quarta-feira, 17 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS O SOCORRO DO SENHOR!

 BUSQUEMOS O SOCORRO DO SENHOR!

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mateus 11.28-30.                                         


Nos versículos citados, o Senhor faz um convite singular para uma troca de fardo e de jugo. Contudo para isto precisamos ir a Ele. Só nEle conseguimos desfrutar dessa leveza. Ele diz nesse convite duplo: Vinde a mim todos os cansados e sobrecarregados e eu vos darei descanso. Fora do Cristo não há descanso nem refrigério. Por isso aqui Ele chama para o relacionamento, para a intimidade. Quem não está cansado e sobrecarregado em nosso tempo? O jugo de Jesus que Ele deseja que tomemos é a obediência à sua Palavra. Aprendamos com Ele mansidão e humildade. Pelas pisaduras de Jesus já fomos sarados no âmbito do nosso espírito. Sarados e Vivificados. O propósito dessa intervenção sobrenatural é que já não vivamos nós, mas Cristo passe a viver em nós! E quanto às cargas, os problemas que tão insistentemente nos esmagam? Lancemos tudo, pecados e problemas sobre os largos de Jesus. Na verdade Ele nos convida a ir a Ele e a trocar de fardo e de jugo com Ele. Ele diz que assim acharemos descanso para as nossas almas! Será que levamos à serio essa ordenança do mestre ou insistimos em arrastar as velhas cargas com as nossas próprias forças? Tenho a impressão que optamos pela segunda escolha!

O apóstolo Paulo falando aos Gálatas os manda carregar os fardos uns dos outros. Essa ordenança é uma referencia ao novo mandamento de amar uns aos outros. O amor empático faz com que nos compadeçamos uns dos outros e oremos uns pelos outros por causa dos pecados que carregamos. São as inclinações da nossa carne que nos levam a pecar e sofrer as consequências dessas ações malditas. Esses fardos são os pecados que tenazmente nos assediam dos quais precisamos nos desembaraçar e correr com desenvoltura a carreira proposta. Podemos ajudar a carregá-los em oração. Algo que tenho aprendido ao longo dessa caminhada com o meu Senhor: Podemos orar, sentir a dor do outro, mas ele terá que carregar seu próprio fardo. As lutas da vida têm um propósito didático de Deus. E não podemos passar pela prova no lugar do outro. Paulo no mesmo contexto da outra citação ensina: “pois cada um deverá levar a própria carga”. Assim, levamos o fardo de amar o outro apesar dele, pois muitas vezes esse tipo de amor é sacrificial! Todavia, não levamos o fardo de viver os seus problemas, pois, eles foram permitidos para um aprendizado.

O que aprendemos aqui? Gostaria de trazer uma informação: O nome do profeta Amós, significa carregador de fardos. Há muitos Amós em nosso meio. Temos dificuldade de lançar o nosso fardo. A mãe de Agostinho, bispo de Hipona, certa vez foi procurar seu conselheiro espiritual para pedir orientação sobre seu filho antes da conversão daquele. Agostinho vivia uma vida de devassidão completamente ausente dos caminhos do Senhor e sua mãe em lágrimas foi falar com aquele líder religioso. E ele lhe disse: “Volte para casa e se aquiete, pois é impossível que o filho dessas lágrimas não seja resgatado”! Assim, lancemos sobre o Senhor os nossos fardos e busquemos sobre nós o seu jugo suave e seu fardo leve. Que na hora do maior cansaço sejamos encontrados no feixe dos que são do Senhor! Que o único peso que possamos carregar seja a administração da fé e do tempo de espera até que a vitória chegue às nossas mãos! Deixemos que ele carregue os nossos fardos! Nadia Malta

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/SOMOS DESAFIADOS A RENDER GRAÇAS AO SENHOR EM MEIO A TUDO!

 SOMOS DESAFIADOS A RENDER GRAÇAS AO SENHOR EM MEIO A TUDO!

Em tudo, daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. 1 Tessalonicenses 5.18.                                            


O versículo citado faz parte da lista de diversos preceitos do apóstolo Paulo aos irmãos de Tessalônica e a todos os cristãos de todas as épocas. Notemos que aqui ele não ordena a render graças “por tudo”, mas ”em tudo”. Isso faz toda diferença. Quando agimos assim, declaramos que o Senhor tem propósito em tudo que acontece nas vidas dos seus filhos! E esse propósito é didático! A lista vai do versículo 12 ao 22. Vale conferir toda a lista e meditar responsivamente em cada um deles. O que diz o versículo sobre a gratidão? Ele ordena que devemos dar graças “em” tudo ou em meio a todas as circunstancias. Não é agradecer por tudo, mas em tudo, repito! Qual a razão para essa ordenança? A segunda parte do versículo responde: “porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Tenho a impressão que ao escrever essas palavras do versículo citado, o apóstolo Paulo tinha em mente Romanos 8.28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Ainda estamos longe desse padrão de maturidade espiritual e emocional. Na verdade, o nosso primeiro impulso diante do sofrimento é fugir para bem longe dele. Em outra versão diz: “Em tudo daí graças”!

