domingo, 1 de fevereiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/NÃO NOS DEIXEMOS ABATER, O DIA DO FRACASSO É A VÉSPERA DA MAIOR VITÓRIA!

 NÃO NOS DEIXEMOS ABATER, O DIA DO FRACASSO É A VÉSPERA DA MAIOR VITÓRIA!

Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”. Lucas 5.4,5. 


Tudo na vida de um servo de Deus tem um propósito didático da parte dEle para nos ensinar preciosas  lições! Que em todas as situações possamos perguntar: “O que o Senhor deseja me ensinar com isto”? Há muitas aplicações desse episódio, mas gostaria de chamar a atenção para o resultado da obediência ao Senhor! Que é sempre surpreendente!  Este é sem dúvidas um dos episódios bíblicos que toca meu coração de uma maneira toda especial. E tendo a me transportar para aquela ocasião e quase posso ver o semblante abatido e cansado de Pedro ao ter tentado pescar durante uma noite inteira sem nada conseguir. Vivemos em um tempo de produtividade! Todos procuram resultados positivos em todos os empreendimentos e de preferencia que sejam imediatos. Ninguém quer esperar por nada e muito menos por ninguém! Todos querem tudo pra ontem! Estamos na era em que a palavra fracasso é proibida de ser pronunciada pelos gurus da autoajuda! Ninguém quer falar sobre isso, contudo, quando olhamos para a sofisticada didática de Jesus, o Mestre por excelência, nos surpreendemos com o episódio citado. Nada na didática do Senhor acontece por mero acaso, muito pelo contrário! Atentemos para o ensino aqui descrito! Duas coisas chamam a nossa atenção aqui: Primeira: A estranha ordem dada pelo Senhor no v.4: “Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”; E Segunda: A retrucação e a obediência de Pedro no v.5: “Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”.  Como assim? Aquilo não fazia sentido!

Ao romper do dia quando Pedro já estava lavando e recolhendo suas redes, Jesus lhe requisita o barco para servir de púlpito. O Senhor pediu que o barco fosse afastado da praia e de lá ensinava às multidões. Ao acabar de falar ordenou a Pedro e aos demais que fossem para o local onde as águas eram mais fundas ou houvesse um espaço maior. Uma vez ali, deu a ordem mais estranha, sobretudo, para experientes pescadores conhecedores dos mistérios da pesca e já frustrados pela pescaria infrutífera da noite anterior. O mestre ordena a Pedro e aos demais: “Lançai as vossas redes!”. Quantas vezes estamos já cansados ao ponto de desistir de tudo e eis que Ele surge e nos requisita para fazer algo que nos parece estranho ou mesmo improvável? Pedro retruca, mas obedece e diz a razão da sua obediência: “Mas sob a tua palavra lançarei as redes!”.  É exatamente aqui que o relato chama a minha atenção. Quantas vezes recebemos uma ordem do Senhor para fazer algo, que para nós não tem sentido algum! Descobrimos aqui que nem sempre obedecer ao Senhor é algo lógico. Às vezes, a circunstância adversa que requer obediência nos obriga a andar no sobrenatural contrariando toda lógica humana. Coitados dos muitos racionais! Como experientes pescadores, depois de tentar pescar durante toda a noite em lugares propícios, sem conseguir nada, e já cansados com as suas redes lavadas, lançariam as redes em águas inadequadas?  Pedro descobriu o segredo da obediência: Agir sob a Palavra viva do Senhor! Assim como a fé é alicerçada sobre a Palavra (Rocha), a obediência é exercitada sob a Palavra.

O que aprendemos aqui? Atentemos para as ordens do Mestre por mais absurdas que elas possam parecer às nossas racionalidades!  Retruquemos, se preciso, mas obedeçamos. Quem sabe se não é isto que está faltando em nós, lançar as redes da obediência sob a Palavra do Senhor, mesmo em “águas inadequadas”?   Não permitamos que o “não faz sentido” atrapalhe a nossa pescaria! Se Ele nos mandou, simplesmente obedeçamos e lancemos as nossas redes, o mais Ele fará! Creio que o Senhor hoje está nos convocando a pescar nas águas profundas do Espírito Santo! Que possamos pescar a ressurreição de um relacionamento morto, de um emprego quando todas as portas parecem ter se fechado ou quaisquer outra impossibilidade humana! A obediência ao Senhor sempre surpreende. O resultado podemos ver nos versículos 6 e 7: “Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se. Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem a afundar”. A obediência ao Senhor habilitou aqueles homens a se tornarem pescadores de homens. Quando estamos sendo preparados pelo Senhor para a sua obra, Ele não dá aula teórica! Já aprendemos na prática! Sejamos alunos ensináveis! Nadia Malta

 

sábado, 31 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/VIGIEMOS E APRENDAMOS A DISCERNIR!

