domingo, 5 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE NOS AQUIETAR EM DEUS: ELE ESTÁ PELEJANDO POR NÓS!

 TEMPO DE NOS AQUIETAR EM DEUS: ELE ESTÁ PELEJANDO POR NÓS!

No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome é Beltessazar; a palavra era verdadeira e envolvia grande conflito; ele entendeu a palavra e teve a inteligência da visão. Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras. No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando eu à borda do grande rio Tigre, levantei os olhos e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente. Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra”. Daniel 10.1-9. 


Ler o livro profético de Daniel é sempre reconfortante, pois ali percebemos de uma maneira mais portentosa e visual as intervenções de Deus nas horas mais dramáticas de nossas batalhas nas arenas desta vida! Daniel tem uma dessas visões arrebatadoras das aparições teofanicas do Cristo pré-encarnado. A visão foi tão tremenda e arrebatadora que não lhe restou força nenhuma. Deixando-o quase desfalecido. Daniel recebeu uma revelação de Deus e ao discerni-la entra em consagração e busca ao Senhor de todo seu coração. Ele precisava de respostas. As lutas que temos enfrentado são imensas e não poucas. Em certas ocasiões temos a nítida impressão que não vamos suportar. As forças nos fogem. Contudo, é precisamente nesses momentos que mais devemos buscar o Senhor numa consagração contínua. Esta é estratégia eficaz de combate. Há uma necessidade de atenção e vigilância constante. O adversário tem estado furioso contra o povo da Cruz! O texto aponta alguns princípios para alcançarmos vitória no meio das nossas lutas, vejamos alguns desses princípios: A disposição para a busca do Senhor em consagração; Quem busca encontra; Diante da majestade do Senhor nenhum mortal permanece de pé; Só o Senhor é quem pode fortalecer e consolar seus servos; E Muitas vezes a demora de Deus em responder é porque Ele está pelejando por nós!

Às vezes temos a impressão que perdemos a disposição para a luta, para a busca de Deus no meio das nossas lutas. Busquemos o Senhor em consagração genuína, não para barganhar com Deus, mas para estreitar o nosso relacionamento com Ele. É precisamente aí que recebemos grandes revelações da parte do Senhor. Quando buscamos o Senhor de todo o coração Ele se deixa encontrar. E nos revela coisas grandes e ocultas que não sabemos como foi dito a Jeremias. Vivemos em um tempo de absoluta irreverência diante do Senhor. As pessoas falam com Ele dando ordens e determinando o que Ele tem que fazer. Humilhemo-nos sob a mão poderosa do Senhor e Ele em tempo oportuno nos exaltará. Instrui o apóstolo Pedro. Daniel é consolado. O texto é cheio de revelações consoladoras. Daniel era alguém de quem o próprio Deus dera testemunho, conforme o relato do profeta Ezequiel, o próprio texto testifica isto chamando-o de muito amado. Entendemos que o profeta buscava entendimento para compreender o que estava acontecendo ao seu povo.

Houve uma resistência maligna por vinte e um dias. Havia uma batalha sendo travada nas regiões celestes para impedir que a resposta do profeta chegasse. Claro que a situação ali era específica e se referia ao povo cativo, mas será que não poderíamos estabelecer um paralelo com as lutas enfrentadas por nós e que apesar de clamarmos sofregamente, as respostas demoram tanto a chegar? Estamos no meio de uma arena de guerra da qual somos participantes ativos. Nossas lutas não são contra seres humanos, embora eles sejam agentes do mal muitas vezes, para nos afrontar e atingir. Nossa real luta é contra seres espirituais do mal agindo ininterruptamente ao nosso redor. Aqui é mencionado o príncipe da Pérsia e o da Grécia. Não se trata de pessoas, mas agentes satânicos que se opõem ao Senhor e seus servos. O que aprendemos aqui?  Precisamos nos dispor a buscar mais o Senhor em consagração contínua. Continuemos o nosso clamor em santificação contínua. A resposta pode até parecer demorada, mas ela virá e seremos fortalecidos, consolados e livrados para a glória de Deus! Nadia Malta

 

sábado, 4 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/SIGAMOS AO SENHOR E NOS ENTREGUEMOS A ELE SEM RESERVAS!

