segunda-feira, 15 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/APRESSA-TE EM NOS SOCORRER, Ó SENHOR!

 APRESSA-TE EM NOS SOCORRER, Ó SENHOR!

O meu espírito se desanima; o meu coração está em pânico. Eu me recordo dos tempos antigos; medito em todas as tuas obras e considero o que as tuas mãos têm feito. Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova”. Salmos 143.4-7.                         


Este poema de Davi é uma súplica por libertação. Aqui, ele fala em perseguições. Em maquinações contra os fiéis. A angustia íntima do salmista nos soa familiar. Quanta dificuldade temos vivido nos últimos tempos! Quantas perseguições temos sofrido! Muitas vezes os inimigos do homem são os da sua própria casa e aqueles do meio de sua parentela. Davi experimentou isso no passado e deixou registrado para que sejamos encorajados a seguir, mesmo apesar dos pesares! Em vários lugares da terra os servos de Deus têm sido perseguidos e assolados. E a grande perseguição aos cristãos começa a se alastrar sobre a terra! Outro dia um artigo de um jornalista de uma Revista de grande circulação aqui, chamou os cristãos de: “Essa Gente incômoda”! Sim, há os incômodos que se dizem cristãos, mas não podemos colocar todos nessa categoria! O clamor familiar do salmista está divido em três partes: Primeira: Ele apresenta seu estado de alma; Segunda: Ele lembra dos feitos de Deus do passado; E Terceira: Ele faz a sua oração com absoluta sinceridade. Será que as palavras do salmista nos soam familiares? Imagino que sim! Todos nós estamos numa medida ou noutra sendo fustigados por muitos embates. E estamos todos carecidos que a Graça seja abundante sobre nós para que possamos ser fortalecidos, sustentados e firmados em Deus em meio às lutas. A sensação é que estamos dentro de um túnel estreito e ele se torna cada vez mais estreito ao ponto de nos comprimir!

Mais uma vez olhamos para a Palavra de Deus! Este salmo é uma súplica por libertação. Por que essas palavras foram registradas? Para que sejamos instruídos e edificados. Para que saibamos que o Caminho se torna cada vez mais apertado à medida que caminhamos nEle. Ao final encontraremos uma Porta igualmente estreita pela qual passaremos! A pergunta é: Passaremos? Com a Graça nos assistindo esperamos que sim! Leiamos todo este salmo. Há muito a aprender aqui. As experiências dos servos do passado não eram diferentes das nossas. Eles não apregoavam um triunfalismo ufanista como se a fé nos isentasse de atravessar desertos. Muito pelo contrário, suas experiências foram registradas para que sejamos encorajados a seguir apesar dos percalços. Sim, ao final venceremos, pois já lutamos em vitória! Estamos do lado dAquele que é Vencedor por excelência. Creiamos e sigamos na força que o Senhor supre! Sentimos vontade de desistir? Muitas vezes, mas a ordem é seguir. À esmo? Claro que não! Somos convocados a seguir a Ele, o Cristo! E aqueles que desistem entristecem o seu coração! O amor dEle por nós é tão grande que Ele se deu, morreu de amor por nós! E assim, se nada nos encoraja a seguir, hora de parar e olhar para a cruz do calvário! De lá brotará a nossa motivação e força!

O que aprendemos aqui? A experiência do salmista é espelho para nós. Ele diz: “O meu espírito se desanima; o meu coração está em pânico”. Desânimo, pânico essas palavras lembram alguma coisa? São estados de alma bem conhecidos da maioria de nós. O salmista pára no seu abatimento e se recorda daquilo que Deus já fez nos dias antigos. O Deus que operou lá atrás pode operar hoje. Então, ele clama e em sua oração dramática ele pede: “Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova”. E na sequência da sua petição ele pede por outras providencias do Senhor que remetem às nossas próprias necessidades! Façamos das palavras do salmista a nossa própria oração. O Senhor anda conosco, não estamos sozinhos!  Nadia Malta

 

domingo, 14 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/TENHAMOS CUIDADO PARA NÃO ATENDER AOS APELOS DA CARNE!

 TENHAMOS CUIDADO PARA NÃO ATENDER AOS APELOS DA CARNE!

https://youtu.be/VzeMc61Vaa8

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. Gálatas 5.1, 13. 


Liberdade em Cristo não é libertinagem, mas um andar segundo o padrão do Cristo, não de homens! No contexto, o apóstolo Paulo confronta seus leitores da região da Galácia que estavam se deixando levar pela ação dos judaizantes daqueles dias. Eles queriam obrigar os gentios a se circuncidarem para só então se tornarem cristãos. Nos versículos citados o apóstolo Paulo chama a atenção para duas verdades: Primeira: Eles precisavam se revestir da nova liberdade em Cristo e não se deixar levar outra vez por nenhum jugo de escravidão; E Segunda: Eles Deveriam também ter cuidado para não se deixar levar pela carnalidade. Deveriam servir uns aos outros em amor. Notemos que desde os dias antigos, muitos falsos ensinos têm entrado sorrateiramente pelas igrejas com o fim de perverter a sã doutrina na cabeça dos mal instruídos. Essa ação maligna é orquestrada pelo adversário, usando seus inúmeros secretários com o fim de trazer prejuízo e embaraço à causa do Reino. Dentre esses ensinos encontramos tanto à escravidão de usos e costumes, quanto o extremo oposto que é a liberdade associada à carnalidade. São extremos que devem ser evitados e combatidos com veemência dentro das comunidades. Deve prevalecer o equilíbrio!

