domingo, 9 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ CREIAMOS NO CRISTO E FAÇAMOS A SUA OBRA ENQUANTO ESTAMOS AQUI!

 CREIAMOS NO CRISTO E FAÇAMOS A SUA OBRA ENQUANTO ESTAMOS AQUI!

Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado”. João 6.28,29.                                                                   


Reflitamos sobre o relacionamento que devemos ter com o Cristo. O capítulo todo é muito rico e daria uma infinidade de mensagens. Aqui Jesus multiplica poucos pães e peixes para alimentar uma multidão. Anda por sobre o mar. Ele ministra sobre o fato de ser Ele o verdadeiro pão que desceu do céu. E ainda enfrenta a murmuração dos judeus e o abandono de alguns dos discípulos. Todos os acontecimentos do capítulo não fogem ao padrão didático de Jesus. Tudo para Ele era motivo de ensino e edificação aos seus ouvintes. Tudo de maneira muito prática. O que nos faz crer que hoje é diferente? Estejamos atentos aos seus ensinos no meio dos acontecimentos que nos cercam! Nada é aleatório na vida de um cristão, nem foge ao controle de Deus! Olhemos para o título do texto citado! O que podemos aprender aqui? As explicações de Jesus aos seus ouvintes eram de certo modo inquietantes. O homem natural não está preparado para ouvir coisas espirituais. Muitos se escandalizaram com suas explicações ao ponto de o abandonarem. Só quem tem ouvidos treinados conseguem discernir as coisas do Espírito Santo. Já reparou que Jesus nunca responde de maneira direta? Mas as suas respostas levam a pensar!

O Senhor não propõe uma religiosidade de fachada, mas algo relacional, visceral. O cristianismo é experiencial, experimental não um conjunto de regras meramente teórico a serem seguidas. Quando se pensa em realizar a obra de Deus imediatamente vem à nossa mente atos humanitários de caridade e até mesmo evangelismo. Contudo, pelo que acabamos de ouvir do Senhor estas coisas são consequências de um crer consciente Naquele que foi enviado pelo Senhor. Esse crer pressupõe uma entrega obediente, leal e absoluta de todo o ser ao senhorio do Cristo. Essa entrega não acontece por simples iniciativa do homem. Os judeus religiosos daqueles dias o criticaram e Jesus responde dizendo: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia”. Somos escolhidos e vivificados para que o possamos receber. Jesus é o nosso Salvador, mas é também o nosso Senhor. O controle soberano de nossa vida está em suas excelsas mãos. Ele nos comprou com preço de sangue. Somos Dele, ovelhas do seu pastoreio. Ninguém poderá nos arrebatar de Suas mãos. Ele disse: “Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei”. Esses santos e irrepreensíveis são chamados para fazer a obra de Deus. Assim testemunhar da fé no Cristo não é o que dizemos. É o que somos. É o mínimo que os que creem Nele podem fazer.

Jesus é a carne e o pão do céu. Comer da sua carne e beber do seu sangue dá vida eterna. Claro que a expressão aqui tem uma conotação espiritual. A carne crucificada de Cristo é o nosso verdadeiro alimento e o seu sangue derramado em nosso lugar foi para nos lavar de todo o pecado e nos purificar de toda injustiça. Hoje participamos desse banquete que é a Ceia do Senhor, este sermão dramatizado que anuncia a morte do Senhor até que Ele venha! Ninguém pode entender esta verdade eterna, senão pelo Espírito Santo. Por isso muitos judeus daqueles dias disseram: “Duro é esse discurso, quem o pode suportar?”. Muitos que eram discípulos o abandonaram. Jesus, então, se volta para os doze e pergunta se eles também não querem ir. Ao que Pedro responde: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna”. O que apendemos aqui? CREIAMOS NAQUELE QUE POR DEUS FOI ENVIADO, Jesus!  E a partir desse crer confiante testemunhamos, então, e se preciso com palavras! Nadia Malta

 

sábado, 8 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS PARA A DURA E EFICAZ PEDAGOGIA DA TEMPESTADE!

 ATENTEMOS PARA A DURA E EFICAZ PEDAGOGIA DA TEMPESTADE!

Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem”. Marcos 4.35. 


Quantas vezes intimamente já não nos surpreendemos com situações que nos tiram o chão e o fôlego!? As tempestades dos últimos tempos são muitas e nos parecem devastadoras. Às vezes nos sentimos desabrigados, desamparados, sozinhos no meio do temporal, prestes a perecer. Como diz a letra do velho hino: “As ondas nos dão pavor!”. E Jesus parece calmamente dormir no fundo dos nossos barcos como se não se importasse com a nossa aflição! Na verdade, a nossa humanidade nessas horas parece sofrer de amnésia e não consegue lembrar às vezes sem conta em que Ele surgiu no meio dos nossos temporais e ordenou as ondas e aos ventos que se acalmassem! Quando estamos de fora das dificuldades tendemos a criticar os que duvidaram, os que se inquietaram. Neste episódio, por exemplo, os discípulos haviam recebido uma convocação do Mestre para atravessarem o Lago de Quinerete ou Tiberíades, também chamado de Mar da Galileia.

