terça-feira, 6 de julho de 2021

Meditação/Nadia Malta/SEJAMOS PERDOADORES E VIVAMOS COM LEVEZA!

 SEJAMOS PERDOADORES E VIVAMOS COM LEVEZA!

                                                                                               


Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’. Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas". Mateus 6.12-15. 


Neste texto da chamada mais completa das orações, o Senhor traz uma instrução preciosa acerca da ordenança de perdoar: Ele nos leva a condicionar seu perdão a nós à medida que perdoamos os nossos devedores. Ele nos leva a pedir livramento do mal e das tentações. De que mal e de que tentações especificamente ele fala aqui? Da tentação de não perdoar e do mal decorrente desse perdão retido. Uma advertência séria! Assisti certa vez um documentário comovente de uma sobrevivente do campo de Concentração de Auschwitz. Aquela mulher chamada Eva, uma nonagenária de muita fibra conta seu relato como cobaia do chamado “anjo da morte” Joseph Mengele. Esse médico nazista fazia experiências terrivelmente desumanas com gêmeos judeus e ela e sua irmã Miriam foram vítimas dele. Anos mais tarde foram libertadas pelo exército soviético, mas as seqüelas ficaram e a irmã de Eva acabou morrendo em conseqüência daquelas experiências.

Depois da libertação daquele cativeiro, os anos seguintes não foram fáceis para Eva e num dado momento da sua história ela resolveu romper as cadeias que ainda restavam perdoando seus algozes. Como assim? Há perdão para tão grande atrocidade? Claro que sim, à luz da ação do Espírito Santo sempre há! E no final do seu emocionante relato ela diz: Que o perdão gera auto-cura, auto-libertação e auto-empoderamento! E aqui descobrimos mais uma vez que o perdão é um ato da vontade, não simplesmente algo emocional. E quando damos o passo de fé neste sentido algo começa a se mover em nosso favor no sentido de transformar aquele passo de fé em algo real e transformador! Os versículos citados no inicio fazem parte da conhecida oração do Pai Nosso ensinada por Jesus aos seus discípulos. Esta é considerada a oração mais completa por abranger todas as áreas da vida humana com suas necessidades peculiares.

O trecho citado fala do perdão. Jesus deseja que sejamos libertos e a falta de perdão é uma das maiores prisões que podemos sofrer. Mesmo que sejamos libertados das piores masmorras externas, se não perdoarmos os nossos ofensores estaremos irremediavelmente aprisionados pelas cadeias da mágoa e do ressentimento. Quando perdoamos os nossos ofensores o fazemos mais por nós mesmos que por eles. O que aprendemos aqui? Deveríamos ter medo de proferir as palavras dessa oração. Será que realmente podemos desejar que o Senhor nos perdoe como perdoamos? De que tipo de tentação ele fala aqui? Da tentação de não perdoar e do mal decorrente dela, que aprisiona e adoece! Misericórdia Senhor! Dá-nos corações perdoadores para a glória do teu santo nome! Perdoar (dores), em Cristo podemos sim! Nadia Malta

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Meditação/Nadia Malta/TUDO QUE SOMOS, TEMOS E SABEMOS VEM DO SENHOR: E A GLÓRIA É SÓ DELE!

 TUDO QUE SOMOS, TEMOS E SABEMOS VEM DO SENHOR: E A GLÓRIA É SÓ DELE!

Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema ao Senhor e evite o mal. Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos”.  Provérbios 3.5-8. 



O texto em apreço trata da primazia que deve ser dada ao Senhor em tudo quanto fizermos. Que tudo seja para a honra e glória do Senhor sempre. O texto traz algumas ordenanças que não podemos perder de vista: Devemos confiar no Senhor de todo o nosso coração e não nos apoiar em nosso próprio entendimento. Confiamos?  Devemos reconhecer o Senhor em todos os nossos caminhos e ele endireitará a nossa vereda. Reconhecemos? Não devemos ser sábios aos nossos próprios olhos!  Devemos temer ao Senhor e evitar o mal. O orgulho e a vaidade pessoal têm disfarces inimagináveis. Eles se camuflam das mais diferentes maneiras e possuem argumentos para justificar esses disfarces. Tudo que somos, temos ou sabemos vem de Deus. Somos apenas canais dessa Fonte bendita. Assim, a honra, a glória e o louvor devem ser creditados ao Senhor somente. A graça comum também é um meio das dádivas serem entregues aos que não conhecem ao Senhor. Todas as áreas do conhecimento humano são depositórios dessa graça bendita. As grandes descobertas feitas em todas as áreas: saúde, humanas, exatas, tudo vem dele que é a bendita Fonte de toda Sabedoria e Conhecimento.

