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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Artigo/Nadia Malta/“NÃO CONSIGO RESPIRAR”!


“NÃO CONSIGO RESPIRAR”!
                                                                                  

Não deixemos que o clamor agonizante por socorro de George Floyd seja esquecido ou ignorado! Infelizmente temos a memória curta e somos passionais demais! Os dias passam e logo esquecemos! Que aquele brado seja um divisor de águas na luta contra a conduta abjeta do racismo! Hoje vi através do noticiário a pequena filha de George nos ombros de um parente em meio às manifestações dizendo em sua inocência: Meu pai mudou o mundo! Tomara minha pequena que a vida do seu pai traga consciência às mentes cauterizadas! O caso em questão que chamou a atenção das mais diversas mídias no mundo inteiro é emblemático e depõe contra tudo que se reveste de pseudo superioridade ou supremacia humana. Foi doloroso demais ver aquele homem morrer sob a postura conivente dos policiais que assistiam seu colega matá-lo covardemente sem, nada fazer. Tudo ainda aconteceu sob os olhares curiosos da multidão que simplesmente filmava aquele espetáculo de horror passivamente! Muitos representados por aquele homem continuam sendo sufocados, não conseguem respirar e morrem sem que haja socorro! Os joelhos de um Sistema Impiedoso e Injusto têm calcado os pescoços dos mais vulneráveis e menos favorecidos. Até quando? Toda ação causa uma reação e nem sempre amena. No final das contas, pelo uso da manipulação, os agredidos são considerados os algozes perante seus agressores e quem os chefia!

Lembrei-me agora de uma exortação do apóstolo Paulo falando aos romanos: “Não vos conformeis com o presente século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”! Eis o remédio eficaz: Não conformismo com o padrão demoníaco abraçado pelo mundo e a transformação real pela Palavra de Deus! Contudo, são poucos os que verdadeiramente aceitam o remédio proposto! Muitos até carregam uma Bíblia para impressionar os tolos, cospem versículos bíblicos aos borbotões, em geral fora dos respectivos contextos para respaldar suas posturas. No entanto, na prática estão longe anos luz de serem considerados verdadeiros cristãos. Sim, tem nos faltado o ar! Não temos conseguido respirar com os joelhos dos líderes enganadores sobre os nossos pescoços. Acode-nos, ó Senhor! E o mais trágico é que muitos desses joelhos que esmagam nossos pescoços foram atraídos por nós, por ignorância ou absoluta falta de discernimento!

Como tem sido fácil nos deixar iludir e manipular por aparências falsamente piedosas! Que possamos exercitar o não conformismo contra tudo que tem sido tão furiosamente apregoado pelo “presente século”! Vivemos um tempo em que a falta de decoro, de respeito pela vida, de compaixão tem se institucionalizado. O endeusamento de líderes de todo o tipo tem sido largamente disseminado, causa repulsa e nos tira o ar. Li recentemente uma frase atribuída ao físico Albert Einstein que diz: “O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”. Como essas palavras soam oportunas e aplicáveis aos nossos dias! Não nos conformemos e não nos calemos diante de multidões massacradas pelo racismo que clamam por socorro sem conseguir respirar! Que o Grito agonizante de George Floyd: “NÃO CONSIGO RESPIRAR” encontre socorro! Quantos ainda precisarão morrer sem ar para que essa realidade demoníaca mude? Fica a reflexão! Nadia Malta

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Artigo/Maurício Zágari/A ABOMINÁVEL IGREJA CRISTÃ


A abominável igreja cristã
Quero te convidar para um exercício de imaginação. Imagine que você é um não-cristão vivendo no Brasil de nossos dias e que, em determinado momento da vida, sente uma enorme sede por algo que venha a preencher o vazio de sua alma. Decide buscar na fé o sentido da vida e a razão da sua existência. Resolve, assim, antes de optar de cara por uma religião, fazer uma pesquisa. Você parte, talvez por insistência de amigos ou parentes evangélicos, a tentar descobrir o que significa afinal, ser um cristão e o que é a igreja evangélica brasileira dos nossos dias. Pois, quem sabe, não está ali a resposta? É uma tradição religiosa que, afinal, tem crescido, algo de bom deve ter ali. Então você decide ver como é essa tal de igreja evangélica. E, acima de tudo, você quer encontrar esse tal de Jesus, que dizem que preenche a nossa vida e a nossa alma. Mas…por onde começar?

