sábado, 8 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS PARA A DURA E EFICAZ PEDAGOGIA DA TEMPESTADE!

 ATENTEMOS PARA A DURA E EFICAZ PEDAGOGIA DA TEMPESTADE!

Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem”. Marcos 4.35. 


Quantas vezes intimamente já não nos surpreendemos com situações que nos tiram o chão e o fôlego!? As tempestades dos últimos tempos são muitas e nos parecem devastadoras. Às vezes nos sentimos desabrigados, desamparados, sozinhos no meio do temporal, prestes a perecer. Como diz a letra do velho hino: “As ondas nos dão pavor!”. E Jesus parece calmamente dormir no fundo dos nossos barcos como se não se importasse com a nossa aflição! Na verdade, a nossa humanidade nessas horas parece sofrer de amnésia e não consegue lembrar às vezes sem conta em que Ele surgiu no meio dos nossos temporais e ordenou as ondas e aos ventos que se acalmassem! Quando estamos de fora das dificuldades tendemos a criticar os que duvidaram, os que se inquietaram. Neste episódio, por exemplo, os discípulos haviam recebido uma convocação do Mestre para atravessarem o Lago de Quinerete ou Tiberíades, também chamado de Mar da Galileia.

Jesus não os estava chamado para um passeio turístico, já falamos sobre isto outras vezes, o Senhor na verdade queria ministrar uma das mais preciosas lições daquilo que eles enfrentariam na vida prática. É a Pedagogia da Tempestade. Por que Jesus escolheu exatamente aquele lago tão sujeito às tempestades de vento vindas dos montes ao seu redor? Arrisco uma resposta: Exatamente por isto! Seguir a Cristo não nos isenta de atravessar mares bravios com ventos impetuosos e ondas assustadoras. Muito pelo contrário, a certeza de Jesus no barco é que faz a diferença para nós. Fazer a travessia na certeza de que Ele está conosco faz toda a diferença. Só não podemos perder isto de vista!

Lembro-me de minha mãe outra vez. Ela costumava dizer: “Quero ver o bom, no ruim!”. Ou seja, quando tudo nos vai bem destilamos uma teologia apenas teórica, cheia de açúcar, mas não experiencial. Mas é exatamente quando os ventos sopram com fúria e as ondas se levantam assustadoras que descobrimos aquilo que introjetamos em termos de aprendizado teológico. Jesus nos quer na outra margem. O que aprendemos aqui? Precisamos atravessar o lago da superficialidade espiritual mesmo que isto nos custe enfrentar ondas e ventos.  O aparente sono de Jesus não significa inação, mas observação do quanto já aprendemos dEle. Quanto às ondas e os ventos? Aquietemo-nos, eles continuam obedecendo ao Senhor! Nadia Malta

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ JESUS, ALEGRIA PERENE!

 JESUS, ALEGRIA PERENE!

Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente!”. Salmo 16.11.               


Este salmo messiânico de Davi é um hino exaltando a majestade do Senhor e apresentando os sinais do verdadeiro crente. As palavras do salmista aqui nos trazem alento ao coração no meio de tudo que nos cerca. Aqueles que trocam o Senhor por outros deuses sofrerão muitas penas. E penas eternas! Já o cristão ainda que atravesse vales e desertos abrasadores neste mundo caído, ele sabe o que o espera, uma eternidade de delícias perpetuamente na presença do Eterno e Soberano Senhor. A nossa tribulação é breve e momentânea, mas a nossa alegria é perene. A tristeza do cristão dura o tempo fugaz de uma vida terrena. Este salmo deve ser visto à luz da vitória de Cristo sobre a morte. O Senhor é o nosso Salvador. É o que nos conduz em triunfo em meio às nossas lutas. Ele venceu para que pudéssemos vencer. Outro bem não possuímos a não ser o Senhor. Exaltemos o Seu Glorioso, soberano e Excelso Nome!

