sábado, 10 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE EM TUDO RENDAMOS GRAÇAS AO SENHOR!

 QUE EM TUDO RENDAMOS GRAÇAS AO SENHOR!

 O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei. O Senhor é a força do seu povo, o refúgio salvador do seu ungido. Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-o e exalta-o para sempre”. Sl. 28.7-9.                      


Aqui encontramos o salmista Davi mais uma vez numa situação difícil, pedindo socorro a Deus. A razão do problema que o levou a clamar ao Senhor é desconhecida, mas envolve pessoas ímpias, dissimuladas, que fingem ser amigas e na verdade procuravam arruiná-lo. Mudam-se os cenários e os protagonistas, mas o enredo continua o mesmo. Em nossos dias enfrentamos lutas sem conta com a impiedade que tem se tornado cada vez mais violenta, temos enfrentado também enfermidades graves e muitas perdas de entes queridos, além da violência sem limites! Nunca foi tão necessário manifestarmos uma confiança irrestrita em Deus! Os versículos lidos encerram o salmo onde Davi ensina a prática da oração paciente, já acompanhada de ações de graças. Façamos o mesmo! O Senhor ouviu as vozes súplices do salmista e ouvirá as nossas. Como filhos de Deus, precisamos aprender a seguir pedindo e agradecendo sempre. Esta parece ser uma prática daqueles que confiam no Senhor, tanto no passado como nos dias atuais. Temos falado muitas vezes sobre a fé e a esperança que devem andar juntas formando o que chamamos de confiança ou fé em ação. Os que confiam no Senhor não são envergonhados. Confiar no Senhor não significa apatia ou inação, mas a certeza que cada passo dado dever estar debaixo da vontade de Deus. Por isso que o salmista estimula seus leitores a já agradecer mesmo antes da vitória ser visível. Aprendamos a agir assim!

Por causa dessa esperança viva o apóstolo Paulo em Fp. 4.6,7 diz: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo porém, sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Algo tem nos chamado a atenção nos últimos tempos, cada vez que lemos a Palavra de Deus: A incidência de atitudes de ações de graças naqueles que experimentaram um agir efetivo de Deus em suas vidas, bem como, o impacto dessa gratidão no coração do Pai Celestial. Vivemos um tempo onde as pessoas se esquecem com muita facilidade dos agires de Deus nas horas difíceis. Não há palavra mais feia que ingratidão. Quando Jesus curou os dez leprosos, dos quais nove eram judeus, se admirou que só um estrangeiro (samaritano) tivesse voltado para agradecer - Lc.17.17. Rendamos, pois, graças a Deus em tudo! O salmista experimenta essa confiança viva no Senhor e encerra o salmo fazendo algumas descobertas. Vejamos: Primeira Descoberta: O Senhor é a sua força; Segunda Descoberta: O Senhor é o seu escudo; Terceira Descoberta: No Senhor Davi confia; Quarta Descoberta: Deus não fortaleceu apenas o salmista, mas é a força do seu povo escolhido; E Quinta Descoberta: O Senhor é o refúgio salvador do seu ungido.

Quantas vezes nos sentimos assim: Desanimados, sem combustível celestial para continuar as nossas lutas diárias? Em Deus somos fortalecidos para continuar a jornada. O Senhor tem sido a nossa força diante das demandas diárias! A proteção e a defesa que o salmista precisava vinha de Deus. Assim como o Senhor é a defesa e o esconderijo de todos os que o buscam em verdade. Há situações em que não nos resta saída nenhuma do ponto de vista humano, contudo, o Senhor é a porta, é a saída, é a possibilidade. Confiar é mais que simplesmente ter fé. É fé em ação, fé que espera. Fé que se move, que sustenta, que alimenta e dá conforto àquele que recorreu ao Senhor. Davi sabe que do Senhor virá o seu socorro, por isso ele se alegra e louva o seu nome. O Deus que agiu no passado age hoje. Busquemos ao Senhor. Não há o que temer. Estamos escondidos em Cristo. O que aprendemos aqui? Não importa o tamanho da situação que nos aflige. O Senhor sempre socorre os que nEle se refugiam. Rendamos graças ao Senhor! O Senhor é força, escudo e refúgio dos seus escolhidos. Rendamos graças ao Senhor! Os inimigos estão sempre ao derredor nas mais diversas formas esperando a nossa queda. Busquemos o Senhor, confiemos e esperemos nEle. Rendamos graças ao Senhor! O Senhor é especialista em fazer caminhos nas piores  tormentas e transformar lamento em júbilo. Rendamos, pois,  graças ao Senhor! Nadia Malta

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SOMOS O QUE SOMOS POR PURA GRAÇA DE DEUS!