Na dúvida, em vez de ir a um templo pessoalmente, prefere ligar a TV. Mais fácil, rápido e sem envolvimento com todas as questões (e pessoas) de uma igreja local. Você sabe que na TV tem pastores (quem não sabe, hoje em dia? Tem tantos!). Não conhece muitos, logo, conclui, naturalmente, que aqueles ali devem ser a representação fiel de todo e qualquer pastor. Mas engraçado… quem você vê não se parece com um sacerdote, afinal pelo que você se lembra da época de catecismo, Jesus falava com amor e mansidão, chamando os que estão cansados e sobrecarregados para os braços do Pai. Mas, pelo contrário, vê um homem que só berra. Em vez de falar sobre dar a outra face, amar os inimigos e caminhar a segunda milha, ele fica meia hora falando sobre gays e blogueiros que querem denegrir sua imagem. Critica até outros pastores, veja você! Aí você ouve esse senhor chamando outro pastor de “cachorro morto” e esbravejar aos cuspes, berros e olhares que lembram os de Bela Lugosi. E você, o não-cristão, que ligou naquele programa ávido por aprender mais sobre Jesus e sobre o que é a vida com Cristo, começa a achar que aquilo ali é ser cristão. Afinal, aquele senhor é um pastor, embora ele não diga nada parecido com o que você esperava, como, por exemplo, “bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês“.

Decide esperar um pouco mais e, de repente, parece que valeu a pena… vê o mesmo pastor mudar de discurso, adotar uma postura mais suave, um tom de voz mais brando. Você sente-se aliviado, achando que agora ele vai falar de Jesus ou algo como “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam” ou mesmo “Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo”. Mas, para sua surpresa, o pastor começa a falar de dinheiro, dinheiro, dinheiro e a vender produtos e mais produtos, livros, bíblias, CDs, DVDs… montes de coisas, no cartão ou cheque pré. Parece a grande queima de estoque gospel de um camelódromo qualquer. Você acha aquilo muito estranho.

Ainda tentando entender se o cristiansimo é a fé que vai preencher seu coração, decide procurar informações em outras fontes. Acessa então o website de outro conhecido pastor, que faz transmissões diárias pela Internet. Ah, agora sim, longe das pressões financeiras de manter uma mega estrutura de TV, você tem certeza que ouvirá o Evangelho genuíno. Naquele dia, curiosamente, em vez de falar sobre o amor de Jesus ou a eternidade, aquele pastor está comentando uma reportagem que saiu numa revista sobre os evangélicos. Uau, que legal! Agora você vai aprender muito sobre o cristianismo. Vc espera que o tal pastor ensine algo como “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’ e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno“. Mas, em vez disso, o pastor começa a dizer que todos os outros pastores que foram mencionados na matéria são “bundões”. Você não entende nada. Não era afinal o cristianismo aquela religião em que seu fundador disse “Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam“? E no entanto aquele pastor que fala tanto sobre amor chama outros pastores de “bundões”. Você fica confuso. Muito confuso.

Decide então ir para uma mídia social. Entra no twitter. Mas sai rapidinho, pois a quantidade de coisas que os cristãos falam ali são tão diferentes, sem uma linha em comum, são tantas visões diversas, tanta opinião sem embasamento bíblico, tanta frase tuitada fora de contexto, tanta gente defendendo tanta coisa díspare. Aquilo te deixa meio zonzo. Ficar 5 minutos no twitter faz você achar que Cristo era um cara muito confuso e que a fé cristã é uma grande Babel. Resolve então que vai buscar mais sobre Jesus e a igreja em outro lugar. Que tal… a rádio! Sim! A rádio! Ali certamente só haverá coisa boa! Então você sintoniza numa rádio gospel e ouve um grupo famoso que começa uma canção com o cantor dizendo “Senhor, eu quero ter um romance contigo!”. Você se assusta. Como assim? Seria esse o mesmo Senhor a quem o salmista diz “Pois tu, Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra! És exaltado muito acima de todos os deuses!“? Você acha estranhíssima essa coisa de ter um romance com Deus e muda de estação. Outra rádio gospel. Se assusta de cara, pois parece que a cantora está chorando. É o que ela chama de “ministrar”. Mas, meu Deus, que choradeira! Que tom de voz artificial! Quanta falação que não leva a nada! Aquilo te incomoda tanto que você resolve então mudar para uma rádio onde haja pregações.

Sim! Se a Bíblia diz que é por ouvir a Palavra que vem a fé, nada melhor do que ouvir uma pregação. O pregador começa. E, rapaz, ele grita tanto! Berra! O povo em volta se sacode e se remexe muito, uma coisa estranhíssima. O homem no púlpito agarra o microfone e, em gritos alucinados, grita para Deus, repreende coisas que você não entende direito, grita, grita, grita…parece afinal que o Deus dos cristãos é surdo. Por um desses acasos, você se lembra da oração silenciosa de Jesus em que Ele diz “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém“. E não entende por que aquele rapaz da rádio pecisa gemer e gritar tanto.

