domingo, 12 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/AQUIETEMOS NOSSO CORAÇÃO, VIVAMOS O AGORA DE DEUS!

 AQUIETEMOS NOSSO CORAÇÃO, VIVAMOS O AGORA DE DEUS!

 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”. Mateus 6.25, 34. 


O texto lido está no contexto do sermão do Monte, e nele o Senhor chama a atenção dos seus ouvintes à confiança Nele. Precisamos ter sempre em mente o mal que a ansiedade provoca em nós. Quantas doenças emocionais têm surgido a partir das nossas ansiedades. Alguém já disse “que ansiedade é excesso de futuro enquanto a depressão é excesso de passado” e quando as duas se juntam é uma tortura sem fim. Quantos amados se encontram prisioneiros de situações como esta! Duas coisas chamam a nossa atenção no texto: Primeira: O Senhor nos ordena a não andar ansiosos, inquietos com o dia de amanhã; E Segunda: O amanhã ainda não chegou, basta ao dia o seu próprio mal. Por que agimos de maneira semelhante àqueles que não conhecem ao Senhor? Essa é uma pergunta que sempre precisamos nos fazer em meio às demandas da vida. Creio que a preocupação ou ansiedade até certo ponto tem o seu lugar em nossas lutas diárias como seres limitados e sujeitos às fragilidades, mas o exagero em preservar esses sentimentos tem levado muitos à enfermidades graves!

Sim, será que não temos exagerado em nossas inquietações ao ponto de adoecer o nosso corpo e a nossa mente? Antecipamos problemas que sequer aconteceram! E por que agimos assim? Porque não confiamos completamente Naquele que tem o controle soberano de todas as coisas! A ansiedade fora de controle é filha do medo, o grande vilão dessa cadeia destrutiva, que nos atormenta desde sempre! Por sua vez ela acaba gerando determinadas depressões que muitas vezes nos levam à profundos poços dos quais encontramos dificuldade de sair. A ansiedade nos faz enxergar “malassombros” até naquilo que é o resultado do agir de Deus em resposta às nossas orações! Naquilo que será transformado em bênçãos, roubando o brilho das nossas vitórias!  No caminho das nossas vitórias muitas vezes precisamos atravessar vales, desertos e encontramos gigantes descomunais para serem vencidos, dos quais o medo é sempre o maior deles.  Ainda somos surpreendidos com muralhas a serem saltadas e exércitos para serem desbaratados, mas não lutamos sozinhos, O Senhor vai sempre à nossa frente! Não temamos! A vida é mais que o alimento e o corpo mais que as vestes, Jesus adverte!

Aprender a viver o agora de Deus é o grande desafio para seres humanos apressados! Antecipar sofrimento ou ocupar-se previamente do que nem aconteceu, além de pecado, é perder de vista e deixar de desfrutar daquilo que Deus está fazendo hoje, agora. É ainda perder de vista a perspectiva dos seus agires amanhã! Pensando bem, o único dia que temos de fato é o hoje, o nosso tempo é o agora. O ontem já se foi e o amanhã ainda nem chegou nem sabemos se chegará! Somos desafiados pelo Senhor a viver um dia de cada vez. É de degrau em degrau, é de vitória em vitória, é de fé em fé! Assim, sigamos na força que o Senhor supre e a vitória será nossa pelo sangue de Jesus! O que aprendemos aqui? Cuidado com a ansiedade, ela é filha do medo e rouba o brilho das nossas vitórias.  O dia real que temos é o hoje, o agora de Deus. Confiemos no que Deus já está realizando ao nosso favor. Os altos e baixos desses agires fazem parte do tratamento de Deus na situação. O que pode embarreirar a ansiedade e o medo? A fé Naquele que tem o controle de TUDO em suas soberanas mãos! Tão somente confiemos! Nadia Malta

sábado, 11 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS ESCONDAMOS SOB AS ASAS DO ALTÍSSIMO ATÉ QUE PASSEM AS CALAMIDADES!

 QUE NOS ESCONDAMOS SOB AS ASAS DO ALTÍSSIMO ATÉ QUE PASSEM AS CALAMIDADES!

“Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias”? 1 Reis 19.13. 


O texto é bem conhecido e fala da fuga do profeta Elias depois de experimentar a grande vitória contra os profetas de Baal e sofrer a ameaça de morte da rainha Jezabel! Vale a pena ler todo o capítulo para se ter uma ideia do panorama geral  daquele acontecimento! Gostaria de focar em dois pontos do relato: Primeiro: Elias teve medo e fugiu, assim como nós tantas vezes; E Segundo: Ele Desejou para si a morte, também como nós. Comecemos esta breve meditação de hoje com uma pergunta: Já sentiu vontade de se esconder?  De fugir e procurar uma caverna na qual se abrigar para fugir de tantas demandas e exigências da vida? Quantos de nós já não nos sentimos assim de vez em quando? Ouvimos aquela voz interna nos perguntando: Vai encarar ou vai correr? Confesso que já, e não foram poucas as vezes que isso aconteceu. Até mesmo senti vontade que o Senhor naquele momento fechasse o fôlego da minha vida. E ao encontrar um servo da envergadura de Elias fugindo para procurar esconderijo numa caverna, o coração sossega. Ufa! Somos humanos, limitados e enxergamos só o que está perto. Choramos e sentimos dores inúmeras vezes! O que nos anima nessas horas de cansaço profundo é saber que o Senhor nos confronta, revigora, alimenta e não desiste de nós. Elias depois de uma grande vitória contra os profetas de Baal foge com medo das ameaças de Jezabel. Mas será que Elias correu simplesmente por medo daquela rainha maligna? Creio que não foi só isso que colocou o profeta numa rota de fuga, mas o acúmulo de tantas atribuições e o fato de achar que estava só naquela luta.

