sábado, 7 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/DESAFIADOS A SERMOS UM ALELUIA DA CABEÇA AOS PÉS!

 DESAFIADOS A SERMOS UM ALELUIA DA CABEÇA AOS PÉS!

“Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada”. Hebreus 13.15,16. 


Ao contrário do que muitos imaginam aqui não se trata de cantar hinos como uma forma de ascetismo, ou sacrifício, mas um oferecer-se a si mesmo em louvor e adoração ao Senhor em atos concretos de amor. E isto nós fazemos servindo aos outros. Outro dia tomei conhecimento da história linda de uma irmã cujo filho estava no hospital entre a vida e a morte, estado gravíssimo e ali ela, mesmo em meio à sua dor, aproveitava para ajudar as outras crianças igualmente internadas e levar consolação para as demais mães na mesma situação. A ação daquela mulher era o fruto visível dos seus lábios que confessava o nome do Senhor. Ela repartia com as outras mulheres aquilo que tinha. Aquela mulher era “um aleluia da cabeça aos pés”! Como tão bem disse Agostinho de Hipona. Quais as instruções do texto? Oferecer sempre ao Senhor por meio de Jesus, sacrifício de louvor; E Esse sacrifício é algo voltado para o outro. Faz-nos sair da nossa zona de conforto e acudir o outro.

Que possamos sair da nossa zona de conforto e levar alento para os sofredores à nossa volta! Será que temos sido esse louvor andante? As pessoas são tão ensimesmadas. Estão tão aprisionadas em seus próprios sofrimentos que têm dificuldade de sair da sua própria dor e ter compaixão da dor do outro.  Definitivamente não é fácil ser cristão nesta terra de contradições, de inadequações e incoerências. Contudo, foi precisamente para isto que fomos alcançados e deixados no mundo para fazer a diferença. Em sua oração sacerdotal, Jesus pede ao Pai “não que nos tire do mundo, mas que nos livre do mal”! A presença dos verdadeiros cristãos ainda na terra é um ato da bondade e longanimidade de Deus. Fomos deixados como cartas vivas, como luz, como sal e perfume! Cumprir esse papel bendito é entoar um cântico vivo ao Senhor com as nossas vidas, mesmo em meio às nossas agonias, apesar das circunstancias. 

Parece que nas horas mais aflitivas é que somos instados a nos doar. É o amor ágape ou o amor caridade. Não a caridade de simplesmente doar coisas, mas a caridade de nos doar a nós mesmos. Tudo é treinamento de Papai.  Doloroso, mas treinamento. Esse tipo de sacrifício é o que sobe às narinas de Deus como incenso de aroma suave e agradável. O que aprendemos aqui? Que repartamos com os outros aquilo que temos recebido tão graciosamente: Amor, socorro, misericórdia, graça, atenção e tudo o mais que o nosso próximo, porventura possa precisar. A recompensa? Vem do Senhor! Atentemos! Nadia Malta

sexta-feira, 6 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/VOLTEMOS AO SENHOR, ENQUANTO HÁ TEMPO!

 VOLTEMOS AO SENHOR, ENQUANTO HÁ TEMPO!

“Se voltares, ó Israel, diz o SENHOR, volta para mim; e se tirares as tuas abominações de diante de mim, não andarás mais vagueando. Jeremias 4.1.


O versículo citado faz parte de um contexto maior que se inicia no versículo quatorze do capítulo anterior deste livro profético. Há aqui uma severa exortação para que o povo se volte para Deus em arrependimento sincero de coração. Os dias do cativeiro foram dias de muita dor e sofrimento. O povo que havia voltado às costas para o Senhor acaba enfrentando toda sorte de flagelos, andou vagueando por setenta anos. Fome extrema, ao ponto de se cometer até atos de canibalismo, nudez, orfandade, perda de filhos, dentre outros. O pecado tira a visão de Deus, e faz separação entre Ele e seu povo amado. Babilônia não é nosso lugar! Ouvimos sempre as pessoas usarem expressões como: “Tenho saudades de Deus!”. Contudo, nunca imaginamos que o Senhor possa também sentir saudades dos seus filhos ingratos, que deliberadamente se afastam de sua presença trocando-o pela sedução do mundo com todo seu o leque de ofertas tentadoras! Por ocasião do cativeiro de Babilônia, o Senhor usou vários profetas para exortarem com palavras de amor vindas de sua parte. Dentre eles, o profeta Jeremias, também chamado de profeta chorão. Tal o tom lamentoso dos seus escritos.

Deus é amor, mas se ira também. É misericórdia, mas é justiça também. Ele protege os seus como um muro de fogo ao redor. Ele diz por meio de seu profeta Zacarias: “E eu mesmo serei para ela um muro de fogo ao seu redor’, declara o Senhor, ‘e dentro dela serei a sua glória!”. Ele é bondade, mas severidade e dele não se zomba! O autor de Eclesiastes adverte: “Quem cava um poço cairá nele; quem derruba um muro será picado por uma cobra”. Sim, saímos fazendo rombos e até derrubando o nosso muro de proteção, depois nos queixamos das serpentes que encontramos lá fora! Ouvi outro dia uma um pensamento interessante em forma de pergunta, que dizia assim: “Por que culpar o vento se deixamos as janelas abertas?”. Exatamente! Escolhas, sejam elas boas ou más trazem à reboque consequências. Arquemos com elas e não culpemos Deus ou quem quer que seja por aquilo que deliberadamente escolhemos fazer!

