domingo, 20 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SE JÁ MORREMOS COM CRISTO, POR QUE NOS SUJEITAMOS AO MUNDO?

 SE JÁ MORREMOS COM CRISTO, POR QUE NOS SUJEITAMOS AO MUNDO?

Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”. Colossenses 2:20-23.                                             


O arrazoado do apóstolo Paulo aqui visa coibir a ação nefasta dos falsos mestres daqueles dias com suas falsas doutrinas que pretextavam uma pseudo piedade, na verdade eles queriam aprisionar as almas em seus laços malignos. A chamada “teologia do terror”! Aqueles cujas mentes não estavam firmadas em Cristo como cabeça de Todo Corpo, se deixavam persuadir. Paulo argumentou com seus leitores quanto a essa questão nos seguintes termos: “Se realmente morreram com Cristo para o mundo por que se sujeitam às suas regras? Essas coisas estão destinadas a perecer porque vem de homens; E Essas coisas podem até ter aparência de piedade, mas não são eficazes na luta contra o pecado”. Apenas testificam de uma falsa religiosidade. Será que isto acontecia apenas naqueles dias? Claro que não!

Hoje podemos com pesar assistir a ressurreição desses invólucros feiticeiros com seus rigores ascéticos. Falando aos Gálatas o apóstolo recomenda: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão". Claro que essa liberdade não é licença para fazer a vontade da carne e a esse respeito Paulo ainda diz: “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. Aqui está o paradigma para as nossas ações: Jesus Cristo. Ele nos libertou. É, pois, o nosso verdadeiro dono. Olhar para o Cristo e fazer o que Ele ordena nos faz andar em segurança. Claro que nem sempre conseguimos, afinal não somos impecáveis, mas quando caímos temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é também o que nos justifica.

O que tudo isto nos ensina de fato? Falando aos romanos Paulo traz mais luz a essa questão dizendo: “Porquanto o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; Pois quem serve a Cristo desta forma é agradável a Deus e estimado por todas as pessoas”. E aqui ouvimos o apóstolo falar de interioridade, não da aparência exterior de piedade como muitos querem impor. Claro que tudo podemos fazer, mas nem tudo nos convém. A nossa liberdade não pode causar escândalo ao irmão mais fraco na fé. Devemos ter esse zelo com o nosso irmão por quem Jesus também morreu. Desfrutemos, pois, da alegria do Espírito Santo e nada disponhamos para a carne no tocante às suas inclinações e apetites, não por exigências de homens, mas por amor ao Senhor! Nadia Malta

 

sábado, 19 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/CRISTO, A VERDADE QUE LIBERTA!

 CRISTO, A VERDADE QUE LIBERTA!

E conhecerão a Verdade, e a Verdade os libertará. Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres”. João 8.32, 36.                          


O texto citado traz afirmações que mudam a história daqueles que as recebem: Os que conhecem a Verdade, que é o Cristo são libertos; E Aqueles aos quais o Filho libertar serão de fato livres! Não há sensação mais desoladora do que a de se sentir aprisionado. Seja qual for o elemento opressor. Às vezes o que nos oprime são contingências ou jugos familiares, contudo, o pior jugo ainda é o espiritual. Olhar para o Cristo como a Verdade que liberta é alentador sob todos os aspectos. Só aqueles que conheceram um jugo espiritual sabem do que estamos falando aqui. No encontro de Pilatos com Jesus relatado nos evangelhos, prestemos atenção a este diálogo: “Então, você é rei!", disse Pilatos. Jesus respondeu: "Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem". "Que é a verdade?”, perguntou Pilatos”. Esta pergunta ecoa ainda hoje. Ficou sem resposta naqueles dias porque Jesus e Pilatos estavam falando de coisas diferentes.

Enquanto Pilatos talvez tivesse em mente o conceito filosófico acerca da verdade, a própria Verdade estava diante dele e ele não tinha olhos para perceber. Talvez a pergunta correta fosse: “Quem é a Verdade?”. O silêncio de Jesus aqui não significa que Ele não soubesse a resposta sobre o assunto, visto que Ele próprio é a Verdade. Aliás, esta resposta já havia sido dada antes mesmo da pergunta ser formulada. Jesus em outro momento deste mesmo Evangelho traz a resposta à pergunta de Pilatos, Ele diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. O Senhor é a Vereda e o Destino para os que se encontram sem rumo. Ele é a Verdade para os que estão encarcerados pelo engano e é a Vida para todos os que estão mortos em seus delitos e pecados. Contudo, se faz necessário que os olhos espirituais sejam desvendados para que se possa compreender aquilo que aqui está sendo tratado. A Verdade se revela a quem quer se revelar!

