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https://youtu.be/IQTzFloi5hA
“Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra”?Lc. 18.1-8.
Para compreendermos essa
parábola, gostaria de situá-la em seu contexto original. O Tribunal daquela
época, não era o prédio sofisticado de hoje, mas uma tenda móvel que se movia
no horário e itinerário estipulado pelo juiz. Este se sentava em seu interior
com toda a pompa, sempre cercado de assistentes, que por sua vez “facilitavam”
o acesso ao juiz daqueles que traziam seus pleitos para serem julgados, em
troca de “favores financeiros”. Em se tratando de uma viúva, ela precisava
superar pelo menos três grandes obstáculos: Primeiro: Pelo fato de ser mulher,
praticamente não existia socialmente. Não poderia pleitear suas causas. Não
tinha voz nem vez. Segundo: Como era viúva, não possuía quem a representasse perante
o tribunal. Por último: Era pobre e mesmo que quisesse, não poderia pagar
suborno aos assistentes do juiz para que lhe fosse permitido o acesso. Assim,
era absolutamente impossível achegar-se ao juiz. Todo esse arrazoado inicial é
para que possamos compreender a impossibilidade de tal viúva em ter a sua
demanda resolvida. Contudo, nos chama atenção que essa mulher, mesmo em
circunstâncias tão adversas, não desistiu. A idéia central aqui é precisamente
esta: “Não desistir diante das impossibilidades e orar sempre confiantes nos
agires do Senhor!”.
As maiores e mais hostis
batalhas em nossas vidas como filhos de Deus, são ganhas de joelhos dobrados em
oração. Diz o apóstolo Paulo: “De todos
os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não
desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não
destruídos” 2 Coríntios 4:8-9. O Senhor Jesus sabia das lutas e das
impossibilidades que seus discípulos enfrentariam depois de sua partida, por
isso tratou de instruí-los a usar a maior força bélica que eles poderiam
dispor: A ARTILHARIA DA ORAÇÃO. Lucas é chamado de o Evangelho da Oração e no
texto lido, Jesus usa uma parábola para ministrar o dever de orar sempre e
nunca desistir. Ao ensinar seus discípulos a não desistir, Jesus apresenta três
contrastes, vejamos: Primeiro: O Contraste entre orar e esmorecer; Segundo: O
contraste entre a viúva e os escolhidos; E Terceiro: O contraste entre o juiz
iníquo e o Pai Celestial.
Diante de uma grande
demanda temos dois caminhos: Lutar ou Esmorecer. Aqui, Jesus nos instrui a
mesmo diante daquilo que nos parece impossível, não desistir de orar. A oração
vai muito além das palavras que nos saem dos lábios, ela expressa o anseio de
nosso coração e o coração do fiel sempre anseia por algo de Deus. A mulher não
tinha amigo nenhum no Tribunal que facilitasse sua entrada e colocasse o seu
pleito no rol das causas a serem julgadas, tudo que lhe restava era a persistência
de andar ao redor da tenda gritando seu pleito para que o juiz lhe ouvisse e
julgasse a sua causa. Às vezes a aparente demora de Deus faz parte da resposta.
Ele usa todos os meios, fazendo-os cooperarem com os seus divinos propósitos
para nós. O que aprendemos aqui? Como aquela viúva, não devemos desistir da
luta; antes devemos batalhar em oração continuamente. Se uma viúva desvalida e
estrangeira recebeu o que necessitava, o que não poderá receber os filhos e
herdeiros de Deus? Deus não é como aquele juiz egoísta; Ele não é “pirangueiro”
como costumamos dizer aqui em Pernambuco, Ele é o Deus de que derrama
profusamente sobre os seus. Ele se torna galardoador dos que o buscam em
verdade. Busquemos , pois a Ele sem esmorecer! Nadia Malta


