quarta-feira, 25 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS CONVERTAMOS PARA QUE VIVAMOS!

 QUE NOS CONVERTAMOS PARA QUE VIVAMOS! 

 Tu, Senhor, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração. Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo? Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes. Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros”? Lamentações 5:19-22.                                             


 O texto lido é o desfecho do livro das Lamentações e mostra o profeta Jeremias, em nome de Jerusalém, invocando a glória do Senhor sobre o seu povo assolado e arrependido. No capítulo três encontramos o profeta redescobrindo a esperança no meio da agonia de uma nação devastada. O profeta ali resolveu tirar os olhos da miséria ao seu redor e colocá-los nos atributos imutáveis e eternos de Deus como: Misericórdia, fidelidade e bondade. É isso que precisamos fazer. O livro das Lamentações é formado de cinco poemas fúnebres escritos para o funeral da nação morta. Falamos disso recentemente! Precisamos ser mais lembrados que instruídos! Jeremias termina o poema clamando ao Senhor por sua misericórdia sobre seu povo. Na verdade, todo o capítulo cinco é um clamor por essa misericórdia. No meio do povo de Deus, especialmente em nossos dias, temos visto com assombro ministrações sincréticas que não têm encontrado respaldo na Santa Palavra de Deus. O povo tem sido enredado com invólucros feiticeiros (Ez. 13.20) que apenas têm a aparência de piedade. No intimo, essas práticas têm sido um verdadeiro desserviço ao verdadeiro Evangelho, que “é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”, gerando toda uma geração de “crentes” emocionalmente doentes e dependentes de líderes despreparados. Atentemos!

John Piper diz que “cristãos fracos não resistirão aos dias que virão!”. A igreja contemporânea tem perdido o foco, se desviado, se profissionalizado e precisa urgente de uma nova reforma. A teologia do medo tem imperado em nossos dias. Existe uma fórmula simples e infalível para os que querem andar em novidade de vida: Obediência gera santificação; Santificação gera Autoridade e Autoridade gera vida abundante. Aí está a verdadeira libertação. Contudo, é necessário: Conversão genuína, encontro verdadeiro e transformador com Jesus Cristo, sem isso não há mudança real de vida. Precisamos urgente voltar ao primeiro amor e nos converter ao Deus vivo de quem tanto temos nos afastado! O clamor de Jeremias ecoa em nossos dias. O texto apresenta uma afirmação, um pedido e quatro perguntas feitas pelo profeta Jeremias ao Senhor em lugar do povo arrependido. Vejamos: A Afirmação: “Tu, Senhor, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração”; 1ª Pergunta: “Por que te esquecerias de nós para sempre?”; 2ª Pergunta: “Por que nos desampararias por tanto tempo?”; 3ª Pergunta: “Por que nos rejeitaria totalmente?”; 4ª Pergunta: “Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros”?; O Pedido: “Converte-nos a ti, Senhor e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes”!

 Que revelações encontramos aqui? A metodologia de Deus quanto à libertação do seu povo continua a mesma de geração a geração: Arrependimento, confissão, abandono de pecado e conversão verdadeira. Tudo isso na dependência absoluta de Deus, não de homens. A salvação é obra divina não humana. Precisamos resgatar a volta à Palavra de Deus e reaprender a chorar diante de Deus pelos nossos pecados. Olhar para essa Palavra com um olhar investigativo e aplicar seus métodos infalíveis, porque não são métodos de homens, mas de Deus. Precisamos reconhecer o poder, a majestade e a soberania do Deus Todo Poderoso Criador e Sustentador de todas as coisas, que está no controle soberano de absolutamente tudo. O Senhor jamais desiste do seu povo. Ele não nos desampara, nem nos rejeita para sempre. Ele exercita para conosco a sua longanimidade e espera pacientemente que nos voltemos para Ele com o coração inteiro. Oremos ao Senhor para que sejamos convertidos de verdade e voltemos para Ele de todo o nosso coração. Em Jr. 4.1 encontramos o clamor de Deus pelo seu povo: “Se voltares, ó Israel, diz o Senhor, volta para mim; se removeres as tuas abominações de diante de mim, não mais andarás vagueando”. Atentemos! Nadia Malta

 

terça-feira, 24 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/ JÁ TEMOS TUDO, ESTAMOS SUPRIDOS: SOMOS FILHOS E HERDEIROS!

