MESMO QUE TUDO SEJA CONSIDERADO LÍCITO, NEM TUDO CONVÉM AO VERDADEIRO CRISTÃO!
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. 1 Coríntios 6:12.
Aqui somos chamados ao
discernimento e à prudência! Nem tudo que é considerado lícito pelos homens
convém aos discípulos de Cristo! Precisamos permanecer atentos às sutilezas
apelativas do Adversário, sempre com o propósito de nos fazer cair da nossa
posição em Cristo, sempre usando o velho e diabólico jargão do “NÃO TEM NADA
DEMAIS”! O versículo lido encabeça o texto que fala da necessidade de domar o
nosso corpo para que seus membros não sejam usados como instrumentos de
iniquidade. É interessante ler todo o contexto. É certo que vivemos os últimos
dias sobre a terra e mais que em qualquer outro tempo precisamos anunciar o
Cristo, se preciso com palavras. Os discursos desprovidos de atitude boicotam
a santificação e o discernimento! Não é
possível mais continuar com o padrão mundano de dois pesos e duas medidas.
Existe um velho jargão que muitos têm abraçado em nosso meio é o tal do “Não
tem nada demais”, já citado! Não são as exterioridades e as meras palavras que
testificam de um andar com Deus, mas a interioridade verdadeiramente
regenerada, transformada gerando atitudes. Fomos chamados a andar na contramão
do mundo e em novidade de vida! O Adversário
não tira férias e continua semeando exaustivamente seus sofismas nos corações
dos incautos. Parece que lamentavelmente, a esmagadora maioria dos que se dizem
cristãos tem vestido a camisa do “Não tem nada demais”! É preciso acordar: Nem
todas as coisas que são consideradas lícitas pelo mundo convêm aos cristãos!
Atentemos para as instruções
paulinas em relação aos nossos agires por meio do corpo: Se verdadeiramente
estamos unidos ao Senhor, somos um espírito com Ele; Nosso corpo é santuário de
Deus; E Fomos comprados por preço de sangue. Não somos de nós mesmos,
precisamos glorificar ao Senhor por meio do nosso corpo.
Se o Senhor é o nosso dono realmente, então, entreguemos a Ele as chaves do
santuário, o qual somos nós. Ele vai determinar o que nos convém ou não!
Devemos nos apartar até da simples aparência do mal! Isto para não causar escândalo
aos que estão ao nosso redor e são ainda Fracos na fé! Tenho pensado muito na
falsa ideia de liberdade que permeia os meios cristãos dos nossos dias. Essa
liberdade tem descambado para a libertinagem, para a licenciosidade que dá
vazão às inclinações da carne. Usa-se tudo, vai-se a todos os lugares. Associa-se
com todos, pratica-se de tudo! Qual a diferença, então, entre o cristão e o
mundo? Para o mundo tudo é lícito, para nós, nem tudo o que é considerado
lícito, nos convém. Cabe a nós não
permitir que nada nos domine, a não ser o próprio Senhor! Recebemos tudo sem
questionar. Esquecemos que crer não nos isenta de pensar, de ponderar sobre as
nossas escolhas e sobre aquilo que é tão “generosamente” oferecido a nós. O Santo Espírito que habita no verdadeiro
Cristão dá o tom das nossas decisões e inclinações. A questão é o quanto temos
alimentado tanto a nova quanto a velha e teimosa natureza que insiste em
permanecer. A mais bem alimentada será fortalecida e prevalecerá.
Esquecemos que a moderação
em tudo é boa. Tem faltado sobriedade e vigilância! Tudo por falta de uma
doutrina sólida e alicerçada na Rocha que é o Cristo. É certo que Cristo nos
libertou para experimentarmos uma liberdade. Contudo, a liberdade dos filhos de
Deus não é de modo algum licença para fazer aquilo que é contrário ao Senhor e entristece
o Santo Espírito. O apóstolo Paulo ainda admoesta que a nossa liberdade não
pode dar lugar a carne. A liberdade adquirida é, antes, na esfera espiritual,
para que experimentemos livre acesso à presença do Pai. Liberdade para servi-Lo, liberdade para adorá-Lo
sem as amarras da religiosidade exterior. Liberdade para fazer a Sua vontade
soberana. É certo que essa falsa ideia de liberdade tem encontrado amparo no
mundanismo que tem adentrado a igreja contemporânea, com suas fórmulas e
estratégias perigosamente malignas. O que aprendemos aqui? Que o Senhor nos dê
discernimento para os nossos agires e escolhas. Que tudo que fizermos possa
glorificar seu santo, excelso e glorioso nome! Nadia Malta

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