quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sermão/Pra. Nadia Malta/ELE ESTÁ ME PASTOREANDO, NADA ME FALTARÁ!

 ELE ESTÁ ME PASTOREANDO, NADA ME FALTARÁ!Salmos. 23


Objetivo: Estimular a igreja a experimentar a suficiência que vem de Deus!

Idéia Central do Texto:
O Salmo 23 é sem a menor sombra de dúvida, o mais lido, conhecido e citado salmo da Bíblia, até mesmo por aqueles que não fazem parte do rol de cristãos.

Aqui o salmista aproveita a sua experiência como pastor de ovelhas para ministrar o cuidado de Deus por nós.  É também chamado de salmo da intimidade e da comunhão, por isso não pode ser usado como um amuleto por aqueles que não conhecem o Pastor amado. A ideia central do salmo é um pastoreio contínuo.

As ovelhas são animais frágeis e docilmente se deixam conduzir, proteger e guiar pelo seu pastor, não oferecem resistência. Elas conhecem a voz do seu pastor e o seguem.  Quando a ovelha se afasta do supremo Pastor, acaba virando comida de lobo.

Introdução:
Hoje, de maneira especial, gostaria de convidá-los a fazermos juntos, uma releitura deste salmo, não numa perspectiva romântica e muito menos emocional, mas com honestidade de coração à luz do Espírito Santo, rogando ao Senhor que comunique ao nosso espírito, o que ele quer dizer neste salmo.

 O que será que o Senhor quer nos dizer com “nada nos faltará”? Deus não satisfaz caprichos, ele supre necessidades. Desejo é diferente de necessidade. Muitas vezes precisamos de duras lições da parte de Deus para atingirmos a estatura de varão perfeito e o nosso Pastor Celestial é incansável ao investir em nosso crescimento, portanto, nada nos faltará, nem tribulação.

HÁ ALGUMAS PROMESSAS NO SALMO QUE GOSTARIA DE PARTILHAR:

1.      Primeira: Quando somos pastoreados pelo Senhor experimentamos SUFICIÊNCIA – vs. 1-3
  • Se o Senhor está nos pastoreando, então nada do que necessitamos nos faltará – v.1. Nada mesmo. Chamo a atenção para o fato de antes Dele ser Pastor, Ele precisa ser nosso Senhor! Como dissemos no início, não olhemos para o salmo numa perspectiva simplista, romântica e imediatista, mas na perspectiva daquele que vê além e sabe o que é necessidade e o que é vontade caprichosa. Nós vemos apenas o que está perto como míopes espirituais, mas o Senhor perscruta mentes e vê corações. O Senhor conhece todas as nossas necessidades que precisam ser supridas; todos os consertos que precisam ser feitos em nós; tudo em nós que precisa ser mudado; e tudo que precisa ser tirado de nós, para que façamos a diferença, não somente nessa vida, mas por toda a eternidade. Por isso que o Senhor Jesus ordena: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas” Mt 6. 33; O Pastor amado sempre sabe a hora certa de suprir as necessidades de suas ovelhas e ele o fará! O v. 2 diz: “Leva-me para junto das águas tranqüilas”...; levar aqui= conduzir gentilmente. As ovelhas não podem ser empurradas; elas são conduzidas no ritmo delas; elas ouvem a voz do pastor e o seguem. No v. 3 – o termo VEREDAS= aponta para caminhos percorridos com freqüência, trilhas conhecidas; não caminhos estranhos. Quando as ovelhas se afastam das veredas traçadas pelo pastor e começam a explorar outros caminhos novos e empolgantes, acabam se metendo em apuros. Ovelha fora das vistas do pastor, vira comida de lobo. Somos exortados a andar pelas VEREDAS DA JUSTIÇA por amor do seu nome. Veredas estranhas= são doutrinas estranhas.

2.      Segunda: Quando somos pastoreados pelo Senhor experimentamos SERENIDADE, mesmo nos vales sombrios – v.4

  • O Vale da Sombra da Morte= qualquer experiência difícil em nossa vida que nos enche de temor, inclusive a morte. Note bem – as ovelhas, além da fragilidade não enxergam muito bem e se assustam com facilidade, principalmente quando se encontram em circunstancias desconhecidas; daí, não poderem se afastar do pastor; essa presença as acalma. O bordão ou vara= bastão pesado, usado tanto para afugentar as feras que tentavam atacar o rebanho, como para disciplinar as ovelhas mais afoitas. O cajado= uma vara com uma das extremidades curvadas, para ajudar individualmente as ovelhas em perigo.

