O SENHOR RESOLVEU FICAR EM NOSSA CASA! DESÇAMOS DA NOSSA ALTIVEZ!
https://youtu.be/wNpxzLpPBoc
“Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria”. Lucas 19. 5, 6.
O encontro de Jesus com
Zaqueu, o maioral dos publicanos é revelador sob todos os aspectos. Ele era
além do maioral dos publicanos, rico. Um sujeito baixote, que enriqueceu
ilicitamente. Era odiado pelos seus patrícios pelas extorsões que praticava.
Era considerado também pelos religiosos daqueles dias o maioral dos pecadores.
E o mais carente da ação da Graça salvadora! Tenho andado abatida. Cansada e
sobrecarregada. Calma! Deixe-me explicar: Os sentidos todos têm estado
saturados de tanta doidice no mundo como um todo, mas especialmente no meio eclesiástico
contemporâneo. As exigências, as ameaças e, sobretudo, as artimanhas para se
conseguir adeptos e lotar os templos têm se multiplicado e ido às raias da
loucura. O que está acontecendo? Tem faltado temor do Senhor. Esta é a grande
realidade. Esquecemos que o Deus da bondade é o Deus da severidade e Ele
ajustará contas com todos os caçadores de almas com seus invólucros feiticeiros
no meio do seu povo!
O que a história de Zaqueu
nos leva a discernir hoje? Por mais que o homem se esforce para alcançar a
Deus, a iniciativa é sempre da Graça. O Senhor é quem marca esse encontro
conosco; Arrependimento sincero gera mudança de vida; E Jesus veio para os
doentes, os coxos, os cegos e todos os perdidos. A história de Zaqueu é
conhecida por todos que têm familiaridade com a Palavra de Deus. Certo dia
Jesus passava por Jericó e ele sabendo disso correu e subiu numa árvore para
vê-lo e para sua surpresa já estava tudo preparado pelo Senhor e a Graça
encarnada toma a iniciativa de abordar Zaqueu fazendo o convite mais inusitado:
“Zaqueu, desce depressa, pois me convém
ficar hoje em tua casa. Zaqueu desceu a toda pressa e o recebeu com
alegria. É Deus conosco! É o Emanuel se revelando a nós. Não é simples
religiosidade de fachada é relacionamento! A história não acaba aqui. Depois
daquele encontro, Zaqueu mudou de rota, nunca mais foi o mesmo. Converteu-se!
Relacionamento íntimo faz isso. A religiosidade exterior muda o comportamento
por algum tempo. Muitos depois de ouvir a mensagem da cruz até choram e se
descabelam, até prometem uma mudança, mas é só algo exterior. E exterioridade
não resiste à ação dos apelos e apetites carnais. Sua ação é momentânea. Até
impressiona, mas não transforma. Antes produz morte.
O relacionamento com o
Cristo vivo, muda a essência do homem. Dá a ele uma segunda chance de nascer de
novo. De ter seu espírito morto vivificado. As coisas velhas, as velhas
práticas passam e tudo se faz novo. Sem isto não há conversão de fato. Pode até
haver religiosidade, mas não há relacionamento e cristianismo é relacional,
experiencial, transformador. O arrependimento genuíno é aquele que brota do
mais profundo do coração e é provocado por uma ação efetiva do Espírito Santo
no coração do Homem. Este se quebranta, tem seu coração rasgado perante o
Senhor e ali, ele vê seus alicerces ruírem perante o Eterno. Este
arrependimento é transformador e faz o homem mudar a rota da vida. O que
aprendemos aqui? Os que são transformados pela ação do Espírito Santo dão
frutos. Tendemos a procurar frutos sempre nos outros, não façamos isto antes de
procurá-los em nós mesmos! A tristeza de Zaqueu foi segundo Deus, gerou um
profundo arrependimento. Naquele dia houve salvação naquela casa e quanto a
nós? Se Jesus não ficar em nossa casa, nada vai mudar de fato! A pergunta que
não deve calar em nossos lábios é: “Será que me converti de verdade?”. Será que
há em mim um horror pelas velhas práticas ou tudo foi apenas uma tristeza
segundo o mundo? Atentemos e reflitamos! Amém! Nadia Malta

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