 SIGAMOS AO SENHOR E NOS ENTREGUEMOS A ELE SEM RESERVAS!

Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará”. João 12.25,26.            


Este versículo está exatamente no contexto que fala do episódio em que alguns gregos queriam ver Jesus. André e Filipe discípulos do Senhor vão comunicar a Ele do desejo daqueles de vê-lo. Jesus responde de um modo, que ao olharmos grosseiramente parece não ter entendido o recado. Na verdade, Ele entendeu e muito bem o verdadeiro intento do coração daqueles e de tantos outros até mesmo dentre os judeus. Não é sem razão que justo aqui Ele fale tão pormenorizadamente à respeito da sua própria morte e do desafio que teriam que enfrentar aqueles que queriam segui-lo. O texto nos leva a três verdades: Primeira Verdade: Servir e seguir andam juntos; Segunda Verdade: Seguir implica em sacrifício; E Terceira Verdade: Servir implica em abdicar da própria vida se for preciso. O contexto todo vai do versículo 20 até o 36. O texto é rico e profundo e só aqueles que têm olhos espirituais perceberão a profundidade do ensino trazido aqui. Seguir a Cristo implica em sacrifício da própria vida se for preciso. O Dr. Russell Shedd em seu comentário deste versículo diz: “Cada discípulo de Jesus deve ser outro “grão de trigo” pronto a dar a sua vida pela expansão do Evangelho”. Uma atitude sacrificial que contrasta frontalmente com a filosofia hedonista dos gregos da busca do prazer pelo prazer, da satisfação a qualquer custo das inclinações da carne.

Jesus reforça seu ensino sobre essa questão no Evangelho segundo Mateus (16.21-26): “Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: "Nunca,  Senhor! Isso nunca te acontecerá! "Jesus virou-se e disse a Pedro: "Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens". Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma”? A pergunta é: Será que todo esse arrazoado de Jesus não serviu para afugentar aqueles que queriam vê-lo? Outro dia li uma frase notável de C. S. Lewis a esse respeito, que diz: “Se alguém procura uma religião que o deixe confortável, certamente não é o cristianismo!”. Uma grande verdade. “As ovelhas do Senhor são marcadas nas orelhas e nas patas, elas o ouvem e o seguem” disse o reformador Lutero! Os que são de Deus querem Deus. O cristianismo contemporâneo, no entanto, tem “vendido” uma “imagem” absolutamente oposta. Tudo se promete em troca de adeptos: Riqueza, poder, saúde, uma vida prazerosa. Por isso é tão difícil encontrar aqueles que verdadeiramente queiram seguir e servir sacrificialmente ao Senhor. Alguns comentaristas dizem que aqui se encerra o ministério público de Jesus, daqui para frente Ele passa a ministrar aos seus discípulos.

Muitos líderes têm apostado na ideia da postura de sucesso. Todos muito bem vestidos com suas roupas de grife dirigindo seus carrões importados, ostentando suas jóias caríssimas. Até se endividam para alcançar tais status. Uma busca frenética do prazer pelo prazer. Uma ressurreição do hedonismo? Possivelmente! E para convencer seus ouvintes fazem longas orações com suas vozes cuidadosamente impostadas dentro das regras de oratória. E até gestos cuidadosamente pensados dentro das regras de PNL (Programação neurolinguistica). Há uma diferença abissal entre unção e persuasão. A primeira só os que estão cheios de Deus possuem, quanto à segunda é usada pelos caçadores de almas sempre apostos. “Nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus!”. O que tudo isto nos ensina? Precisamos anunciar o Cristo sim, em tempo e fora dele. Contudo, só os que tiverem olhos e ouvidos espirituais serão tocados e perceberão. Nenhum esforço humano pode contribuir para isto. Essa obra é de Deus. “Não é para quem quer ou quem corre, mas para aqueles dos quais Deus se compadece. Tudo vem dele, é para ele e acontece por meio dele!”. Crer no Cristo segui-lo e servi-lo implica em sacrifício e só os que são eficazmente chamados serão também eficazmente habilitados para tal! Atentemos! Nadia Malta

 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/CLAMEMOS COMO OS DISCÍPULOS DO PASSADO: “FICA CONOSCO, SENHOR”!

