sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/ BUSQUEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ, QUE É O CRISTO!

 BUSQUEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ, QUE É O CRISTO!

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”. Efésios 4.1-6. 


Linda e oportuna mensagem paulina que tem caído no esquecimento de muitos cristãos, sobretudo, contemporâneos! As invencionices não param de surgir, haja graça e juízo! Quanta doutrina de homens apregoada em nossas igrejas, misericórdia! Quanta tentativa de tirar a centralidade do Cristo importando ensinos de outros guetos espirituais contrários à Palavra de Deus! Imagino se o apóstolo Paulo vivesse em nossos dias, misericórdia! Cadê o esforço para conservar a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz? Ao orar pelos romanos ele pede ao Senhor que conceda aos seus leitores espírito de unidade, segundo Cristo para que possam assim glorificar o Senhor! Paulo apela aos seus leitores em Éfeso para: Que andem de modo digno da vocação a que foram chamados; E Como seria esse andar? Qual a razão para esse andar de modo digno? Que vocação é esta mencionada aqui? A vocação de ser santos, separados para a glória excelsa do Pai celestial. O texto citado no inicio diz como seria esse andar. Qual é o vínculo da Paz? É o próprio Cristo. Se realmente somos dele, andemos de modo a glorificá-lo. Paulo deseja que o nome do Senhor seja em tudo glorificado.

É deprimente assistir cristãos se digladiando por causa de questões doutrinárias absolutamente irrelevantes. Fomos alcançados para louvor da glória de Deus. Precisamos parar e avaliar nossas diferenças. Será que essas diferenças acontecem naquilo que é essencial do ponto de vista bíblico? Tem uma frase de um teólogo luterano chamado Peter Mederlin, embora ao longo da história venha sendo atribuída a outros, inclusive a Agostinho e a Filipe Melancton, que traduz muito bem a exortação do apóstolo Paulo em relação à unidade da fé. Diz o teólogo: “No que é essencial, unidade; no que não é, liberdade; em todas as coisas, caridade!”. A pergunta aqui em relação à fé cristã é: O que seria essencial para nós cristãos, afinal? Gostaria de deixar pelo menos três fatos essenciais: Primeiro, não há salvação em nenhum outro a não ser por meio de Cristo Jesus. Segundo, o sacrifício vicário (substitutivo) de Cristo foi único, perfeito, eficaz e suficiente. Terceiro, esta obra salvífica acontece unicamente pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, não há obra meritória em nós. Assim todos estávamos no mesmo patamar quando fomos alcançados. Nenhum de nós era melhor que o outro. Não foi por obras de justiça de nossa parte para que não nos gloriássemos, mas pelos méritos infinitos de Cristo Jesus!

O que aprendemos aqui? Estendamos a destra de comunhão aos nossos irmãos em Cristo, não importando a denominação. Paremos de nos desentender como irmãos e usemos da liberdade em relação ao que não é efetivamente essencial e da caridade em relação a todas as coisas! Até mesmo com aqueles que seguem outros caminhos espirituais, sejamos benignos e compassivos não é por força ou violência que levaremos a mensagem da cruz. Não somos convertedores e sim apenas semeadores. Façamos isto por meio do vínculo da paz que é o próprio Cristo! Nadia Malta

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Mensagem Bíblica/Nadia Malta/QUE NÃO NOS ASSUSTEMOS, JESUS JÁ ESTÁ VINDO!

 QUE NÃO NOS ASSUSTEMOS, JESUS JÁ ESTÁ VINDO!

https://youtu.be/Md2k-zksYZ4

“O SENHOR é muito paciente, mas o seu poder é imenso; o SENHOR não deixará impune o culpado. O seu caminho está no vendaval e na tempestade, e as nuvens são a poeira de seus pés”. Naum 1.3                                                         


Que nos encorajemos como povo de Deus para não nos assustar com os agires do Senhor em resposta às nossas orações! O livro de Naum tanto é considerado uma profecia, quanto um poema. No contexto no qual está inserido este versículo fala da paciência de Deus em nos ensinar suas preciosas lições. Tanto Ele pode vir de maneira amena quanto poderá nos surpreender com estratégias até então, desconhecidas por nós! De todo modo as lições serão ensinadas. Cabe a nós aprendê-las. O que o texto nos ensina? Vejamos: A paciência de Deus é imensa, mas paciência e poder não são excludentes, por isso Ele não inocenta o culpado que não se arrepende; E Para que sua palavra seja ouvida Ele faz caminhos até nas tempestades. Ou seja, Ele poderá vir de modo suave ou barulhento. Melhor prestarmos atenção! Ainda que vivamos cem anos ou mais jamais esgotaremos as infinitas possibilidades dos agires de Deus. Esta foi seguramente a lição mais difícil que aprendi ao longo da caminhada com Ele. E olhe, que aprendi faz tempo! O Senhor é Deus misterioso e surpreendente. O encontramos nas situações mais improváveis. Nunca devemos dizer Deus não está nisto que estou vivendo! Quão tolos somos ao fazermos este tipo de afirmação!

