segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS AQUIETEMOS, DEUS TEM E ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO!

 QUE NOS AQUIETEMOS, DEUS TEM E ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO!

“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” Salmos 42.1, 2, 11. 


O salmista fala de sua tristeza e sede profunda de Deus em meio ao deserto que enfrenta. Ele compara a sua sede a sede das corças que não se contentam com qualquer água, mas buscam as fontes altas. O único lugar onde podem ser dessedentadas. A alma do salmista tinha sede de Deus. Precisamos de refrigério e folga. Havia no coração dele uma saudade incurável, um anseio pela presença de Deus. E não é assim que nos sentimos tantas vezes? Afinal é lícito ou não um servo de Deus se sentir abatido em meio aos embates da vida? Esta tem sido uma pergunta recorrente que ouvimos. Logo de imediato respondo, com um sonoro SIM! Não apenas baseada numa experiência pessoal, mas pelos muitos relatos de servos de Deus descritos na Bíblia Sagrada. Basta olharmos rapidamente para Elias fugindo de Jezabel e pedindo para si a morte, Jeremias amaldiçoando o dia do seu nascimento, Jó sente o coração desfalecer dentro de si, Moises, Jonas e suas angustias profundas. O apóstolo Paulo desesperou da própria vida ao enfrentar uma tribulação na Ásia. A lista é longa. Parece que dificuldade definitivamente não gosta de solidão! Já reparou que ela nunca vem sozinha?

O Texto citado traz quatro posturas do Salmista que nos ajudam em meio às nossas angustias, vejamos: Há uma sede, um anseio pela presença de Deus. Só o Senhor pode nos saciar; Ele sente saudades do Lar Eterno. Somos peregrinos nesta terra; Ele confronta a sua alma. Ninguém melhor que nós mesmos para nos confrontar; E Ele aconselha a sua alma a esperar em Deus. Recebamos este conselho bendito. Nossa saída vem só do Senhor. A jornada do servo de Deus sobre a terra está longe de ser linear.  Muito pelo contrário, a estrada é estreita e ladeira acima. São altos e baixos o tempo todo. Atravessamos desertos. Descemos por vales áridos sentimos medo muitas vezes. Encontramo-nos sem saídas outras tantas. Desejo de nos esconder e de morrer muitas vezes. Sentimos os nossos pés resvalarem em grandes desfiladeiros outras vezes. Há momentos em que o cansaço até parece nos destruir. Tudo isto faz parte da jornada do peregrino rumo à Pátria Celestial: Fome, sede, cansaço, aflições e dores. E podemos confirmar tudo isto na vida daqueles que nos antecederam na caminhada e chegaram ao destino. Tudo isto é lícito, só não podemos desistir. Seguir em frente na força que o Senhor supre em porção diária é o que temos de fato! Ao mesmo tempo, o salmista por causa da sua experiência pessoal com o Senhor dá uma parada no meio do seu cansaço e questiona a sua própria alma dizendo: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim?”.

 Notemos que o salmista não questiona a Deus e muito menos o culpa por sua grande agonia, antes ele questiona a si mesmo. Em nossa humanidade tão frágil a dor e a aflição acabam nos tirando a visão dos agires de Deus. Mas logo nos refazemos e saciados depois de beber na Fonte Eterna, seguimos em frente na esperança das intervenções impensáveis de Deus! Louvemos ao Senhor! Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre! O que aprendemos aqui? Nenhum de nós está livre de passar por grandes aflições. Sim, é lícito nos sentirmos abatidos, acuados e amedrontados diante das intensas lutas que enfrentamos. Adotemos a postura do salmista: Busquemos a presença do Senhor. Só Ele pode nos saciar. Assumamos a posição de peregrinos nesta terra e ansiemos pela volta para casa. Aqui e acolá confrontemos a nossa própria alma. Aconselhemos a nossa alma a esperar em Deus. Não nos imponhamos carga sobre carga ao nos abater por causa do próprio abatimento. Somos de carne e ossos. Não existe super crentes. Somos só seres humanos frágeis e dependentes de Deus. Confiemos e esperemos Nele! Nadia Malta

domingo, 11 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/EM QUAL CAMPO TEMOS SEMEADO?

 EM QUAL CAMPO TEMOS SEMEADO?

https://youtu.be/gQT49Q-ewx4

“Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna”. Gálatas 6.8. 


Façamos uma reflexão profunda sobre nossas semeaduras. Tenho meditado nos últimos tempos sobre essa questão. Nesta vida, ou estamos arando terrenos, lançando sementes ou colhendo os frutos das sementes plantadas. Resta saber que tipo de semeadura estamos fazendo. Deixe-me fazer melhor a colocação, sempre que um campo é semeado esse campo tem um dono. Quanta agonia no meio do povo de Deus, misericórdia! Castigo ou colheita de semeaduras malditas? Reflitamos! Só existem efetivamente dois campos a serem semeados: A Carne e o Espírito. Para a carne semeamos as sementes que o mundo oferece. São sementes de destruição e sofrimento. Seus frutos satisfazem temporariamente. São frutos enganosos, malditos. “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição”; Para o Espírito semeamos as sementes benditas que frutificarão eternamente. São sementes de vida e seus frutos glorificarão eternamente o Senhor, diz o apóstolo sobre o assunto: “mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”. Não nos esqueçamos: No caso aqui tratado, só há dois donos: O Senhor ou a nossa carne sempre insatisfeita!

