sábado, 11 de agosto de 2018

Meditação/Nadia Malta/INVARIAVELMENTE, OS FILHOS IMITAM SEUS PAIS!


INVARIAVELMENTE, OS FILHOS IMITAM SEUS PAIS!
                                                                   
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. EFÉSIOS 5.1, 2.                                             

Encorajemo-nos mutuamente a perseguir a santificação, imitando a Deus como filhos amados. Paulo neste capítulo continua falando a respeito do assunto começado no capítulo quatro sobre a santidade cristã que é oposta a dissolução (perversão de costumes).  Com a proximidade do dia dos pais, data que, diga-se de passagem, tem sido muito mais comercial do que afetiva, visto que a cada dia vemos com tristeza o abandono de pais idosos. Contudo, aproveitemos a ocasião para nos lembrar que somos filhos de Deus! Será que o temos honrado com nossas atitudes? O apóstolo argumenta aqui que os filhos são parecidos com os pais, nos gestos, nas atitudes, no caráter. Fato, que para os que têm filhos, pode ser animador ou embaraçoso dependendo da pessoa imitada, casa de pai é sempre escola de filhos, diz o antigo ditado.  Muitos pais ficam envaidecidos ao observar seus pequenos filhos falando e agindo como eles. Será que o coração do Pai Celestial também não se enche de alegria quando ele olha seus pequeninos filhos imitando a ele? Muito mais que uma sugestão, essa é uma ordenança da palavra de Deus. De que maneira podemos imitar a Deus, se nunca o vimos? Olhando para Jesus, que veio com o propósito de revelar o Pai. O autor de Hebreus diz a respeito de Jesus em Hb. 1.3: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,”. Quando pensamos em imitação somos tentados a pensar em algo caricato, mas a palavra no original sugere mais que uma simples repetição mecânica, mas o exercício ou a prática didática de uma instrução recebida. Assim como boa parte do aprendizado das crianças se dá por observação e imitação.

O apóstolo Paulo sugere no texto mencionado que os filhos de Deus devem andar pelo menos de três maneiras distintas. Essas formas de andar são verdadeiras credenciais da nossa filiação. Primeiro: Andar em amor. Segundo: Andar como filhos da luz. Terceiro: Andar em sabedoria. Será que temos andado assim? Receio que não! Deus é amor. Como seus filhos e coparticipantes da natureza divina devemos andar em amor. Somos filhos amados. Deus se refere a nós da mesma maneira que se refere a Jesus. Fomos comprados por alto preço. Nosso amor por Deus é demonstrado pelo amor que devotamos ao próximo e esta é uma resposta ao seu amor por nós. Em I Jo 4.7 diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. Assim como as características físicas denunciam de quem somos filhos, o amor é a principal credencial espiritual dos nascidos de Deus. Como nascidos de Deus e coparticipantes de sua natureza: Somos separados por Deus e não pertencemos mais a este mundo. Aqui, Paulo se torna extremamente prático com relação às inclinações pecaminosas de sua época, que infelizmente se encontram tão vivas em nossos dias. Que nossas palavras sejam sempre instrumento de ações de graças, agradáveis, temperadas com sal. Somos príncipes de Deus. Entramos no reino de Deus quando fomos recebidos por Cristo. Paulo deixa claro que, quem vive pecando deliberadamente não terá parte no reino de Deus. Ele não fala aqui de uma prática específica, mas de uma inclinação constante para o pecado. Por isso ele é tão enfático afirmando que a ira de Deus virá sobre os filhos da desobediência. Somos luz. Essa imagem é a tônica da passagem, aqui Paulo ordena: “Andai como filhos da luz”. Isto significa viver diante de Deus sem nada a esconder: Andar como filhos da luz, também significa revelar a luz de Deus através do nosso testemunho e esta é uma grande responsabilidade e um grande desafio. Um homem sábio é prudente, sensato e age com moderação. Tem autocontrole. Não é movido à emoção, mas submete a carne e as emoções à vontade soberana de Deus. Temos agido assim? Esse homem não se deixa levar pelos impulsos da carne ou os ventos contrários à sua volta – ele tem um plano de vôo, não vagueia a esmo.

O prudente sabe que a vida é curta, por isso aproveita bem o tempo e as oportunidades. A brevidade da vida é um excelente argumento para que se faça bom uso das oportunidades para apresentar o Cristo vivo àqueles que não o conhecem. O Senhor está vindo, tudo à nossa volta testifica sobre este acontecimento iminente. Por isso nenhuma oportunidade deve ser desperdiçada. Os dias são maus, por isso o tempo precisa ser aproveitado. O sangue dos que estão ao nosso redor será requerido de nossas mãos. O prudente conhece a vontade de Deus porque anda em sua presença. Ele busca o enchimento do Espírito e não o torpor passageiro do vinho ou da bebida forte. O prudente fala a língua do céu e dá graças em todas as situações, porque sabe que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito. A boca do prudente é uma fonte contínua de bênçãos. Ele é abençoador por natureza. O prudente tem uma santa inclinação para a obediência e isso é agradável a Deus. Assim, mostremos as credenciais da nossa filiação. Como imitamos Deus? Observando Jesus. É Jesus que nos revela o Pai. Ele é a manifestação visível do Deus invisível. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



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