quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/DESAFIADOS A SERVIR E SEGUIR AO CRISTO!

 DESAFIADOS A SERVIR E SEGUIR AO CRISTO!

Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará”. João 12.25,26.              


Este versículo está exatamente no contexto que fala do episódio em que alguns gregos queriam ver Jesus. André e Filipe discípulos do Senhor vão comunicar a Ele do desejo dos gregos de vê-lo. Jesus responde de um modo, que ao olharmos grosseiramente parece não ter entendido o recado. Na verdade, Ele entendeu e muito bem o verdadeiro intento do coração daqueles e de tantos outros até mesmo dentre os judeus. Não é sem razão que justo aqui Ele fale tão pormenorizadamente à respeito da sua própria morte e do desafio que teriam que enfrentar aqueles que queriam segui-lo. O texto nos leva a três verdades, vejamos: Servir e seguir andam juntos; Seguir implica em sacrifício; E Servir implica em abdicar da própria vida se for preciso. O contexto todo vai do versículo 20 até o 36. O texto é rico e profundo, só aqueles que têm olhos espirituais perceberão a profundidade do ensino trazido aqui. Seguir a Cristo implica em sacrifício da própria vida se for preciso. O Dr. Russell Shedd em seu comentário deste versículo diz: “Cada discípulo de Jesus deve ser outro “grão de trigo” pronto a dar a sua vida pela expansão do Evangelho”. Uma atitude sacrificial que contrasta frontalmente com a filosofia hedonista dos gregos da busca do prazer pelo prazer.

Outro dia li uma frase notável de C. S. Lewis a esse respeito: “Se alguém procura uma religião que o deixe confortável, certamente não é o cristianismo!”. Uma grande verdade. “As ovelhas do Senhor são marcadas nas orelhas e nas patas, elas o ouvem e o seguem” disse o reformador Lutero, à despeito de todo e qualquer sacrifício. Os que são de Deus querem Deus. O cristianismo contemporâneo, no entanto, tem “vendido” uma “imagem” absolutamente oposta. Tudo se promete em troca de adeptos: Riqueza, poder, saúde, uma vida prazerosa. Por isso é tão difícil encontrar aqueles que verdadeiramente queiram seguir e servir sacrificialmente. Muitos líderes têm apostado na ideia da postura de sucesso. Todos muito bem vestidos com suas roupas de grife dirigindo seus carrões importados, ostentando suas joias. Até se endividam para alcançar tais status. Uma busca frenética do prazer pelo prazer. Uma ressurreição do hedonismo? Possivelmente! E para convencer seus ouvintes fazem longas orações com suas vozes cuidadosamente impostadas dentro das regras de oratória. E até gestos cuidadosamente pensados dentro das regras de PNL (Programação neurolinguistica).

Há uma diferença abissal entre unção e persuasão. A primeira só os que estão cheios de Deus possuem, quanto à segunda é usada pelos caçadores de almas sempre a postos, com seus invólucros feiticeiros! “Nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus!”. O que tudo isto nos ensina hoje? Precisamos anunciar o Cristo sim, em tempo e fora dele. Contudo só os que tiverem olhos e ouvidos espirituais serão tocados e perceberão. Nenhum esforço humano pode contribuir para isto. Essa obra é de Deus. “Não é para quem quer ou quem corre, mas para aqueles dos quais Deus se compadece. Tudo vem dEle, é para Ele e acontece por meio dEle!”. Crer no Cristo segui-lo e servi-lo implica em sacrifício e só os que são eficazmente chamados serão também eficazmente habilitados para tal. Reflitamos! Nadia Malta

 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/CLAMEMOS PELO SOCORRO DO SENHOR!

 CLAMEMOS PELO SOCORRO DO SENHOR!

Mas eles insistiram muito com ele: "Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". Então, ele entrou para ficar com eles”. Lucas 24.29. 


Este é sem dúvida, pelo menos para mim, um dos textos mais tocantes da Palavra de Deus! A dor daqueles discípulos à caminho da aldeia de Emaús após a morte de Jesus é semelhante a dor de cada um de nós ao nos sentir sozinhos e desamparados tantas vezes. Não falo da solidão de pessoas, mas da solidão existencial mesmo. Daquela solidão que enche o nosso coração de um vazio insuportável. Como essa solidão é humana e democrática, numa certa medida atinge a todos nós! Muitos julgam aqueles discípulos demonstrando um jogo do contente em meio às dores e perdas da vida. Jesus estava certo como sempre. Somos sim demorados para entender e crer tudo o que Ele tem nos dito. São tantos os obstáculos que se levantam para embarreirar a nossa fé e a emoção é o pior deles! “Crer é pensar” diz John Stott. Como seria bom se aprendêssemos a criticar nossos próprios pensamentos e emoções! Mas a boa notícia é que Ele sempre vem ao nosso encontro e se coloca ao nosso lado compreendendo o que sentimos na nossa fragilidade humana.