O que aprendemos aqui? Quando o Filho nos liberta, verdadeiramente seremos livres. Nossa alma experimenta algo indizível, o nosso espírito é vivificado e nunca mais teremos outros senhores sobre nós. Experimentaremos a liberdade dos filhos de Deus, que não é licença para pecar, mas para um andar numa Vereda luminosa que vai brilhando mais e mais até que seja dia perfeito. Somos o povo da Aurora, não do crepúsculo! A Verdade ilumina os olhos do nosso entendimento de modo que nada mais nos aprisionará. Somos resgatados do velho cativeiro. Somos de Cristo, Cristo é nosso! Tudo se faz novo! Verdadeiramente somos livres! Nadia Malta

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/FILIPE FOI ENVIADO A UMA ESTRADA DESERTA E OBEDECEU!

 FILIPE FOI ENVIADO A UMA ESTRADA DESERTA E OBEDECEU!

Um anjo do Senhor disse a Filipe: "Vá para o sul, para a estrada deserta que desce de Jerusalém a Gaza". Ele se levantou e partiu”. Atos 8.26,27ª. 


Que não resistamos às ordens de Deus, mesmo quando elas não fazem sentido às nossas racionalidades! Filipe, o evangelista, estava em Samaria numa jornada evangelística onde tudo estava dando muito certo. As pessoas entregando suas vidas a Jesus, muitas libertações de espíritos malignos acontecendo, outras tantas sendo curadas de enfermidades graves. O que estava acontecendo ali, através da instrumentalidade de Filipe era o sonho de todo evangelista ou pregador da Palavra. Mas ainda assim, o Senhor envia seu anjo para dar uma ordem expressa a Filipe que vá para um lugar que estava deserto. Isto não faz sentido algum, pelo menos, não do ponto de vista humano e mais especialmente ainda do ponto de vista dos “marqueteiros religiosos” dos nossos dias.

Filipe não discute obedece e parte para o lugar indicado. Quantas vezes não somos impactados com ordens e decisões de Deus que nos parecem maluquice da nossa cabeça? Há situações que compreenderemos. Outras não, pelo menos, não deste lado da eternidade. Quem disse que entenderemos tudo que nos sucede? Na verdade temos mais perguntas que respostas. Tudo na vida de um servo faz parte da preparação de Deus para com ele. Você sairia de Samaria, onde tudo estava dando certo e iria para uma estrada deserta? Pois é, que ordem mais estranha, será que veio mesmo de Deus? Qualquer um de nós certamente faria esta pergunta. Filipe não, ele simplesmente obedeceu. Ele conhecia bem o Autor da ordem, talvez já tivesse recebido outras ordens semelhantes. Intimidade é assim, conhecemos aqueles que nos são íntimos sem que sejam necessárias explicações. Se isto é uma realidade entre seres humanos, por que imaginamos que seria diferente com o nosso Pai Celestial?

 O que aprendemos com esta situação? Ao chegar ao local indicado Filipe encontra a razão da ordem aparentemente estranha e o texto relata: “No caminho encontrou um eunuco etíope, um oficial importante, encarregado de todos os tesouros de Candace, rainha dos etíopes. Esse homem viera a Jerusalém para adorar a Deus e, de volta para casa, sentado em sua carruagem, lia o livro do profeta Isaías. E o Espírito disse a Filipe: "Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a". Então Filipe correu para a carruagem, ouviu o homem lendo o profeta Isaías e lhe perguntou: "O senhor entende o que está lendo?". Ele respondeu: "Como posso entender se alguém não me explicar? "Assim, convidou Filipe para subir e sentar-se ao seu lado”. A palavra foi entregue e mais uma vida ganha para Cristo que se tornou instrumento para ganhar outras tantas em seu país! Ordem de Deus não se discute, se cumpre! Nadia Malta

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