segunda-feira, 13 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/SERÁ QUE REALMENTE OUVIMOS O QUE FOI DITO?

 SERÁ QUE REALMENTE OUVIMOS O QUE FOI DITO? 

Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Tiago 1.19,20.                                                                  


Será que o que ouvimos é o que realmente foi dito? O texto citado no inicio está no contexto que fala da prática da Palavra de Deus. Tiago, o meio irmão de Jesus, diz com muita propriedade: “Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Para que a Palavra seja praticada precisa ser ouvida com a devida atenção. Nas minhas longas escutas tenho visto e ouvido de tudo um pouco. E algo fica muito claro ao meu coração: Quanta dor seria evitada se conseguíssemos corrigir esse tipo de inclinação! No texto citado Tiago dá três instruções que podemos aplicar a tudo: Primeira Instrução: Todo homem seja pronto para ouvir; Segunda Instrução: Seja tardio para falar; E Terceira Instrução: Seja tardio para se irar. Vivemos em um mundo de velocidade, de altas tecnologias, quando as comunicações ocorrem de forma rápida fazendo uma informação percorrer a terra em questão de frações de segundos. Contudo, ainda é necessário que tenhamos atenção com o que ouvimos e a maneira como fazemos as nossas leituras tanto de textos quanto de situações. Um ponto, uma vírgula ou mesmo um ponto e vírgula podem mudar totalmente o sentido de uma frase. E não há velocidade ou tecnologia que substitua uma boa escuta e uma boa leitura e isto vale para qualquer área da vida humana. Atentemos!

Falei sobre isto recentemente, mas precisamos ser mais lembrados que instruídos. Lembro-me de uma amada irmã que passou uns dez anos com verdadeiro ódio de mim por causa de uma escuta e interpretação precipitada de algo que falei. Depois daquele longo tempo tive a oportunidade de esclarecer e fazê-la compreender que jamais dissera o que ela havia imaginado! Quanto tempo de comunhão perdido! Aquela irmã querida passou dez anos de sua vida cultivando uma ira desnecessária a meu respeito. Uma pena! Parece que o adversário é especialista em se interpor entre o que dizemos e o que é ouvido pelo outro. Por outro lado tem a nossa impulsividade que precisa ser tratada e só é possível através desses episódios tão dolorosos. Lembrei-me agora de certa ocasião em que uma outra querida irmã me perguntou: “Jesus proibiu tomar a ceia, por que então, tomamos?”. Perguntei perplexa aonde ela havia visto essa proibição. Ela de pronto respondeu: em Mateus 26.29. Vamos ao Texto: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai". Ela abriu a sua Bíblia e o leu para mim da seguinte forma: “Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei(s) deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai".

A irmã acrescentou um “s” ao verbo beber que mudou totalmente o sentido do texto. Pedi que ela lesse o texto repetidas vezes e devagar até que percebesse o equivoco. Graças a Deus percebeu! Assim são as nossas percepções impulsivas sobre tantas coisas que ouvimos e ou lemos. As palavras de ordem para nós em relação à essas coisas são: Paciência, atenção e cuidado! E que Deus nos ajude e cure a nossa impulsividade!  O que aprendemos aqui? A escuta é excelente aliada de um falar e um agir prudente. A nossa ira por motivos precipitados gera muita ferida desnecessária! Sejamos cautelosos, pacientes e atentos. Reflitamos! Nadia Malta.

 

domingo, 12 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/AQUIETEMOS NOSSO CORAÇÃO, VIVAMOS O AGORA DE DEUS!

 AQUIETEMOS NOSSO CORAÇÃO, VIVAMOS O AGORA DE DEUS!

https://youtu.be/iyj9XREJAVc

 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”. Mateus 6.25, 34. 


