sexta-feira, 1 de abril de 2011

Artigo/Pra. Nadia Malta/QUAL A VERDADEIRA MISSÃO DA IGREJA?

QUAL A VERDADEIRA MISSÃO DA IGREJA?

Um antigo sermão de Charles Spurgeon, renomado pregador do passado, tinha como tema: “ALIMENTAR AS OVELHAS OU DIVERTIR OS BODES?”. Os tempos mudaram, mas os problemas continuam os mesmos. As pessoas continuam buscando a Cristo pelo pão que perece, por isso é tão difícil hoje encontrarmos genuína conversão. E o que é mais grave a igreja tem compactuado e estimulado essa demanda. Nem sempre multidão ou templos lotados, é sinônimo de sucesso ministerial. No passado as pessoas vinham a Cristo com quebrantamento de espírito e o choro era uma evidencia disso. Hoje já não se vê entregas de vidas ao Senhor movidas por uma consciência profunda de pecado. O que foi que mudou? Boa pergunta. Será que é possível encontrar a resposta? O que temos visto hoje?

A igreja contemporânea tem abandonado a pregação ousada e doutrinária da Palavra de Deus, praticada por Jesus e seus apóstolos, para ser agradável àqueles que ouvem. Passou a aceitar e justificar frivolidades, sob o pretexto de ganhar multidões para Cristo. Onde estão, então, esses “convertidos”? Será que os dados que nos chegam sobre conversões em massa têm sido verdadeiros? As Escrituras não afirmam em parte alguma, que a função da igreja seja promover entretenimento. Se essa é uma obra cristã Jesus “esqueceu” de falar sobre ela. O povo tem fome e sede da Palavra de Deus. Mas será que o alimento distribuído ao povo em muitos lugares tem nutrido espiritualmente?

Em Mateus capítulo cinco e versículo treze ouvimos Jesus dizendo o seguinte sobre a verdadeira missão da igreja: Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta, senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens”. O que o Senhor queria dizer com esta analogia? Fomos chamados para ser o sal da terra. Jesus ali disse: sal, não açúcar, não apenas no sentido de ser agradável, mas no sentido de preservar da corrupção. Esse texto tanto se aplica aos crentes individualmente, como a igreja, Corpo Vivo de Cristo sobre a terra. Precisamos ser exemplo para o mundo e militarmos ofensivamente contra o mal e a corrupção, que muitas vezes tem adentrado nossas igrejas. Precisamos voltar a alimentar as ovelhas com alimento substancioso e deixar de divertir bodes com os nossos picadeiros eclesiásticos! A igreja definitivamente não é um circo ou outro lugar qualquer de diversão.

O insípido não presta para nada, a não ser para ser jogado fora. As igrejas e crentes insípidos apagam o Espírito Santo, ao deixarem de cumprir a sua verdadeira missão. As igrejas e crentes insossos, serão destruídos, perderão a sua função. Os que não têm sal em si mesmos serão destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores de uma sociedade ímpia. Não há como restaurar o sabor do sal. Sal sem sabor é lixo. E é isso que nos tornaremos se não cumprirmos o propósito para o qual fomos alcançados Por Deus.

Os ensinos de Jesus são perscrutadores. São ministrados para impactar: o inferno é real; a salvação é coisa séria, o salário do pecado é a morte e como ministros do Evangelho, não estamos na terra para divertir bodes no domingo à noite, só porque eles não têm nada melhor para fazer. A Palavra de Deus continua a mesma, continua tão contemporânea quanto nos dias dos patriarcas, dos santos profetas, dos apóstolos e do próprio Cristo quando andou pela terra. Ai de nós, se suprimirmos uma vírgula ou um til da mesma.

Estamos num mundo idólatra, violento, feiticeiro, demoníaco e só JESUS CRISTO é o ÚNICO CAMINHO que leva ao Pai, não há outro! Portanto não dá para perdermos tempo com pregações e atrativos vazios. Deus é Deus de oportunidades e pela sua misericórdia ainda é tempo de anunciarmos com ousadia essa Palavra viva, a nossa tarefa é anunciar, a do Espírito Santo é converter. Não somos convertedores e sim semeadores. Cumpramos, pois, o nosso papel!

