terça-feira, 7 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ SEJAMOS CUIDADOSOS TANTO COM O FALAR INOPORTUNO, QUANTO COM A ESCUTA PRECIPITADA!

 SEJAMOS CUIDADOSOS TANTO COM O FALAR INOPORTUNO, QUANTO COM A ESCUTA PRECIPITADA!

Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando”. Provérbios 13.3.                                                 


O salmista no salmo trinta e quatro faz uma pergunta e ele mesmo responde: “Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade”. Isso mesmo, ele fala da sabedoria do silêncio. Na verdade, encontramos aqui, com outras palavras, o que fora dito acima pelo autor de provérbios.  Quando nos referimos à sabedoria do silêncio não falamos do silêncio conivente com o pecado ou o calar-se oprimido diante de uma situação aflitiva e degradante, mas o calar prudente e sábio. O falar prudente tem hora certa! Quanta opinião precipitada dada sem pensar tem causado ruína e dano tanto a quem fala quanto a quem é vitima de um falar injurioso. Por que será que temos uma só boca e dois ouvidos? Imagino que o Criador queria nos ensinar algo precioso aqui! Assim, falemos menos e ouçamos mais. O silêncio muitas vezes é a melhor resposta! Por outro lado, tenho pensado muito naquilo que falamos e na maneira como é entendido. Os melindres fazem com que ouçamos um tom que não corresponde à realidade! Parece-nos que há uma intervenção maligna entre a trajetória da boca de quem fala até os ouvidos de quem ouve.

Lembro-me que certa vez uma pessoa veio falar comigo ao final de um culto e me pediu roupas usadas para doar enquanto eu conversava atentamente com outra pessoa, que estava passando por uma situação dramática e não poderia interromper aquela escuta. Como sempre recolhia todo tipo de usados em bom estado para doação, então, rapidamente, sem deixar de dar atenção à pessoa com quem estava conversando, perguntei para quem a pessoa que me pediu as roupas queria. A intenção ali era tão somente saber que tipo de roupa deveria trazer (para homem, mulher, criança). Mas aquela irmãzinha deu de ombros e saiu muito zangada e ofendida. Não entendi nada na hora. Continuei a conversa que não podia interromper. Dez anos depois, a irmã “ofendida” em questão, que acabou se tornando uma grande e querida amiga me confidenciou: “Já tive tanta raiva de você!”. Ao perguntar o porquê de tanta raiva. Ela revelou que dez anos atrás quando ela viera me perguntar se eu tinha roupas usadas para doar e eu perguntei para quem ela queria. Ela entendeu que eu havia achado que seria para ela e não atinou para a verdadeira intenção da minha pergunta. Quanta ira desnecessária! Tudo poderia ter sido rapidamente esclarecido se não fora o orgulho e a precipitação daquela escuta!   

Já mencionei este assunto em outro momento, mas é sempre oportuno lembrar. Temos a memória curta. Precisamos ser mais lembrados que instruídos! O que aprendemos com o autor de Provérbios aqui? O autor de Provérbios diz que “Quem guarda a sua boca guarda a sua vida”. Uma grande e irrefutável verdade. Quanta angustia seria evitada se usássemos a nossa língua com sabedoria. Por outro lado uma escuta precipitada pode levar a situações equivocadas como a relatada no parágrafo anterior. Falemos e ouçamos com prudência. Atentemos para a sabedoria do silêncio! Nadia Malta

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/TODA SEMEADURA PRODUZ COLHEITA: ESCOLHAMOS BEM O CAMPO E AS SEMENTES!

 TODA SEMEADURA PRODUZ COLHEITA: ESCOLHAMOS BEM O CAMPO E AS SEMENTES!

 Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna”. Gálatas 6.8. 


Reflitamos quanto às nossas semeaduras! Para quem temos semeado? Só existem efetivamente dois campos a serem semeados: A Carne e o Espírito. A semeadura feita no primeiro campo faz brotar dor, sofrimento e morte. Ou seja, para a carne semeamos as sementes que o mundo oferece. São sementes de destruição e sofrimento. Seus frutos satisfazem temporariamente. São frutos enganosos, malditos. “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição”.  Já aquilo que semeamos no segundo campo faz brotar vida e paz. Cabe a nós escolher onde e o que queremos colher. Para o Espírito semeamos sementes benditas que frutificarão eternamente. São sementes de vida e seus frutos glorificarão eternamente o Senhor, “quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”. Tenho meditado nos últimos tempos na questão das nossas semeaduras. Nesta vida, ou estamos arando terrenos ou lançando sementes. Resta saber que tipo de semeadura estamos fazendo. Deixe-me fazer melhor a colocação, sempre que um campo é semeado esse campo tem um dono. No caso aqui tratado, só há dois donos: O Senhor ou a nossa carne sempre insatisfeita!

A semeadura que se faz para a carne gerará frutos malditos de destruição, mas a semeadura feita para o Espírito Santo gerará frutos benditos para a vida eterna. O que temos preferido? Quanto esforço inútil para satisfazer essa senhora tão cruel que é a carne! Quanto tempo perdido em amealhar coisas que não têm peso de eternidade! Escolhas são sementes! “Aquilo que o homem semear, isto também ceifará!” diz o apóstolo Paulo tão sabiamente! Assim, atentemos tanto para o tipo de semente usada em nossas semeaduras, quanto para o dono do terreno sobre o qual estamos efetivamente lançando essas sementes. O apóstolo Paulo falando aos romanos diz: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo”. Paulo aqui esclarece essa questão. Quem tem efetivamente o senhorio da nossa vida? É sempre oportuno meditar sobre este assunto.

