sábado, 24 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE SEJAMOS MISERICORDIOSOS!

 QUE SEJAMOS MISERICORDIOSOS!

Em dia subsequente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão. Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança”. Lc.7.11-17.                            


O texto lido mostra Jesus em Naim ressuscitando o filho único de uma viúva. O episódio evidencia a compaixão de Jesus, levando vida ao que estivera morto. O Senhor tem em todos os tempos chamado homens e mulheres de corações compassivos que possam acudir os desgraçados ao seu redor. Ele poderia fazer isto através de anjos, mas em sua soberania resolveu usar a você e a mim, mesmo apesar de nós. Ele já nos capacitou para isso e prestaremos contas dessa mordomia, que infelizmente tem sido tão negligenciada. O Senhor deu a mesma oportunidade a cada um de nós, que é o fato de estarmos vivos sobre a terra e ainda nos deu dons para que os multipliquemos em sua obra. A nossa oração é para que este sentimento de compaixão produza um “Novo Normal”, especialmente nos que se dizem cristãos! Que façamos a diferença e façamos diferente do que acontecia no passado quando cada um estava preocupado apenas com suas próprias dores e necessidades. A hora da dor e da necessidade é a hora da Graça se fazer presente anunciando que nem tudo está perdido! Precisamos sair dos nossos redutos e estender a mão ao necessitado, alimentar o faminto, ser compassivo com todos que nos procuram.

Temos nos trancado em nossos redutos tão envolvidos em eventos, que perdemos de vista as dores que não doem em nossa carne, até que as sintamos doer em nós!  Perdemos tanto tempo brigando por coisas sem importância, enquanto multidões caminham a passos largos para a perdição! Como crerão se não tem quem pregue? Que hoje possamos dizer: “Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim!”. A fatura da nossa indolência e comodismo chegará, tomara que haja liquidez para saldá-la! Seremos cobrados pela liberdade e os recursos que foram colocados à nossa disposição e não usamos! O texto citado fala de uma multidão que lamenta a morte do filho único de uma viúva. Aquela mulher perdera o único arrimo que lhe restara. Jesus vendo-a, moveu-se de intima compaixão. Neste ponto do relato a nossa atenção volta-se totalmente para Jesus. A mulher não recorre a Ele, não se queixa, mas a dor experimentada por ela transcende qualquer palavra e toca o íntimo do Senhor. A sua dor era tão grande que transcendia, não havia palavras que pudessem descrevê-la, era o fim da linha.

 A compaixão do mestre enxerga e sente a dor da perda, da desesperança e do desamparo profundo. Alguém já disse que “compaixão é a dor do outro em meu coração”. Foi isso que aconteceu, a dor daquela mulher tocou as profundezas de Deus e a vida prevaleceu. Ela recebeu seu filho ressuscitado. Sem Cristo, estávamos todos sem arrimo, éramos desgraçados na acepção da palavra, destituídos da graça de Deus. Contudo, já fomos vivificados! O que aprendemos aqui? A verdadeira Vida sempre prevalece à morte.  Precisamos aprender com o Senhor da Vida a exercitar compaixão pelos perdidos ao nosso redor e ir até eles levando vida. Precisamos ser canais para trazer os mortos em delitos e pecados de volta a vida!  O exercício da compaixão nos leva a sentir a dor do outro em nosso coração. A compaixão é diferente da pena furtiva que sentimos por alguém, mas que logo se dissipa. O coração compassivo e misericordioso além de sentir a dor e a necessidade do outro, se move em sua direção para mitigar o sofrimento. Nadia Malta

 

 

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