Você decide perguntar para alguém da sua família que frequenta uma igreja e essa pessoa explica que aquilo é “manifestação do poder de Deus”. Você pensa então nas milhares de igrejas pelo mundo onde se ora num tom de voz normal, sem impostação, sem grito, apenas numa conversa franca, suave e aberta com o Pai… e pega-se pensando “será que, afinal, nessas igrejas não está o poder de Deus? Será que em igrejas em que não se grita nem se rodopia Jesus não salva almas, não cura enfermos, não restaura os caídos, não abraça os feridos?”. Você ouve até esse seu parente fazer uma piada com outros irmãos em Cristo, falando sobre “igreja sorveteriana, de tão fria”, e tem a nítida sensação (que não pode estar certa, deve ser impressão sua) que os cristãos são muito desunidos. Esse pensamento, de tão absurdo, foge rápido da sua mente, e você volta a refletir sobre a questão de se igrejas que não são barulhentas não têm o poder de Deus. E aí você se lembra que é impossível o poder de Deus estar ausente de onde Deus está e que a Bíblia assegura, nas palavras do próprio Cristo que “onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” e repara que o poder de Deus se manifesta em qualquer ambiente em que haja pessoas reunidas em seu nome. E decididamente fica sem entender aquela coisa de que para haver poder de Deus é preciso berrar, bater no púlpito e se comportar de modo até meio descontrolado. “Mas tudo bem, faz parte da cultura dessa ou daquela denominação” e, conformado, decide continuar em sua busca.

Afinal, você tem um vazio na alma. Então, embora tudo aquilo lhe pareça muito estanho, você insiste. Muda de estação de rádio. O que ouve ali é um pastor… conversando com um demônio! Aquilo então lhe soa bizarro, pois pelo que já ouvira, a forma bíblica de Jesus de lidar com os demônios era não lhes dar nenhum papo, como diz Mateus 8.16 “Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra”. Repare, uma única palavra! (mais sobre isso no post Batalha espiritual ou bandalha espiritual?). E, de repente, tem pastores usando espaço em que poderiam estar pregando que “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores“, como ensina 1 Tm 1.15, mas…ficam dando oportunidade a demônios para tagarelarem sobre um altar que deveria estar sendo usado para exaltar o Todo-Poderoso.

Cansado de tentar entender a fé cristã pela mídia – sem conseguir entender, pois a cada nova tentativa a coisa parece mais complicada - você opta por vencer a preguiça e visitar diferentes tipos de igrejas e comunidades cristãs. Vai primeiro a uma igreja de um pastor famoso, que tem milhares de seguidores no twitter. Mas o homem começa a ensinar que Deus não está no controle de tudo o que acontece, que as desgraças que ocorrem no mundo não têm anuência do Onipotente… só que aquilo contraria toda a lógica de dois mil anos de cristianismo, como você conhecia. Você se lembra de Jó, se lembra do Dilúvio, dos exércitos de faraó sendo afogados…não, aquilo não pode ser cristianismo, Deus ainda deve estar no controle. Mesmo que um ou outro pastor-celebridade diga que não.

Sai do culto e vai a outra igreja. Linda, pessoas muito bem arrumadas, opa, quem sabe não é ali que você vai compreender Cristo? A pregadora começa a falar sobre Jesus te dar carro do ano se você crer, em ganhar uma bolsa Louis Vuitton se declarar a vitória e tomar posse da bênção, sobre como Deus pode fazer sua empresa prosperar se você der uma gorda oferta…. mas estranhamente nada daquilo preenche o vazio da sua alma. Você abre a Bíblia que comprou (uma cheia de estudos, de capa colorida e que estava numa promoção única) e lê “Aquele que é cobiçoso corre atrás das riquezas; e não sabe que há de vir sobre ele a penúria” e percebe que aquele discurso daquela senhora soa muito contraditório. Aí vira mais algumas páginas da sua Bíblia e lê lá no Novo Testamento que o próprio Jesus de Nazaré afirma: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam“. Tem algo muito estranho acontecendo nessa tal igreja, mas você ainda não conseguiu definir o que é. Resolve continuar procurando.

E você, incansável, segue num périplo para entender o que é a igreja. E, mais que isso, para tentar conhecer esse tal de Jesus que dizem que preenche a nossa vida. Mas percebe que a linguagem de muitas igrejas é apenas dirigida pelo marketing, que sabe que cliente satisfeito volta, e por isso, muitas estão regendo suas práticas pelo mercado e buscam satisfazer o cliente. Nota ainda uma característica presente em quase todas: não se fala de morte, pois pelo discurso geral o negócio é aqui e agora, é o imediatismo (igrejas essas cheias de pessoas desesperadas, que estão atrás de uma ajuda rápida para situações urgentes). E sua cabeça dá um nó, pois afinal Jesus afirmou sem sombra de dúvida que o que importa no grande esquema das coisas é a eternidade, é a vida eterna, é o porvir: “Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação”.

