quinta-feira, 7 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/O MESTRE JÁ ORDENOU, LANCEMOS AS REDES!

 O MESTRE JÁ ORDENOU, LANCEMOS AS REDES!

Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”. Lucas 5.4,5. 


Há muitas aplicações desse episódio, mas gostaria de chamar a atenção para o resultado da obediência ao Senhor! Que é sempre surpreendente! Quando o Senhor ordena algo, não cabe retrucações, mas apenas o CUMPRA-SE! Este é sem dúvidas um dos episódios bíblicos que toca nosso coração de uma maneira toda especial. E tendo a me transportar para aquela ocasião e quase posso ver o semblante abatido e cansado de Pedro ao ter tentado pescar durante uma noite inteira sem nada conseguir. Já falamos sobre isto outras tantas vezes, mas precisamos ser mais lembrados que instruídos! Atentemos para o texto! Ao romper do dia quando Pedro já estava lavando e recolhendo suas redes, Jesus lhe requisita o barco para servir de púlpito. O Senhor pediu que o barco fosse afastado da praia e de lá ensinava às multidões. Ao acabar de falar ordenou a Pedro e aos demais que fossem para o local onde as águas eram mais fundas ou houvesse um espaço maior. Uma vez ali, deu a ordem mais estranha, sobretudo, para experientes pescadores conhecedores dos mistérios da pesca e já frustrados pela pesca infrutífera da noite anterior. O mestre ordena a Pedro e aos demais: “Lançai as vossas redes!”. Quantas vezes estamos já cansados ao ponto de desistir de tudo e eis que Ele surge e nos requisita para fazer algo?

Aquela ordem de Jesus parecia não fazer sentido algum, especialmente para pescadores experientes, repito! Pedro retruca, mas obedece e diz a razão da sua obediência: “Mas sob a tua palavra lançarei as redes!”.  É exatamente aqui que o relato chama a nossa atenção. Quantas vezes já recebemos uma ordem do Senhor para fazer algo, que para nós não tem sentido algum! Descobrimos aqui que nem sempre obedecer ao Senhor é algo lógico. Às vezes, a circunstância adversa que requer obediência nos obriga a andar no sobrenatural contrariando toda lógica humana. Coitados dos muitos racionais! Como experientes pescadores, depois de tentar pescar durante toda a noite em lugares propícios, sem conseguir nada, e já cansados com as suas redes lavadas, lançariam as redes em águas inadequadas?  Pedro descobriu o segredo da obediência: Agir sob a Palavra viva do Senhor! Assim como a fé é alicerçada sobre a Palavra (Rocha), a obediência é exercitada sob a Palavra.

 Meu marido costumava dizer: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo!”. Ele estava certíssimo!  Pedro obedeceu Àquele que tem toda autoridade para mandar, sem se importar com a falta de lógica da ordem recebida! Sob a ordem do Senhor as redes foram lançadas e a pesca foi surpreendente, a tal ponto das redes se romperem. Aqueles experientes pescadores lançaram as suas redes e o milagre aconteceu. O que aprendemos aqui? Atentemos para as ordens do Mestre, por mais absurdas que elas possam parecer às nossas racionalidades! Retruquemos, se preciso, mas obedeçamos. Quem sabe se não é isto que está faltando em nós, lançar as redes da obediência sob a Palavra do Senhor? Não permitamos que o “não faz sentido” atrapalhe a nossa pescaria! Se Ele nos mandou, simplesmente obedeçamos e lancemos as nossas redes, o mais Ele fará! A obediência ao Senhor sempre surpreende. O resultado podemos ver nos versículos 6 e 7:  Uma pecaria abundante! A obediência ao Senhor habilitou aqueles homens a se tornarem pescadores de homens. Nadia Malta

 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS AS COISAS DO ALTO!

 BUSQUEMOS AS COISAS DO ALTO!

https://youtu.be/EGSvdBZ124Y

 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra!”. Colossenses 3:1-2.                                    


Devemos olhar para a terra da perspectiva do céu, não o contrário. As palavras do apóstolo Paulo aqui soam tão encorajadoras hoje, quanto nos dias em que foram escritas por ele. Fomos alcançados pelo Senhor para um andar em novidade de vida e isso abrange a esfera dos nossos pensamentos e aspirações. É certo, que uma das maiores dificuldades do cristão é sem dúvida se desarraigar desta terra, por causa da velha natureza carnal que ainda não foi totalmente transformada. Aliás, é bom que nos lembremos de que a nossa carne não se converte, precisa ser domada e levada dia após dia ao altar do sacrifício. Paulo chama essa entrega de culto racional. Somos exortados por ele a uma transformação mediante a renovação da nossa mente. Em outras palavras, ele nos manda focar no que eterno, em detrimento daquilo que é terreno e temporal.

