terça-feira, 16 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/SOMOS DESAFIADOS A RENDER GRAÇAS AO SENHOR EM MEIO A TUDO!

 SOMOS DESAFIADOS A RENDER GRAÇAS AO SENHOR EM MEIO A TUDO!

Em tudo, daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. 1 Tessalonicenses 5.18.                                            


O versículo citado faz parte da lista de diversos preceitos do apóstolo Paulo aos irmãos de Tessalônica e a todos os cristãos de todas as épocas. Notemos que aqui ele não ordena a render graças “por tudo”, mas ”em tudo”. Isso faz toda diferença. Quando agimos assim, declaramos que o Senhor tem propósito em tudo que acontece nas vidas dos seus filhos! E esse propósito é didático! A lista vai do versículo 12 ao 22. Vale conferir toda a lista e meditar responsivamente em cada um deles. O que diz o versículo sobre a gratidão? Ele ordena que devemos dar graças “em” tudo ou em meio a todas as circunstancias. Não é agradecer por tudo, mas em tudo, repito! Qual a razão para essa ordenança? A segunda parte do versículo responde: “porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Tenho a impressão que ao escrever essas palavras do versículo citado, o apóstolo Paulo tinha em mente Romanos 8.28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Ainda estamos longe desse padrão de maturidade espiritual e emocional. Na verdade, o nosso primeiro impulso diante do sofrimento é fugir para bem longe dele. Em outra versão diz: “Em tudo daí graças”!

O apóstolo nos chama a atenção para o propósito de todas as coisas que nos sucedem, não para as situações, mas para o fim delas. Ninguém agradece por uma tragédia, por exemplo! Contudo, somos instruídos por ele aqui a compreender que as situações que atingem os servos de Deus por mais dolorosas que sejam no momento que as experimentamos tem um propósito edificador da parte de Deus para nós. Por outro lado, a murmuração no meio do povo de Deus é algo ancestral. Em todas as épocas percebemos isto! E essa murmuração patológica fez grande parte do povo perder o direito à Terra prometida! Que tal recomeçarmos outra vez aquele desafio de “Cem Dias de Gratidão Sem Murmuração”? Tudo é treino da parte do nosso Pai Celestial! Quem sabe não criaremos o hábito de agradecer! O Senhor tem sido extremamente misericordioso para conosco, apesar de nós! Vale conferir o contexto todo no qual está inserido o versículo citado no início. Imediatamente antes da recomendação aqui mencionada, Paulo diz: “Alegrem-se sempre. Orem continuamente”. Gratidão demanda alegria e oração. Têm faltado ambas em nosso meio.

Os cristãos contemporâneos já contaminados pelo imediatismo mundano querem tudo para ontem. Esquecemos que o padrão de Deus não muda! Na sequência do versículo citado Paulo diz: “Não apaguem o Espírito”! O Espírito de Deus não age em um templo sombrio e Gratidão é luz! Falando aos Colossenses ele recomenda: “Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos”. O que aprendemos aqui?  Perdemos de vista as dádivas, porque nos esquecemos de considerar o Doador delas. Aliás, a memória é fraca para as coisas boas, e pródiga para as coisas que trazem pesares e dores. O efeito das últimas é devastador, provocando um mergulho no vitimismo. Há estudos científicos que mostram os benefícios da gratidão no cérebro humano. Que o Senhor nos ajude a sair desse fosso profundo da ingratidão. Que possamos enxergar o Senhor através do véu denso das situações aflitivas e emergir em gratidão pelo seu propósito nelas, pois “Esta é a vontade de Deus para conosco”! Atentemos! Nadia Malta

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/APRESSA-TE EM NOS SOCORRER, Ó SENHOR!

 APRESSA-TE EM NOS SOCORRER, Ó SENHOR!

O meu espírito se desanima; o meu coração está em pânico. Eu me recordo dos tempos antigos; medito em todas as tuas obras e considero o que as tuas mãos têm feito. Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova”. Salmos 143.4-7.                         


Este poema de Davi é uma súplica por libertação. Aqui, ele fala em perseguições. Em maquinações contra os fiéis. A angustia íntima do salmista nos soa familiar. Quanta dificuldade temos vivido nos últimos tempos! Quantas perseguições temos sofrido! Muitas vezes os inimigos do homem são os da sua própria casa e aqueles do meio de sua parentela. Davi experimentou isso no passado e deixou registrado para que sejamos encorajados a seguir, mesmo apesar dos pesares! Em vários lugares da terra os servos de Deus têm sido perseguidos e assolados. E a grande perseguição aos cristãos começa a se alastrar sobre a terra! Outro dia um artigo de um jornalista de uma Revista de grande circulação aqui, chamou os cristãos de: “Essa Gente incômoda”! Sim, há os incômodos que se dizem cristãos, mas não podemos colocar todos nessa categoria! O clamor familiar do salmista está divido em três partes: Primeira: Ele apresenta seu estado de alma; Segunda: Ele lembra dos feitos de Deus do passado; E Terceira: Ele faz a sua oração com absoluta sinceridade. Será que as palavras do salmista nos soam familiares? Imagino que sim! Todos nós estamos numa medida ou noutra sendo fustigados por muitos embates. E estamos todos carecidos que a Graça seja abundante sobre nós para que possamos ser fortalecidos, sustentados e firmados em Deus em meio às lutas. A sensação é que estamos dentro de um túnel estreito e ele se torna cada vez mais estreito ao ponto de nos comprimir!

