quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/ QUE TEMAMOS E TREMAMOS DIANTE DO ETERNO!

 QUE TEMAMOS E TREMAMOS DIANTE DO ETERNO!

https://youtu.be/5G24CLZ8EGY

No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim”. Isaías 6.1-8. 


O texto lido faz parte de um contexto maior, que vai até o versículo 13 e descreve o momento do chamado ministerial do profeta Isaías. Esse chamado foi marcado por dois acontecimentos que abalaram profundamente a estrutura emocional e espiritual daquele homem de Deus: A morte do Rei Uzias e uma tremenda visão do Trono de Deus. A partir daqueles dois acontecimentos, Isaías nunca mais foi o mesmo. O significado do nome Uzias ou Azarias, é o Senhor é a minha força, ele era filho do rei Amazias; começou a reinar com 16 anos e reinou 52 anos em Judá. Ele fez o que era reto diante de Deus. O texto de II Cr 26.5 diz que Uzias “se propôs a buscar o Senhor e nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar”. A certa altura do reinado de Uzias, tendo ele se fortificado; exaltou-se o seu coração para sua própria ruína e cometeu transgressão contra o Senhor, abusando de sua própria autoridade quis queimar incenso no lugar dos sacerdotes, o que era proibido. O Senhor o feriu com lepra até o dia de sua morte. Mesmo assim era amado por todo o reino de Judá, porque era um grande líder. Involuntariamente, estabeleceu-se uma relação de profunda dependência da figura paternal de Uzias. Essa dependência acabou se tornando um tipo de idolatria, pois as pessoas acabavam recorrendo a Uzias ao invés de recorrer a Deus. O texto se refere também a Serafins; classe especial de anjos de Deus; a palavra Serafim= vem do hebraico e significa consumir pelo fogo. Esses Anjos são agentes purificadores de Deus.

 Muitos homens e mulheres em todas as épocas tiveram o privilégio de ter gloriosas visões de Deus: Noé, Abraão, Jacó, Moisés, Daniel, Ezequiel, Davi, Josué, a mãe de Sansão, Hagar, Maria mãe de Jesus, Saulo de Tarso e tantos outros. Há uma característica comum entre eles: eles nunca mais foram os mesmos. Esses homens e mulheres foram visitados pelo sobrenatural de Deus, porque tinham outra característica comum: Eram pessoas de busca; eles ansiavam por Deus. O Senhor os visitou por isso. No ano da morte do rei Uzias, Isaias teve uma grande visão que o despertou para quatro áreas específicas. Vejamos: Primeira Área: Para a Santidade e glória de Deus; Segunda Área: Para seu próprio pecado; Terceira Área: Para sua purificação; E Quarta Área: Para o serviço. Deus é infinitamente grande e absolutamente santo; por isso que nosso pecado sempre irá ofendê-lo; nossas mentiras; nossas atitudes dolosas; nossas atitudes imorais; nossas posturas impuras; nossas palavras frívolas; nossas rebeliões; nossos melindres; e tudo o mais que procede de nosso coração pecaminoso. O grande problema quando não contemplamos a santidade de Deus, é que nos tornamos cínicos e complacentes com os nossos próprios pecados.

Quando o Espírito Santo nos convence do nosso pecado, devemos nos arrepender, confessá-lo e abandoná-lo. A santidade e a glória de Deus nos fazem enxergar o pecado como ele é sem a maquiagem das palavras que o banalizam como: Erro, deslize, tropeço, equivoco e tantas outras. Quando nos arrependemos, confessamos e abandonamos os nossos pecados, os agentes purificadores de Deus entram em ação. Passamos por um batismo de fogo, para que à semelhança do ouro sejamos purificados. Depois de sermos purificados, Deus nos chama através de inúmeros instrumentos para o seu serviço e espera de nós respostas. O que apendemos aqui?  Precisamos buscar a presença viva do Senhor e nos submeter à sua santidade e glória. Precisamos reconhecer, nos arrepender, confessar e abandonar nossos pecados e isso todos os dias, porque pecamos diariamente. Precisamos ser purificados pelo Senhor.  Precisamos nos dispor para Deus e sua obra, aonde quer que Ele deseje que trabalhemos; a obra é dEle e Ele capacita os seus escolhidos. Que nos disponhamos para Ele nesse novo tempo que começa agora! Nadia Malta

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/O PAI CELESTIAL CHAMA SEUS FILHOS ARREPENDIDOS DE VOLTA AO LAR!

 O PAI CELESTIAL CHAMA SEUS FILHOS ARREPENDIDOS DE VOLTA AO LAR!

 “Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.  Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.  E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos,  porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se”. Lc. 15.11-24.                        


 Atentemos para o que o Senhor deseja nos ensinar através desta parábola do filho pródigo, que na verdade deveria ser chamada de parábola do Pai amoroso. Aqui o pai é o personagem principal, não o filho pródigo (esbanjador). Essa é a grande revelação de Deus para nós hoje, especialmente no limiar do novo ano que se avizinha!  Infelizmente em nossos dias, não ouvimos muito falar em graça de Deus. Parece que este assunto tornou-se obsoleto e tem sido relegado a um plano secundário por aqueles que pregam tanto o evangelho raso e de facilidades, quanto o evangelho de legalismos e terrorismo espiritual imposto por homens. Por isso, as pessoas têm perdido de vista algo que é o cerne da mensagem da cruz: A Graça Amorosa de um Deus Apaixonado por Pecadores arrependidos! A minha oração é para que nenhum de nós deixe de compreender essa verdade eterna. Não importa quem você é ou o que fez, Deus ama você e quer recebê-lo de volta! Ele próprio irá transformá-lo! A religião pode mudar o comportamento exterior por algum tempo, mas só o Senhor Jesus Cristo muda o caráter e a natureza do homem para todo o sempre.

 O texto em apreço nos traz três revelações acerca do caráter gracioso de Deus. Vejamos: Primeira Revelação: Deus é o Pai que espera que aprendamos com as nossas escolhas; Segunda Revelação: Deus é o Pai que ama incondicionalmente e não despreza um coração quebrantado que se volta para Ele; E Terceira Revelação: Deus é o Pai que restaura e restitui aquilo que seu filho perdeu por causa do pecado. Aquele que anda longe dos caminhos do Senhor além de chafurdar na lama come comida de porcos, vive na desgraça, na imundície. A Bíblia também diz em Pv 14.12: “Há caminhos que ao homem parecem direito, mas ao cabo deles  dá em caminhos de morte”. Tudo que o filho perdera com sua inconsequência, lhe seria restituído pelo pai. O perdão de Deus apaga as nossas transgressões e nos purifica de toda injustiça. O Senhor lança os nossos pecados nas profundezas do mar.

