terça-feira, 28 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEM FALTADO REVERENCIA DIANTE DO ETERNO E DISPONIBILIDADE PARA A SUA OBRA!

 TEM FALTADO REVERENCIA DIANTE DO ETERNO E DISPONIBILIDADE PARA A SUA OBRA!

No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim”. Isaías 6.1-8. 


O contexto todo vai até o versículo 13 e descreve o momento do chamado ministerial do profeta Isaías. Esse chamado foi marcado por dois acontecimentos que abalaram profundamente a estrutura emocional e espiritual daquele homem de Deus: A morte do Rei Uzias e uma tremenda visão do Trono de Deus. A partir daqueles dois acontecimentos, Isaías nunca mais foi o mesmo. O Rei Uzias de Judá foi um dos maiores líderes daquele povo; depois de um longo reinado de 52 anos, ao partir desta terra, deixou no profeta e em toda a nação um sentimento de profundo pesar e orfandade. Foi exatamente ali, naquele momento desolador na vida de Isaías que o Senhor escolheu para se manifestar a ele, mostrando-lhe a sua glória e majestade. Um rei humano deixava seu trono terreno, mas o Rei dos Reis continua assentado num Alto e Sublime Trono pelos séculos dos séculos, no controle absoluto de todas as coisas. Uzias começou a reinar com 16 anos e reinou 52 anos em Judá. Ele fez o que era reto diante de Deus. A certa altura do reinado de Uzias, tendo ele se fortificado; exaltou-se o seu coração para sua própria ruína e cometeu transgressão contra o Senhor, abusando de sua própria autoridade quis queimar incenso no lugar dos sacerdotes, o que era proibido. O Senhor o feriu com lepra até o dia de sua morte. Mesmo assim era amado por todo o reino de Judá, porque era um grande líder. Involuntariamente, estabeleceu-se uma relação de profunda dependência da figura paternal de Uzias.

Muitos homens e mulheres em todas as épocas tiveram o privilégio de ter gloriosas visões de Deus. Há uma característica comum entre eles: eles nunca mais foram os mesmos. Esses homens e mulheres foram visitados pelo sobrenatural de Deus, porque tinham uma outra característica comum: eram pessoas de busca; eles ansiavam por Deus. O Senhor os visitou por isso. No ano da morte do rei Uzias, Isaias teve uma grande visão de Deus que o despertou para quatro áreas específicas. Vejamos: Para a Santidade e glória de Deus; Para seu próprio pecado; Para sua purificação; E Para seu serviço. A ideia básica de Santidade é separação; ou seja, Deus está separado e acima da sua criação. Deus é infinitamente grande e absolutamente santo; por isso que nosso pecado sempre irá ofendê-lo; nossas mentiras; nossas atitudes dolosas; nossas atitudes imorais; nossas posturas impuras; nossas palavras frívolas; nossas rebeliões; nossos melindres; e tudo o mais que procede de nosso coração pecaminoso. O grande problema quando não contemplamos a santidade de Deus, é que nos tornamos cínicos e complacentes com os nossos próprios pecados. Quando Deus quer mostrar a sua própria glória e santidade somos confrontados com os nossos próprios pecados. A santidade de Deus avulta de forma contundente a nossa pecaminosidade.

Quando nos arrependemos, confessamos e abandonamos os nossos pecados, os agentes purificadores de Deus entram em ação. Passamos por um batismo de fogo, para que à semelhança do ouro sejamos purificados. Essa ação de Deus sobre nós traz uma profunda certeza de que fomos purificados, perdoados; passamos a nos sentir leves. Aqui há uma mudança radical de natureza, não apenas de comportamento. Pecado confessado debaixo de arrependimento é pecado perdoado, pecado perdoado é pecado apagado. Depois de sermos purificados, Deus nos chama através de inúmeros instrumentos para o seu serviço e espera de nós respostas. Deus quer pessoas que se disponham para Ele. Não para fazer o que querem, mas para fazer o que Ele quer. Às vezes achamos que temos um dom e não queremos fazer outras coisas para Deus; na verdade essas “outras coisas” aparentemente insignificantes são preparações de Deus para algo maior que Ele tem para nós. O que aprendemos aqui?  Precisamos buscar a presença viva do Senhor e nos submeter à sua santidade e glória. Precisamos reconhecer, nos arrepender, confessar e abandonar nossos pecados e isso todos os dias, porque pecamos diariamente. Precisamos ser purificados pelo Senhor.  Precisamos nos dispor para Deus e sua obra, aonde quer que Ele deseje que trabalhemos; a obra é dEle e Ele capacita seus escolhidos. Reflitamos! Nadia Malta.

