sábado, 10 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/NÃO RECLAMEMOS, ANTES CLAMEMOS E AGRADEÇAMOS!

 NÃO RECLAMEMOS, ANTES CLAMEMOS E AGRADEÇAMOS!

“Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros”. Números 14.2, 27, 28. 


O texto citado fala da travessia de Israel no deserto, rumo à terra prometida. O povo havia adquirido a disposição mental de escravos. Israel havia saído do Egito, mas o Egito não havia saído dele! A saudade que aquele povo sentia do cativeiro era incompreensível! Há duas coisas aqui no texto que chamam a nossa atenção, vejamos: Primeira: Quando falamos em nossas reclamações é ao Senhor que estamos difamando; E Segunda: Palavras são sementes. O que falamos receberemos! O texto citado no inicio é seguramente um daqueles textos que nos faz tremer nas bases, visto que há uma inclinação recorrente à murmuração desde os dias antigos. Como tem sido difícil encontrar corações cheios de gratidão ao Senhor! À semelhança do Israel do passado percebemos uma verdadeira compulsão por reclamar na vida da maioria dos que se dizem cristãos! Há uma insatisfação patológica que tem obstaculado as bênçãos de Deus nas vidas de muitos. O apóstolo Paulo recomenda: “Fazei tudo sem murmuração nem contendas!”. E ainda: “Em tudo daí graças!”.

Reclamamos se as coisas estão difíceis. Reclamamos entediados se estão fáceis demais. Lembrei-me agora de um comercial antigo de lamina de barbear. Aparecia um homenzinho reclamando da barba horrível que estava fazendo. Alguém chegava e lhe oferecia uma lamina de barbear de boa qualidade. O homem em questão continuava agora usando a boa lâmina, mas usando o mesmo tom de reclamação dizia: “Oh, que barba formidável que estou fazendo!”. E ainda um desenho animado infantil que mostrava uma hiena sempre mal humorada cujo bordão era: “Oh vida, oh azar, oh miséria!”. Pois é exatamente assim que fazemos. Vida imitando a arte? Não, arte imitando a vida! Esses personagens são tirados do cotidiano de várias pessoas.

Temos insistido para implantar uma cultura de gratidão, mas não tem sido fácil. Às vezes é até desencorajador. O Israel do passado depois de 430 anos de um cativeiro opressor sob todos os aspectos, recebeu a dádiva da libertação. E mesmo depois de todos os portentos de Deus para libertar seu povo com mão poderosa e braço estendido, Israel tinha memória curta para lembrar dessas intervenções.  O que aprendemos aqui? O povo em coro murmurou contra o Senhor e recebeu conforme a sua murmuração. Castigo de Deus? Não, consequência de sementes plantadas. Palavras são sementes e se forem semeadas, certamente brotarão! Cuidado com as palavras proferidas! Pensemos nisto e exercitemos as ações de graças! Substituamos a reclamação pelo cântico de gratidão ao nosso Deus e veremos a sua glória nas situações! Nadia Malta

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/ BUSQUEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ, QUE É O CRISTO!

 BUSQUEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ, QUE É O CRISTO!

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”. Efésios 4.1-6. 


Linda e oportuna mensagem paulina que tem caído no esquecimento de muitos cristãos, sobretudo, contemporâneos! As invencionices não param de surgir, haja graça e juízo! Quanta doutrina de homens apregoada em nossas igrejas, misericórdia! Quanta tentativa de tirar a centralidade do Cristo importando ensinos de outros guetos espirituais contrários à Palavra de Deus! Imagino se o apóstolo Paulo vivesse em nossos dias, misericórdia! Cadê o esforço para conservar a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz? Ao orar pelos romanos ele pede ao Senhor que conceda aos seus leitores espírito de unidade, segundo Cristo para que possam assim glorificar o Senhor! Paulo apela aos seus leitores em Éfeso para: Que andem de modo digno da vocação a que foram chamados; E Como seria esse andar? Qual a razão para esse andar de modo digno? Que vocação é esta mencionada aqui? A vocação de ser santos, separados para a glória excelsa do Pai celestial. O texto citado no inicio diz como seria esse andar. Qual é o vínculo da Paz? É o próprio Cristo. Se realmente somos dele, andemos de modo a glorificá-lo. Paulo deseja que o nome do Senhor seja em tudo glorificado.

É deprimente assistir cristãos se digladiando por causa de questões doutrinárias absolutamente irrelevantes. Fomos alcançados para louvor da glória de Deus. Precisamos parar e avaliar nossas diferenças. Será que essas diferenças acontecem naquilo que é essencial do ponto de vista bíblico? Tem uma frase de um teólogo luterano chamado Peter Mederlin, embora ao longo da história venha sendo atribuída a outros, inclusive a Agostinho e a Filipe Melancton, que traduz muito bem a exortação do apóstolo Paulo em relação à unidade da fé. Diz o teólogo: “No que é essencial, unidade; no que não é, liberdade; em todas as coisas, caridade!”. A pergunta aqui em relação à fé cristã é: O que seria essencial para nós cristãos, afinal? Gostaria de deixar pelo menos três fatos essenciais: Primeiro, não há salvação em nenhum outro a não ser por meio de Cristo Jesus. Segundo, o sacrifício vicário (substitutivo) de Cristo foi único, perfeito, eficaz e suficiente. Terceiro, esta obra salvífica acontece unicamente pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, não há obra meritória em nós. Assim todos estávamos no mesmo patamar quando fomos alcançados. Nenhum de nós era melhor que o outro. Não foi por obras de justiça de nossa parte para que não nos gloriássemos, mas pelos méritos infinitos de Cristo Jesus!

