quinta-feira, 9 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ NÃO TEMAMOS, LOGO AMANHECERÁ!!

 NÃO TEMAMOS, LOGO AMANHECERÁ!!

Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã! Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis”. Salmos 130.6; 2 Pedro 3.13,14.                                                               


As palavras do salmista juntamente com as palavras do apóstolo Pedro devem balizar o anseio de todo cristão. Andamos todos com os nossos corações em sobressalto. Mais uma vez nos lembramos do apóstolo Paulo quando ele se refere a lutas por fora e temores por dentro. Sim, tem sido assim que nos sentimos diante de tudo que nos tem sobrevindo em termos de mundo e especialmente de país. Clamemos pela misericórdia do Senhor! Ansiemos por sua Vinda mais que os guardas antigos ansiavam pelo amanhecer! Os textos citados trazem para nós uma direção do que fazer em meio a essas lutas enfrentadas. Vejamos: Primeiro: Os nossos corações precisam ansiar pela presença do Senhor no meio das lutas enfrentadas; Segundo: Devemos esperar novos céus e nova terra, pois só ali habita a verdadeira justiça; E Terceiro: A nossa espera em Deus não é passiva. Enquanto esperamos devemos nos empenhar para sermos encontrados em paz, imaculados e inculpáveis. As antigas cidades fortificadas rodeadas de grandes muralhas tinham sentinelas que passavam as noites em prontidão vigilante e desses guardas dependia a segurança daquelas cidades. Por isso o salmista usa a ilustração da espera dos guardas pela aurora, quando os perigos da noite eram dissipados. Assim, deve ansiar o servo de Deus pelo Sol da Justiça quando os perigos da noite escura das nossas almas cessarão!

O apóstolo Pedro traz mais luz a esta questão. A espera do cristão não deve ser algo passivo. O apóstolo diz que é preciso empenho para sermos encontrados em paz, imaculados e inculpáveis. Três estados praticamente impossíveis do ponto de vista humano. Como ter paz em um mundo conflituoso? Como estar limpo, imaculado se a todo instante somos levados a pecar por pensamentos, palavras e ações? Como ser inculpável diante de tantas transgressões? A resposta para as três perguntas feitas é uma só: Precisamos permanecer em Cristo, como os ramos da videira estão ligados a ela e recebem sua seiva para se manterem vivos, viçosos e frutíferos. Assim permaneçamos em Cristo, a Videira Verdadeira! Do Senhor recebemos os comandos por meio do Santo Espírito que nos leva a desfrutar da verdadeira paz, que não é ausência de problemas, mas a santa e gloriosa quietude dos reconciliados com Deus. Por meio do Cristo fomos purificados de toda injustiça e Ele ainda levou sobre si as nossas dores e culpas. Estamos livres da condenação eterna! O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele!  Motivo mais que suficiente para manifestarmos a nossa gratidão continuamente ao Eterno e Soberano Deus, que nos amou primeiro e nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo!

A nossa vida em Cristo foi zerada. Isto não significa que somos impecáveis, mas quando pecamos somos constrangidos pelo Santo Espírito a nos arrepender e confessar o nosso pecado. É a tristeza segundo Deus que produz vida! Temos Advogado diante do Pai, Jesus Cristo, o Justo e o Justificador. Esperamos ansiosamente Novos Céus e Nova Terra onde habita justiça pelos séculos dos séculos, amém! O que aprendemos aqui? É fato que todos nós estamos com os corações entristecidos, decepcionados por causa de tudo que nos tem cercado, especialmente, no que tange as instituições humanas ao nosso redor. Contudo, que possamos esperar como as sentinelas antigas o raiar de um novo e glorioso tempo na presença do nosso amado Senhor!  Esta noite escura da alma não demora muito para amanhecer. Ao romper da manhã tudo se fará novo e já não haverá memória das coisas antigas! Que possamos dizer: “Maranata, ora vem Senhor Jesus!”.  Aleluia! Nadia Malta

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/CUIDADO COM O AMOR AO DINHEIRO!

 CUIDADO COM O AMOR AO DINHEIRO!

https://youtu.be/8Z6WuB6nqxU

Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei". Hebreus 13.5. 


Temos visto especialmente nos últimos tempos uma verdadeira epidemia de busca pelo ter em detrimento do ser! E para se conseguir tal intento muitos são capazes das mais absurdas ações, mesmo em meio dos que se dizem cristãos! Chequemos as nossas reais motivações ao buscar tão freneticamente a conquista de bens materiais, mesmo com o sacrifício de tempo de qualidade com a família e até mesmo em detrimento dos bens eternos! A mensagem de hoje é uma chamada à responsabilidade de buscarmos o Senhor enquanto o podemos achar e o tempo dessa busca se chama hoje! Atentemos! O autor de Hebreus nas suas exortações finais traz a ordenança oportuna do versículo acima. O apóstolo Paulo em suas instruções ao pastor Timóteo traz mais luz a este assunto e diz: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos”.