3.      Terceira: Quando somos pastoreados pelo Senhor, experimentamos SEGURANÇA mesmo a despeito dos nossos inimigos – v.5

  • Mesa aqui, não é obrigatoriamente o móvel usado pelos humanos. Numa região montanhosa, os lugares planos são chamados de mesas. Depois de cada jornada difícil, o objetivo do pastor era levar seu rebanho em segurança ao aprisco, à mesa. Aquilo representava vitória, era motivo de celebração sobre todos os inimigos que espreitavam o rebanho. À noite, o pastor colocava óleo na testa e nos chifres das ovelhas para afastar os insetos e ele mesmo deitava-se à porta do aprisco para evitar a entrada de intrusos. Quanto zelo! – É assim que o Senhor faz aplicando o óleo do Espírito sobre nós, para afastar de nós as ações malignas e se colocando ele mesmo como a Porta através da qual entraremos e acharemos pastagem.

4.      Quarta: Quando somos pastoreados pelo Senhor CHEGAREMOS seguros à Casa do Pai, na eternidade, acompanhados de sua bondade e misericórdia! – v.6:

·         Habitar na Casa do Senhor por toda a eternidade deve ser nosso alvo continuamente!

CONCLUSÃO: O que aprendemos com esta releitura do Salmo 23?
  1. Apesar das nossas lutas, da aridez da vereda, não estamos sozinhos, mas sendo pastoreados ininterruptamente pelo Supremo pastor, e NADA NOS FALTARÁ de tudo que realmente necessitarmos para completar a jornada. Há suficiência!
  2. Nos momentos mais dramáticos, em que o VALE É DE SOMBRA DE MORTE, não precisaremos temer, pois é a presença do Pastor nos fortalecerá e susterá; haverá sempre um bordão e um cajado prontos para nos proteger, corrigir e consolar se necessário for. Há serenidade!
  3. O fim de cada batalha deve ser celebrado com gratidão e alegria; somos ali honrados diante de nossos adversários, pela fidelidade do Pastor. Há segurança!
  4. Há um alvo a ser atingido e esse alvo é a eternidade e nós, com a provisão da presença constante do Pastor chegaremos seguros à casa do Pai, acompanhados de sua bondade e misericórdia!.

Aleluia, Amém!
Sermão/Pra. Nadia Malta – 13.06.13 - www.ocolodopai.com

Este material pode ser reproduzido pra fins evangelísticos e de edificação, desde que seja mencionada a fonte, e a FONTE é o Espírito Santo de Deus!


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sermão/Pra. Nadia Malta/TIRE A TRAVE DO SEU OLHO!

TIRE A TRAVE DO SEU OLHO! Mt. 7.1-5


Objetivo: Levar cada crente a um cuidadoso exame de si mesmo, para não julgar os outros temerariamente.

Ideia Central do texto:
O texto que lemos inicia a última parte do Sermão do Monte, na qual o Senhor fala do cuidado que devemos ter com o juízo temerário (arriscado e irresponsável) que fazemos dos que estão à nossa volta. Isso vale também para os relacionamentos familiares.

Uma das colunas de sustentação da igreja é a comunhão (koinonia). Comunhão implica em exercício de tolerância com as falhas e fraquezas uns dos outros, sim, porque todos nós temos falhas e defeitos. No entanto, essa comunhão tem sido ferida por nossos julgamentos condenatórios dos nossos irmãos e familiares, comprometendo as nossas vitórias.

O desejo do coração de Deus é que primeiro tiremos a trave de nossos próprios olhos para depois então nos atrever a mexer no cisco do olho do irmão. Falando aos coríntios, Paulo diz em I Co. 11.31: “Porque, se nos julgássemos a nós mesmo, não seríamos julgados”.

Introdução:
Na verdade, a Palavra de Deus não nos proíbe de ver o que está errado, pois precisamos ter discernimento diante das situações, mas nos proíbe terminantemente de julgar o nosso irmão. A Bíblia diz que pelo fruto conhecemos a árvore, só precisamos entender que a “árvore” será julgada por Deus e não por nós! Em Rm.14.4 o apóstolo Paulo diz: “Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster”. O que Deus quer nos ensinar hoje é: o que devemos fazer com a nossa descoberta. Há duas atitudes bíblicas que devem ser tomadas: Orar pela situação, sem compartilhar com ninguém, para que não vire maledicência; ou ir direto ao irmão em questão e admoestá-lo com graça e amor de Deus. Inevitavelmente quando optamos pela primeira ação, Deus já se move em nosso favor.

Sempre que acusamos, julgamos, sentenciamos, condenamos e amaldiçoamos, o fazemos pela eficácia de satanás, não de Deus.

