terça-feira, 22 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/CLAMEMOS PELO SOCORRO DO SENHOR!

 CLAMEMOS PELO SOCORRO DO SENHOR!

Mas eles insistiram muito com ele: "Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". Então, ele entrou para ficar com eles”. Lucas 24.29. 


Este é sem dúvida, pelo menos para mim, um dos textos mais tocantes da Palavra de Deus! A dor daqueles discípulos à caminho da aldeia de Emaús após a morte de Jesus é semelhante a dor de cada um de nós ao nos sentir sozinhos e desamparados tantas vezes. Não falo da solidão de pessoas, mas da solidão existencial mesmo. Daquela solidão que enche o nosso coração de um vazio insuportável. Como essa solidão é humana e democrática, numa certa medida atinge a todos nós! Muitos julgam aqueles discípulos demonstrando um jogo do contente em meio às dores e perdas da vida. Jesus estava certo como sempre. Somos sim demorados para entender e crer tudo o que Ele tem nos dito. São tantos os obstáculos que se levantam para embarreirar a nossa fé e a emoção é o pior deles! “Crer é pensar” diz John Stott. Como seria bom se aprendêssemos a criticar nossos próprios pensamentos e emoções! Mas a boa notícia é que Ele sempre vem ao nosso encontro e se coloca ao nosso lado compreendendo o que sentimos na nossa fragilidade humana.

Aqueles pobres discípulos tristes e deprimidos naufragaram em sua dor, assim como cada um de nós tantas vezes. Tudo parecia irremediavelmente perdido. O Mestre amado em quem eles haviam depositado a sua confiança e esperança estava morto. Tudo perdera o sentido, havia um crepúsculo no coração deles. Só restava desânimo, dor e desesperança. A tristeza era tanta que não reconheceram o Cristo andando com eles. Jesus se coloca no meio deles, pergunta de que eles estavam falando e começa a discorrer acerca de tudo que as Escrituras falam sobre Ele próprio. O coração deles ardia o tempo todo, mas sem discernimento. Os olhos daqueles discípulos estavam como que impedidos de o reconhecer. É, tristeza faz isso! E se foi assim com aqueles que tiveram o privilégio de ver o Senhor face a face nos dias de sua carne, o que se dirá de nós?

Que continuemos seguindo vezes sem conta para o nosso Emaús de cada dia! Emaús representa a rota das nossas fugas. É para lá que corremos cabisbaixos sempre que a jornada se torna insuportável. Tanto pode ser um lugar exterior ou interior. É o refúgio das dores mais atrozes. Já falamos sobre isto outras tantas vezes, mas sempre voltamos ao assunto, pois a necessidade de fuga é sempre recorrente na vida do servo de Deus. E não é falta de fé. É humanidade frágil! Sobretudo, quando as coisas dão errado do ponto de vista humano. O que aprendemos aqui? Embora o nosso coração arda ao ouvir a sua voz por meio da Palavra e das impressões do Espírito Santo em nossos corações, a dor que dilacera o nosso coração nos faz perder a visão. E só quando Jesus faz menção de seguir adiante é que paramos e apelamos: “Fica conosco, já é tarde e o dia já está quase findando”. Ele fica e abre os nossos olhos! Louvado seja Deus!  Nadia Malta

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SERÁ QUE O NOSSO VIVER TEM GLORIFICADO AO SENHOR?

 SERÁ QUE O NOSSO VIVER TEM GLORIFICADO AO SENHOR?

Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” Efésios 5.15,16; Colossenses 4.5,6.            


As instruções paulinas nas duas epístolas visam levar seus leitores a um andar que glorifique o santo e excelso nome do Senhor. O apóstolo pontua de maneira prática como seria esse andar testemunhal: Um viver sábio e sensato; Aproveitar as oportunidades de anunciar o Cristo; E Ter um falar agradável, temperado com sal que transmita graça a quem ouve. O cristão não pode viver de maneira insensata, mas deve primar por um viver em sabedoria e sempre atento a cada oportunidade de apresentar Cristo aos que não o conhecem. Esse viver sábio passa pelo zelo com os que são de fora. Temos afirmado aqui inúmeras vezes que somos observados por homens e por anjos eleitos e caídos. Que estejamos atentos às oportunidades de anunciar o Cristo com palavras se for preciso, mas, sobretudo com ações. Palavras sem vida no altar já não convencem ninguém. São facilmente desmascaráveis. O maior sermão é o que é pregado com a vida.

