma dúvida quanto ao intento do Espírito Santo através do apóstolo. A intenção aqui é ordenar, não sugerir. O Senhor requer de nós não apenas aparência, mas um coração verdadeiramente transformado. Temos visto muitas facções do cristianismo perdendo tempo com usos e costumes, sem se importar realmente com o que as pessoas preservam em seus corações pretensamente convertidos. Precisamos entender que o Senhor perscruta mentes e corações. A simples aparência “piedosa” dos homens não impressiona Deus, ele enxerga as coisas ocultas, os porões de nossas almas e as intenções de nossos corações. A palavra ainda não chegou aos nossos lábios, Ele já a conhece. Por isso, Paulo exorta seus leitores a se despirem da velha mortalha do pecado e da antiga vida e colocarem as vestes santas da nova vida em Cristo, que nada têm a ver com exterioridades. Como nos revestir do Cristo?  Que vestes são essas? Vejamos: As vestes da Graça de Deus; As vestes da Paz de Cristo; As vestes da Palavra de Cristo; E As vestes do Nome de Cristo.  Paulo lembra aos seus leitores que por serem eleitos, santos e amados de Deus, precisam ser revestidos de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade e de longanimidade. Os eleitos, santos e amados de Deus devem demonstrar esses ternos afetos mencionados: suportando e perdoando uns aos outros. Porque o que recebemos de Deus, deve ser compartilhado com os irmãos.

Essas vestes da graça ao serem experimentadas suscitam em nós o amor incondicional de Deus, como o grande vínculo da perfeição. Esse amor passa a ser a nossa credencial de identificação como eleitos, santos e amados de Deus! No versículo 15 Paulo passa do caráter para a conduta. Aqui ele fala da paz de Cristo como elemento identificador da vontade de Deus em nossas vidas. A paz deve se instalar no coração do Cristão e também no Corpo, a igreja. Essa paz funciona como um, árbitro (juiz), ela julga se algo é de Deus ou não. No entanto, é preciso cuidado com a falsa paz, que vem somente para confundir. A paz no coração precisa estar alinhada com a paz na igreja, na família e em concordância com a Palavra de Deus. Se há paz no coração, mas ainda não há no coração dos familiares, principalmente do cônjuge, nem tampouco no Corpo (a igreja), devemos esperar até que tudo se alinhe inclusive com a Palavra de Deus. Nada perdemos por esperar pacientemente a vontade e a hora de Deus. Quando o cristão perde a paz de Deus começa a tomar rumos fora da vontade do Senhor. A Palavra deve ser para nós a única regra de fé e prática e deve nortear a nossa vida. Para isso precisamos ler, meditar e praticar a Palavra  sempre dentro de seu respectivo contexto. Portanto, precisamos submeter tudo ao filtro santo da Palavra de Deus. O cristão revestido da Palavra é alegre, grato e submisso.

O que aprendemos aqui? Precisamos nos despir da mortalha do pecado e da velha vida. Como eleitos, santos e amados de Deus, cobertos pela graça do Senhor precisamos ser revestidos de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão e de longanimidade. Precisamos demonstrar esses afetos suportando e perdoando uns aos outros, em resposta a graça de Deus sobre nós derramada. O amor de Deus precisa ser em nós credencial de verdadeiros cristãos. Precisamos aprender a discernir a verdadeira paz de Cristo como árbitro em nosso coração e elemento identificador da vontade de Deus. Precisamos nos revestir da Palavra de Deus, para não nos deixar levar por qualquer vento de doutrina. Precisamos nos revestir do nome de Jesus, como a maior chave de vitória, poder e autoridade concedida aos eleitos, santos e amados de Deus. Atentemos e reflitamos! Nadia Malta

 

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