Tenho aprendido nesses mais de trinta anos de caminhada com o meu Senhor, que tudo em nossa vida, faz parte do treinamento específico de Deus para nós! O grande alvo desse treinamento é que sejamos despenseiros da multiforme graça de Deus. Não há uma só situação que não caiba a ação efetiva da graça de Deus.

 Devemos atentar para o fato, de que a mesma lei de julgamento que aplicamos aos outros será aplicada a nós, mais cedo ou mais tarde!

O ESPÍRITO DE DEUS DESEJA MINISTRAR DUAS COISAS A NÓS QUE TRARÃO GRANDE LIBERTAÇÃO:

1.     Não julguem para que não sejam julgados - VS.1,2:
  • Se exigimos justiça e retribuição pelas coisas erradas feitas contra nós; seremos tratados com a mesma receita. Você pode perguntar: Por que então encontramos alguns salmos imprecatórios, onde os salmistas clamam que seus inimigos recebam o justo castigo?  Porque eles ainda não haviam experimentado o Espírito da Graça e de Vida que experimentamos! Em Mt. 5.43-45ª diz: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu porém vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai Celeste”. A grande regra de ouro das Escrituras é: “Tudo     quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque essa é a Lei e os profetas”. Mt. 7.12. O papel de julgar não é nosso, mas de Deus. Quando oramos e abençoamos nossos ofensores, a justiça de Deus se manifesta, na medida dele. A nós não é permitido nem nos alegrar quando nossos inimigos são julgados por Deus. Em Pv 24.17 diz: “Quando cair teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar; para que o Senhor não veja isso e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira”. Quando nos alegramos com a desgraça dos nossos inimigos o Senhor desvia dele sua ira, advinha pra cima de quem? Isso mesmo, pra cima de nós! Muitos crentes têm sido derrotados porque tem clamado pelo juízo e julgamento de Deus sobre seus inimigos. Nós não podemos pedir para ninguém a justiça de Deus, mas clamar por sua misericórdia! Essa misericórdia é a razão de não sermos consumidos! Mulheres feridas por seus maridos têm clamado por justiça e juízo sobre ele. Isso tem acionado o gatilho da justiça de Deus sobre elas próprias e dado legalidade ao adversário para agir sobre suas vidas e famílias. Do mesmo modo, irmãos têm pedido o juízo de Deus uns pelos outros. No final das contas todos ficamos travados, a graça não flui e a vitória não vem. Vamos hoje virar esse jogo em nome de Jesus Cristo. Que haja libertação neste lugar!
2.     Devemos enxergar claramente tirando a trave dos nossos próprios olhos – VS.3-5:
  • Se olharmos para nós mesmos com honestidade perceberemos o que já recebemos de Deus, apesar de nós. O Senhor usou de misericórdia para conosco para que tenhamos convicção de nossas próprias deformidades, para que assim possamos usar de misericórdia para com todos os deformados à nossa volta. O problema é que nos sentimos muitos santos, muito justos, puros e inculpáveis aos nossos próprios olhos. Olhamos para os nossos irmãos com uma visão de Raio X; mas quando nos auto examinamos, o fazemos através das lentes embaçadas de nossas justiças próprias. Nós nos achamos o máximo! Temos responsabilidade com os nossos irmãos; mas para abençoá-los precisamos tirar a trave que impede a nossa visão. Se quisermos receber misericórdia pelos nossos pecados, devemos exercitar misericórdia para com os que estão ao nosso redor! Recebemos aquilo que damos. É a Lei da semeadura e da colheita. “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.

CONCLUSÃO: O que Deus está requerendo de nós?

  1. Que possamos entender que estamos em treinamento. Vamos começar esse treinamento fazendo uma faxina no santuário.
  2. Que não julguemos temerariamente os que nos rodeiam, para que não sejamos igualmente julgados.
  3. O papel de acusador é de satanás, não nosso. Sempre que acusamos, julgamos, sentenciamos e condenamos, o fazemos pela eficácia dele não de Deus! Tem muito crente sendo usado pelo inimigo, sem se dar conta disso.
  4. Precisamos reprimir toda palavra de acusação e julgamento dos nossos lábios. Da mesma fonte não pode sair água doce e amarga. Por isso não empreste seus ouvidos a nenhuma boca maledicente! Se não houver ouvidos curiosos, não haverá língua maledicente.
  5. Precisamos ser honestos e tirar a trave de nossos próprios olhos, só aí, enxergaremos claramente para nos atrever a tirar o cisco que está nos olhos do nosso irmão.
  6. Que possamos hoje assumir um compromisso de exercitar a graça de Deus em nosso meio e lá fora. Afinal, foi para isso que fomos alcançados por ela!
Aleluia, Amém!
Sermão/Pra. Nadia Malta em 12.06.13 – www.ocolodopai.com

Este material pode ser reproduzido e utilizado pára fins de evangelismo e edificação, desde que seja mencionada a fonte, e a Fonte é o Espírito Santo de Deus.

domingo, 9 de junho de 2013

Sermão/Pra. Nadia Malta/DIGA-ME COMO ESTOU ANDANDO!