Quando o intento de Deus é nos trazer para o centro da vontade dEle, os recursos didáticos bem como as suas estratégias não serão economizados. Às vezes nos surpreendemos com Ele andando sobre as águas no meio das nossas noites escuras da alma. Achamos que é um fantasma, como os discípulos do passado, até que ouçamos a sua voz a nos aquietar o coração nos dizendo para não temer. É Ele sim, para aquietar o vento e o mar. Em outras tantas ficamos perplexos com o rebuliço ao nosso redor. É quando o salmista afirma: “Nosso Deus vem! Certamente não ficará calado! À sua frente vai um fogo devorador, e, ao seu redor, uma violenta tempestade”. Tanto Ele fala através de sussurros quanto através de grandes tempestades. Que apuremos os nossos ouvidos e na nossa imaturidade não atribuamos ao adversário algo que procede do Senhor para nosso conserto e edificação. Deus é aquele que “trabalha para os que nele esperam” diz o profeta Isaias. Qual o grande segredo para aguardar esse trabalhar? Aquietar o coração na certeza de que Ele é Deus e nada efetivamente está fora de sua área de ação. Quantas vezes experimentamos um grande mover aparentemente contrário ao que esperamos e oramos! Creio que é Deus arrumando a casa. Toda grande arrumação demanda uma grande desarrumação. Tudo tem que sair de fato dos lugares. E nessas faxinas achamos tantas coisas que julgávamos perdidas e outras que apodrecidas precisam ser lançadas fora!

O que aprendemos aqui? O profeta Naum diz que o Senhor é paciente e infinitamente poderoso. Os planos do Senhor não podem ser frustrados nos corações dos seus escolhidos. E não nos iludamos, seremos transformados e chegaremos à estatura de varões perfeitos. Enquanto deste lado de cá da eternidade todos estamos sendo transformados dia a dia. De degrau em degrau, de glória em glória, de vitória em vitória. Quando estivermos maduros, então seremos colhidos como frutos benditos do Senhor! Não nos assustemos com as tempestades é Jesus vindo em nossa direção e como diz o apostolo Paulo citando uma palavra profética: “Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam". Atentemos! Nadia Malta

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE ATENTEMOS PARA O PODER LIBERTADOR DO PERDÃO!

 QUE ATENTEMOS PARA O PODER LIBERTADOR DO PERDÃO!

https://youtu.be/J73T-khJaZ4

“Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. "Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?”. Mateus 18.31-33. 


Tenhamos cuidado com a grande isca de Satanás que é a ofensa!  O contexto todo no qual estes versículos estão inseridos trata da parábola do credor incompassivo. Um sujeito que teve uma grande e impagável dívida perdoada pelo seu senhor, mas na hora de perdoar um conservo seu que lhe devia infinitamente menos, se recusou a fazê-lo. A parábola trata do perdão de Deus dado a nós mesmo sem que haja merecimento da nossa parte. Recebemos perdão para nos tornarmos perdoadores! O texto nos traz pelo menos duas verdades das quais não podemos nos afastar, atentemos: Primeira Verdade: Fomos perdoados para perdoar; Segunda Verdade: Quando não perdoamos ficamos à mercê de verdugos que nos fustigam até que paguemos toda a nossa dívida. Quero trazer duas reflexões pertinentes sobre o assunto e um exemplo prático: O perdão faz muito mais bem ao que perdoa do que ao que foi perdoado. A ação terapêutica e libertadora do perdão é absolutamente perceptível assim como os efeitos devastadores na vida dos que negam o seu perdão. Conheço vidas miseravelmente infelizes por esta causa. São mentes aprisionadas pela ação de verdugos tanto emocionais, quanto espirituais.  A mágoa pela ofensa recebida, o ódio e o ressentimento se tornam algozes implacáveis daqueles que retêm o perdão.

Vejamos O Exemplo prático: Conta-se que certa mulher teve uma decepção muito grande com aquele que seria seu marido e acabou casando por vingança. Durante os anos vividos todos os dias a mágoa foi lançada em rosto por ela com palavras ferinas e acusatórias. Os anos de casamento mesmo tendo gerado filhos, esses filhos foram gerados pelo ódio e o ressentimento. Havia por parte dela um bordão: “Não o perdoo nem na hora da minha morte!”. E ainda outro: “Quem fizer comigo faça bem feito, pois não perdoo jamais!”. Os anos se passaram e a velhice alcançou aquele casal. Veio a enfermidade que  acabou dando cabo da vida daquele marido depois de um encontro restaurador com o Cristo vivo. Aquela esposa carregada de ressentimento ficou sempre remoendo a sua desdita. Perdeu o tempo precioso da sua existência. Voltando ao texto, diz o Senhor: “Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia. "Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão".

A mulher da nossa história passou a vida entregue aos torturadores que a torturaram de todas as maneiras. Viveu muitas perdas. Passou por inúmeros desertos e vales áridos. Conviveu com o ódio entre os filhos. Sempre enredada nas teias da ofensa recebida que ela tratou de perpetuar! Finalmente foi alcançada pelo ladrão de almas (o mal de Alzheimer) o ultimo dos verdugos. Como Deus é extremamente misericordioso a alcançou dando-lhe a chance de se arrepender e zerar a sua história. Finalmente no apagar das luzes da vida terrena teve sua vida perdoada. Liberou o perdão e se preparou para ser levada para casa do Pai Celestial. O que aprendemos aqui? Perdoemos enquanto há tempo, antes que cheguem os torturadores, eles são implacáveis! Nadia Malta

 

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