O apóstolo nos chama a atenção para o propósito de todas as coisas que nos sucedem, não para as situações, mas para o fim delas. Ninguém agradece por uma tragédia, por exemplo! Contudo, somos instruídos por ele aqui a compreender que as situações que atingem os servos de Deus por mais dolorosas que sejam no momento que as experimentamos tem um propósito edificador da parte de Deus para nós. Por outro lado, a murmuração no meio do povo de Deus é algo ancestral. Em todas as épocas percebemos isto! E essa murmuração patológica fez grande parte do povo perder o direito à Terra prometida! Que tal recomeçarmos outra vez aquele desafio de “Cem Dias de Gratidão Sem Murmuração”? Tudo é treino da parte do nosso Pai Celestial! Quem sabe não criaremos o hábito de agradecer! O Senhor tem sido extremamente misericordioso para conosco, apesar de nós! Vale conferir o contexto todo no qual está inserido o versículo citado no início. Imediatamente antes da recomendação aqui mencionada, Paulo diz: “Alegrem-se sempre. Orem continuamente”. Gratidão demanda alegria e oração. Têm faltado ambas em nosso meio.

Os cristãos contemporâneos já contaminados pelo imediatismo mundano querem tudo para ontem. Esquecemos que o padrão de Deus não muda! Na sequência do versículo citado Paulo diz: “Não apaguem o Espírito”! O Espírito de Deus não age em um templo sombrio e Gratidão é luz! Falando aos Colossenses ele recomenda: “Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos”. O que aprendemos aqui?  Perdemos de vista as dádivas, porque nos esquecemos de considerar o Doador delas. Aliás, a memória é fraca para as coisas boas, e pródiga para as coisas que trazem pesares e dores. O efeito das últimas é devastador, provocando um mergulho no vitimismo. Há estudos científicos que mostram os benefícios da gratidão no cérebro humano. Que o Senhor nos ajude a sair desse fosso profundo da ingratidão. Que possamos enxergar o Senhor através do véu denso das situações aflitivas e emergir em gratidão pelo seu propósito nelas, pois “Esta é a vontade de Deus para conosco”! Atentemos! Nadia Malta

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/APRESSA-TE EM NOS SOCORRER, Ó SENHOR!

 APRESSA-TE EM NOS SOCORRER, Ó SENHOR!

O meu espírito se desanima; o meu coração está em pânico. Eu me recordo dos tempos antigos; medito em todas as tuas obras e considero o que as tuas mãos têm feito. Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova”. Salmos 143.4-7.                         


Este poema de Davi é uma súplica por libertação. Aqui, ele fala em perseguições. Em maquinações contra os fiéis. A angustia íntima do salmista nos soa familiar. Quanta dificuldade temos vivido nos últimos tempos! Quantas perseguições temos sofrido! Muitas vezes os inimigos do homem são os da sua própria casa e aqueles do meio de sua parentela. Davi experimentou isso no passado e deixou registrado para que sejamos encorajados a seguir, mesmo apesar dos pesares! Em vários lugares da terra os servos de Deus têm sido perseguidos e assolados. E a grande perseguição aos cristãos começa a se alastrar sobre a terra! Outro dia um artigo de um jornalista de uma Revista de grande circulação aqui, chamou os cristãos de: “Essa Gente incômoda”! Sim, há os incômodos que se dizem cristãos, mas não podemos colocar todos nessa categoria! O clamor familiar do salmista está divido em três partes: Primeira: Ele apresenta seu estado de alma; Segunda: Ele lembra dos feitos de Deus do passado; E Terceira: Ele faz a sua oração com absoluta sinceridade. Será que as palavras do salmista nos soam familiares? Imagino que sim! Todos nós estamos numa medida ou noutra sendo fustigados por muitos embates. E estamos todos carecidos que a Graça seja abundante sobre nós para que possamos ser fortalecidos, sustentados e firmados em Deus em meio às lutas. A sensação é que estamos dentro de um túnel estreito e ele se torna cada vez mais estreito ao ponto de nos comprimir!

Mais uma vez olhamos para a Palavra de Deus! Este salmo é uma súplica por libertação. Por que essas palavras foram registradas? Para que sejamos instruídos e edificados. Para que saibamos que o Caminho se torna cada vez mais apertado à medida que caminhamos nEle. Ao final encontraremos uma Porta igualmente estreita pela qual passaremos! A pergunta é: Passaremos? Com a Graça nos assistindo esperamos que sim! Leiamos todo este salmo. Há muito a aprender aqui. As experiências dos servos do passado não eram diferentes das nossas. Eles não apregoavam um triunfalismo ufanista como se a fé nos isentasse de atravessar desertos. Muito pelo contrário, suas experiências foram registradas para que sejamos encorajados a seguir apesar dos percalços. Sim, ao final venceremos, pois já lutamos em vitória! Estamos do lado dAquele que é Vencedor por excelência. Creiamos e sigamos na força que o Senhor supre! Sentimos vontade de desistir? Muitas vezes, mas a ordem é seguir. À esmo? Claro que não! Somos convocados a seguir a Ele, o Cristo! E aqueles que desistem entristecem o seu coração! O amor dEle por nós é tão grande que Ele se deu, morreu de amor por nós! E assim, se nada nos encoraja a seguir, hora de parar e olhar para a cruz do calvário! De lá brotará a nossa motivação e força!

O que aprendemos aqui? A experiência do salmista é espelho para nós. Ele diz: “O meu espírito se desanima; o meu coração está em pânico”. Desânimo, pânico essas palavras lembram alguma coisa? São estados de alma bem conhecidos da maioria de nós. O salmista pára no seu abatimento e se recorda daquilo que Deus já fez nos dias antigos. O Deus que operou lá atrás pode operar hoje. Então, ele clama e em sua oração dramática ele pede: “Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova”. E na sequência da sua petição ele pede por outras providencias do Senhor que remetem às nossas próprias necessidades! Façamos das palavras do salmista a nossa própria oração. O Senhor anda conosco, não estamos sozinhos!  Nadia Malta

 

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