segunda-feira, 23 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUANDO TEMOS VERDADEIRAMENTE O SENHOR COMO NOSSO PASTOR, NADA NOS FALTARÁ!

 QUANDO TEMOS VERDADEIRAMENTE O SENHOR COMO NOSSO PASTOR, NADA NOS FALTARÁ!

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre”. Salmos. 23. 


O Salmo 23 é sem a menor sombra de dúvida, o mais lido, conhecido e citado salmo da Bíblia, até mesmo por aqueles que não fazem parte do rol de cristãos. É um dos inúmeros salmos de Davi, onde o salmista se vale de sua experiência como pastor de ovelhas, para transmitir ricas e preciosas lições sobre a suficiência de Deus, como Supremo Pastor, às suas ovelhas. É também chamado de salmo da intimidade e da comunhão, por isso não pode ser usado como um amuleto por aqueles que não conhecem o Pastor amado. Antes de qualquer coisa quero registrar a ideia original: Lá encontramos, não “O Senhor é o meu Pastor”, simplesmente, mas “O Senhor está me pastoreando”, ato contínuo. As ovelhas são animais frágeis e docilmente se deixam conduzir, proteger e guiar pelo seu pastor, não oferecem resistência. Quando se afastam deliberadamente do seu pastor, se perdem. As ovelhas não precisam compreender as ações do seu pastor, elas só precisam segui-lo. Aqui o salmista Davi explica, usando a metáfora do pastor de ovelhas, que se seguirmos ao Senhor que é nosso Pastor e está nos pastoreando continuamente e confiarmos nEle, ele suprirá todas as nossas necessidades (não nossas vontades). Necessidade é diferente de vontade. Necessidade= aquilo que é imprescindível. Vontade= anseio, cobiça, aspiração.

Hoje, de maneira especial, gostaria de convidá-los a fazermos juntos, uma releitura deste salmo, não numa perspectiva romântica e muito menos emocional, mas com honestidade de coração à luz do Espírito Santo, rogando ao Senhor que comunique ao nosso espírito, o que Ele quer dizer neste salmo. O que será que o Senhor quer nos dizer com “nada nos faltará”? Se muitos em nosso meio estão sem trabalho, sem casa pra morar, com relacionamentos destruídos, sem saúde, sem dinheiro e por aí vai, a interminável lista. Que garantias esse pastoreio nos oferece? Vejamos: Primeira: Esse pastoreio nos garante SUFICIÊNCIA; Segunda: Esse pastoreio nos garante SERENIDADE, mesmo nos vales mais áridos; Terceira: Esse pastoreio nos garante SEGURANÇA mesmo a despeito dos nossos inimigos; E Quarta: Esse pastoreio nos garante que CHEGAREMOS seguros à Casa do Pai, na eternidade!

O que aprendemos com esta releitura do Salmo 23? Apesar das nossas lutas, da aridez da vereda, estamos sendo pastoreados ininterruptamente, e NADA NOS FALTARÁ de tudo que realmente necessitarmos para completar a jornada. Nos momentos mais dramáticos, em que o VALE É DE SOMBRA DE MORTE, não precisaremos temer, pois é a SUFICIÊNCIA do Pastor que nos susterá; haverá sempre um bordão e um cajado prontos para nos proteger, corrigir e consolar se necessário for. O fim de cada batalha deve ser celebrado com gratidão e alegria; somos ali honrados diante de nossos adversários, pela fidelidade do Supremo Pastor. Há um alvo a ser atingido e esse alvo é a eternidade e nós, com a provisão da suficiência de Deus chegaremos lá em nome de Jesus Cristo. Nadia Malta

 

 

domingo, 22 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/CONFIEMOS NO AGIR DE DEUS!

 CONFIEMOS NO AGIR DE DEUS!

https://youtu.be/CiSoJRE75Nk

“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos. Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados”. Tg. 5.13-20. 

