domingo, 11 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/EM QUAL CAMPO TEMOS SEMEADO?

 EM QUAL CAMPO TEMOS SEMEADO?

https://youtu.be/gQT49Q-ewx4

“Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna”. Gálatas 6.8. 


Façamos uma reflexão profunda sobre nossas semeaduras. Tenho meditado nos últimos tempos sobre essa questão. Nesta vida, ou estamos arando terrenos, lançando sementes ou colhendo os frutos das sementes plantadas. Resta saber que tipo de semeadura estamos fazendo. Deixe-me fazer melhor a colocação, sempre que um campo é semeado esse campo tem um dono. Quanta agonia no meio do povo de Deus, misericórdia! Castigo ou colheita de semeaduras malditas? Reflitamos! Só existem efetivamente dois campos a serem semeados: A Carne e o Espírito. Para a carne semeamos as sementes que o mundo oferece. São sementes de destruição e sofrimento. Seus frutos satisfazem temporariamente. São frutos enganosos, malditos. “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição”; Para o Espírito semeamos as sementes benditas que frutificarão eternamente. São sementes de vida e seus frutos glorificarão eternamente o Senhor, diz o apóstolo sobre o assunto: “mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”. Não nos esqueçamos: No caso aqui tratado, só há dois donos: O Senhor ou a nossa carne sempre insatisfeita!

A semeadura que se faz para a carne gerará frutos malditos de destruição, mas a semeadura feita para o Espírito Santo gerará frutos benditos para a vida eterna, repito. O que temos preferido? Quanto esforço inútil para satisfazer essa senhora tão cruel que é a nossa carne! Quanto tempo perdido em amealhar coisas que não têm peso de eternidade! Escolhas são sementes, não nos esqueçamos! “Aquilo que o homem semear, isto também ceifará!” diz o apóstolo Paulo tão sabiamente! Assim, atentemos tanto para o tipo de semente usada em nossas semeaduras, quanto para o dono do terreno sobre o qual estamos efetivamente lançando essas sementes! O apóstolo Paulo falando aos romanos diz: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo”. Paulo aqui esclarece essa questão.

Quem tem efetivamente o senhorio da nossa vida? É sempre oportuno meditar sobre este assunto, especialmente em tempos de tanto desequilíbrio dentre os que se dizem cristãos! E esta é uma questão que deve nos levar a refletir contínua e profundamente! Às vezes temos a impressão que os cristãos só olham para o aqui e o agora como se fossem viver eternamente nesta terra. Em Cristo somos livres, mas a nossa liberdade não é para dar lugar aos apelos da carne, nem as proposições do Adversário! No capítulo anterior desta epístola Paulo recomenda: “Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”. O que aprendemos aqui? O grande desafio do cristão é viver pelo Espírito, só desta maneira é possível resistir às inclinações e exigências de uma carnalidade que não se converte, pelo menos, não antes da Segunda Vinda do Cristo quando receberemos um novo corpo à semelhança do Corpo do Senhor! Ainda há tempo de mudar tanto a semente quanto o campo! Fica a reflexão! Nadia Malta

sábado, 10 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/NÃO RECLAMEMOS, ANTES CLAMEMOS E AGRADEÇAMOS!

 NÃO RECLAMEMOS, ANTES CLAMEMOS E AGRADEÇAMOS!

“Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros”. Números 14.2, 27, 28. 


O texto citado fala da travessia de Israel no deserto, rumo à terra prometida. O povo havia adquirido a disposição mental de escravos. Israel havia saído do Egito, mas o Egito não havia saído dele! A saudade que aquele povo sentia do cativeiro era incompreensível! Há duas coisas aqui no texto que chamam a nossa atenção, vejamos: Primeira: Quando falamos em nossas reclamações é ao Senhor que estamos difamando; E Segunda: Palavras são sementes. O que falamos receberemos! O texto citado no inicio é seguramente um daqueles textos que nos faz tremer nas bases, visto que há uma inclinação recorrente à murmuração desde os dias antigos. Como tem sido difícil encontrar corações cheios de gratidão ao Senhor! À semelhança do Israel do passado percebemos uma verdadeira compulsão por reclamar na vida da maioria dos que se dizem cristãos! Há uma insatisfação patológica que tem obstaculado as bênçãos de Deus nas vidas de muitos. O apóstolo Paulo recomenda: “Fazei tudo sem murmuração nem contendas!”. E ainda: “Em tudo daí graças!”.

