terça-feira, 14 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ANDEMOS PERSEVERANTEMENTE NO CAMINHO CHAMADO CRISTO!

 ANDEMOS PERSEVERANTEMENTE NO CAMINHO CHAMADO CRISTO!

Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. Pelo contrário, como servos de Deus, recomendamo-nos de todas as formas: em muita perseverança; em sofrimentos, privações e tristezas; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”. Provérbios 11.24; 2 Coríntios 6.4,10.             


Sem dúvida alguma, a caminhada pela vereda do Cristianismo apresenta muitos contrastes. Gostaria de trazer algumas considerações a esse respeito: Jesus não nos promete uma vida de facilidades; O Cristianismo é a Religião do Novo e Vivo Caminho; e Quando entendemos esse principio de contrastes conseguimos viver com um pouco mais de leveza por esta terra. JESUS é tanto o Caminho, quanto o Guia e o Destino Eterno que nos aguarda.  O Caminho é difícil e de muitos contrastes, repito. Ora estamos numa reta, ora nos precipitamos em um desfiladeiro. São desertos e oásis. São vales e montanhas. Andamos sob uma manhã ensolarada e de repente enfrentamos nuvens densas e chuvas copiosas. São auroras e ocasos. Chegadas e partidas, altos e baixos. Perdas e ganhos. Aprendemos com o apóstolo Paulo em Romanos 8.28 que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito”.

Há uma afirmação e desta vez desconheço a autoria que diz: “Dar do ponto de vista de Deus é o meio de se adquirir riquezas!”. E essa afirmação deve ser compreendida da maneira mais ampla, estamos falando aqui em partilhar o que temos com os que necessitam. Ser empático, sentir a dor do outro. Vestir o nu, alimentar o faminto. Acudir o necessitado. Contentar-se com o que se ganha sem querer se endividar para se viver de aparência. Aqueles que negociam não explorem, mas tenham um lucro honesto. Sim, aqueles que retêm mais do que o devido caem em pobreza. O reformador Lutero ao ser indagado por um sapateiro sobre o que deveria fazer para Deus, respondeu-lhe: “Faça um bom sapato e cobre um preço justo”. Ajuntar bens materiais nesta terra é péssimo negócio. Nada levaremos. É correr atrás do vento. Aqui estamos sujeitos à corrosão e ao roubo. As lutas têm sido muitas e os temores têm se multiplicado nos últimos tempos. Poderemos passar por tudo isto, mas é exatamente nessas situações que experimentaremos a vida do Cristo revelada em nós. Isto aqui não é uma apologia ao sofrimento, mas é uma visão real do que é a caminhada. Quando entendemos esse principio de contrastes conseguimos viver com um pouco mais de leveza por esta terra.

Não têm sido fáceis os últimos tempos para nenhum de nós que caminhamos por esta vereda. O grande segredo para que essa caminhada seja vitoriosa, Paulo nos oferece por meio de uma só expressão citada no texto do inicio: “em muita perseverança”. E bote perseverança nisso! Mas a boa noticia aqui é que somos peregrinos por uma terra que não é nossa e que essa estrada apesar dos contrastes, nos levará para a nossa verdadeira Pátria, que é um lugar lindo e espaçoso de pastos verdejantes onde o refrigério e a folga serão eternos!  Perseveremos, pois! O que aprendemos aqui? O Cristianismo é o Caminho apertado, dos contrastes. Caminho que leva a Porta estreita. São poucos os que entram por ela. É Caminho em que mesmo entristecidos, estamos alegres. Quando pobres, enriquecemos a muitos (com a riqueza da palavra); Quando não temos nada, tudo possuímos. Quando doamos generosamente vemos aumentar os nossos bens. Tudo faz parte da estranha, mas eficaz didática de Deus. É Caminho difícil que vale a pena percorrer! Percorramos perseverantemente! Nadia Malta

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/SERÁ QUE REALMENTE OUVIMOS O QUE FOI DITO?

 SERÁ QUE REALMENTE OUVIMOS O QUE FOI DITO? 

Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Tiago 1.19,20.                                                                  


Será que o que ouvimos é o que realmente foi dito? O texto citado no inicio está no contexto que fala da prática da Palavra de Deus. Tiago, o meio irmão de Jesus, diz com muita propriedade: “Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Para que a Palavra seja praticada precisa ser ouvida com a devida atenção. Nas minhas longas escutas tenho visto e ouvido de tudo um pouco. E algo fica muito claro ao meu coração: Quanta dor seria evitada se conseguíssemos corrigir esse tipo de inclinação! No texto citado Tiago dá três instruções que podemos aplicar a tudo: Primeira Instrução: Todo homem seja pronto para ouvir; Segunda Instrução: Seja tardio para falar; E Terceira Instrução: Seja tardio para se irar. Vivemos em um mundo de velocidade, de altas tecnologias, quando as comunicações ocorrem de forma rápida fazendo uma informação percorrer a terra em questão de frações de segundos. Contudo, ainda é necessário que tenhamos atenção com o que ouvimos e a maneira como fazemos as nossas leituras tanto de textos quanto de situações. Um ponto, uma vírgula ou mesmo um ponto e vírgula podem mudar totalmente o sentido de uma frase. E não há velocidade ou tecnologia que substitua uma boa escuta e uma boa leitura e isto vale para qualquer área da vida humana. Atentemos!