O texto lido está no contexto do sermão do Monte, e nele o Senhor chama a atenção dos seus ouvintes à confiança Nele. Precisamos ter sempre em mente o mal que a ansiedade provoca em nós. Quantas doenças emocionais têm surgido a partir das nossas ansiedades. Alguém já disse “que ansiedade é excesso de futuro enquanto a depressão é excesso de passado” e quando as duas se juntam é uma tortura sem fim. Quantos amados se encontram prisioneiros de situações como esta! Duas coisas chamam a nossa atenção no texto: Primeira: O Senhor nos ordena a não andar ansiosos, inquietos com o dia de amanhã; E Segunda: O amanhã ainda não chegou, basta ao dia o seu próprio mal. Por que agimos de maneira semelhante àqueles que não conhecem ao Senhor? Essa é uma pergunta que sempre precisamos nos fazer em meio às demandas da vida. Creio que a preocupação ou ansiedade até certo ponto tem o seu lugar em nossas lutas diárias como seres limitados e sujeitos às fragilidades, mas o exagero em preservar esses sentimentos tem levado muitos à enfermidades graves!

Sim, será que não temos exagerado em nossas inquietações ao ponto de adoecer o nosso corpo e a nossa mente? Antecipamos problemas que sequer aconteceram! E por que agimos assim? Porque não confiamos completamente Naquele que tem o controle soberano de todas as coisas! A ansiedade fora de controle é filha do medo, o grande vilão dessa cadeia destrutiva, que nos atormenta desde sempre! Por sua vez ela acaba gerando determinadas depressões que muitas vezes nos levam à profundos poços dos quais encontramos dificuldade de sair. A ansiedade nos faz enxergar “malassombros” até naquilo que é o resultado do agir de Deus em resposta às nossas orações! Naquilo que será transformado em bênçãos, roubando o brilho das nossas vitórias!  No caminho das nossas vitórias muitas vezes precisamos atravessar vales, desertos e encontramos gigantes descomunais para serem vencidos, dos quais o medo é sempre o maior deles.  Ainda somos surpreendidos com muralhas a serem saltadas e exércitos para serem desbaratados, mas não lutamos sozinhos, O Senhor vai sempre à nossa frente! Não temamos! A vida é mais que o alimento e o corpo mais que as vestes, Jesus adverte!

Aprender a viver o agora de Deus é o grande desafio para seres humanos apressados! Antecipar sofrimento ou ocupar-se previamente do que nem aconteceu, além de pecado, é perder de vista e deixar de desfrutar daquilo que Deus está fazendo hoje, agora. É ainda perder de vista a perspectiva dos seus agires amanhã! Pensando bem, o único dia que temos de fato é o hoje, o nosso tempo é o agora. O ontem já se foi e o amanhã ainda nem chegou nem sabemos se chegará! Somos desafiados pelo Senhor a viver um dia de cada vez. É de degrau em degrau, é de vitória em vitória, é de fé em fé! Assim, sigamos na força que o Senhor supre e a vitória será nossa pelo sangue de Jesus! O que aprendemos aqui? Cuidado com a ansiedade, ela é filha do medo e rouba o brilho das nossas vitórias.  O dia real que temos é o hoje, o agora de Deus. Confiemos no que Deus já está realizando ao nosso favor. Os altos e baixos desses agires fazem parte do tratamento de Deus na situação. O que pode embarreirar a ansiedade e o medo? A fé Naquele que tem o controle de TUDO em suas soberanas mãos! Tão somente confiemos! Nadia Malta

sábado, 11 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS ESCONDAMOS SOB AS ASAS DO ALTÍSSIMO ATÉ QUE PASSEM AS CALAMIDADES!

 QUE NOS ESCONDAMOS SOB AS ASAS DO ALTÍSSIMO ATÉ QUE PASSEM AS CALAMIDADES!

“Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias”? 1 Reis 19.13. 


