quinta-feira, 25 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/ SOMOS CHAMADOS À MUITAS TRAVESSIAS!

 SOMOS CHAMADOS À  MUITAS TRAVESSIAS!

https://youtu.be/l2dzZaxSG1U

Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: "Vamos para o outro lado". Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam. Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este ia se enchendo de água. Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos”? Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!" O vento se aquietou, e fez-se completa bonança. Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?". Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?" Marcos 4. 35-41. 


Aquela convocação de Jesus mesmo tendo sido literal, trazia consigo um sentido parabólico para aqueles discípulos. Este outro sentido só poderia ser compreendido pelos ouvidos treinados de suas ovelhas. Jesus estava falando de uma travessia para um nível de espiritualidade que requeria fé, graça, resistência e resiliência. Se isso foi válido para os dias de Jesus andando com seus discípulos visivelmente aqui na terra, o que dizer nos dias de hoje? Tenho a impressão de ainda ouvir o Senhor Jesus fazendo a mesma convocação feita aos discípulos dos dias de sua carne sobre a terra: “passemos para a outra margem” e dessa vez não de forma parabólica, mas explicitamente convocando as suas ovelhas para atravessarem o lago da superficialidade, da barganha, do sacrifício barato, do voto de tolo, do mercadejamento da fé, do toma lá da cá espiritual que tem marcado a religiosidade de nossos dias. O que realmente o homem precisa não é encher os bolsos de dinheiro ou fazer parte da lista dos dez mais. O que na verdade ele precisa é preencher o vazio em seu coração. Ele precisa resolver o problema que afeta a sua interioridade: A falta de paz que excede todo o entendimento e aquela alegria completa e indizível que só é possível na presença do Senhor. Há três coisas no texto que chamam a nossa atenção de modo especial. Vejamos: A convocação de Jesus aos seus discípulos para passarem para a outra margem; Mesmo Jesus estando com eles no barco, não os livrou de passar por tempestades; E Tudo, absolutamente tudo, está no controle soberano do Senhor!

 Aquela era na verdade uma convocação para que seus discípulos participassem de uma “parábola viva”, onde eles próprios seriam os protagonistas. Eles viveriam naquele barco (figura representativa da igreja) o que experimentariam em suas vidas. O Senhor os convoca para um nível de espiritualidade que vai além da superficialidade e requer além de fé, graça, resiliência  e resistência para enfrentar o que pode surgir em nosso caminho. Estamos vivendo um tempo que é imperioso termos a compreensão dessa santa convocação do Senhor que ecoa em nossos dias, do contrário abandonaremos a fé que um dia abraçamos como muitos têm feito. Como cristãos somos chamados a enxergar a vida com os olhos de quem realmente foi transformado pelo poder de Deus. Isso nos faz andar no Caminho, na Luz, na Verdade, livres de pesos e culpas ou máscaras, mas não nos isenta de passar por tempestades. A proximidade e intimidade com o Senhor não torna a nossa vida mais fácil do ponto de vista circunstancial. No entanto, nos torna mais maduros, mais capazes de enfrentar a vida com lucidez e equilíbrio. Ajuda-nos a escolher as coisas mais excelentes, não nos contentando com superficialidades. O aparente sono de Jesus no barco não significa inação, descaso ou apatia. Esse sono faz parte de sua didática. O que Ele deseja é que confiemos em sua suficiente graça, numa atitude de fé e perseverança.

 Descobrimos aqui que nada do que venha a nos acontecer está fora de sua área de controle e cuidado amoroso. Ele não nos promete livrar de passar por vales sombrios, de entrar em fornalhas ardentes, de atravessar desertos abrasadores, de enfrentar gigantes, mas garante a sua presença em todo o tempo. Por isso aqueles discípulos foram severamente repreendidos por Ele por causa de sua falta de fé e timidez diante da tempestade. O que Espírito Santo deseja nos ensinar hoje? Jesus nos convoca hoje a passar a uma outra margem com Ele. Ele deseja para nós um nível de espiritualidade que vai muito além da superficialidade religiosa do toma lá da cá das igrejas-mercado. Ele deseja que alcancemos uma espiritualidade de alicerce profundo cavado na Rocha eterna que é ELE próprio. Mesmo estando conosco no barco, e Ele certamente está, não estamos livres de enfrentar tempestades em nossa jornada por esta vida. O aparente sono do Senhor não significa apatia, descaso ou inação, mas faz parte de sua didática. É um recurso, uma oportunidade de manifestarmos ousadia, fé e resistência confiantes na sua suficiente graça. Jamais devemos esquecer que o nosso Senhor é Aquele que até o vento e o mar lhe obedecem, portanto, ELE está no controle de absolutamente tudo e nos concedeu autoridade. Nadia Malta

 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/GLORIFIQUEMOS AO SENHOR COM O NOSSO VIVER!