Já cansado da busca, você ouve falar de comunidades alternativas, que fogem do modelo institucional de igreja. Os chamados desigrejados, que saíram de igrejas tradicionais decepcionados não só com práticas e doutrinas, mas com pessoas. Resolve ir ao encontros de alguns desses grupos, vai que ali sim existe um cristianismo mais cristalino, longe da poluição das instituições maquiavélicas que “manipulam a Palavra de Deus”. Descobre, no entanto, que as pessoas que frequentam essas comunidades criticam hierarquias, mas têm modelos hierárquicos, que criticam liturgias, mas seguem liturgias, que abominam pastores, mas têm seus “irmãos mais experientes na fé”, que não se reúnem em templos, mas se reúnem em algum lugar. Mudam o nome das coisas (em vez de “igreja” se chamam “comunidades”, por exemplo), mas na essência nada muda, pois são formadas por pessoas e pessoas pecam (mais sobre esse assunto você pode ler nos artigos Jesus X Igreja: tornei-me cristão quando saí da igreja e Jesus nunca construiu templos). E aí você percebe que a igreja dos sem igreja é apenas mais do mesmo, só que com cores diferentes, e não se empolga com esse modelo.

Disposto a dar mais uma chance, pois aquele vazio continua, você vai junto com aquele seu primo crente que é adepto de um negócio chamado “batalha espiritual’ a um seminário onde ensinam montanhas de coisas sobre demônios, hierarquias demoníacas, nomes e cargos de demônios, mapeamento espiritual….rapaz, é demônio pra tudo que é lado. Curioso, você indaga, cochichando, ao seu primo de que lugar da Bíblia eles tiraram tanto conhecimento assim e ele gageja, hesita e diz que na verdade são revelações obtidas ou da boca dos próprios demônios (que, curiosamente mentem o tempo todo) ou de “ex-satanistas” que juram que faziam parte dos mais altos escalões do movimento satanista e começam a escrever livros e mais livros sobre o tema. Claro que viajam dando seminários (cobrando taxas bem gorduchas) , dando palestras e “ministrando” sobre o assunto. Mas nada daquilo veio da Bíblia! (você pode ler mais sobre isso no artigo Batalha espiritual ou bandalha espiritual?). E, adivinha só, você que esperava conhecer mais sobre Cristo e o cristianismo, só fica mais e mais e mais confuso – e, agora, cheio de doutrinas de demônios na cabeça.

Exausto por tentar entender o que são afinal de contas a igreja e o cristianismo (e esse Cristo, que até agora você não encontrou), começa a detectar problemas gerais. Falta de acolhimento, frustração com o estilo de liderança, frustração com as ênfases doutrinárias, ênfase excessiva na contribuição e escândalos pululam em cada esquina. Abre o jornal e vê deputados, senadores, governadores e outros políticos da chamada “bancada evangélica” metidos em um monte de escândalos. É tanta coisa, tanto troço, tanta tramoia que você se vira para os seus parentes e diz:

- Querem saber de uma coisa?! Desisti desse negócio de tentar conhecer Jesus! Não entendi se ser cristão é ser manso ou agressivo, se tenho de orar berrando ou não, se devo seguir a Bíblia ou coisas ensinadas por demônios, se devo cantar a Deus com respeito ou se devo ter um romance com Ele, se devo ir a uma igreja ou a uma comunidade que se reúne numa sala de estar…o que, afinal, é ser cristão?! Cadê a união?! Cadê a unidade?! Cadê “para que sejam um, assim como somos um”? Chega! Cansei! Preciso de um lugar onde eu encontre amor verdadeiro, unidade, paz e esperança! E não estou encontrando isso nessa tal igreja evangélica! Fui!

Aí, convidado por um colega de trabalho, você vai visitar um centro de outra religião. Ali você encontra pessoas mansas e humildes de coração, que falam com carinho e ajudam o próximo. Fala-se ali muito de amor. Faz-se muita caridade. E você descobre que ali é o lugar onde tudo faz sentido. Igreja evangélica? Não, obrigado.

E aqui acaba nosso exercício de imaginação, com a derrota total do cristianismo. Com uma chamada “igreja evangélica” tão falida que mais espanta que atrai. Que não tem apresentado nem representado Jesus de Nazaré.

Mas…

Um segundo só. Por favor, ainda não vá embora.

Pois essa história pode não acabar aqui.

