domingo, 5 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/O JUSTO VIVERÁ ETERNAMENTE PELA FÉ NO CRISTO!

 O JUSTO VIVERÁ ETERNAMENTE PELA FÉ NO CRISTO!

Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé". Romanos 1.16,17.                                             


  

O texto lido traz em sua parte final a grande afirmação tirada pelo apóstolo Paulo do livro do profeta Habacuque, que se tornou a viga mestra da Reforma Protestante de 1517. Encabeçada pelo monge Alemão, agostiniano, doutor em teologia e professor, Martinho Lutero. Em sua tradução do texto bíblico do latim para o alemão, esta verdade saltou-lhe aos olhos e reverbera até hoje naqueles que professam a mesma fé bíblica. A Reforma nada mais foi que um despertamento para os cristãos daqueles dias voltarem aos fundamentos da verdadeira fé que salva. Na verdade, a Reforma chamou a fé que uma vez foi dada aos santos à pessoa e à suficiência do Cristo. É inevitável a comparação do que vemos em nossos dias com os dias que levaram a Reforma. Houve progresso? Sim e não! Graças à conquista daqueles dias, temos acesso à Palavra de Deus em nossa própria língua, podemos lê-la e interpretá-la à luz do Espírito Santo. “A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus!”. Contudo, “os caçadores de almas” com seus invólucros feiticeiros continuam de todos os modos aprisionando os que por ignorância ou necessidade se deixam aprisionar. Um dos fatos que desencadeou a Reforma foi a venda das indulgencias, ou seja, o perdão dos pecados em troca de dinheiro. Qual a diferença dos nossos dias? Talvez a forma de pagamento!

Tratemos de chamar outra vez a fé, como nos dias da Reforma, à pessoa e à suficiência do Cristo! Este é o grande desafio que temos hoje como Cristãos! Tudo vem do Cristo, acontece por meio Dele e é para a Glória excelsa Dele! O texto áureo da mensagem de hoje revela duas afirmações do apóstolo Paulo que fecha a questão acerca da justificação. Vejamos: Primeira Afirmação: Paulo não se envergonha do Evangelho, porque o Evangelho é o Poder de Deus para todo aquele que crê; E Segunda Afirmação: A justiça de Deus se revela no Evangelho de fé em fé. O justo viverá pela fé! Paulo queria dizer aqui que embora, a mensagem da cruz parecesse loucura para uns e escândalo para outros, ele não se sentia embaraçado em pregá-la, pois conhecia o seu poder transformador. O Evangelho é o Próprio Cristo, o Verbo encarnado. A Palavra viva que procede da boca de Deus! "O justo viverá pela fé". Como entender essa afirmação? Como viverá, se tantos cristãos verdadeiros experimentam a morte? Primeiro vamos entender a palavra justificação. É um termo forense que significa estar bem perante a lei. Do ponto de vista teológico vai mais além: Ocorre quando o homem comum pecador recebe o caráter de Justo em Cristo por intermédio da conversão, isso de forma vicária (substitutiva). Tudo isto é baseado não em justiças ou obras próprias, mas na expiação, ou seja, somos declarados justos com base na expiação de nossos pecados por Cristo e na sua justiça imputada (atribuída) a nós. Portanto, não podemos reduzir o Evangelho que é  a ação da justificação imputada a nós, às palavras de autoajuda ou a mensagens para que as pessoas saiam da igreja se sentindo aliviadas de suas lutas diárias. Negativo.

A imputação da justiça de Cristo a nós vai infinitamente mais além do aqui e do agora desta vida passageira, nos livrando da Ira vindoura de Deus, apaga o escrito da dívida, não há mais condenação. O Justo viverá (eternamente) por causa da fé no Cristo. Ainda que ele passe pela morte física, não passará pela segunda morte que é espiritual e constitui na eterna separação da presença favorável de Deus. Tudo que o pecador precisa fazer é crer nesta verdade e confessá-la. Salvação é plano de Deus. Aí entra a palavra propiciação.  O próprio Deus veio na pessoa do Cristo expiar (definitivamente) o pecado do homem que Nele crê. O verbo propiciar então, teologicamente significa que Deus, por causa da expiação em Cristo, se torna propício, favorável ao homem. Deus TIRA (definitivamente) a culpa e a penalidade do pecado do homem. Embora, ainda não estejamos livres da presença do pecado, o Senhor nos livra do seu poder e de sua penalidade. Não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus! Sem Cristo o homem está debaixo da condenação eterna, debaixo da ira de Deus. Em Cristo somos reconciliados com Ele e passamos a fazer parte de Sua família. O que aprendemos aqui? Somos instados a rejeitar as indulgencias pós-modernas. Abraçar essas práticas é retroceder aos dias passados. Creiamos no Cristo Todo Poderoso e Todo Suficiente. Voltemos a Ele! Nadia Malta

 

sábado, 4 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS AQUIETEMOS: A RESPOSTA DE DEUS AO NOSSO CLAMOR CHEGA JÁ!