 O que o Senhor deseja que aprendamos aqui? As nossas escolhas geram consequências e nem sempre agradáveis. Não importa quem somos ou o que fizemos. O Senhor é o Pai amoroso e misericordioso que espera por nós de braços abertos e quando nos voltamos para Ele arrependidos,  somos acolhidos como filhos amados. Ele perdoa nosso pecado, apaga as nossas transgressões e nos purifica de toda injustiça, zerando a nossa vida e reescrevendo a nossa história. O Senhor é o Pai amoroso e perdoador que restaura tudo que foi danificado em nós pelo pecado e restitui a nossa dignidade de filhos e herdeiros! O mesmo tratamento dado ao pródigo é dispensado pelo Pai Celestial a cada um dos filhos que se volta para Ele com sinceridade de coração. A Graça maravilhosa do Pai Celestial, além de salvadora, ela também é libertadora, aperfeiçoadora, firmadora, fortalecedora e fundamentadora (ela é o nosso alicerce). Nela, portanto, devemos estar firmes, pois nada é feito fora da esfera da Graça de Deus por intermédio de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador! .Nadia Malta

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS A GENUINA SANTIFICAÇÃO!

 BUSQUEMOS A GENUINA SANTIFICAÇÃO!

 Porque, no oitavo ano de seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e, no duodécimo ano, começou a purificar a Judá e a Jerusalém dos altos, dos postes-ídolos e das imagens de escultura e de fundição. Na presença dele, derribaram os altares dos baalins; ele despedaçou os altares do incenso que estavam acima deles; os postes-ídolos e as imagens de escultura e de fundição, quebrou-os, reduziu-os a pó e o aspergiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado”.  II Cr. 34. 3, 4. 


 O rei Josias começou a reinar muito jovem, com apenas oito anos. Reinou trinta e um anos em Jerusalém. Aos dezesseis anos ele se converte e começa a buscar o Deus de seu pai (ancestral) Davi. Aos vinte anos percebeu a sua vocação para um ministério de guerra contra o mal. A sua reforma começa pela purificação do Santuário. Só quando restauramos o lugar da verdadeira adoração, destruindo os deuses estranhos derribando os seus altares e purificando o santuário é que poderemos lograr êxito em nossas demandas pessoais. E não falo aqui de exterioridades, mas do verdadeiro santuário que é o nosso coração. Conversão genuína gera mudanças radicais bem como uma compulsão pela santidade (vida consagrada ao Senhor). Temos ouvido muito sobre o relacionamento que devemos ter com o Senhor. Contudo, para que este relacionamento aconteça é necessário nos achegar cada vez mais a Ele numa íntima e contínua comunhão. Essa comunhão leva a santificação, que por sua vez leva a um genuíno avivamento. Quanto mais se aproxima o dia da volta de Cristo mais se faz necessário que o seu povo persiga a santificação de forma radical. Não estou falando de “santarronice” exterior de usos e costumes, mas de uma legitima inclinação para fazer a vontade do Pai Celestial e uma profunda consciência de sua presença aonde quer que estejamos. Por isso hoje gostaria de compartilhar com a igreja a experiência radical do rei Josias ao purificar o santuário e renovar a aliança com o Senhor.

 A palavra radical tem sido muito usada em nossos dias para designar esportes, posturas e estilos de vida, sobretudo, dos jovens. Contudo, creio que essa palavra tem a sua aplicação mais apropriada na vida dos verdadeiros cristãos. É impossível alguém ser meio cristão! É comum ouvirmos que certas pessoas são amigas do evangelho, mas ainda não se converteram. Ninguém é amigo do evangelho a não ser os próprios cristãos! Estratégias do rei Josias que podem ser aplicadas a nós em nossos dias. Vejamos: Ele começou a buscar o Senhor; Ele começou a purificar o Santuário e o Culto; Ele mandou reparar a Casa do Senhor; Ele consulta o Senhor; E Ele renova a aliança com o Senhor. Note que apesar dele vir de uma família terrivelmente desestruturada espiritualmente, pois, tanto seu pai quanto seu avô fizeram o que era mau perante o Senhor, ele se posiciona diante de Deus e as maldições são quebradas. Mesmo sendo moço e inexperiente, diante da situação caótica em que estava mergulhada a nação de Judá, ele buscou o Senhor com sinceridade de coração. Oração é tudo! O Senhor ouviu o clamor de Josias e veio em seu auxílio. Quando nos encontramos com o Senhor de verdade, há uma mudança total, os modelos, padrões e práticas antigas já não atraem nem nos servem mais. Josias percebeu isso e logo tratou de fazer as mudanças necessárias. Quando abandonamos a idolatria, precisamos de uma obra de restauração em nosso interior. Essa obra é feita através da ação efetiva do Espírito Santo por meio da Palavra Deus. Há um lavar regenerador do Espírito em nós que repara o que foi danificado pelo pecado. Apesar da impiedade da nação, o Senhor responde a oração do rei, prometendo-lhe paz durante os dias de sua vida.

 O que este episódio de tanto tempo atrás nos ensina hoje? O Senhor deseja que o busquemos para que Ele mesmo revele o que precisa ser tirado de nossas vidas, sobretudo, aquilo que tem atravancado nosso relacionamento com Ele. Ele deseja que derrubemos aqueles altares escondidos, sobre os quais oferecemos nossos sacrifícios aos ídolos que cultuamos escondido. Não podemos perder de vista que somos santuários de Deus e como tais não podemos nos deixar profanar com as roupagens da carnalidade e do mundanismo. Ele espera que o consultemos em todas as situações. Muitas vezes o grande ídolo de nossa vida é o orgulho que nos faz agir de forma autônoma, à revelia da vontade de Deus. Ele também deseja que renovemos continuamente a nossa aliança com Ele e a tenhamos como um grande memorial diante de nós. Atentemos! Nadia Malta

domingo, 28 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/OS QUE SE CONFORMAM AO MUNDO SERÃO IRREMEDIAVELMENTE ABALADOS!

 OS QUE SE CONFORMAM AO MUNDO SERÃO IRREMEDIAVELMENTE ABALADOS!

https://youtu.be/B6dAP0-hHt4

 Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?  O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;  o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado”.  Salmo. 15.                                                                           


 Aqui Davi responde às seguintes perguntas: Que tipo de pessoa desfruta da presença do Senhor e tem intima comunhão com Ele? Como reconhecemos um cidadão do céu? Podemos chamar este salmo de radiografia do verdadeiro cidadão do céu, daquele que embora esteja no mundo tem a firme convicção que não pertence a ele. O CIDADÃO DO CÉU é antes de tudo um eterno inconformado com o presente século. Ele é sal, é perfume e luz nas trevas. Este salmo suscita outras indagações igualmente pertinentes como: “Será que nasci de novo?”; “Que mudanças reais se operaram em mim?”; “Meu testemunho tem apresentado Cristo às pessoas?”; “Será que abandonei verdadeiramente as velhas convicções espirituais ou tenho servido a dois senhores?”; “Tenho interferido positivamente onde estou plantado?”. Quanto mais empreendemos essa jornada de fé, mais se faz necessário um autoexame diário de nossos pensamentos, atos e palavras. Confessar nossos pecados e abandoná-los um a um é o grande desafio à nossa frente, para nos apresentarmos diante do Senhor aprovados. Nada pode ser mais trágico para um servo do que perder a comunhão com o Senhor. Perder a comunhão com o Senhor é perder tudo! O inimigo de nossas almas é astuto e planeja de todas as formas nos derrubar de nossa posição em Cristo. O nosso encontro com Deus pode ser iminente, nunca saberemos quando seremos chamados por Ele!

