segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE OS NOSSOS OLHOS ESTEJAM POSTOS NO SENHOR!

 QUE OS NOSSOS OLHOS ESTEJAM POSTOS NO SENHOR!

“Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”.  II Crônicas 20.12. 


Todos os que têm familiaridade com a Palavra de Deus conhecem a história do Rei Josafá em sua luta contra grandes exércitos que vieram contra o pequeno e despreparado Reino de Judá. O relato todo abrange trinta versículos e vale a pena se fazer uma releitura desse episódio para que recobremos ânimo diante das lutas que nos têm assolado. O que chama a nossa atenção em meio às grandes lutas? Vejamos: A notícia do problema que sempre nos impacta; A primeira reação é o medo; Oração é tudo sempre; Só Deus pode dar a estratégia eficaz diante de tais lutas; E a resposta enviada pelo Senhor chega e sempre nos surpreende! Parece que o Senhor tem usado os mesmos métodos para que seu povo amadureça pelos séculos dos séculos. E é exatamente quando todos os recursos do homem falham que entram as infinitas possibilidades do Senhor ao nosso favor.

É quando chegamos ao limite das nossas forças e cruzamos a fronteira da mais absoluta vulnerabilidade que Ele entra em ação e nos provê livramento. Por que tem que ser assim? Creio que é para que aprendamos dependência exclusiva Dele e não nos ensoberbeçamos com os nossos saberes. Ele sabe exatamente o que tratar em nós, sobretudo: Orgulho e presunção. Deus não abre mão da honra e da glória devidas unicamente a Ele! Josafá foi um rei bom que fez o que era reto diante do Senhor e Ele o levanta para ser o rei de Judá naqueles dias. E temos a certeza que o posicionamento humilde e confiante dele moveu o coração do Senhor, que concedeu grande vitória ao pequeno reino de Judá! Josafá reconhece a sua pequenez tanto pessoal quanto como reino. A força humana bélica era inexpressiva.

Humanamente aquela vitória era impossível, mas Josafá atina para a única saída possível: O Senhor. E ele faz a sua grande declaração de fé aqui: “Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”.  Escutar o Senhor é preciso. O Senhor responde as nossas orações, mesmo que a nós pareça demorado. No silêncio do Senhor Ele prepara grandes coisas. O que aprendemos aqui? O mesmo Deus que agiu nos dias de Josafá, age hoje na vida de todos os que o buscam em fé sincera e perseverante. As nossas demandas têm sido muitas. Não temos como vencê-las, mas os nossos olhos estão postos Nele! E Ele virá em nosso socorro! A nossa vitória já está sendo providenciada! Deus seja louvado! Nadia Malta

domingo, 9 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ CREIAMOS NO CRISTO E FAÇAMOS A SUA OBRA ENQUANTO ESTAMOS AQUI!

 CREIAMOS NO CRISTO E FAÇAMOS A SUA OBRA ENQUANTO ESTAMOS AQUI!

https://youtu.be/s3IXbJDoUho?si=z-DRLZFcLqvdwTW0

Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado”. João 6.28,29.                                                                   


Reflitamos sobre o relacionamento que devemos ter com o Cristo. O capítulo todo é muito rico e daria uma infinidade de mensagens. Aqui Jesus multiplica poucos pães e peixes para alimentar uma multidão. Anda por sobre o mar. Ele ministra sobre o fato de ser Ele o verdadeiro pão que desceu do céu. E ainda enfrenta a murmuração dos judeus e o abandono de alguns dos discípulos. Todos os acontecimentos do capítulo não fogem ao padrão didático de Jesus. Tudo para Ele era motivo de ensino e edificação aos seus ouvintes. Tudo de maneira muito prática. O que nos faz crer que hoje é diferente? Estejamos atentos aos seus ensinos no meio dos acontecimentos que nos cercam! Nada é aleatório na vida de um cristão, nem foge ao controle de Deus! Olhemos para o título do texto citado! O que podemos aprender aqui? As explicações de Jesus aos seus ouvintes eram de certo modo inquietantes. O homem natural não está preparado para ouvir coisas espirituais. Muitos se escandalizaram com suas explicações ao ponto de o abandonarem. Só quem tem ouvidos treinados conseguem discernir as coisas do Espírito Santo. Já reparou que Jesus nunca responde de maneira direta? Mas as suas respostas levam a pensar!