Atentemos para o que deve balizar o nosso viver em comunhão: “Unidade no que é essencial; Liberdade no que não é; e Caridade para com todas as pessoas e suas percepções equivocadas”. Contudo, essa caridade não significa pactuar com falsos ensinos e as heresias vigentes. Tenhamos em mente que se o Senhor não abrir o nosso entendimento, de modo nenhum compreenderemos seus ensinos. A própria Palavra de Deus diz por meio do autor de Eclesiastes que “a moderação em tudo é boa”. Ensino reforçado pelo apóstolo Paulo em vários dos seus escritos. Quanta intemperança em nosso meio! Tenho ouvido muitas pessoas que apesar de terem sido alcançadas visivelmente pela Graça salvadora do Cristo, ainda permanecem miseravelmente infelizes. Elas vivem subjugadas por doutrinas manipuladas dolosamente pelos que querem aprisionar suas almas para si. Novamente chamo a atenção para a prudência dos crentes bereanos. Eles iam checar tudo que ouviam nas pregações para ver se as coisas se passavam realmente daquela forma. “Coisas espirituais se discernem espiritualmente”!

O que aprendemos aqui? Há os que transformam em libertinagem a Graça de Deus. O apóstolo Pedro em sua primeira epístola traz mais luz a essa questão dizendo: “Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus. No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante”. Diz ainda o apóstolo Paulo: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas me convém. Todas as coisas são lícitas, mas não me deixarei levar por nenhuma delas”! Livres dos grilhões do mundo com suas teias do engano podemos fazer a vontade de Deus! LIBERDADE NÃO É LIBERTINAGEM! Atentemos! Nadia Malta

 

sábado, 13 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR DIZ: SIGA-ME VOCÊ!

 O SENHOR DIZ: SIGA-ME VOCÊ!

“Quando Pedro o viu, perguntou: "Senhor, e quanto a ele”? Respondeu Jesus: "Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa? Siga-me você". João 21.21,22. 


Deixemos de vigiar a vida dos outros e atentemos para as nossas! Há duas coisas no texto que chamam a nossa atenção em particular: Primeira: A preocupação de Pedro em querer saber do que sucederia a João não porque realmente estivesse preocupado com ele, mas talvez por pura especulação ou curiosidade. Possivelmente ele esquecera que o Senhor conhece as intenções do nosso coração. Antes mesmo que a palavra nos chegue a boca; E Segunda: A resposta confrontadora dada por Jesus a Pedro repercute na vida de todos os curiosos de todas as épocas. Gosto particularmente dessa resposta dada pelo Senhor Jesus a Pedro em relação a João. Interessante ler todo relato para uma melhor compreensão da questão. O texto todo mostra a terceira aparição de Jesus aos discípulos depois de ressuscitado. Logo em seguida da pescaria que os discípulos apanharam cento e cinquenta e três grandes peixes, numero simbólico que representava a totalidade das nações conhecidas na época. Aquela pescaria apontava para o fato da necessidade de pescarmos os que são do Senhor em todas as nações.

Pedro é interrogado pelo Senhor. Ele liderava o colegiado apostólico e o Senhor o confronta para saber se verdadeiramente ele o amava. O diálogo é cheio de significado. Inclusive Jesus depois de mencionar de maneira cifrada o gênero de morte com o qual ele glorificaria o Senhor acrescenta: “Segue-me”! Quando Pedro se volta percebe que João os estava seguindo. “Quando Pedro o viu, perguntou: "Senhor, e quanto a ele”? Respondeu Jesus: "Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa? Siga-me você". É este o ponto de partida para a nossa meditação de hoje. Como somos parecidos com Pedro! O Senhor não nos comissionou para sermos fiscais ou auditores da vida ou ministério dos irmãos. O Senhor deseja que façamos a nossa parte. Que cuidemos do que nos foi confiado, não é da nossa conta se os outros fazem bem ou mal! Todos indistintamente daremos contas de nós mesmos a Deus! Naqueles dias a partir do que fora dito por Jesus e presenciado apenas por Pedro e João surgiu o boato de que João não morreria. Jesus não disse isso em nenhum momento. Assim imaginamos que um dos dois espalhou a fofoca. Quantas vezes vemos isso acontecer em nosso meio! Palavras mal interpretadas se tornam voz corrente.

O que aprendemos aqui? Deveríamos prestar mais atenção ao desempenho espiritual de uma vida: A nossa própria! Vivemos em um tempo de grandes escândalos nos meios eclesiásticos. O apóstolo Paulo aconselha: “Aquele que pensa estar de pé veja que não caia”! A minha mãe costumava usar uma advertência muito comum aos antigos que dizia assim: Cuidado na vida, não na dos outros, na sua própria! E o que fora dito a Pedro por Jesus também serve para nós. Diz o Senhor a cada um de nós: “O que lhe importa o outro? Siga-me você". O outro na perspectiva do que está fazendo de certo ou errado é assunto de Deus não nosso! Atentemos! Nadia Malta

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