 Seguindo o raciocínio pormenorizado do salmista , vejamos o que caracteriza o cidadão do céus: Ele vive em integridade e pratica a justiça; Ele de coração fala a verdade; Ele não difama com a sua língua, não é crítico, nem melindroso; Ele não faz mal ao próximo; Ele não lança injúria contra o seu vizinho, não usa de caminhos escusos para se beneficiar. Para esconder os próprios pecados; Ele tem por desprezível o réprobo, o perverso; Ele honra os que temem ao Senhor; E Ele mantém a sua palavra mesmo com dano próprio. Este cidadão do Céu não se conforma com o presente século, ele tem consciência plena de sua condição de peregrino e forasteiro nesse mundo. Ele não mais se adéqua aos antigos padrões. O cidadão do céu é compulsivo pela verdade, porque ele sabe que a Verdade é uma pessoa: CRISTO. Ele tem temor de Deus e não abre seus lábios dolosamente. Se não tivermos algo positivo para falar, então permaneçamos calados. O cidadão do céu é uma bênção aonde quer que esteja. Ele se coloca sempre como canal da multiforme graça de Deus em todo o lugar.  Ele é um bom vizinho, é um bom amigo, é um bom marido, um bom irmão, é um bom profissional, é um bom patrão. É alguém que sempre queremos ter por perto. O cidadão do céu abomina o mau e o perverso, não se associa com eles. Não fecha os olhos de forma conivente às ações malignas, antes as reprova. Não se assenta na roda dos escarnecedores. Ele não se conforma com o presente século, mas procura ser transformado pela renovação de sua mente, antes o seu prazer está na Lei do Senhor, e nela ele medita de dia e de noite. Ele teme e treme diante dessa Lei. Ele honra os que são verdadeiramente irmãos, honra a igreja, honra o nome do Senhor pelo qual ele próprio é chamado, honra a Santa Palavra de Deus, honra seu ministério. Ele tem temor de Deus e recusa-se a ser objeto de escândalo no meio do povo de Deus. Ele se devota a obra de Deus e não a faz relaxadamente, mas em adoração reverente.

 A vereda desse justo vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito! O que o texto nos ensina sobre o cidadão do céu? Ele é integro e pratica a justiça. Ele fala a verdade, tem uma palavra só e tem uma língua consagrada ao Senhor, não a usa para o mal. Ele se preocupa com o próximo, não lhe faz mal, nem se associa com os perversos e não tira proveito de empréstimos ilícitos para se beneficiar. Ele honra os que temem ao Senhor. Por que o cidadão do céu se empenha nessas práticas? Ele não se empenha, ele simplesmente nasceu de novo, foi transformado por Deus. Ele não precisa mostrar que é espiritual, ele é espiritual. A comunhão com o Senhor é testificada no viver diário, aonde quer que ele esteja. Nadia Malta

 

sábado, 27 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/OS ESCOLHIDOS OUVIRÃO A VOZ DO SENHOR E SERÃO ALCANÇADOS POR ELE!

 OS ESCOLHIDOS OUVIRÃO A VOZ DO SENHOR E SERÃO ALCANÇADOS POR ELE!

Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. Havia ali um homem rico, chamado Zaqueu, chefe dos publicanos. Ele queria ver quem era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, não conseguia, por causa da multidão. Assim, correu adiante e subiu em uma figueira brava para vê‑lo, pois Jesus estava prestes a passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: ― Zaqueu, desça depressa, porque hoje preciso ficar na sua casa. Então, ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria. Todo o povo viu isso e começou a se queixar: “Ele se hospedou na casa de um pecador”. Zaqueu, porém, levantou‑se e disse ao Senhor: ― Olha, Senhor! Darei a metade dos meus bens aos pobres e, se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais. Jesus lhe disse: ― Hoje houve salvação nesta casa, porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”. Lc 19.1-10.          


O texto lido conta a história do encontro transformador de Zaqueu com Jesus. Se lermos todo o capítulo,  veremos que o Evangelista Lucas chama atenção dos seus leitores para a verdadeira identidade de Jesus ao apresentá-lo em seu tríplice ministério: O Salvador que procura o perdido – vs.1-10; O Senhor que recompensa os fiéis – vs.11-27; e O Rei que oferece paz – vs.28-48. Hoje, no entanto, olhemos para Jesus como o Salvador que procura os perdidos, movido por sua maravilhosa graça. Aliás, essa é a idéia central deste texto. Antes do encontro com Zaqueu, Jesus havia predito a sua morte e curado o cego Bartimeu.  Ele estava se dirigindo para Jerusalém, quando essas coisas aconteceram. Muitos no meio da multidão por terem uma visão equivocada de Jesus, achavam que Ele estava indo libertar Israel do domínio de Roma, outros estavam interessados em ver outros milagres. Na verdade aquela multidão estava prestes assistir o maior dos milagres que é a salvação de um pecador considerado um caso perdido. O nosso coração se alegra ao pensar que Jesus, o nosso Salvador, continua buscando o perdido para resgatá-lo de sua vida desgraçada. Quando uso essa palavra, uso-a no seu sentido literal, ou seja: desgraçada= sem graça (sem o favor e a provisão imerecidos de Deus). Graça é favor imerecido de Deus e o texto lido traduz bem o que é esse favor concedido ao mais vil pecador.

Quantos pensam: “Ah, se acontecesse alguma coisa boa nessa minha vida desgraçada!”. Zaqueu certamente era alguém que talvez pensasse assim. Ele era alguém que tinha tudo materialmente falando, mas sentia-se miserável, desgraçado. Apesar de o seu nome significar: “justo”, Zaqueu não fazia jus ao próprio nome. Ele bem que poderia ser comparado aos inúmeros corruptos e ladrões de colarinho branco dos nossos dias. Zaqueu, diz o texto: era “maioral dos publicanos e rico”. Ele era o supervisor geral dos coletores de impostos. Um cargo e tanto! Ele subiu não apenas na árvore, mas alcançou o mais alto patamar social e econômico daqueles dias. Era judeu, mas tinha a antipatia coletiva da comunidade judaica, porque trabalhava para gentios impuros. Os publicanos ainda tinham a má fama de recolherem mais impostos que o devido. Quanto maior fosse a sua arrecadação, maior a sua renda – Lc 3.12,13. Ainda que aos olhos dos judeus Zaqueu não passasse de um traidor e ladrão, aos olhos de Jesus, ele era um precioso pecador perdido que necessitava da graça salvadora de Deus.

Aquele encontro com Jesus mudou radicalmente a vida de Zaqueu e a transformação foi visível. Vejamos: Ele se tornou como uma criança e recebeu o reino de Deus; Ele que procurava foi achado; Ele era pequeno, mas tornou-se grande. Deixou de ser filho da ira para se tornar um filho da obediência; E Ele era espiritualmente pobre, mas tornou-se rico porque foi salvo por Jesus. É possível que o orgulho seja o maior impedimento para alguém que tem posses neste mundo crer em Jesus. Zaqueu rompeu a barreira do seu status, e se tornou como uma criança curiosa que não podia perder a oportunidade de descobrir quem era Jesus. Não sabemos como Zaqueu foi preparado para aquele encontro, mas é fato, que o Senhor que procura os perdidos, o encontrou. Zaqueu era um homem espiritualmente falido e precisava receber de Deus a riqueza da Vida Eterna. O que aprendemos com o texto? Precisamos aprender a nos tornar como crianças para receber o Reino de Deus em nosso coração. Quando o Senhor é buscado de todo o coração Ele se deixa encontrar. Quando somos encontrados por Ele a nossa vida é radicalmente mudada e nunca mais seremos os mesmos. Nadia Malta

 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/PERSEVEREMOS NA FÉ E ALCANÇAREMOS A VITÓRIA!

