quinta-feira, 2 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE ATENTEMOS ÀS ORDENANÇAS DO SENHOR!

 QUE ATENTEMOS ÀS ORDENANÇAS DO SENHOR!

Se ouvires tudo que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel”. I Rs. 11.38.                                             


O texto lido foi retirado da profecia de Aías feita a Jeroboão, “filho de Nebate, efraimita da cidade de Zareda, servo de Salomão”, que acabou por reinar sobre dez tribos de Israel. Este homem foi levantado para ser vara de Deus com a qual Ele disciplinaria Salomão por sua infidelidade. Embora não fosse da linhagem de Davi, fazia parte do povo da aliança, era efraimita. Jeroboão teria sido um grande rei sobre Israel “se tivesse observado às ordenanças de Deus”. Jeroboão escolheu o caminho da sabedoria política e não da sabedoria do Alto. Preferiu o caminho da idolatria, perdendo as bênçãos contidas no versículo citado no início. Acabou se tornando um exemplo a não ser seguido. Para que as bênçãos de Deus desçam sobre nós precisamos olhar com tremor para as suas ordenanças e nos inclinarmos a obedecê-las. A reverência para com a Santa Palavra de Deus tem se esvaído no meio dos que se dizem cristãos. O homem para quem Deus olhará é o aflito e abatido de espírito que treme diante da sua Palavra. A pergunta é: Será que temos tremido diante da Palavra de Deus? Salvação é de graça e pela Graça, mas a liberação das bênçãos de Deus contidas em suas promessas dependem da observação das ordenanças que as precedem. Este princípio valia para o passado e também para os dias de hoje. O Senhor continua dizendo: “Se ouvires o que eu te ordenar...”.

De nada adianta quebrar maldições hereditárias, fazer correntes de sete semanas, fazer voto ao Senhor disso ou daquilo, se não houver uma inclinação para obediência. Se ouvirmos e acatarmos o que nos tem sido ordenado, então o Senhor se voltará para nós e liberará tudo quanto nos foi prometido por Ele. Em Is. 1.19 o Senhor promete: “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Esta promessa embora tem sido para uma situação local, tem um alcance espiritual para dias vindouros. O que o Senhor prometeu a Jeroboão? Ouvir o que foi ordenado por Deus; Andar nos caminhos do Senhor; Fazer o que é reto perante o Senhor; E Guardar os estatutos e mandamentos do Senhor! Ouvir pressupõe acatar, obedecer! Temos acatado? Andar pressupõe movimento e relacionamento, por isso o Senhor disse a Abraão em Gn.17.1: “Anda na minha presença e sê perfeito”. A palavra perfeito aqui não tem o significado de impecável, mas sugere maturidade. A escolha dos caminhos de Deus testifica dessa maturidade, só os tolos escolhem caminhos que levam a morte. Jesus é o Caminho de Deus e somos ordenados a andar Nele. Aqui uma ordenança leva a outra. Ouvir leva a um andar nos caminhos do Senhor que por sua vez leva a praticar. A fazer o que é reto perante Ele. Os retos têm um coração cheio de temor a Deus e gozam de sua intimidade, percebem o Senhor em tudo que fazem.  Andar nos caminhos do Senhor, fazer o que é reto perante Ele é em síntese guardar seus estatutos e mandamentos. Aquilo que não era possível no passado é possível hoje pela presença e ação do Espírito Santo na vida dos regenerados.