DIGA-ME COMO ESTOU ANDANDO! Cl. 2.1- 7


Objetivo: Estimular os ouvintes a progredir espiritualmente a partir de um relacionamento estreito com o Senhor ressurreto.

Ideia Central do Texto (ICT):
O texto que lemos nos mostra o interesse genuíno do apóstolo Paulo pelo progresso espiritual dos colossenses.

Esta é uma das epístolas da prisão, provavelmente escrita durante o aprisionamento domiciliar de Paulo em Roma.

A grande ênfase desta epístola é confrontar os falsos ensinos dos falsos mestres que se infiltraram na igreja daqueles dias, com a supremacia de Cristo como cabeça da igreja, sobre o qual está toda autoridade e poder.

O desejo do apóstolo era que seus leitores crescessem na graça e no pleno conhecimento de Deus, só que ele não estava falando de um conhecimento meramente teórico, mas experiencial, não dogmático, mas relacional.

Introdução:
Jesus está chegando! É necessário nos achegarmos mais e mais a Ele, a fim de alcançarmos aquela estatura de varão perfeito projetada por Deus para nós.

 Em nenhuma outra época da história da igreja, é tão importante falar exaustivamente sobre a necessidade de fortalecimento e progresso espiritual dos cristãos. O povo de Deus tem se deixado contaminar com as heresias, com as práticas mundanas e deixado que costumes do inimigo de Deus adentrem a igreja. Por isso Paulo ora pelos colossenses (1.9) para que eles transbordem de pleno conhecimento da vontade de Deus em toda sabedoria e entendimento espiritual, para que possam viver de um modo digno do Senhor. Esta oração não é somente por aqueles irmãos, mas por nós também.

A meninice espiritual tem imperado em nossos dias. Os crentes correm feito malucos de “Herodes a Pilatos”, de igreja em igreja, de doutrina em doutrina, de regra em regra buscando algo que só pode, a rigor,  ser encontrado no relacionamento pessoal com o Senhor Jesus Cristo.

Já é tempo de despertarmos do sono e nos firmarmos no Caminho, quanto mais que a hora se aproxima. Jesus está às portas vigiemos e sejamos sóbrios.

