terça-feira, 7 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEM FALTADO ORAÇÃO, GRATIDÃO, PRUDÊNCIA E VIGILÂNCIA!

 TEM FALTADO ORAÇÃO, GRATIDÃO, PRUDÊNCIA E VIGILÂNCIA!

Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos! Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um”. Colossenses 4:2,5,6.                                                                     


O apóstolo Paulo falando aos efésios adverte: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor”. O texto lido fala de oração e prudência, que é a capacidade de portar-se com sabedoria diante das situações enfrentadas. Paulo chama seus leitores em Colossos a um andar dependente de Deus em oração e prudência diante das situações enfrentadas. O chamado de Paulo para aqueles dias tem uma repercussão também na vida dos cristãos contemporâneos. Os antigos já diziam que “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!”. Grande verdade que deveria ser praticada. Paulo não economiza conselhos e ordenanças aos seus leitores quanto ao exercício da prudência. A prudência é definida como: Virtude que faz prever e procura evitar as inconveniências e os perigos; cautela, precaução. E ainda: calma, ponderação, sensatez, paciência ao tratar de assunto delicado ou difícil. O prudente é alguém que vigia, ele dificilmente é apanhado de surpresa. O prudente sabe quando falar e quando calar. Não tem sido fácil encontrar prudentes em nossos dias! O que é lamentável quando isto acontece no meio dos que se dizem cristãos!

Nunca a passionalidade esteve tão em alta, especialmente nas redes sociais, ali as opiniões beiram o desatino. Por que não aproveitamos a visibilidade das redes para anunciar o Cristo? Sejamos prudentes!  Como deve ser esse agir prudente segundo o apóstolo Paulo? Vigiar em oração perseverante já com ações de graças! Ter Cuidado com o testemunho com os que são de fora. Aproveitemos as oportunidades! Ter Cuidado com o falar! Que as nossas palavras sejam agradáveis, temperadas com sal. Clamemos sem desistir. Busquemos e esperemos confiantemente no Senhor como o salmista no salmo 40. Apresentemos as nossas demandas diante Dele já com ações de graças. Gratidão é a certeza do que já recebemos da parte de Deus. Aprendamos a olhar com os olhos da fé! A prudência é filha da sabedoria. E quando ela se associa à oração o resultado pode ser surpreendente. O prudente é sempre bom observador, ele sabe que dos mestres da parte de Deus, a observação é um dos mais excelentes. A observação é companheira inseparável do silêncio. Às vezes calar e observar nos traz aquelas respostas esperadas há tanto tempo, mas que em meio às nossas falações compulsivas não conseguíamos perceber. Tem coisas que o prudente sabe que não deve falar com ninguém, mas apenas com o Senhor em oração perseverante. Paulo nos alerta aqui quanto ao testemunho para com os de fora. Contudo, não podemos nos esquecer dos de dentro, especialmente dos novos na fé. Que coisa tão séria! Muitas vezes o nome do Senhor tem sido blasfemado por causa dessa prática.

 Aproveitemos as oportunidades de apresentar o Cristo àqueles que não conhecem. Façamos isto, se preciso com palavras, mas, sobretudo, com o nosso testemunho! Se não conseguimos deixar de falar da vida de alguém, que tal falar da vida de Cristo? Que o nosso falar seja sempre agradável e temperado com sal e transmita graça aos que ouvem. Que saibamos em sabedoria responder a cada um dos que nos indagam sobre as coisas espirituais. Como o texto aqui é dirigido a cristãos, nada pode ser mais devastador do que alguém que se diz cristão, mas não consegue controlar a própria língua. O falar destemperado tem levado desgosto e morte a tantas pessoas! Não é incomum encontrarmos crentes inconvenientes e injuriosos no seu falar. Quantas vidas destruídas, quantos relacionamentos partidos, ministérios devastados pela ação maligna de línguas venenosas! O que aprendemos aqui? Pratiquemos a oração perseverante, vigiemos sempre. Tenhamos um coração agradecido ao Senhor! Cuidado com o nosso testemunho! Não percamos as oportunidades de anunciar o Cristo, se preciso com palavras, mas, sobretudo, e especialmente com o nosso viver! Tenhamos cuidado com o falar, temperemos as nossas palavras para que elas transmitam graça aos que ouvem! Saibamos usar as palavras e muito mais o silêncio prudente! Não esqueçamos, a prudência é filha da sabedoria, TAMBÉM É CHAMADA DE OLHO DE TODAS AS VIRTUDES!  A observação é companheira do silencio. Atentemos! Nadia Malta

 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/CONFIEMOS NA SUFICIENTE E IRRESISTÍVEL GRAÇA DE DEUS!

