terça-feira, 15 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS AS COISAS DO ALTO!

 BUSQUEMOS AS COISAS DO ALTO!

Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus”. Colossenses 3.1-3.                                        


O apóstolo Paulo faz aqui uma chamada veemente aos seus leitores para que tirem os olhos daquilo que é efêmero e os coloque nas coisas do Alto. Buscar e pensar nas coisas do Alto nos assegura desapego com as coisas terrenas. O apóstolo insiste na razão desse apelo, diz ele: “Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus”. A pergunta é: Será que temos a consciência dessa morte com Cristo ou tudo que vivemos em termos espirituais até aqui não passa de mera religiosidade de aparência, ou  emocionalismo da nossa parte? Quando experimentamos verdadeiramente o Cristo, nunca mais seremos os mesmos. O Senhor é plasmado em nós de tal maneira que as velhas coisas passam e tudo se faz novo. Já não somos mais nós que vivemos, mas Cristo passa a viver em nós! Contudo, será esta uma realidade pra todos que professam conhecê-lo?

Já não pertencemos a nós mesmos e o foco da nossa atenção precisa ser o próprio Cristo, Autor e Consumador da nossa fé. Se o Senhor não tiver a primazia em nossa vida tem algo de errado com a nossa conversão. E esta é uma questão que temos que ter sempre em mente. Corremos tanto de um lado para o outro, muito ocupados com as coisas terrenas como se elas fossem eternas. Desgastamo-nos à toa. Buscamos títulos. Amealhamos teres e haveres nos esquecendo de que tudo ficará aqui! Preferimos as coisas em detrimento das pessoas, e, sobretudo, daquilo que é eterno. Trocamos sem culpa o espiritual pelo terreno!

O que aprendemos aqui? Quais são as coisas do Alto sobre as quais Paulo fala no texto citado no inicio? Falando aos Filipenses ele responde: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Proteger o pensamento é preciso. O autor de Provérbios ratifica dizendo: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. O nascedouro das boas ou más ações é o pensamento ou o coração. O que temos armazenado lá? Tempo de examinarmos a nós mesmos! Reflitamos! Nadia Malta

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/ QUE O NOSSO FALAR TRANSMITA GRAÇA, NÃO DESGRAÇA!

 QUE O NOSSO FALAR TRANSMITA GRAÇA, NÃO DESGRAÇA! 

Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e é domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?”. Tiago 3.7-11.

                                                                                 


A epístola de Tiago considerada a mais prática das epístolas. Trata de assuntos considerados por muitos nem tão espirituais assim. Contudo, concordem ou não, necessitamos da lucidez didática de Tiago em nosso andar diário por este Caminho Novo e Vivo, chamado Cristo, pelo qual trafegamos agora! Fomos alcançados pela Graça de Deus exatamente como estávamos, mas não para permanecer do mesmo jeito. A regeneração é um ato único, através do qual temos o nosso espírito morto recriado pelo Espírito de Deus. Nascemos de novo. Tornamo-nos novas criaturas, não há lugar mais para as velhas inclinações, porque as coisas velhas já passaram. Tudo se fez novo. Andemos, pois, em novidade de vida!

Há uma ação contínua e gradativa de santificação. Este processo é progressivo, só cessa na eternidade quando chegaremos à santificação perfectiva. Mas, enquanto estivermos aqui teremos áreas a serem tratadas e sem dúvida a questão do nosso falar é algo bem preocupante. Por isso neste mesmo contexto, Tiago diz: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo”. Quem consegue dominar a língua consegue dominar qualquer coisa. Mas neste quesito, quem está efetivamente pronto? Respondo: Ninguém! A língua segundo Tiago: “É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero”. Quantas vidas destruídas pela ação de um falar injurioso e irresponsável! O salmista sabia desse perigo e fez uma aliança com seus lábios. Façamos do mesmo modo. Quanto julgamento! Quanta retaliação vinda daqueles aos quais nos devotamos! Conheço tantas pessoas mortalmente machucadas pela ação contundente de línguas ferinas!

