quarta-feira, 15 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ DESCANSEMOS EM CRISTO!

 DESCANSEMOS EM CRISTO!

https://youtu.be/9qzHjQLU0iI

 “Respondeu o Senhor: "Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei descanso". Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus”; Êxodo 33.14; Hebreus 4.9. 


DESCANSO é uma palavra de significado bendito! Na verdade há três palavras benditas que se completam: Descanso, Refrigério e Folga! Como estamos todos precisados de experimentar isto! Como diz o verso da música popular de inspiração tão sensível e que traduz tão bem o que necessitamos: “Quando o corpo pede um pouco mais de calma!”. Contudo, há um Descanso ainda maior e mais duradouro do que aquele que se restringe ao corpo e as emoções: O Senhor prometeu esse Descanso e cumpriu a sua promessa enviando o Cristo para ser o Descanso perene dos seus escolhidos! Abriguemo-nos Nele! O povo de Deus sobre a terra tem andado num cansaço que assusta.  Cansaço não só físico, mas, sobretudo, espiritual. O primeiro pode ser resolvido com umas boas férias, mas o segundo, só pode ser efetivamente desfrutado quando estamos em Cristo verdadeiramente. E estar em Cristo implica em fazer o que Ele ordena em sua santa Palavra.

Um dos grandes desencadeadores desse cansaço espiritual e existencial é a falta de perdão. A raiva, o ódio são agentes corrosivos que impedem as nossas bênçãos de descerem sobre nós. Eu mesma já compartilhei um perdão que retive por mais de treze anos. O resultado? Dor, fracasso, tristeza, enfermidades. Assim que atendi à voz do Espírito Santo e liberei aquele perdão, as bênçãos desceram como uma torrente bendita vinda do Trono da Graça sobre a minha vida e da minha família. O Descanso de Deus prometido desde tempos eternos não é um dia na semana, mas uma pessoa chamada Cristo. O autor de Hebreus deixa isto bem claro nos capítulos três e quatro. Diz o autor de Hebreus: “Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”. Experimentar o Cristo é ter sempre o Lugar de repouso nas horas das nossas agonias mais profundas, e dos medos mais cruéis. Como tão bem descreve o salmista no salmo 23: “Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas;”. Separemos um tempo para desfrutar desse Lugar Bendito de Descanso e Refrigério que é a presença do nosso Cristo!

O andar pela fé demanda certeza e também coragem. Em outro salmo o salmista declara: Descanse somente em Deus, ó minha alma; dele vem a minha esperança. Somente ele é a rocha que me salva; ele é a minha torre alta! Não serei abalado!”.  Às vezes a sensação humana de desamparo é tão grande que nos sentimos sem chão, mas é exatamente nessas horas que precisamos daquela certeza e coragem já mencionadas para seguir em frente, apesar de todos os pesares e percalços. Deitar à noite no meio das grandes tempestades e poder dormir na tranquilidade que seremos guardados pelo Senhor é o tipo de fé que nos faz descansar seguros no Esconderijo do Altíssimo! É Nele que a nossa alma encontra Repouso e refrigério. Não nos deixemos abalar por causa dos fardos da jornada, antes lancemos sobre Ele tudo que nos inquieta, pois Ele tem cuidado de nós e não nos deixará sozinhos! O que aprendemos aqui? O resultado desse descanso bendito nós podemos ver nas palavras do salmista no salmo 92, leiamos todo o salmo e nos deixemos ministrar! Nadia Malta

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ANDEMOS PERSEVERANTEMENTE NO CAMINHO CHAMADO CRISTO!

 ANDEMOS PERSEVERANTEMENTE NO CAMINHO CHAMADO CRISTO!

Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. Pelo contrário, como servos de Deus, recomendamo-nos de todas as formas: em muita perseverança; em sofrimentos, privações e tristezas; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”. Provérbios 11.24; 2 Coríntios 6.4,10.             


Sem dúvida alguma, a caminhada pela vereda do Cristianismo apresenta muitos contrastes. Gostaria de trazer algumas considerações a esse respeito: Jesus não nos promete uma vida de facilidades; O Cristianismo é a Religião do Novo e Vivo Caminho; e Quando entendemos esse principio de contrastes conseguimos viver com um pouco mais de leveza por esta terra. JESUS é tanto o Caminho, quanto o Guia e o Destino Eterno que nos aguarda.  O Caminho é difícil e de muitos contrastes, repito. Ora estamos numa reta, ora nos precipitamos em um desfiladeiro. São desertos e oásis. São vales e montanhas. Andamos sob uma manhã ensolarada e de repente enfrentamos nuvens densas e chuvas copiosas. São auroras e ocasos. Chegadas e partidas, altos e baixos. Perdas e ganhos. Aprendemos com o apóstolo Paulo em Romanos 8.28 que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito”.

