O SENHOR JÁ NOS HABILITOU A VENCER AS TENTAÇÕES!
https://youtu.be/GvB_jiPYYHs
O
texto lido é um dos mais intrigantes relatados pelos Evangelhos. Ele começa
dizendo que Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, para ser tentado
pelo Diabo. Como entender essa ação do Espírito Santo? Antes de entrarmos no
propósito dessa tentação, é preciso lembrar que assim como o primeiro Adão
encontrou satanás, o último Adão (JESUS) também o encontrou e confrontou. Vale
à pena salientar aqui que, enquanto Adão se deparou com satanás em um Jardim
belo e aprazível, cercado de tudo o que necessitava, Jesus (o segundo Adão) o
enfrentou no deserto, depois de um longo jejum de 40 dias e 40 noites. Adão
perdeu a batalha, encerrando a humanidade no pecado e na morte. Mas Jesus
venceu aquela batalha contra Satanás e continuou vencendo-o em outras tantas,
culminando em sua vitória final na sua morte e ressurreição. Por tudo isso, a ideia
central aqui é ressaltar que o propósito da tentação de Jesus é mostrar que Ele
foi tentado para que toda criatura no céu, na terra e debaixo dela soubesse que
Ele é o CONQUISTADOR por excelência! Ele desmascarou Satanás e suas táticas e o
derrotou. Por causa de sua vitória, podemos vencer toda e qualquer tentação.
A
tentação envolve a vontade e os desejos e Jesus veio para fazer a vontade do
Pai e deseja que assim o façamos – Hb 10.1-9. A tentação de Jesus foi real e
teve como alvo o apelo às três áreas distintas da nossa natureza carnal.
Vejamos: O Apelo à satisfação da necessidade da carne, insinuando falta de amor
e cuidado de Deus; O Apelo ao orgulho e a vaidade, propondo um exibicionismo; E
O Apelo a fugir do sofrimento; um atalho para o reino! Depois de um jejum de 40
dias e 40 noites, Jesus estava fisicamente debilitado e faminto. Aquele era o
momento oportuno de semear dúvidas quanto ao amor e cuidado de Deus, bem como a
sua própria filiação. Aliás, o adversário é um oportunista. O tentador insinua
que o Pai não amava Jesus e que Ele poderia agir independentemente do Pai. Já
parou pra pensar, que passa por nossas cabeças tantas coisas absurdas na hora
da necessidade? Como por exemplo: “Deus não me ama”, Deus esqueceu de mim”,
“Ele não responde mais as minhas orações”. Cuidado com os falsos profetas de
plantão, que apesar de usar as Escrituras, não falam da parte de Deus, antes
isolam versículos para respaldar suas heresias e caçar almas para si. Textos
bíblicos fora de seus contextos são usados por pretexto para respaldar
heresias, sofismas e enganos.
Tentamos
o Senhor quando nos colocamos deliberadamente em situações que o “obrigam” a
intervir em nosso favor. O tentador insiste e não desiste nunca, aliás, ele
apenas muda de estratégia, tornando-se mais sutil a cada ataque. Nessa tentação
ele oferece a Jesus um atalho para o reino. A grande sutileza aqui era livrar
Jesus do sofrimento da cruz em troca de receber dEle a adoração só devida ao
Altíssimo. Isso foi algo que ele sempre quis! Que lições este texto nos deixam?
Há duas grandes salas de aula de Deus: O Vale e o Deserto. O primeiro é o lugar
das provações e o segundo o lugar das tentações. Todos nós experimentamos a
ambos! Se o adversário foi ousado para tentar o Filho de Deus, o que ele não
fará conosco? Por isso é preciso vigilância e oração. A tentação em si não é
pecado. Para ilustrar essa verdade Lutero, o reformador, disse: “Não podemos
impedir que o passarinho sobrevoe a nossa cabeça, mas podemos impedi-lo de
fazer ninho sobre ela”. A Palavra de Deus levada à sério através da obediência
e a presença do Espírito Santo em nós garantem a vitória sobre as
tentações. Jesus enfrentou e venceu a
tentação, para nos habilitar a vencer também. Somos vocacionados para a
vitória. Vençamos! Nadia Malta


