domingo, 12 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/ CHAMADOS À SANTIFICAÇÃO: QUE NOS SANTIFIQUEMOS!

 CHAMADOS À SANTIFICAÇÃO: QUE NOS SANTIFIQUEMOS!

 Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós. E também falou aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da Aliança e passai adiante do povo. Levantaram, pois, a arca da Aliança e foram andando adiante do povo”. Josué 3. 5. 


A vida do povo de Deus é uma vida de travessias e isso começou desde a saída de Abraão de Ur na Caldeia rumo a uma terra que ele nem conhecia e que lhe seria mostrada pelo Senhor ao longo da jornada. Anos mais tarde, Jacó e sua família atravessariam Jaboque. Depois veio a saída do Egito. O povo atravessou o Mar Vermelho, depois o deserto e o rio Jordão. Cada uma dessas travessias tem um propósito santificador de Deus.  Santificação não é uma máscara que usamos apenas no domingo em nossas assembleias solenes, nem clichês e cacoetes pentecostais ou carismáticos para impressionar os tolos, ou ainda maneiras de emboscar o Espírito Santo para que Ele trabalhe ao nosso favor, mas uma santa e contínua compulsão de fazer a vontade de Deus e interferir positivamente aonde quer que estejamos, para que Cristo seja revelado através de nós. Santificação é a mais sublime das maneiras de cultuar ao Senhor. É temor do Senhor é vida no altar e altar é lugar de rendição e de morte! A santificação através de um discipulado relacional e experiencial com o Senhor tem o propósito de produzir Cristo em Nós. O que Deus está requerendo de nós hoje? O Texto aponta para dois princípios: Primeiro princípio: Santificação; E Segundo Princípio: Passos ousados de fé!

A santificação do cristão se dá em três níveis: A Santificação Posicional, é aquele momento em que somos justificados pela fé em Cristo e temos o nosso coração regenerado pelo Espírito Santo de Deus. A Santificação Progressiva, essa é contínua, começa no ato da conversão e dura o tempo de vida que o cristão tiver sobre a terra. É o tempo de crescimento espiritual, à medida que ele caminha vai se tornando cada vez mais parecido com Cristo. E por último a Santificação Perfectiva, que é a glorificação do cristão na Segunda Vinda de Cristo quando ele será totalmente conformado à imagem do Senhor. Deus é Santo e se manifesta através de vasos limpos e separados para Ele. Hábitos, atitudes, práticas antigas não podem fazer mais parte da vida daqueles que realmente foram visitados e regenerados pela Graça transformadora de Deus, a menos que tudo tenha sido uma grande farsa e nunca tenha havido Novo Nascimento de fato.

Se quisermos ver o sobrenatural de Deus agir em nós, através de nós e em nosso meio, se quisermos que as maravilhas de Deus nos alcancem, então precisamos derrubar nossos velhos altares, tirar do nosso meio os “deuses estranhos”, desconstruir os velhos paradigmas da religiosidade de fachada e andar reta e fielmente na presença do Senhor. Quando esses princípios são observados, as maravilhas de Deus começam a fluir para nós, em nós e através de nós. É simples assim. A salvação é de graça e pela Graça, tudo o mais no reino de Deus requer  raça, esforço, tem um preço a ser pago e por mais alto que, seja vale a pena, quando o que está em questão é o desfrutar da intimidade e da presença gloriosa de Deus.  O que aprendemos aqui? Quantos de nós estamos precisando atravessar o Jordão da incredulidade, da desobediência, da frieza, da apatia, da falta de perdão, da prostituição, da mágoa, da ira, da indignidade, da impureza, da desonestidade, da promiscuidade, dos vícios? Há tantos obstáculos a transpor, só depende de nós, de nos santificarmos e darmos o passo ousado de fé em direção a nossa vitória por meio do Cristo. Nadia Malta

 

sábado, 11 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/AGUARDEMOS O AGIR DE DEUS E DESCANSEMOS NELE!

 AGUARDEMOS O AGIR DE DEUS E DESCANSEMOS NELE!

 Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre”. Salmo 131.                                               


                                          

 A humanidade hoje vive em busca de uma fórmula mágica para se livrar de uma vez por todas da ansiedade, que tem sido a mãe das mais diversas patologias emocionais e físicas. Nos meios cristãos, essa tendência também tem dado lugar a um sem número de ministérios oportunistas, que caçam e aprisionam a alma do povo de Deus, ao invés de ensiná-lo a buscar refúgio no Senhor, confiar e descansar nEle. E note que não estou falando aqui da necessidade lícita da busca de um profissional, quando se reconhece uma patologia. Será que existe essa fórmula? A Bíblia afirma que sim. E ainda nos assegura que na verdade, essa não é uma fórmula, mas uma pessoa: JESUS CRISTO. O grande problema é que não conseguimos nos entregar a Ele completamente. O recebemos como Salvador, mas não entregamos a Ele o senhorio das diversas áreas de nossas vidas. Precisamos entender que quando Jesus é Senhor de nossas vidas, os problemas não vão deixar de existir por causa disso, mas ao entregar a Ele nossos problemas e inquietações, conseguiremos superá-los sem desespero ou desequilíbrio. Ele é aquele que tem o controle de tudo em suas mãos.

 Para experimentar o Descanso de Deus precisamos segundo o salmista de três ações imperativas: Primeira: É preciso esvaziamento de si mesmo e o exercício de uma humildade verdadeira; Segunda: É preciso disciplina para experimentar o Descanso de Deus; E Terceira: É preciso falar sobre isto em oração como Davi, até que sejamos convencidos que é possível experimentar esse Descanso! A humildade é a virtude pela qual, reconhecemos nossos defeitos, limitações, fraquezas, incoerências, finitudes e uma profundíssima dependência de Deus, enquanto a soberba é o agir independentemente da vontade Dele, que visa a auto exaltação e o aplauso. Através da humildade conseguimos reconhecer e confessar os pecados e nos preparamos para receber a ajuda e o conforto de Deus. Davi empenhou-se, esforçou-se para domar a sua alma para que ela obedecesse à vontade de Deus. Domar a alma não é uma tarefa fácil. A alma é exigente, ela cobra e sempre quer mais, nunca está satisfeita. A alma clama pelo elogio, pela fama, pelo reconhecimento, ela procura tirar a glória que só a Deus é devida. Segundo certo pensador cristão, o grande mistério da fé que precisamos aprender é que: “fé não é mover Deus em nossa direção, mas é um mover nosso na direção de Deus”. Quando nos movemos assim humildemente na direção de Deus, alcançamos o seu colo em oração de fé e ali, somos aquietados, acalentados e refrigerados, mesmo em meio às lutas mais intensas.

 O salmo lido é um cântico de romagem, fazia parte do hinário de bolso do povo de Deus durante as tarefas diárias e em suas peregrinações para Jerusalém. Essas verdades eram cantadas para não serem esquecidas. Deveríamos fazer a mesma coisa: Proclamar sempre as verdades de Deus. Crer e confessar é um princípio bíblico que precisa ser exercitado. Assim como o pecado de Davi repercutiu negativamente sobre a nação no passado, a lição aprendida na vida espiritual, particular de Davi teve uma aplicação na vida nacional do seu povo. E tem alcançado todos os que creem e praticam essa Palavra de vida em todas as épocas. O que o texto ensina? Pratiquemos a humildade reconhecendo as nossas fraquezas, incoerências e limitações. Que nos rendamos à vontade do Senhor. Cuidado com a soberba, que é um agir independente da vontade de Deus! Disciplinemos a nossa alma, procuremos domá-la para fazer a vontade Deus, confiando nEle incondicionalmente. Que nos lembremos: O Descanso de Deus é uma pessoa chamada JESUS CRISTO e só nEle podemos esperar. Compartilhemos com os que estão à nossa volta que o Senhor é Deus. Isso influenciará positivamente os que estão ao nosso redor. Nadia Malta

 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE PERSEVERAR NA FÉ E NO CONHECIMENTO DE DEUS!

 TEMPO DE PERSEVERAR NA FÉ E NO CONHECIMENTO DE DEUS!

