sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SOMOS O QUE SOMOS POR PURA GRAÇA DE DEUS!

 SOMOS O QUE SOMOS POR PURA GRAÇA DE DEUS!

Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.I Co 1.26-31. 


O texto em apreço procura chamar a atenção dos coríntios quanto à verdadeira vocação dos cristãos e aos critérios e padrões de Deus. Enquanto o mundo atenta para os sábios, para os de alta posição social e financeira, nada disso tem importância para Cristo. Ele nos escolhe e capacita por pura Graça (seu favor imerecido). O mais incrível é que os métodos, critérios e valores de Cristo confundem os mais proeminentes do ponto de vista do mundo. É comum hoje o culto a personalidades, mesmo no meio cristão, há os que se acham melhores, mais preparados. Percebemos que esta sempre foi uma inclinação antiga. Jesus não pode sair do foco de nossa visão e Ele não divide a sua glória com ninguém. Os coríntios eram jactanciosos, vaidosos. No entanto, a vanglória pessoal não está no rol dos propósitos do Evangelho da Graça. Deus não se impressiona com as nossas exterioridades, nem com todos os títulos acadêmicos que possamos ter. O próprio texto revela que não foram muitos, os chamados dentre os poderosos e de nobre nascimento. Na verdade, foram bem poucos aqueles, que tinham uma cultura respeitável ou uma situação financeira privilegiada. A começar pelo próprio colegiado apostólico formado em sua maioria por homens incultos. O Senhor sempre teve uma predileção toda especial por aqueles que eram considerados imprestáveis e rejeitados pelo mundo. É assim que Deus faz: Confunde os critérios e os valores dos homens.

 

O apóstolo Paulo procura lembrar seus leitores em Corinto, que eles foram alcançados por pura Graça de Deus (seu favor imerecido, repito), não por méritos próprios. Eles não poderiam esquecer que foram chamados por Deus apesar deles; Eles não poderiam esquecer que apesar deles, Deus os usaria para a sua excelsa glória; E Eles também não poderiam se esquecer de trazer à memória tudo que receberam de Deus! Havia naquela época uma tendência na igreja de Corinto a partidarismos e de culto a personalidades, semelhante ao que acontece hoje, aliás, essa postura tem feito escola através dos séculos, o que é lamentável sob todos os aspectos!  A vocação e identidade do escolhido de Deus é ser vaso, para ser usado quando e como Ele quer. O próprio Paulo é um exemplo de alguém que mesmo tendo sido um luminar dentro do judaísmo, não se envergonhava de ter perdido tudo por amor a Cristo. Deus escolheu propositalmente as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios. Ele escolheu as coisas fracas para envergonhar as fortes. Os que receberam a Cristo como Senhor e Salvador e tiveram seus corações regenerados pelo Espírito de Deus, também foram capacitados para a sua obra. Cada um permaneça na vocação a que foi chamado por Deus. Cada um tem um papel único no reino de Deus. Cada um de nós é precioso para Deus porque foi chamado para glorificá-lo através da nossa vocação que é ser instrumento em suas mãos.

 

 O que aprendemos aqui? A maior das vocações do servo de Deus é ser instrumento em suas mãos. O instrumento é um agente mecânico na execução de qualquer trabalho e precisa de uma mão que o utilize. Na oficina de Deus tem o instrumento certo para cada tipo de obra a realizar. Portanto, nos alegremos em sermos instrumentos e canais nas mãos do nosso Deus. O instrumento não tem vontade própria, ele se deixa usar pelas mãos que o maneja. Assim, que não nos  super valorizemos como instrumentos. Ao Senhor toda honra e toda glória! E nos lembremos: O critério de escolha de Deus é diferente do homem. Ele usa as coisas loucas, fracas, humildes e desprezíveis para envergonhar os sábios e os fortes, e para reduzir a nada os que pensam ser grande coisa! Atentemos!  Toda honra e toda glória ao Senhor, somente! Nadia Malta

 

 

 

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE CRESCIMENTO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO DE DEUS!!