 PERSEVEREMOS NA FÉ E ALCANÇAREMOS A VITÓRIA!

 Eis que o Senhor, teu Deus, te colocou esta terra diante de ti. Sobe, possui-a, como te falou o Senhor, Deus de teus pais: Não temas e não te assustes. Então, todos vós vos chegastes a mim e dissestes: Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e nos digam por que caminho devemos subir e a que cidades devemos ir.  Isto me pareceu bem; de maneira que tomei, dentre vós, doze homens, de cada tribo um homem.  E foram-se, e subiram à região montanhosa, e, espiando a terra, vieram até o vale de Escol, e tomaram do fruto da terra nas mãos, e no-lo trouxeram, e nos informaram, dizendo: É terra boa que nos dá o Senhor, nosso Deus. O relatório dos espias recebido com incredulidade. Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes à ordem do Senhor, vosso Deus. Murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Tem o Senhor contra nós ódio; por isso, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus e destruir-nos. Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto do que nós é este povo; as cidades são grandes e fortificadas até aos céus. Também vimos ali os filhos dos anaquins. Então, eu vos disse: não vos espanteis, nem os temais. O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito”... Dt 1.21-30.                                                                              


 O texto lido mostra o relatório dos espias, que além de difamar a Deus, contaminou a nação inteira. Por causa da rebelião e da incredulidade do povo, um percurso que deveria ter sido feito em 13 dias durou 40 anos. Falamos sobre isto recentemente! Precisamos ser mais lembrados que instruídos! Promessa de Deus não significa ausência de luta. A terra foi prometida, mas precisava ser conquistada. Os acontecimentos do passado apontam para o futuro e nos ensinam lições preciosas. Assim como foi com Israel dos dias passados, acontece hoje. Bênçãos ordenadas têm sido postergadas por causa da nossa postura preguiçosa, rebelde, murmuradora e medrosa. A visão de gafanhotos nos faz ver tudo à nossa volta como gigantes. Esses gigantes precisam ser banidos de nossas vidas para que as nossas bênçãos desçam sobre nós. A Bíblia nos afirma em II Pedro 1.3: “Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude”. Por que não desfrutamos da plenitude dessas coisas que conduzem à vida e a piedade? Porque tem nos faltado conhecimento e é exatamente ai que o Adversário alcança vantagem sobre nós. O povo tem sido destruído por falta de conhecimento!

 Há quatro gigantes que precisam ser expulsos das nossas vidas. Vejamos: Primeiro Gigante: A Preguiça. A Falta de disposição para a luta já nos faz derrotados; Segundo Gigante: A Rebeldia. Todo espírito de rebelião é demoníaco e precisa ser banido da nossa vida; Terceiro Gigante: A Murmuração. Murmurar é cantar vitória para o adversário. Precisamos aprender a louvar e agradecer antes mesmo da bênção se materializar; E Quarto Gigante: O Medo. Os que temem permanecem estagnados não chegarão a lugar nenhum. Ensina-se tudo nas igrejas, menos a obedecer a Palavra de Deus. Enquanto isso, a população de rebeldes eclesiásticos tem crescido. Sacrifícios, votos, correntes de oração não substituem a obediência e obediência requer compromisso com Deus. A murmuração tem destruído as vidas de muitos em nosso meio.  Quando murmuramos damos lugar a uma ação efetiva de demônios sobre as nossas vidas. Parece-nos que uma casta infernal se alimenta das nossas murmurações, causando completa destruição daquilo que deveria ser nosso. O Israel indisposto, rebelde e murmurador também teve medo. Por causa disso toda uma geração de murmuradores medrosos pereceu no deserto. Medo é derrota antecipada.

 Quando Deus nos ordena algo, não temos que achar nada, só temos que obedecer e seguir em frente na força que o Senhor supre! Agora prestemos atenção: Deus nunca nos ordena fazer algo ilegal. Ousadia no Espírito não é irresponsabilidade. Servo de Deus não anda na ilegalidade. Cuidado com os cheques pré-datados (sem fundos), com o uso indiscriminado do cartão de crédito sem uma renda, cuidado com os cheques especiais e com os agiotas. Você pode argumentar: Mas todo o mundo faz isso! Não o servo de Deus que anda em fidelidade. Portanto, não faça débito para Deus pagar. Muitos têm lançado mão desses recursos dizendo ser direção de Deus. Isso não é verdade! Dos 12 espias, só 2 falaram pelo Espírito: Josué e Calebe. Mas o povo preferiu dar ouvidos aos “achismos” da maioria e nem sempre a voz do povo é a voz de Deus. O medo tem paralisado a sua vida? Quais são esses medos? Vamos listá-los e confessá-los diante de Deus em oração, destruindo essas fortalezas em nome de Jesus Cristo. O que aprendemos aqui? Tempo de dar um basta a tudo isso hoje! Derrubemos em nome de Jesus Cristo as fortalezas de Preguiça, Rebeldia, Murmuração e Medo das nossas vidas em nome de Jesus Cristo e alcançaremos a vitória! Nadia Malta

 

 

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/ CONFIEMOS NA SUFICIENCIA DO CRISTO!

 CONFIEMOS NA SUFICIENCIA DO CRISTO! 

https://youtu.be/qzjV2VZywxk

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória”. Ef 1.3-14.


O texto lido é considerado o maior período da Bíblia. E é fácil descobrir o porquê. Aqui nós temos a impressão de que o apóstolo Paulo em virtude da revelação da obra perfeita e completa de Cristo é tomado por um êxtase e perplexo, começa a falar sem parar nem para tomar fôlego. Ele quer contar logo o que descobrira, ou seja, o sacrifício do Calvário redunda em todas as bênçãos espirituais concedidas por Deus nas regiões celestiais em Cristo. É preocupante a tendência nos meios cristãos de uma maneira geral de anunciar bênçãos materiais como meio de arrebanhar seguidores. Ou ainda, a supervalorização dessas bênçãos em detrimento do próprio abençoador. A maior necessidade do homem é reconciliar-se com Deus e isso só é possível através de Cristo. Se houvesse outra maneira de fazer essa reconciliação, Jesus não precisaria ter ido ao Calvário e sacrificar-se numa morte tão degradante como a de cruz. Existe uma máxima teológica que diz: “O vazio no coração do homem é do tamanho de Deus”. Só Jesus é capaz de encher todos os espaços vazios no coração do homem. Em todas as épocas encontramos pessoas vazias, carentes, buscando algo que elas mesmas não sabem o que é, mas nada pode saciar essa sede, esse vazio, só Jesus Cristo. Nos dias de Paulo, bem como nos dias de Cristo na terra, as coisas não eram diferentes. As pessoas precisam enxergar que a sua maior necessidade não é de bênçãos materiais, mas do próprio abençoador. As multidões do passado já procuravam Jesus pelo pão que perece.