 QUE NOS AQUIETEMOS: A RESPOSTA DE DEUS AO NOSSO CLAMOR CHEGA JÁ!

Assim diz o Senhor: 'Quando se completarem os setenta anos da Babilônia, eu cumprirei a minha promessa em favor de vocês, de trazê-los de volta para este lugar. Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvi­rei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês', declara o Senhor, 'e os trarei de volta do cativeiro. Eu os reunirei de todas as nações e de todos os lugares para onde eu os dispersei e os trarei de volta para o lugar de onde os deportei', diz o Senhor”. Jr. 29.10-14. 


Nenhum mestre de Deus é tão eloquente e tão convincente quanto o sofrimento. O texto lido faz parte do conteúdo da carta do profeta Jeremias inspirada por Deus aos cativos em Babilônia. A finalidade desta carta era alertar o povo à respeito tanto da dureza dos seus corações e chamá-lo ao arrependimento, quanto aos falsos profetas que profetizavam segundo o desejo do coração do povo, que era se libertar do jugo de Babilônia. Jeremias usado pelo Senhor alerta o povo a não confiar nos profetas e sonhadores mentirosos que se levantaram para agradar o povo em detrimento da vontade de Deus. No livro de Naum (1.3b) aquele profeta traz uma revelação tremenda para o povo de Deus: “O Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés”. Isto significa que nem sempre a tempestade ou mesmo o cativeiro é um mal em si mesmo, muitas vezes ela faz parte da estranha e eficaz didática de Deus para colocar as coisas em seus devidos lugares. Nenhum mestre de Deus é tão eloquente e tão convincente quanto o sofrimento. O socorro de que precisamos vem efetivamente apenas de Deus! Precisamos ficar espertos e não dar ouvidos aos profetas e sonhadores que se levantam como pedras de tropeço à vontade de Deus. Somos, a cada curva do caminho, instados e desafiados a confiar no Senhor. Ele sabe o que faz e como faz!

Jeremias traz três revelações da parte de Deus quanto aos seus propósitos em atravessarmos as dificuldades da vida. Vejamos: Primeira Revelação: A dificuldade, a tribulação, o cativeiro tem prazo de validade, tem tempo para acabar; Segunda Revelação: Não estranhemos os métodos de Deus para cumprir seus propósitos em nossas vidas! E Terceira revelação: Nenhuma oração fica sem resposta, ao tempo de Deus todas serão respondidas. E atentemos: NÃO, também é resposta! Enquanto o Senhor prepara a vitória, prepara o nosso coração para recebê-la. Enquanto não se cumprirem os dias determinados para que sejam consolidadas as mudanças em nossos corações, NADA acontecerá. Esse tempo de certa forma é determinado por nós. Quanto mais nos endurecemos, mais a vitória será postergada. Não adianta os mestres da autoajuda e ou os gurus tentarem dizer o contrário, nem profeta, nem visionário, nem prognosticador. Propósito de Deus se cumpre! Deus é Deus! Quando pedimos algo ao Senhor, só Ele conhece o tempo e o modo de fazer o que necessitamos. A ferramenta que Ele vai usar para quebrar o coração endurecido vai depender do material de que é feito aquele coração. Ele poderá usar do pequeno martelo a dinamite. Uma coisa o texto deixa bem claro: TUDO concorrerá para o bem. Ele tem pensamentos de paz e não de mal para nos dar o que desejamos. O cativeiro de Babilônia demorou 70 anos por causa da dureza do coração do povo. Não sei o tempo que Deus vai usar para lhe dar a vitória nessa situação que o aflige, mas de uma coisa tenho certeza: Ele sabe fazer caminhos no meio das nossas tormentas. Aquilo que parece ter vindo para nos destruir, vem exatamente para nos reconstruir! O Seu Caminho é Perfeito Sempre, por mais doloroso e íngreme que pareça!