 JÁ TEMOS TUDO, ESTAMOS SUPRIDOS: SOMOS FILHOS E HERDEIROS!

“E porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito do seu Filho, que clama Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro de Deus” Gl.4.6,7.                                                                             


No texto lido o apóstolo Paulo fala a respeito da nossa filiação em Cristo. Percebemos aqui, a Trindade toda envolvida nessa experiência pessoal de filiação: Deus, o Pai enviou Jesus, o Filho para morrer por nós; Deus, o Pai enviou o Espírito Santo para habitar em nós. A ênfase dessa passagem não é entre filhos pequenos e adultos, mas entre filhos e escravos. Aqui encontramos a ideia central deste texto. Apesar dos gálatas se comportarem como escravos, eles eram filhos e precisavam se comportar como tal. Por isso Paulo os exorta tão severamente. A Igreja de Jesus Cristo hoje se divide em duas vertentes: Primeira: Aqueles que externam uma reverência hipócrita, deixando de experimentar a intimidade com o Pai Celestial, mais parecendo escravos do que filhos; Segunda: Aqueles que extrapolam e manifestam uma intimidade tão irreverente, ao ponto de agirem como se Deus fosse o seu empregado. Agem como se Deus tivesse obrigação de fazer o que eles querem. Precisamos encontrar o equilíbrio de um relacionamento intimo e ao mesmo tempo respeitoso com o nosso Pai Celestial. O que é preciso para alguém se tornar um filho de Deus? A resposta é simples: Crer em Jesus Cristo e o receber como Senhor e Salvador pessoal. O Espírito Santo continua ministrando sobre isto desde os dias do pentecostes, a quantos tenham ouvidos para ouvir.

Todo o que é nascido de Deus é filho e herdeiro de Deus. O grande problema, é que insistimos em nos comportar como escravos, por isso vivemos atemorizados. O povo de Deus quando foi libertado do cativeiro do Egito e se dirigia para a Terra Prometida, ainda carregava no peito o peso e o embaraço do cativeiro. Eles haviam saído do Egito, mas o Egito não havia saído dos seus corações. Assim como muitos de nós, fomos libertados do reino das trevas, mas continuamos agindo como escravos do Adversário. Essa mentalidade de deserto, de escravidão tem sido cultivada por muitos de nós e precisa ser banida de nosso meio. As palavras do apóstolo no texto citado nos fazem meditar no contraste entre ser filho e ser escravo. Vejamos: O filho tem a mesma natureza do pai; o escravo não tem a mesma natureza do seu senhor; O filho tem um pai; o escravo tem um senhor; O filho obedece ao pai por amor; o escravo obedece ao seu senhor por medo; O filho e herdeiro é rico; o escravo é pobre; E O filho tem futuro; o escravo não tem nenhuma perspectiva! Quando cremos em Cristo, e o recebemos como Senhor e Salvador, o Espírito Santo vem habitar em nós. Isto significa que nos tornamos coparticipantes da natureza divina. A lei jamais teria o poder de fazer que a natureza divina habitasse em nós. Por isso, quando o cristão volta à lei do esforço próprio e de obras meritórias nega a própria natureza divina dentro dele e dá espaço para a natureza carnal agir. Nenhum escravo tem a liberdade de chamar o seu senhor de pai.

Quando recebemos Cristo como nosso Salvador, recebemos também o Espírito Santo. Ee é o Espírito que testifica em nossos corações que somos filhos de Deus. O Espírito Santo opera no coração do que crê, fazendo despertar e aumentar o seu amor por Deus. Falta-nos exercitar o amor ao Pai Celestial que nos regenerou pelo seu Espírito. O escravo tenta agradar o seu senhor por medo dele; já o filho e herdeiro, obedece para agradar o pai a quem ama. Sua obediência é uma resposta ao amor do pai. Herdeiro é alguém que tem direito a herança por ser filho, não por méritos pessoais. Somos filhos e herdeiros. Adotados na família de Deus como filhos adultos, aptos a usar a nossa herança. Somos co-herdeiros com Cristo! Não há futuro para quem é escravo. Infelizmente tanto no passado quanto hoje há aqueles que têm a mentalidade de escravo e preferem permanecer assim. O que tudo isso quer nos ensinar hoje?  Deus é o nosso Pai e deseja que nos acheguemos a Ele como filhos amados e o chamemos de Aba (papai). Ele é o nosso Papai querido que nos vê em secreto e sempre que o buscamos de todo o nosso coração, não voltamos de mãos vazias. Precisamos olhar para a Lei (A Palavra de Deus) e obedecê-la, como um ato de amor ao nosso Pai, não por medo do inferno como escravos assustados. Temos um futuro glorioso a nossa frente, porque o nosso Pai Celestial tem entesourado para nós. Todos os que receberam a Cristo, não são mais escravos, mas filhos e herdeiros, portanto é necessário combater a mentalidade de escravos. Assumamos a nossa condição de filhos e herdeiros, não mais de escravos medrosos. Nadia Malta