O Senhor é o nosso arrimo como diz tão apropriadamente o salmista. Os verdadeiros santos experimentam o conselho e a direção do Senhor até quando dormem. O Senhor os faz ver os caminhos da Vida. Esses atinam com os caminhos dos preceitos do Senhor e podem meditar nas suas maravilhas como diz o salmista. Embora as palavras aqui se apliquem ao Cristo, somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. O apóstolo Paulo falando aos coríntios diz: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem”.  Ele ressuscitou para que ressuscitemos e assim experimentemos a plenitude da verdadeira e perene alegria da presença do Senhor, assim como delicias perpetuamente, repito! Ansiemos por aquele dia glorioso quando o veremos face a face. Já não nos lembraremos das coisas antigas. Não haverá mais dor nem pranto. Só a alegria do Senhor!

O coração se entristece por ver tantos em busca do extravasamento de suas inclinações, para com isto sentir uma falsa sensação de alegria. Multidões se arrastam movidas a bebidas fortes e drogas de toda espécie para sentir uma momentânea e fugaz alegria. Sensação que tem um altíssimo custo, a ressaca do dia seguinte. Ressaca moral, física e espiritual. Lembrei-me agora da letra do velho hino que diz: “Eis que milhões que em trevas tão medonhas jazem perdidos sem o Salvador! Oh! Quem irá as Novas proclamando que Deus em Cristo salva o pecador?”. Eis uma boa pergunta. Quem se habilita a responder? O que aprendemos aqui? Toda a nossa tristeza momentânea vai passar. Estaremos para sempre com o Senhor. Clamemos, então, pelos que não conhecem a verdadeira alegria e anunciemos Aquele que a pode conceder, Jesus o Cristo de Deus! Nadia Malta

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ESTAMOS TODOS FAZENDO TRAVESSIAS DOLOROSAS: OREMOS E VIGIEMOS UNS PELOS OUTROS!

 ESTAMOS TODOS FAZENDO TRAVESSIAS DOLOROSAS: OREMOS E VIGIEMOS UNS PELOS OUTROS!

https://youtu.be/95ItK-i8HSo

Levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo”. Mateus 26.37,38.            


O texto traz um apelo dramático de Jesus no meio de sua angústia mais profunda. Ele diz: “A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo”. Difícil para nós imaginarmos que estas palavras saíram dos lábios de Jesus! Pois é, mas saíram sim! O Filho do Deus vivo, o próprio Deus encarnado em seu tabernáculo humano experimentou as dores, as angústias e as tristezas mais profundas à nossa semelhança. O curioso é que mesmo sendo quem era não escondeu a sua dor e a sua tristeza. O que fazer quando a alma se contorce? Orar e buscar também a oração e a vigilância dos que nos são íntimos. Por que então tentamos fazer o jogo do contente como se fôssemos super-crentes? Se podemos dizer que somos super alguma coisa é super frágeis! Quando a dor nos sufoca carecemos de ombros e colos muitas vezes! Todos nós precisamos. É terapêutico admitir isto!

Os momentos que antecederam a cruz foram dificílimos! Ele recorreu aos discípulos mais chegados para que orassem e vigiassem com Ele, mas por três vezes os achou dormindo. Nem por uma hora sequer puderam vigiar com Ele! Se isto foi experimentado pelo Filho de Deus, o que se dirá de nós?  Oremos então, uns pelos outros vigiemos uns com os outros nas horas mais dramáticas de tristezas e angustias profundas de alma! Quantas vezes nos temos sentido assim com a alma profundamente triste até a morte e não encontramos ninguém que possa dividir conosco a nossa dor! Os discípulos de Jesus pareciam em seu sono inconsciente tentar fugir do sofrimento que seu Mestre estava às portas de experimentar! É tão difícil dividir dores! O Senhor me tem concedido o privilégio de encontrar bons colos e bons ombros! Louvado seja o seu Nome!

 O que aprendemos aqui? A Palavra nos ordena carregar as cargas uns dos outros! Carreguemos! As lutas dos últimos tempos têm sido intensas para todos nós indiscriminadamente. O sofrimento é democrático e não escolhe raça, status, credo, ou gênero. Todos nós somos alcançados por ele numa medida ou noutra. Estendamos as mãos para socorrer. Consolemos com a consolação com a qual temos sido consolados! Curvemos os joelhos para orar sem esmorecer. Abramos os olhos para vigiar até que passem as calamidades, sim, porque elas passam! Tudo tem prazo de validade até o próprio sofrimento! Oremos e vigiemos sem cessar uns pelos outros! Nadia Malta.

 

 

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