 GLORIFIQUEMOS AO SENHOR COM O NOSSO VIVER!

https://youtu.be/-M4gAgPDutc

 Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz”. Cl.1.9-12.          


Colossenses é uma das cartas de Paulo escritas da prisão, provavelmente em Roma. A epístola em si, é assim como Efésios, uma carta circular (uma encíclica) que foi dirigida aos cristãos (santos e fieis) que se encontravam não só na própria cidade de Colossos, mas em toda a Ásia Menor. Colossenses mostra Jesus como cabeça da igreja. As orações paulinas feitas da prisão têm uma característica curiosa, ele nunca pede por questões pessoais sejam materiais ou físicas. O grande alvo dessas orações é pelas necessidades espirituais dele e do povo de Deus de maneira geral. É interessante observar que na maioria das nossas reuniões de orações, a grande motivação provém das necessidades de cada um: Saúde, finanças, relacionamentos, famílias e causas na justiça. Embora, não haja nada de errado em orar por essas coisas, precisamos aprender com Paulo a priorizar a nossa vida espiritual, o nosso viver com Deus, esta na verdade é a nossa principal e maior necessidade. Um simples levantar as mãos na igreja numa atitude de “entrega da vida ao Senhor”, não faz de nós cristãos genuínos. Essa atitude é só o primeiro passo. Precisamos nos manter firmes em nossa caminhada, andando e vivendo de modo digno do nosso Senhor e Salvador. Jesus está às portas e nunca foi tão necessário preparação e prontidão por parte de sua Noiva, a Igreja.

 

Mas o que significa realmente viver de modo digno? Será que Jesus tinha em mente nos enclausurar, nos fechar em um mosteiro para que não víssemos o que acontece no mundo? Acho que a própria vida e ministério de Cristo nos respondem a essas perguntas. Ele próprio recebia pecadores e comia com eles, sem precisar praticar as suas obras. O grande desafio para nós como igreja é viver no mundo sem nos deixar contaminar por suas obras malignas, nem fazer concessões aos seus apelos. Fomos chamados para ser santos, não santarrões estereotipados. O tempo para construir um santo dentro de nós é a vida inteira. O que seria, então, esse viver de modo digno do Senhor, segundo a visão paulina: Vejamos: Que Tenhamos uma cabeça sábia; Que Tenhamos pés firmados na Palavra; Que Tenhamos as mãos ocupadas; Que Tenhamos as costas fortes para enfrentar as dificuldades; E Que Tenhamos o rosto alegre, que sejamos perseverantes, e gratos a Deus! Essa inteligência espiritual mencionada aqui precisa ser desenvolvida para que não nos deixemos levar pelos ventos de doutrinas que sopram à nossa volta, bem como pelas ofertas do mundo, pelos apelos da carne ou os estímulos do diabo. Os pés firmados na Rocha é uma consequência dessa inteligência espiritual, que leva o cristão a uma obediência prática àquilo que é ordenado pela Santa Palavra de Deus.

 

O que aprendemos aqui? Na vida cristã conhecimento e obediência andam juntos. Aqui fala de testemunho. Trabalhar para o Senhor é um ato adorador, para isso não é necessário um púlpito ou pregação formal, como já fora dito, mas um compartilhar diário daquilo que Cristo fez por nós. É necessário trabalhar enquanto é dia, a noite vem quando não poderemos mais trabalhar. Conhecimento, obediência e serviço também precisam estar associados ao caráter moral do filho de Deus. O cristão precisa ser fortalecido no Senhor para não esmorecer diante das dificuldades, nem sucumbir às fraquezas e inclinações da carne. Certo pensador cristão disse: “Alegria é negócio sério no céu. O cristão triste é um difamador do seu Senhor”. “Se não há alegria em nossa vida, há algum vazamento em nosso depósito espiritual”. Atentemos e reflitamos! Nadia Malta

terça-feira, 23 de junho de 2026

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR TEM E ESTÁ NO CONTROLE DE ABSOLUTAMENTE TUDO! CONFIEMOS!