O texto é bem conhecido e fala da fuga do profeta Elias depois de experimentar a grande vitória contra os profetas de Baal e sofrer a ameaça de morte da rainha Jezabel! Vale a pena ler todo o capítulo para se ter uma ideia do panorama geral  daquele acontecimento! Gostaria de focar em dois pontos do relato: Primeiro: Elias teve medo e fugiu, assim como nós tantas vezes; E Segundo: Ele Desejou para si a morte, também como nós. Comecemos esta breve meditação de hoje com uma pergunta: Já sentiu vontade de se esconder?  De fugir e procurar uma caverna na qual se abrigar para fugir de tantas demandas e exigências da vida? Quantos de nós já não nos sentimos assim de vez em quando? Ouvimos aquela voz interna nos perguntando: Vai encarar ou vai correr? Confesso que já, e não foram poucas as vezes que isso aconteceu. Até mesmo senti vontade que o Senhor naquele momento fechasse o fôlego da minha vida. E ao encontrar um servo da envergadura de Elias fugindo para procurar esconderijo numa caverna, o coração sossega. Ufa! Somos humanos, limitados e enxergamos só o que está perto. Choramos e sentimos dores inúmeras vezes! O que nos anima nessas horas de cansaço profundo é saber que o Senhor nos confronta, revigora, alimenta e não desiste de nós. Elias depois de uma grande vitória contra os profetas de Baal foge com medo das ameaças de Jezabel. Mas será que Elias correu simplesmente por medo daquela rainha maligna? Creio que não foi só isso que colocou o profeta numa rota de fuga, mas o acúmulo de tantas atribuições e o fato de achar que estava só naquela luta.

 Não é fácil lidar com as sobrecargas! Elas fazem parte do treinamento para fortalecer a nossa fé!  Já vi muita gente criticar o profeta do fogo, mas quem o critica não tem coragem de admitir as suas próprias fraquezas. É em admitir e confessar que somos visitados com o fortalecimento que vem de Deus. Às vezes, tudo que precisamos nas horas de agonia profunda é fazer aquietar a nossa alma. Buscar um tempo de contemplação deixar a mente descansar, sobretudo, descansar em Deus! Elias estava acostumado a grandes manifestações de Deus, mas dessa vez foi diferente: O Senhor não falou por meio de um vendaval, nem por meio de um terremoto, muito menos por meio do fogo, elemento tão familiar ao profeta. Ele falou por meio de uma brisa suave. O Texto diz: “Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave”. O texto citado no inicio afirma que o profeta ao ouvir aquela brisa suave “puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna”. O verdadeiro servo do Senhor compreende, discerne a sua voz venha da maneira que vier. Só um relacionamento íntimo com o Senhor não nos deixa enganar pelas vozes que tentam nos confundir. A voz de Papai é inconfundível para aqueles que o conhecem! E não há Abrigo mais confiável e renovador que o Esconderijo do Altíssimo. Não foi a caverna que revigorou o profeta, mas a própria presença do Senhor.

Em seu cansaço queixoso Elias achava que estava só na sua luta, mas o Senhor o renova e faz a grande revelação: “No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram". Quantas vezes não nos sentimos assim? Mas em todas as épocas sempre houve e sempre haverá um remanescente fiel que jamais se dobrará a cada Baal que possa surgir. Corramos para o Senhor, só Ele é o nosso Refugio e Fortaleza, Consolo presente em nossa tribulação! O que precisamos aprender aqui? Precisamos aprender a admitir as nossas fragilidades. Não somos super nada. Temos medo, sentimos solidão, sentimos vontade de morrer muitas vezes. Mas o Senhor conhece as nossas fragilidades, nos alimenta e revigora, como fez com Elias. Diz o texto vs.5,6: “Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo. O Senhor nos encontra não importa a nossa rota de fuga, nos confronta e ouve a nossa queixa! Sosseguemos! A obra que o Senhor tem a fazer por nosso intermédio será feita e sem substituição. E mais, descobrimos que não estamos sozinhos na batalha. Sempre haverá um remanescente fiel pelejando conosco em oração! Nadia Malta

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