quinta-feira, 19 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/ QUE A NOSSA ESPERANÇA SEJA RENOVADA!

 QUE A NOSSA ESPERANÇA SEJA RENOVADA! 

 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Lamentações 3:21. 


 Lamentações trata de uma tragédia a nível nacional. Ali,  assolação atingiu a todos indiscriminadamente. O livro em si é um poema fúnebre para o funeral da nação. Em 587 a.C a cidade santa de Jerusalém caiu diante dos exércitos de Babilônia. Os líderes do povo e muitas pessoas comuns foram obrigados a caminhar novecentos quilômetros até o país vizinho. Não há como exagerar a intensidade e a abrangência do sofrimento decorrente da queda de Jerusalém. Ali a perda foi total. Cadáveres amontoados por todos os lados. Canibalismo e sacrilégio eram dois terrores gêmeos que agiam nas ruas da cidade destruída. O assassinato indiscriminado de crianças inocentes demonstrou a perda da esperança na reconstrução da dignidade humana, e os sacerdotes mortos evidenciava o desaparecimento do respeito pela vontade divina. O sofrimento atingiu ali o nível mais profundo e Lamentações é a cerimônia fúnebre da cidade morta, repito. O profeta Jeremias que já havia sido inevitavelmente contaminado pelas circunstancias ao seu redor, pára diante do caos e redescobre a Esperança. Ele sabe que a ira de Deus tem um tempo de duração, enquanto a sua misericórdia e seu amor duram para sempre. Assim, aprendemos que mesmo quando Deus se ira Ele nos ama. A própria disciplina de Deus é um ato de amor.

 Pior que não ter esperança é ter uma falsa esperança. O Senhor enviou profetas para advertir o povo quanto à observância da aliança com Ele. A quebra dessa aliança implicaria em cair nas mãos dos adversários, mas o povo obstinado e rebelde não quis ouvir. Depois enviou profetas durante o cativeiro para que o povo se arrependesse, mas ele preferia dar ouvidos aos falsos profetas que prometiam saídas mágicas e iminentes. Os falsos profetas procuravam trazer falsas esperanças ao povo com relação ao fim do cativeiro. No entanto, aquele cativeiro durou setenta anos (Jr. 25). O Senhor usou o profeta Jeremias para enviar uma mensagem lúcida e verdadeira, embora não agradável, aos cativos em Babilônia! Muitos em nosso meio têm estado assim, desesperados, desesperançados achando que suas vidas não têm mais jeito. Acham que o Senhor os esqueceu e de certa maneira têm olhado para vários lugares tentando achar uma saída e até mesmo se apegado a falsas esperanças, como o povo de Deus do passado. Quero convidá-los hoje a juntos irmos a Jerusalém assolada dos dias do cativeiro de Babilônia e, sobretudo, olharmos para o próprio profeta Jeremias e aprender com ele a redescobrir a esperança no meio do caos. Descobrimos aqui que Jeremias deixou de olhar para fora e olhou para dentro de si mesmo. Foi buscar o que estava impresso em seu coração. O que Deus tem imprimido em nossos corações? No meio daquele caos, o profeta Jeremias redescobre três razões para continuar fazendo a sua confissão de esperança. Vejamos: Primeira razão: As misericórdias do Senhor não têm fim e se renovam a cada manhã; Segunda razão: A grandeza da fidelidade de Deus; E Terceira razão: A bondade do Senhor se manifesta aos que esperam nEle.

 O que aprendemos aqui? Por mais difíceis que sejam as nossas adversidades e assolações, elas poderiam ser ainda piores, à semelhança do que aconteceu a toda a nação de Judá nos dias do cativeiro de Babilônia!  Quando Deus entende de nos consertar e trazer as mudanças pelas quais clamamos, Ele usará todos os recursos, até mesmo as adversidades, dores e perdas. Precisamos aprender a redescobrir a Esperança no meio da agonia, olhando para os atributos eternos e imutáveis de Deus especialmente: Misericórdia, fidelidade e bondade. Aprendemos em Lamentações que mesmo no meio do sofrimento mais atroz Deus se manifesta ao seu povo dando-lhe oportunidade de mudança e crescimento. Pensemos nisso! Deus é a nossa fonte de cura e plenitude, busquemos, pois, a Ele! O cativeiro em Babilônia durou setenta anos, enquanto não se cumpriu o tempo não houve resposta de Deus. Por isso, aguardemos o agir de Deus, a resposta vem, não desistamos! Agora deixe o Espírito do Senhor nos fazer uma revelação: O tempo para a bênção chegar não é definido por Deus, mas pela nossa obediência, arrependimento, confissão de pecados e volta para Deus.  E Deus espera para ter misericórdia de Nós como fez com a nação rebelde de Judá nos dias antigos. Atentemos! Nadia Malta

 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/ NÃO NOS DEIXEMOS ASSOMBRAR, SIGAMOS NA FORÇA DO SENHOR!