Façamos outro rápido exercício de imaginação. Imagine uma igreja onde o Evangelho é pregado como Jesus ensinou. Sem shows, sem balbúrdia, sem marketing. Sem palcos iluminados, com sistemas de som espetaculares e sem nenhum equipamento de filmagem. Que siga hierarquias e liturgias bíblicas, não opressoras, mas defensoras da ordem e da boa administração e condução do Corpo de Cristo. Que tenha um modelo discipular, voltado a formar não consumidores da fé, mas discípulos do Senhor Jesus. Onde a leitura da Biblia, o jejum, a meditação, a oração e outras disciplinas fundamentais da fé cristã sejam estimuladas. Onde haja poucos membros, mas que esses poucos se conheçam pelo nome, se tolerem, se ajudem, intercedam uns pelos outros. Onde seja pregado o verdadeiro Evangelho, o Evangelho da renúncia, do “tome a sua cruz e siga-me“. Onde a mensagem não seja “o que eu posso ganhar”, mas “o que eu posso dar”. Onde ame-se a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (pelo menos tente-se fazê-lo). Onde dinheiro não seja causa, mas consequência, e algo que fique lá no fim da fila em termos de importância. Onde os pecadores não sejam apedrejados e expulsos, mas amparados, acolhidos, orientados, discipulados e postos novamente de pé. Onde Cristo seja glorificado na simplicidade. Onde uns lavem os pés dos outros. Onde haja contrição e confissão de pecados. Onde se pregue sobre morte, sofrimento, derrotas e dor – porque sim, isso também faz parte da fé. Essa igreja é possível. Acredite, é possível. Não há uma igreja perfeita. Mas essas igrejas onde busca-se o Evangelho puro e simples, longe dos holofotes e das colunas sociais gospel existem. Geralmente são anônimas, desconhecidas da mídia ou do grande público. Geralmente, seus pastores têm nomes que você nunca ouviu falar. Geralmente é onde se reúne aquele remanescente que não dobrou seus joelhos a Baal.

Não desista dessa busca. Ainda há igrejas onde você encontra Jesus de Nazaré. E onde você consegue viver o cristianismo como o cristianismo foi feito para ser. Desligue a TV com seus astros da fé, pare de ouvir grupos e cantores da moda, esqueça os ventos e os modismos, fuja de seminários estranhos, tire o diabo do centro e concentre-se em Deus… e procure essas igrejas. São igrejas anônimas, pequenas e desconhecidas, mas onde Jesus se orgulha de entrar e de dizer: Aqui sim me sinto em casa”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo!

Autor: Mauricio Zágari

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Artigo/Jared C. Wilson/22 MARCAS DE UMA POSSÍVEL FALSA IGREJA!



22 marcas de uma possível falsa igreja

Jared C. Wilson fornece alguns avisos sobre marcas de uma possível falsa igreja. Assim, você pode ficar atento ao entrar em uma “igreja”.
Sua igreja talvez não seja uma igreja se…

  1. Seu pastor raramente fala sobre Jesus. (Essa é fácil).
  2. Seu pastor fala sobre Jesus, mas somente no estilo “siga seu exemplo”. (Você poderia ser um Mórmon ou mesmo muçulmano e pregar desse jeito).
  3. As músicas de “adoração” são mais sobre como você se sente e o que você pode fazer, em oposição a quem Deus é e o que Ele fez.
  4. A extensão do envolvimento de quase todos na igreja está limitada ao culto semanal.
  5. Seu pastor não pastoreia as pessoas cara a cara, mas gerencia “sistemas” em seu escritório, 40 horas por semana.
  6. Alguns desses sistemas são projetados para que o pastor interaja com o menor número de pessoas possível.
  7. Você não se lembra da última vez que participou da Ceia do Senhor.
  8. Muito do planejamento e foco na organização gira em torno de fazer um culto sensacional.
  9. Você nunca ouve a palavra “pecado” por lá.
  10. Você ouve a palavra “pecado”, mas apenas brevemente ou redefinida como “falhas”.
  11. Você não se lembra a última vez que ouviu o nome de Jesus em uma mensagem.
  12. A mensagem de Páscoa não é sobre a ressurreição, mas “novas oportunidades” na sua vida ou virar uma nova página.
  13. Em feriados patrióticos, a mensagem é sobre quão grande nosso país é.
  14. Nos outros fins de semana, a mensagem é sobre quão grande você é.
  15. Há mais vídeos que orações.
  16. Pessoas não cantam durante o culto de “adoração”, mas assistem.
  17. As responsabilidades principais do pastor são coisas estranhas à Escritura.
  18. Existe mais dinheiro investido em propaganda que em missões.
  19. A maioria dos pequenos grupos gira em torno de esportes ou lazer, e não estudo ou serviço.
  20. Você sempre se sente confortável lá.
  21. Ser membro da igreja parece apenas um sistema de recrutamento de voluntários.
  22. Você só encontra outras pessoas da igreja nos cultos de domingo.

Jared C. Wilson

sábado, 20 de outubro de 2012

Artigo/John Piper/ALGUMAS VEZES O SENHOR MATA SEUS AMADOS!



Algumas Vezes o Senhor Mata Seus Amados

Algumas pessoas são, por natureza, fortes, duras, práticas, não sentimentais. Outras são afetuosas, calorosas, de fala mansa, emocionalmente sensíveis. Algumas, surpreendentemente, são uma mistura. Em geral, aquilo que faz essas diferentes pessoas se sentirem amadas é bem diferente.

Ser avaliado por essas diferentes pessoas pode ser desanimador. As reações delas a um sermão ou a um comentário em uma conversa pode ficar em polos opostos – uma se sente profundamente amada, outra se sente desencorajada pela dureza áspera.