Os apóstolos e profetas não eram perseguidos porque divertiam as pessoas, mas porque se recusavam a fazê-lo. A igreja não é uma casa de diversão ou casa de negócio, mas AGENCIA DE SALVAÇÃO, ela precisa funcionar efetivamente fora dos portões! A missão de promover entretenimento não produz verdadeiros convertidos, por isso temos visto tanta desistência, tanta gente dizendo: “Eu já fui crente!”. Na verdade, quem afirma isso nunca experimentou o Novo nascimento. Charles Spurgeon, disse: A necessidade atual para o ministro do Evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como uma ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. É incrível, como palavras ditas há tanto tempo atrás soam tão próprias para os nossos dias!

Quando falamos de entretenimento, não estamos falando do verdadeiro louvor, prática bíblica desde sempre, mas do marketing espiritual para atrair bodes. Essa prática espúria tem descambado para um sincretismo evangélico, trazendo muitas vezes elementos de outras religiões para o seio da igreja. Estamos falando das aberrações teológicas, das invencionices que não têm nenhuma base bíblica, das atrações circenses como a menor cantora do mundo, a menina de três anos pregadora. Do homem que tem oito balas de revolver no corpo e que continua vivo, do outro que prega plantando bananeiras. Dos testemunhos absolutamente fantasiosos que não tem pé nem cabeça, do sujeito que prega enxugando o suor e esfregando a toalha ensopada para curar as pessoas, dos arrebatamentos de mentira para impressionar os incautos e assim a verdadeira Palavra vai perdendo seu espaço dentro das igrejas. Nunca se viu tanto profeta desagregado da igreja, fazendo suas falsas profecias em domicílio, com suas “visagens” bizarras que são um verdadeiro desserviço ao Reino de Deus. Misericórdia!

O centro do culto é o Senhor Jesus Cristo e este crucificado e ressurreto. O Senhor se manifesta através da sua Santa Palavra e dos dons que ele concede aos santos dentro do seu Corpo, a igreja. O tempo para a mensagem está cada vez menor. Outro dia fui a um culto e o pessoal do louvor cantou vinte e cinco cânticos, e na hora da palavra o tempo reservado não chegou a vinte minutos. Ovelha tem fome, precisa de alimento, de bom pasto. Bode come qualquer coisa.

Qual afinal a verdadeira missão da igreja? Há três pilares que sustentam a igreja (Evangelismo, comunhão e oração). O Evangelismo (Kerigma) é o primeiro pilar: anunciar, alimentar e fortalecer as ovelhas, em tempo e fora de tempo. E para isto não precisamos sair aos bandos. Precisamos antes, reaprender a estratégia da igreja primitiva: cada um anunciava àquele que estava mais próximo de si, mas cadê a paixão por Jesus e o amor almas perdidas? Que cada crente possa ganhar pelo menos uma pessoa para o Senhor. O Segundo pilar é a Comunhão (Koinonia) uns com os outros: Quando a palavra fala de comunhão não está falando de clubes eclesiásticos, de guetização da igreja, mas de interagir, não de forma transigente, se misturando com o mundo, mas influenciando positivamente onde se está plantado. A Oração é o terceiro pilar que sustenta a igreja do Senhor sobre a terra. Orar é pagar o preço com jejuns e lágrimas em favor dos outros.

Finalmente, a minha oração sincera é para que o Senhor limpe a sua igreja na face da terra de todo o lixo: que os crentes assumam seu papel de sal e se tornem exigentes como os crentes de Beréia. Que o Senhor nos traga de volta aos métodos antigos e eficazes dos antigos apóstolos e do próprio Cristo, sem nos esquecer que a maior eficácia do sal é fora do saleiro.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Artigo/Pra. Nadia Malta/LEVANTEMOS UM CLAMOR POR SABEDORIA!

LEVANTEMOS UM CLAMOR POR SABEDORIA!

