segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS PARA A SABEDORIA DO ALTO REVELADA A NÓS!

 ATENTEMOS PARA A SABEDORIA DO ALTO REVELADA A NÓS!

"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam". 1 Coríntios 2.9. 


O apóstolo Paulo discorrendo sobre a insondável sabedoria de Deus e o ensino do Espírito Santo faz uma citação do profeta Isaias. Aqui temos a impressão que tanto o apóstolo quanto o profeta estavam extasiados pela revelação que fora ministrada pelo Santo Espírito. Sabedoria esta que o mundo mesmo com toda ciência não consegue compreender. Talvez este seja um daqueles versículos mais mal interpretados. Normalmente se atribui a essas coisas especialíssimas que Deus tem preparado para os que o amam, apenas coisas e bens materiais. O Senhor em sua soberania se revelou aos pequeninos e simples. Paulo falando dessa sabedoria divina diz ainda: “sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória;”. A mente carnal não entende as coisas do Espírito Santo.

Falando aos Romanos o apóstolo também tem um desses momentos de êxtase e explode numa doxologia admirável dizendo: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”. Tudo é maravilhoso demais aos nossos olhos. Coisas grandes demais para pequenos e limitados mortais. Creio que os nossos olhos vão sendo desvendados aos poucos, pois não suportaríamos receber tudo de uma vez. A própria realidade do Evangelho e a revolução de amor deflagrada pelo Senhor Jesus. Os judeus esperavam um Messias revolucionário do ponto de vista bélico. Esperavam alguém que libertasse seu povo do jugo de Roma pela luta armada. Contudo, não foi isto que aconteceu. A revolução de Jesus foi feita por meio do amor incondicional. Amor que foi às últimas consequências. O próprio Sermão do Monte foi chocante para aqueles religiosos empedernidos daqueles dias.

A pregação da cruz parece loucura para os parâmetros do mundo. Aliás, o próprio Paulo afirma que a cruz é escândalo para os judeus e loucura para os gentios. Como então, compreender essas coisas? O apóstolo Responde: “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. O que aprendemos aqui? Crer é também pensar, mas pensar com a mente de Cristo, do jeito de Cristo. Instruído pelo Espírito de Cristo. “Nós porém, temos a mente de Cristo!”. Portanto, não tentemos usar os raciocínios humanos para entender as coisas de Deus! Antes, clamemos por sabedoria, mas a do Alto.  Nadia Malta

domingo, 30 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/OS QUE CREEM NO CRISTO NÃO RETROCEDEM!

 OS QUE CREEM NO CRISTO NÃO RETROCEDEM!

https://youtu.be/yThAi6Il50o?si=zNoh1N1g0bUeO-6s

Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”. Hebreus 10.35-39.                                  


É assim que o dicionário descreve a confiança: “Crença na probidade moral, na sinceridade, lealdade, competência, discrição etc. de outrem; crédito, fé. Crença de que algo não falhará, de que é benfeito ou forte o suficiente para cumprir sua função”. Se nós podemos aplicar este significado a pessoas limitadas e falhas, imaginemos em relação ao Deus Eterno Todo Poderoso que é Fiel e não falha nunca? Pois bem, ainda há quem vacile! Há quem duvide das ações e promessas de Deus. O Texto apresenta quatro verdades que não podemos perder de vista, sobretudo, na hora da agonia, vejamos: Não devemos abandonar a confiança, ela produz grande galardão (prêmio); É necessário perseverar para alcançar, pois os que fazem a vontade de Deus alcançam a promessa de Deus; Jesus em breve virá precisamos ser encontrados fieis, pois Ele não se agrada dos que retrocedem; E Somos da fé para conservação da nossa alma. Não somos dos que retrocedem para a perdição.

