quinta-feira, 26 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/NADA A ACRESCENTAR: A OBRA DE DEUS ESTÁ COMPLETA EM NOSSA VIDA!

 NADA A ACRESCENTAR: A OBRA DE DEUS ESTÁ COMPLETA EM NOSSA VIDA!

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu  no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória”. Efésios 1:3-14.


O apóstolo Paulo em virtude da revelação da obra perfeita e completa de Cristo é tomado por um êxtase e perplexo, começa a falar sem parar nem para tomar fôlego. Ele quer contar logo o que descobrira, ou seja, o sacrifício do Calvário redunda em todas as bênçãos espirituais concedidas por Deus nas regiões celestiais em Cristo. Por isso que o Senhor ao render seu Espírito bradou: “Está consumado!”. É preocupante a tendência nos meios cristãos de uma maneira geral de anunciar bênçãos materiais como meio de arrebanhar seguidores. Ou ainda, a supervalorização dessas bênçãos em detrimento do próprio abençoador. A maior necessidade do homem é reconciliar-se com Deus e isso só é possível através de Cristo. Se houvesse outra maneira de fazer essa reconciliação, Jesus não precisaria ter ido ao Calvário e sacrificar-se numa morte tão degradante como a de cruz. Existe uma máxima teológica que diz: “O vazio no coração do homem é do tamanho de Deus”. Só Jesus é capaz de encher todos os espaços vazios no coração do homem. Em todas as épocas encontramos pessoas vazias, carentes, buscando algo que elas mesmas não sabem o que é, mas nada pode saciar essa sede, esse vazio, só Jesus Cristo!

Nos dias de Paulo, bem como nos dias de Cristo na terra, as coisas não eram diferentes. As pessoas precisam enxergar que a sua maior necessidade não é de bênçãos materiais, mas do próprio abençoador. As multidões do passado já procuravam Jesus pelo pão que perece: Jo 6.26,27. O texto relaciona seis bênçãos que já recebemos por meio da obra completa de Cristo, bem como seus benefícios e resultados eternos. Vejamos: Primeira Bênção: A Eleição; Segunda bênção: A Predestinação para Ele como filhos; Terceira Bênção: A Redenção pelo sangue de Jesus; Quarta Bênção: A Remissão dos Pecados pela riqueza de sua Graça; Quinta Bênção: Somos feitos Heranças de Deus; E Sexta Bênção: Fomos Selados com o Espírito Santo da promessa. Descobrimos aqui, que quando tomamos uma decisão por Cristo, essa decisão só foi possível porque Ele já havia nos escolhido antes mesmo da fundação do mundo. Essa escolha é baseada tão somente numa determinação soberana de Deus, na qual Ele nos concedeu sua graça salvadora. Isso aconteceu independentemente de obras meritórias de nossa parte. O grande propósito dessa eleição é para que nos tornemos santos e irrepreensíveis perante Ele. Santos como Ele é santo.

 

O Senhor nos revela aqui, que se  nascemos, foi por vontade, escolha e predestinação Dele. Ele nos planejou antes da fundação do mundo, não importa as circunstancias do nosso nascimento. Estamos livres, libertos do poder e da penalidade do pecado, embora, não ainda de sua presença. Precisamos nos apropriar dessa libertação e deixar de acreditar nas mentiras do Adversário. Quais os resultados dessa filiação? Como filhos redimidos e perdoados temos os olhos desvendados para compreender o mistério da vontade de Deus, que faz todas as coisas convergirem em Cristo. Entendemos que tudo vem dEle, é feito por meio dEle e é para louvor de sua glória. Passamos a nos tornar um louvor vivo para a glória de Deus. Que revelações estão contidas aqui? Quando discernimos cada uma dessas bênçãos espirituais, podemos compreender e partilhar o entusiasmo de Paulo ao escrever essas palavras. Os que buscaram a Cristo recebendo-o como Senhor e Salvador passam a tomar posse daquilo que já receberam nEle, ou seja, foram eleitos antes da fundação do mundo, predestinados para a adoção de filhos, redimidos, perdoados, feitos herança de Deus e ainda selados com o Espírito Santo da promessa. Experimentamos os resultados dessas bênçãos: Podemos discernir pelo Espírito Santo a vontade revelada de Deus de fazer todas as coisas convergirem em Cristo. “Porque dele e por meio dele e para ele são todas as coisas Rm. 11.36. Somos recriados para ser um louvor vivo para a glória de Deus. Nadia Malta.

 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS CONVERTAMOS PARA QUE VIVAMOS!