O que aprendemos aqui? Da mesma boca não pode sair bênção e maldição, assim como da mesma fonte não pode sair água doce e amarga. O apóstolo Paulo falando aos efésios corrobora com a mensagem trazida por Tiago dizendo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”. Graça, sabemos é o favor imerecido de Deus. Jesus é a própria Graça encarnada! Somos chamados de despenseiros da multiforme Graça de Deus. Será que o nosso falar tem transmitido graça ou desgraça? Que Jejuemos no falar! Reflitamos! Nadia Malta

domingo, 13 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR TAMBÉM NOS PERGUNTA: O QUE VOCÊ FAZ AQUI?

 O SENHOR TAMBÉM NOS PERGUNTA: O QUE VOCÊ FAZ AQUI?

https://youtu.be/4o-UXl0oimw

O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar". Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias?”. 1 Reis 19.11-13. 


Que sejamos encorajados como o povo de Deus a seguir o curso da rota traçada por Deus para nós sem nos deixar assombrar pelas intercorrências. O texto é bem conhecido por todos nós e trata da experiência do profeta Elias com o Senhor ao fugir de Jezabel e achar que estava no fim da linha. O texto nos chama a atenção para três verdades. Vejamos: O Senhor responde ao anseio do profeta, não da forma que ele estava acostumado; Elias conseguiu reconhecer o Senhor mesmo ao se manifestar de um modo diferente do que ele estava acostumado e cobre o rosto em sinal de reverente temor; E Deus confronta o profeta. Essa experiência do profeta Elias é impactante sob todos os aspectos. Depois de ser alimentado pelo Senhor com água e pão cozido na pedra (logo aqui encontramos toda uma alegoria que remete ao Cristo), o profeta descansou e seguiu viagem na direção do Monte de Deus. Contudo, havia um pesar no coração do profeta e ele apresenta sua queixa diante do Senhor! Ele repete sua queixa duas vezes!

 Quando Tiago menciona a semelhança de Elias conosco, o fato de estar ele sujeito às mesmas fraquezas, talvez estivesse falando dessa inclinação para a auto piedade e para o “vitimismo”, quem sabe? O Senhor confronta seu profeta com uma pergunta retórica que também é feita duas vezes: "O que você está fazendo aqui, Elias?”. Elias parecia não prestar atenção à pergunta e só enxerga a queixa! Sentia pena de si mesmo pela situação vigente. Talvez se o Senhor o socorresse de imediato essa inclinação do profeta se perpetuaria. Não cabe “vitimistas” na obra do Senhor! Enfrentamos lutas sim, e certamente passaremos por outras tantas, mas Ele sabe com o que nos habilitou para esses embates. Tão somente confiemos! Quando Elias achava ter chegado ao fim da linha, o Senhor preparou uma experiência arrebatadora e mais um comissionamento. Enquanto o servo estiver vivo sobre a terra há algo a ser feito por ele. Olhar para si mesmo com auto piedade é estratégia do Adversário para nos tirar de combate. Cabe a nós acordar para esta realidade e afugentar o inimigo das nossas almas!

O que o texto nos ensina? O ministério de Elias foi frutífero e ousado! Ele era profundamente incômodo para as forças do mal e seus instrumentos. O adversário que não brinca em serviço estava à espreita para nocautear aquele vaso escolhido. O Senhor manifesta-se a Elias, não no forte vento, nem no terremoto, nem no fogo, mas numa brisa suave. Elias, o profeta de fogo estava acostumado a grandes portentos. Contudo,  Não podemos enformar o Senhor nas formas que conhecemos. Ele em sua soberania se manifesta como lhe apraz. O Servo só precisa aprender a seguir o curso da sua jornada e prestar atenção aos agires surpreendentes do Senhor, sem a pretensão de criar normas para Deus agir. Creio que Elias aprendeu a lição. Espero que nós também! E quanto a nós: O que fazemos aqui? Nadia Malta

 

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