sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Meditação/Nadia malta/QUE REJEITEMOS UM EVANGELHO SEM CRUZ!

 QUE REJEITEMOS UM EVANGELHO SEM CRUZ!

“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram”. Mateus 4.1-11. 


A tentação de Jesus no deserto da Judeia nos ensina lições preciosas. O texto relata logo no inicio que o nosso Senhor foi levado pelo Espírito para ser tentado pelo Diabo. Como entender uma afirmação como esta? O Jesus homem precisava experimentar tudo que experimentamos e o autor de Hebreus corrobora com esta afirmação ao dizer: “Pois não temos um sumo sacerdote que não seja capaz de compadecer-se das nossas fraquezas, mas temos o Sacerdote Supremo que, à nossa semelhança, foi tentado de todas as formas, porém sem pecado algum”. Por isso Ele pode se compadecer de nós! Note que na tentação de Jesus, o adversário foi nos três pontos cruciais do homem: Primeiro: A necessidade física. Inclusive aproveitou aqui para plantar a dúvida quanto à paternidade de Deus; Segundo: A necessidade de reconhecimento, ou seja, a vaidade pessoal através do exibicionismo. E mais uma vez pondo em dúvida à paternidade de Deus; E Terceiro: Acenando com o poder das riquezas!

Depois de um prolongado jejum, exatamente na hora da fome, do esgotamento e numa sequencia de apelos tirados cuidadosamente das Escrituras fora dos seus respectivos contextos, é claro, o tentador desafia primeiro o Senhor a transformar pedras em pães. Em seguida sugere que Jesus se jogue do alto do templo e por ultimo lhe mostra todos os reinos do mundo e promete dar tudo ao Senhor se Ele prostrado o adorasse. Notemos que Todas as tentações foram cuidadosamente tiradas das Escrituras e o Senhor venceu todas usando as Escrituras. Como tem sido fácil semear falsos ensinos desde aqueles dias! Como é fácil retaliar as Escrituras para se respaldar o que se quer. Creio que o maldito “evangelho da prosperidade” teve a seu inicio ali.  Sim. Foi apregoado pela primeira vez no deserto da Judeia pelo príncipe das trevas e tem conseguido cada vez mais adeptos! Se aquele príncipe infernal ousou tentar o próprio Filho de Deus ao lhe oferecer todos os reinos do mundo e dizer: “Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar!”, o que não fará com simples mortais cheios de cobiça, insatisfação e ingratidão como nós?

Fiquemos atentos e não nos deixemos seduzir por mensagens de fundamentação duvidosa! Não se chega a ressurreição sem se passar pela cruz! O que aprendemos aqui? Quantas vezes já não ouvimos emissários do adversário enviados para semear dúvidas em nossos corações em relação a real paternidade de Deus sobre nós? Até os mais experimentados numa hora ou outra são tentados. Por isso a necessidade de orar e vigiar. Quantas mensagens com origem na mente maligna de manipuladores da Palavra de Deus têm sido usadas pelo adversário para confundir e semear dúvidas na cabeça dos tolos! Clamemos, oremos e vigiemos para que não caiamos em tentação. Servos fiéis do Senhor passam por dificuldades financeiras. Atravessam estreitos e desertos abrasadores. Enfrentam enfermidades graves e podem ser curados ou não. Passam por perdas de entes queridos. E se o propósito de Deus for que o glorifiquemos em meio a essas aflições? E o próprio Mestre nos preveniu: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!”. É tempo de acordarmos e deixar de ser meninos na fé! Nadia Malta

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SERÁ QUE FOMOS VERDADEIRAMENTE CRUCIFICADOS COM CRISTO?

 SERÁ QUE FOMOS VERDADEIRAMENTE CRUCIFICADOS COM CRISTO?

https://youtu.be/svA-pcjOzzw

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Gálatas 2.20.                                                         


O apóstolo Paulo sabia ser impossível o homem ser justificado pelas obras da Lei. O único meio de estar quites com a justiça de Deus seria por meio do sacrifício vicário do Cristo em nosso lugar. Como este sacrifício foi vicário, ou seja, substitutivo. Jesus foi ao Calvário em nosso lugar! Isto significa que todo aquele que crê no Cristo recebendo-o como Senhor e Salvador foi crucificado junto com Ele. O texto de Paulo faz afirmações que o cristão verdadeiro não pode perder de vista, vejamos: Fomos crucificados com Cristo. Morremos com Ele e ressurgimos para uma nova vida; E Esse novo viver que agora temos é puramente pela fé no Filho de Deus que vive em nós! Outro dia li uma dessas estatísticas acerca do aumento do numero de cristãos evangélicos no país, chegando em pouco tempo numa projeção crescente a ultrapassar as demais religiões. Confesso que não me senti animada com a notícia. Explico com uma pergunta: Qual o tipo de “cristão” que tem sido “forjado” em nosso tempo? Que estratégias de “evangelismo” têm sido usadas para se conseguir adeptos eclesiásticos? Sim, porque há uma corrida não para povoar o Reino de Deus, mas para povoar currais ou guetos eclesiásticos.