O que o Senhor prometeu a Jeroboão se ele ouvisse e acatasse o que lhe fora ordenado? O Senhor seria com ele; O Senhor lhe edificaria uma casa estável; E o Senhor lhe daria Israel! O Senhor promete jamais abandonar os que o buscam em verdade e se inclinam à obediência. A casa do fiel é edificada sobre a Rocha. Essa casa é Inabalável porque a Rocha que é o próprio Senhor é o seu alicerce. Nunca mais o povo enfrentaria invasores e a terra teria paz para sempre. Deus não toma bênção, mas confisca para entregar só no tempo da obediência e maturidade. Claro que todas as promessas do passado têm o seu cumprimento no Reino de Cristo e na pátria celestial. O Que aprendemos aqui? No caso de Jeroboão, nenhuma promessa foi cumprida porque faltou obediência. O mesmo pode acontecer conosco hoje. As exigências de Deus continuam as mesmas do passado, mas tem faltado temor diante dessa Palavra de vida.  Se ouvirmos e acatarmos tudo o que nos foi ordenado, comeremos o melhor desta terra, porque a boca do Senhor o disse, do contrário, seremos sentenciados pela Espada que é a própria Palavra de Deus. Jeroboão tornou-se um exemplo a não ser seguido. Os reis que fizeram o que era mau em Israel seguiram o exemplo de Jeroboão filho de Nebate. E quanto a nós? Atentemos e reflitamos! Nadia Malta

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE EM TUDO POSSAMOS GLORIFICAR AO SENHOR!

 QUE EM TUDO POSSAMOS GLORIFICAR AO SENHOR!

https://youtu.be/l_KYSEfWnkQ

Vivei em paz uns com os outros. Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos. Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal”. 1 Tessalonicenses 5.13b – 22 


O texto lido faz parte das ordenanças finais do apostolo Paulo aos cristãos de Tessalônica. Segundo um relatório trazido por Timóteo, alguns irmãos ali andavam desordenadamente. Paulo escreve de Corinto para aquela comunidade, exortando-a a manter uma conduta digna e ordeira tanto na comunhão dos santos quanto na vida pessoal. Ao final da epístola ele envia preceitos.  O propósito desses preceitos era levar aqueles irmãos a um andar digno da vocação a que foram chamados, especialmente no que diz respeito ao cuidado e responsabilidade de uns para com os outros. As palavras aqui trazidas também se aplicam aos cristãos contemporâneos de forma muito oportuna. Atentemos para elas. No relacionamento, especialmente entre cristãos, não cabe o uso da expressão: “Não tenho nada com isso”! Tudo o que afeta os nossos irmãos também dói em nós. Somos um corpo, quando um membro sofre, todos sofrem com ele!

Enquanto estivermos do lado de cá da eternidade, cada dia é um novo começo! Na verdade, a nossa jornada por esta vida é uma sucessão de recomeços, de oportunidades para fazermos diferente e fazermos a diferença tanto em nossas vidas quanto nas vidas dos que estão ao nosso redor! Há sempre um novo ciclo começando, nada mais oportuno que renovarmos a nossa aliança com o nosso Deus. Peçamos ao Senhor que sonde o nosso coração e onde houver caminhos maus, Ele com toda liberdade os conserte, nos reconduzindo ao Caminho eterno. Uma tendência do pós-modernismo que têm adentrado a igreja contemporânea é o fato das pessoas se voltarem mais para si mesmas, para seus interesses pessoais em detrimento, especialmente da dor do outro. É a ressurreição do hedonismo (filosofia grega voltada para a busca do prazer). Agimos como Caim, que ao ser perguntado por Deus onde estava seu irmão, respondeu: “Acaso sou eu tutor do meu irmão?”. Somos sim, responsáveis pelos nossos irmãos na fé. O dever de cuidar não é só do pastor, mas todos nós somos cuidadores e num certo grau todos nós, pastoreamos.