O que devemos fazer? Acho que devemos investir nossas vidas mergulhando nas Escrituras de forma que nos tornemos o tipo de pessoa que se sente amada por aquilo que a Bíblia descreve como amoroso.

Parece-me que a maioria de nós tem mais dificuldade em se sentir amada através de uma dura disciplina do que através de afeto e palavras de afirmação. Assim sendo, para me guardar de atribuir motivos não amorosos a Deus ou às pessoas, presto especial atenção àqueles lugares na Bíblia onde coisas duras são amorosas.


Por exemplo, Paulo faz uma afirmação surpreendente sobre o Senhor nos julgando para que não sejamos condenados. É impressionante porque isso inclui nos matar. Eu poderia usar uma palavra mais agressiva (nos destruir) ou uma palavra mais leve (tirar nossa vida). Aqui está o que ele diz sobre cristãos nascidos de novo que estavam desonrando a Ceia do Senhor:

Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. 30 Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. 31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo (1 Coríntios 11.29-32).

Então, alguns morreram¹ por causa do abuso na Ceia do Senhor. Isso é chamado de “disciplina”. “Somos disciplinados para que não sejamos condenados”. Isso é chamado de ser “julgado pelo Senhor”. “Quando somos julgados pelo Senhor…”.

E por que isso que o Senhor faz é amoroso? Porque o objetivo do Senhor ao matar seus próprios amados é para que “não sejam condenados com o mundo”.

Pense nas implicações disso. Uma implicação parece ser que Deus prevê a trajetória natural da vida de uma pessoa em direção ao pecado que é incompatível com a regeneração. Ele interrompe a vida deles antes que eles cheguem lá, garantindo assim sua salvação eterna.

Duas coisas parecem estranhas (como muitas vezes acontece com os caminhos de Deus!):
1) Uma vez que Deus inclina o coração (Provérbios 21.1; 2 Tessalonicenses 3.5), por que não proteger seu povo de tal pecado futuro colocando o temor de Deus no coração deles, de maneira que eles não se afastem dele (Jeremias 32.40)? Por que matá-los para protegê-los?

Resposta: Ele não nos diz. Uma possibilidade é que Deus tem a intenção de nos mostrar quão sério nossa desobediência é. Uma maneira de mostrar nossa necessidade de um Salvador por causa do nosso pecado é Deus trabalhando em nós o que é agradável aos seus olhos (Hebreus 13.21). Outra maneira, talvez mais chocante, é a disciplina definitiva da morte. Deus tem mais caminhos na bolsa da inescrutabilidade do que percebemos (Romanos 11.33).

2) Se aqueles que são nascidos de novo e eternamente seguros (1 João 2.19; Filipenses 1.6) são mortos para evitar que eles sejam condenados com o mundo, isso significa que os eleitos podem perder a salvação?

Resposta: Não. Mas isso confirma que há padrões de pecados que são absolutamente incompatíveis com a salvação. E Deus levará nossas vidas ao invés de nos deixar sucumbir a esses padrões.

Portanto, mergulhemos nossas mentes em tais passagens das Escrituras para que nos tornemos o tipo de pessoa que se sente amada quando nossas vidas (ou a vida daqueles que amamos) são levadas por um todo-sábio, todo-amoroso Salvador.

Nota:
¹ N. do T.: Na tradução utilizada pelo autor, a ESV, é utilizado o verbo “morrer”. As principais traduções em Português usam “dormir”. A ESV optou por traduzir de forma menos literal e já colocar o sentido do verbo no original.

| Autor: John Piper | Tradutor: Alex Daher |
| Divulgação: EstudosGospel.Com.BR

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Artigo/Pr.Ricardo Ribeiro/Pastores que Envenenam Se Propri Rebanho!


Pastores Que Envenenam o Seu Próprio Rebanho

Em 17 de setembro de 1978, o mundo ficou estarrecido com a terrível tragédia: o fanático líder religioso "Jim Jones" havia dado fim a todo seu rebanho. Através de uso indevido da "Palavra de Deus", Jim Jones convenceu todo o povo a participar de um ritual chamado "Noite Branca". Na ocasião, quase 1000 religiosos beberam suco de uva misturado com cianureto e potássio; e todos morreram. Hoje, ano de 2011, não quero ser nenhum pouco polêmico, oportunista ou até mesmo sensacionalista, em afirmar que os pastores estão voluntária ou involuntariamente, repetindo o ato de Jim Jones, mas desta vez com um terrível "envenenamento espiritual".