 CLAMEMOS COMO OS DISCÍPULOS DO PASSADO: “FICA CONOSCO, SENHOR”!

Mas eles insistiram muito com ele: "Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". Então, ele entrou para ficar com eles”. Lucas 24.29. 


Estamos todos carecidos de amparo divino! Este é sem dúvida, pelo menos para mim, um dos textos mais tocantes da Palavra de Deus! A dor daqueles discípulos à caminho da aldeia de Emaús após a morte de Jesus é semelhante a dor de cada um de nós ao nos sentir sozinhos e desamparados tantas vezes. Não falo da solidão de pessoas, mas da solidão existencial mesmo. Daquela solidão que enche o nosso coração de um vazio insuportável. Como essa solidão é humana e democrática, numa certa medida atinge a todos nós! Muitos julgam aqueles discípulos demonstrando um jogo do contente em meio às dores e perdas da vida. Jesus estava certo como sempre. Somos sim demorados para entender e crer em tudo o que Ele tem nos dito. São tantos os obstáculos que se levantam para embarreirar a nossa fé e a emoção é o pior deles! “Crer é pensar” diz John Stott. Como seria bom se aprendêssemos a criticar nossos próprios pensamentos e emoções! Mas a boa notícia é que Ele sempre vem ao nosso encontro e se coloca ao nosso lado compreendendo o que sentimos na nossa fragilidade humana.

Aqueles pobres discípulos tristes e deprimidos naufragaram em sua dor, assim como cada um de nós tantas vezes. Tudo parecia irremediavelmente perdido. O Mestre amado em quem eles haviam depositado a sua confiança e esperança estava morto. Tudo perdera o sentido, havia um crepúsculo no coração deles. Só restava desânimo, dor e desesperança. A tristeza era tanta que não reconheceram o Cristo andando com eles. Jesus se coloca no meio deles, pergunta de que eles estavam falando e começa a discorrer acerca de tudo que as Escrituras falam sobre Ele próprio. O coração deles ardia o tempo todo, mas sem discernimento. Os olhos daqueles discípulos estavam como que impedidos de reconhecê-lo. É, tristeza faz isso! E se foi assim com aqueles que tiveram o privilégio de ver o Senhor face a face nos dias de sua carne, o que se dirá de nós?

Continuamos seguindo vezes sem conta para o nosso Emaús de cada dia! Emaús representa a rota das nossas fugas. É para lá que corremos sempre cabisbaixos sempre que a jornada se torna insuportável. Tanto pode ser um lugar exterior ou interior. É o refúgio das dores mais atrozes. Já falamos sobre isto outras tantas vezes, mas sempre voltamos ao assunto, pois a necessidade de fuga é sempre recorrente na vida do servo de Deus. E não é falta de fé. É humanidade frágil! Sobretudo, quando as coisas dão errado do ponto de vista humano. Embora o nosso coração arda ao ouvir a sua voz por meio da palavra e das impressões do Espírito Santo em nossos corações, a dor que dilacera o nosso coração nos faz perder a visão. E só quando Jesus faz menção de seguir adiante é que paramos e apelamos: “Fica conosco, já é tarde e o dia já está quase findando”. Ele fica e abre os nossos olhos! Louvado seja Deus!  Que possamos lembrar da letra do velho hino que diz: “Com tua mão segura bem a minha, pois sou tão frágil, ó Salvador”! Nadia Malta.

 

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