 A epistola de Tiago é considerada a mais prática do Novo Testamento. Contudo no meio de toda essa praticidade, ele encerra falando sobre oração. Tiago quer mostrar aqui que oração deve ser uma atitude prática e contínua na vida do povo de Deus em toda e qualquer situação. Se estamos tristes oremos, se estamos alegres oremos agradecendo, se estamos aflitos oremos, se estamos com medo oremos, se estamos sendo perseguidos oremos, se estamos oprimidos oremos, simplesmente oremos, oremos, sem cessar! A idéia Central aqui é ressaltar o poder eficaz da súplica do justo em toda e qualquer situação, pois a oração sincera move o sobrenatural de Deus a nosso favor. Um dos maiores privilégios como cristãos é poder entrar com ousadia na presença de Deus, levando a Ele as nossas súplicas, demandas e ações de graças. É maravilhoso saber que como filhos de Deus, é possível sim, nos achegar a Ele com toda liberdade e ousadia e lhe apresentar nossas demandas, necessidades e dificuldades. Esse livre acesso à presença de Deus foi conquistado para nós por Jesus na cruz do calvário.  O cristão maduro ora em meio às tribulações da vida, em vez de se queixar de sua situação, conversa com Deus sobre ela. A oração confiante é uma característica da maturidade espiritual.

 No texto em apreço, Tiago estimula seus leitores à prática da oração perseverante e descreve quatro situações específicas nas quais, Deus ouve e responde as orações. Vejamos: Primeira Situação: Orações pelos aflitos; Segunda Situação: Oração pelos enfermos; Terceira Situação: Oração pela nação; E Quarta situação: Oração pelos desviados. Todos nós passamos por sofrimentos, mas nem sempre as aflições são consequências de pecados ou castigos de Deus; às vezes são testes de fé e perseverança na oração ou simplesmente contingências de um mundo caído. O que fazer em meio a essas tribulações? Não murmurar, nem se maldizer, achando que Deus se esqueceu de nós. Devemos antes, ORAR pedindo sabedoria para compreender e enfrentar a situação. A oração pode remover a aflição, se essa for a vontade de Deus; mas pode também dar graça para enfrentá-la. O Senhor é especialista em transformar fraqueza em força; maldição em bênção. Só o cristão maduro discerne o poder do cântico na agonia. Tiago não está apresentando aqui uma fórmula genérica e mágica para a cura de todos os enfermos, pois sabemos que muitas vezes Deus concede a cura, noutras, não.

 Deus tanto cura milagrosamente, quanto faz uso de meios humanos; ou ainda permite que seu servo conviva com a enfermidade e no meio dela glorifique o seu nome; mas em todos os casos, o nosso dever é orar sempre e nunca desistir. Nem toda enfermidade é consequência de pecado específico, contudo a desobediência a Deus pode levar a enfermidades. Quando o pecado é confessado, há cura (física e espiritual). O pecado deve ser confessado publicamente quando atinge toda a comunidade (igreja), esse tipo de pecado geralmente é cometido pelos líderes contra outros líderes; mas em particular, ou seja, àquele contra quem se peca. Tiago cita Elias como um homem cuja oração mudou o panorama da nação inteira (I Rs. 17 e 18). Destruiu um sistema ímpio. Muitos imaginam que Elias fora ouvido porque fazia parte de uma “elite espiritual” e por isso Deus respondeu tão extraordinariamente a sua oração. No entanto, descobrimos, para o nosso alívio, que Elias era um homem semelhante a nós sujeito às mesmas fraquezas, e assim mesmo orou e mudou o panorama da nação inteira. Assim como é dever nosso orar para alcançar os não salvos, é também de responsabilidade nossa, o desafio de orar pelos que se afastaram do Caminho e trazê-los de volta. Tão somente confiemos nos agires do Senhor! Nadia Malta

 

sábado, 21 de março de 2026

Meditação/Nadia Malta/EXERCITAMOS MISERICORDIA PERDOANDO OS OFENSORES!

 EXERCITAMOS MISERICORDIA PERDOANDO OS OFENSORES!

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas”. Mt. 6.12, 14, 15.                   