Aqueles pobres discípulos tristes e deprimidos naufragaram em sua dor, assim como cada um de nós tantas vezes. Tudo parecia irremediavelmente perdido. O Mestre amado em quem eles haviam depositado a sua confiança e esperança estava morto. Tudo perdera o sentido, havia um crepúsculo no coração deles. Só restava desânimo, dor e desesperança. A tristeza era tanta que não reconheceram o Cristo andando com eles. Jesus se coloca no meio deles, pergunta de que eles estavam falando e começa a discorrer acerca de tudo que as Escrituras falam sobre Ele próprio. O coração deles ardia o tempo todo, mas sem discernimento. Os olhos daqueles discípulos estavam como que impedidos de o reconhecer. É, tristeza faz isso! E se foi assim com aqueles que tiveram o privilégio de ver o Senhor face a face nos dias de sua carne, o que se dirá de nós?

Que continuemos seguindo vezes sem conta para o nosso Emaús de cada dia! Emaús representa a rota das nossas fugas. É para lá que corremos cabisbaixos sempre que a jornada se torna insuportável. Tanto pode ser um lugar exterior ou interior. É o refúgio das dores mais atrozes. Já falamos sobre isto outras tantas vezes, mas sempre voltamos ao assunto, pois a necessidade de fuga é sempre recorrente na vida do servo de Deus. E não é falta de fé. É humanidade frágil! Sobretudo, quando as coisas dão errado do ponto de vista humano. O que aprendemos aqui? Embora o nosso coração arda ao ouvir a sua voz por meio da Palavra e das impressões do Espírito Santo em nossos corações, a dor que dilacera o nosso coração nos faz perder a visão. E só quando Jesus faz menção de seguir adiante é que paramos e apelamos: “Fica conosco, já é tarde e o dia já está quase findando”. Ele fica e abre os nossos olhos! Louvado seja Deus!  Nadia Malta

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SERÁ QUE O NOSSO VIVER TEM GLORIFICADO AO SENHOR?

 SERÁ QUE O NOSSO VIVER TEM GLORIFICADO AO SENHOR?

Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” Efésios 5.15,16; Colossenses 4.5,6.            


As instruções paulinas nas duas epístolas visam levar seus leitores a um andar que glorifique o santo e excelso nome do Senhor. O apóstolo pontua de maneira prática como seria esse andar testemunhal: Um viver sábio e sensato; Aproveitar as oportunidades de anunciar o Cristo; E Ter um falar agradável, temperado com sal que transmita graça a quem ouve. O cristão não pode viver de maneira insensata, mas deve primar por um viver em sabedoria e sempre atento a cada oportunidade de apresentar Cristo aos que não o conhecem. Esse viver sábio passa pelo zelo com os que são de fora. Temos afirmado aqui inúmeras vezes que somos observados por homens e por anjos eleitos e caídos. Que estejamos atentos às oportunidades de anunciar o Cristo com palavras se for preciso, mas, sobretudo com ações. Palavras sem vida no altar já não convencem ninguém. São facilmente desmascaráveis. O maior sermão é o que é pregado com a vida.

O nosso falar precisa ser sempre agradável, temperado com sal, ou seja, ter a motivação certa que possa transmitir graça aos que ouvem e responder a cada um conforme a necessidade. Nunca se viu tanta mentira no meio dos que se dizem cristãos. O Senhor nos adverte que: O diabo é mentiroso e o pai da mentira. Portanto, entendemos que o mentiroso é filho do diabo. Nada pode ser mais destrutivo que um falar leviano, crítico, injurioso e maledicente. Não somos fiscais da “fazenda celestial” para fazer auditoria da vida do irmão! E como esta prática tem encontrado adeptos em nosso meio. Cuidado com os que tentam se engrandecer denegrindo o outro. Misericórdia! Temos testemunhado com pesar vidas completamente destroçadas por causa da ação danosa de línguas ferinas que abusaram do “sal” e provocaram “hipertensão espiritual”. Sal tem que ser usado na medida certa!

O que podemos aprender aqui? A preocupação do apóstolo com a saúde espiritual da comunidade cristã é grande e visível. E este zelo apostólico alcança a igreja em todas as épocas. Como tem sido difícil conter os absurdos travestidos de espiritualidade! Fomos chamados para ser sal, luz e perfume. Essas coisas por si mesmas se anunciam sem que haja necessidade de aviso prévio. Não podemos perder de vista essa santa vocação. Nada com cheiro de peixe podre deve sair dos nossos lábios como o julgamento precipitado ou o criticismo repulsivo que coloca seu autor sempre na posição de incólume! Ninguém é impecável! Tem muita gente que se diz cristã “se achando”, como se diria hoje! Esse, sem dúvida, não é um viver que agrada ao Senhor e muito menos o glorifica! Será que essas palavras poderiam ser aplicadas a nós? Reflitamos sobre isto e nos coloquemos como guardas, “fiscais”, mas da nossa própria vida! Temos glorificado ao Senhor com o nosso viver ou somos grandes farsas como cristãos? Reflitamos! Nadia Malta

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