CHAMADOS A NOS REVESTIR DO CRISTO!
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Colossenses 3:12-17.
O apóstolo Paulo aqui usa a
analogia das vestes para ilustrar essa verdade. Note que todos os verbos aqui
nesse contexto estão no imperativo, para não dar margem a nenhuma dúvida quanto
ao intento do Espírito Santo através do apóstolo. A intenção aqui é ordenar,
não sugerir. O Senhor requer de nós não apenas aparência, mas um coração
verdadeiramente transformado. Temos visto muitas facções do cristianismo
perdendo tempo com usos e costumes, sem se importar realmente com o que as
pessoas preservam em seus corações pretensamente convertidos. Precisamos
entender que o Senhor perscruta mentes e corações. A simples aparência
“piedosa” dos homens não impressiona Deus, ele enxerga as coisas ocultas, os
porões de nossas almas e as intenções de nossos corações. A palavra ainda não
chegou aos nossos lábios, Ele já a conhece. Por isso, Paulo exorta seus
leitores a se despirem da velha mortalha do pecado e da antiga vida e colocarem
as vestes santas da nova vida em Cristo, que nada têm a ver com exterioridades.
Como nos revestir do Cristo? Que vestes
são essas? Vejamos: As vestes da Graça de Deus; As vestes da Paz de Cristo; As
vestes da Palavra de Cristo; E As vestes do Nome de Cristo. Paulo lembra aos seus leitores que por serem
eleitos, santos e amados de Deus, precisam ser revestidos de ternos afetos de
misericórdia, de bondade, de humildade e de longanimidade. Os eleitos, santos e
amados de Deus devem demonstrar esses ternos afetos mencionados: suportando e
perdoando uns aos outros. Porque o que recebemos de Deus, deve ser
compartilhado com os irmãos.
Essas vestes da graça ao serem
experimentadas suscitam em nós o amor incondicional de Deus, como o grande
vínculo da perfeição. Esse amor passa a ser a nossa credencial de identificação
como eleitos, santos e amados de Deus! No versículo 15 Paulo passa do caráter
para a conduta. Aqui ele fala da paz de Cristo como elemento identificador da
vontade de Deus em nossas vidas. A paz deve se instalar no coração do Cristão e
também no Corpo, a igreja. Essa paz funciona como um, árbitro (juiz), ela julga
se algo é de Deus ou não. No entanto, é preciso cuidado com a falsa paz, que
vem somente para confundir. A paz no coração precisa estar alinhada com a paz
na igreja, na família e em concordância com a Palavra de Deus. Se há paz no
coração, mas ainda não há no coração dos familiares, principalmente do cônjuge,
nem tampouco no Corpo (a igreja), devemos esperar até que tudo se alinhe
inclusive com a Palavra de Deus. Nada perdemos por esperar pacientemente a
vontade e a hora de Deus. Quando o cristão perde a paz de Deus começa a tomar
rumos fora da vontade do Senhor.
A Palavra deve ser para nós a única regra de fé e prática e deve
nortear a nossa vida. Para isso precisamos ler, meditar e praticar a Palavra sempre dentro de seu respectivo contexto.
Portanto, precisamos submeter tudo ao filtro santo da Palavra de Deus. O
cristão revestido da Palavra é alegre, grato e submisso.
O que aprendemos aqui?
Precisamos nos despir da mortalha do pecado e da velha vida. Como eleitos,
santos e amados de Deus, cobertos pela graça do Senhor precisamos ser
revestidos de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de
mansidão e de longanimidade. Precisamos demonstrar esses afetos suportando e
perdoando uns aos outros, em resposta a graça de Deus sobre nós derramada. O
amor de Deus precisa ser em nós credencial de verdadeiros cristãos. Precisamos
aprender a discernir a verdadeira paz de Cristo como árbitro em nosso coração e
elemento identificador da vontade de Deus. Precisamos nos revestir da Palavra
de Deus, para não nos deixar levar por qualquer vento de doutrina. Precisamos
nos revestir do nome de Jesus, como a maior chave de vitória, poder e
autoridade concedida aos eleitos, santos e amados de Deus. Atentemos e
reflitamos! Nadia Malta