A Bíblia nos assegura que nenhum dos planos do Senhor pode ser frustrado. Tudo Ele faz esplendidamente dentro de um tempo e de um modo que não alcançamos em nossa limitação humana. Somos imperfeitos, inadequados e apressados. Queremos tudo pra ontem, dentro de um cronograma que está muito aquém dos agires insondáveis de Deus. Enquanto esperamos precisamos domar a nossa alma exigente. O salmista diz “Fiz aquietar e sossegar a minha alma!”. Aprendamos com ele. O autor de Hebreus faz todo esse arrazoado sobre confiança e fé exatamente no capítulo que precede a grande galeria dos heróis da fé. Todos aqueles que foram elencados ali conseguiram combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé, mesmo em situações que do ponto de vista humano significaria perdas.

O autor Hebreus apela ainda para a confiança perseverante dos seus leitores. Ele lembra que a confiança tem grande galardão (Creio que este galardão é o alcance da promessa). Os santos de Deus perseveram mesmo a despeito de toda luta enfrentada. Mesmo não entendendo os caminhos e propósitos de Deus, eles sabem em quem creem. Eles aprenderam a confiar no Autor da sua fé. Esses alcançarão a promessa da vida eterna. O que aprendemos aqui? O justo de Deus vive pela fé. O Senhor não se agrada dos que retrocedem na caminhada da fé. Os que são de Deus não retrocedem nessa caminhada. Eles sabem que só o Senhor tem as palavras de vida eterna. Tem um dito popular que diz: “Vai encarar ou vai correr?”. Muitos têm corrido!  E quanto a nós: Somos da fé ou vamos retroceder? Aquele que perseverar até o fim será salvo.  Nadia Malta

 

sábado, 29 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ATENTEMOS: A PORTA AINDA ESTÁ ABERTA, MAS SE FECHARÁ DE REPENTE!

 ATENTEMOS: A PORTA AINDA ESTÁ ABERTA, MAS SE FECHARÁ DE REPENTE!

Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá: Conheço as tuas obras — eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar — que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei”. Apocalipse 3.7-12. 


Cartas foram escritas da parte do Senhor através do apóstolo João às sete igrejas da Ásia Menor, com o propósito de exortar, edificar, admoestar. Uma dessas igrejas contempladas foi a que estava em Filadélfia. O Significado dos nomes tanto das cidades quanto das pessoas nos escritos bíblicos é de grande importância para que compreendamos o sentido do que está sendo ensinado. Filadélfia, por exemplo, significa amor fraternal. Esta igreja fazia jus ao seu nome. Esta igreja recebe da parte do Senhor: Um elogio; Uma promessa tripla; E Um Conselho. Não gostaria de me ater aos aspectos históricos da questão, mas chamar a atenção para o que fora dito pelo Senhor à pequena igreja de Filadélfia. O que fora dito àquela igreja serve para todos os crentes fieis de todas as épocas. Diz o Senhor: “Conheço as suas obras!”. Não nos iludamos! O Senhor é o que sonda mentes e perscruta corações. Isto para dar a cada um segundo as suas obras. E Ele conhece de verdade as nossas obras, tanto pessoalmente quanto como igreja. Isto pode ser uma bênção ou pode nos colocar numa grande encrenca. Exterioridades não impressionam o Senhor. Temos repetido isto muitas vezes neste espaço. Ele afirma também: “Eis que coloquei diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar. Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome”.

Há uma porta aberta diante de nós tanto de privilégios quanto de responsabilidades. Não podemos negligencia-la. O Senhor deseja que a atravessemos para evangelismo, testemunho e socorro. A pergunta é: Temos atravessado com temor e tremor esta porta? Muitas vezes a única Bíblia que os que estão à nossa volta terão oportunidade de ver é o nosso próprio testemunho. Preguemos com palavras, mas, sobretudo, com a nossa própria vida. Assim, evangelismo, testemunho que pressupõe oração e socorro precisam caminhar lado a lado. A pequena igreja naquela cidade tinha pouca força política e representativa. Contudo, aquela pequena igreja recebeu da parte do Senhor um elogio, uma tríplice promessa e uma exortação. Não há aqui nenhuma reprimenda. São muitos os privilégios que temos como escolhidos de Deus sobre a terra. Privilégios demandam responsabilidades. Não dá para dissociá-los. Precisamos atentar para isto!