Uma triste realidade que tem se tornado cada vez mais recorrente é a propagação de um evangelho que aponta para uma ressurreição sem cruz, através de uma pseudo barganha com Deus. Não se barganha com quem não precisa de nada! A realidade do verdadeiro cristão é a descrita pelo versículo citado no inicio. Fomos crucificados com Cristo, para que Ele viva em nós. Fomos chamados a morrer com Ele. A cruz era nossa, o sacrifício foi vicário, substitutivo. Jesus veio para que tivéssemos vida e vida em abundancia. E aqui Ele fala de interioridade, não de facilidades externas de um viver terreno. Da verdadeira prosperidade, não da prosperidade rasa de bens materiais e ausência de lutas.  Muito pelo contrário, no mundo passaremos por aflições, mas fomos por Ele habilitados a vencê-las. O “EU” precisa ser levado à Cruz, diariamente! É incrível como somos observados por homens e por anjos. Anjos eleitos e anjos caídos e esses últimos são a grande torcida contra a espera da nossa queda. Quando um cristão cai, logo aparecem multidões de acusadores com seus dedos em riste apontando e dizendo de maneira generalizada: “Olhe como os crentes agem!”. Há logo uma associação maligna com os malfeitores. Isto em todas as áreas: Política, social então, nem se fala.

O preço de um viver pela fé é altíssimo. Implica na rejeição radical dos métodos do mundo. As igrejas de multidões com seus jargões humanamente fabricados ou mesmo textos descontextualizados da Bíblia Sagrada têm ganhado cada vez mais adeptos. Técnicas de Programação Neurolinguistica usadas para impressionar, hipnose coletiva e assim, a unção dos “pregadores” tem passado há anos luz de distancia. Com raras e honrosas exceções, é claro, a igreja tem virado covil de salteadores semelhante ao templo dos dias de Jesus sobre a terra. Fato que Ele tanto combateu. Como se tudo isso não bastasse, hoje a igreja tem se transformado em reduto de políticos farsantes e enganadores! Notemos que as palavras mais duras do nosso Mestre foram dirigidas não aos reconhecidamente pecadores, mas aos religiosos que se arvoravam em grandes bandeiras de justiça e estavam sempre a apontar seus dedos julgadores. Confesso que tenho esperança de que haja no meio desses, os sinceramente equivocados que terão seus olhos abertos para enxergar o Verdadeiro Cristo, quanto aos demais, esses darão contas de si mesmos a Deus. O que aprendemos aqui? O desejo do nosso coração é que se arrependam e estejam dispostos a serem crucificados com o Senhor e experimentem a ressurreição para uma nova vida que o possa glorificar. Nadia Malta

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS PARA A SABEDORIA DO SILÊNCIO!

 ATENTEMOS PARA A SABEDORIA DO SILÊNCIO!

https://youtu.be/kdpZafMrbTQ

“Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando”. Provérbios 13.3.                                                    


O autor de provérbios chama seus leitores a observarem um falar prudente e sábio. Falamos sobre isto recentemente, mas precisamos ser mais lembrados que instruídos! Há no texto uma chamada severa à prudência no falar para não trazer ruina aos relacionamentos!  O salmista no salmo trinta e quatro faz uma pergunta e ele mesmo responde: “Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade”. Isso mesmo, ele fala da sabedoria do silêncio! Na verdade, encontramos aqui, com outras palavras, o que fora dito acima pelo autor de provérbios.  Quando nos referimos à sabedoria do silêncio não falamos do silêncio conivente com o pecado ou o calar-se oprimido diante de uma situação aflitiva e degradante, mas o calar prudente, observador e sábio.

O falar prudente tem hora certa! Quanta opinião precipitada dada sem pensar tem causado ruína e dano tanto a quem fala quanto a quem é vitima de um falar injurioso. Por que será que temos uma só boca e dois ouvidos? Imagino que o Criador queria nos ensinar algo precioso logo aqui! Assim, falemos menos e ouçamos mais. O silêncio muitas vezes é a melhor resposta! Por outro lado, tenho pensado muito naquilo que falamos e da maneira como é entendido. Os melindres fazem com que ouçamos um tom que não corresponde à realidade! Parece-nos que há uma intervenção maligna entre a trajetória da boca de quem fala até os ouvidos de quem ouve.

Lembro-me que certa vez uma pessoa veio falar comigo ao final de um culto e me pediu roupas usadas para doar enquanto eu conversava atentamente com outra pessoa, que passava por um momento difícil e carecia de toda a atenção. Sempre recolhia todo tipo de usados em bom estado para doação. Então, rapidamente, sem deixar de dar atenção à pessoa com quem estava conversando, perguntei para quem ela queria as roupas. A intenção ali era tão somente saber que tipo de roupa deveria trazer (para homem, mulher, criança). Mas aquela irmãzinha deu de ombros e saiu muito zangada e ofendida. Não entendi nada na hora. Continuei a conversa que não podia interromper. Dez anos depois, a irmã “ofendida” em questão, que acabou se tornando uma grande e querida amiga me confidenciou: “Já tive tanta raiva de você!”. Ao perguntar o porquê de tanta raiva. Ela revelou que dez anos atrás quando ela viera me perguntar se eu tinha roupas usadas para doar e eu perguntei para quem ela queria. Ela entendeu que eu havia achado que seria para ela e não atinou para a verdadeira intenção da minha pergunta. Quanta ira desnecessária! Tudo poderia ter sido rapidamente esclarecido se não fora o orgulho!    O que aprendemos com o autor de Provérbios aqui? O autor de Provérbios diz que “Quem guarda a sua boca guarda a sua vida”. Uma grande e irrefutável verdade!  Quanta angústia seria evitada se usássemos a nossa língua com sabedoria. Por outro lado uma escuta precipitada pode levar à situações equivocadas como a que fora relatada aqui. Falemos e ouçamos atentamente e com prudência! Nadia Malta

 

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