Sabemos que somos o que comemos! Se comemos morte; nosso corpo será morte. Os judeus ortodoxos não comem camarão. Eles afirmam que camarões se alimentam de cadáveres do mar, e por isso ao comer tais crustáceos, estaríamos ingerindo morte para nosso corpo. Tem sentido a palavra, mas não é disso que quero falar!
Disse Jesus em João 6:51: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne”. Ele se fez o modelo de alimento espiritual para que tenhamos a vida eterna. Ele é o fruto da vida eterna. No Éden existiam duas árvores cujo fruto poderia modificar o espírito humano. A primeira ficava bem no meio do jardim, e se chamava Árvore da Vida (cujo fruto dava a vida eterna); esta representava Jesus. Ele mesmo confirma esta revelação, em João 6.51. A outra ficava próxima a primeira, e chamava-se Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Esta foi colocada no Éden para disciplinar o homem (era como uma linha de fronteira, na qual o homem não deveria ultrapassar). Genesis 2.17.

Então vejamos, haviam duas propostas de alimento para o povo de Deus:
a) Jesus - o alimento que dá vida eterna.
b) Conhecimento do bem e do mal - o alimento que traz morte.

Se você é pastor, a pergunta é pra você: Que tipo de alimento você tem dado a seu rebanho?

Atualmente estamos rodeados de todos os tipos de pregadores. Eles entram e saem pelas nossas igrejas. Sobem os altares e pregam suas verdades ou mentiras. Sempre cheios de autoridade, carisma e testemunhos. Cada vez fica mais difícil discernir se o alimento é realmente bom. Eu posso dizer algo muito verdadeiro: Podemos identificar o caráter de um pastor de igreja, pelo tipo de pregador que ele costuma trazer a seu altar.

Sou do tempo em que os pastores se preocupavam mais com a Integridade da Palavra Pregada. Enquanto o pregador falava, o pastor desfolhava a Bíblia a fim de saber se a pregação era baseada nas Escrituras. Meu primeiro pastor, por exemplo. Eu me lembro das vezes que ele tirou o microfone da mão de pregadores, argumentando com maestria versículos da Palavra de Deus.  Talvez você ache isso radical! E talvez este seja o problema.

Os pregadores de hoje desenvolvem "fama ministerial" porque passaram pelos grandes palanques. E dizem os pastores de igreja: "Vou convidar o fulano, pois ele já pregou nas igrejas mais conceituadas. Certamente ele é bom!".  Sim! Talvez o "fulano de tal" achou espaço em uma conceituada plataforma em um momento em que Deus realmente o usou. Talvez ainda, tal fulano tenha conseguido oportunidade por obra do acaso, ou por uma indicação. Não importa, ele esteve lá, e agora estará em muitos outros lugares.

Veja o tipo de pregador que tem subido nos púlpitos atualmente:
a) Pregadores de motivação: Estes deixam a igreja em polvorosa. São agitadores de alma; mas não tocam no espírito. Especialistas em manipular emoções, conseguem extrair fortes aplausos, e a atenção da sociedade. No dia seguinte está na boca do povo: "meu pastor trouxe um grande pregador". Mas será que a Palavra pregada vai deixar frutos que permaneçam? Lembre-se do que Jesus disse.

b) Pregadores de promessas financeiras: Deus é rico, e quer enriquecer seu povo. Eu creio nisso. Mas a geração de pregadores de promessas é identificada com facilidade, quando suas mensagens terminam freqüentemente com uma chantagem emocional, exigindo entregas de bens, baseada na emoção e não na direção de Deus. Existem pastores que não hesitam em saquear seu próprio rebanho. Certa vez fui pregar na Bahia, e o pastor da igreja me disse: "Pastor, tire o máximo que puder de dinheiro de meu rebanho, e dividimos meio a meio". Eu disse que não queria seu dinheiro. No final do culto a igreja inteira caiu endemoniada, inclusive o pastor. Foi um momento marcante de meu ministério!

c) Pregadores do ego: São aqueles que falam o que a igreja quer ouvir, e não o que ela precisa. Se este tipo de pregador acerta na pregação, e atingem a gratidão do povo, terão portas abertas para sempre naquela igreja.

d) Pregadores de testemunho: A mensagem destes é baseada no seu passado. Noventa por cento do tempo é contar história, e quase nunca dizem o que são agora. Dizem "o diabo me usava assim e assado", mas dificilmente podem comprovar "mas agora Deus faz isso...". Porque será que o povo não percebe?

e) Finalmente, pregadores de novas revelações: Estes, vez por outra aparecem com uma "nova revelação da palavra". Suas mensagens quase não têm Bíblia; tem muito "achismo". E como o povo gosta de novidade, parece que a Palavra Eterna já se tornou obsoleta.

Com todos estes tipos de pregadores, porque será que os pastores continuam a convidar gente assim?

Eu respondo: Eles não se preocupam com o tipo de alimento que seu povo está comendo. Deixaram de oferecer Jesus (a árvore da vida), e passaram a dar a seu rebanho (o conhecimento do bem e do mal).

Mas eu quero dizer pastor: O que define seu ministério não é o tamanho de seu rebanho, o que falam de sua igreja, ou o que sua igreja fala de você. O que define seu ministério é: QUANTOS VÃO SE SALVAR GRAÇAS A SEU TRABALHO. Não se engane, no Grande Dia o Senhor vai querer prestação de contas. Cuide-se!