 TEMPO DE CRESCIMENTO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO DE DEUS!!

https://youtu.be/hDcIxPdbDU0

Sem mais, irmãos, despeço-me de vocês! Procurem aperfeiçoar-se, exortem-se mutuamente, tenham um só pensamento, vivam em paz. E o Deus de amor e paz estará com vocês”. II Coríntios 13.11.                                                


O texto lido apresenta, na verdade as palavras de despedida do apóstolo Paulo aos cristãos de Corinto, chamando-os a um viver coerente com a Palavra de Deus! Paulo aproveita a oportunidade para trazer conselhos oportunos àqueles irmãos, visto que a igreja passava por muitos problemas, especialmente de ordem relacional e moral. Havia discórdias entre irmãos, divisões, disputas dentre outras coisas. No versículo 5 deste capítulo o apóstolo Paulo diz: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não, é que já estais reprovados”. Palavras duras, mas extremamente oportunas também para o tempo de hoje. Paulo aconselha que aqueles irmãos amadureçam na fé. Que todos nós possamos crescer na graça e no conhecimento de Deus! É tempo de amadurecermos! Muitos que já deveriam ser mestres continuavam tanto naqueles dias, quanto hoje precisando de leite espiritual. Até quando seremos meninos na fé? Jesus está às portas! Estamos todos carecidos de um “supletivo” espiritual para resgatar o tempo perdido com nosso “igrejismo” árido e  infrutífero. A igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores. Aqui nenhum de nós está pronto! Estamos todos em obras! Que sejamos alunos aplicados!

Os que possuem a fé salvífica têm o Espírito Santo e produzem frutos dignos de arrependimento. Esses foram regenerados, nasceram de novo. Tornaram-se novas criaturas, contudo, nem todos que estão arrolados no rol de membros da igreja visível fazem parte da verdadeira igreja de Cristo! Quando leio uma palavra como esta, estremeço.  Tremo e temo ao olhar as posturas de muitos ditos cristãos que povoam nossos dias. Definitivamente a terra não é nosso lugar. As palavras para descrever nossos dias são perplexidade, assombro! A insensibilidade espiritual de muitos dos que lotam os templos em busca de bênçãos materiais é notória! Esses ouvem a Palavra e continuam seguindo suas inclinações malignas! Isso mostra que nunca nasceram de novo de fato! O que é lamentável sob todos os aspectos! E como diz o apóstolo no versículo já citado: “Se não, é que já estais reprovados!”. Misericórdia! Busquemos um avivamento real! Que possamos despertar para um caminhar de modo digno do Senhor nas mínimas coisas. A luta pessoal para não voltarmos às velhas práticas é grande e contínua. Nunca foi tão imperioso que os cristãos façam a diferença neste mundo árido. A aridez mundial é perceptível em várias áreas: Na moral, na ética, nos costumes, na espiritualidade, no senso de valores, na permissividade sem limites. Precisamos clamar por um aguaceiro do céu que remova tudo que não procede de Deus! Contudo, temos visto com assombro acontecer um temporal cada vez mais intenso  de desonestidade, de intemperança, de malignidade nunca vistas.

Atentemos para os conselhos do apóstolo Paulo. Ele se despede dando quatro conselhos imperiosos aos seus leitores. Vejamos: Primeiro Conselho: “Aperfeiçoai-vos”; Segundo Conselho: “Consolai-vos”; Terceiro Conselho: “Sede do mesmo parecer” (Andai em unidade); E Quarto Conselho: “Vivei em paz!”. O que o texto nos ensina? O povo de Deus precisa fazer a diferença no mundo árido, precisa ser sal, luz e perfume. Mesmo que ninguém conhecido esteja nos vendo, somos observados por homens e por anjos, tanto eleitos quanto caídos e esses últimos são a grande torcida contra esperando a nossa queda!  A obediência aos conselhos paulinos de buscar o amadurecimento espiritual, de consolar uns aos outros, de andar em unidade e viver em paz em todas as circunstâncias, nos leva a consequência ou ao desfrute da promessa de Deus que diz: “E o Deus de amor e de paz estará convosco”. Deixo uma pergunta retórica: Quem somos nós quando ninguém conhecido humanamente falando está vendo? Nadia Malta

 

 

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SIGAMOS CONFIANTES A NOVA CARREIRA PROPOSTA!