Nos dias do apóstolo Paulo, a igreja enfrentou à semelhança de hoje, a ação nefasta dos falsos mestres. Eles tentavam impedir a obra realizada por Paulo para edificação da igreja gentílica, se infiltrando no meio do povo de Deus com seus ensinos heréticos.

Paulo se levanta frontalmente contra esses ensinos, pois conhecia a liberdade da graça de Deus e o sacrifício de Jesus, para por meio dessa graça nos outorgar a salvação. Encontramos o apóstolo mencionando a fé e o amor daqueles irmãos uns pelos outros. No entanto, ainda faltava algo essencial na vida espiritual daqueles queridos: eles precisavam da sabedoria do Alto para não ser enganados pelos ventos de doutrinas contrárias, soprados naqueles dias, nem tampouco se tornar fantoches nas mãos de líderes inescrupulosos.
Parece que esse mesmo tipo de perigo também assola a igreja do século XXI. No primeiro capítulo da epístola aos efésios, Paulo faz uma oração clamando por aqueles irmãos e por todos os seus leitores de todos os tempos, para que recebam sabedoria do alto para poder se defender dos falsos mestres que assolavam a igreja daqueles dias. Que possamos fazer coro com essa oração paulina. É tempo de buscar sabedoria!

Em sua oração ele pede que o Deus do Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele. O Senhor nos exorta em sua Palavra a buscar conhecê-lo. Ele se queixa inclusive de que essa falta de conhecimento é a causa da destruição do seu povo. O Senhor diz por meio do profeta Oséias: O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta conhecimento”. Por meio deste mesmo profeta ele diz ainda:Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. Esse conhecimento não cessa e não é apenas teórico ou meramente teológico, mas experiencial. À medida que caminhamos com o Senhor vamos sendo moldados por ele. Essa sabedoria e revelação que vêm do Senhor não permitem que sejamos enganados pela tolice dos homens, nem pelos sofismas de satanás, mestre da mentira e do engano. Hoje se engole tudo e não faltam aqueles que vivem a apregoar as invencionices que dão “ibope”. Tudo isso debaixo do jugo de uma teologia de terror que tem aprisionado a muitos sob o tacão de líderes que dão mais poder ao diabo que a nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Precisamos sim, de sabedoria e revelação, mas isso só é possível através do conhecimento relacional de Deus. Aqueles que receberam o Senhor, precisam andar nele.

A outra petição paulina é para que tenhamos os olhos do nosso coração iluminados para compreendermos a esperança do nosso chamamento. Fomos chamados e escolhidos com o propósito principal de nos tornar filhos de Deus, membros de sua família, esse é o maior dos privilégios, que muitos não compreendem. Contudo, há vários objetivos ministeriais específicos que também precisamos conhecer. Você tem sentido um ardor no coração por um trabalho específico na seara do mestre? Se sente, ore para que o Senhor complete a revelação e o capacite para atuar na área específica do seu chamado.

O apóstolo pede ainda para que possamos aprender a apreciar a riqueza da glória de Cristo em nós. Portanto, não devemos depreciar aquilo que já recebemos de Deus. Através do sacrifício vicário de Cristo foi restaurada em nós a imagem e semelhança de Deus, isso no âmbito do nosso espírito recriado. O Senhor nos transformou em transporte da vida de Deus, em santuários vivos das moradas do Altíssimo. Aonde nós chegamos a vida de Deus se faz presente. Isso é grandioso demais aos nossos olhos. O nosso espírito recriado recebe as impressões do Espírito de Deus, que nos capacita a realizar a sua obra na terra. E isso é maravilhoso demais para a nossa limitada compreensão.

