segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/ QUE O NOSSO FALAR TRANSMITA GRAÇA, NÃO DESGRAÇA!

 QUE O NOSSO FALAR TRANSMITA GRAÇA, NÃO DESGRAÇA! 

Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e é domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?”. Tiago 3.7-11.

                                                                                 


A epístola de Tiago considerada a mais prática das epístolas. Trata de assuntos considerados por muitos nem tão espirituais assim. Contudo, concordem ou não, necessitamos da lucidez didática de Tiago em nosso andar diário por este Caminho Novo e Vivo, chamado Cristo, pelo qual trafegamos agora! Fomos alcançados pela Graça de Deus exatamente como estávamos, mas não para permanecer do mesmo jeito. A regeneração é um ato único, através do qual temos o nosso espírito morto recriado pelo Espírito de Deus. Nascemos de novo. Tornamo-nos novas criaturas, não há lugar mais para as velhas inclinações, porque as coisas velhas já passaram. Tudo se fez novo. Andemos, pois, em novidade de vida!

Há uma ação contínua e gradativa de santificação. Este processo é progressivo, só cessa na eternidade quando chegaremos à santificação perfectiva. Mas, enquanto estivermos aqui teremos áreas a serem tratadas e sem dúvida a questão do nosso falar é algo bem preocupante. Por isso neste mesmo contexto, Tiago diz: “Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo”. Quem consegue dominar a língua consegue dominar qualquer coisa. Mas neste quesito, quem está efetivamente pronto? Respondo: Ninguém! A língua segundo Tiago: “É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero”. Quantas vidas destruídas pela ação de um falar injurioso e irresponsável! O salmista sabia desse perigo e fez uma aliança com seus lábios. Façamos do mesmo modo. Quanto julgamento! Quanta retaliação vinda daqueles aos quais nos devotamos! Conheço tantas pessoas mortalmente machucadas pela ação contundente de línguas ferinas!

O que aprendemos aqui? Da mesma boca não pode sair bênção e maldição, assim como da mesma fonte não pode sair água doce e amarga. O apóstolo Paulo falando aos efésios corrobora com a mensagem trazida por Tiago dizendo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”. Graça, sabemos é o favor imerecido de Deus. Jesus é a própria Graça encarnada! Somos chamados de despenseiros da multiforme Graça de Deus. Será que o nosso falar tem transmitido graça ou desgraça? Que Jejuemos no falar! Reflitamos! Nadia Malta

domingo, 13 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR TAMBÉM NOS PERGUNTA: O QUE VOCÊ FAZ AQUI?

 O SENHOR TAMBÉM NOS PERGUNTA: O QUE VOCÊ FAZ AQUI?

https://youtu.be/4o-UXl0oimw

O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar". Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias?”. 1 Reis 19.11-13. 


Que sejamos encorajados como o povo de Deus a seguir o curso da rota traçada por Deus para nós sem nos deixar assombrar pelas intercorrências. O texto é bem conhecido por todos nós e trata da experiência do profeta Elias com o Senhor ao fugir de Jezabel e achar que estava no fim da linha. O texto nos chama a atenção para três verdades. Vejamos: O Senhor responde ao anseio do profeta, não da forma que ele estava acostumado; Elias conseguiu reconhecer o Senhor mesmo ao se manifestar de um modo diferente do que ele estava acostumado e cobre o rosto em sinal de reverente temor; E Deus confronta o profeta. Essa experiência do profeta Elias é impactante sob todos os aspectos. Depois de ser alimentado pelo Senhor com água e pão cozido na pedra (logo aqui encontramos toda uma alegoria que remete ao Cristo), o profeta descansou e seguiu viagem na direção do Monte de Deus. Contudo, havia um pesar no coração do profeta e ele apresenta sua queixa diante do Senhor! Ele repete sua queixa duas vezes!

 Quando Tiago menciona a semelhança de Elias conosco, o fato de estar ele sujeito às mesmas fraquezas, talvez estivesse falando dessa inclinação para a auto piedade e para o “vitimismo”, quem sabe? O Senhor confronta seu profeta com uma pergunta retórica que também é feita duas vezes: "O que você está fazendo aqui, Elias?”. Elias parecia não prestar atenção à pergunta e só enxerga a queixa! Sentia pena de si mesmo pela situação vigente. Talvez se o Senhor o socorresse de imediato essa inclinação do profeta se perpetuaria. Não cabe “vitimistas” na obra do Senhor! Enfrentamos lutas sim, e certamente passaremos por outras tantas, mas Ele sabe com o que nos habilitou para esses embates. Tão somente confiemos! Quando Elias achava ter chegado ao fim da linha, o Senhor preparou uma experiência arrebatadora e mais um comissionamento. Enquanto o servo estiver vivo sobre a terra há algo a ser feito por ele. Olhar para si mesmo com auto piedade é estratégia do Adversário para nos tirar de combate. Cabe a nós acordar para esta realidade e afugentar o inimigo das nossas almas!