Mais uma vez olhamos para a Palavra de Deus! Este salmo é uma súplica por libertação. Por que essas palavras foram registradas? Para que sejamos instruídos e edificados. Para que saibamos que o Caminho se torna cada vez mais apertado à medida que caminhamos nEle. Ao final encontraremos uma Porta igualmente estreita pela qual passaremos! A pergunta é: Passaremos? Com a Graça nos assistindo esperamos que sim! Leiamos todo este salmo. Há muito a aprender aqui. As experiências dos servos do passado não eram diferentes das nossas. Eles não apregoavam um triunfalismo ufanista como se a fé nos isentasse de atravessar desertos. Muito pelo contrário, suas experiências foram registradas para que sejamos encorajados a seguir apesar dos percalços. Sim, ao final venceremos, pois já lutamos em vitória! Estamos do lado dAquele que é Vencedor por excelência. Creiamos e sigamos na força que o Senhor supre! Sentimos vontade de desistir? Muitas vezes, mas a ordem é seguir. À esmo? Claro que não! Somos convocados a seguir a Ele, o Cristo! E aqueles que desistem entristecem o seu coração! O amor dEle por nós é tão grande que Ele se deu, morreu de amor por nós! E assim, se nada nos encoraja a seguir, hora de parar e olhar para a cruz do calvário! De lá brotará a nossa motivação e força!

O que aprendemos aqui? A experiência do salmista é espelho para nós. Ele diz: “O meu espírito se desanima; o meu coração está em pânico”. Desânimo, pânico essas palavras lembram alguma coisa? São estados de alma bem conhecidos da maioria de nós. O salmista pára no seu abatimento e se recorda daquilo que Deus já fez nos dias antigos. O Deus que operou lá atrás pode operar hoje. Então, ele clama e em sua oração dramática ele pede: “Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova”. E na sequência da sua petição ele pede por outras providencias do Senhor que remetem às nossas próprias necessidades! Façamos das palavras do salmista a nossa própria oração. O Senhor anda conosco, não estamos sozinhos!  Nadia Malta

 

domingo, 14 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/TENHAMOS CUIDADO PARA NÃO ATENDER AOS APELOS DA CARNE!

 TENHAMOS CUIDADO PARA NÃO ATENDER AOS APELOS DA CARNE!

https://youtu.be/VzeMc61Vaa8

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. Gálatas 5.1, 13. 


Liberdade em Cristo não é libertinagem, mas um andar segundo o padrão do Cristo, não de homens! No contexto, o apóstolo Paulo confronta seus leitores da região da Galácia que estavam se deixando levar pela ação dos judaizantes daqueles dias. Eles queriam obrigar os gentios a se circuncidarem para só então se tornarem cristãos. Nos versículos citados o apóstolo Paulo chama a atenção para duas verdades: Primeira: Eles precisavam se revestir da nova liberdade em Cristo e não se deixar levar outra vez por nenhum jugo de escravidão; E Segunda: Eles Deveriam também ter cuidado para não se deixar levar pela carnalidade. Deveriam servir uns aos outros em amor. Notemos que desde os dias antigos, muitos falsos ensinos têm entrado sorrateiramente pelas igrejas com o fim de perverter a sã doutrina na cabeça dos mal instruídos. Essa ação maligna é orquestrada pelo adversário, usando seus inúmeros secretários com o fim de trazer prejuízo e embaraço à causa do Reino. Dentre esses ensinos encontramos tanto à escravidão de usos e costumes, quanto o extremo oposto que é a liberdade associada à carnalidade. São extremos que devem ser evitados e combatidos com veemência dentro das comunidades. Deve prevalecer o equilíbrio!

Atentemos para o que deve balizar o nosso viver em comunhão: “Unidade no que é essencial; Liberdade no que não é; e Caridade para com todas as pessoas e suas percepções equivocadas”. Contudo, essa caridade não significa pactuar com falsos ensinos e as heresias vigentes. Tenhamos em mente que se o Senhor não abrir o nosso entendimento, de modo nenhum compreenderemos seus ensinos. A própria Palavra de Deus diz por meio do autor de Eclesiastes que “a moderação em tudo é boa”. Ensino reforçado pelo apóstolo Paulo em vários dos seus escritos. Quanta intemperança em nosso meio! Tenho ouvido muitas pessoas que apesar de terem sido alcançadas visivelmente pela Graça salvadora do Cristo, ainda permanecem miseravelmente infelizes. Elas vivem subjugadas por doutrinas manipuladas dolosamente pelos que querem aprisionar suas almas para si. Novamente chamo a atenção para a prudência dos crentes bereanos. Eles iam checar tudo que ouviam nas pregações para ver se as coisas se passavam realmente daquela forma. “Coisas espirituais se discernem espiritualmente”!

O que aprendemos aqui? Há os que transformam em libertinagem a Graça de Deus. O apóstolo Pedro em sua primeira epístola traz mais luz a essa questão dizendo: “Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus. No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante”. Diz ainda o apóstolo Paulo: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas me convém. Todas as coisas são lícitas, mas não me deixarei levar por nenhuma delas”! Livres dos grilhões do mundo com suas teias do engano podemos fazer a vontade de Deus! LIBERDADE NÃO É LIBERTINAGEM! Atentemos! Nadia Malta

 

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