terça-feira, 25 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ANUNCIEMOS O CRISTO, SE PRECISO COM PALAVRAS!

 ANUNCIEMOS O CRISTO, SE PRECISO COM PALAVRAS!

“Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho!”. 1 Coríntios 9.16. 


O contexto todo trata da liberdade e dos direitos do apóstolo em seu andar ministerial. É interessante ler todo o contexto para compreender aquilo que ele deseja ministrar. Todo esse arrazoado do apóstolo mostra que ele poderia muito bem se aproveitar de sua posição e com isto desfrutar, vamos dizer assim, de “vantagens” ou privilégios. Contudo, ele se nega a fazer isto! Ele era um apóstolo de fato, pois vira o Senhor ressurreto. Ele tinha, por conseguinte, o direito de receber a recompensa por seu apostolado. Jesus diz: “Quem muito foi perdoado, muito ama!”. Paulo traz uma argumentação muito bem fundamentada a esse respeito dizendo: Ele era de fato um apóstolo. Ele não só vira o Senhor ressurreto e fora comissionado por Ele, como também tinha o selo do seu apostolado, que eram os muitos convertidos, FRUTOS DO SEU MINISTÉRIO; Paulo apresenta a sua defesa; e Ele anuncia o Cristo por uma santa e divina compulsão, não apenas porque lhe fora ordenado. Creio que essas palavras tinham um caráter profético tendo em vista dias vindouros. Os quais estamos testemunhando hoje.

Paulo entendia que pregar o evangelho era tanto um dever quanto um grande privilégio de todo cristão. Ninguém pode se furtar ao seu chamado. O Dr. Shedd diz que “atrás de toda pregação autentica há uma compulsão divina!”. Esta é sem dúvida, uma grande verdade da qual não podemos nos apartar. É impossível não falar sobre o Cristo àqueles que não o conhecem. “Como ouvirão se não há quem pregue?”. Anunciemos, em tempo e fora dele. Anunciemos se preciso com palavras, repito! Cristo precisa ser visto através de nós! A grande recompensa do apóstolo ao pregar o evangelho era além de alcançar vidas para o Senhor fazer isto de todo o coração, gratuitamente, sem a exigência da obrigatoriedade. Embora saibamos ser ordenança divina, a pregação do evangelho, deve ser obedecida de forma alegre e prazerosa.

As palavras do apóstolo mais uma vez soam estranhas em um tempo de “mercadejamento” da Palavra de Deus.  Em um tempo no qual existem celebridades cobrando altos cachês para apresentar suas mensagens muito bem ensaiadas e persuasivas, mas completamente destituídas de poder do Alto. Atentemos para as palavras do apóstolo Paulo ao final do versículo citado: “Ai de mim se não pregar o evangelho!”. O QUE APRENDEMOS AQUI? Não percamos mais tempo.  Anunciemos ao Senhor em tempo e fora de tempo. Jesus está às portas e o sangue de muitos será cobrado de nossas mãos omissas, e negligentes. Atentemos! Nadia Malta

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS O CRISTO E NOS AQUIETEMOS NELE!

 BUSQUEMOS O CRISTO E NOS AQUIETEMOS NELE!

Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”. Filipenses 3.7,8. 


Meditemos na Carta da Alegria! Os escritos bíblicos são tão vivos que mesmo tendo sido lido tantas vezes cada leitura parece nova. Inédita! O Espírito faz emergir aquilo que precisamos ouvir ou entender no momento da leitura. E é maravilhoso demais aos nossos olhos. O apóstolo Paulo traça algumas considerações de tudo quanto houvera perdido em termos humanos, mas descobre que o saldo fora positivo sob todos os aspectos! E essas palavras, em tempos de teres e haveres parecem soar estranhas aos ouvidos cheios de ganância. Paulo havia sido um líder conceituado do judaísmo. Alguns estudiosos afirmam que ele possuía bens materiais e outros chegam a afirmar que ele também havia tido uma esposa que o tinha abandonado por causa da conversão. Eles baseiam essa afirmação no fato de que Paulo era um fariseu membro do Sinédrio e uma das exigências ao cargo era ser casado. Apesar de fazer sentido, nunca aprofundei o assunto. Mas seja como for, foram muitas perdas significativas para um ser humano.

Ele diz que o que perdera considerava como esterco para ganhar a suprema riqueza do conhecimento de Cristo. Nada se compara a isto. Tudo o mais seja o que for é reputado em nada. Não parece que é isto que vemos à nossa volta. O desserviço prestado pela tal “teologia da prosperidade” aos crentes contemporâneos é avassalador sob todos os aspectos. As pessoas se tornaram tão escravas desses conceitos que não conseguem discernir a mão direita da esquerda como os habitantes da Nínive dos dias do profeta Jonas. Os que são de Cristo verdadeiramente não pertencem mais a este mundo. As palavras de Paulo também não são um estímulo à preguiça e à improdutividade, que fique bem claro! Somos peregrinos e forasteiros em terra alheia, mas enquanto aqui precisamos fazer a diferença. Teremos aqui aquilo que for concedido por Deus termos para uso na sua obra. Nem mais nem menos!