As igrejas da Ásia Menor tanto eram tanto igrejas locais, quanto figuras representativas da história da igreja em todas as épocas. Podemos ver traços de cada uma delas dentro das igrejas locais da atualidade, através dos seus membros e lideranças. Aqui o Senhor faz uma tríplice promessa e aconselha como Pai amoroso. Que estejamos atentos para continuar em fidelidade. Não perdemos salvação, mas podemos perder galardão. Jesus está vindo! O que aprendemos aqui? O Senhor conhece as nossas obras. Isto pode significar uma grande bênção ou uma grande encrenca. O Senhor honra seus fieis. Cuidemos para não perder o nosso galardão. Que estejamos e sejamos sensíveis ao que o Espírito diz a igreja e a cada crente em particular! Nadia Malta

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS AQUIETEMOS, O SENHOR TEM E ESTÁ NO CONTROLE SOBERANO DE ABSOLUTAMENTE TUDO!

 QUE NOS AQUIETEMOS, O SENHOR TEM E ESTÁ NO CONTROLE SOBERANO DE ABSOLUTAMENTE TUDO!

Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito!”. Isaías 57.15. 


O contexto todo fala da mensagem de paz da parte do Senhor para os arrependidos de todas as épocas! O Deus Transcendente e Imanente mesmo assentado num Alto e Sublime Trono habita também com o abatido e contrito de espírito que treme diante de sua Santa Palavra. O desejo do Eterno é trazer paz ao coração do angustiado de espírito e novo ânimo àquele que tem seu coração quebrantado e aflito. Como estamos todos necessitados de uma ação sobrenatural do Senhor em nossas vidas! Quantas demandas, meu Senhor têm nos sobrevindo! Não há consolação em nenhuma ação humana. Aquilo de que realmente necessitamos é que o Senhor nos impacte com a sua presença restauradora e consoladora. A Bíblia afirma que “bem-aventurados os que não viram e creram!”, contudo, há momentos que precisamos ser abraçados pela Graça de modo vivo. Precisamos de um toque de Deus na aridez dos nossos desertos e na solidão dos nossos vales áridos!

O Texto traz três verdades as quais não podemos esquecer: O Alto e Sublime Deus que habita no lugar alto e santo também habita no coração do contrito e abatido de espírito que treme diante de sua Palavra, repito; Ele tanto controla quanto consola; E Ele é quem traz novo ânimo ao coração do humilde e novo alento ao coração do contrito. O Senhor é Aquele que ocupa todos os espaços siderais. É o Senhor do macro e do micro, mas que por um ato da sua misericórdia e soberania resolveu habitar também no coração imperfeito do homem. Isso tudo é maravilhoso demais aos nossos olhos e ao nosso limitado entendimento. Embora não compreendamos os desígnios soberanos do Eterno, entendemos que tudo traz à  reboque um propósito edificador e santificador, mas não é fácil enfrentar esses treinos do céu! Assim como o atleta precisa de disciplina e de uma alimentação adequada para enfrentar as duras horas de treinos, nós também precisamos estar bem nutridos espiritualmente por meio do santo alimento que é a Palavra de Deus.

Os atletas mencionados lutam por um prêmio perecível, nós lutamos pelo prêmio da soberana vocação (“O prêmio da soberana vocação é a recompensa espiritual e eterna que Deus oferece aos que são chamados por Sua graça em Cristo Jesus, simbolizando a glória, a herança celestial e a união com Cristo”). O alvo é a santificação, sem a qual não veremos a Deus!  A nossa “leve e momentânea” tribulação produzirá para nós eterno peso de glória acima de toda comparação. Por isso quem nos treina é a Graça sustentadora que nos fortalece e firma nossos passos, nos dando equilíbrio para que não pendamos nem para a direita nem para a esquerda. Que em nossas orações haja sempre seis petições continuamente: Dá-nos ânimo, Senhor! Guia-nos ao teu oásis, ó Senhor! Capacita-nos, ó Senhor! Estende a tua mão e toca em nós, ó Senhor! Acalenta-nos, ó Senhor! E Ajuda-nos a completar o treino, ó Senhor! Que digamos amém a todas elas! Nadia Malta

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/TODOS OS NOSSOS CAMINHOS ESTÃO PERANTE O SENHOR!