A semeadura que se faz para a carne gerará frutos malditos de destruição, mas a semeadura feita para o Espírito Santo gerará frutos benditos para a vida eterna, repito. O que temos preferido? Quanto esforço inútil para satisfazer essa senhora tão cruel que é a nossa carne! Quanto tempo perdido em amealhar coisas que não têm peso de eternidade! Escolhas são sementes, não nos esqueçamos! “Aquilo que o homem semear, isto também ceifará!” diz o apóstolo Paulo tão sabiamente! Assim, atentemos tanto para o tipo de semente usada em nossas semeaduras, quanto para o dono do terreno sobre o qual estamos efetivamente lançando essas sementes! O apóstolo Paulo falando aos romanos diz: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo”. Paulo aqui esclarece essa questão.

Quem tem efetivamente o senhorio da nossa vida? É sempre oportuno meditar sobre este assunto, especialmente em tempos de tanto desequilíbrio dentre os que se dizem cristãos! E esta é uma questão que deve nos levar a refletir contínua e profundamente! Às vezes temos a impressão que os cristãos só olham para o aqui e o agora como se fossem viver eternamente nesta terra. Em Cristo somos livres, mas a nossa liberdade não é para dar lugar aos apelos da carne, nem as proposições do Adversário! No capítulo anterior desta epístola Paulo recomenda: “Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”. O que aprendemos aqui? O grande desafio do cristão é viver pelo Espírito, só desta maneira é possível resistir às inclinações e exigências de uma carnalidade que não se converte, pelo menos, não antes da Segunda Vinda do Cristo quando receberemos um novo corpo à semelhança do Corpo do Senhor! Ainda há tempo de mudar tanto a semente quanto o campo! Fica a reflexão! Nadia Malta

sábado, 10 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/NÃO RECLAMEMOS, ANTES CLAMEMOS E AGRADEÇAMOS!

 NÃO RECLAMEMOS, ANTES CLAMEMOS E AGRADEÇAMOS!

“Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros”. Números 14.2, 27, 28. 


O texto citado fala da travessia de Israel no deserto, rumo à terra prometida. O povo havia adquirido a disposição mental de escravos. Israel havia saído do Egito, mas o Egito não havia saído dele! A saudade que aquele povo sentia do cativeiro era incompreensível! Há duas coisas aqui no texto que chamam a nossa atenção, vejamos: Primeira: Quando falamos em nossas reclamações é ao Senhor que estamos difamando; E Segunda: Palavras são sementes. O que falamos receberemos! O texto citado no inicio é seguramente um daqueles textos que nos faz tremer nas bases, visto que há uma inclinação recorrente à murmuração desde os dias antigos. Como tem sido difícil encontrar corações cheios de gratidão ao Senhor! À semelhança do Israel do passado percebemos uma verdadeira compulsão por reclamar na vida da maioria dos que se dizem cristãos! Há uma insatisfação patológica que tem obstaculado as bênçãos de Deus nas vidas de muitos. O apóstolo Paulo recomenda: “Fazei tudo sem murmuração nem contendas!”. E ainda: “Em tudo daí graças!”.

Reclamamos se as coisas estão difíceis. Reclamamos entediados se estão fáceis demais. Lembrei-me agora de um comercial antigo de lamina de barbear. Aparecia um homenzinho reclamando da barba horrível que estava fazendo. Alguém chegava e lhe oferecia uma lamina de barbear de boa qualidade. O homem em questão continuava agora usando a boa lâmina, mas usando o mesmo tom de reclamação dizia: “Oh, que barba formidável que estou fazendo!”. E ainda um desenho animado infantil que mostrava uma hiena sempre mal humorada cujo bordão era: “Oh vida, oh azar, oh miséria!”. Pois é exatamente assim que fazemos. Vida imitando a arte? Não, arte imitando a vida! Esses personagens são tirados do cotidiano de várias pessoas.

Temos insistido para implantar uma cultura de gratidão, mas não tem sido fácil. Às vezes é até desencorajador. O Israel do passado depois de 430 anos de um cativeiro opressor sob todos os aspectos, recebeu a dádiva da libertação. E mesmo depois de todos os portentos de Deus para libertar seu povo com mão poderosa e braço estendido, Israel tinha memória curta para lembrar dessas intervenções.  O que aprendemos aqui? O povo em coro murmurou contra o Senhor e recebeu conforme a sua murmuração. Castigo de Deus? Não, consequência de sementes plantadas. Palavras são sementes e se forem semeadas, certamente brotarão! Cuidado com as palavras proferidas! Pensemos nisto e exercitemos as ações de graças! Substituamos a reclamação pelo cântico de gratidão ao nosso Deus e veremos a sua glória nas situações! Nadia Malta

Você poderá gostar também de...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...