Busquemos ajuntar tesouros nos céus onde a traça não rói nem a ferrugem destrói. Cresçamos na graça e no conhecimento de Deus. Busquemos a Ele de maneira relacional. Dependamos Dele. Esperemos Nele e descansemos nEle! O mais é nada! Coisas de só menos importância! O que aprendemos aqui? TUDO É REPUTADO EM NADA DIANTE DA SUBLIMIDADE DO CONHECIMENTO DE DEUS! Atentemos! Nadia Malta

domingo, 23 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE OS NOSSOS OLHOS SEJAM DESVENDADOS!

QUE OS NOSSOS OLHOS SEJAM DESVENDADOS!

https://youtu.be/byGnHLKc-Ls

Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei. Faze-me discernir o propósito dos teus preceitos, então meditarei nas tuas maravilhas”. Salmos 119.18, 27. 


A Palavra de Deus já foi revelada, mas os nossos olhos precisam ser desvendados para compreendê-la e só Ele pode fazer isso! O salmo 119 é uma exaltação do salmista à Santa e Gloriosa Palavra do Senhor. O mais longo da Bíblia traz ensinamentos preciosos acerca da Palavra de Deus.  O que esta  oração do salmista pede nos versículos citados? Ele pede que seus olhos sejam abertos, desvendados para que ele veja, contemple as maravilhas da lei do Senhor. O mandamento é puro e santo e precisa ser visto além da letra da Lei; E Ele ainda pede que o Senhor o faça discernir o propósito dos seus preceitos para que ele possa meditar nas suas maravilhas. O que esta oração do salmista nos leva a refletir em nosso tempo? O Senhor é quem dá tanto a revelação escrita quanto desvenda os nossos olhos para saber compreender aquilo que está escrito. Como podemos meditar em algo que não compreendemos? É o Santo Espírito que nos faz lembrar o que aprendemos e também nos ensina, nos capacitando a aplicar. Precisamos receber do Senhor entendimento não só para meditar, mas para aplicar. Assim, tudo vem Dele é feito por meio Dele e é para a glória dEle! E isto é maravilhoso demais aos nossos olhos! Glorifiquemos o seu santo e excelso nome! Somos chamados a exercitar a misericórdia.

Notemos que o salmo todo está cheio de expressões do tipo: Dá-me luz! Abre meus olhos! Faz-me discernir! Dá-me entendimento! Ajuda-me a meditar! São expressões recorrentes aqui. Atentemos para elas! Acho que isto quer nos dizer algo, não?  Assim não nos arvoremos em teólogos precipitadamente! Isto tem levado muitos a percorrerem o caminho árido do farisaísmo contemporâneo. Nos dias de Cristo temos vários registros do encontro dEle com os mestres da Lei e os fariseus. Todos “técnicos” em Deus, mas nenhum capaz de manifestar misericórdia ao abatido de espírito. Os escribas e fariseus estudavam incansavelmente a letra da Lei, mas tinham os olhos vendados, cegos  ao Espírito da Lei. Eles inclusive se orgulhavam de seus muitos saberes ao ponto de considerar o povo como plebe maldita por não ter o conhecimento. Conhecimento desprovido de sabedoria e discernimento é algo temível, pois torna o homem cego. E todo zelo cego é perigoso! É fanatismo. Enquanto estivermos deste lado da eternidade estaremos sendo instruídos pelo Senhor. A Palavra já nos foi dada. Mas o preceito não é algo árido, repito. O mandamento é vida. E está lá o tempo todo, mas precisa do holofote do céu para ser percebido, meditado, assimilado e, sobretudo, aplicado com graça e misericórdia!

Não é incomum encontrarmos servos do Senhor perplexos se fazendo a seguinte pergunta: “Por que não vi isso antes!”. É como aquelas saídas pelas quais oramos tanto. Pareciam estar lá o tempo todo, mas não víamos. Os olhos ainda não haviam sido desvendados pelo Senhor. O mais interessante desse desvendar de olhos é que tem um tempo certo para acontecer com cada um de nós. Ninguém pode abreviar ou postergar tal momento. Nem os teólogos mais experientes podem fazer nada a esse respeito! São só semeadores! O que aprendemos aqui? Exercitemos misericórdia uns com os outros. E não usemos a palavra para afrontar ou esmagar os que já estão quebrados e prestes a se apagar. Tudo vem a seu tempo. Tempo estabelecido pelo Pai Celestial, não pela vontade humana. Aliás, há um tempo para tudo debaixo do céu. E nada foge ao seu curso. Nada é linear. Passamos por altos e baixos. Vales e montanhas. Oásis e desertos. Amanheceres e crepúsculos. A topografia e a natureza de um modo geral foram feitas assim para nos sinalizar acerca das verdades eternas. Não nos esqueçamos da letra do velho hino: “Deixa a luz do céu entrar. Deixa o sol em ti nascer!”. Fica a pergunta: “Quanto de luz do céu já recebemos?”. Nadia Malta

 

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