O Senhor não propõe uma religiosidade de fachada, mas algo relacional, visceral. O cristianismo é experiencial, experimental não um conjunto de regras meramente teórico a serem seguidas. Quando se pensa em realizar a obra de Deus imediatamente vem à nossa mente atos humanitários de caridade e até mesmo evangelismo. Contudo, pelo que acabamos de ouvir do Senhor estas coisas são consequências de um crer consciente Naquele que foi enviado pelo Senhor. Esse crer pressupõe uma entrega obediente, leal e absoluta de todo o ser ao senhorio do Cristo. Essa entrega não acontece por simples iniciativa do homem. Os judeus religiosos daqueles dias o criticaram e Jesus responde dizendo: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia”. Somos escolhidos e vivificados para que o possamos receber. Jesus é o nosso Salvador, mas é também o nosso Senhor. O controle soberano de nossa vida está em suas excelsas mãos. Ele nos comprou com preço de sangue. Somos Dele, ovelhas do seu pastoreio. Ninguém poderá nos arrebatar de Suas mãos. Ele disse: “Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei”. Esses santos e irrepreensíveis são chamados para fazer a obra de Deus. Assim testemunhar da fé no Cristo não é o que dizemos. É o que somos. É o mínimo que os que creem Nele podem fazer.

Jesus é a carne e o pão do céu. Comer da sua carne e beber do seu sangue dá vida eterna. Claro que a expressão aqui tem uma conotação espiritual. A carne crucificada de Cristo é o nosso verdadeiro alimento e o seu sangue derramado em nosso lugar foi para nos lavar de todo o pecado e nos purificar de toda injustiça. Hoje participamos desse banquete que é a Ceia do Senhor, este sermão dramatizado que anuncia a morte do Senhor até que Ele venha! Ninguém pode entender esta verdade eterna, senão pelo Espírito Santo. Por isso muitos judeus daqueles dias disseram: “Duro é esse discurso, quem o pode suportar?”. Muitos que eram discípulos o abandonaram. Jesus, então, se volta para os doze e pergunta se eles também não querem ir. Ao que Pedro responde: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna”. O que apendemos aqui? CREIAMOS NAQUELE QUE POR DEUS FOI ENVIADO, Jesus!  E a partir desse crer confiante testemunhamos, então, e se preciso com palavras! Nadia Malta

 

sábado, 8 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS PARA A DURA E EFICAZ PEDAGOGIA DA TEMPESTADE!

 ATENTEMOS PARA A DURA E EFICAZ PEDAGOGIA DA TEMPESTADE!

Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem”. Marcos 4.35. 


Quantas vezes intimamente já não nos surpreendemos com situações que nos tiram o chão e o fôlego!? As tempestades dos últimos tempos são muitas e nos parecem devastadoras. Às vezes nos sentimos desabrigados, desamparados, sozinhos no meio do temporal, prestes a perecer. Como diz a letra do velho hino: “As ondas nos dão pavor!”. E Jesus parece calmamente dormir no fundo dos nossos barcos como se não se importasse com a nossa aflição! Na verdade, a nossa humanidade nessas horas parece sofrer de amnésia e não consegue lembrar às vezes sem conta em que Ele surgiu no meio dos nossos temporais e ordenou as ondas e aos ventos que se acalmassem! Quando estamos de fora das dificuldades tendemos a criticar os que duvidaram, os que se inquietaram. Neste episódio, por exemplo, os discípulos haviam recebido uma convocação do Mestre para atravessarem o Lago de Quinerete ou Tiberíades, também chamado de Mar da Galileia.

Jesus não os estava chamado para um passeio turístico, já falamos sobre isto outras vezes, o Senhor na verdade queria ministrar uma das mais preciosas lições daquilo que eles enfrentariam na vida prática. É a Pedagogia da Tempestade. Por que Jesus escolheu exatamente aquele lago tão sujeito às tempestades de vento vindas dos montes ao seu redor? Arrisco uma resposta: Exatamente por isto! Seguir a Cristo não nos isenta de atravessar mares bravios com ventos impetuosos e ondas assustadoras. Muito pelo contrário, a certeza de Jesus no barco é que faz a diferença para nós. Fazer a travessia na certeza de que Ele está conosco faz toda a diferença. Só não podemos perder isto de vista!

Lembro-me de minha mãe outra vez. Ela costumava dizer: “Quero ver o bom, no ruim!”. Ou seja, quando tudo nos vai bem destilamos uma teologia apenas teórica, cheia de açúcar, mas não experiencial. Mas é exatamente quando os ventos sopram com fúria e as ondas se levantam assustadoras que descobrimos aquilo que introjetamos em termos de aprendizado teológico. Jesus nos quer na outra margem. O que aprendemos aqui? Precisamos atravessar o lago da superficialidade espiritual mesmo que isto nos custe enfrentar ondas e ventos.  O aparente sono de Jesus não significa inação, mas observação do quanto já aprendemos dEle. Quanto às ondas e os ventos? Aquietemo-nos, eles continuam obedecendo ao Senhor! Nadia Malta

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