O texto relaciona seis bênçãos que já recebemos por meio da obra completa de Cristo, bem como seus resultados. Vejamos: Primeira Bênção: A Eleição; Segunda bênção: A Predestinação para Ele como filhos; Terceira Bênção: A Redenção pelo sangue de Jesus; Quarta Bênção: A Remissão dos Pecados pela riqueza de sua Graça; Quinta Bênção: Somos feitos Heranças de Deus; E Sexta Bênção: Fomos Selados com o Espírito Santo da promessa. Descobrimos aqui, que quando tomamos uma decisão por Cristo, essa decisão só foi possível porque Ele já havia nos escolhido antes da fundação do mundo. Essa escolha é baseada tão somente numa determinação soberana de Deus, na qual Ele nos concedeu sua graça salvadora. Isso aconteceu independentemente de obras meritórias de nossa parte. O grande propósito dessa eleição é para que nos tornemos santos e irrepreensíveis perante Ele. Santos como Ele é santo. Fomos além de eleitos antes da fundação do mundo para ser santos e irrepreensíveis perante Ele, e em amor fomos predestinados para a adoção de filhos de Deus. Ao recebermos Jesus Cristo como Senhor e Salvador, somos libertados do reino das trevas por Deus e transportados para o reino do Filho do seu amor: Cristo Jesus. Além de libertos, redimidos, somos remidos, temos os nossos pecados perdoados e apagados. A nossa história é zerada. As coisas velhas já passaram e tudo se fez novo para a glória do Pai. Pertencemos a Deus somos heranças benditas do Senhor.

 Quais os resultados dessa filiação?  Como filhos redimidos e perdoados temos os olhos desvendados para compreender o mistério da vontade de Deus, que faz todas as coisas convergirem em Cristo. Entendemos que tudo vem dEle, é feito por meio dEle e é para louvor de sua glória. Passamos a nos tornar um louvor vivo para a glória de Deus. Que revelações estão contidas aqui? Quando discernimos cada uma dessas bênçãos espirituais, podemos compreender e partilhar o entusiasmo de Paulo ao escrever essas palavras. Os que buscaram a Cristo recebendo-o como Senhor e Salvador passam a tomar posse daquilo que já receberam nEle, ou seja, foram eleitos antes da fundação do mundo, predestinados para a adoção de filhos, redimidos, perdoados, feitos herança de Deus e ainda selados com o Espírito Santo da promessa. Experimentamos os resultados dessas bênçãos: Podemos discernir pelo Espírito Santo a vontade revelada de Deus de fazer todas as coisas convergirem em Cristo. Somos recriados para ser um louvor vivo para a glória de Deus. Temos sido? Atentemos! Nadia Malta

 

 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/QUE SEJAMOS FORTALECIDOS EM DEUS!

 QUE SEJAMOS FORTALECIDOS EM DEUS!

O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? Quando malfeitores me sobrevêm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem. Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança. Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo. Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo, me acolherá; elevar-me-á sobre uma rocha. Agora, será exaltada a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam. No seu tabernáculo, oferecerei sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao Senhor. Ouve, Senhor, a minha voz; eu clamo; compadece-te de mim e responde-me. Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, Senhor, a tua presença. Não me escondas, Senhor, a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu és o meu auxílio, não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação. Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá. Ensina-me, Senhor, o teu caminho e guia-me por vereda plana, por causa dos que me espreitam.  Não me deixes à vontade dos meus adversários; pois contra mim se levantam falsas testemunhas e os que só respiram crueldade. Eu creio que verei a bondade do Senhor na terra dos viventes.  Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor”. Sl. 27. 


O salmista Davi ensina aqui, que quando conhecemos o Senhor e confiamos nEle, recebemos a Sua ajuda para superar os medos que podem paralisar a nossa vida e impedir que desfrutemos da Sua plenitude. Falar sobre medo é sempre oportuno, porque este assunto tem atravancado a vitória de muitos servos de Deus, por isso este tem sido um assunto recorrente neste espaço. E isso independe do tempo de conversão. Em um grau maior ou menor todos nós sentimos medos. Muitas vezes ele acaba se tornando uma patologia, sendo necessária a intervenção de um profissional e até mesmo medicamentos, pois o Senhor também usa meios humanos. Contudo, é vontade do Senhor que vivamos livres desse fantasma que tem assombrado a vida de muitos de nós. O Senhor tanto opera por meios sobrenaturais quanto por meios naturais. De qualquer modo clamemos a Ele e façamos a nossa parte. Mais uma vez recorremos à experiência de Davi, para ministrar sobre esse assunto. Da mesma maneira como ele venceu o gigante Golias sendo pouco mais que um menino, tempos depois venceu todo contingente militar de Israel que o caçava a mando de Saul como se fosse um bandido perigoso. A cada vitória nossa em Cristo somos fortalecidos nEle para novos desafios.

A cada dia que passa nos deparamos com situações que demandam coragem e intrepidez da nossa parte. Ao mesmo tempo, nossa luta diária pela sobrevivência num mundo absolutamente hostil que jaz no maligno, requer de nós uma força que não possuímos, não humanamente falando. Haverá sempre lutas por fora e temores por dentro! Existe um complô das trevas para nos assombrar e fazer recuar. Ficamos sobressaltados em casa e na rua. Há sempre um perigo à espreita, aonde quer que possamos ir. O que fazer diante disso? Quando o inevitável parece nos rondar, olhamos para Lc 8.50 e encontramos Jesus ali, entregando a Jairo o grande antídoto para os nossos medos: “Não temas, crê somente”. O texto em apreço aponta para alguns medos que podem nos paralisar. Esse medos foram vencidos pelo salmista e podem ser vencidos por cada um de nós. Vejamos: Medo das Circunstancias; Medo do Fracasso; E Medo do Futuro! Em cada curva do caminho, surpresas nos aguardam e nem sempre são agradáveis. Olhemos para Aquele que faz tudo cooperar para o nosso bem: Cristo. O grande segredo de Davi era a sua intima comunhão com Deus. É isso que precisamos aprender a desfrutar. Davi oferece sacrifícios de júbilo pela vitória que ele sabe virá. Clamemos por essa postura confiante. Assim como Davi busquemos, pois, o Senhor, enquanto o podemos achar, invoquemos o seu nome enquanto está perto e estejamos atentos quanto à direção dada por Ele para a situação.

 

Davi termina o salmo com três expressões de encorajamento aos seus soldados: “Tende bom ânimo; fortifique-se o teu coração, espera, pois pelo Senhor”. Quando nos posicionamos assim, o medo é dissipado e a vitória é certa em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor! Quais as lições do texto para nós? Precisamos aprender com Davi a exercitar uma fé viva no Senhor, baseada num relacionamento pessoal intimo com Ele. Precisamos aprender a nos achegar a Deus, não apenas nas horas difíceis, mas fazer dEle o companheiro de todas as horas. Ele é aquele que não nos abandona nunca. Quando isso acontece, teremos bom ânimo pra enfrentar todas as situações; seremos fortificados diante de tudo que se levanta para nos assombrar e ainda aprenderemos a esperar no Senhor diante das decisões difíceis que precisarmos tomar ou diante das demandas à nossa volta. O único meio eficaz de nos fortalecer no Senhor é esperar e nos aquietar nEle. E aquietar-se nEle é a santa irresponsabilidade de lançar sobre Ele, aquilo que pesa sobre nós. Nadia Malta

 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/LOUVEMOS AO SENHOR MESMO EM MEIO AO QUE NOS TEM APRISIONADO!