 

 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/NÃO NOS CONFORMEMOS AO MUNDO PARA QUE NÃO SEJAMOS ABALADOS!

 NÃO NOS CONFORMEMOS AO MUNDO PARA QUE NÃO SEJAMOS ABALADOS!

 Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?  O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;  o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado”.  Salmo. 15.                                                                       


 Aqui o salmista responde as seguintes perguntas: Que tipo de pessoa desfruta da presença do Senhor e tem intima comunhão com Ele? Como reconhecemos um cidadão do céu? Aqui encontramos uma radiografia do verdadeiro cidadão do céu, daquele que embora esteja no mundo tem a firme convicção que não pertence a ele. O CIDADÃO DO CÉU é antes de tudo um eterno inconformado com o presente século. Ele é sal, é perfume e luz nas trevas. Este salmo suscita outras indagações igualmente pertinentes como: “Será que nasci de novo?”; “Que mudanças reais se operaram em mim?”; “Meu testemunho tem apresentado Cristo às pessoas?”; “Será que abandonei verdadeiramente as velhas convicções espirituais ou tenho servido a dois senhores?”; “Tenho interferido positivamente onde estou plantado?”. Quanto mais empreendemos essa jornada de fé, mais se faz necessário um autoexame diário de nossos pensamentos, atos e palavras. Confessar nossos pecados e abandoná-los um a um é o grande desafio à nossa frente, para nos apresentarmos diante do Senhor aprovados. Nada pode ser mais trágico para um servo do que perder a comunhão com o Senhor. Perder a comunhão com o Senhor é perder tudo! O inimigo de nossas almas é astuto e planeja de todas as formas nos derrubar de nossa posição em Cristo. Podemos ser chamados da terra a qualquer momento! Esse encontro pode ser iminente, nunca saberemos quando seremos chamados de volta para casa!

 As palavras do salmista aqui são claríssimas e nos levam, sobretudo, a uma meditação profunda sobre a nossa própria vida. A nenhum de nós foi autorizado à prática do julgamento, mas podemos discernir, pois pelo fruto se conhece a árvore. Segundo o raciocínio pormenorizado do salmista vejamos o que caracteriza o cidadão do céu (Aquele que habitará no Tabernáculo do Senhor e morará no seu Santo Monte): Primeiro: Ele vive em integridade e pratica a justiça; Segundo: Ele de coração fala a verdade; Terceiro: Ele não difama com a sua língua, não é crítico, nem melindroso; Quarto: Ele não faz mal ao próximo; Quinto: Ele não lança injúria contra o seu vizinho; Sexto: Ele tem por desprezível o réprobo, o perverso; Sétimo: Ele honra os que temem ao Senhor; Oitavo: Ele mantém a sua palavra mesmo com dano próprio; E Nono: Ele não empresta o seu dinheiro visando lucro, nem aceita suborno contra o inocente. Alguém que está em Cristo, que teve seu espírito recriado pelo Espírito de Deus não tem dois pesos e duas medidas.  Este cidadão do Céu não se conforma com o presente século, ele tem consciência plena de sua condição de peregrino e forasteiro nesse mundo. O cidadão do céu é compulsivo pela verdade, porque ele sabe que a Verdade é uma pessoa: CRISTO. Ele se veste dela como se fosse um cinturão. O cidadão do céu tem temor de Deus e não abre seus lábios dolosamente. Se não tivermos algo positivo para falar, então permaneçamos calados. A vereda do cidadão do céu vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito!

 O que o texto nos ensina sobre o cidadão do céu? Ele é integro e pratica a justiça. Ele fala a verdade, tem uma palavra só e tem uma língua consagrada ao Senhor, não a usa para o mal. Ele se preocupa com o próximo, não lhe faz mal, nem se associa com os perversos e não tira proveito de empréstimos ilícitos para se beneficiar. Ele honra os que temem ao Senhor. Por que o cidadão do céu se empenha nessas práticas? Ele não se empenha, ele simplesmente nasceu de novo, foi transformado por Deus. Ele não precisa mostrar que é espiritual, ele é espiritual. A comunhão com o Senhor é testificada no viver diário, aonde quer que ele esteja. Reflitamos! Nadia Malta

 

 

domingo, 26 de julho de 2026

Meditação/Nadia Malta/SIM, CONFIEMOS NA SUFICIENCIA DO CRISTO!

