quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/A SEMEADURA É OCPIONAL, A COLHEITA É OBRIGATÓRIA! ATENTEMOS

 A SEMEADURA É OCPIONAL, A COLHEITA É OBRIGATÓRIA! ATENTEMOS

“Pois o dia do SENHOR está próximo para todas as nações. Como você fez, assim lhe será feito. A maldade que você praticou recairá sobre você. Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”. Obadias 1.15; Gálatas 6.7. 


Toda semeadura boa ou má gera colheita! As palavras do Senhor tanto por meio do profeta Obadias quanto do apóstolo Paulo falam da mesma coisa: Semeadura e Colheita ou Lei do retorno, como muitos chamam. Não se colhe um fruto diferente da semente que se plantou, nem se recebe uma ação diferente da que se praticou. Ações, são como bumerangues, quer sejam boas ou más voltam para nós.  Muitas vezes queremos em vão mudar esse curso. Esta lei é implacável, nada pode mudá-la. A força de uma Lei é inegociável. Um velho provérbio chinês diz: “Podemos escolher o que plantamos, mas seremos obrigados a colher o que semeamos!”. O Dia do Senhor é o dia da sua vinda, mas podemos também fazer aqui uma aplicação ao dia das nossas colheitas. Ambos os textos apontam para verdades inegociáveis, vejamos: O Dia do Senhor se aproxima; De Deus não se zomba; E O que semearmos colheremos. As nações que se levantaram contra o povo de Deus pagaram um alto preço e isto em todas as épocas. Esta Lei é válida tanto para nações quanto para indivíduos.

Muitos raciocinam assim: “Mas eu me converti e a Bíblia diz que o Senhor perdoa pecados e apaga transgressões, por que estou passando por isso? O Senhor não me castigaria por algo que ele já perdoou”. Raciocínio está certíssimo, com uma ressalva, não é castigo, é colheita de uma semeadura feita. Semeou vai colher! E isto é imutável. O que semeamos no passado, inevitavelmente colheremos não tem jeito! Quanta coisa poderíamos ter feito diferente, mas não fizemos. Numa curva ou outra do caminho o resultado dessas ações nos emboscarão. Quanto ao passado não há nada que possamos fazer, mas podemos escolher com cuidado as novas sementes que plantaremos. Delas dependerá a nova colheita. O apóstolo Paulo é categórico: “De Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”. Fato incontestável! Paulo ainda continua trazendo suas instruções a esse respeito: “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos”.

Se esta Lei é válida quanto à espécie de semente também o é para a quantidade de semente e falando aos coríntios o apóstolo Paulo ainda instrui: “Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente”. Embora a primeira aplicação aqui seja outra, podemos também aplicar ao que estamos tratando hoje. Assim, semeemos com abundancia para o Espírito e colheremos vida eterna. O que aprendemos aqui? Antes de quebrar maldições e se deixar enganar por todos os “pantins” das “igrejas-mercado”, como quebra de maldições e atos proféticos, verifiquemos se o que estamos vivendo não é uma colheita de uma semeadura feita no passado ou até mesmo o curso natural das coisas. Aprendemos também que o melhor adubo para as nossas semeaduras é a oração e a melhor rega são as lágrimas. Aqueles que assim fazem voltarão com alegria trazendo seus feixes diz por experiência própria o salmista. Atentemos! Nadia Malta

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/DESAFIADOS A SERVIR E SEGUIR AO CRISTO!

 DESAFIADOS A SERVIR E SEGUIR AO CRISTO!

Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará”. João 12.25,26.              


Este versículo está exatamente no contexto que fala do episódio em que alguns gregos queriam ver Jesus. André e Filipe discípulos do Senhor vão comunicar a Ele do desejo dos gregos de vê-lo. Jesus responde de um modo, que ao olharmos grosseiramente parece não ter entendido o recado. Na verdade, Ele entendeu e muito bem o verdadeiro intento do coração daqueles e de tantos outros até mesmo dentre os judeus. Não é sem razão que justo aqui Ele fale tão pormenorizadamente à respeito da sua própria morte e do desafio que teriam que enfrentar aqueles que queriam segui-lo. O texto nos leva a três verdades, vejamos: Servir e seguir andam juntos; Seguir implica em sacrifício; E Servir implica em abdicar da própria vida se for preciso. O contexto todo vai do versículo 20 até o 36. O texto é rico e profundo, só aqueles que têm olhos espirituais perceberão a profundidade do ensino trazido aqui. Seguir a Cristo implica em sacrifício da própria vida se for preciso. O Dr. Russell Shedd em seu comentário deste versículo diz: “Cada discípulo de Jesus deve ser outro “grão de trigo” pronto a dar a sua vida pela expansão do Evangelho”. Uma atitude sacrificial que contrasta frontalmente com a filosofia hedonista dos gregos da busca do prazer pelo prazer.