A ordem aqui é buscar um novo padrão, um novo paradigma, se é que verdadeiramente ressuscitamos com Cristo. A sobrenaturalidade tem sido obscurecida pelo que é natural e tangível. Vivemos em um mundo do ver para crer. Quando o Senhor ordena a crer para ver. Hoje para muitos, o certo é o torto e vice versa. Parece que a tortuosidade tem ocupado o lugar da retidão e isto para muitos é politicamente correto. Tentam relativizar até os absolutos de Deus! Se não quisermos enlouquecer ou sair do Caminho, precisamos aprender a mudar a nossa perspectiva de visão. Os cristãos carnais e os mal instruídos se debatem e se desesperam por causa dos anseios terrenos. Estamos no mundo, mas não pertencemos mais a ele. Somos cidadãos do céu.  Somos “seres espirituais vivendo uma experiência terrena”, como tão bem se expressou certo pensador cristão cujo nome já não me recordo. O afã pelos teres e haveres deste mundo tem roubado a visão da Pátria celestial.

Somos desafiados aqui a manter o pensamento, que insiste em voar para longe, nas coisas do Alto, não nas terrenas. Com que temos alimentado os nossos pensamentos? Os pensamentos dão o tom das ações. Vale salientar que os verbos do texto apontam ações imperativas. Paulo não está simplesmente sugerindo ou apresentando uma bela ideia teológica, ele está dando uma ordem! Aprendamos a matar a carne de fome no tocante aos seus apetites, sobretudo, àqueles que se sobrepõem às coisas espirituais. O que aprendemos aqui? Que o Senhor nos capacite a aspirar o que é eterno! E por que devemos ansiar pelo que é eterno? Porque morremos com Cristo e a nossa verdadeira vida está oculta nele, do contrário, somos grandes farsas como cristãos! Atentemos! Nadia Malta

 

 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS O DISCERNIMENTO, A SABEDORIA E A PRUDENCIA EM TUDO!

 BUSQUEMOS O DISCERNIMENTO, A SABEDORIA E A PRUDENCIA EM TUDO!

 "Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada me domine”. 1 Coríntios 6:12. 


O versículo lido encabeça o texto que fala da necessidade de domar o corpo para que seus membros não sejam usados como instrumentos de iniquidade. É interessante ler todo o contexto. Se verdadeiramente estamos unidos ao Senhor, somos um espírito com Ele. Um direito lícito torna-se pecado quando pode prejudicar a pessoa em questão e aos outros ou mesmo ferir ao Senhor que nos resgatou e uniu a Ele. Quando o apóstolo Paulo diz aos filipenses: “Tudo posso Naquele que me fortalece” ele falava num contexto de sofrimento e uma das primeiras expressões que sugere complemento à ação do texto é: “suportar”. Tudo posso suportar Naquele que me fortalece!”. No Senhor podemos resistir aos apelos da carne, tudo podemos renunciar e assim por diante.  O que tem faltado à maioria dos cristãos contemporâneos? Presença soberana do Espírito no controle da casa espiritual. Se o Senhor é o nosso dono realmente, então, entreguemos a Ele as chaves do santuário, o qual somos nós. Ele vai determinar o que nos convém ou não!

Nosso corpo é santuário de Deus. Tenho pensado muito na falsa ideia de liberdade que permeia os meios cristãos dos nossos dias. Essa liberdade tem descambado para a libertinagem, para a licenciosidade que dá vazão às inclinações da carne. Usa-se tudo, vai-se a todos os lugares. Associa-se com todos, pratica-se de tudo! Qual a diferença, então, entre o cristão e o mundo? Para o mundo tudo é lícito, para nós, nem tudo convém. Cabe a nós não permitir que nada nos domine, a não ser o próprio Senhor! Recebemos tudo sem questionar. Esquecemos que crer não nos isenta de pensar, de ponderar sobre as nossas escolhas e sobre aquilo que é tão “generosamente” oferecido a nós.  O Santo Espírito que habita no verdadeiro Cristão dá o tom das nossas decisões e inclinações. A questão é o quanto temos alimentado a nova e a velha teimosa natureza que insiste em permanecer. A mais bem alimentada será fortalecida e prevalecerá.

Fomos comprados por preço de sangue. Não somos de nós mesmos, precisamos glorificar ao Senhor por meio do nosso corpo. Esquecemos que a moderação em tudo é boa. Tem faltado sobriedade e vigilância. Tudo por falta de uma doutrina sólida e alicerçada na Rocha que é o Cristo. É certo que Cristo nos libertou para experimentarmos uma liberdade. Contudo, a liberdade dos filhos de Deus não é de modo algum licença para fazer aquilo que entristece o Santo Espírito. Paulo ainda admoesta que a nossa liberdade não pode dar lugar a carne. A liberdade adquirida é, antes, na esfera espiritual, para que experimentemos livre acesso à presença do Pai.  Liberdade para servi-Lo, liberdade para adorá-Lo sem as amarras da religiosidade exterior. Liberdade para fazer a Sua vontade soberana. É certo que essa falsa ideia de liberdade tem encontrado amparo no mundanismo que tem adentrado a igreja, com suas fórmulas e estratégias perigosamente malignas.  O que aprendemos aqui? Que busquemos do Senhor sabedoria e discernimento para os nossos agires e escolhas! Atentemos! Nadia Malta

 

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