 TODOS OS NOSSOS CAMINHOS ESTÃO PERANTE O SENHOR!

https://youtu.be/SWyEgRBH-Q4

Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos”. Provérbios 16.2, 3. 


A nossa vida é um caminhar surpreendente! Tomamos decisões. Fazemos escolhas. Tudo é um grande risco, mas que vale a pena correr. Por mais fé que tenhamos sempre corremos o risco das coisas não darem certo. E o mais interessante é que mesmo debaixo de muita oração ainda podemos fazer escolhas frustrantes do ponto do vista humano. Mas será que isso é ruim? Acho que tudo é um grande treinamento, para um grande aprendizado. Na vida de um servo, até quando tudo dá errado dá certo. “Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito”. Diz o apóstolo Paulo. O autor de provérbios nos alerta para o fato de que para o homem todos os seus caminhos são puros, mas é o Senhor quem pesa o espírito. Qual o segredo, então para um andar sem sobressaltos? Confiar as nossas obras ao Senhor e os nossos desígnios serão estabelecidos por Ele!

O Senhor pesa, perscruta o nosso espírito. A palavra ainda nem chegou aos nossos lábios e Ele já a conhece. E as nossas intenções, então? Ele sonda mentes e corações. Ele não se impressiona com as nossas exterioridades. O Senhor é especialista em ir às regiões mais abissais, mais inconscientes do homem, lugar que, diga-se de passagem, nem o próprio homem consegue ir. Mas o Senhor vai e consegue captar o imperceptível aos sentidos destreinados. Exercitar a calma é preciso. Confiança em Deus demanda calma para esperar o seus desígnios se estabelecerem. Tenho me perguntado nos últimos tempos os porquês ou “para quês” de tanta coisa. Se já recebei alguma resposta? Claro que não! E quem disse que teremos todas as respostas aos nossos questionamentos? Pelo menos não, deste lado da eternidade. Todos nós temos sido tremendamente ministrados a esse respeito nos últimos tempos. Tem um pensamento atribuído a Isaac Newton que diz: “O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano!”. Assim não nos arvoremos em querer achar explicação ou resposta para tudo.

Evitemos a frustração de tentar a todo custo encontra-las. Enquanto perdemos tempo buscando explicações deixamos de dar o melhor de nós. No final das contas devemos fazer tudo como para o Senhor e não para homens. O autor de Eclesiastes diz: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria”. (Ec.9.10). O que aprendemos aqui? De duas coisas estou convicta. Primeira: Aquilo que tivermos de saber o Senhor nos revelará! Segunda: O que chegou às minhas mãos para fazer mesmo não entendendo, devo fazer bem. Os propósitos de Deus, embora estejam diante dos nossos olhos o tempo todo, os nossos olhos precisam estar abertos para que vejamos! Ultimamente tenho preferido às perguntas. Elas me fazem pensar! Reflitamos! Nadia Malta

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ O SENHOR RESOLVEU FICAR EM NOSSA CASA! DESÇAMOS DA NOSSA ALTIVEZ!

 O SENHOR RESOLVEU FICAR EM NOSSA CASA! DESÇAMOS DA NOSSA ALTIVEZ!

https://youtu.be/wNpxzLpPBoc

 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria”. Lucas 19. 5, 6.                                                      


O encontro de Jesus com Zaqueu, o maioral dos publicanos é revelador sob todos os aspectos. Ele era além do maioral dos publicanos, rico. Um sujeito baixote, que enriqueceu ilicitamente. Era odiado pelos seus patrícios pelas extorsões que praticava. Era considerado também pelos religiosos daqueles dias o maioral dos pecadores. E o mais carente da ação da Graça salvadora! Tenho andado abatida. Cansada e sobrecarregada. Calma! Deixe-me explicar: Os sentidos todos têm estado saturados de tanta doidice no mundo como um todo, mas especialmente no meio eclesiástico contemporâneo. As exigências, as ameaças e, sobretudo, as artimanhas para se conseguir adeptos e lotar os templos têm se multiplicado e ido às raias da loucura. O que está acontecendo? Tem faltado temor do Senhor. Esta é a grande realidade. Esquecemos que o Deus da bondade é o Deus da severidade e Ele ajustará contas com todos os caçadores de almas com seus invólucros feiticeiros no meio do seu povo!