E esta é uma questão que nos deve levar a refletir profunda e continuamente! Às vezes temos a impressão que os cristãos só olham para o aqui e agora como se fossem viver eternamente nesta terra. Em Cristo somos livres, mas a nossa liberdade não é para dar lugar aos apelos da carne. No capítulo anterior desta epístola Paulo recomenda: “Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”. O que aprendemos aqui? O grande desafio do cristão é viver pelo Espírito, só desta maneira é possível resistir às inclinações e exigências de uma carnalidade que não se converte, pelo menos, não antes da Segunda Vinda do Cristo quando receberemos um novo corpo à semelhança do Corpo do Senhor! Semeou, vai colher! Ainda há tempo de mudar tanto a semente quanto o campo! Fica a reflexão! Nadia Malta

domingo, 5 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE NOS AQUIETAR EM DEUS: ELE ESTÁ PELEJANDO POR NÓS!

 TEMPO DE NOS AQUIETAR EM DEUS: ELE ESTÁ PELEJANDO POR NÓS!

https://youtu.be/syX544ItQ94

No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome é Beltessazar; a palavra era verdadeira e envolvia grande conflito; ele entendeu a palavra e teve a inteligência da visão. Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras. No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando eu à borda do grande rio Tigre, levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente. Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra”. Daniel 10.1-9. 


Ler o livro profético de Daniel é sempre reconfortante, pois ali percebemos de uma maneira mais portentosa e visual as intervenções de Deus nas horas mais dramáticas de nossas batalhas nas arenas desta vida! Daniel tem uma dessas visões arrebatadoras das aparições teofanicas do Cristo pré-encarnado. A visão foi tão tremenda e arrebatadora que não lhe restou força nenhuma. Deixando-o quase desfalecido. Daniel recebeu uma revelação de Deus e ao discerni-la entra em consagração e busca ao Senhor de todo seu coração. Ele precisava de respostas. As lutas que temos enfrentado são imensas e não poucas. Em certas ocasiões temos a nítida impressão que não vamos suportar. As forças nos fogem. Contudo, é precisamente nesses momentos que mais devemos buscar o Senhor numa consagração contínua. Esta é estratégia eficaz de combate. Há uma necessidade de atenção e vigilância constante. O adversário tem estado furioso contra o povo da Cruz! O texto aponta alguns princípios para alcançarmos vitória no meio das nossas lutas, vejamos alguns desses princípios: A disposição para a busca do Senhor em consagração; Quem busca encontra; Diante da majestade do Senhor nenhum mortal permanece de pé; Só o Senhor é quem pode fortalecer e consolar seus servos; E Muitas vezes a demora de Deus em responder é porque Ele está pelejando por nós!

Às vezes temos a impressão que perdemos a disposição para a luta, para a busca de Deus no meio das nossas lutas. Busquemos o Senhor em consagração genuína, não para barganhar com Deus, mas para estreitar o nosso relacionamento com Ele. É precisamente aí que recebemos grandes revelações da parte do Senhor. Quando buscamos o Senhor de todo o coração Ele se deixa encontrar. E nos revela coisas grandes e ocultas que não sabemos como foi dito a Jeremias. Vivemos em um tempo de absoluta irreverência diante do Senhor. As pessoas falam com Ele dando ordens e determinando o que Ele tem que fazer. Humilhemo-nos sob a mão poderosa do Senhor e Ele em tempo oportuno nos exaltará. Instrui o apóstolo Pedro. Daniel é consolado. O texto é cheio de revelações consoladoras. Daniel era alguém de quem o próprio Deus dera testemunho, conforme o relato do profeta Ezequiel, o próprio texto testifica isto chamando-o de muito amado. Entendemos que o profeta buscava entendimento para compreender o que estava acontecendo ao seu povo.

Houve uma resistência maligna por vinte e um dias. Havia uma batalha sendo travada nas regiões celestes para impedir que a resposta do profeta chegasse. Claro que a situação ali era específica e se referia ao povo cativo, mas será que não poderíamos estabelecer um paralelo com as lutas enfrentadas por nós e que apesar de clamarmos sofregamente, as respostas demoram tanto a chegar? Estamos no meio de uma arena de guerra da qual somos participantes ativos. Nossas lutas não são contra seres humanos, embora eles sejam agentes do mal muitas vezes, para nos afrontar e atingir. Nossa real luta é contra seres espirituais do mal agindo ininterruptamente ao nosso redor. Aqui é mencionado o príncipe da Pérsia e o da Grécia. Não se trata de pessoas, mas agentes satânicos que se opõem ao Senhor e seus servos. O que aprendemos aqui?  Precisamos nos dispor a buscar mais o Senhor em consagração contínua. Continuemos o nosso clamor em santificação contínua. A resposta pode até parecer demorada, mas ela virá e seremos fortalecidos, consolados e livrados para a glória de Deus! Nadia Malta

 

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