 SIGAMOS CONFIANTES A NOVA CARREIRA PROPOSTA!

https://youtu.be/IQTzFloi5hA

 Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra”?Lc. 18.1-8. 


Para compreendermos essa parábola, gostaria de situá-la em seu contexto original. O Tribunal daquela época, não era o prédio sofisticado de hoje, mas uma tenda móvel que se movia no horário e itinerário estipulado pelo juiz. Este se sentava em seu interior com toda a pompa, sempre cercado de assistentes, que por sua vez “facilitavam” o acesso ao juiz daqueles que traziam seus pleitos para serem julgados, em troca de “favores financeiros”. Em se tratando de uma viúva, ela precisava superar pelo menos três grandes obstáculos: Primeiro: Pelo fato de ser mulher, praticamente não existia socialmente. Não poderia pleitear suas causas. Não tinha voz nem vez. Segundo: Como era viúva, não possuía quem a representasse perante o tribunal. Por último: Era pobre e mesmo que quisesse, não poderia pagar suborno aos assistentes do juiz para que lhe fosse permitido o acesso. Assim, era absolutamente impossível achegar-se ao juiz. Todo esse arrazoado inicial é para que possamos compreender a impossibilidade de tal viúva em ter a sua demanda resolvida. Contudo, nos chama atenção que essa mulher, mesmo em circunstâncias tão adversas, não desistiu. A idéia central aqui é precisamente esta: “Não desistir diante das impossibilidades e orar sempre confiantes nos agires do Senhor!”.

As maiores e mais hostis batalhas em nossas vidas como filhos de Deus, são ganhas de joelhos dobrados em oração. Diz o apóstolo Paulo: “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos” 2 Coríntios 4:8-9. O Senhor Jesus sabia das lutas e das impossibilidades que seus discípulos enfrentariam depois de sua partida, por isso tratou de instruí-los a usar a maior força bélica que eles poderiam dispor: A ARTILHARIA DA ORAÇÃO. Lucas é chamado de o Evangelho da Oração e no texto lido, Jesus usa uma parábola para ministrar o dever de orar sempre e nunca desistir. Ao ensinar seus discípulos a não desistir, Jesus apresenta três contrastes, vejamos: Primeiro: O Contraste entre orar e esmorecer; Segundo: O contraste entre a viúva e os escolhidos; E Terceiro: O contraste entre o juiz iníquo e o Pai Celestial.

Diante de uma grande demanda temos dois caminhos: Lutar ou Esmorecer. Aqui, Jesus nos instrui a mesmo diante daquilo que nos parece impossível, não desistir de orar. A oração vai muito além das palavras que nos saem dos lábios, ela expressa o anseio de nosso coração e o coração do fiel sempre anseia por algo de Deus. A mulher não tinha amigo nenhum no Tribunal que facilitasse sua entrada e colocasse o seu pleito no rol das causas a serem julgadas, tudo que lhe restava era a persistência de andar ao redor da tenda gritando seu pleito para que o juiz lhe ouvisse e julgasse a sua causa. Às vezes a aparente demora de Deus faz parte da resposta. Ele usa todos os meios, fazendo-os cooperarem com os seus divinos propósitos para nós. O que aprendemos aqui? Como aquela viúva, não devemos desistir da luta; antes devemos batalhar em oração continuamente. Se uma viúva desvalida e estrangeira recebeu o que necessitava, o que não poderá receber os filhos e herdeiros de Deus? Deus não é como aquele juiz egoísta; Ele não é “pirangueiro” como costumamos dizer aqui em Pernambuco, Ele é o Deus de que derrama profusamente sobre os seus. Ele se torna galardoador dos que o buscam em verdade. Busquemos , pois a Ele sem esmorecer! Nadia Malta

 

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