Há uma afirmação e desta vez desconheço a autoria que diz: “Dar do ponto de vista de Deus é o meio de se adquirir riquezas!”. E essa afirmação deve ser compreendida da maneira mais ampla, estamos falando aqui em partilhar o que temos com os que necessitam. Ser empático, sentir a dor do outro. Vestir o nu, alimentar o faminto. Acudir o necessitado. Contentar-se com o que se ganha sem querer se endividar para se viver de aparência. Aqueles que negociam não explorem, mas tenham um lucro honesto. Sim, aqueles que retêm mais do que o devido caem em pobreza. O reformador Lutero ao ser indagado por um sapateiro sobre o que deveria fazer para Deus, respondeu-lhe: “Faça um bom sapato e cobre um preço justo”. Ajuntar bens materiais nesta terra é péssimo negócio. Nada levaremos. É correr atrás do vento. Aqui estamos sujeitos à corrosão e ao roubo. As lutas têm sido muitas e os temores têm se multiplicado nos últimos tempos. Poderemos passar por tudo isto, mas é exatamente nessas situações que experimentaremos a vida do Cristo revelada em nós. Isto aqui não é uma apologia ao sofrimento, mas é uma visão real do que é a caminhada. Quando entendemos esse principio de contrastes conseguimos viver com um pouco mais de leveza por esta terra.

Não têm sido fáceis os últimos tempos para nenhum de nós que caminhamos por esta vereda. O grande segredo para que essa caminhada seja vitoriosa, Paulo nos oferece por meio de uma só expressão citada no texto do inicio: “em muita perseverança”. E bote perseverança nisso! Mas a boa noticia aqui é que somos peregrinos por uma terra que não é nossa e que essa estrada apesar dos contrastes, nos levará para a nossa verdadeira Pátria, que é um lugar lindo e espaçoso de pastos verdejantes onde o refrigério e a folga serão eternos!  Perseveremos, pois! O que aprendemos aqui? O Cristianismo é o Caminho apertado, dos contrastes. Caminho que leva a Porta estreita. São poucos os que entram por ela. É Caminho em que mesmo entristecidos, estamos alegres. Quando pobres, enriquecemos a muitos (com a riqueza da palavra); Quando não temos nada, tudo possuímos. Quando doamos generosamente vemos aumentar os nossos bens. Tudo faz parte da estranha, mas eficaz didática de Deus. É Caminho difícil que vale a pena percorrer! Percorramos perseverantemente! Nadia Malta

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/SERÁ QUE REALMENTE OUVIMOS O QUE FOI DITO?

 SERÁ QUE REALMENTE OUVIMOS O QUE FOI DITO? 

Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Tiago 1.19,20.                                                                  


Será que o que ouvimos é o que realmente foi dito? O texto citado no inicio está no contexto que fala da prática da Palavra de Deus. Tiago, o meio irmão de Jesus, diz com muita propriedade: “Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Para que a Palavra seja praticada precisa ser ouvida com a devida atenção. Nas minhas longas escutas tenho visto e ouvido de tudo um pouco. E algo fica muito claro ao meu coração: Quanta dor seria evitada se conseguíssemos corrigir esse tipo de inclinação! No texto citado Tiago dá três instruções que podemos aplicar a tudo: Primeira Instrução: Todo homem seja pronto para ouvir; Segunda Instrução: Seja tardio para falar; E Terceira Instrução: Seja tardio para se irar. Vivemos em um mundo de velocidade, de altas tecnologias, quando as comunicações ocorrem de forma rápida fazendo uma informação percorrer a terra em questão de frações de segundos. Contudo, ainda é necessário que tenhamos atenção com o que ouvimos e a maneira como fazemos as nossas leituras tanto de textos quanto de situações. Um ponto, uma vírgula ou mesmo um ponto e vírgula podem mudar totalmente o sentido de uma frase. E não há velocidade ou tecnologia que substitua uma boa escuta e uma boa leitura e isto vale para qualquer área da vida humana. Atentemos!

Falei sobre isto recentemente, mas precisamos ser mais lembrados que instruídos. Lembro-me de uma amada irmã que passou uns dez anos com verdadeiro ódio de mim por causa de uma escuta e interpretação precipitada de algo que falei. Depois daquele longo tempo tive a oportunidade de esclarecer e fazê-la compreender que jamais dissera o que ela havia imaginado! Quanto tempo de comunhão perdido! Aquela irmã querida passou dez anos de sua vida cultivando uma ira desnecessária a meu respeito. Uma pena! Parece que o adversário é especialista em se interpor entre o que dizemos e o que é ouvido pelo outro. Por outro lado tem a nossa impulsividade que precisa ser tratada e só é possível através desses episódios tão dolorosos. Lembrei-me agora de certa ocasião em que uma outra querida irmã me perguntou: “Jesus proibiu tomar a ceia, por que então, tomamos?”. Perguntei perplexa aonde ela havia visto essa proibição. Ela de pronto respondeu: em Mateus 26.29. Vamos ao Texto: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai". Ela abriu a sua Bíblia e o leu para mim da seguinte forma: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei(s) deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai".

A irmã acrescentou um “s” ao verbo beber que mudou totalmente o sentido do texto. Pedi que ela lesse o texto repetidas vezes e devagar até que percebesse o equivoco. Graças a Deus percebeu! Assim são as nossas percepções impulsivas sobre tantas coisas que ouvimos e ou lemos. As palavras de ordem para nós em relação à essas coisas são: Paciência, atenção e cuidado! E que Deus nos ajude e cure a nossa impulsividade!  O que aprendemos aqui? A escuta é excelente aliada de um falar e um agir prudente. A nossa ira por motivos precipitados gera muita ferida desnecessária! Sejamos cautelosos, pacientes e atentos. Reflitamos! Nadia Malta.

 

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