 NÃO NOS DEIXEMOS ASSOMBRAR, SIGAMOS NA FORÇA DO SENHOR!

https://youtu.be/aRUc_TW9SR4

 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. 2 Coríntios 4:16-18.                                   


 Por que será que este assunto tem sido vez por outra trazido a nós pelo Espírito Santo? Basta um rápido olhar para as nossas próprias vidas para encontrarmos a resposta. O Senhor certamente deseja que amadureçamos na fé e no conhecimento de Deus. Infelizmente, muitos de nós, mesmo a despeito de muitos anos de “estrada”, ainda continuam  meninos na fé. Por isso é tão oportuno rogar ao Senhor que proteja as nossas emoções dos embates da vida, para que nossa fé não esmoreça. Deus está treinando guerreiros de fé sobre a terra para ver o invisível, ouvir o inaudível e crer no impossível. O Senhor deseja sarar as famílias, restaurar os lares. Embora as aflições enfrentadas sejam reais, precisamos atentar para outra realidade paralela: Aquilo que está acontecendo no mundo invisível, tanto da parte de Deus quanto da parte do nosso adversário. O Senhor afirma em Os. 4.6 que o seu povo está sendo destruído por falta de conhecimento. Este conhecimento não cessa nunca, por isso ouvimos a exortação deste mesmo profeta em Os. 6.3 ele diz: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra”.  Ah, como precisamos ser regados assim! O apóstolo Paulo baseado em sua própria experiência traz aqui três exortações para se enfrentar as aflições sem esmorecer na fé. Vejamos: Primeira exortação: “Não devemos desanimar”; Segunda exortação: A aflição que estamos enfrentando tem propósito e prazo de validade; E Terceira exortação: Não nos assombremos com a aparência da aflição, mantenhamos os olhos Naquele que é invisível, mas real, Jesus, O Cristo de Deus!

 Quem está dando este conselho é um campeão de fé, um especialista em superar aflições, não um crente de fachada. Ele aqui não se refere ao desânimo enquanto emoção, sujeito às circunstancias; ele fala de um padrão de fé que via além daquilo que é visto com os olhos humanos. Quero dizer a você hoje: Continue orando e crendo! Ore pelo seu cônjuge incrédulo, ore por seus filhos distantes de Deus, você não gerou filhos para serem instrumentos nas mãos de satanás, mas os gerou para a glória de Deus! Ore pelas situações aparentemente insolúveis, ore para que o Senhor abra portas onde elas não existem. Simplesmente ore e deixe que o mais Ele fará. Paulo não está fazendo aqui uma apologia masoquista ao sofrimento, nem banalizando as nossas lutas, pois não tem nada de agradável em passar por tribulações. Mas às vezes é necessário atravessá-las como um recurso didático de Deus. Ele está nos alertando para ficarmos espertos, porque essas dificuldades pelas quais passamos além de propósito, têm prazo de validade e podem ser revertidas para o nosso bem, se aprendermos a olhar para elas usando critérios e valores eternos. A terceira exortação de Paulo para os seus leitores justifica as anteriores.

 Precisamos entender que o mundo invisível é o único verdadeiramente real. Se nos preocupássemos em olhar para o mundo invisível como Deus deseja, jamais nos sentiríamos desanimados, abatidos ou destruídos diante das aflições da vida. A triste realidade é que somos todos, com raríssimas exceções ainda meninos na fé e tendemos a nos desesperar e nos desestruturar diante das dificuldades da vida. O que o texto nos ensina hoje? Não desanimemos diante das aflições e tempestades da vida, por mais difíceis que sejam, elas passam e  fazem o nosso espírito amadurecer e se renovar. As aflições e tribulações têm propósito e prazo de validade e podem ser revertidas ao nosso favor se aprendermos a olhar para elas com critérios e valores eternos! Que possamos adquirir obstinadamente a percepção do sobrenatural de Deus, através do conhecimento dEle pela sua Palavra e revelação do Espírito Santo em nome de Jesus Cristo! Coragem! Vai ficar tudo bem! Nadia Malta

 

 

terça-feira, 17 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE PERSEVEREMOS NA FÉ EM CRISTO!