Reclamamos se as coisas estão difíceis. Reclamamos entediados se estão fáceis demais. Lembrei-me agora de um comercial antigo de lamina de barbear. Aparecia um homenzinho reclamando da barba horrível que estava fazendo. Alguém chegava e lhe oferecia uma lamina de barbear de boa qualidade. O homem em questão continuava agora usando a boa lâmina, mas usando o mesmo tom de reclamação dizia: “Oh, que barba formidável que estou fazendo!”. E ainda um desenho animado infantil que mostrava uma hiena sempre mal humorada cujo bordão era: “Oh vida, oh azar, oh miséria!”. Pois é exatamente assim que fazemos. Vida imitando a arte? Não, arte imitando a vida! Esses personagens são tirados do cotidiano de várias pessoas.

Temos insistido para implantar uma cultura de gratidão, mas não tem sido fácil. Às vezes é até desencorajador. O Israel do passado depois de 430 anos de um cativeiro opressor sob todos os aspectos, recebeu a dádiva da libertação. E mesmo depois de todos os portentos de Deus para libertar seu povo com mão poderosa e braço estendido, Israel tinha memória curta para lembrar dessas intervenções.  O que aprendemos aqui? O povo em coro murmurou contra o Senhor e recebeu conforme a sua murmuração. Castigo de Deus? Não, consequência de sementes plantadas. Palavras são sementes e se forem semeadas, certamente brotarão! Cuidado com as palavras proferidas! Pensemos nisto e exercitemos as ações de graças! Substituamos a reclamação pelo cântico de gratidão ao nosso Deus e veremos a sua glória nas situações! Nadia Malta

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Meditação/Nadia Malta/ BUSQUEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ, QUE É O CRISTO!

 BUSQUEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ, QUE É O CRISTO!

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”. Efésios 4.1-6. 


Linda e oportuna mensagem paulina que tem caído no esquecimento de muitos cristãos, sobretudo, contemporâneos! As invencionices não param de surgir, haja graça e juízo! Quanta doutrina de homens apregoada em nossas igrejas, misericórdia! Quanta tentativa de tirar a centralidade do Cristo importando ensinos de outros guetos espirituais contrários à Palavra de Deus! Imagino se o apóstolo Paulo vivesse em nossos dias, misericórdia! Cadê o esforço para conservar a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz? Ao orar pelos romanos ele pede ao Senhor que conceda aos seus leitores espírito de unidade, segundo Cristo para que possam assim glorificar o Senhor! Paulo apela aos seus leitores em Éfeso para: Que andem de modo digno da vocação a que foram chamados; E Como seria esse andar? Qual a razão para esse andar de modo digno? Que vocação é esta mencionada aqui? A vocação de ser santos, separados para a glória excelsa do Pai celestial. O texto citado no inicio diz como seria esse andar. Qual é o vínculo da Paz? É o próprio Cristo. Se realmente somos dele, andemos de modo a glorificá-lo. Paulo deseja que o nome do Senhor seja em tudo glorificado.

É deprimente assistir cristãos se digladiando por causa de questões doutrinárias absolutamente irrelevantes. Fomos alcançados para louvor da glória de Deus. Precisamos parar e avaliar nossas diferenças. Será que essas diferenças acontecem naquilo que é essencial do ponto de vista bíblico? Tem uma frase de um teólogo luterano chamado Peter Mederlin, embora ao longo da história venha sendo atribuída a outros, inclusive a Agostinho e a Filipe Melancton, que traduz muito bem a exortação do apóstolo Paulo em relação à unidade da fé. Diz o teólogo: “No que é essencial, unidade; no que não é, liberdade; em todas as coisas, caridade!”. A pergunta aqui em relação à fé cristã é: O que seria essencial para nós cristãos, afinal? Gostaria de deixar pelo menos três fatos essenciais: Primeiro, não há salvação em nenhum outro a não ser por meio de Cristo Jesus. Segundo, o sacrifício vicário (substitutivo) de Cristo foi único, perfeito, eficaz e suficiente. Terceiro, esta obra salvífica acontece unicamente pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, não há obra meritória em nós. Assim todos estávamos no mesmo patamar quando fomos alcançados. Nenhum de nós era melhor que o outro. Não foi por obras de justiça de nossa parte para que não nos gloriássemos, mas pelos méritos infinitos de Cristo Jesus!

O que aprendemos aqui? Estendamos a destra de comunhão aos nossos irmãos em Cristo, não importando a denominação. Paremos de nos desentender como irmãos e usemos da liberdade em relação ao que não é efetivamente essencial e da caridade em relação a todas as coisas! Até mesmo com aqueles que seguem outros caminhos espirituais, sejamos benignos e compassivos não é por força ou violência que levaremos a mensagem da cruz. Não somos convertedores e sim apenas semeadores. Façamos isto por meio do vínculo da paz que é o próprio Cristo! Nadia Malta

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