E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!”.  Mateus 14.27-30


 O texto citado fala de uma das mais dramáticas lições de fé ensinadas por Jesus aos seus discípulos. Aquela na verdade, não era a primeira vez que Jesus ministrava sobre fé aos seus discípulos no meio de uma tempestade. O outro episódio está descrito no capítulo oito e relata também uma grande tempestade, só que naquela outra situação, Jesus estava com eles no barco. A primeira experiência tipifica os dias de Jesus na terra, antes de sua crucificação e ressurreição. A segunda aponta para a era da igreja, quando Jesus se ausentaria da terra fisicamente voltando para os céus. Ambas as experiências estimulam a prática da fé viva e incondicional. Quando encontramos na Bíblia referencias a tempestades, muitas águas, ou mar, são invariavelmente metáforas para ilustrar as tribulações e os reveses da vida. O mais surpreendente na sofisticada pedagogia de Jesus é que Ele não dá aula teórica. Ele já coloca seus discípulos em situações práticas, para que aprendam vivenciando. Foi assim no passado, é assim no presente e será assim sempre. Cabe a nós, nos tornarmos alunos “ensináveis” e diligentes para assimilar a metodologia de ensino de Jesus e não sermos reprovados. Há muito cristão repetindo o ano. Crentes que já poderiam ser mestres, mas ainda continuam no Jardim da Infância da fé.

O que significa a palavra “porém”? É uma conjunção adversativa. O dicionário diz que: “Inicia ou encerra uma oração ou um período cujo teor indica uma oposição ou restringe o que foi proferido anteriormente”. Por que então, insistimos em usá-la exatamente quando se trata da nossa fé? Onde há fé não cabe nenhum “porém”! Não podemos levantar oposições ou restrições à nossa fé. Há um pensamento atribuído a Charles Spurgeon que diz: “A Fé é a razão repousando em Deus!”. Repousemos a nossa razão em Deus e nos aquietemos Nele! A experiência daqueles discípulos nos ensina que mesmo em meio às tempestades da vida, podemos contar com algumas certezas. Vejamos: Primeira Certeza: O próprio Senhor os compeliu para a tempestade; Segunda Certeza: O Senhor se retira para orar sozinho e certamente intercedia por eles e também intercede por nós; Terceira Certeza: Assim como Jesus acudiu os discípulos, Ele nos acode também; Quarta Certeza: Aquela situação foi a oportunidade de Deus para ajudá-los a crescer e se fortalecer; E Quinta Certeza: O Senhor ajudou os discípulos até o fim e fará assim conosco! Confiemos!

Há aqui lições preciosas que precisam ser assimiladas: Seguir a Cristo, nem sempre significa navegar em águas tranquilas. As tempestades têm seu papel na sofisticada pedagogia de Deus e ao contrário do que muitos pensam, elas são ideia de Deus e não do Adversário. Os “poréns” sim, são enviados pelo Maligno para minar a nossa fé. Portanto, cuidado com eles! As tempestades vêm para nos corrigir ou para nos aperfeiçoar, cabe a nós nos deixar ministrar por elas. Muitas vezes o centro da vontade de Deus é no meio de uma tempestade (tribulação, perseguição, enfermidade, aflição, perda ou provações de maneira geral) e Ele mesmo nos impele para lá. Quem sabe se não é isto que está acontecendo com você agora? Que tal perguntar ao Senhor: O que o Senhor deseja me ensinar no meio dessa tempestade? Clamemos por Jesus antes de submergirmos em nossas tempestades e Ele certamente virá em nosso socorro. Não podemos esquecer que as tempestades são apenas caminhos que nos levam para mais perto do Cristo. Se as tempestades da vida nos fazem orar mais, elas fazem mais bem do que mal. Alguém já disse que: “muitas vezes as bênçãos de Deus veem estilhaçando as vidraças” ou parecendo um grande “malassombro”. São acontecimentos que chegam com barulho assombroso para mudar a nossa realidade, são bênçãos de Deus disfarçadas para nos sacudir e tirar da estagnação. Aprendamos a discerni-las! Aleluia! Amém! Nadia Malta

 

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