 LOUVEMOS AO SENHOR MESMO EM MEIO AO QUE NOS TEM APRISIONADO!  

Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos” At. 16. 25, 26.                                                                     


Numa prisão da cidade de Filipos, encontramos o Apóstolo Paulo e Silas, seu companheiro de jornada, presos, sob a falsa acusação de estarem tumultuando a cidade. Depois de serem tremendamente usados por Deus para libertar uma mulher cativa de um espírito de adivinhação e do Senhor operar maravilhas através deles, esses homens, por uma artimanha maligna, são açoitados e presos. Mas na prisão eles oravam e cantavam, porque sabiam em quem criam e sabiam também que de um jeito ou de outro seriam libertos.  Quantos estão se sentindo assim, necessitados de liberdade, de folga? Sentem-se aprisionados, criticados, acusados injustamente, feridos, perseguidos, encurralados e desesperadamente necessitados de uma intervenção poderosa de Deus em suas vidas! Muitas vezes essas cadeias não são físicas, mas emocionais ou espirituais. Muitos em nosso meio se encontram  presos ao medo, à intransigência, a jugos insuportáveis, à ansiedade, ou mesmo a vícios e inclinações. Nesta hora, o Espírito Santo de Deus quer falar com todos os que ouvem esta palavra, se sentem assim e carecem de uma estratégia do Alto para sair da situação onde se encontram.

Uma grande estratégia do céu é “oferecer a Deus sempre por meio de Jesus sacrifício de louvor que é fruto de lábios que confessam o seu nome”, diz o autor de Hebreus (13.15). Aliás, há dois sacrifícios que precisamos aprender a oferecer ao Senhor em meio às nossas lutas: Um é o sacrifício de louvor oferecido tão eficazmente por Paulo e Silas naquela prisão de Filipos, o outro é o sacrifício de ações de graças tão usado pelos salmistas em suas lutas diárias. Enquanto primeiro é um cântico na agonia que é entoado para glorificar o Senhor no meio do sofrimento, o segundo é a gratidão pela vitória antes mesmo do fim do combate. No meio das grandes aflições temos a nossa fé provada e aprovada. Encontramos no texto uma atitude de fé e o resultado dessa atitude. Vejamos: A Atitude de fé: V. 25: “Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam”; O Resultado da atitude de fé: V.26: “De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos”. Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus porque criam que Deus era a única saída possível para aquela situação. Você ouviu? Eles ORAVAM E CANTAVAM LOUVORES A DEUS, mesmo açoitados e presos. E muitos, por causa de suas cadeias fazem isso em lágrimas. Parece loucura? Como é possível orar e louvar quando o coração está pesado, ferido e até de certa forma decepcionado com Deus?

A oração sincera e o sacrifício de louvor chegaram a Santa Habitação de Deus. A força do céu foi acionada. Os poderes da terra foram abalados e o inferno recuou. Glória a Deus! Isso pode acontecer conosco, agora mesmo. O Senhor mandou um terremoto e estremeceu, sacudiu as bases daquele lugar. De repente é isso que está faltando na nossa vida: Acionar a força do céu, a artilharia celestial ao nosso favor através da oração e do louvor a Deus. Tomemos uma atitude, comecemos agora mesmo, ofereçamos ao Senhor a nossa oração e o nosso sacrifício de louvor! Quais as lições do texto?  Não importa o tipo ou o nome da nossa prisão. A de Paulo era em Filipos. A nossa pode ser o medo, um vício.  Uma rejeição, um relacionamento, uma enfermidade, uma situação ou circunstancia não importa. O Deus que operou nos dias de Paulo e Silas opera hoje, então oremos e louvemos ao Deus que tudo pode. A força daquela atitude de fé de Paulo e Silas moveu céus e terra a favor deles. A mesma coisa pode acontecer com todo aquele que agir de igual modo. Por isso oremos e louvemos ao Senhor. O Senhor deseja ouvir a nossa voz, mesmo em lágrimas. À semelhança de Paulo e Silas, quando formos libertos, os que estão ao nosso redor também serão em nome do Senhor Jesus Cristo. Há muitos cativos hoje em nosso meio que o Senhor deseja libertar, o que tem faltado? Passos  ousados de fé. Sigamos na força que só o Senhor supre e louvemos ao Senhor antecipadamente por nossa libertação! Nadia Malta

 

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/QUE TENHAMOS AS NOSSAS FORÇAS RENOVADAS!

 QUE TENHAMOS AS NOSSAS FORÇAS RENOVADAS!

Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” Isaias 40.29-31                                   


Nunca foi tão necessário e oportuno que as nossas forças sejam renovadas e o Senhor dispõe sempre de seus recursos para que isto aconteça! E quais são esses recursos ou de que forma encontramos essa força? Na presença do próprio Senhor! O profeta aqui exalta a majestade e o poder de Deus. Distante do Senhor até os mais fortes e jovens podem cair de cansados. Em compensação há um vigor sobrenatural, que será derramado sobre os que verdadeiramente esperam no Senhor. Pois essa espera é na verdade um tempo de preparação para grandes coisas da parte de Deus para os seus escolhidos, inclusive a completude da nossa jornada por esta terra. Certo pensador Cristão disse que: “A espera, muitas vezes faz parte da resposta”. Ninguém gosta de esperar, principalmente no mundo de rapidez e velocidade em que vivemos. Esperamos na fila do banco. Esperamos horas no consultório dos médicos. Esperamos na fila do supermercado. Esperamos os filhos que chegam tarde. Esperamos a conversão dos queridos. Esperamos respostas, esperamos a sentença do juiz a nosso favor. Esperamos a cura de uma enfermidade, esperamos, sempre. Aliás, esperar é o que mais fazemos. Agora, são poucos os que esperam no Senhor verdadeiramente. E é exatamente o que precisamos aprender a fazer, segundo o texto lido.

Temos falado sobre confiança e é impossível confiar sem esperar ou vice versa. Quando esse tipo de espera se instala em nosso coração, estamos dizendo: “Eu tenho esperança, pois estou sendo preparado pelo Senhor!”. Esperar no Senhor é ter esperança nos seus agires. O Apóstolo Pedro em I Pe 1.3 diz que para esse tipo de espera fomos regenerados! A palavra “esperar” no hebraico significa: amarrar entrelaçado e ter a expectativa certeira de que alguma coisa vai acontecer. Quando esperamos no Senhor, nossas vidas ficam entrelaçadas com a dEle, ficamos tão fortalecidos nesse entrelaçamento que aguardamos sem temor o que Ele tem para nós, seja o que for. Essa espera não pode ser confundida com acomodação ou preguiça. Ela é também um tempo de preparação. Enquanto esperamos, vamos sendo preparados para o que virá, através das orações e da leitura da Palavra! Se precisamos esperar por um emprego, devemos nos preparar, nos reciclar para ele. De nada adianta ficar em casa, de braços cruzados, achando que Deus vai mandar um kit do céu para o seu desemprego. Ore, confie, mas distribua currículos, faça contatos e Deus o honrará. Quando esperamos devemos associar a fé com a esperança. Fé+esperança= a confiança, a certeza do que se espera. No Sl 27.14 o salmista diz: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor”.