O Senhor nos alcançou com a sua graça, nos resgatou do reino das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. Perdoou os nossos pecados e apagou as nossas transgressões pelo sangue de Jesus. Ele nos tem alimentado com o Pão mais fino e precioso que é a sua Palavra. Ele próprio por meio do seu Santo Espírito veio fazer morada em nós. E tem se colocado como um muro de fogo ao nosso redor. É muito amor envolvido! Mas temos desdenhado! Durante os séculos, o povo de Deus tem provocado o seu zelo amoroso. O que aprendemos aqui? O versículo citado é um lamento de Deus com saudades do seu povo escolhido! Ele tantas vezes o atraiu com cordas de amor, mas pode fazer isto com severidade! Ele fala em sussurros, mas pode falar através do megafone das aflições! Quantos estragos nas vidas de quem rompeu esse muro, para buscar os prazeres do mundo!  Ele recomenda: “Buscai-me e vivei!”. Deus tem sentido saudades de muitos! Não provoquemos a saudade de Deus, pois Ele usará de todos os recursos para ter seus filhos de volta! Ele não permitirá que nenhum dos seus filhos se perca! Tempo de retirar as nossas abominações de diante do Senhor e voltarmos a Ele! Nadia Malta

quinta-feira, 5 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/CONFIEMOS, A VERDADEIRA ALEGRIA VIRÁ PELA MANHÃ E AMANHECERÁ!

 CONFIEMOS, A VERDADEIRA ALEGRIA VIRÁ PELA MANHÃ E AMANHECERÁ!

https://youtu.be/Taxjw-V2xSw

Cantem louvores ao Senhor, vocês, os seus fiéis; louvem o seu santo nome. Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”. Salmos 30.4,5. 


Este salmo todo é um cântico de ações de graças pela libertação da morte. Na verdade, este deve ser sempre motivo de gratidão ao Senhor, sobretudo, em tempos modernos quando os perigos nos cercam de todos os lados. Naqueles dias o rei salmista enfrentou muitos inimigos que o assolavam. Ele experimentou também, semelhante a nós, muitas sensações internas que o levaram a grandes angustias: Medos, apreensões, tristezas profundas, rejeição, dentre outras. E quando lemos um relato desses, nos identificamos com as experiências vividas! Percebemos aqui o cuidado de Deus ao permitir o registro daquilo que foi vivenciado pelos seus servos do passado, para que fôssemos edificados e encorajados. Estamos todos carecidos de renovo! As lutas têm sido muitas e cada vez mais intensas, tanto pessoalmente como em termos de mundo! Tudo à nossa volta parece viver uma crise sem fim! Assustador sob todos os aspectos! Nunca foi tão imperioso tirarmos o olhar da crise e colocá-lo em Cristo! Só o Senhor, a Graça viva de Deus pode trazer paz aos nossos corações dilacerados pela realidade à nossa volta! Olhemos para a experiência do salmista e nos deixemos ministrar!

A experiência do salmista pode ser assim dividida: Primeiro: O salmista louva o Senhor por sua bondade que o livra e cura; Segundo: O salmista confessa seu pecado de autossuficiência; Terceiro: O salmista apresenta sua súplica; e Quarto: O salmista apresenta seu testemunho! Quantas vezes sentimos uma angustia de morte ao ponto de quase sucumbirmos! Contudo, Deus nos acode. Ele nos estende a sua poderosa mão que nos iça daquele abismo profundo nos resgatando da morte iminente. Muitos de nós temos experimentado um tempo indizível de choro copioso. São tantos os sobressaltos! São perdas irreparáveis e depressões esmagadoras. Os inimigos que nos perseguem muitas vezes estão na nossa própria casa, no meio da nossa parentela.  Como conviver com isto e manter a sanidade? Se não fora o Senhor que tem estado ao nosso lado já teríamos sido engolidos vivos, como diz em outro momento o salmista. Jesus também nos alerta acerca disso dizendo: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!”. Viver neste mundo é peregrinar em um deserto abrasador com raros momentos de oásis. Aqui enfrentamos toda sorte de aflições e dificuldades, mas o Senhor promete livramento de tudo isso. Estamos indo pra casa e lá descansaremos! Há uma promessa gloriosa do Senhor em Apocalipse que nos aquece o coração nas horas de pranto e dor: “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou".

Nos versículos citados no inicio o salmista conclama os fiéis a louvarem o Senhor. E ele diz a razão desse cântico de vitória: “Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”. Sim, amanhecerá para nós. Mesmo que a noite escura da alma pareça demasiado prolongada, amanhecerá! Aleluia! O que nos acalenta é saber que todo o pranto cessará e a alegria virá, pois amanhecerá para nós! O que o salmista nos ensina aqui? Precisamos reconhecer mais a bondade e a fidelidade de Deus, assim como manifestar a nossa gratidão a Ele. Precisamos reaprender a reconhecer e confessar os nossos pecados. Apresentemos diante do Senhor a nossa súplica. Sejamos verdadeiros e gratos ao fazer isto. Testemunhemos mais sobre os feitos de Deus. Nadia Malta

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