Outro dia li uma frase notável de C. S. Lewis a esse respeito: “Se alguém procura uma religião que o deixe confortável, certamente não é o cristianismo!”. Uma grande verdade. “As ovelhas do Senhor são marcadas nas orelhas e nas patas, elas o ouvem e o seguem” disse o reformador Lutero, à despeito de todo e qualquer sacrifício. Os que são de Deus querem Deus. O cristianismo contemporâneo, no entanto, tem “vendido” uma “imagem” absolutamente oposta. Tudo se promete em troca de adeptos: Riqueza, poder, saúde, uma vida prazerosa. Por isso é tão difícil encontrar aqueles que verdadeiramente queiram seguir e servir sacrificialmente. Muitos líderes têm apostado na ideia da postura de sucesso. Todos muito bem vestidos com suas roupas de grife dirigindo seus carrões importados, ostentando suas joias. Até se endividam para alcançar tais status. Uma busca frenética do prazer pelo prazer. Uma ressurreição do hedonismo? Possivelmente! E para convencer seus ouvintes fazem longas orações com suas vozes cuidadosamente impostadas dentro das regras de oratória. E até gestos cuidadosamente pensados dentro das regras de PNL (Programação neurolinguistica).

Há uma diferença abissal entre unção e persuasão. A primeira só os que estão cheios de Deus possuem, quanto à segunda é usada pelos caçadores de almas sempre a postos, com seus invólucros feiticeiros! “Nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus!”. O que tudo isto nos ensina hoje? Precisamos anunciar o Cristo sim, em tempo e fora dele. Contudo só os que tiverem olhos e ouvidos espirituais serão tocados e perceberão. Nenhum esforço humano pode contribuir para isto. Essa obra é de Deus. “Não é para quem quer ou quem corre, mas para aqueles dos quais Deus se compadece. Tudo vem dEle, é para Ele e acontece por meio dEle!”. Crer no Cristo segui-lo e servi-lo implica em sacrifício e só os que são eficazmente chamados serão também eficazmente habilitados para tal. Reflitamos! Nadia Malta

 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/CLAMEMOS PELO SOCORRO DO SENHOR!

 CLAMEMOS PELO SOCORRO DO SENHOR!

Mas eles insistiram muito com ele: "Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". Então, ele entrou para ficar com eles”. Lucas 24.29. 


Este é sem dúvida, pelo menos para mim, um dos textos mais tocantes da Palavra de Deus! A dor daqueles discípulos à caminho da aldeia de Emaús após a morte de Jesus é semelhante a dor de cada um de nós ao nos sentir sozinhos e desamparados tantas vezes. Não falo da solidão de pessoas, mas da solidão existencial mesmo. Daquela solidão que enche o nosso coração de um vazio insuportável. Como essa solidão é humana e democrática, numa certa medida atinge a todos nós! Muitos julgam aqueles discípulos demonstrando um jogo do contente em meio às dores e perdas da vida. Jesus estava certo como sempre. Somos sim demorados para entender e crer tudo o que Ele tem nos dito. São tantos os obstáculos que se levantam para embarreirar a nossa fé e a emoção é o pior deles! “Crer é pensar” diz John Stott. Como seria bom se aprendêssemos a criticar nossos próprios pensamentos e emoções! Mas a boa notícia é que Ele sempre vem ao nosso encontro e se coloca ao nosso lado compreendendo o que sentimos na nossa fragilidade humana.

Aqueles pobres discípulos tristes e deprimidos naufragaram em sua dor, assim como cada um de nós tantas vezes. Tudo parecia irremediavelmente perdido. O Mestre amado em quem eles haviam depositado a sua confiança e esperança estava morto. Tudo perdera o sentido, havia um crepúsculo no coração deles. Só restava desânimo, dor e desesperança. A tristeza era tanta que não reconheceram o Cristo andando com eles. Jesus se coloca no meio deles, pergunta de que eles estavam falando e começa a discorrer acerca de tudo que as Escrituras falam sobre Ele próprio. O coração deles ardia o tempo todo, mas sem discernimento. Os olhos daqueles discípulos estavam como que impedidos de o reconhecer. É, tristeza faz isso! E se foi assim com aqueles que tiveram o privilégio de ver o Senhor face a face nos dias de sua carne, o que se dirá de nós?

Que continuemos seguindo vezes sem conta para o nosso Emaús de cada dia! Emaús representa a rota das nossas fugas. É para lá que corremos cabisbaixos sempre que a jornada se torna insuportável. Tanto pode ser um lugar exterior ou interior. É o refúgio das dores mais atrozes. Já falamos sobre isto outras tantas vezes, mas sempre voltamos ao assunto, pois a necessidade de fuga é sempre recorrente na vida do servo de Deus. E não é falta de fé. É humanidade frágil! Sobretudo, quando as coisas dão errado do ponto de vista humano. O que aprendemos aqui? Embora o nosso coração arda ao ouvir a sua voz por meio da Palavra e das impressões do Espírito Santo em nossos corações, a dor que dilacera o nosso coração nos faz perder a visão. E só quando Jesus faz menção de seguir adiante é que paramos e apelamos: “Fica conosco, já é tarde e o dia já está quase findando”. Ele fica e abre os nossos olhos! Louvado seja Deus!  Nadia Malta

Você poderá gostar também de...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...