Os versículos lidos estão inseridos na Oração do Pai Nosso e falam especificamente de uma atitude perdoadora que devemos ter face às ofensas sofridas. Jesus não está mencionando aqui sentimentos, mas atitude, baseada na obediência a Ele. Descobrimos aqui que há uma ligação estreita entre o perdão oferecido aos ofensores e a liberação das bênçãos de Deus sobre nós. Que a grande motivação para perdoar não seja a simples liberação das bênçãos sobre nós, mas o prazer de obedecer ao nosso Pai celestial. O texto de Mt. 18. 21-35 fala da parábola do credor incompassivo e ali Jesus ministra a necessidade de perdoarmos os ofensores exercitando o perdão ilimitadamente (70 x 7 por dia). Há muitos servos de Deus com a vida absolutamente travada. Estão salvos, mas miseravelmente infelizes. Nada flui em suas vidas, as portas permanecem fechadas porque são verdadeiros depósitos de lixos emocionais ambulantes. Esses servos são assolados com enfermidades emocionais, físicas e espirituais por causa da postura renitente com relação ao perdão das ofensas recebidas. Perdoar é viver com leveza. Quando o perdão é retido aprisionamos a nós mesmos e aos outros espiritualmente.

O que Jesus nos ensina aqui? Vejamos: Primeiro: O lugar da misericórdia é o lugar onde recebo o perdão de Deus; E Segundo: Recebo perdão para ministrar perdão (Recebo de Deus a mesma medida que dou aos outros). O desejo de Deus é que continuamente estejamos exercitando esse perdão, até que toda mágoa, todo ressentimento sejam esgotados de nossos corações. Ser depósito de lixo gera doenças e morte: Depressões, úlceras, cânceres e outras patologias. Lixo fermenta e gera podridão. O lugar que precisa ser visitado por nós de continuo é o lugar da misericórdia, no qual nós mesmos fomos perdoados por Deus apesar de nós. Nesse lugar o escrito da dívida que era contra nós foi apagado. Não estamos dizendo aqui que isso é algo fácil, pelo contrario, demanda sacrifício. Sacrifício do nosso orgulho, a bem da nossa saúde física, emocional e espiritual. É o culto racional que Paulo propõe em Rm 12.1, 2. A ira ou indignação diante de uma injustiça não é pecado, porém não podemos deixar que o sol se ponha sobre ela, transformando-a em raiz de amargura que envenena a alma e nos adoece. Quando permitimos isso damos lugar ao diabo. Isso significa dar ele legalidade para nos assolar.

O Senhor está dizendo nesses versículos que existe uma ligação estreita entre o perdão que liberamos e as bênçãos recebidas. Note bem: Em relação à salvação não há nada que o homem possa fazer para agradar a Deus e salvar-se. Ele recebe essa salvação de graça e pela Graça. No entanto depois de salvo, ele recebe da parte de Deus capacidade para perdoar assim como o Senhor o perdoou. E dessa atitude depende a sua vitória. O perdão é uma via de mão dupla. Se exercitarmos para com os outros, o perdão também voltará para nós. A Palavra de Deus nos ensina que o perdão deve ser praticado mesmo que não seja pedido. O que aprendemos aqui? A fé que produz resultados é uma fé perdoadora, porque é baseada no amor/ágape. Esse amor é traduzido em algumas versões por caridade. Não a caridade de doar coisas, mas a caridade de se doar a Deus e aos outros. O Senhor propõe uma faxina santa em nossos corações. Que possamos tirar todo o lixo de amargura, de ressentimentos, de ofensas recebidas. Comecemos hoje a gotejar perdão sobre os nossos ofensores. Escolhamos viver com leveza. Escolhamos esvaziar o depósito de lixo hoje em nome de Jesus Cristo. Temos dificuldade de perdoar? Então, vamos ao Lugar da Misericórdia, olhemos para aquele Calvário sangrento de 2000 anos atrás lá encontraremos forças para perdoar. Se alguém nos ofendeu, escolhamos perdoar. Digamos: “Senhor, eu escolho perdoar essa pessoa e coloco a ofensa praticada por ela contra mim na cruz do Calvário e clamo por tua misericórdia sobre a vida dessa pessoa, eu a abençoo e perdoo em nome de Jesus Cristo”. E assim, vivamos em paz! Nadia Malta

 

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