segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/AS TEMPESTADES DA VIDA SÃO GRANDES SALAS DE AULA! SEJAMOS ENSINÁVEIS!

 

AS TEMPESTADES DA VIDA SÃO GRANDES SALAS DE AULA! SEJAMOS ENSINÁVEIS!

Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário.  Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram.  Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!  E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?  Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus”! Mateus 14.22-33. 


 Aquela na verdade, não era a primeira vez que Jesus ministrava fé aos seus discípulos no meio de uma tempestade. O outro episódio está em Mt 8.23-27 e relata também uma grande tempestade, só que naquela situação, Jesus estava com eles no barco. A primeira experiência tipifica os dias de Jesus na terra, antes de sua crucificação e ressurreição; a segunda aponta para a era da igreja, quando Jesus se ausentaria da terra fisicamente, voltando para os céus. Ambas as experiências estimulam a prática da fé viva e incondicional. Quando leio um texto como este, é inevitável pensar: “Se havia tempestades nos dias de Jesus na terra, imagine hoje!”. Quando encontramos na Bíblia referencias a tempestades, muitas águas, ou mar, são invariavelmente metáforas para ilustrar as tribulações da vida. O mais surpreendente na sofisticada pedagogia de Jesus é que Ele não dá aula teórica. Ele já coloca seus discípulos em situações práticas, para que aprendam vivenciando. Foi assim no passado, é assim no presente e será assim sempre. Cabe a nós, nos tornarmos alunos “ensináveis” e diligentes para assimilar a metodologia de ensino de Jesus e não sermos reprovados. Há muito cristão repetindo o ano. Esses não poderiam ser mestres, pois ainda continuam no Jardim da Infância da fé.

 A experiência daqueles discípulos nos ensina que mesmo em meio às tempestades da vida, podemos contar pela fé, com algumas certezas. Vejamos: O próprio Senhor os compeliu para a tempestade; O Senhor se retira para orar sozinho e certamente intercedia por eles e também intercede por nós; Assim como Jesus acudiu os discípulos, Ele nos acode também; Aquela situação foi a oportunidade de Deus para ajudá-los a crescer e se fortalecer; E O Senhor ajudou os discípulos até o fim e fará assim conosco. Muitos cristãos têm a idéia equivocada de que ao obedecer à vontade de Deus, só navegarão em águas tranquilas, mas quando somos impelidos para uma tempestade por Jesus, devemos lembrar que Ele nos trouxe ali para um fim proveitoso e cuidará de nós. A terra não é um parque de diversão, é antes uma arena de guerra, santificação e crescimento espiritual para os que servem a Deus. O Socorro de Jesus, em resposta às nossas orações, muitas vezes nos assombra. Lembremos sempre que tudo coopera para o nosso bem. Olhar para Cristo vindo por sobre o mar foi assustador, para aqueles discípulos já apavorados, parecia um grande “malassombro”. Aprendamos a discernir! O Senhor esperou que o barco fosse o mais longe possível, para que não houvesse nenhuma possibilidade humana de socorro e aí Ele entrou em ação. Aprendemos que “A impossibilidade humana é a oportunidade de Deus”. Diante das tempestades da vida temos duas atitudes a tomar: fugir de Deus ou correr para seus braços. A segunda opção é sempre a mais acertada.

 O que aprendemos aqui? Seguir a Cristo, nem sempre significa navegar em águas tranquilas. As tempestades têm seu papel na sofisticada pedagogia de Deus e ao contrário do que muitos pensam, elas são ideia de Deus e não do adversário. Os “poréns”, sim são enviados por ele para minar a nossa fé. Portanto, cuidado com eles! As tempestades vêm para nos corrigir ou para nos aperfeiçoar, cabe a nós nos deixar ministrar por elas. Muitas vezes o centro da vontade de Deus é no meio de uma tempestade (tribulação, perseguição, enfermidade, aflição, perda ou provações de maneira geral) e Ele mesmo nos impele para lá. Quem sabe se não é isto que está acontecendo com você agora? Clamemos por Jesus antes de submergirmos em nossas tempestades e Ele certamente virá em nosso socorro. Não podemos esquecer que as tempestades são apenas caminhos que nos levam para mais perto de Cristo. Se as tempestades da vida nos fazem orar mais, elas fazem mais bem do que mal. Alguém já disse que: “muitas vezes as bênçãos de Deus veem estilhaçando as vidraças” ou parecendo um grande “malassombro”. São acontecimentos que chegam com barulho assombroso para mudar a nossa realidade, são bênçãos de Deus disfarçadas para nos tirar da estagnação. Aprendamos a discerni-los! Nadia Malta

 

 

 

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