O que aprendemos aqui? Estendamos a destra de comunhão aos nossos irmãos em Cristo, não importando a denominação. Paremos de nos desentender como irmãos e usemos da liberdade em relação ao que não é efetivamente essencial e da caridade em relação a todas as coisas! Até mesmo com aqueles que seguem outros caminhos espirituais, sejamos benignos e compassivos não é por força ou violência que levaremos a mensagem da cruz. Não somos convertedores e sim apenas semeadores. Façamos isto por meio do vínculo da paz que é o próprio Cristo! Nadia Malta

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Mensagem Bíblica/Nadia Malta/QUE NÃO NOS ASSUSTEMOS, JESUS JÁ ESTÁ VINDO!

 QUE NÃO NOS ASSUSTEMOS, JESUS JÁ ESTÁ VINDO!

https://youtu.be/Md2k-zksYZ4

“O SENHOR é muito paciente, mas o seu poder é imenso; o SENHOR não deixará impune o culpado. O seu caminho está no vendaval e na tempestade, e as nuvens são a poeira de seus pés”. Naum 1.3                                                         


Que nos encorajemos como povo de Deus para não nos assustar com os agires do Senhor em resposta às nossas orações! O livro de Naum tanto é considerado uma profecia, quanto um poema. No contexto no qual está inserido este versículo fala da paciência de Deus em nos ensinar suas preciosas lições. Tanto Ele pode vir de maneira amena quanto poderá nos surpreender com estratégias até então, desconhecidas por nós! De todo modo as lições serão ensinadas. Cabe a nós aprendê-las. O que o texto nos ensina? Vejamos: A paciência de Deus é imensa, mas paciência e poder não são excludentes, por isso Ele não inocenta o culpado que não se arrepende; E Para que sua palavra seja ouvida Ele faz caminhos até nas tempestades. Ou seja, Ele poderá vir de modo suave ou barulhento. Melhor prestarmos atenção! Ainda que vivamos cem anos ou mais jamais esgotaremos as infinitas possibilidades dos agires de Deus. Esta foi seguramente a lição mais difícil que aprendi ao longo da caminhada com Ele. E olhe, que aprendi faz tempo! O Senhor é Deus misterioso e surpreendente. O encontramos nas situações mais improváveis. Nunca devemos dizer Deus não está nisto que estou vivendo! Quão tolos somos ao fazermos este tipo de afirmação!

Quando o intento de Deus é nos trazer para o centro da vontade dEle, os recursos didáticos bem como as suas estratégias não serão economizados. Às vezes nos surpreendemos com Ele andando sobre as águas no meio das nossas noites escuras da alma. Achamos que é um fantasma, como os discípulos do passado, até que ouçamos a sua voz a nos aquietar o coração nos dizendo para não temer. É Ele sim, para aquietar o vento e o mar. Em outras tantas ficamos perplexos com o rebuliço ao nosso redor. É quando o salmista afirma: “Nosso Deus vem! Certamente não ficará calado! À sua frente vai um fogo devorador, e, ao seu redor, uma violenta tempestade”. Tanto Ele fala através de sussurros quanto através de grandes tempestades. Que apuremos os nossos ouvidos e na nossa imaturidade não atribuamos ao adversário algo que procede do Senhor para nosso conserto e edificação. Deus é aquele que “trabalha para os que nele esperam” diz o profeta Isaias. Qual o grande segredo para aguardar esse trabalhar? Aquietar o coração na certeza de que Ele é Deus e nada efetivamente está fora de sua área de ação. Quantas vezes experimentamos um grande mover aparentemente contrário ao que esperamos e oramos! Creio que é Deus arrumando a casa. Toda grande arrumação demanda uma grande desarrumação. Tudo tem que sair de fato dos lugares. E nessas faxinas achamos tantas coisas que julgávamos perdidas e outras que apodrecidas precisam ser lançadas fora!

O que aprendemos aqui? O profeta Naum diz que o Senhor é paciente e infinitamente poderoso. Os planos do Senhor não podem ser frustrados nos corações dos seus escolhidos. E não nos iludamos, seremos transformados e chegaremos à estatura de varões perfeitos. Enquanto deste lado de cá da eternidade todos estamos sendo transformados dia a dia. De degrau em degrau, de glória em glória, de vitória em vitória. Quando estivermos maduros, então seremos colhidos como frutos benditos do Senhor! Não nos assustemos com as tempestades é Jesus vindo em nossa direção e como diz o apostolo Paulo citando uma palavra profética: “Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam". Atentemos! Nadia Malta

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