 Não é fácil lidar com as sobrecargas! Elas fazem parte do treinamento para fortalecer a nossa fé!  Já vi muita gente criticar o profeta do fogo, mas quem o critica não tem coragem de admitir as suas próprias fraquezas. É em admitir e confessar que somos visitados com o fortalecimento que vem de Deus. Às vezes, tudo que precisamos nas horas de agonia profunda é fazer aquietar a nossa alma. Buscar um tempo de contemplação deixar a mente descansar, sobretudo, descansar em Deus! Elias estava acostumado a grandes manifestações de Deus, mas dessa vez foi diferente: O Senhor não falou por meio de um vendaval, nem por meio de um terremoto, muito menos por meio do fogo, elemento tão familiar ao profeta. Ele falou por meio de uma brisa suave. O Texto diz: “Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave”. O texto citado no inicio afirma que o profeta ao ouvir aquela brisa suave “puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna”. O verdadeiro servo do Senhor compreende, discerne a sua voz venha da maneira que vier. Só um relacionamento íntimo com o Senhor não nos deixa enganar pelas vozes que tentam nos confundir. A voz de Papai é inconfundível para aqueles que o conhecem! E não há Abrigo mais confiável e renovador que o Esconderijo do Altíssimo. Não foi a caverna que revigorou o profeta, mas a própria presença do Senhor.

Em seu cansaço queixoso Elias achava que estava só na sua luta, mas o Senhor o renova e faz a grande revelação: “No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram". Quantas vezes não nos sentimos assim? Mas em todas as épocas sempre houve e sempre haverá um remanescente fiel que jamais se dobrará a cada Baal que possa surgir. Corramos para o Senhor, só Ele é o nosso Refugio e Fortaleza, Consolo presente em nossa tribulação! O que precisamos aprender aqui? Precisamos aprender a admitir as nossas fragilidades. Não somos super nada. Temos medo, sentimos solidão, sentimos vontade de morrer muitas vezes. Mas o Senhor conhece as nossas fragilidades, nos alimenta e revigora, como fez com Elias. Diz o texto vs.5,6: “Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo. O Senhor nos encontra não importa a nossa rota de fuga, nos confronta e ouve a nossa queixa! Sosseguemos! A obra que o Senhor tem a fazer por nosso intermédio será feita e sem substituição. E mais, descobrimos que não estamos sozinhos na batalha. Sempre haverá um remanescente fiel pelejando conosco em oração! Nadia Malta

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ O SENHOR ORDENA QUE NOS AQUIETEMOS NELE!

 O SENHOR ORDENA QUE NOS AQUIETEMOS NELE!

"Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”. Hebreus 4.9-11. 


Estamos todos carecidos de ânimo e encorajamento! As lutas por fora e os temores por dentro têm sido intensíssimos! O texto faz três afirmações consoladoras. Vejamos: Primeira: Ainda resta um Descanso sabático para o povo de Deus; Segunda: Quem entrar nesse Descanso descansará das suas obras como Deus descansou das suas; E Terceira: É preciso esforço para experimentar esse Descanso, do contrário caímos como o Israel do passado. Estamos todos tão necessitados de descanso, refrigério e folga! Na verdade essas palavras se fundem. Não dá para pensar em uma sem imediatamente associar às outras! Quando olhamos para a Palavra de Deus desde os primórdios percebemos o Senhor nos acenando com a possibilidade real de um Descanso sabático que não finda. Isaias diz: “Senhor, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós!”.

Tudo no passado apontava para o futuro. A Bíblia é um livro de tipos e tudo, absolutamente tudo aponta e converge para o Cristo. Todas as figuras e tipos anunciavam a presença do Senhor Jesus Cristo. O Pai Celestial usa os mais diferentes instrumentos inspirados por Ele para falar da mesma pessoa: Jesus Cristo, O verdadeiro e perene Descanso de Deus. O tempo que estamos vivendo tem demandado sobriedade e vigilância, pois o nosso Adversário tem andado ao derredor ávido para nos tirar do prumo de Deus. O propósito dele é alcançar vantagem sobre nós. O apóstolo Paulo alerta que não devemos ignorar seus desígnios. Toda essa luta espiritual gera um cansaço enorme. Tenho ouvido muitos que atravessam vales áridos em família e o cansaço de todos é visível. As queixas de todos são pela necessidade de descansar! Mudam-se os endereços, os cenários e os protagonistas, mas a necessidade é a mesma: Descanso, refrigério e folga. O salmista declara: Em meio à tribulação, invoquei o SENHOR, e o SENHOR me ouviu e me deu folga”. O nosso Descanso é o próprio Deus, na pessoa do Cristo! No meio de tudo isso, o grande equívoco é achar que o descanso do qual tanto tem se falado é um lugar natural!

O que o texto nos ensina? Na verdade o que precisamos compreender pelo Espírito de Deus é que o nosso Descanso é sobrenatural e é uma pessoa chamada Cristo. Encontramos tantas recomendações ao longo da Palavra de Deus neste sentido! O salmista, por exemplo, diz: “Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência;”. É isto que precisamos aprender. Deste lado de cá da eternidade não há lugar físico de refrigério. Todo descanso natural é fugaz, passageiro. Mesmo que tiremos férias por tempo indeterminado, ainda assim sofreremos as angústias que nos rodeiam. O que verdadeiramente necessitamos é entrar no Descanso de Deus, Cristo. E escondidos Nele descansar das nossas obras como Deus descansou das suas. O autor de Hebreus diz ao final do texto citado no inicio: “Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”. Sim, essa condição demanda esforço para sair do natural e entrar no sobrenatural de Deus! Assim, vamos ao Descanso de Deus e nos aquietemos Nele! Nadia Malta

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