QUE SEJAMOS CARIDOSOS E EMPÁTICOS UNS COM OS OUTROS!
“Não se alegre quando o seu inimigo cair, nem exulte o seu coração quando ele tropeçar, para que o Senhor não veja isso, e se desagrade, e desvie dele a sua ira. Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos ímpios, pois não há futuro para o mau, e a lâmpada dos ímpios se apagará”. Provérbios 24.17-20.
A mensagem de hoje é uma
chamada a sermos caridosos e empáticos uns com os outros! O livro de Provérbios
é o grande devocional da Bíblia Sagrada. Nele encontramos instruções práticas
para o nosso viver diário e, sobretudo, em relação à convivência com os nossos
semelhantes. Quais as duas principais instruções do texto? Primeira Instrução:
Não devemos nos alegrar com a queda do nosso opositor humano. Isso desagrada ao
Senhor e faz Ele desviar do inimigo a
sua ira. Aqui também somos chamados implicitamente, à caridade, não a caridade
de simplesmente doar coisas, mas a caridade de um doar-se, para que os que
estão ao nosso redor vejam a quem servimos efetivamente! E Segunda Instrução:
Não devemos nos aborrecer ou ter inveja dos maus eles não têm futuro e a sua
lâmpada será apagada. Percorrendo a trilha de Provérbios nos deparamos com
verdades impactantes, sobretudo, acerca das nossas próprias inclinações
humanas. Em um mundo de injustiças sociais, violência, desigualdades e absoluta
falta de compaixão parece lícito se alegrar com a queda do perverso. E tendemos
a nos alegrar quando cai o nosso inimigo humano ou quando sofre os reveses da
vida. Surpreendentemente nos deparamos com a verdade descrita nos versículos
citados no inicio. O autor de Provérbios Traz um alerta severo para que não nos
alegremos quando cai o perverso, para que o Senhor não desvie dele a sua ira! Advinha
para cima de quem será desviada essa ira de Deus? Exatamente, pra cima daquele
que se alegrou com a desgraça do outro! Que
coisa tão séria, meu Deus! Poucos se dão conta desta verdade! Não podemos
perder de vista que o padrão do Senhor é altíssimo! Ele diz: “Sede santos como Eu Sou santo!”.
Há um ditado popular que
diz: “A vingança é um prato que se come frio!”, ou seja, quem deseja se vingar
fica à espreita da oportunidade para se regozijar depois. A vingança é uma
inclinação maligna e o Senhor deseja nos libertar dessa inclinação. A vingança
nasce da mágoa profunda sedimentada no fundo da alma. Não é bom ser depósito de
lixo emocional! Onde há lixo há toda espécie de infestação e no caso específico
desse tipo de lixo, a infestação é maligna. Atentemos para isto! Vigiemos e
oremos para não cair também nessa tentação! Ao Senhor pertence a vingança. Ele
retribuirá o ímpio segundo as suas obras malignas. A nós não foi dado
autoridade ou sequer o direito de nos regozijar com a queda do ímpio. Somos
instados a abençoar os opositores e orar por quem nos persegue! A própria
maldade deles os fará cair, mas o Senhor nos proibiu de nos alegrar com essa
queda. O apóstolo Paulo falando aos Romanos diz: “Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos
olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados,
nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito:
"Minha é a vingança; eu retribuirei", diz o Senhor”. É o Senhor
quem assume a nossa defesa, Ele apagará a lâmpada dos perversos! Precisamos
orar pelos que nos perseguem até que a memória da dor seja apagada. Tão somente
confiemos no método de Deus. Se aquele que nos persegue não mudar de atitude, o
Senhor entrará com a providência mais drástica.
O que aprendemos aqui? Temos
falado insistentemente sobre o assunto, devido às muitas escutas de mágoas
antigas. A igreja está doente e precisa de cura! A mágoa é a grande isca
maligna que tem mantido muitos em cativeiro! É tempo de libertação e cura!
Somos exortados a se possível a viver em paz com todos. Mas nem sempre essa paz
depende de nós. Há os que possuem uma alma beligerante. Guerreiam por tudo e
por nada! Estão sempre armados, na defensiva, prontos a agredir. É bom guardar
certa distancia desses e orar por eles para que o Senhor faça uma obra nesses
corações. Não precisamos nos submeter ao seu poder de fogo. Talvez um dos maiores e mais difíceis
exercícios de piedade seja o exercício da liberação do perdão. E não é sem
razão que o Senhor usa tantos textos da Palavra para falar sobre o assunto.
Atentemos e reflitamos! Nadia Malta


