segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SERÁ QUE TEMOS EXALADO O BOM PERFUME DO CRISTO?

 SERÁ QUE TEMOS EXALADO O BOM PERFUME DO CRISTO?

Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo”. 2 Coríntios 2.14,15. 


Que atentemos para o difícil caminho do testemunho pessoal! A Bíblia nos compara a elementos que são inconfundíveis e que por si mesmos se anunciam, vejamos alguns: O sal, a luz e o perfume. Essas coisas se auto anunciam, repito! Quem já não disse: Conheço esse cheiro? Até que uma bela flor ou erva se torne uma fragrância o caminho é longo e extremamente doloroso! O texto nos traz duas revelações importantes sobre a ilustração paulina! Primeira: O Senhor nos conduz vitoriosamente para que em todo lugar exalemos a fragrância do seu conhecimento. E Segunda: Somos para com Deus o aroma de Cristo tanto para os que são salvos quanto para os que se perdem. Este aroma causa atração ou repulsa. A arte de perfumista é uma das mais especiais. Não é tarefa fácil extrair a essência das flores e ervas aromáticas. Embora hoje haja técnicas modernas, a arte de perfumista é milenar, assim como as técnicas usadas para a extração das essências. E os meios usados dependem da delicadeza da matéria prima empregada. E isto pode levar um tempo maior ou menor! Contudo, uma coisa é comum nessas extrações: As flores ou ervas precisam passar por um processo nada simples. Elas são prensadas, amassadas, maceradas, expostas ou confinadas. Por vezes submetidas às altas temperaturas.

O que queremos dizer é que não se extrai aromas de algo que está passivo ou em permanente descanso. A arte de perfumista pode parecer muito linda e romântica desde que não sejamos as flores ou as ervas aromáticas nesse doloroso processo. O apóstolo Paulo diz que em todo lugar, por nosso intermédio a fragrância do conhecimento de Cristo é exalada. Será que tem sido? Pensemos nesta pergunta! E mais, ele diz que “para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo”. Como entender essa afirmação? Paulo fala aqui do nosso viver experiencial e testemunhal. Falar do Senhor com palavras é fácil, muitos fazem isto pelas mais diferentes razões, mas falar com a vida, sobretudo, de luta e sofrimento não é tarefa nada fácil! Só Jesus em nós é a esperança da glória! Através dos muitos embates da vida o Perfumista Celestial vai extraindo de nós a sua essência. São as amassaduras, os prensamentos pelos quais passamos nos estreitos da jornada. São as altas temperaturas dos desertos da vida que nos fazem exalar o cheiro inconfundível de Cristo. Cheiro este, que tem fragrância de vida para alguns e cheiro de morte para os que o rejeitam.

Isto nos faz lembrar Jesus no Getsêmane, o lagar do azeite, lugar onde as azeitonas eram prensadas para extrair o azeite. A hora de maior angustia e sofrimento. A morte se avizinhava, o Jesus homem sabia o que era padecer. Ele foi prensado, moído pelas nossas transgressões. E seu cheiro precioso precisa exalar por nosso intermédio! O que aprendemos aqui? Todos os homens e mulheres de fé são homens e mulheres de dores e através dessas provas o nome do Senhor é glorificado. Quando lemos os testemunhos dos heróis da fé do capítulo onze da epístola aos Hebreus, encontramos homens e mulheres dos quais o mundo não era digno e ali podemos sentir o aroma de Cristo exalando daqueles relatos. Que possamos exalar essa fragrância inconfundível para a glória do Eterno! Nadia Malta

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/SÓ EM CRISTO SOMOS APERFEIÇOADOS NA UNIDADE!

 SÓ EM CRISTO SOMOS APERFEIÇOADOS NA UNIDADE! 

https://youtu.be/C6r0vzJY_8Q

 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. João 17.20-23. 


Quando olhamos atentamente para a oração sacerdotal de Jesus sentimos uma paz enorme inundar o nosso coração pela certeza de que o Senhor Jesus Cristo também intercede por nós junto ao Pai Celestial. Aliás, a sua oração pode ser dividida em três partes distintas. Ele intercede por si mesmo, pelos seus discípulos e pelos futuros crentes de todas as épocas. Isto é alentador! No trecho da oração citado Jesus faz três pedidos em sua intercessão ao Pai: Ele roga pelos que ainda crerão nEle por meio da mensagem apostólica (Ele intercedeu por nós!); Ele roga que haja unidade com o Pai; E Ele roga mais uma vez que haja unidade entre seus discípulos e Ele  e esta unidade deve repercutir entre eles e  o Senhor. Essa unidade é testemunhal! O Senhor revela aqui o verdadeiro significado de Vida Eterna ao dizer: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. O Senhor revela aqui a sua missão e a missão dos que são dEle. Nada acontece fora do Cristo na vida do fiel. Seremos odiados pelo mundo assim como Ele foi. Já podemos comprovar este fato! O Senhor não pede ao Pai que nos tire do mundo, mas que sejamos livrados do mal. Todo aquele que o recebe verdadeiramente, este é de Deus. Fomos alcançados para andar em unidade. Fomos escolhidos em Cristo para ser canais da sua multiforme graça! Amamos porque Ele nos amou primeiro!

