SIGAMOS AO SENHOR E NOS ENTREGUEMOS A ELE SEM RESERVAS!
“Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará”. João 12.25,26.
Este versículo está
exatamente no contexto que fala do episódio em que alguns gregos queriam ver
Jesus. André e Filipe discípulos do Senhor vão comunicar a Ele do desejo daqueles
de vê-lo. Jesus responde de um modo, que ao olharmos grosseiramente parece não
ter entendido o recado. Na verdade, Ele entendeu e muito bem o verdadeiro
intento do coração daqueles e de tantos outros até mesmo dentre os judeus. Não
é sem razão que justo aqui Ele fale tão pormenorizadamente à respeito da sua
própria morte e do desafio que teriam que enfrentar aqueles que queriam
segui-lo. O texto nos leva a três verdades: Primeira Verdade: Servir e seguir
andam juntos; Segunda Verdade: Seguir implica em sacrifício; E Terceira
Verdade: Servir implica em abdicar da própria vida se for preciso. O contexto
todo vai do versículo 20 até o 36. O texto é rico e profundo e só aqueles que
têm olhos espirituais perceberão a profundidade do ensino trazido aqui. Seguir
a Cristo implica em sacrifício da própria vida se for preciso. O Dr. Russell
Shedd em seu comentário deste versículo diz: “Cada discípulo de Jesus deve ser
outro “grão de trigo” pronto a dar a sua vida pela expansão do Evangelho”. Uma
atitude sacrificial que contrasta frontalmente com a filosofia hedonista dos
gregos da busca do prazer pelo prazer, da satisfação a qualquer custo das
inclinações da carne.
Jesus reforça seu ensino
sobre essa questão no Evangelho segundo Mateus (16.21-26): “Desde aquele momento Jesus começou a
explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e
sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos
sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia.
Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: "Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá! "Jesus
virou-se e disse a Pedro: "Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de
tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens".
Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me,
negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua
vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. Pois,
que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o
homem poderá dar em troca de sua alma”? A pergunta é: Será que todo esse
arrazoado de Jesus não serviu para afugentar aqueles que queriam vê-lo? Outro
dia li uma frase notável de C. S. Lewis a esse respeito, que diz: “Se alguém
procura uma religião que o deixe confortável, certamente não é o
cristianismo!”. Uma grande verdade. “As
ovelhas do Senhor são marcadas nas orelhas e nas patas, elas o ouvem e o seguem”
disse o reformador Lutero! Os que são de Deus querem Deus. O cristianismo
contemporâneo, no entanto, tem “vendido” uma “imagem” absolutamente oposta.
Tudo se promete em troca de adeptos: Riqueza, poder, saúde, uma vida prazerosa.
Por isso é tão difícil encontrar aqueles que verdadeiramente queiram seguir e
servir sacrificialmente ao Senhor. Alguns comentaristas dizem que aqui se encerra
o ministério público de Jesus, daqui para frente Ele passa a ministrar aos seus
discípulos.
Muitos líderes têm apostado
na ideia da postura de sucesso. Todos muito bem vestidos com suas roupas de
grife dirigindo seus carrões importados, ostentando suas jóias caríssimas. Até
se endividam para alcançar tais status. Uma busca frenética do prazer pelo
prazer. Uma ressurreição do hedonismo? Possivelmente! E para convencer seus
ouvintes fazem longas orações com suas vozes cuidadosamente impostadas dentro
das regras de oratória. E até gestos cuidadosamente pensados dentro das regras
de PNL (Programação neurolinguistica). Há uma diferença abissal entre unção e
persuasão. A primeira só os que estão cheios de Deus possuem, quanto à segunda
é usada pelos caçadores de almas sempre apostos. “Nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus!”. O
que tudo isto nos ensina? Precisamos anunciar o Cristo sim, em tempo e fora
dele. Contudo, só os que tiverem olhos e ouvidos espirituais serão tocados e
perceberão. Nenhum esforço humano pode contribuir para isto. Essa obra é de
Deus. “Não é para quem quer ou quem
corre, mas para aqueles dos quais Deus se compadece. Tudo vem dele, é para ele
e acontece por meio dele!”. Crer no Cristo segui-lo e servi-lo implica em
sacrifício e só os que são eficazmente chamados serão também eficazmente
habilitados para tal! Atentemos! Nadia Malta