Por último Paulo pede que possamos meditar continuamente na Suprema Grandeza do poder de Deus para conosco, segundo a eficácia da força do seu poder. O Poder Supremo de Deus nos resgatou do reino das trevas, quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor: JESUS. A ele foi dado todo o poder no céu, na terra e embaixo da terra. Grandiosa é a obra de salvação, nos conferindo remissão de pecados, libertação do poder e da penalidade do pecado, da ação maligna de satanás, nos concedendo plenitude do Espírito Santo, nos revestindo de autoridade sobre todo o poder do mal e nos tornando filhos de Deus. Do que precisamos mais? Apenas sabedoria do Alto para poder meditar nessas verdades e valorizar tudo que já temos em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

O Senhor deseja que busquemos a sabedoria e a revelação que procedem dele para que não sejamos enganados ou levados de um lado para outro pelos ventos de doutrina que insistem em soprar em nossa direção, para não sermos manipulados por líderes inescrupulosos com suas teologias muitas vezes tiradas até mesmo de ensinos demônios. Levantemos à semelhança do apóstolo Paulo, um clamor por sabedoria, ainda há tempo!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Artigo/Rev. Hernandes Dias Lopes/OS GEMIDOS DA NATUREZA

OS GEMIDOS DA NATUREZA

O terremoto que sacudiu o Japão e o tsunami que varreu algumas de suas cidades no mês de março de 2011 ainda nos chocam profundamente. A natureza está gemendo e se contorcendo de dores. Os terremotos, maremotos e tsunamis, além de fenômenos naturais são também trombetas de Deus aos ouvidos da humanidade. Esses desastres da natureza vem de causas naturais e também de intervenção sobrenatural. Os efeitos da queda atingiram não apenas a raça humana, mas também a natureza. A natureza está sujeita à servidão e aguarda, com gemidos profundos, a restauração desse cativeiro (Rm 8.20-22). De igual forma, a igreja, tendo as primícias do Espírito, também geme aguardando sua completa redenção, quando teremos corpos incorruptíveis e gloriosos. Até mesmo o Espírito Santo está gemendo, com gemidos inexprimíveis, intercedendo por nós, em nós, ao Deus que está sobre todos nós (Rm 8.26).

Precisamos olhar para os fenômenos da natureza não apenas com os olhos da investigação científica, mas também na perspectiva da fé. Jesus disse que um dos sinais de sua segunda vinda seria a ocorrência de terremotos em vários lugares. Esses gemidos da natureza têm se intensificado sobremodo desde o século passado. No livro de Apocalipse, capítulos 8 a 11, há o relato das trombetas de Deus. Essas trombetas falam do juízo de Deus em resposta à abertura dos selos, quando o mundo perseguiu de forma implacável a igreja. Essas trombetas falam do juízo de Deus temperado com a misericórdia. São um alerta de Deus e um chamado ao arrependimento. Quando as trombetas tocam, seus efeitos se fazem sentir na terra, nos mares, nos rios, nos astros e sobre os homens. A fúria da natureza está fora do controle humano, mas cumpre uma agenda divina. Essa agenda é um chamado veemente de Deus às nações para o arrependimento antes que seja tarde demais. Se as trombetas não forem ouvidas, as taças da ira de Deus serão derramadas. A diferença entre as trombetas e as taças é que naquelas a porta da graça está aberta e a salvação é oferecida aos que se arrependem; porém, quando as taças forem derramadas não haverá mais tempo de arrependimento. As portas da graça terão se fechado para sempre.

Os defensores da teologia relacional defendem que nem mesmo Deus tem controle desses fenômenos e que ele é tão surpreendido como nós quando essas tragédias desabam sobre a humanidade. As Escrituras, porém, revelam-nos que nada apanha Deus de surpresa. Ele está assentado na sala de comando do universo e tem as rédeas da história em suas mãos. Cabe-nos nesse tempo de dor, ouvirmos sua voz; voltarmo-nos para ele com sincero arrependimento e expressarmos aos que são atingidos pelas catástrofes nossa solidariedade. Não temos o direito de especular a dor alheia nem fazer conjecturas apressadas. Devemos, antes, nos humilhar sob a onipotente mão de Deus e entendermos que os dias se aproximam. Devemos nos preparar convenientemente para o dia em que o Senhor virá em majestade e glória. Devemos viver com santo temor aguardando e apressando o dia da vinda de nosso Senhor. Devemos anunciar com senso de urgência o evangelho da graça e manifestar a todos os homens, nosso amor incondicional.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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