 QUE NOS CONVERTAMOS PARA QUE VIVAMOS! 

https://youtu.be/QMYKmhuthOM

 Tu, Senhor, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração. Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo? Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes. Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros”? Lamentações 5:19-22.                                             


 O texto lido é o desfecho do livro das Lamentações e mostra o profeta Jeremias, em nome de Jerusalém, invocando a glória do Senhor sobre o seu povo assolado e arrependido. No capítulo três encontramos o profeta redescobrindo a esperança no meio da agonia de uma nação devastada. O profeta ali resolveu tirar os olhos da miséria ao seu redor e colocá-los nos atributos imutáveis e eternos de Deus como: Misericórdia, fidelidade e bondade. É isso que precisamos fazer. O livro das Lamentações é formado de cinco poemas fúnebres escritos para o funeral da nação morta. Falamos disso recentemente! Precisamos ser mais lembrados que instruídos! Jeremias termina o poema clamando ao Senhor por sua misericórdia sobre seu povo. Na verdade, todo o capítulo cinco é um clamor por essa misericórdia. No meio do povo de Deus, especialmente em nossos dias, temos visto com assombro ministrações sincréticas que não têm encontrado respaldo na Santa Palavra de Deus. O povo tem sido enredado com invólucros feiticeiros (Ez. 13.20) que apenas têm a aparência de piedade. No intimo, essas práticas têm sido um verdadeiro desserviço ao verdadeiro Evangelho, que “é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”, gerando toda uma geração de “crentes” emocionalmente doentes e dependentes de líderes despreparados. Atentemos!

John Piper diz que “cristãos fracos não resistirão aos dias que virão!”. A igreja contemporânea tem perdido o foco, se desviado, se profissionalizado e precisa urgente de uma nova reforma. A teologia do medo tem imperado em nossos dias. Existe uma fórmula simples e infalível para os que querem andar em novidade de vida: Obediência gera santificação; Santificação gera Autoridade e Autoridade gera vida abundante. Aí está a verdadeira libertação. Contudo, é necessário: Conversão genuína, encontro verdadeiro e transformador com Jesus Cristo, sem isso não há mudança real de vida. Precisamos urgente voltar ao primeiro amor e nos converter ao Deus vivo de quem tanto temos nos afastado! O clamor de Jeremias ecoa em nossos dias. O texto apresenta uma afirmação, um pedido e quatro perguntas feitas pelo profeta Jeremias ao Senhor em lugar do povo arrependido. Vejamos: A Afirmação: “Tu, Senhor, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração”; 1ª Pergunta: “Por que te esquecerias de nós para sempre?”; 2ª Pergunta: “Por que nos desampararias por tanto tempo?”; 3ª Pergunta: “Por que nos rejeitaria totalmente?”; 4ª Pergunta: “Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros”?; O Pedido: “Converte-nos a ti, Senhor e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes”!

 Que revelações encontramos aqui? A metodologia de Deus quanto à libertação do seu povo continua a mesma de geração a geração: Arrependimento, confissão, abandono de pecado e conversão verdadeira. Tudo isso na dependência absoluta de Deus, não de homens. A salvação é obra divina não humana. Precisamos resgatar a volta à Palavra de Deus e reaprender a chorar diante de Deus pelos nossos pecados. Olhar para essa Palavra com um olhar investigativo e aplicar seus métodos infalíveis, porque não são métodos de homens, mas de Deus. Precisamos reconhecer o poder, a majestade e a soberania do Deus Todo Poderoso Criador e Sustentador de todas as coisas, que está no controle soberano de absolutamente tudo. O Senhor jamais desiste do seu povo. Ele não nos desampara, nem nos rejeita para sempre. Ele exercita para conosco a sua longanimidade e espera pacientemente que nos voltemos para Ele com o coração inteiro. Oremos ao Senhor para que sejamos convertidos de verdade e voltemos para Ele de todo o nosso coração. Em Jr. 4.1 encontramos o clamor de Deus pelo seu povo: “Se voltares, ó Israel, diz o Senhor, volta para mim; se removeres as tuas abominações de diante de mim, não mais andarás vagueando”. Atentemos! Nadia Malta

 

terça-feira, 24 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/ JÁ TEMOS TUDO, ESTAMOS SUPRIDOS: SOMOS FILHOS E HERDEIROS!

 JÁ TEMOS TUDO, ESTAMOS SUPRIDOS: SOMOS FILHOS E HERDEIROS!