O nosso falar precisa ser sempre agradável, temperado com sal, ou seja, ter a motivação certa que possa transmitir graça aos que ouvem e responder a cada um conforme a necessidade. Nunca se viu tanta mentira no meio dos que se dizem cristãos. O Senhor nos adverte que: O diabo é mentiroso e o pai da mentira. Portanto, entendemos que o mentiroso é filho do diabo. Nada pode ser mais destrutivo que um falar leviano, crítico, injurioso e maledicente. Não somos fiscais da “fazenda celestial” para fazer auditoria da vida do irmão! E como esta prática tem encontrado adeptos em nosso meio. Cuidado com os que tentam se engrandecer denegrindo o outro. Misericórdia! Temos testemunhado com pesar vidas completamente destroçadas por causa da ação danosa de línguas ferinas que abusaram do “sal” e provocaram “hipertensão espiritual”. Sal tem que ser usado na medida certa!

O que podemos aprender aqui? A preocupação do apóstolo com a saúde espiritual da comunidade cristã é grande e visível. E este zelo apostólico alcança a igreja em todas as épocas. Como tem sido difícil conter os absurdos travestidos de espiritualidade! Fomos chamados para ser sal, luz e perfume. Essas coisas por si mesmas se anunciam sem que haja necessidade de aviso prévio. Não podemos perder de vista essa santa vocação. Nada com cheiro de peixe podre deve sair dos nossos lábios como o julgamento precipitado ou o criticismo repulsivo que coloca seu autor sempre na posição de incólume! Ninguém é impecável! Tem muita gente que se diz cristã “se achando”, como se diria hoje! Esse, sem dúvida, não é um viver que agrada ao Senhor e muito menos o glorifica! Será que essas palavras poderiam ser aplicadas a nós? Reflitamos sobre isto e nos coloquemos como guardas, “fiscais”, mas da nossa própria vida! Temos glorificado ao Senhor com o nosso viver ou somos grandes farsas como cristãos? Reflitamos! Nadia Malta

domingo, 20 de setembro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SE JÁ MORREMOS COM CRISTO, POR QUE NOS SUJEITAMOS AO MUNDO?

 SE JÁ MORREMOS COM CRISTO, POR QUE NOS SUJEITAMOS AO MUNDO?

https://youtu.be/RkWWNs70GIk

Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”. Colossenses 2:20-23.                                             


O arrazoado do apóstolo Paulo aqui visa coibir a ação nefasta dos falsos mestres daqueles dias com suas falsas doutrinas que pretextavam uma pseudo piedade, na verdade eles queriam aprisionar as almas em seus laços malignos. A chamada “teologia do terror”! Aqueles cujas mentes não estavam firmadas em Cristo como cabeça de Todo Corpo, se deixavam persuadir. Paulo argumentou com seus leitores quanto a essa questão nos seguintes termos: “Se realmente morreram com Cristo para o mundo por que se sujeitam às suas regras? Essas coisas estão destinadas a perecer porque vem de homens; E Essas coisas podem até ter aparência de piedade, mas não são eficazes na luta contra o pecado”. Apenas testificam de uma falsa religiosidade. Será que isto acontecia apenas naqueles dias? Claro que não!

Hoje podemos com pesar assistir a ressurreição desses invólucros feiticeiros com seus rigores ascéticos. Falando aos Gálatas o apóstolo recomenda: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão". Claro que essa liberdade não é licença para fazer a vontade da carne e a esse respeito Paulo ainda diz: “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. Aqui está o paradigma para as nossas ações: Jesus Cristo. Ele nos libertou. É, pois, o nosso verdadeiro dono. Olhar para o Cristo e fazer o que Ele ordena nos faz andar em segurança. Claro que nem sempre conseguimos, afinal não somos impecáveis, mas quando caímos temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é também o que nos justifica.

O que tudo isto nos ensina de fato? Falando aos romanos Paulo traz mais luz a essa questão dizendo: “Porquanto o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; Pois quem serve a Cristo desta forma é agradável a Deus e estimado por todas as pessoas”. E aqui ouvimos o apóstolo falar de interioridade, não da aparência exterior de piedade como muitos querem impor. Claro que tudo podemos fazer, mas nem tudo nos convém. A nossa liberdade não pode causar escândalo ao irmão mais fraco na fé. Devemos ter esse zelo com o nosso irmão por quem Jesus também morreu. Desfrutemos, pois, da alegria do Espírito Santo e nada disponhamos para a carne no tocante às suas inclinações e apetites, não por exigências de homens, mas por amor ao Senhor! Nadia Malta

 

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