 SOMOS O QUE SOMOS POR PURA GRAÇA DE DEUS!

Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.I Co 1.26-31. 


O texto em apreço procura chamar a atenção dos coríntios quanto à verdadeira vocação dos cristãos e aos critérios e padrões de Deus. Enquanto o mundo atenta para os sábios, para os de alta posição social e financeira, nada disso tem importância para Cristo. Ele nos escolhe e capacita por pura Graça (seu favor imerecido). O mais incrível é que os métodos, critérios e valores de Cristo confundem os mais proeminentes do ponto de vista do mundo. É comum hoje o culto a personalidades, mesmo no meio cristão, há os que se acham melhores, mais preparados. Percebemos que esta sempre foi uma inclinação antiga. Jesus não pode sair do foco de nossa visão e Ele não divide a sua glória com ninguém. Os coríntios eram jactanciosos, vaidosos. No entanto, a vanglória pessoal não está no rol dos propósitos do Evangelho da Graça. Deus não se impressiona com as nossas exterioridades, nem com todos os títulos acadêmicos que possamos ter. O próprio texto revela que não foram muitos, os chamados dentre os poderosos e de nobre nascimento. Na verdade, foram bem poucos aqueles, que tinham uma cultura respeitável ou uma situação financeira privilegiada. A começar pelo próprio colegiado apostólico formado em sua maioria por homens incultos. O Senhor sempre teve uma predileção toda especial por aqueles que eram considerados imprestáveis e rejeitados pelo mundo. É assim que Deus faz: Confunde os critérios e os valores dos homens.

 

O apóstolo Paulo procura lembrar seus leitores em Corinto, que eles foram alcançados por pura Graça de Deus (seu favor imerecido, repito), não por méritos próprios. Eles não poderiam esquecer que foram chamados por Deus apesar deles; Eles não poderiam esquecer que apesar deles, Deus os usaria para a sua excelsa glória; E Eles também não poderiam se esquecer de trazer à memória tudo que receberam de Deus! Havia naquela época uma tendência na igreja de Corinto a partidarismos e de culto a personalidades, semelhante ao que acontece hoje, aliás, essa postura tem feito escola através dos séculos, o que é lamentável sob todos os aspectos!  A vocação e identidade do escolhido de Deus é ser vaso, para ser usado quando e como Ele quer. O próprio Paulo é um exemplo de alguém que mesmo tendo sido um luminar dentro do judaísmo, não se envergonhava de ter perdido tudo por amor a Cristo. Deus escolheu propositalmente as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios. Ele escolheu as coisas fracas para envergonhar as fortes. Os que receberam a Cristo como Senhor e Salvador e tiveram seus corações regenerados pelo Espírito de Deus, também foram capacitados para a sua obra. Cada um permaneça na vocação a que foi chamado por Deus. Cada um tem um papel único no reino de Deus. Cada um de nós é precioso para Deus porque foi chamado para glorificá-lo através da nossa vocação que é ser instrumento em suas mãos.

 

 O que aprendemos aqui? A maior das vocações do servo de Deus é ser instrumento em suas mãos. O instrumento é um agente mecânico na execução de qualquer trabalho e precisa de uma mão que o utilize. Na oficina de Deus tem o instrumento certo para cada tipo de obra a realizar. Portanto, nos alegremos em sermos instrumentos e canais nas mãos do nosso Deus. O instrumento não tem vontade própria, ele se deixa usar pelas mãos que o maneja. Assim, que não nos  super valorizemos como instrumentos. Ao Senhor toda honra e toda glória! E nos lembremos: O critério de escolha de Deus é diferente do homem. Ele usa as coisas loucas, fracas, humildes e desprezíveis para envergonhar os sábios e os fortes, e para reduzir a nada os que pensam ser grande coisa! Atentemos!  Toda honra e toda glória ao Senhor, somente! Nadia Malta

 

 

 

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE CRESCIMENTO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO DE DEUS!!