O que o texto nos ensina? O ministério de Elias foi frutífero e ousado! Ele era profundamente incômodo para as forças do mal e seus instrumentos. O adversário que não brinca em serviço estava à espreita para nocautear aquele vaso escolhido. O Senhor manifesta-se a Elias, não no forte vento, nem no terremoto, nem no fogo, mas numa brisa suave. Elias, o profeta de fogo estava acostumado a grandes portentos. Contudo,  Não podemos enformar o Senhor nas formas que conhecemos. Ele em sua soberania se manifesta como lhe apraz. O Servo só precisa aprender a seguir o curso da sua jornada e prestar atenção aos agires surpreendentes do Senhor, sem a pretensão de criar normas para Deus agir. Creio que Elias aprendeu a lição. Espero que nós também! E quanto a nós: O que fazemos aqui? Nadia Malta

 

sábado, 12 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/CONHECIMENTO GERA CONFIANÇA!

 CONHECIMENTO GERA CONFIANÇA!

Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam”. Salmos 9.10.                                         


Que nos encorajemos mutuamente a confiar em Deus mesmo quando não compreendemos os seus caminhos. E, diga-se de passagem, não tem sido fácil compreendê-los. Este salmo é de ação de graças. Aqui o salmista exalta o nome do Senhor por todos os seus feitos. Não se conhece a situação histórica que inspirou este salmo, mas sendo Davi um homem de muitas demandas não é difícil imaginar as lutas e perseguições enfrentadas. Que afirmação gloriosa, sobretudo, em tempos de incertezas e tanto desalento! Não há segurança em nenhum lugar. Há lutas por fora, temores múltiplos por dentro e uma sensação de desamparo tão grande que nem em casa nos sentimos seguros. Sem falar na falta de confiabilidade e nas emboscadas que a vida nos prepara à nossa revelia. Isto faz lembrar os insondáveis caminhos de Deus. Há duas verdades aqui que tranquilizam o nosso coração quando estamos atravessando momentos difíceis: Primeira: Para confiar é preciso conhecer; E Segunda: O Senhor não abandona os que o buscam.

Os que conhecem o nome do Senhor confiam nele! E conhecer o nome aqui não é apenas um saber intelectual, teórico, mas experiencial. Esses sabem o que significa servir e seguir ao Cristo. É ter presença, socorro, segurança e suprimento sempre! Tenho pensado muito em nossas vidas enquanto cristãos! Quanta pergunta tem povoado a nossa mente! São Porquês e para quês sem conta e insistentes. Quanta coisa não faz sentido algum ao nosso limitado entendimento. Contudo, nada em nossa vida é aleatório ou obra do acaso. São tantas situações dolorosas que temos que enfrentar, misericórdia! E nesses momentos as forças se esvaem quase completamente. Perguntamos ao Senhor a razão de tudo. Pedimos que Ele sonde o nosso coração para ver se há em nós caminhos maus e como respostas só um silencio ensurdecedor! O que consola é saber que o silencio de Deus pode significar um tempo de grandes preparações! A saída nos é também apontada no versículo citado no inicio: O Senhor não abandona os que o buscam. Ele é o Pastor que cuida dos seus escolhidos. Nada nos falta quando somos ovelhas do Supremo Pastor, nem tribulação se esta fizer parte de sua estranha e eficaz pedagogia!

O Senhor socorreu o salmista de modo visível contra inimigos reais que demandavam sua vida e paz! E fará assim conosco! O que somos levados a refletir aqui? Vejamos: Quantas vezes já não nos sentimos à semelhança do salmista: Perseguidos, assolados, caluniados, fustigados por inimigos humanos que se colocam como instrumentos de seres espirituais do mal! Contudo, o Senhor é nosso Alto Refúgio quando nos oprimem e Torre segura na hora da adversidade! Parece que a natureza daquela luta era institucional, vinha do poder constituído, pois ele pede que as nações sejam julgadas. Quanta semelhança com as nossas lutas não só em termos de país no qual habitamos, mas as lutas pessoais e os temores que nos assombram! Clamemos por socorro do Alto: Levanta-te ó Senhor, e pelas misericórdias do teu Filho Jesus julga a nossa causa contra os nossos adversários” Amém! Nadia Malta

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