Falei sobre isto recentemente, mas precisamos ser mais lembrados que instruídos. Lembro-me de uma amada irmã que passou uns dez anos com verdadeiro ódio de mim por causa de uma escuta e interpretação precipitada de algo que falei. Depois daquele longo tempo tive a oportunidade de esclarecer e fazê-la compreender que jamais dissera o que ela havia imaginado! Quanto tempo de comunhão perdido! Aquela irmã querida passou dez anos de sua vida cultivando uma ira desnecessária a meu respeito. Uma pena! Parece que o adversário é especialista em se interpor entre o que dizemos e o que é ouvido pelo outro. Por outro lado tem a nossa impulsividade que precisa ser tratada e só é possível através desses episódios tão dolorosos. Lembrei-me agora de certa ocasião em que uma outra querida irmã me perguntou: “Jesus proibiu tomar a ceia, por que então, tomamos?”. Perguntei perplexa aonde ela havia visto essa proibição. Ela de pronto respondeu: em Mateus 26.29. Vamos ao Texto: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai". Ela abriu a sua Bíblia e o leu para mim da seguinte forma: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei(s) deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai".

A irmã acrescentou um “s” ao verbo beber que mudou totalmente o sentido do texto. Pedi que ela lesse o texto repetidas vezes e devagar até que percebesse o equivoco. Graças a Deus percebeu! Assim são as nossas percepções impulsivas sobre tantas coisas que ouvimos e ou lemos. As palavras de ordem para nós em relação à essas coisas são: Paciência, atenção e cuidado! E que Deus nos ajude e cure a nossa impulsividade!  O que aprendemos aqui? A escuta é excelente aliada de um falar e um agir prudente. A nossa ira por motivos precipitados gera muita ferida desnecessária! Sejamos cautelosos, pacientes e atentos. Reflitamos! Nadia Malta.

 

domingo, 12 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/AQUIETEMOS NOSSO CORAÇÃO, VIVAMOS O AGORA DE DEUS!

 AQUIETEMOS NOSSO CORAÇÃO, VIVAMOS O AGORA DE DEUS!

https://youtu.be/iyj9XREJAVc

 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”. Mateus 6.25, 34. 


O texto lido está no contexto do sermão do Monte, e nele o Senhor chama a atenção dos seus ouvintes à confiança Nele. Precisamos ter sempre em mente o mal que a ansiedade provoca em nós. Quantas doenças emocionais têm surgido a partir das nossas ansiedades. Alguém já disse “que ansiedade é excesso de futuro enquanto a depressão é excesso de passado” e quando as duas se juntam é uma tortura sem fim. Quantos amados se encontram prisioneiros de situações como esta! Duas coisas chamam a nossa atenção no texto: Primeira: O Senhor nos ordena a não andar ansiosos, inquietos com o dia de amanhã; E Segunda: O amanhã ainda não chegou, basta ao dia o seu próprio mal. Por que agimos de maneira semelhante àqueles que não conhecem ao Senhor? Essa é uma pergunta que sempre precisamos nos fazer em meio às demandas da vida. Creio que a preocupação ou ansiedade até certo ponto tem o seu lugar em nossas lutas diárias como seres limitados e sujeitos às fragilidades, mas o exagero em preservar esses sentimentos tem levado muitos à enfermidades graves!

Sim, será que não temos exagerado em nossas inquietações ao ponto de adoecer o nosso corpo e a nossa mente? Antecipamos problemas que sequer aconteceram! E por que agimos assim? Porque não confiamos completamente Naquele que tem o controle soberano de todas as coisas! A ansiedade fora de controle é filha do medo, o grande vilão dessa cadeia destrutiva, que nos atormenta desde sempre! Por sua vez ela acaba gerando determinadas depressões que muitas vezes nos levam à profundos poços dos quais encontramos dificuldade de sair. A ansiedade nos faz enxergar “malassombros” até naquilo que é o resultado do agir de Deus em resposta às nossas orações! Naquilo que será transformado em bênçãos, roubando o brilho das nossas vitórias!  No caminho das nossas vitórias muitas vezes precisamos atravessar vales, desertos e encontramos gigantes descomunais para serem vencidos, dos quais o medo é sempre o maior deles.  Ainda somos surpreendidos com muralhas a serem saltadas e exércitos para serem desbaratados, mas não lutamos sozinhos, O Senhor vai sempre à nossa frente! Não temamos! A vida é mais que o alimento e o corpo mais que as vestes, Jesus adverte!

Aprender a viver o agora de Deus é o grande desafio para seres humanos apressados! Antecipar sofrimento ou ocupar-se previamente do que nem aconteceu, além de pecado, é perder de vista e deixar de desfrutar daquilo que Deus está fazendo hoje, agora. É ainda perder de vista a perspectiva dos seus agires amanhã! Pensando bem, o único dia que temos de fato é o hoje, o nosso tempo é o agora. O ontem já se foi e o amanhã ainda nem chegou nem sabemos se chegará! Somos desafiados pelo Senhor a viver um dia de cada vez. É de degrau em degrau, é de vitória em vitória, é de fé em fé! Assim, sigamos na força que o Senhor supre e a vitória será nossa pelo sangue de Jesus! O que aprendemos aqui? Cuidado com a ansiedade, ela é filha do medo e rouba o brilho das nossas vitórias.  O dia real que temos é o hoje, o agora de Deus. Confiemos no que Deus já está realizando ao nosso favor. Os altos e baixos desses agires fazem parte do tratamento de Deus na situação. O que pode embarreirar a ansiedade e o medo? A fé Naquele que tem o controle de TUDO em suas soberanas mãos! Tão somente confiemos! Nadia Malta

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