“E porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito do seu Filho, que clama Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro de Deus” Gl.4.6,7.                                                                             


No texto lido o apóstolo Paulo fala a respeito da nossa filiação em Cristo. Percebemos aqui, a Trindade toda envolvida nessa experiência pessoal de filiação: Deus, o Pai enviou Jesus, o Filho para morrer por nós; Deus, o Pai enviou o Espírito Santo para habitar em nós. A ênfase dessa passagem não é entre filhos pequenos e adultos, mas entre filhos e escravos. Aqui encontramos a ideia central deste texto. Apesar dos gálatas se comportarem como escravos, eles eram filhos e precisavam se comportar como tal. Por isso Paulo os exorta tão severamente. A Igreja de Jesus Cristo hoje se divide em duas vertentes: Primeira: Aqueles que externam uma reverência hipócrita, deixando de experimentar a intimidade com o Pai Celestial, mais parecendo escravos do que filhos; Segunda: Aqueles que extrapolam e manifestam uma intimidade tão irreverente, ao ponto de agirem como se Deus fosse o seu empregado. Agem como se Deus tivesse obrigação de fazer o que eles querem. Precisamos encontrar o equilíbrio de um relacionamento intimo e ao mesmo tempo respeitoso com o nosso Pai Celestial. O que é preciso para alguém se tornar um filho de Deus? A resposta é simples: Crer em Jesus Cristo e o receber como Senhor e Salvador pessoal. O Espírito Santo continua ministrando sobre isto desde os dias do pentecostes, a quantos tenham ouvidos para ouvir.

Todo o que é nascido de Deus é filho e herdeiro de Deus. O grande problema, é que insistimos em nos comportar como escravos, por isso vivemos atemorizados. O povo de Deus quando foi libertado do cativeiro do Egito e se dirigia para a Terra Prometida, ainda carregava no peito o peso e o embaraço do cativeiro. Eles haviam saído do Egito, mas o Egito não havia saído dos seus corações. Assim como muitos de nós, fomos libertados do reino das trevas, mas continuamos agindo como escravos do Adversário. Essa mentalidade de deserto, de escravidão tem sido cultivada por muitos de nós e precisa ser banida de nosso meio. As palavras do apóstolo no texto citado nos fazem meditar no contraste entre ser filho e ser escravo. Vejamos: O filho tem a mesma natureza do pai; o escravo não tem a mesma natureza do seu senhor; O filho tem um pai; o escravo tem um senhor; O filho obedece ao pai por amor; o escravo obedece ao seu senhor por medo; O filho e herdeiro é rico; o escravo é pobre; E O filho tem futuro; o escravo não tem nenhuma perspectiva! Quando cremos em Cristo, e o recebemos como Senhor e Salvador, o Espírito Santo vem habitar em nós. Isto significa que nos tornamos coparticipantes da natureza divina. A lei jamais teria o poder de fazer que a natureza divina habitasse em nós. Por isso, quando o cristão volta à lei do esforço próprio e de obras meritórias nega a própria natureza divina dentro dele e dá espaço para a natureza carnal agir. Nenhum escravo tem a liberdade de chamar o seu senhor de pai.

Quando recebemos Cristo como nosso Salvador, recebemos também o Espírito Santo. Ee é o Espírito que testifica em nossos corações que somos filhos de Deus. O Espírito Santo opera no coração do que crê, fazendo despertar e aumentar o seu amor por Deus. Falta-nos exercitar o amor ao Pai Celestial que nos regenerou pelo seu Espírito. O escravo tenta agradar o seu senhor por medo dele; já o filho e herdeiro, obedece para agradar o pai a quem ama. Sua obediência é uma resposta ao amor do pai. Herdeiro é alguém que tem direito a herança por ser filho, não por méritos pessoais. Somos filhos e herdeiros. Adotados na família de Deus como filhos adultos, aptos a usar a nossa herança. Somos co-herdeiros com Cristo! Não há futuro para quem é escravo. Infelizmente tanto no passado quanto hoje há aqueles que têm a mentalidade de escravo e preferem permanecer assim. O que tudo isso quer nos ensinar hoje?  Deus é o nosso Pai e deseja que nos acheguemos a Ele como filhos amados e o chamemos de Aba (papai). Ele é o nosso Papai querido que nos vê em secreto e sempre que o buscamos de todo o nosso coração, não voltamos de mãos vazias. Precisamos olhar para a Lei (A Palavra de Deus) e obedecê-la, como um ato de amor ao nosso Pai, não por medo do inferno como escravos assustados. Temos um futuro glorioso a nossa frente, porque o nosso Pai Celestial tem entesourado para nós. Todos os que receberam a Cristo, não são mais escravos, mas filhos e herdeiros, portanto é necessário combater a mentalidade de escravos. Assumamos a nossa condição de filhos e herdeiros, não mais de escravos medrosos. Nadia Malta

 

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