 O SENHOR TEM E ESTÁ NO CONTROLE DE ABSOLUTAMENTE TUDO! CONFIEMOS!

Tu guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia. Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna. A minha alma suspira por ti durante a noite; e logo cedo o meu espírito por ti anseia, pois, quando se vêem na terra as tuas ordenanças, os habitantes do mundo aprendem justiça. Senhor, tu estabeleces a paz para nós; tudo o que alcançamos, fizeste-o para nós”. Isaías 26:3,4, 9, 12. 


Este capítulo é um cântico de confiança na proteção divina. Aqui, o profeta faz uma ousada declaração de confiança irrestrita no Deus Todo Poderoso que tudo faz esplendidamente! Não é fácil manifestar a nossa fé quando tudo parece demorado demais, sobretudo, aquilo que para nós tem caráter de urgência! E ultimamente essas demandas “urgentes” têm sido cada vê mais “urgentes”, pelo menos para nós! O que o Senhor quer nos ensinar com essas esperas tão “prolongadas”? Creio que só há uma resposta a essa pergunta: A própria espera faz parte da resposta! Enquanto o Senhor prepara a nossa resposta, nos prepara para recebê-la! São testes de fé e confiança irrestrita na providencia do Senhor! Estamos sendo treinados! Nada é irremediável, há esperança! Ele vive não há o que temer! Não podemos esquecer que não há ressurreição sem cruz! A cruz é a grande plataforma para a ressurreição! Ao pleitear uma causa diante do Eterno precisamos ter firmeza de propósito, pois só firmados nEle sentimos paz! Primeiro precisamos entender o significado da palavra propósito: “Projeto, desígnio. Aquilo que se busca alcançar; objetivo, finalidade, intuito”. E no caso aqui, não se firmar no propósito do que se deseja alcançar, mas firmar o propósito em Deus!

Por mais angustiosos que sejam os dias em que estamos vivendo em termos de mundo, precisamos experimentar a certeza que estava no coração fiel do profeta. Ele experimenta a paz sobrenatural, não porque tudo estivesse bem, mas porque ele tem ao Senhor. E é exatamente isto que faz a diferença! Reavaliemos os nossos propósitos, chequemos os nossos alicerces. Se eles estiverem firmados na Rocha Eterna que é o Senhor experimentaremos essa paz que vai além de todo o entendimento. A alma do fiel precisa antes de qualquer coisa ansiar pelo Senhor, desejar a sua presença. Será que poderíamos entoar este cântico de confiança na proteção divina, assim como o profeta? Há aqui um suspiro ansioso por Deus no coração de Isaias. Ele sabe que só quando os juízos ou ordenanças de Deus se manifestam, os habitantes do mundo aprendem justiça! E este é um fato inquestionável. Temos insistido nos últimos tempos para que os servos do Senhor busquem a sua presença, que peçam perdão representativamente como mundo caído, que peçam a intervenção poderosa dEle no meio desse caos em que estamos mergulhados. Precisamos reconhecer que tudo vem do Senhor, nada procede de nós mesmos e isto nos faz sentir paz no coração! Firmados em Deus e desejosos de sua presença, Ele estabelece a paz em nossos corações!

O que aprendemos aqui? O profeta faz nos versículos citados uma grande declaração de fé e confiança no Senhor, seguida de uma afirmação de reconhecimento de que tudo procede dEle. E é o que tem faltado em nós. Não sabemos o que nos aguarda ou o que nos reserva o futuro, mas devemos crer Naquele que nos aguarda e tem reservado o melhor para aqueles que nEle esperam e confiam. Assim, firmemos o nosso propósito no Senhor, confiemos, esperemos e descansemos nEle! Celebremos a presença do nosso Senhor com este cântico de confiança. Ele vive não há o que temer! Há esperança para nós! Não podemos esquecer que não há ressurreição sem cruz! A cruz é a grande plataforma para a ressurreição! Confiemos no Senhor, Ele é a nossa Rocha! Nadia Malta

 

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