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUANDO TEMOS VERDADEIRAMENTE O SENHOR COMO NOSSO PASTOR, NADA NOS FALTARÁ!

 QUANDO TEMOS VERDADEIRAMENTE O SENHOR COMO NOSSO PASTOR, NADA NOS FALTARÁ!

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre”. Salmos. 23. 


O Salmo 23 é sem a menor sombra de dúvida, o mais lido, conhecido e citado salmo da Bíblia, até mesmo por aqueles que não fazem parte do rol de cristãos. É um dos inúmeros salmos de Davi, onde o salmista se vale de sua experiência como pastor de ovelhas, para transmitir ricas e preciosas lições sobre a suficiência de Deus, como Supremo Pastor, às suas ovelhas. É também chamado de salmo da intimidade e da comunhão, por isso não pode ser usado como um amuleto por aqueles que não conhecem o Pastor amado. Antes de qualquer coisa quero registrar a ideia original: Lá encontramos, não “O Senhor é o meu Pastor”, simplesmente, mas “O Senhor está me pastoreando”, ato contínuo. As ovelhas são animais frágeis e docilmente se deixam conduzir, proteger e guiar pelo seu pastor, não oferecem resistência. Quando se afastam deliberadamente do seu pastor, se perdem. As ovelhas não precisam compreender as ações do seu pastor, elas só precisam segui-lo. Aqui o salmista Davi explica, usando a metáfora do pastor de ovelhas, que se seguirmos ao Senhor que é nosso Pastor e está nos pastoreando continuamente e confiarmos nEle, ele suprirá todas as nossas necessidades (não nossas vontades). Necessidade é diferente de vontade. Necessidade= aquilo que é imprescindível. Vontade= anseio, cobiça, aspiração.

Hoje, de maneira especial, gostaria de convidá-los a fazermos juntos, uma releitura deste salmo, não numa perspectiva romântica e muito menos emocional, mas com honestidade de coração à luz do Espírito Santo, rogando ao Senhor que comunique ao nosso espírito, o que Ele quer dizer neste salmo. O que será que o Senhor quer nos dizer com “nada nos faltará”? Se muitos em nosso meio estão sem trabalho, sem casa pra morar, com relacionamentos destruídos, sem saúde, sem dinheiro e por aí vai, a interminável lista. Que garantias esse pastoreio nos oferece? Vejamos: Primeira: Esse pastoreio nos garante SUFICIÊNCIA; Segunda: Esse pastoreio nos garante SERENIDADE, mesmo nos vales mais áridos; Terceira: Esse pastoreio nos garante SEGURANÇA mesmo a despeito dos nossos inimigos; E Quarta: Esse pastoreio nos garante que CHEGAREMOS seguros à Casa do Pai, na eternidade!

O que aprendemos com esta releitura do Salmo 23? Apesar das nossas lutas, da aridez da vereda, estamos sendo pastoreados ininterruptamente, e NADA NOS FALTARÁ de tudo que realmente necessitarmos para completar a jornada. Nos momentos mais dramáticos, em que o VALE É DE SOMBRA DE MORTE, não precisaremos temer, pois é a SUFICIÊNCIA do Pastor que nos susterá; haverá sempre um bordão e um cajado prontos para nos proteger, corrigir e consolar se necessário for. O fim de cada batalha deve ser celebrado com gratidão e alegria; somos ali honrados diante de nossos adversários, pela fidelidade do Supremo Pastor. Há um alvo a ser atingido e esse alvo é a eternidade e nós, com a provisão da suficiência de Deus chegaremos lá em nome de Jesus Cristo. Nadia Malta

 

 

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