O que a história de Zaqueu nos leva a discernir hoje? Por mais que o homem se esforce para alcançar a Deus, a iniciativa é sempre da Graça. O Senhor é quem marca esse encontro conosco; Arrependimento sincero gera mudança de vida; E Jesus veio para os doentes, os coxos, os cegos e todos os perdidos. A história de Zaqueu é conhecida por todos que têm familiaridade com a Palavra de Deus. Certo dia Jesus passava por Jericó e ele sabendo disso correu e subiu numa árvore para vê-lo e para sua surpresa já estava tudo preparado pelo Senhor e a Graça encarnada toma a iniciativa de abordar Zaqueu fazendo o convite mais inusitado: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Zaqueu desceu a toda pressa e o recebeu com alegria. É Deus conosco! É o Emanuel se revelando a nós. Não é simples religiosidade de fachada é relacionamento! A história não acaba aqui. Depois daquele encontro, Zaqueu mudou de rota, nunca mais foi o mesmo. Converteu-se! Relacionamento íntimo faz isso. A religiosidade exterior muda o comportamento por algum tempo. Muitos depois de ouvir a mensagem da cruz até choram e se descabelam, até prometem uma mudança, mas é só algo exterior. E exterioridade não resiste à ação dos apelos e apetites carnais. Sua ação é momentânea. Até impressiona, mas não transforma. Antes produz morte.

O relacionamento com o Cristo vivo, muda a essência do homem. Dá a ele uma segunda chance de nascer de novo. De ter seu espírito morto vivificado. As coisas velhas, as velhas práticas passam e tudo se faz novo. Sem isto não há conversão de fato. Pode até haver religiosidade, mas não há relacionamento e cristianismo é relacional, experiencial, transformador. O arrependimento genuíno é aquele que brota do mais profundo do coração e é provocado por uma ação efetiva do Espírito Santo no coração do Homem. Este se quebranta, tem seu coração rasgado perante o Senhor e ali, ele vê seus alicerces ruírem perante o Eterno. Este arrependimento é transformador e faz o homem mudar a rota da vida. O que aprendemos aqui? Os que são transformados pela ação do Espírito Santo dão frutos. Tendemos a procurar frutos sempre nos outros, não façamos isto antes de procurá-los em nós mesmos! A tristeza de Zaqueu foi segundo Deus, gerou um profundo arrependimento. Naquele dia houve salvação naquela casa e quanto a nós? Se Jesus não ficar em nossa casa, nada vai mudar de fato! A pergunta que não deve calar em nossos lábios é: “Será que me converti de verdade?”. Será que há em mim um horror pelas velhas práticas ou tudo foi apenas uma tristeza segundo o mundo? Atentemos e reflitamos! Amém! Nadia Malta

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ANUNCIEMOS O CRISTO, SE PRECISO COM PALAVRAS!

 ANUNCIEMOS O CRISTO, SE PRECISO COM PALAVRAS!

“Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me é imposta a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho!”. 1 Coríntios 9.16. 


O contexto todo trata da liberdade e dos direitos do apóstolo em seu andar ministerial. É interessante ler todo o contexto para compreender aquilo que ele deseja ministrar. Todo esse arrazoado do apóstolo mostra que ele poderia muito bem se aproveitar de sua posição e com isto desfrutar, vamos dizer assim, de “vantagens” ou privilégios. Contudo, ele se nega a fazer isto! Ele era um apóstolo de fato, pois vira o Senhor ressurreto. Ele tinha, por conseguinte, o direito de receber a recompensa por seu apostolado. Jesus diz: “Quem muito foi perdoado, muito ama!”. Paulo traz uma argumentação muito bem fundamentada a esse respeito dizendo: Ele era de fato um apóstolo. Ele não só vira o Senhor ressurreto e fora comissionado por Ele, como também tinha o selo do seu apostolado, que eram os muitos convertidos, FRUTOS DO SEU MINISTÉRIO; Paulo apresenta a sua defesa; e Ele anuncia o Cristo por uma santa e divina compulsão, não apenas porque lhe fora ordenado. Creio que essas palavras tinham um caráter profético tendo em vista dias vindouros. Os quais estamos testemunhando hoje.

