quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE OS NOSSOS OLHOS VEJAM!

 QUE OS NOSSOS OLHOS VEJAM!

E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.”.  Marcos 10.46-52. 


Marcos, mesmo sendo o menor dos evangelhos, consegue trazer detalhes sobre determinados assuntos em seus textos que os outros evangelistas não conseguem. Coisas do Espírito Santo, já falamos sobre isto outras vezes! O texto é dos mais conhecidos e conta a história do cego de Jericó. Não sabemos a razão que o fizera perder a visão. Havia outros cegos, inclusive de nascença, mas este, um dia havia enxergado e por alguma razão que desconhecemos perdera a visão e à beira do caminho esmolava. Também não sabemos por quanto tempo estivera naquela situação. A história deste cego é para mim inspiradora por várias razões. Gosto da sua consciência do real senso de necessidade. Gosto da prontidão e da rapidez com que busca o Cristo. E mais ainda da rapidez de sua resposta objetiva ao ser indagado sobre o que queria que o Senhor lhe fizesse. Alguns aspectos dessa narrativa chamam a nossa atenção de modo especial. Vejamos: Aquele cego era alguém conhecido e deveria fazer parte do povo da aliança; Ele não era cego de nascença. Ele pede para tornar a ver; E Ele não perde a chance de clamar pelo Filho de Davi e é objetivo quanto à sua real necessidade. E ainda larga aquilo que era a sua aparente segurança!

O texto diz que ele se chamava Bartimeu e era filho de certo Timeu. Ou seja, era alguém conhecido, além do que deveria ser um filho da Aliança, pois conhecia o Título messiânico de Jesus: Filho de Davi! Era alguém da vizinhança. Certa vez perguntei a um jovem oftalmologista porque determinadas pessoas perdem a visão. Aquele jovem médico me trouxe uma lista enorme de razões, mas duas delas me chamaram a atenção: O excesso de determinados tipos de luz incidindo sobre os olhos sem proteção (a luminosidade produzida pelas soldas, por exemplo) e a ausência total de luz. Aqui cabem algumas perguntas: Por que muitos são atraídos por determinados tipos de luminosidade, mesmo sabendo que elas podem lhes tirar a visão? Por que a verdadeira Luz, que é o Cristo é repulsiva para outros que preferem permanecer na escuridão? Por que outros ainda, mesmo tendo andando por certo tempo no Caminho Luminoso preferem o caminhar marginal e trôpego das sombras? A resposta para todas as perguntas é uma só: O prazer fugaz do pecado pede escuridão, anonimato. Esses esquecem que a Verdadeira Luz é reveladora! Nada lhe fica oculto!

Aquele cego por alguma razão perdera a visão, mas ao ouvir que Jesus se aproximava não perdeu tempo e clamou por Ele. Felizmente há os que mesmo tendo perdido momentaneamente a visão, têm a chance de ouvir Jesus passar e conseguem gritar por Ele! E o que é melhor, são ouvidos por Ele! Perderam a visão física para a ganhar a espiritual. É inevitável aqui não compararmos esta situação com a de muitos que até “Corriam bem, mas do Senhor, longe agora vão!”. O que aconteceu? O que os levou à miopia e consequentemente à cegueira? Na situação que chegara a sua única segurança era a sua capa e ele a lança de si e de um salto vai ter com o Senhor. Que aqueles que perderam a visão, possam ouvir o Cristo, lançar de si as suas velhas e surradas capas. Que de um salto possam ir ter com o Cristo e tenham sua visão restaurada! O que aprendemos aqui?  Não importa a razão da nossa cegueira, clamemos pelo Cristo e Ele nos ouvirá. Resistamos à oposição da multidão, o propósito dela  é nos desviar do Cristo. Sejamos objetivos quanto à nossa real necessidade e digamos isto a Jesus. Larguemos as nossas capas e o sigamos! Nadia Malta

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS PREPAREMOS, O SENHOR ESTÁ ÀS PORTAS!

 QUE NOS PREPAREMOS, O SENHOR ESTÁ ÀS PORTAS!

https://youtu.be/sCpOPxQvu84

 Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa;  porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas.  Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios”. I Tessalonicenses 5.1-6.   


Este é mais um dos textos escatológicos do apóstolo Paulo que nos instrui quanto à necessidade de despertarmento para àquele dia glorioso QUANDO O Senhor virá para buscar os seus. Há aqui mais uma das inúmeras chamadas do apóstolo à preparação e à vigilância! O texto nos lembra de que relativo aos tempos e épocas, já fomos inteirados que este acontecimento tão esperado pelos cristãos de todas as épocas virá num de repente. Aqueles que são de Cristo devem viver como se Ele viesse já. Aqui o apóstolo aponta a forma e um sinal que antecederá aquele dia glorioso: A Forma: É dito que o Senhor virá como ladrão à noite; O Sinal: Quando estiverem falando de paz e segurança. A menção do ladrão à noite aponta para algo repentino. Sem aviso prévio! Façamos uma pausa nas nossas lutas diárias para olharmos para o horizonte sobrenatural e contemplarmos com os olhos da fé a Vinda do Senhor que é certa e repentina!