A ordenança traz três verdades que nos ajudarão a nos livrar da ingratidão: Primeira: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro!”. Não estamos falando aqui da necessidade real de pagar as contas inevitáveis à sobrevivência, mas de fazer contas pra Deus pagar; Segunda:  Contentem-se com o que vocês têm! Por que tanta insatisfação e a compulsão de adquirir coisas que nem temos necessidade? E Terceira: “Porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei!". Deus é o nosso supridor e nunca nos abandonará! Chequemos as nossas reais motivações. Será que não lutamos tão freneticamente por um ter voltado à auto glorificação?  Não seria isto dar socos no ar e correr atrás do vento? Tudo neste mundo é tão passageiro, tão efêmero! Ao fim da vida olha-se para trás e quanto sacrifício desnecessário! É um caso a se pensar! Um coração grato reconhece cada dádiva recebida como presente de Deus. É sem dúvida a insatisfação que tem levado à ingratidão. Tem um pensamento atribuído a Shakespeare que diz: “Ter um filho ingrato é mais doloroso que a mordida de uma serpente!”.  Muitos por cobiçarem tão avidamente o dinheiro se desviaram da fé e acabaram atormentados. O autor de Hebreus alerta quanto a se conservar livre desse amor ao dinheiro e a nos contentarmos com aquilo que temos. Alguns podem ver nesta exortação uma desculpa para a improdutividade. Mas a produtividade do servo de Deus só faz sentido se for para glorificá-lo como fez José no Egito e Daniel em Babilônia!

A insatisfação é a mãe da ingratidão! O não contentar-se gera angústia e uma série de sentimentos malignos como a inveja e a cobiça. Hoje vemos as pessoas ávidas pelo último celular quando o seu ainda está em perfeito uso. A aparência conta mais que a possibilidade de ter determinadas coisas. E isto tem levado muitos a endividar-se irremediavelmente, tudo para aparentar o que não se é. Sejamos gratos pelo que temos, do contrário, até aquilo que temos será tirado de nós! O que aprendemos aqui? Considerando a rapidez da nossa passagem pela terra, não seria mais prudente investir no Reino de Deus? Não falo de uma vida ascética ou de autoflagelação, mas de uma consciência de que nada trazemos e nada levaremos daqui. Por que se desgastar tanto naquilo que não tem peso de eternidade? Sejamos gratos pelo que temos e aquilo que chegar a nossa mão o ofereçamos ao Senhor. Tudo vem dEle e é para a glória excelsa dEle! Que tal a partir de hoje fazermos um investimento no exercício da gratidão ao Senhor? Atentemos! Amém! Nadia Malta

 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ SEJAMOS CUIDADOSOS TANTO COM O FALAR INOPORTUNO, QUANTO COM A ESCUTA PRECIPITADA!

 SEJAMOS CUIDADOSOS TANTO COM O FALAR INOPORTUNO, QUANTO COM A ESCUTA PRECIPITADA!

Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando”. Provérbios 13.3.                                                 


O salmista no salmo trinta e quatro faz uma pergunta e ele mesmo responde: “Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade”. Isso mesmo, ele fala da sabedoria do silêncio. Na verdade, encontramos aqui, com outras palavras, o que fora dito acima pelo autor de provérbios.  Quando nos referimos à sabedoria do silêncio não falamos do silêncio conivente com o pecado ou o calar-se oprimido diante de uma situação aflitiva e degradante, mas o calar prudente e sábio. O falar prudente tem hora certa! Quanta opinião precipitada dada sem pensar tem causado ruína e dano tanto a quem fala quanto a quem é vitima de um falar injurioso. Por que será que temos uma só boca e dois ouvidos? Imagino que o Criador queria nos ensinar algo precioso aqui! Assim, falemos menos e ouçamos mais. O silêncio muitas vezes é a melhor resposta! Por outro lado, tenho pensado muito naquilo que falamos e na maneira como é entendido. Os melindres fazem com que ouçamos um tom que não corresponde à realidade! Parece-nos que há uma intervenção maligna entre a trajetória da boca de quem fala até os ouvidos de quem ouve.

Lembro-me que certa vez uma pessoa veio falar comigo ao final de um culto e me pediu roupas usadas para doar enquanto eu conversava atentamente com outra pessoa, que estava passando por uma situação dramática e não poderia interromper aquela escuta. Como sempre recolhia todo tipo de usados em bom estado para doação, então, rapidamente, sem deixar de dar atenção à pessoa com quem estava conversando, perguntei para quem a pessoa que me pediu as roupas queria. A intenção ali era tão somente saber que tipo de roupa deveria trazer (para homem, mulher, criança). Mas aquela irmãzinha deu de ombros e saiu muito zangada e ofendida. Não entendi nada na hora. Continuei a conversa que não podia interromper. Dez anos depois, a irmã “ofendida” em questão, que acabou se tornando uma grande e querida amiga me confidenciou: “Já tive tanta raiva de você!”. Ao perguntar o porquê de tanta raiva. Ela revelou que dez anos atrás quando ela viera me perguntar se eu tinha roupas usadas para doar e eu perguntei para quem ela queria. Ela entendeu que eu havia achado que seria para ela e não atinou para a verdadeira intenção da minha pergunta. Quanta ira desnecessária! Tudo poderia ter sido rapidamente esclarecido se não fora o orgulho e a precipitação daquela escuta!   

Já mencionei este assunto em outro momento, mas é sempre oportuno lembrar. Temos a memória curta. Precisamos ser mais lembrados que instruídos! O que aprendemos com o autor de Provérbios aqui? O autor de Provérbios diz que “Quem guarda a sua boca guarda a sua vida”. Uma grande e irrefutável verdade. Quanta angustia seria evitada se usássemos a nossa língua com sabedoria. Por outro lado uma escuta precipitada pode levar a situações equivocadas como a relatada no parágrafo anterior. Falemos e ouçamos com prudência. Atentemos para a sabedoria do silêncio! Nadia Malta

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