sábado, 13 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR DIZ: SIGA-ME VOCÊ!

 O SENHOR DIZ: SIGA-ME VOCÊ!

“Quando Pedro o viu, perguntou: "Senhor, e quanto a ele”? Respondeu Jesus: "Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa? Siga-me você". João 21.21,22. 


Deixemos de vigiar a vida dos outros e atentemos para as nossas! Há duas coisas no texto que chamam a nossa atenção em particular: Primeira: A preocupação de Pedro em querer saber do que sucederia a João não porque realmente estivesse preocupado com ele, mas talvez por pura especulação ou curiosidade. Possivelmente ele esquecera que o Senhor conhece as intenções do nosso coração. Antes mesmo que a palavra nos chegue a boca; E Segunda: A resposta confrontadora dada por Jesus a Pedro repercute na vida de todos os curiosos de todas as épocas. Gosto particularmente dessa resposta dada pelo Senhor Jesus a Pedro em relação a João. Interessante ler todo relato para uma melhor compreensão da questão. O texto todo mostra a terceira aparição de Jesus aos discípulos depois de ressuscitado. Logo em seguida da pescaria que os discípulos apanharam cento e cinquenta e três grandes peixes, numero simbólico que representava a totalidade das nações conhecidas na época. Aquela pescaria apontava para o fato da necessidade de pescarmos os que são do Senhor em todas as nações.

Pedro é interrogado pelo Senhor. Ele liderava o colegiado apostólico e o Senhor o confronta para saber se verdadeiramente ele o amava. O diálogo é cheio de significado. Inclusive Jesus depois de mencionar de maneira cifrada o gênero de morte com o qual ele glorificaria o Senhor acrescenta: “Segue-me”! Quando Pedro se volta percebe que João os estava seguindo. “Quando Pedro o viu, perguntou: "Senhor, e quanto a ele”? Respondeu Jesus: "Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa? Siga-me você". É este o ponto de partida para a nossa meditação de hoje. Como somos parecidos com Pedro! O Senhor não nos comissionou para sermos fiscais ou auditores da vida ou ministério dos irmãos. O Senhor deseja que façamos a nossa parte. Que cuidemos do que nos foi confiado, não é da nossa conta se os outros fazem bem ou mal! Todos indistintamente daremos contas de nós mesmos a Deus! Naqueles dias a partir do que fora dito por Jesus e presenciado apenas por Pedro e João surgiu o boato de que João não morreria. Jesus não disse isso em nenhum momento. Assim imaginamos que um dos dois espalhou a fofoca. Quantas vezes vemos isso acontecer em nosso meio! Palavras mal interpretadas se tornam voz corrente.

O que aprendemos aqui? Deveríamos prestar mais atenção ao desempenho espiritual de uma vida: A nossa própria! Vivemos em um tempo de grandes escândalos nos meios eclesiásticos. O apóstolo Paulo aconselha: “Aquele que pensa estar de pé veja que não caia”! A minha mãe costumava usar uma advertência muito comum aos antigos que dizia assim: Cuidado na vida, não na dos outros, na sua própria! E o que fora dito a Pedro por Jesus também serve para nós. Diz o Senhor a cada um de nós: “O que lhe importa o outro? Siga-me você". O outro na perspectiva do que está fazendo de certo ou errado é assunto de Deus não nosso! Atentemos! Nadia Malta

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/ O SENHOR TEM E ESTÁ NO CONTROLE SOBERANO DE ABSOLUTAMENTE TUDO! CONFIEMOS!

 O SENHOR TEM E ESTÁ NO CONTROLE SOBERANO DE ABSOLUTAMENTE TUDO! CONFIEMOS!

A ti clamo, ó Senhor; rocha minha, não emudeças para comigo; não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova. Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamo, quando levanto as minhas mãos para o teu santo templo. Não me arrastes juntamente com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade, que falam de paz ao seu próximo, mas têm o mal no seu coração. Retribui-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus feitos; dá-lhes conforme o que fizeram as suas mãos; retribui-lhes o que eles merecem. Porquanto eles não atentam para as obras do Senhor, nem para o que as suas mãos têm feito, ele os derrubará e não os reedificará. Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas. O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu cântico o louvarei. O Senhor é a força do seu povo; ele é a fortaleza salvadora para o seu ungido. Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; apascenta-os e exalta-os para sempre”. Sl.28 


Mais uma vez o salmista mescla súplicas com ações de graças. Na verdade, pouco importa a situação histórica deste salmo, o fato mais importante aqui, é que suas palavras proferidas há tanto tempo tocam profundamente os nossos corações e nos ensinam lições preciosas sobre o silêncio de Deus, a perseverança e a fé confiante no meio das grandes provas pelas quais passamos. A cada dia fica mais claro que os agires de Deus acontecem de acordo com a sua soberana vontade e obedecendo a um cronograma diferente daquele usado pelos seres humanos apressados. É imprescindível e terapêutico confiarmos no Senhor em toda e qualquer situação, mesmo quando Ele se cala. E quando ministro esta palavra para a igreja, também o faço para mim. Todos indistintamente estamos em processo de aprendizagem. Como servos do Deus vivo, quando estamos passando por momentos de grande aflição, a primeira coisa que nos ocorre é buscá-lo, para que Ele nos livre daquela hora dolorosa. MAS O QUE FAZER QUANDO ELE SIMPLESMENTE SE CALA?