O que estamos vivendo e vendo é o princípio das dores. Aqui cabem algumas perguntas quanto à nossa própria vida espiritual: Como tem sido o nosso andar enquanto cristãos professos? Será que o nosso testemunho tem impactado positivamente os que estão à nossa volta? Se Cristo viesse hoje, onde estaríamos nós, dentre os que estão acordados e atentos ou dentre os que dormem? Somos chamados como filhos da Luz a andar em vigilância e sobriedade. Temos andado assim? Estejamos atentos, sobretudo, ao que deixamos de fazer. Invertemos prioridades. Machucamos com atitudes. Investimos no material em detrimento do que tem peso de eternidade. Corremos como malucos de um lado para o outro buscando bens e prazeres transitórios desta terra, enquanto o tesouro do céu continua em baixa, cada vez mais vazio! Ausentamo-nos do Cristo e das pessoas amadas, filhos, pais, irmãos, cônjuges numa busca desenfreada pelo ter em detrimento do ser.

A frase que mais ouvimos hoje é: “não tenho tempo!”. Tenhamos cuidado com as sementes plantadas, elas germinam, quer sejam boas ou más! E a colheita pode ser bem dolorosa! Aquele dia poderá ser de luz ou trevas, dependendo do lado em que estivermos! Que o Senhor nos fortaleça e prepare para aquele dia tão esperado. Nada daquilo que corremos tão avidamente para alcançar levaremos conosco, só o amor com que nos amarmos uns aos outros! Atentemos para isto! O que aprendemos aqui? O texto de Paulo nos chama ao despertamento, à prontidão, à santidade e à preparação! Que despertemos, nos aprontemos, nos santifiquemos e nos preparemos, enquanto há tempo! Nadia Malta

 

 

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/ OS QUE SÃO VERDADEIRAMENTE DE CRISTO BUSCAM AS COISAS DO ALTO!

 OS QUE SÃO VERDADEIRAMENTE DE CRISTO BUSCAM AS COISAS DO ALTO! 

Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra!”. Colossenses 3:1-2.                         


          

Nunca foi tão necessário ajustar o foco da nossa visão. É preciso ansiar, buscar e pensar nas coisas lá do Alto, não nas que são daqui da terra. Tudo aqui é tão passageiro, tão fugaz. Desgastamo-nos tanto para conquistar coisas e bens terrenos, quando tudo que vemos ficará aqui! Devemos olhar para a terra da perspectiva do céu, não o contrário. As palavras do apóstolo Paulo aqui soam tão encorajadoras hoje, quanto nos dias em que foram escritas por ele. Fomos alcançados pelo Senhor para um andar em novidade de vida e isto abrange a esfera dos nossos pensamentos, anseios, ações e aspirações. Nunca se viu tanta tentativa de moldar os que se dizem cristãos ao padrão do mundo! Que o Senhor tenha misericórdia de nós! É certo, que uma das maiores dificuldades do cristão é sem dúvida se desarraigar desta terra, por causa da velha natureza carnal que ainda não foi transformada completamente e clama pelo pecado. A nossa carne mortal só se converterá verdadeiramente na Vinda do Senhor! Aliás, é bom que nos lembremos de que como a nossa carne não se converte precisa ser domada e levada dia após dia ao altar do sacrifício. Paulo chama essa entrega de culto racional. Somos exortados por ele a uma transformação mediante a renovação da nossa mente. Em outras palavras, ele nos manda focar no que eterno, em detrimento daquilo que é terreno e temporal.

O que devemos fazer diante desse quadro segundo o apóstolo Paulo? Vejamos: Primeiro: Buscar as coisas do Alto, onde Cristo vive assentado à direita de Deus; E Segundo: Pensar nas coisas lá do Alto, não nas que são aqui da terra! A ordem aqui é buscar um novo padrão, um novo paradigma, se é que verdadeiramente ressuscitamos com Cristo. A sobrenaturalidade tem sido obscurecida pelo que é natural e tangível. Vivemos em um mundo do ver para crer. Quando o Senhor ordena a crer para ver. Em nosso tempo parece que o certo é o torto e vice versa. Parece que a tortuosidade tem ocupado o lugar da retidão e isto para muitos é politicamente correto. Tentam relativizar até os absolutos de Deus! Se não quisermos enlouquecer ou sair do Caminho, precisamos aprender a mudar a nossa perspectiva de visão e matar a carne de fome no tocante aos seus apetites! Os cristãos carnais e os mal instruídos se debatem e se desesperam por causa dos anseios terrenos. Estamos no mundo, mas não pertencemos mais a ele. Somos cidadãos do céu, vivendo uma experiência terrena. 

Somos desafiados aqui a manter o pensamento nas coisas do alto! O nosso pensamento insiste em voar para longe. Com que temos alimentado os nossos pensamentos? Vale salientar que os verbos do texto apontam ações imperativas. Paulo não está simplesmente sugerindo ou apresentando uma bela ideia teológica, ele está dando uma ordem! O que aprendemos aqui? Busquemos ao Senhor continuamente! Que o Senhor nos capacite a aspirar o que é eterno! E por que devemos ansiar pelo que é eterno? Porque morremos com Cristo e a nossa verdadeira vida está oculta nEle! Reflitamos! Nadia Malta

 

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