Autor: Pr. Ricardo Ribeiro

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Artigo/Wim Malgo/OS INIMIGOS DA ORAÇÃO!


Os Inimigos da Oração

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2.1-4).

Existem seis armas terríveis que o Diabo usa para paralisar a vida de oração dos crentes:

1. Cansaço!
Como é paralisante o cansaço que o impede de perseverar na oração! Mas é justamente na oração que você supera esse estranho cansaço, pois a Bíblia diz: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.29,31). Entregue-se à oração, e você encontrará o descanso verdadeiro.

2. Distração!
Você não consegue se concentrar? Outros pensamentos vêm à sua mente quando você quer orar? Durante a oração, de repente você percebe que seus pensamentos estão bem longe? Essas são armas do inimigo que você derrota orando em voz alta. Davi diz no Salmo 55.16-17: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz”. Ore com voz forte e audível, e as distrações não terão poder sobre você!

3. Inquietação interior
Uma inquietação inexplicável tomou conta de você? Justamente dessa inquietação é que você pode se livrar quando ora. Seja qual for a causa – pecado, nervosismo ou incredulidade – a Bíblia diz: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (Sl 55.22). E mais: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42.11). Somente na oração você receberá ajuda para se libertar da inquietação de seu coração.

4. Pressa
A arma que Satanás provavelmente usa com mais sucesso contra os que querem orar é a pressa. O que diz a Escritura em Eclesiastes 8.3a? “Não te apresses em deixar a presença dele.” Não devemos ter pressa em deixar a presença do Senhor. Qual é a causa de sua pressa? A montanha de trabalho que espera por você! Seu trabalho parece não ter fim? Mas é justamente na oração que você recebe as condições para fazer seu trabalho bem feito e com rapidez. Quanto mais tempo você ora, mais trabalha. Sei muito bem que isso contraria nossa lógica, mas milhares de experiências confirmam essa receita, e a Bíblia diz em Isaías 55.2-3a: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá.” Através da oração constante, suas tarefas diárias serão supridas pelas fontes divinas de força. Admirado, você reconhecerá que o tempo que passou em oração fervorosa foi a melhor maneira de usar seu tempo, e a terrível arma da pressa terá perdido seu poder destrutivo sobre você.


5. Desânimo
O desânimo é uma arma que neutraliza muitas pessoas que oram. Desânimo é começar e parar. Desanimar é não olhar para longe o suficiente. A Bíblia diz: “Olhando firmemente para Jesus”. Esse olhar para cima, para Jesus, é desviar o olhar das coisas visíveis ao nosso redor e voltá-lo para Jesus – voltar-se para Ele orando! Você está desanimado por causa de sua fraqueza espiritual, desanimado por seus fracassos, desanimado pela dureza de coração das pessoas, desanimado pelas tristes circunstâncias em que vive? Paulo exclama em 2 Coríntios 4.8 que em tudo ficamos “perplexos, porém não desanimados”. Por quê? Porque ele era um homem de oração. Isaías conclama: “Fortalecei as mãos frouxas e firmai os joelhos vacilantes. Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará” (Is 35.3-4). Existe apenas um meio de nos livrarmos do desânimo e do desalento em nosso coração: através da oração. Enquanto escrevo estas linhas, parece que poderes das trevas tentam me impedir de dizer as coisas como elas são. Sei que Satanás faz todo o possível para deixar você tão desanimado a ponto de não conseguir crer que a oração de fato lhe abre as fontes divinas. Mas em Nome de Jesus esses poderes estão derrotados! Suplico a você que está desanimado: Ore! Faça hoje um novo começo! Diga em voz alta: Eu escolho a vontade de Deus e, em Nome de Jesus, rejeito a vontade de Satanás”. A vontade de Deus é que você ore. A vontade de Satanás é que você se cale.

6. Preguiça
A preguiça é uma arma traiçoeira que Satanás usa contra aqueles que desejam se tornar pessoas de oração. É a arma da carne, a sensação de impotência. Você se ajoelha, quer orar, mas não consegue dizer uma única palavra. Tudo parece muito difícil. A carne não consegue orar. Como você consegue se livrar dessa incapacidade e dessa preguiça? A resposta é: ore com a Bíblia! Leia em voz alta as promessas que falam da oração. Jesus disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis, batei, e abrir-se-vos-á” (Mt 7.7). Diga simplesmente a Deus: “Senhor, não consigo pedir, mas Tu dizes na Tua palavra que eu devo pedir, pedir com perseverança”. Exponha a Ele toda a sua miséria. Não fique calado! E enquanto você fala com Ele e lê Sua Palavra, de repente perceberá a faísca da oração acendendo seu coração, fazendo desaparecer sua preguiça e sua indolência, e suas orações alcançando o trono da graça.

Artigo/Autor: Wim Malgo

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