 

A Bíblia nos mostra inúmeros servos do passado que experimentaram a dor de não se sentirem ouvidos por Deus. Assim, essa experiência não é algo que acontece apenas com você ou comigo. Há propósito até para o silencio de Deus. Em algumas ocasiões, o próprio silêncio faz parte da resposta. O salmista nos traz algumas revelações aqui. Vejamos: A Confiança deve ser exercitada mesmo diante das orações aparentemente não respondidas; A confiança deve ser exercitada por causa do que Deus fez no passado; E A confiança deve ser exercitada por causa das promessas de Deus e de seus atributos imutáveis! Davi orou fervorosamente por uma situação que nos parece difícil, mas não obteve resposta, assim como você e eu tantas vezes. Precisamos compreender que o silencio ou a demora de Deus não significa recusa em responder. Há um propósito que talvez só compreendamos lá na frente. Enquanto a bênção não vem, o Senhor trabalha em nós a humildade, a paciência e a fé confiante. O grande mistério da fé não é mover Deus em nossa direção, mas nos mover na direção de Deus. Sempre. Note que quando o salmista supera a aparente demora de Deus, através da perseverança e da fé confiante, a cena se transforma. Ele passa a cantar louvores ao Invés de chorar e lamentar. Davi encerra seu cântico encorajando o seu povo com o que aprendeu com aquela experiência.

 

O que aprendemos aqui? No meio de uma dificuldade pequena ou grande, devemos nos achegar confiadamente junto ao Trono da graça, a fim de recebermos misericórdia em ocasião oportuna. E a ocasião é de Deus, não nossa. O silêncio aparente de Deus, não significa que Ele não esteja ouvindo a nossa oração, normalmente é proposital, com vistas à nossa maturidade e crescimento espiritual. Quando entendemos este princípio, substituímos a voz de choro e lamentação pelo cântico de louvor antes mesmo da vitória consumada. Às vezes o louvamos até mesmo entre lágrimas. Passamos pela fé a testemunhar ousadamente sobre as mui grandes e preciosas promessas de Deus ao seu povo. Ele fez, Ele faz e Ele fará maravilhas em nosso meio. O grande mistério da fé, repito,  não é mover Deus em nossa direção, mas nos mover na direção de Deus, nos refugiar nEle, sempre. Nadia Malta

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/A NOSSA ESPERANÇA É VIVA E SE CHAMA CRISTO!

 A NOSSA ESPERANÇA É VIVA E SE CHAMA CRISTO!

https://youtu.be/K8rQDcH0hnE

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”! Lamentações 3.21 


O Livro das lamentações do Profeta Jeremias, chamado de Profeta Chorão, foi escrito em um momento de profunda desesperança do povo de Deus em meio ao cativeiro de Babilônia. O livro é chamado de Poema Fúnebre para o funeral nacional. Já falamos recentemente sobre este assunto sempre tão recorrente, especialmente quando o mundo todo sofre numa crise de desesperança tão sem precedentes! A nação de Israel se achava espiritualmente morta naqueles dias. A partir do versículo citado o profeta disse: Basta! Ao seu estado de alma e ele traz aqui a razão da sua esperança, vejamos: Ele descobre a necessidade de buscar na memória algo que o possa renovar a sua esperança. E na sequencia começa a lembrar efetivamente dos atributos eternos e imutáveis de Deus; Ele lembra do amor e da misericórdia de Deus; Ele lembra da fidelidade de Deus; Ele lembra que o Senhor é tudo que ele tem; E Ele lembra da bondade de Deus! Na sequencia do versículo citado no inicio, o profeta lembra que as misericórdias do Senhor são a razão de não sermos consumidos!

O apóstolo Pedro diz em sua primeira epístola que fomos regenerados para uma viva esperança! Assim, no meio das nossas dores, recorramos à Esperança Viva que jamais decepciona, que não é uma mera expectação positiva, mas uma pessoa, Jesus Cristo! Quando os dias se tornam difíceis, os caminhos intransponíveis e as oposições nos assolam por todos os lados, hora de recorrer a Esperança Viva. Sim, com letra maiúscula, que para nós não é um uma simples expectação positiva, repito, mas uma pessoa chamada Cristo e em cujas mãos estão todas as infinitas possibilidades. Creio que foi exatamente isto que aconteceu com o profeta Jeremias em meio ao doloroso cativeiro de Babilônia. Temos repetido muitas vezes neste espaço que os dias não têm sido fáceis para nenhum de nós, muito pelo contrário. Necessitamos de nos refugiar nessa Esperança Viva para poder sobreviver às investidas cada vez mais violentas dos nossos inimigos invisíveis através dos seus instrumentos humanos cada vez mais disponíveis. São tantas as afrontas!  Como diz a letra do antigo cântico: “Não dá, sem Jesus não dá pra viver”! Só com Jesus plasmado em nós podemos seguir em frente na força que só Ele supre!

Quando lemos essa afirmação do profeta Jeremias em meio ao seu livro das Lamentações, temos a impressão de que ele de repente caiu na real, como se costuma dizer. Ele acordou para uma realidade infinitamente maior que as dores do cativeiro. Apesar de Lamentações ser chamado de poema fúnebre, o profeta suspende a voz de lamento e entoa uma cântico de esperança no meio da sua agonia. Ele começa a evocar os atributos eternos e imutáveis de Deus. O que aprendemos aqui? Que Não podemos perder de vista: Que Deus não falha nunca, mas a nossa humanidade limitada e míope insiste em perder essa verdade de vista, sobretudo, no meio das grandes agonias. Quantas lições preciosas nós aprendemos com o Profeta Chorão! Que O choro é lícito e terapêutico. Que A impaciência diante dos rigores das tribulações é aceitável. Mas precisamos nos recompor e voltar à Fortaleza como prisioneiros da esperança! Como diz o profeta Zacarias! E que Há uma promessa gloriosa de restauração aqui. Confiemos, pois quem fez a promessa é fiel para cumpri-la! Nadia Malta

 

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