O Senhor é especialista em aparar lágrima de crente e receber suas orações. Sobretudo, aquelas que brotam de um coração quebrantado e contrito. Deus se agrada da sinceridade do nosso coração. Na verdade, Ele sonda mentes e corações para nos dar aquilo que precisamos. O Senhor deseja de nós um relacionamento íntimo com Ele. Ele deseja que o busquemos de todo o coração, só aí Ele se deixará achar e mudará a sorte daquele que o buscar em verdade. Ele não olha nem se impressiona com as nossas performances religiosas ou nossas práticas religiosas exteriores, como longos jejuns sem mudanças de atitudes. O que esse texto nos ensina? As nossas tribulações, tempestades e dificuldades nesta vida têm prazo de validade, têm tempo para acabar. O próprio Jesus disse “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo”- Jo.16.33b. O tempo de duração de nossos cativeiros é o tempo de duração de nossa rebelião. A obediência nos capacita a receber o que está reservado para nós. O Senhor é especialista em fazer caminhos nas piores tormentas que nos assolam, porque só Ele conhece os pensamentos que tem a nosso respeito. Nenhuma oração ficará sem resposta, ao seu tempo todas serão respondidas. E NÃO também é resposta! Aleluia, Amém! Nadia Malta

 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEM FALTADO TANTO SEMEADORES, QUANTO CEIFEIROS!

 TEM FALTADO TANTO SEMEADORES, QUANTO CEIFEIROS!

Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita. Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe”.  João 4.35,36.                                             


O texto todo fala da ceifa e dos ceifeiros. Claro que Jesus não está falando de colheita de vegetais, mas da grande colheita de almas que desde aqueles dias já estavam prontas para serem colhidas. Vivemos os últimos dias, inegavelmente! Por últimos dias entendamos o tempo profético entre a Ascensão e a Segunda vinda. Jesus diz aqui que os campos já branquejam para a ceifa. Ele se refere aos samaritanos vindos pelo testemunho da mulher para ouvir a Palavra de salvação. Que o Senhor abençoe esses trabalhadores que têm se colocado a mercê do Espírito, tanto para semear quanto para colher! São Parceiros de Oração e ação! Eles têm chegado junto na hora da necessidade de muitos. Glória a Deus por essas vidas! E tudo que temos a fazer é dizer: “Eis-me aqui, Senhor! Envia-me a mim!”. Tem muito trabalho pela frente! Tem trabalho para semeador e para ceifeiro. Quem se habilita? Há muito a semear e muito a colher do que já fora semeado. Mas tem faltado disposição para fazer tanto uma ação quanto a outra. No evangelho segundo Lucas (10.2) no comissionamento dos setenta, Jesus diz o Seguinte em relação aos trabalhadores para a seara: “E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”.

O Texto nos leva a discernir algumas verdades, vejamos: A seara é grande; As almas maduras prontas para a colheita estão à espera de ceifeiros; O chamado é na verdade uma santa convocação da parte do nosso Pai Celestial; E Quanto mais se aproxima a Segunda Vinda do Senhor mais e mais somos arregimentados para fazer a obra de Deus enquanto é dia. Cadê os demais trabalhadores? Há muito a semear e muito a ceifar. Contudo, os demais semeadores e ceifeiros estão ocupados demais, preocupados demais com suas próprias bênçãos ou cuidando dos seus próprios interesses. E as igrejas de multidões se superlotam em busca dessas coisas! Sem frutificação não há bênção! O próprio Jesus semeou o seu corpo como santa semente. E muitos semeadores semearam a Santa Palavra antes de nós: Os apóstolos e profetas. Como diz a letra do velho hino: “Vamos nós trabalhar, aos perdidos dizer que de Deus hoje mesmo o perdão podem ter!”.

Nenhum escolhido está fora da esfera desse chamado. O Senhor não prescinde de ninguém: homem, mulher, jovem ou idoso! Já estamos alistados nas fileiras do Grande General. Não sejamos soldados relapsos! A noite da grande perseguição se aproxima quando não vamos mais poder trabalhar. Na verdade já tem anoitecido em muitos lugares da terra. Nesses lugares a perseguição tem sido grande e muitos têm sido martirizados por anunciarem o Cristo. Termino com duas advertências: Se nos dias que Jesus andou em carne sobre a terra os campos já estavam brancos para a ceifa, o que diremos dos nossos dias? Semeemos e ceifemos o que já fora semeado! Os dias já são maus sobre a terra! E outra vez citando um velho hino: “Oh! Quem irá as novas proclamando que Deus em Cristo salva o pecador? Apressemo-nos para que o sangue de muitos não seja requerido de nossas mãos omissas! Nadia Malta

 

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