sábado, 9 de julho de 2011

Estudo Bíblico/Pra. Nadia Malta/VI ESTUDO EM COLOSSENSES

SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE A EPÍSTOLA DO APÓSTOLO PAULO AOS COLOSSENSES
VI Estudo – O Senhorio de Cristo na vida ministerial do apóstolo Paulo – 1ª Parte – Cl 1.24-28

INTRODUÇÃO
Depois de discorrer a respeito da posição do Senhor Jesus Cristo sobre todo o universo e a Igreja, o apóstolo fala do senhorio de Cristo sobre o seu próprio ministério.

ANALISEMOS O MINISTÉRIO DE PAULO - Neste estudo, podemos ver a soberania e o senhorio de Cristo sobre a nossa própria vida e ministério.


1. Um ministério de alegre sofrimento (v. 24): Paulo achava-se preso. Nesta oportunidade, a prisão era domiciliar. Contudo, prisão é sempre prisão. Ali, em Roma, impossibilitado de locomover-se para outros lugares, ele declara: “Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós”.
1.1. Paulo estava sofrendo em lugar dos colossenses, não de forma expiatória como o sofrimento de Cristo, mas, de forma intercessora, penetrando o território do inimigo com o conhecimento da verdade e a intimidade e o discernimento do Espírito.
1.2. Sofrimento é, portanto, a forma que o amor assume quando entra na luta contra o mal, para derrotá-lo.
1.3. Em seguida, Paulo diz que esses sofrimentos “preenchem o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do Seu Corpo, que é a Igreja”. Essa expressão fala dos sofrimentos pelos quais passou Paulo, por seguir a Cristo. Não é expiatório, como vimos anteriormente, mas, passa pelas aflições produzidas pelas perseguições, pelas fadigas, pelas lutas de oração (intercessão) em favor do Corpo, que é a Igreja.
1.4. Existe um tipo de sofrimento que vem em decorrência do pecado. Mas, há um outro que vence o mal no próximo: são as aflições de Cristo (Rm 5.3-5; I Co 6.4-7,9,10; II Co 4.16-18; 11.23-28; Gl 6.17; Fp 2.17; I Pe 2.19-21).

2. Quais os três tipos de sofrimentos suportados por seguir a Cristo? Os três tipos de sofrimentos suportados por Paulo, em decorrência de servir a Cristo:
2.1. Aflições provocadas por inimigos de Cristo: perseguição dentro e fora da prisão; cadeias; restrição de ações; má alimentação; desconforto de toda espécie.
2.2. O cansaço físico extenuante, provocado pelos longos deslocamentos, muitas vezes a pé; de noites inteiras a ensinar e pregar.
2.3. As lutas em oração em favor do Corpo de Cristo. Lutas travadas no reino espiritual (Ef 6.10-13,18). As lutas espirituais nos deixam mais extenuados que as físicas (Rm 15.30; Cl 2.1).

3. Um ministério de serviço (diakonia) (vs. 25-27):
3.1. Paulo, como o seu Senhor, considerava-se um servo (Mc 10.45).
3.2. As exigências impostas ao servo são fidelidade e prudência (Lc 12.42; I Co 4.2).
3.3. No v. 25, encontramos a palavra dispensação, que fala da pessoa encarregada de administrar os bens do seu senhor. Paulo sentia profundamente a responsabilidade da dispensação que Deus lhe dera em favor dos colossenses. O despenseiro é o mordomo de Deus, que administra os bens do Reino a ele confiados (I Co 4.1; 9.17; I Pe 4.10).
3.4. Quais as atribuições de um despenseiro? Atribuições do despenseiro: administrar os bens do seu Senhor (no caso, a Palavra Viva) e suprir as necessidades dos conservos.

4. Um ministério pastoral: Quais as atribuições do ministério pastoral?
 (v. 28):
4.1. Anunciar o senhorio de Cristo, o Salvador (II Co 4.5). Toda a glória é do Senhor, e não nossa.
4.2. Admoestar, advertir, e exortar aqueles que andam desordenadamente no Caminho (At 20.31; Rm 15.14; I Co 4.14; Cl 3.16; I Ts 5.12,14; II Ts 3.15; II Tm 4.2b).
4.3. Anunciar as Boas Novas, evangelizar, falar do plano de salvação (Mt 28.19,20; At 20.27; I Tm 4.13; II Tm 4.2a).