O reformador Martinho Lutero disse que as “ovelhas do Senhor são marcadas nas orelhas e nas patas. Elas ouvem a voz do Senhor e o seguem”. Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos. Estamos no mundo, mas não somos daqui e é o próprio Senhor quem declara isso! Santidade é separação do mundo não é impecabilidade, embora já tenhamos recebido a condição de santos posicionalmente, ainda precisamos continuar em santificação progressiva até o dia em que seremos chamados desta terra. Só no dia da ressurreição alcançaremos a santificação perfectiva ou glorificação. Assim, somos santos que ainda precisamos nos santificar! Por isto o teor da oração do Senhor neste sentido. No final dos versículos citados no inicio descobrimos algo que nos faz tremer nas bases que é a necessidade de unidade entre os cristãos! A unidade horizontal depende da unidade vertical, ou seja, da nossa união com o Senhor Deus Pai, Filho e Espírito Santo depende a unidade com os nossos irmãos. E aqui não se trata de ecumenismo como muitos propõem dizendo que todos os caminhos levam a Deus. O único e Vivo Caminho que nos leva a Deus chama-se Jesus Cristo.

O que tudo isto nos leva a refletir? Por que então tanta desunião em nosso meio? Por que discutimos tanto por causa de denominação? Será que estamos tão unidos com a Trindade Santa como imaginamos? Nas nossas percepções sinceramente equivocadas colocamos em risco uma das colunas de sustentação da igreja enquanto Corpo de Cristo, que é a comunhão pelo vínculo da Cruz. Comunhão que nos trouxe a paz! Enquanto brigamos e nos devoramos uns aos outros o Adversário tem alcançado larga vantagem sobre nós! O Senhor pede ao Pai que sejamos: “levados à plena unidade”. Este pedido tem um propósito testemunhal e em relação a isto Ele diz: “para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste”. A visão de gueto tem comprometido a unidade e consequentemente a disseminação do Reino de Deus! Gostaria de terminar com as palavras do  apóstolo Paulo. Falando aos efésios, ele ordena: “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos”. (Efésios 4:3-6,13). Reflitamos e atentemos!  Nadia Malta

 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Meditação/Nadia Malta/CRISTO VIVE E É A NOSSA REAL ESPERANÇA!

 CRISTO VIVE E É A NOSSA REAL ESPERANÇA!

“Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.  Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. 1 Coríntios 15.12-19. 


O apóstolo Paulo falando aos Coríntios traz uma dura reprimenda àqueles que negavam a ressurreição do Cristo, mesmo depois de terem ouvido pregações bem fundamentadas a esse respeito. A igreja de Corinto se deixava levar facilmente pelos modismos que nela adentravam. Eram conceitos, falácias e doutrinas que bombardeavam àquela igreja. Parece que essa é uma tendência ancestral! E hoje as coisas não são muito diferentes, muito pelo contrário, parece que as coisas até de certo modo se agravaram. Muitos têm sido facilmente ludibriados pelas palavras sedutoras dos espertalhões sempre apostos! No caso dos irmãos da igreja de Corinto, chegaram alguns ao absurdo de dar ouvidos a uma facção que negava a própria ressurreição de Cristo. Cerne do Cristianismo. Como entender algo assim? Fácil, parece que em todas as épocas são poucos os que gostam de estudar com afinco a Palavra de Deus. Esses preferem dar ouvidos aos que se acham mestres segundo seu próprio entendimento. E aí é onde mora o perigo. Normalmente são agentes malignos que se infiltram nas igrejas para disseminar seus ensinos espúrios.

É preciso cuidado, vigilância e conhecimento da Verdade. Só a Verdade pode combater o engano, especialmente quando travestido de novas revelações! Acompanhemos a argumentação do Apóstolo Paulo em defesa da Ressurreição de Cristo: As pregações sobre a ressurreição eram corrente naqueles dias. Ninguém poderia alegar que jamais ouvira sobre o assunto. Se Cristo não ressuscitou seria inútil a pregação e inútil a própria fé. E ainda os que pregam seriam tidos por falsas testemunhas. Além de inútil a fé que professamos seria também trágico, porque estaríamos irremediavelmente presos aos nossos pecados. E aqueles que morreram nessa esperança estariam irremediavelmente perdidos. E Se a esperança em Cristo se atem apenas a esta vida seríamos os mais infelizes de todos os mortais. Negar a ressurreição é negar a esperança do cristianismo. Sem ressurreição a pregação se torna inútil e a fé sem eficácia. Jesus é a própria Ressurreição.

Nesses dias em que muitos têm sido assolados pelos reveses da natureza, além dos múltiplos conflitos mundiais, é oportuno parar e considerar todas essas coisas. A ressurreição é a grande nota de esperança para os que creem, repito. Cristo vive e é o penhor, a garantia da nossa própria ressurreição. Ele vive, nós viveremos eternamente. Ele é as primícias dos que dormem. Ou seja, Ele ressuscitou, nós ressuscitaremos! Aleluia! O nosso Senhor e Salvador não é o Cristo morto apresentado numa cruz derrotado pela morte. Ele venceu a morte. Sua Cruz está vazia! Seu túmulo está vazio. Ele ocupa Soberano o seu Trono nos mais altos céus! Havia naqueles dias provas incontestes de que Ele realmente havia ressurgido dos mortos! O que aprendemos aqui? Cristo vive, há esperança para os que nele creem e o recebem como Senhor e Salvador! Podemos crer no amanhã! Nadia Malta

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