 TEMPO DE CRESCIMENTO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO DE DEUS!!

https://youtu.be/hDcIxPdbDU0

Sem mais, irmãos, despeço-me de vocês! Procurem aperfeiçoar-se, exortem-se mutuamente, tenham um só pensamento, vivam em paz. E o Deus de amor e paz estará com vocês”. II Coríntios 13.11.                                                


O texto lido apresenta, na verdade as palavras de despedida do apóstolo Paulo aos cristãos de Corinto, chamando-os a um viver coerente com a Palavra de Deus! Paulo aproveita a oportunidade para trazer conselhos oportunos àqueles irmãos, visto que a igreja passava por muitos problemas, especialmente de ordem relacional e moral. Havia discórdias entre irmãos, divisões, disputas dentre outras coisas. No versículo 5 deste capítulo o apóstolo Paulo diz: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não, é que já estais reprovados”. Palavras duras, mas extremamente oportunas também para o tempo de hoje. Paulo aconselha que aqueles irmãos amadureçam na fé. Que todos nós possamos crescer na graça e no conhecimento de Deus! É tempo de amadurecermos! Muitos que já deveriam ser mestres continuavam tanto naqueles dias, quanto hoje precisando de leite espiritual. Até quando seremos meninos na fé? Jesus está às portas! Estamos todos carecidos de um “supletivo” espiritual para resgatar o tempo perdido com nosso “igrejismo” árido e  infrutífero. A igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores. Aqui nenhum de nós está pronto! Estamos todos em obras! Que sejamos alunos aplicados!

Os que possuem a fé salvífica têm o Espírito Santo e produzem frutos dignos de arrependimento. Esses foram regenerados, nasceram de novo. Tornaram-se novas criaturas, contudo, nem todos que estão arrolados no rol de membros da igreja visível fazem parte da verdadeira igreja de Cristo! Quando leio uma palavra como esta, estremeço.  Tremo e temo ao olhar as posturas de muitos ditos cristãos que povoam nossos dias. Definitivamente a terra não é nosso lugar. As palavras para descrever nossos dias são perplexidade, assombro! A insensibilidade espiritual de muitos dos que lotam os templos em busca de bênçãos materiais é notória! Esses ouvem a Palavra e continuam seguindo suas inclinações malignas! Isso mostra que nunca nasceram de novo de fato! O que é lamentável sob todos os aspectos! E como diz o apóstolo no versículo já citado: “Se não, é que já estais reprovados!”. Misericórdia! Busquemos um avivamento real! Que possamos despertar para um caminhar de modo digno do Senhor nas mínimas coisas. A luta pessoal para não voltarmos às velhas práticas é grande e contínua. Nunca foi tão imperioso que os cristãos façam a diferença neste mundo árido. A aridez mundial é perceptível em várias áreas: Na moral, na ética, nos costumes, na espiritualidade, no senso de valores, na permissividade sem limites. Precisamos clamar por um aguaceiro do céu que remova tudo que não procede de Deus! Contudo, temos visto com assombro acontecer um temporal cada vez mais intenso  de desonestidade, de intemperança, de malignidade nunca vistas.

Atentemos para os conselhos do apóstolo Paulo. Ele se despede dando quatro conselhos imperiosos aos seus leitores. Vejamos: Primeiro Conselho: “Aperfeiçoai-vos”; Segundo Conselho: “Consolai-vos”; Terceiro Conselho: “Sede do mesmo parecer” (Andai em unidade); E Quarto Conselho: “Vivei em paz!”. O que o texto nos ensina? O povo de Deus precisa fazer a diferença no mundo árido, precisa ser sal, luz e perfume. Mesmo que ninguém conhecido esteja nos vendo, somos observados por homens e por anjos, tanto eleitos quanto caídos e esses últimos são a grande torcida contra esperando a nossa queda!  A obediência aos conselhos paulinos de buscar o amadurecimento espiritual, de consolar uns aos outros, de andar em unidade e viver em paz em todas as circunstâncias, nos leva a consequência ou ao desfrute da promessa de Deus que diz: “E o Deus de amor e de paz estará convosco”. Deixo uma pergunta retórica: Quem somos nós quando ninguém conhecido humanamente falando está vendo? Nadia Malta

 

 

 

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