O texto citado apresenta a espera em Deus como um tempo de preparação em nossa jornada sobre a terra. E essa preparação nos habilitará sobrenaturalmente para alcançar o que Deus tem para nós. Isso acontece de quatro maneiras. Vejamos: Primeira: Renovando as nossas forças; Segunda: Fazendo-nos voar nas alturas como a águia; Terceira: Treinando-nos a Correr sem nos cansar; E Quarta: Empreendendo longas caminhadas sem nos fatigar. O que o Espírito de Deus deseja ministrar ao nosso coração hoje? Deus quer nos tirar  da acomodação, para que nos tornemos águias do Senhor. Ele quer que à semelhança de Abraão, esperemos mesmo contra a esperança se for preciso, até alcançarmos o que Ele tem reservado para nós. Ele quer hoje, à semelhança do que aconteceu com Moisés, nos visitar com um vigor espiritual, acima de todo entendimento. Finalmente, se crermos nisso, teremos as nossas forças renovadas; subiremos com asas como águia; correremos e não nos cansaremos e caminharemos e não nos fatigaremos. Avancemos, então, na força que só o Senhor pode suprir! Nadia Malta

 

 

domingo, 21 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/VOLTEMOS AO SENHOR, ENQUANTO HÁ TEMPO!

 VOLTEMOS AO SENHOR, ENQUANTO HÁ TEMPO!

https://youtu.be/SUPqVIbvwCQ?si=9929nB9d2ctEVhK9

“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”.Is. 55.6, 7. 


O texto lido faz parte de um contexto maior que vai do versículo primeiro até o treze deste capítulo e conclama os seus leitores a buscarem ao Senhor em um grande despertamento espiritual. Deus deseja que desfrutemos de um relacionamento intimo com Ele. Ele é a saída, Ele é a Porta, Ele é a possibilidade, Ele é a resposta. Contudo, precisa ser buscado enquanto se pode achar e com inteireza de coração. O convite gracioso de Deus aqui, diz respeito à salvação, mas podemos aplicá-lo também às nossas vitórias. Quando olhamos à nossa volta, o panorama é verdadeiramente desolador. Vemos pessoas enlouquecidas correndo de um lado para o outro procurando escapes para os problemas que as assolam. Umas buscam na bebida e nas farras o consolo, outras nas drogas e na prostituição. Quantos pais e mães de família têm deixado o aconchego de seus lares para buscar refúgio lá fora? O homem sem Deus está simplesmente morto em seus delitos e pecados. Nada vai preencher o vazio do coração humano  a não ser o Senhor. Mesmo os que estão na igreja por mera religiosidade, não vão ser saciados. É preciso mais que uma fachada religiosa. O Cristo vivo precisa ser plasmado em nós, já falamos sobre isto muitas vezes. Ele precisa ocupar todos os nossos espaços. A Graça de Deus derramada sobre o homem o desperta a cinco atitudes. Vejamos: Primeira Atitude: Buscar a Deus; Segunda Atitude: invocá-lo; Terceira Atitude: Deixar os velhos caminhos e velhos pensamentos; Quarta atitude: Converter-se ao Senhor; E Quinta Atitude: Voltar-se para Ele!

 Quando essa graça viva nos toca, temos condições de buscar o Senhor, de ansiar por Ele como a corça do salmo 42 anseia pelas correntes das águas. Essa busca é intrínseca, nada tem a ver com exterioridades religiosas. Invoquemos o Senhor, clamemos por Ele e Ele se deixará encontrar. Quando o homem busca o Senhor e o invoca, Ele se manifesta a esse homem de uma maneira tão real, que ele nunca mais será o mesmo. Foi assim, com quantos tiveram o privilégio de encontrá-lo. Quando o Senhor é experimentado, pelo homem a tendência é deixar tudo que fazia parte da velha vida e embaraçava seus passos. Há uma rejeição natural por tudo que não agrada a Deus. Vemos isso na vida de todos os que tiveram um encontro real com o Senhor. Conversão fala de mudança de natureza, não só de atitudes. É novo nascimento. Essa conversão é precedida por um arrependimento sincero de coração uma mudança de mente.  Há uma mudança de rota. Não se trata de religiosidade ou “igrejismo”, mas mudança real de vida. Essa mudança é perceptível, visível. A pessoa torna-se irreconhecível. É desejo de Deus operar essa transformação em cada um de nós. Quando nos convertemos, voltamos para o Senhor, de quem estávamos afastados, pela nossa condição espiritual. Voltar-se para Deus através de Cristo Jesus é ter a vida zerada. Todos os pecados são perdoados, apagados e lançados nas profundezas do mar, não importa o que fizemos. O desejo do coração de Deus é estabelecer uma aliança perpétua conosco. Uma aliança de vida abundante, de plenitude, mas poucos têm compreendido isso. Reflitamos enquanto há tempo. A qualquer momento o alto falante da eternidade pode nos chamar e aí não haverá mais tempo!

O que essas atitudes provocam? Deus se deixa encontrar quando buscado por aqueles que o invocam em verdade. O Senhor se compadece daquele que se aproxima dEle e o invoca em verdade. O Senhor perdoa os nossos pecados e apaga as nossas transgressões, nos fazendo novas criaturas. Para aqueles que se posicionam diante dEle, dando os passos de fé mencionados pelo profeta Isaías, Ele promete nos versículos 13 e 14 deste capítulo: “Saireis com alegria e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça, crescerá a murta; e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto”. É isso que Ele quer fazer com cada um de nós hoje. Que nos posicionemos para tomar as atitudes sugeridas por Isaias neste texto! Nadia Malta

sábado, 20 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS: A SANTA PALAVRA DE DEUS SE CUMPRIRÁ!

 ATENTEMOS: A SANTA PALAVRA DE DEUS SE CUMPRIRÁ!     

 “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” Mt 16.23-27                                                                                    


 Precisamos olhar para o texto que estamos examinando na perspectiva dessas palavras de Jesus a Pedro. Só assim, entenderemos a idéia central apresentada aqui, que é a percepção dos propósitos de Deus para as situações. O Espírito de Deus tem ministrado fortemente ao nosso coração sobre o discernimento espiritual, que devemos ter em relação aos desígnios de Deus nas situações adversas que enfrentamos. Muitos hoje, apregoam um triunfalismo ufanista absolutamente inconsequente. Quando as pessoas descobrem na prática, que mesmo os cristãos por viverem num mundo caído estão sujeitos a passar por aflições, se decepcionam com Deus. Este contexto, no entanto, nos ensina que o único meio de encararmos a vida e as dificuldades que nos acometem, é cogitar (refletir, meditar, pensar) das coisas de Deus. “Os pensamentos e Caminhos de Deus são infinitamente maiores que os nossos”.  Percebemos uma ressurreição do hedonismo, aquela filosofia grega que apregoava a fuga do sofrimento a todo e qualquer custo e a busca do prazer pelo prazer. Esse caminho não procede de Deus. A terra é a arena da nossa santificação, é lugar de lutas, de crescimento e de amadurecimento, não um parque de diversões ou colônia de férias. Ninguém escapa das dores do crescimento, nem física, nem emocionalmente e muito menos espiritualmente. Meditemos nisso!