TEXTOS PARA MEDITAÇÃO DURANTE A SEMANA
2ª Feira – Rm 5.1-11                       5ª Feira – Lc 12.35-48
3ª Feira – I Co 4.1-5                        6ª Feira – II Tm 4.1-5
4ª Feira – II Co 1.3-11                     Sábado – Cl 1.29-2.5

Estudo Bíblico/Pra. Nadia Malta/V ESTUDO EM COLOSSENSES

SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE A EPÍSTOLA DO APÓSTOLO PAULO AOS COLOSSENSES
V Estudo – Jesus, o Reconciliador de toda a Criação – Cl 1.20-23

INTRODUÇÃO
Tendo apresentado a pessoa de Jesus Cristo, Paulo volta a discutir o Seu direito de primazia em decorrência da Sua obra. A obra efetuada por Cristo proporciona a visão dos benefícios que acompanharão os salvos no dia do encontro.

Como Cristo é apresentado por Paulo nos vs. 20-23?
CRISTO É APRESENTADO COMO O RECONCILIADOR DE TUDO
v. 20 – De que tipo de paz está falando o v.20? Paz entre os pecadores e Deus:
1. A paz descrita aqui, não é apenas a sensação de tranquilidade que experimentamos quando tudo está bem, mas, é a paz comprada com o sangue de Jesus, que permite que o muro de separação entre pecadores indignos e o Deus Santo caia, estabelecendo a reconciliação em outras palavras, fizemos as pazes com Deus por meio de Cristo. (Ef 2.13-16).
2. O sangue de Jesus homologou (confirmou, aprovou por autoridade judicial) a Nova Aliança.
3. A paz foi estabelecida entre Deus e todos os que creem em Cristo, sejam judeus ou gentios (Ef 2.17-19).

v. 21 – Qual era a nossa condição antes da obra de reconciliação, segundo o v. 21 e Ef 2.1-3? Antes, éramos inimigos de Deus

v. 22 – A obra de reconciliação:
1. Reconciliação reflete duas palavras hebraicas que expressam a remoção da inimizade, criando uma atmosfera agradável e, por outro lado, acalmando atitudes hostis. O sacrifício de Jesus fez essa obra, apaziguando a rebelião do homem contra Deus.
2. Qual o tríplice propósito de Deus ao oferecer “o Filho do seu amor” (v. 22b)? A segunda parte do v. 22 mostra o tríplice propósito de Deus ao oferecer “o Filho do seu amor”. Ele quer que os membros do Seu Corpo tenham as seguintes características: a) Sejam santos: os pecadores, que antes serviam com prazer a Satanás, agora são santos, inteiramente consagrados e separados para Deus (Ef 1.4); b) Sejam inculpáveis: sem defeito, sem mácula, sem mancha. É assim que nos tornamos quando recebemos Jesus Cristo como nosso salvador e Senhor; c) Sejam irrepreensíveis: sem possibilidade de ser alvo de repreensão efetiva. Em Cristo, somos apresentados perfeitos (Ef 1.4).

v. 23 – Quem pode ser enquadrado na condição de reconciliado? Todos os regenerados pelo Espírito de Deus. Condições providenciadas por Deus para os verdadeiramente reconciliados:
1. Permanecer na Fé – aqui, especialmente, fala da perseverança dos santos, postura inabalável que nos faz crer na obra salvífica de Cristo (Mt 24.13; Jo 15.2-6).
2. Alicerçados na Rocha – segurança da salvação. Jesus é a Rocha eterna, sobre a qual estamos alicerçados. Cristo é o firme e único fundamento. Quem nele confia, não será envergonhado (Mt 7.24-27; Lc 6.48,49; I Co 3.11).
3. Firmes – constância (I Co 15.58). Posição inabalável daqueles que têm a certeza da salvação e sabem em quem crêem (Ef 6.14; I Pe 5.12).
4. Não vos deixando afastar da esperança do Evangelho – evangelho não é apenas boas novas a respeito de algo futuro, mas, é a certeza plena de tudo que podemos desfrutar como cidadãos do Reino, a partir do momento em que nos entregamos a Jesus Cristo. O Apóstolo Pedro reforça este pensamento em I Pe 1.3-5.

TEXTOS PARA MEDITAÇÃO DURANTE A SEMANA
2ª Feira – Ef 1.3-14                        5ª Feira – Fp 1.27-30; 3.1-11
3ª Feira – Ef 2.1-10                        6ª Feira – I Ts 1.2-10
4ª Feira – Ef 2.11-22                      Sábado – 1.24-2.5

terça-feira, 5 de julho de 2011

Estudo Bíblico/Pra. Nadia Malta/IV ESTUDO EM COLOSSENSES

SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE A EPÍSTOLA DO APÓSTOLO PAULO AOS COLOSSENSES
IV Estudo – Jesus, o Senhor de toda a Criação – Cl 1.13-20

INTRODUÇÃO
O texto em apreço é o cerne desta epístola. A grande declaração de Paulo neste contexto revela-nos a autoridade, o poder, a primazia e a supremacia de Cristo sobre tudo e todos. O conhecimento dessa realidade derruba todas as doutrinas espúrias trazidas pelos falsos mestres daquela época e dos dias atuais.