 VIGIEMOS E APRENDAMOS A DISCERNIR!

 Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça”. 2 Tessalonicenses 2:1-12. 


 O verdadeiro ensino acerca da Segunda vinda do Cristo, já havia sido dado por Paulo sem nada a acrescentar sobre o assunto. Como em todas as épocas, naqueles dias também apareceram os pregoeiros da mentira. Percebemos essa tendência não apenas em termos espirituais e teológicos, mas em todas as áreas que afetam o homem. Paulo além de corrigir o falso ensino confronta aqueles irmãos ratificando seu verdadeiro ensino.  VERDADE x MENTIRA, um duelo ancestral! No que tange aos filhos de Deus nada é secular, tudo tem um caráter sagrado, pois a nossa vida é regida por Aquele que nos comprou por preço de sangue. Por isso devemos ter cuidado com as nossas escolhas, pois, podemos nos tornar irremediavelmente escravos delas! Contudo, tem faltado discernimento e nos deixamos levar facilmente pelo engano, somos seduzidos pela mentira com muita facilidade. Tem se dado crédito a qualquer um que se achegue a nós com palavras de lisonja ou mesmo enrole a língua num falar desconexo, este é considerado espiritual para nós. Cadê o discernimento? Quão tolos temos sido! Esquecemos que crer é também pensar.

 O mistério da iniquidade é antigo e já age no mundo desde a queda de Adão. E o alvo de sua ação são os filhos da Luz, porque os filhos das trevas já seguem seus ditames. Só os que não são do Senhor, embora militem visivelmente em suas fileiras, darão crédito ao engano e à operação da mentira. Aqueles que são do Senhor, embora, possam por breve tempo permanecer sinceramente equivocados terão seus olhos abertos. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos abra os olhos. O texto aponta dois avisos de alerta sobre o mistério da iniquidade que já opera desde muito, além de dois sinais visíveis dessa operação maligna antes da Segunda vinda do Cristo. Vejamos: Primeiro Aviso: Jesus vem em dia e hora que não sabemos. Não nos deixemos enganar, nem todo sobrenatural procede de Deus; Segundo Aviso: Lembremo-nos do que já aprendemos nas Sagradas Escrituras; Primeiro Sinal visível da operação do mistério da iniquidade antes da Segunda Vinda de Cristo: A Revelação da Apostasia; E Segundo Sinal Visível da operação do mistério da iniquidade antes da Segunda Vinda do Cristo: Surgimento do Homem da Iniquidade (O Anticristo).

 O que aprendemos aqui? Jesus vem! Isto é fato determinado desde tempos eternos. Ninguém sabe quando será esse dia reservado apenas para o conhecimento do próprio Deus e Ele não o revelou a seres humanos.  O mistério da iniquidade já opera há muito. Contudo, ainda não manifestou a sua total ação. Porque o Espírito do Senhor ainda o detém. Quando a igreja for levada da terra essa ação maligna alcançará a sua plenitude. O perverso (O Anticristo, o homem da iniquidade) será revelado mostrando sinais e prodígios da mentira segundo a eficácia de Satanás. Por isso fomos avisados a ter discernimento. Nem todo sobrenatural procede de Deus. Portanto cuidado! Todos os que rejeitaram ao Senhor cairão no engano do maligno. Não tiremos os olhos do Senhor e de seus ensinos por meio da Santa Palavra de Deus. Ponhamos à prova o que temos ouvido. Confiramos coisas espirituais com espirituais. Antes da Vinda do Senhor virá a apostasia, a negação de tudo que se refere ao Senhor e a sua obra. E em seguida a manifestação do próprio Anticristo. Que o Senhor nos conceda graça e discernimento para entender todas essas coisas. Nadia Malta

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Meditação/Bíblica/Nadia Malta/O SENHOR ESTÁ CUIDANDO DE NÓS, CONFIEMOS!

 O SENHOR ESTÁ CUIDANDO DE NÓS, CONFIEMOS!  

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.  Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre”. Salmos. 23.


