QUE ATENTEMOS PARA O PODER LIBERTADOR DO PERDÃO!
https://youtu.be/J73T-khJaZ4
“Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. "Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?”. Mateus 18.31-33.
Tenhamos cuidado com a grande isca de
Satanás que é a ofensa! O contexto todo
no qual estes versículos estão inseridos trata da parábola do credor
incompassivo. Um sujeito que teve uma grande e impagável dívida perdoada pelo
seu senhor, mas na hora de perdoar um conservo seu que lhe devia infinitamente
menos, se recusou a fazê-lo. A parábola trata do perdão de Deus dado a nós
mesmo sem que haja merecimento da nossa parte. Recebemos perdão para nos
tornarmos perdoadores! O texto nos traz pelo menos duas verdades das quais não
podemos nos afastar, atentemos: Primeira Verdade: Fomos perdoados para perdoar;
Segunda Verdade: Quando não perdoamos ficamos à mercê de verdugos que nos
fustigam até que paguemos toda a nossa dívida. Quero trazer duas reflexões
pertinentes sobre o assunto e um exemplo prático: O perdão faz muito mais bem
ao que perdoa do que ao que foi perdoado. A ação terapêutica e libertadora do
perdão é absolutamente perceptível assim como os efeitos devastadores na vida
dos que negam o seu perdão. Conheço vidas miseravelmente infelizes por esta
causa. São mentes aprisionadas pela ação de verdugos tanto emocionais, quanto
espirituais. A mágoa pela ofensa
recebida, o ódio e o ressentimento se tornam algozes implacáveis daqueles que
retêm o perdão.
Vejamos O Exemplo prático: Conta-se que
certa mulher teve uma decepção muito grande com aquele que seria seu marido e
acabou casando por vingança. Durante os anos vividos todos os dias a mágoa foi
lançada em rosto por ela com palavras ferinas e acusatórias. Os anos de
casamento mesmo tendo gerado filhos, esses filhos foram gerados pelo ódio e o
ressentimento. Havia por parte dela um bordão: “Não o perdoo nem na hora da
minha morte!”. E ainda outro: “Quem fizer comigo faça bem feito, pois não
perdoo jamais!”. Os anos se passaram e a velhice alcançou aquele casal. Veio a
enfermidade que acabou dando cabo da
vida daquele marido depois de um encontro restaurador com o Cristo vivo. Aquela
esposa carregada de ressentimento ficou sempre remoendo a sua desdita. Perdeu o
tempo precioso da sua existência. Voltando ao texto, diz o Senhor: “Irado, seu senhor entregou-o aos
torturadores, até que pagasse tudo o que devia. "Assim também lhes fará
meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão".
A mulher da nossa história passou a vida
entregue aos torturadores que a torturaram de todas as maneiras. Viveu muitas
perdas. Passou por inúmeros desertos e vales áridos. Conviveu com o ódio entre
os filhos. Sempre enredada nas teias da ofensa recebida que ela tratou de
perpetuar! Finalmente foi alcançada pelo ladrão de almas (o mal de Alzheimer) o
ultimo dos verdugos. Como Deus é extremamente misericordioso a alcançou
dando-lhe a chance de se arrepender e zerar a sua história. Finalmente no
apagar das luzes da vida terrena teve sua vida perdoada. Liberou o perdão e se
preparou para ser levada para casa do Pai Celestial. O que aprendemos aqui?
Perdoemos enquanto há tempo, antes que cheguem os torturadores, eles são
implacáveis! Nadia Malta