O apóstolo Paulo pontua aqui dois preceitos em relação aos cristãos de todas as épocas. Vejamos: Preceitos em relação aos irmãos; E Preceitos em relação a nós mesmos! O que aprendemos aqui? Fomos alcançados para ser canais da multiforme Graça de Deus e Ele nos confia a responsabilidade de aconselhar, cuidar e exercitar paciência com os nossos irmãos, aliás, é através deles que o Fruto do Espírito é desenvolvido em nós. A convivência é um grande exercício de piedade. Atentemos para isto! O segredo para avançarmos nessa estrada tão íngreme dos relacionamentos é manter a alegria no coração pela presença de Deus, manter a sintonia com o Trono da Graça através da oração continua, ter um coração agradecido mesmo à despeito das circunstancias, prestar atenção ao que diz a Santa Palavra de Deus, reter e praticar o que edifica diretamente e apartar-se de toda forma de mal. Trouxemos recentemente esta palavra, e você pode pensar: “Outra vez este assunto”? Acho que alguém está precisando ouvir! Precisamos ser mais lembrados que instruídos! Atentemos Nadia Malta

 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/ A VITÓRIA ESTÁ RESERVADA AOS QUE PERSEVERAM NA FÉ!

 A VITÓRIA ESTÁ RESERVADA AOS QUE PERSEVERAM NA FÉ!

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma”. Hebreus 12.1-3. 


Ouvimos do apóstolo Paulo em Rm.12.3 que o Senhor repartiu uma medida de fé com cada um de nós. Já partimos do princípio de que todos nós temos fé. Cabe a nós agora cuidar desta semente adubando-a com a Palavra de Deus, regando-a muitas vezes com as nossas lágrimas para que ela se torne frutífera. A fé é além de um dom dado por Deus, também um aspecto do fruto do Espírito Santo, e como tal se desenvolve em situação adversa. Somos colocados em circunstancias nas quais a nossa fé é treinada a confiar Naquele que existe e se torna galardoador dos que o buscam. Qual o objetivo deste treinamento? Até que aquela medida inicial de fé, se torne uma certeza inabalável daquilo que esperamos, uma firme convicção de fatos que ainda não são vistos com os olhos humanos. Por que devemos crer assim? Porque quem fez a promessa é fiel! Hb.10.23.

O texto citado traz algumas instruções quanto ao exercício da fé genuína! Vejamos: Olhemos para os que ousaram crer antes de nós; Desembaracemo-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia; Corramos com perseverança a carreira da fé proposta; Olhemos firmemente para o Autor e consumados da nossa fé – Jesus; E Consideremos os sofrimentos de Cristo, para não esmorecermos em nossas próprias lutas! Somos chamados pelo autor da epístola a olhar para a grande nuvem de testemunhas dos chamados heróis da fé do capítulo anterior. Homens e mulheres dos quais o mundo não era digno. O texto fala primeiro de peso que atrapalha, que embaraça. Do que ele está falando de fato? Quantas coisas no meio de uma luta que enfrentamos acabam nos distraindo e nos impedindo de crer de fato! São conselhos, práticas, inclinações, pensamentos que confundem nosso foco. Depois o texto fala de pecado, não apenas os pecados específicos, mas da nossa própria pecaminosidade. Estejamos atentos em meio às nossas lutas, pecados precisam ser confessados e abandonados para que alcancemos misericórdia!

Não podemos deixar que nada impeça, distraia ou nos embarace na corrida da fé. Isto tanto para a salvação, quanto para a vitória. Olhar para Cristo sem desviar o olhar, é o segredo para se chegar ao destino mais que vencedores. Quando focamos nEle estamos prontos para viver ou morrer para a sua glória exclusiva. O Senhor Jesus é ao Autor e consumador de nossa fé. Ele é o nosso verdadeiro modelo a ser seguido. O que aprendemos aqui? Somos desafiados a crer perseverantemente, independente das circunstâncias. A medida de fé recebida precisa ser cultivada para crescer e frutificar. Muitas vezes a rega desta semente é feita com lágrimas. Devemos nos desembaraçar de tudo que impeça o crescimento desta semente. Devemos olhar para Cristo, focar nEle e, sobretudo, considerar seus sofrimentos cada vez que tendermos a esmorecer. Aleluia, Amém! Nadia Malta

 

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