Jesus não os estava chamado para um passeio turístico, já falamos sobre isto outras vezes, o Senhor na verdade queria ministrar uma das mais preciosas lições daquilo que eles enfrentariam na vida prática. É a Pedagogia da Tempestade. Por que Jesus escolheu exatamente aquele lago tão sujeito às tempestades de vento vindas dos montes ao seu redor? Arrisco uma resposta: Exatamente por isto! Seguir a Cristo não nos isenta de atravessar mares bravios com ventos impetuosos e ondas assustadoras. Muito pelo contrário, a certeza de Jesus no barco é que faz a diferença para nós. Fazer a travessia na certeza de que Ele está conosco faz toda a diferença. Só não podemos perder isto de vista!

Lembro-me de minha mãe outra vez. Ela costumava dizer: “Quero ver o bom, no ruim!”. Ou seja, quando tudo nos vai bem destilamos uma teologia apenas teórica, cheia de açúcar, mas não experiencial. Mas é exatamente quando os ventos sopram com fúria e as ondas se levantam assustadoras que descobrimos aquilo que introjetamos em termos de aprendizado teológico. Jesus nos quer na outra margem. O que aprendemos aqui? Precisamos atravessar o lago da superficialidade espiritual mesmo que isto nos custe enfrentar ondas e ventos.  O aparente sono de Jesus não significa inação, mas observação do quanto já aprendemos dEle. Quanto às ondas e os ventos? Aquietemo-nos, eles continuam obedecendo ao Senhor! Nadia Malta

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ JESUS, ALEGRIA PERENE!

 JESUS, ALEGRIA PERENE!

Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente!”. Salmo 16.11.               


Este salmo messiânico de Davi é um hino exaltando a majestade do Senhor e apresentando os sinais do verdadeiro crente. As palavras do salmista aqui nos trazem alento ao coração no meio de tudo que nos cerca. Aqueles que trocam o Senhor por outros deuses sofrerão muitas penas. E penas eternas! Já o cristão ainda que atravesse vales e desertos abrasadores neste mundo caído, ele sabe o que o espera, uma eternidade de delícias perpetuamente na presença do Eterno e Soberano Senhor. A nossa tribulação é breve e momentânea, mas a nossa alegria é perene. A tristeza do cristão dura o tempo fugaz de uma vida terrena. Este salmo deve ser visto à luz da vitória de Cristo sobre a morte. O Senhor é o nosso Salvador. É o que nos conduz em triunfo em meio às nossas lutas. Ele venceu para que pudéssemos vencer. Outro bem não possuímos a não ser o Senhor. Exaltemos o Seu Glorioso, soberano e Excelso Nome!

O Senhor é o nosso arrimo como diz tão apropriadamente o salmista. Os verdadeiros santos experimentam o conselho e a direção do Senhor até quando dormem. O Senhor os faz ver os caminhos da Vida. Esses atinam com os caminhos dos preceitos do Senhor e podem meditar nas suas maravilhas como diz o salmista. Embora as palavras aqui se apliquem ao Cristo, somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. O apóstolo Paulo falando aos coríntios diz: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem”.  Ele ressuscitou para que ressuscitemos e assim experimentemos a plenitude da verdadeira e perene alegria da presença do Senhor, assim como delicias perpetuamente, repito! Ansiemos por aquele dia glorioso quando o veremos face a face. Já não nos lembraremos das coisas antigas. Não haverá mais dor nem pranto. Só a alegria do Senhor!

O coração se entristece por ver tantos em busca do extravasamento de suas inclinações, para com isto sentir uma falsa sensação de alegria. Multidões se arrastam movidas a bebidas fortes e drogas de toda espécie para sentir uma momentânea e fugaz alegria. Sensação que tem um altíssimo custo, a ressaca do dia seguinte. Ressaca moral, física e espiritual. Lembrei-me agora da letra do velho hino que diz: “Eis que milhões que em trevas tão medonhas jazem perdidos sem o Salvador! Oh! Quem irá as Novas proclamando que Deus em Cristo salva o pecador?”. Eis uma boa pergunta. Quem se habilita a responder? O que aprendemos aqui? Toda a nossa tristeza momentânea vai passar. Estaremos para sempre com o Senhor. Clamemos, então, pelos que não conhecem a verdadeira alegria e anunciemos Aquele que a pode conceder, Jesus o Cristo de Deus! Nadia Malta

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