O Salmo 23 é sem a menor sombra de dúvida, o mais lido, conhecido e citado da Bíblia, até mesmo por aqueles que não fazem parte do rol de cristãos. É um dos inúmeros salmos de Davi, onde o salmista se vale de sua experiência como pastor de ovelhas, para transmitir ricas e preciosas lições sobre a suficiência de Deus, como Supremo Pastor, às suas ovelhas. Ele sabe o que necessitamos. Sabe o que nos conceder e o que nos tirar! É também chamado de salmo da intimidade e da comunhão, por isso não pode ser usado como um amuleto por aqueles que não conhecem o Pastor amado. Antes de qualquer coisa quero registrar a ideia original: Lá encontramos, não “O Senhor é o meu Pastor”, simplesmente, mas “O Senhor está me pastoreando”, ato contínuo. As ovelhas são animais frágeis e docilmente se deixam conduzir, proteger e guiar pelo seu pastor, não oferecem resistência. Quando se afastam deliberadamente do seu pastor, se perdem. As ovelhas não precisam compreender as ações do seu pastor, elas só precisam segui-lo. Neste salmo, Davi explica, usando a metáfora do pastor de ovelhas, que se seguirmos ao Senhor que é nosso Pastor e está nos pastoreando continuamente e confiarmos nEle, Ele suprirá todas as nossas necessidades (não nossas vontades). Necessidade é diferente de vontade. Necessidade= aquilo que é imprescindível. Vontade= anseio, cobiça, aspiração.

Do que será que o Senhor está falando por meio do salmista Davi neste salmo tão querido? O que será que Ele quer nos dizer com “nada nos faltará”? Uma coisa é fato, há um pastoreio contínuo que promete uma suficiência às ovelhas pastoreadas. O que significa esta palavra? Significa ter o bastante, o quanto for necessário, nem mais nem menos. Já lemos este salmo tantas vezes, alguns o têm decorado, clamemos ao Santo Espírito que traga luz de entendimento celestial sobre ele hoje. O Supremo pastor está cuidando de nós e nesse cuidado Ele providencia tudo de que realmente precisarmos. O que Ele providencia, então? Ele providencia SUFICIÊNCIA; Ele providencia SERENIDADE, mesmo nos vales; Ele providencia SEGURANÇA mesmo a despeito dos nossos inimigos; E Ele providencia para que CHEGUEMOS seguros à Casa do Pai, na eternidade! Descansemos! Não olhemos para o salmo numa perspectiva simplista, romântica e imediatista, mas na perspectiva dAquele que vê além e sabe o que é necessidade e o que é vontade. Nós vemos apenas o que está perto como míopes espirituais, mas o Senhor perscruta mentes e vê corações. O Senhor conhece todas as nossas necessidades que precisam ser supridas e elas serão. Todos os consertos que precisam ser feitos em nós e eles serão feitos. Tudo em nós que precisa ser mudado e Ele mudará.  E tudo que precisa ser tirado de nós, Ele tirará para que façamos a diferença, não somente nessa vida, mas por toda a eternidade.

O Pastor amado sempre sabe a hora certa de suprir as reais necessidades de suas ovelhas e ele o fará! O Vale da Sombra da Morte = representa qualquer experiência difícil em nossa vida que nos enche de temor, inclusive a morte. Note bem – as ovelhas, além da fragilidade não enxergam muito bem e se assustam com facilidade, principalmente quando se encontram em circunstancias desconhecidas. Por isso não podem se afastar do Supremo Pastor, sua presença as acalma. O bordão ou vara= bastão pesado, usado tanto para afugentar as feras que tentavam atacar o rebanho, como para disciplinar as ovelhas mais afoitas. O cajado = uma vara com uma das extremidades curvadas, para ajudar individualmente as ovelhas em perigo. Mesa aqui, não é obrigatoriamente o móvel usado pelos humanos. O termo original significa simplesmente algo estendido ou espalhado, assim, numa região montanhosa, os lugares planos são chamados de mesas. Depois de cada jornada difícil, o objetivo do pastor era levar seu rebanho em segurança ao aprisco, à mesa. Aquilo representava vitória, era motivo de celebração sobre todos os inimigos que espreitavam o rebanho. O que aprendemos com esta releitura do Salmo 23? Apesar das nossas lutas, da aridez da vereda, estamos sendo pastoreados ininterruptamente, e NADA NOS FALTARÁ de tudo que realmente necessitarmos para completar a jornada. Nos momentos mais dramáticos, em que o VALE É DE SOMBRA DE MORTE, não precisaremos temer, pois é a SUFICIÊNCIA do Soberano e Supremo Pastor que nos susterá. Haverá sempre um bordão e um cajado prontos para nos proteger, corrigir e consolar se necessário for. O fim de cada batalha deve ser celebrado com gratidão e alegria. Somos ali honrados diante de nossos adversários, pela fidelidade do SUPREMO Pastor. Há um alvo a ser atingido e esse alvo é a eternidade e nós, com a provisão da suficiência do Amado Pastor chegaremos lá em nome de Jesus Cristo. Nadia Malta

 

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