 SIM, CONFIEMOS NA SUFICIENCIA DO  CRISTO! 

https://youtu.be/PLdAn0cWkWc

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória”. Ef 1.3-14                                                        


O texto lido é considerado o maior período da Bíblia. E é fácil descobrir o porquê. Aqui nós temos a impressão de que o apóstolo Paulo em virtude da revelação da obra perfeita e completa de Cristo é tomado por um êxtase e perplexo, começa a falar sem parar nem para tomar fôlego. Ele quer contar logo o que descobrira, ou seja, o sacrifício do Calvário redunda em todas as bênçãos espirituais concedidas por Deus nas regiões celestiais em Cristo.  É preocupante a tendência nos meios cristãos de uma maneira geral de anunciar bênçãos materiais como meio de arrebanhar seguidores. Ou ainda, a supervalorização dessas bênçãos em detrimento do próprio abençoador. A maior necessidade do homem é reconciliar-se com Deus e isso só é possível através de Cristo. Se houvesse outra maneira de fazer essa reconciliação, Jesus não precisaria ter ido ao Calvário e sacrificar-se numa morte tão degradante como a de cruz. Existe uma máxima teológica que diz: “O vazio no coração do homem é do tamanho de Deus”. Só Jesus é capaz de encher todos os espaços vazios no coração do homem. Em todas as épocas encontramos pessoas vazias, carentes, buscando algo que elas mesmas não sabem o que é, mas nada pode saciar essa sede, esse vazio, só Jesus Cristo. O texto relaciona seis bênçãos que já recebemos por meio da obra completa de Cristo, bem como seus resultados eternos. Vejamos: Primeira Bênção: A Eleição; A Segunda bênção: A Predestinação para Ele como filhos; Terceira Bênção: A Redenção pelo sangue de Jesus; Quarta Bênção: A Remissão dos Pecados pela riqueza de sua Graça; Quinta Bênção: Somos feitos Heranças de Deus; E Sexta Bênção: Fomos Selados com o Espírito Santo da promessa.

Descobrimos aqui, que quando tomamos uma decisão por Cristo, essa decisão só foi possível porque Ele já havia nos escolhido antes. Essa escolha é baseada tão somente numa determinação soberana de Deus, na qual Ele nos concedeu sua Graça salvadora. Isso aconteceu independentemente de obras meritórias de nossa parte. O grande propósito dessa eleição é para que nos tornemos santos e irrepreensíveis perante Ele. Santos como Ele é santo. O Senhor nos revela aqui, que até mesmo se você foi rejeitado desde o ventre, mas ainda assim nasceu, foi por vontade, escolha e predestinação de Deus. Ele planejou você antes da fundação do mundo, não importa as circunstancias do seu nascimento. Mesmo que você não tenha sido planejado por seus pais biológicos e eles tenham, tentado abortá-lo, você foi planejado por Deus. Você é plano de Deus! E ninguém impede os planos perfeitos de Deus! Ao recebermos Jesus Cristo como Senhor e Salvador, somos libertos do reino das trevas por Deus e transportados para o reino do Filho do seu amor: Cristo Jesus. Além de libertos, redimidos, somos remidos, temos os nossos pecados perdoados e apagados. A nossa história é zerada. As coisas velhas já passaram e tudo se fez novo para a glória do Pai. Pertencemos a Deus somos heranças benditas do Senhor. Somos feitura dEle, criados para louvor de sua glória. O Espírito Santo em nós é o penhor, a garantia da nossa filiação em Cristo.

Que revelações estão contidas aqui? Quando discernimos cada uma dessas bênçãos espirituais, podemos compreender e partilhar o entusiasmo de Paulo ao escrever essas palavras. Os que buscaram a Cristo recebendo-o como Senhor e Salvador passam a tomar posse daquilo que já receberam nEle, ou seja, foram eleitos antes da fundação do mundo, predestinados para a adoção de filhos, redimidos, perdoados, feitos herança de Deus e ainda selados com o Espírito Santo da promessa. Experimentamos os resultados dessas bênçãos: Podemos discernir pelo Espírito Santo a vontade revelada de Deus de fazer todas as coisas convergirem em Cristo. Somos recriados para ser um louvor vivo para a glória de Deus, que sejamos! Aleluia! Nadia Malta

 

 

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