 CONFIEMOS NA SUFICIENTE E IRRESISTÍVEL GRAÇA DE DEUS!

“Porquanto a graça de Deus se mostrou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze”. Tito 2:11-15.                                        


Percebemos que já naquela época havia a ação dos falsos mestres que segundo seu entendimento, por equívoco ou malícia, faziam de tudo para tirar a centralidade do Cristo. Na epístola aos Romanos 11.33-36 o apóstolo Paulo ao perceber esse mistério dos desígnios de Deus explode numa adoração, absolutamente reveladora: “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos! "Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?".  "Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense? "Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém”. Todos os que de maneira formal ou informal estão fazendo a obra de Deus precisam ter o entendimento desta verdade fundamental. O ensino sobre a Graça tem sido de certa maneira negligenciado em muitas das igrejas ditas cristãs. Fomos salvos pela Graça de Deus mediante a fé em Cristo. Deus olha para nós através das lentes da sua Graça. Negligenciar este ensino é perder o próprio Cristo de vista, que é a Graça de Deus encarnada. Na verdade percebemos uma tentativa em certas teologias pós-modernas de tirar a centralidade do Cristo e chamar os holofotes para a meritocracia humana.

A abrangência da Graça quanto à sua suficiência e benefícios eternos se manifesta pelo menos de três maneiras. Vejamos: Primeira: A Universalidade da Graça é suficiente para a salvação de todos os homens, embora, não haja universalismo da salvação como muitos apregoam; Segunda: A Graça ensina no presente, aquele que foi alcançado por ela a renunciar à impiedade e às paixões mundanas, vivendo de modo digno do Senhor; E Terceira: A Graça também sustenta esses salvos com a bendita esperança futura de se encontrarem com o Senhor face a face no futuro, por ocasião da sua Vinda. A abrangência da IRRESISTÍVEL Graça salvadora de Cristo tem se manifestado desde o passado alcançando todos os que soberanamente foram destinados para a salvação. Um dia todos verão a salvação de Deus, mas nem todos a experimentarão. O ensino sobre a Graça tem sido negligenciado em muitas das nossas igrejas e dado lugar a um sem numero de doutrinas antibíblicas, baseadas em meritocracia. Tudo que somos, temos, recebemos, sabemos ou fazemos para o Senhor é pela Graça de Deus, seu favor imerecido. A suficiência da Graça santificadora do Cristo vai nos transformando progressivamente até chegarmos a estatura de varões perfeitos. Ela ainda nos assiste em nossas fraquezas e firma nossos passos no Caminho que é o Cristo.

A Graça de Deus nos sustenta para seguirmos em frente até Aquele Dia Glorioso quando estaremos para sempre com Ele. De nós mesmos não somos nada! Somos salvos pela Graça, santificados pela Graça, libertos pela Graça, perseveramos em Cristo pela Graça e experimentaremos um futuro glorioso por pura Graça de Deus. O que aprendemos aqui? A suficiência e abrangência da irresistível Graça de Deus pode alcançar a todos os pecadores, mas por sua soberana vontade o Senhor elegeu alguns. Os eleitos não resistem ao chamado. Não há universalismo da salvação, como querem crer alguns. A Graça que salva, santifica. Ela também firma, liberta, fortalece e sustenta o salvo. A graça também faz o salvo perseverar até o fim aguardando a bendita esperança da Vinda do Senhor. É este ensino que precisamos resgatar em nossas comunidades. Chega de tantas teologias inventadas pelas mentes pervertidas. A Bíblia Sagrada é o maior, o mais confiável e completo manual de Teologia Sistemática! É o nosso Manual de Fé e Prática. Atentemos para ela. E confiemos na Graça uma vez encarnada, que é o próprio Cristo! Haja Graça sobre Graça em nossas vidas! A Graça de Deus sempre nos bastará! Atentemos! Nadia Malta

 

 

domingo, 5 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/O JUSTO VIVERÁ ETERNAMENTE PELA FÉ NO CRISTO!

 O JUSTO VIVERÁ ETERNAMENTE PELA FÉ NO CRISTO!

Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé". Romanos 1.16,17.                                             


  

O texto lido traz em sua parte final a grande afirmação tirada pelo apóstolo Paulo do livro do profeta Habacuque, que se tornou a viga mestra da Reforma Protestante de 1517. Encabeçada pelo monge Alemão, agostiniano, doutor em teologia e professor, Martinho Lutero. Em sua tradução do texto bíblico do latim para o alemão, esta verdade saltou-lhe aos olhos e reverbera até hoje naqueles que professam a mesma fé bíblica. A Reforma nada mais foi que um despertamento para os cristãos daqueles dias voltarem aos fundamentos da verdadeira fé que salva. Na verdade, a Reforma chamou a fé que uma vez foi dada aos santos à pessoa e à suficiência do Cristo. É inevitável a comparação do que vemos em nossos dias com os dias que levaram a Reforma. Houve progresso? Sim e não! Graças à conquista daqueles dias, temos acesso à Palavra de Deus em nossa própria língua, podemos lê-la e interpretá-la à luz do Espírito Santo. “A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus!”. Contudo, “os caçadores de almas” com seus invólucros feiticeiros continuam de todos os modos aprisionando os que por ignorância ou necessidade se deixam aprisionar. Um dos fatos que desencadeou a Reforma foi a venda das indulgencias, ou seja, o perdão dos pecados em troca de dinheiro. Qual a diferença dos nossos dias? Talvez a forma de pagamento!

Tratemos de chamar outra vez a fé, como nos dias da Reforma, à pessoa e à suficiência do Cristo! Este é o grande desafio que temos hoje como Cristãos! Tudo vem do Cristo, acontece por meio Dele e é para a Glória excelsa Dele! O texto áureo da mensagem de hoje revela duas afirmações do apóstolo Paulo que fecha a questão acerca da justificação. Vejamos: Primeira Afirmação: Paulo não se envergonha do Evangelho, porque o Evangelho é o Poder de Deus para todo aquele que crê; E Segunda Afirmação: A justiça de Deus se revela no Evangelho de fé em fé. O justo viverá pela fé! Paulo queria dizer aqui que embora, a mensagem da cruz parecesse loucura para uns e escândalo para outros, ele não se sentia embaraçado em pregá-la, pois conhecia o seu poder transformador. O Evangelho é o Próprio Cristo, o Verbo encarnado. A Palavra viva que procede da boca de Deus! "O justo viverá pela fé". Como entender essa afirmação? Como viverá, se tantos cristãos verdadeiros experimentam a morte? Primeiro vamos entender a palavra justificação. É um termo forense que significa estar bem perante a lei. Do ponto de vista teológico vai mais além: Ocorre quando o homem comum pecador recebe o caráter de Justo em Cristo por intermédio da conversão, isso de forma vicária (substitutiva). Tudo isto é baseado não em justiças ou obras próprias, mas na expiação, ou seja, somos declarados justos com base na expiação de nossos pecados por Cristo e na sua justiça imputada (atribuída) a nós. Portanto, não podemos reduzir o Evangelho que é  a ação da justificação imputada a nós, às palavras de autoajuda ou a mensagens para que as pessoas saiam da igreja se sentindo aliviadas de suas lutas diárias. Negativo.

A imputação da justiça de Cristo a nós vai infinitamente mais além do aqui e do agora desta vida passageira, nos livrando da Ira vindoura de Deus, apaga o escrito da dívida, não há mais condenação. O Justo viverá (eternamente) por causa da fé no Cristo. Ainda que ele passe pela morte física, não passará pela segunda morte que é espiritual e constitui na eterna separação da presença favorável de Deus. Tudo que o pecador precisa fazer é crer nesta verdade e confessá-la. Salvação é plano de Deus. Aí entra a palavra propiciação.  O próprio Deus veio na pessoa do Cristo expiar (definitivamente) o pecado do homem que Nele crê. O verbo propiciar então, teologicamente significa que Deus, por causa da expiação em Cristo, se torna propício, favorável ao homem. Deus TIRA (definitivamente) a culpa e a penalidade do pecado do homem. Embora, ainda não estejamos livres da presença do pecado, o Senhor nos livra do seu poder e de sua penalidade. Não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus! Sem Cristo o homem está debaixo da condenação eterna, debaixo da ira de Deus. Em Cristo somos reconciliados com Ele e passamos a fazer parte de Sua família. O que aprendemos aqui? Somos instados a rejeitar as indulgencias pós-modernas. Abraçar essas práticas é retroceder aos dias passados. Creiamos no Cristo Todo Poderoso e Todo Suficiente. Voltemos a Ele! Nadia Malta

 

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