O livro sapiencial de provérbios sinaliza para nós acerca desse assunto em todos os seus capítulos. Os versículos citados, por exemplo, trazem esse ensino de maneira muito clara, inclusive trazendo uma incisiva admoestação  para que honremos ao Senhor. A primeira coisa dita aqui é que devemos confiar no Senhor de todo o nosso coração e não nos apoiar em nosso próprio entendimento.  Na seqüência o autor do texto diz que devemos reconhecer o Senhor em todos os nossos caminhos e ele endireitará as nossas veredas. Quantos se vangloriam de sua inteligência e capacidade de criação nas várias áreas dos saberes. Isso acontece até mesmo em nosso meio, o que é ainda mais grave. Nada teríamos se do alto não nos fosse concedido. Pela falta desse reconhecimento tantos acabam sofrendo as conseqüências. A segunda recomendação tão grave quanto a anterior é para não nos considerar sábios aos nossos próprios olhos. O orgulho e a vaidade pessoal derrubaram um Querubim Ungido, o que não fará conosco? Quanto estrelismo em nosso meio! Quanta falta de reconhecimento daquilo que o Senhor tem concedido apesar de nós!

Ele completa ordenando que temamos ao Senhor e evitemos o mal, claro que ele fala aqui especialmente do mal procedente da atitude de vanglória pessoal. Isso trará saúde ao corpo e vigor aos ossos. É tempo de consertos, de mudanças de postura. Como tão bem afirmou Pierre Teilhard de Chardin, padre jesuíta, teólogo, filósofo francês dentre outras habilitações: “Somos seres espirituais vivendo uma experiência terrena”, não o contrário! O que aprendemos aqui?O Senhor não dá a sua glória a ninguém. Assim, em tudo quanto fizermos glorifiquemos ao Senhor. Ele deseja que Confiemos nele, que o reconheçamos em tudo, que não sejamos sábios aos nossos próprios olhos e que o temamos para evitar o mal proveniente do orgulho. Não queiramos passar na frente do Senhor e receber os louros das nossas conquistas, antes ofertemos tudo a ele, pois tudo vem dele e é para glorificá-lo eternamente! Nadia Malta

domingo, 4 de julho de 2021

Meditação/Nadia Malta/EM DEUS JÁ TEMOS A SUFICIÊNCIA: SEJAMOS GRATOS!

 EM DEUS JÁ TEMOS A SUFICIÊNCIA: SEJAMOS GRATOS!

                                                                                   


 “Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor? ’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus”. Provérbios 30:7-9. 


Em sua sabedoria vinda do Alto o autor de Provérbios, traz a percepção da suficiência nos versículos citados. O dicionário, dentre outras coisas, diz que suficiente é o quanto baste! Nem mais, nem menos. Creio que esta é uma lição oportuna para o nosso tempo de tanta competição, exigências e demandas. As pessoas em várias áreas da vida querem “bater a meta” como se diz na linguagem do comércio e das grandes corporações. Nos versículos citados o autor do texto faz dois pedidos ao Senhor que remetem à suficiência e deveríamos considerar em nossas orações: A suficiência da palavra empenhada e proferida com retidão sem mentiras ou falsidade. A suficiência no ter. Suficiência gera gratidão e o inverso também é verdade! O salmista fez aquietar e sossegar a sua alma como a criança desmamada nos braços de sua mãe. Como a nossa alma é exigente! Estamos sempre às voltas tentando satisfazer um desejo ou anseio. E em geral acabamos metendo os pés pelas mãos para conseguir tal intento.

Estamos vivendo um tempo de lutas e perdas. Mesmo assim são tantas dádivas recebidas da divina mão e até aquilo que não foi agradável de viver, veio como bênção disfarçada. Caso não tenhamos descoberto o propósito ainda, logo, logo descobriremos. Nada em nossa vida é obra do acaso! A idéia de suficiência trazida a nós pelos versículos nos ajuda a compreender que nos cansamos demasiadamente correndo atrás do vento, como disse o mesmo autor em outro momento. Ele pede ao Senhor duas coisas, a primeira: “Mantém longe de mim a falsidade e a mentira”. Aqui também ele nos remete a um tipo de suficiência, a da palavra proferida e empenhada com retidão. Quanta falsidade e quanta mentira até mesmo em nosso meio! É impressionante o quanto se mente compulsivamente das mínimas às grandes coisas. Há uma crise de confiabilidade sem precedentes. Falta a suficiência de uma falar sincero, honesto, onde o sim, seja sim e o não, seja não. Que as coisas ditas sejam exatamente o que dizem ser!

 O segundo pedido do autor de provérbios aqui é: “Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor? ’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus”. Esse outro pedido é de uma lucidez que impressiona! O que tem em demasia pode desdenhar de Deus orgulhoso pelos muitos haveres e conquistas. O que tem de menos pode vir a roubar envergonhando e desonrando o nome do Senhor. Por isso o autor do texto pede suficiência. O apóstolo Paulo traz mais luz a questão dizendo: “A minha suficiência vem de Deus”! Apenas o quanto baste. Nem mais, nem menos! Clamemos assim! O que aprendemos aqui? Que Busquemos também nós um falar confiável. Que o que dizemos seja o quanto baste. Que haja suficiência em nosso falar. Que busquemos a suficiência no ter. Nem mais nem menos, apenas o quanto baste.  Que possamos dizer como o apóstolo Paulo: “A minha suficiência vem de Deus!”, porque a sua graça nos basta!  Nadia Malta

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