 Jesus, depois de repreender Pedro, volta-se para os demais e traz alguns princípios, os quais precisamos observar. Vejamos: Não dá para seguir Jesus e seguir as próprias inclinações; Aquilo que o mundo considera ganho é perda para Jesus e vice versa; E Cada um receberá segundo as suas obras! O erro de Pedro no v.23 foi pensar como homem, instigado por satanás, desejando escapar do sofrimento e da morte. Na verdade é isso que todos nós fazemos ante a perspectiva da dor ou da perda.   Ele não cogitou dos pensamentos e propósitos de Deus, quanto ao que estava para acontecer. Pedro teve fé suficiente para confessar no v.16 que Jesus era o Filho do Deus vivo, mas não para crer que era plano de Deus que Jesus sofresse e morresse. Para aceitar a cruz precisamos negar a nós mesmos. A cruz representa o sofrimento temporário para que alcancemos a glória da ressurreição. Seguir ao Cristo Vivo significa também aceitar a cruz que nos é imputada. E agir segundo as armas espirituais que nos foram concedidas pelo Senhor: Oração, santificação que nos confere autoridade, o nome e o sangue de Jesus, a armadura de Deus e a sua Santa Palavra, essas armas espirituais são como rolimãs que nos ajudam a seguir levando nossas cruzes.

 Essa cruz tem várias faces: Ela vem na forma de uma enfermidade que não é curada; da rebeldia contumaz de um filho e da incredulidade ou indiferença de um cônjuge através dos quais exercitamos graça e misericórdia; vem através das perseguições e ações demoníacas diretas ou indiretas, através das quais exercitamos fé. O fato é que devemos clamar ao Senhor que mande mais graça sobre nós, para que sejamos fortalecidos ao carregar cada um a sua cruz! Que o sigamos perseverantemente! O que aprendemos aqui? Não há ressurreição sem cruz, nem vitória sem lutas. Foi assim com Jesus, o ungido de Deus, será assim conosco. As fórmulas mágicas que prometem nos livrar dos sofrimentos nesta vida não procedem de Deus. A  cruz é uma realidade na vida do cristão para que ele alcance a ressurreição nas suas lutas e aflições diárias. Antes clamemos para que sejamos fortalecidos para enfrentar as dores provocadas pelo peso de nossas cruzes. Que possamos nos disciplinar para desconsiderar os ganhos e facilidades do mundo que tentam nos dissuadir do plano de Deus para nós. Muitas vezes no cenário desse plano tem uma cruz para ser encarada. Que possamos aprender com a ajuda do Espírito de Deus a cogitar das coisas de Deus e não das dos homens.  Que possamos nos empenhar para realizar as obras de Deus. Realizar obras de Deus= “crer naquele que por ele foi enviado” = Jesus Cristo. Creiamos, pois! Nadia Malta

 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Meditação/Nadia Malta/ESTAMOS TODOS EM OBRAS, QUE NOS DEIXEMOS TRANSFORMAR!

 ESTAMOS TODOS EM OBRAS, QUE NOS DEIXEMOS TRANSFORMAR! 

 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”. Jo. 8.1-11                                                         


 Se formos ao Senhor com sinceridade de coração deixando cair todas as máscaras e nos desnudando completamente diante de sua soberana presença, sairemos perdoados, curados e libertos. Por que muitos não alcançam a cura? Talvez por não saberem como lidar com a culpa. Pecar é facílimo em todos os sentidos, o difícil é lidar com a culpa. O sentimento de culpa é uma das forças mais poderosas e devastadoras que existe, chegando a ser destrutivo se não for tratado. Muitos diante da culpa reagem das mais diversas maneiras e a Bíblia está cheia de exemplos: Esquivam-se como Adão; Endurecem-se como Caim; Fogem como Moisés; Enlouquecem como Saul; Comovem-se como Davi; Choram amargamente como Pedro; Suicidam-se como Judas; Reconhecem, se quebrantam como o filho pródigo e fazem o caminho de volta para o Pai; Cada um age e reage de um jeito próprio. É comum também transferir a culpa para os outros como forma de defesa. Aliás, essa reação é a preferida de muitos. Há um poder libertador e terapêutico no reconhecimento e na confissão de pecado, que precisa ser experimentado por cada um de nós. Perdoar e receber perdão gera cura e libertação!

 O texto nos traz algumas revelações. Vejamos: Haverá sempre acusadores ao redor ávidos para condenar seus semelhantes; A graça pode alcançar o pior pecador porque ela tem a medida do amor de Deus (largura, altura, comprimento e profundidade); A graça é perdoadora, mas é também confrontadora! A primeira lição do texto é que não estamos aqui para julgar ou condenar os nossos semelhantes, mas para que sejamos canais da Graça de Deus, a fim de que os “desgraçados” sejam alcançados pela Graça salvadora que redime e apaga pecados. O pior e mais grave de tudo é que muitas vezes as pessoas são usadas pelo Adversário para acusar seus semelhantes. Toda acusação é maligna. E ainda há aqueles que congelam a imagem de alguém, pelo que aquela pessoa fora no passado, e não conseguem confiar na Graça transformadora de Deus. Mais uma vez gostaria de insistir: Jesus é Deus e sonda mentes e corações, nossas exterioridades não o impressionam. A nossa aparência de piedade não toca o coração de Deus. O que toca a profundeza de Deus é a sinceridade do nosso coração. Ele nos vê nus, como realmente somos. O texto lido traz uma série de contrastes: Lei e graça; treva e luz; escravidão e liberdade; desonra e honra, religiosidade de fachada e relacionamento íntimo com o Senhor. O versículo nove no seu final diz que todos fugiram acusados pela própria consciência, ficando somente Jesus e a mulher. Note que a acusada não fugiu, ela se sentiu amada, acolhida, apesar de sua nudez exposta.

 O que você prefere, qual a sua escolha? A atitude dos religiosos que se achavam no direito de acusar seus semelhantes e rejeitaram o perdão de Jesus fugindo acusados pela própria consciência? Você vai fugir mais uma vez? Você vai continuar da mesma maneira com essa vida de desgraça, de trevas, de morte, de desonra e de migalhas? E com os mesmos velhos pecados encapados achando que o Senhor não os vê? Ou hoje você finalmente se sentiu tocado pelo Espírito Santo e resolveu tirar as velhas roupagens e deixar que o Senhor contemple a sua nudez e perdoe seu pecado? Perdão de pecados implica em mudança de vida. Jesus diz a você hoje: “Vai e não peques mais!”. Aquela mulher saiu perdoada e restaurada e você como deseja sair desta situação que o tem aprisionado? Atentemos! Nadia Malta

 

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