O APÓSTOLO PAULO DEPOIS DE FALAR DE SUA LUTA POR AQUELES IRMÃOS, DIZ O QUE ESPERA QUE ALCANCEM E USA AQUI TRES FIGURAS PARA ILUSTRAR O PROGRESSO E A FIRMEZA ESPIRITUAL DAQUELES QUE RECEBERAM A CRISTO:
  1. Paulo estava atento ao crescimento daqueles irmãos – Vs.1-5: “Quero que vocês saibam quanto estou lutando por vocês, pelos que estão em Laodicéia e por todos os que ainda não me conhecem pessoalmente. Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seus corações, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos aparentemente convincentes. Porque, embora esteja fisicamente ausente, estou presente com vocês em espírito, e alegro-me em ver como estão vivendo em ordem e como está firme a fé que vocês têm em Cristo”. (NVI)
  • Paulo luta em oração para que aqueles irmãos crescessem e amadurecessem na fé. Ele deseja que o coração daqueles crentes fosse confortado e eles estivessem unidos uns aos outros em amor. Há um ardor no coração do apóstolo para que seus leitores tivessem forte convicção do entendimento para compreenderem o mistério de Deus que é Cristo. Ele ensina que todos os tesouros da sabedoria estão ocultos em Cristo e só são revelados Nele aos que andam Nele. É esta sabedoria revelada em Cristo que nos impede de sermos enredados pelas vãs filosofias e os raciocínios falazes à nossa volta. Vemos que o apóstolo estava atento ao testemunho daqueles irmãos e a sua firmeza na fé. Também nós temos responsabilidade uns com os outros. É como se cada um de nós carregássemos uma placa com a seguinte inscrição? DIGA-ME COMO ESTOU ANDANDO!”. À semelhança de determinados veículos de carga ou passageiros que carregam uma placa com os seguintes dizeres: COMO ESTOU DIRIGINDO? Não podemos esquecer que somos observados por homens e por anjos, eleitos e caídos. Portanto, cuidado com o testemunho!
  1. Primeira: A figura do Caminho (Jesus) trilhado por fé – v.6: “Ora, assim como recebestes a Cristo, o Senhor, assim andai nele” (ARA):
  • Quem um dia recebeu Jesus Cristo como Senhor e Salvador, deve permanecer nele, aliás, a perseverança dos santos  é a marca de uma genuína conversão. Jesus é o único Caminho possível para o Pai. Caminho sugere caminhada e somos chamados a andar por esse Caminho de vida ininterruptamente. Jesus é tanto o Caminho quanto o destino, ponto de partida e de chegada. Seguindo os passos de Jesus alcançaremos uma vida nova cheia de plenitude e satisfação que só ele pode conceder. Para onde nos conduz esse caminho? Alem de nos conduzir a eternidade reconciliados com o Pai, nos conduz sempre em triunfo em todas as situações. Deus tinha Jesus em mente quando disse a Abraão: “Anda na minha presença e sê perfeito!” Gn. 17.1; Crente verdadeiro anda no Caminho. Pois sabe que não existe atalho para a santificação existe um Novo e Vivo caminho chamado Jesus, O Cristo de Deus.
  1. Segunda: A figura da árvore radicada em Cristo – v.7 a: “Nele radicados” (ARA):
  • Aquele cujas raízes estão bem firmadas no Senhor não se deixa abalar em tempo algum. Em Jr. 17.7,8 diz: “Bendito o homem que confia no Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas sua folha fica verde; e, no ano de sequidão não se perturba nem deixa dar fruto”. Esse homem que tem suas raízes fincadas em Cristo não se deixa levar pelas filosofias, vãs sutilezas ou tradições humanas. Em Is. 61.3 o profeta chama os que estão firmados no Senhor de “carvalhos de justiça plantados no Senhor para a sua glória! Tem sido cada vez mais difícil encontrar esses “Carvalhos” fortes que não se deixam abalar pelas intempéries da vida. O salmista no Sl 52.8 traduz essa idéia dizendo: “Quanto a mim, sou como a oliveira verdejante na casa do meu Deus para todo o sempre”. O Senhor requer de nós permanência, firmeza.
  1. Terceira: A figura do edifício fundado em Cristo v. 7b: “e edificados” (ARA):
  • Aqui Paulo traz a figura do edifício bem alicerçado sobre a Pedra Angular que é Cristo Jesus, a Rocha eterna. O próprio Jesus fala dessa construção espiritual em Mt. 7.24, 25: “Todo aquele, pois, que ouve as minhas palavras e as pratica será comparado a um homem que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora construída sobre a rocha”. Os que estão firmados em Cristo são bem instruídos e crescem em ações de graças, porque sabem em quem creem. Não sei, mas tenho a impressão que a igreja do Senhor Jesus sobre a terra precisa de uma nova reforma para voltar aos rudimentos da fé apregoados por Jesus e seus apóstolos. O povo de Deus tem perdido o foco e deixado de olhar para a cruz do calvário, para a morte vicária de Cristo por nós e para a ressurreição que é a razão de nossa esperança viva. A cruz é o começo de nossa vitória como diz o velho hino. Só nos resta orar e esperar que o Senhor desvende os olhos do seu povo fortalecendo-o e firmando-o em Cristo Jesus, nosso Senhor.
CONCLUSÃO: O que o Espírito de Deus ministrar ao nosso coração?
  1. Jesus é o CAMINHO precisamos andar nele ininterruptamente. A pergunta é como estamos andando neste Caminho? Andar no Caminho implica em que sejamos confortados e unidos uns aos outros em amor; que tenhamos firme convicção do entendimento para compreendermos o mistério de Deus, que é Cristo e que saibamos que todos os tesouros da sabedoria estão ocultos em Cristo e só Nele são revelados.
  2. Devemos permanecer como carvalhos de justiça radicados na pessoa do Cristo, e ele nos dá firmeza para enfrentar os vendavais da vida.
  3. Finalmente somos um edifício espiritual cujo alicerce está fundado sobre uma rocha Eterna chamada Jesus, O Cristo de Deus. Não podemos perder de vista essas ilustrações.
Aleluia, amém!
Sermão/Pra. Nadia Malta em  09.06.13 – www.ocolodopai.com
Este material pode ser reproduzido e utilizado para fins de edificação e evangelismo, desde que seja mencionada a fonte, e a Fonte é o Espírito Santo de Deus.


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