terça-feira, 14 de agosto de 2018

Meditação/Nadia Malta/VOLTEMOS AO PRIMEIRO AMOR! Ainda há tempo!


VOLTEMOS AO PRIMEIRO AMOR! 
Ainda há tempo!
                                                             
Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz Aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro:  Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.  Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.  Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”. Apocalipse 2.1-7. 

Éfeso é a primeira das sete igrejas da Ásia Menor para as quais foram enviadas cartas da parte do Senhor, por intermédio do apóstolo João. Cada igreja descrita em todo esse contexto traz em si mesma uma radiografia de suas entranhas, bem como retrata a história eclesiástica em todas as épocas. A palavra éfeso, por exemplo, significa desejável. No entanto, aquela igreja tornou-se descuidada, mecânica sem entusiasmo. O Senhor fala a igreja como um todo, mas fala também a indivíduos. E é como indivíduos que definimos a temperatura espiritual da congregação. O Senhor tem as estrelas ou anjos em suas mãos, sob o seu controle. Ele é o SENHOR da Igreja. O Senhor é Deus de oportunidades e sempre espera que mudemos as nossas posturas, por isso ele fala amorosamente a cada igreja. Estamos vivendo tempos de grandes mudanças em todas as áreas: Política, moral, ética, tudo parece que virou de cabeça para baixo. Há uma falta de paz generalizada, o mundo parece ter entrado em convulsão. Há perplexidade!  Também temos visto grandes catástrofes mundiais, a natureza parece sentir dores de parto. Todos esses acontecimentos, no entanto, apontam para algo de uma magnitude infinitamente maior: A Segunda Vinda de Cristo e antes da Segunda Vinda propriamente, o ARREBATAMENTO da igreja e este acontecimento é iminente. Por isso é tão necessário que a igreja se apronte para aquele dia glorioso quando encontraremos com o Senhor nos ares e haverá as Bodas do Cordeiro. Contudo, quando o Noivo chegar quer encontrar uma Noiva alegre, feliz, avivada, entusiasmada, ataviada para ele como toda noiva deve ser.

O que temos visto em nossos dias? Crentes tristes, abatidos, sem viço, carregando a obra de Deus como se fosse um fardo, misericórdia! Precisamos urgente de avivamento, mas para isto precisamos voltar ao primeiro amor e amar o Senhor apaixonadamente. O que foi dito para a igreja de Éfeso que serve para a igreja dos nossos dias? O Senhor reconhece aquilo que é bom: Éfeso tem obras, perseverança e doutrina aprovadas pelo Senhor. Era uma igreja que servia, trabalhava com zelo na obra do Senhor. Provavelmente tinha uma agenda semanal repleta de atividades. Era perseverante na fé e não desistia diante das adversidades. Tinha zelo com os que ministravam. Possuía uma doutrina sólida, separavam-se das falsas doutrinas. Rejeitava as obras dos nicolaítas que encorajavam os crentes a participarem das festas pagãs daqueles dias. Era uma igreja sofredora, suportava seus fardos pacientemente sem esmorecer. Aparentemente parecia perfeita.  Contudo, o Senhor repreende a igreja de forma dura: Éfeso abandonou a alegria do primeiro amor. Essa igreja que parecia perfeita, ativista, separada, disposta a sacrificar-se estava sofrendo de uma doença espiritual muda, assintomática: A falta de amor pelo Senhor. Quem via de fora não imaginava, pelo contrário, achava que aquela igreja era perfeita, mas o Senhor vê mentes e sonda corações. Ele não se impressiona com exterioridades. Certo pensador cristão diz que “alegria de crente é assunto muito sério no céu”. Éfeso perdera o entusiasmo, a vivacidade, a alegria contagiante que deve mover todo cristão sempre. O Senhor está dizendo aqui que aqueles irmãos faziam tudo de forma correta, mas sem a inteireza devida no coração. O grande problema é que eles deixaram de adorar. Éfeso perdera a alegria do primeiro amor porque perdeu de vista a consciência da presença de Deus. Na verdade o que nos motiva a fazer com alegria a obra de Deus é a profunda consciência de sua augusta presença.

Outra vez voltamos à velha questão de Deus não se impressionar com as nossas exterioridades, ele vê mente e sonda corações. A antes gloriosa igreja de Éfeso corria o risco de perder seu candeeiro (sua luz) caso não se arrependesse. Assim como o verdadeiro amor conjugal deve torna-se com o tempo mais profundo e intenso, do mesmo modo é o relacionamento espiritual com o Senhor. Há casais que com o tempo se acostumam um com o outro e deixam de manifestar as gentilezas e atenções dos primeiros tempos. Deixam de se cortejar de prestar atenção um ao outro, de trocar delicadezas e elogios. Fazem tudo direito cumprem as obrigações, suprem necessidades, mas se esquecem de se devotar um ao outro, tudo se torna muito mecânico. Quando isso acontece o relacionamento corre risco. Do mesmo modo acontece com o nosso relacionamento com o Senhor. O Senhor aconselha e faz uma promessa: O primeiro amor pode ser restaurado se forem observadas três condições da parte do Senhor. Primeira condição: “Lembra-te de onde caíste”. Lembrar o que foi perdido e cultivar o desejo de restabelecer a comunhão íntima. Vale para a igreja, vale para nós individualmente. Segunda condição: “Arrepende-te”. Terceira condição: “Volta à prática das primeiras obras”. O que o texto nos ensina hoje? O Senhor está às portas e precisamos nos preparar para aquele Dia glorioso quando nos encontraremos com ele nos ares. Essa preparação passa por um autoexame: Será que têm se achado íntegras as nossas obras perante o Senhor ou o que temos feito tem sido superficialmente apenas para impressionar as pessoas e receber seu aplauso? O Senhor deseja que trabalhemos em sua obra, que sejamos perseverantes na fé, firmes na doutrina, mas tudo isso deve ser feito em genuína adoração. A nossa verdadeira motivação deve ser o amor pelo Senhor. Se você se afastou da motivação correta, o Senhor aconselha hoje: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras”. Se vencer a negligencia receberá da plenitude da Vida eterna. Voltemos ao Primeiro amor! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



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