ANALISEMOS A DECLARAÇÃO DE PAULO
v. 13 – “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”.
1. Deus montou uma operação-resgate, para libertar os pecadores do poder das trevas. Isto indica que os que estão em Cristo, já não estão mais sujeitos à escravidão do pecado, nem à obediência à vontade de Satanás. O Senhor libertou nossa vontade escravizada ao poder das trevas e nos fez servos da justiça (Rm 6.16-18).
2. “Nos transportou” mostra uma ação completada. Já fazemos parte do Reino do Rei Jesus! Aleluia!
3. O domínio desse reino se manifesta na santidade e no amor dos “filhos do reino”.
4. O cidadão dos céus goza dos privilégios de sua nova cidadania: libertos, perdoados, abençoados e cheios de autoridade.
Ver: Ef 6.12; I Ts 2.12; I Pe 2.9,10; II Pe 1.10,11.

v. 14 – No versículo anterior, vemos os verbos no passado. Neste, vemos uma realidade presente.
1. Em Cristo, temos a redenção, ou seja, libertação. Isto envolve um preço pago. O preço que Jesus pagou por nós foi altíssimo, o Seu próprio sangue, derramado em favor de nós (Ef 1.7). Agora, pertencemos a Jesus Cristo (I Co 6.19,20).
2. Em Cristo, temos remissão, ou seja, perdão dos nossos pecados, e o privilégio de gozar a paz, dando-nos acesso à plena comunhão com Deus e uns com os outros. Somos purificados de toda nossa imundice (Sl 51.2; Rm 5.1,2, 10, 11,18-21; 6.22,23; I Jo 1.7,9).

v. 15 – Atente para o senhorio de Cristo na Criação:
1. “Ele é a imagem visível do Deus invisível” – Jesus reflete como um espelho a glória e a natureza do Pai. Ele veio para revelar o Pai (Jo 1.18; 14.8,9; Hb 1.3).
2.   “Ele é o primogênito de toda a criação” – “O primeiro gerado”, o herdeiro de tudo.
3.   A primogenitura indica o privilégio de ser escolhido para ocupar a mais alta posição de honra (Sl 24.1,2 ; 89.27; I Co 10.26; Ap 1.5).

v.16 – A posição atribuída a Jesus é consequência de três verdades:
1. “Nele, todas as coisas foram criadas” – Ele é a fonte originadora de tudo que existe.
2. “Tudo foi criado por meio Dele” – Ele é o agente do poder criador de Deus (Jo 1.3; Hb 2.8).
3. “Tudo foi criado para Ele” – Ele é o alvo de toda a criação (Rm 11.36). Tudo foi criado para louvor de Sua glória (Sl 19.1-4).

v. 17 – Por que Jesus merece ser o primogênito?
1. “Ele é antes de todas as coisas” – Já existia antes de tudo (Jo 8.58). Coloca-se a Si mesmo acima do tempo, no sentido que os homens o vivem (Hb 13.8).
2. “Nele tudo subsiste” – Ele é o centro de coerência ou coesão. Ele é o sustentador de todas as coisas (Jo 1.1-3; I Co 8.6; Hb 1.2,3).

vs. 18,19 – O senhorio de Cristo sobre a Nova Criação (geração dos salvos):
1. Ele é a Cabeça do Corpo da Igreja (assembleia dos santos).
2. Ele é o princípio da Nova Criação – Tudo começou com Ele, por Ele e através Dele, por intermédio de Seu nascimento, morte e ressurreição.
3. Nele reside toda a plenitude da Divindade. Ele é a manifestação visível do Deus invisível. Nele há todos os atributos divinos. Ver o que diz João Batista sobre a primazia de Cristo (Jo 1.15,30).

APLICAÇÃO PRÁTICA
1) O que revela o v. 13, que nos dá a certeza de que já fazemos parte do Reino de Cristo?
2) Uma vez resgatados do reino das trevas e transformados em cidadãos dos céus, o que o v. 14 afirma que temos?
3) Como Jesus nos é apresentado no v. 15?
4) O que dizem os vs. 16-19 acerca da primazia de Cristo?

TEXTOS PARA MEDITAÇÃO DURANTE A SEMANA
2ª Feira – Hb 1                  4ª Feira – Hb 5                  6ª Feira – Hb 10
3ª Feira – Hb 3                  5ª Feira – Hb 8                  Sábado – Cl 1.20-23

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