 QUE PERSEVEREMOS NA FÉ EM CRISTO!

 Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos. Todas as vossas coisas sejam feitas com amor”. 1 Coríntios 16:13,14. 


 Os versículos lidos no inicio trazem uma prática exortação àqueles que desejam andar em santidade e pureza moral de forma perseverante, não só na Corinto dos dias de Paulo, mas na igreja de nossos dias. É interessante observar que para onde nos viramos hoje, há sempre uma oferta de fórmulas mágicas, sobretudo, para resolver problemas. As livrarias estão abarrotadas de livros de autoajuda que encabeçam as listas de best-sellers e enchem de dinheiro o bolso daqueles que os escrevem. Há uma coisa em comum em cada uma dessas publicações: Tem sempre um passo a passo a ser seguido. As pessoas estão ávidas por respostas, soluções e possibilidades, desde que não tenham de fazer nenhum esforço ou sacrifício. Mas, e quanto ao povo de Deus, que tem sido açoitado por ventos doutrinários cada vez mais devastadores? Será que não há também um passo a passo do céu, que nos assegure um andar firme e perseverante em Cristo? O apóstolo Paulo responde a essa questão nos versículos lidos no início. Só, que antes do passo a passo, precisamos viver e experimentar o Cristo que vivifica, a partir daí esses passos serão dados com leveza e naturalidade. O apóstolo Paulo aponta cinco passos ou atitudes imperativas que asseguram, um andar  perseverante em Cristo. Vejamos: Primeiro Passo: Sede Vigilantes; Segundo Passo: Permanecei Firmes na Fé; Terceiro Passo: Portai-vos Varonilmente; Quarto Passo: Fortalecei-vos; E Quinto Passo: Todos os vossos atos sejam feitos com amor.

 A atitude de vigilância tem sido negligenciada pela maioria absoluta de nós. A vigilância que precisa estar sempre acompanhada da oração é uma questão de sobrevivência para todos os que servem a Deus. Somos espreitados incessantemente por ações e presenças demoníacas, que se colocam ao nosso derredor, para nos derrubar de nossa posição em Cristo.  Precisamos entender que não estamos de férias na terra, mas numa grande arena de guerra. Quando a fé se instala, ela dá firmeza aos nossos passos. Mesmo que ela seja como um grão de mostrada, poderemos deslocar os montes que têm tentado impedir as nossas vitórias. Como está a nossa fé? Maturidade espiritual se adquire quando nos alimentamos, meditamos e praticamos a Palavra de Deus. Não existe outro método. Os ventos doutrinários contrários à Palavra de Deus são devastadores e têm sido uma grande arma nas mãos do adversário para minar a perseverança dos santos, postergando ou impedindo a sua maturidade espiritual. Muitos cristãos que já deveriam ser mestres continuam necessitando de leite espiritual. Jesus está às portas, não temos muito tempo. É preciso amadurecer para ajudar os novos crentes. Esse fortalecimento é experimentado pela leitura da Palavra de Deus e dependência do Espírito Santo diariamente. Nada fazemos de nós mesmos, somos tão somente instrumentos nas mãos de um Deus soberano e gracioso. A manifestação do amor desinteressado (ágape) é credencial de cristão verdadeiro. Os atos concretos de amor de cada crente, sobretudo, pelos que não merecem, testemunham de Cristo, não só lá fora, mas especialmente para os de sua casa.

 O que esse passo a passo do céu nos ensina hoje? Precisamos aprender a depender de Deus e de sua Santa Palavra. Quando levamos à sério o que dizem as Escrituras, as coisas começam a fluir para nós. Precisamos reaprender a vigiar e orar em todo tempo. Não “terceirizemos” a oração e a vigilância, façamos nós mesmos. Entremos com ousadia no Santo dos Santos, levemos diante de Deus a nossa demanda e achemos graça em sua presença. Precisamos permanecer firmes na fé e construir a nossa casa espiritual sobre a Rocha eterna que é o Cristo. A fé é a vitória que vence o mundo e sem ela desagradamos a Deus. Aprendamos a nos portar varonilmente, de forma madura e corajosa, para que possamos cuidar dos novos crentes. Precisamos aprender a buscar o fortalecimento no Senhor e na força do seu poder. Finalmente, que todos os nossos atos sejam feitos com amor. Exercitemos incessantemente a graça de Deus, com todos. Com os que estão perto e com os que estão longe, sobretudo, com aqueles que não merecem. Reflitamos! Nadia Malta

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