Paulo entendia que pregar o evangelho era tanto um dever quanto um grande privilégio de todo cristão. Ninguém pode se furtar ao seu chamado. O Dr. Shedd diz que “atrás de toda pregação autentica há uma compulsão divina!”. Esta é sem dúvida, uma grande verdade da qual não podemos nos apartar. É impossível não falar sobre o Cristo àqueles que não o conhecem. “Como ouvirão se não há quem pregue?”. Anunciemos, em tempo e fora dele. Anunciemos se preciso com palavras, repito! Cristo precisa ser visto através de nós! A grande recompensa do apóstolo ao pregar o evangelho era além de alcançar vidas para o Senhor fazer isto de todo o coração, gratuitamente, sem a exigência da obrigatoriedade. Embora saibamos ser ordenança divina, a pregação do evangelho, deve ser obedecida de forma alegre e prazerosa.

As palavras do apóstolo mais uma vez soam estranhas em um tempo de “mercadejamento” da Palavra de Deus.  Em um tempo no qual existem celebridades cobrando altos cachês para apresentar suas mensagens muito bem ensaiadas e persuasivas, mas completamente destituídas de poder do Alto. Atentemos para as palavras do apóstolo Paulo ao final do versículo citado: “Ai de mim se não pregar o evangelho!”. O QUE APRENDEMOS AQUI? Não percamos mais tempo.  Anunciemos ao Senhor em tempo e fora de tempo. Jesus está às portas e o sangue de muitos será cobrado de nossas mãos omissas, e negligentes. Atentemos! Nadia Malta

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/BUSQUEMOS O CRISTO E NOS AQUIETEMOS NELE!

 BUSQUEMOS O CRISTO E NOS AQUIETEMOS NELE!

Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”. Filipenses 3.7,8. 


Meditemos na Carta da Alegria! Os escritos bíblicos são tão vivos que mesmo tendo sido lido tantas vezes cada leitura parece nova. Inédita! O Espírito faz emergir aquilo que precisamos ouvir ou entender no momento da leitura. E é maravilhoso demais aos nossos olhos. O apóstolo Paulo traça algumas considerações de tudo quanto houvera perdido em termos humanos, mas descobre que o saldo fora positivo sob todos os aspectos! E essas palavras, em tempos de teres e haveres parecem soar estranhas aos ouvidos cheios de ganância. Paulo havia sido um líder conceituado do judaísmo. Alguns estudiosos afirmam que ele possuía bens materiais e outros chegam a afirmar que ele também havia tido uma esposa que o tinha abandonado por causa da conversão. Eles baseiam essa afirmação no fato de que Paulo era um fariseu membro do Sinédrio e uma das exigências ao cargo era ser casado. Apesar de fazer sentido, nunca aprofundei o assunto. Mas seja como for, foram muitas perdas significativas para um ser humano.

Ele diz que o que perdera considerava como esterco para ganhar a suprema riqueza do conhecimento de Cristo. Nada se compara a isto. Tudo o mais seja o que for é reputado em nada. Não parece que é isto que vemos à nossa volta. O desserviço prestado pela tal “teologia da prosperidade” aos crentes contemporâneos é avassalador sob todos os aspectos. As pessoas se tornaram tão escravas desses conceitos que não conseguem discernir a mão direita da esquerda como os habitantes da Nínive dos dias do profeta Jonas. Os que são de Cristo verdadeiramente não pertencem mais a este mundo. As palavras de Paulo também não são um estímulo à preguiça e à improdutividade, que fique bem claro! Somos peregrinos e forasteiros em terra alheia, mas enquanto aqui precisamos fazer a diferença. Teremos aqui aquilo que for concedido por Deus termos para uso na sua obra. Nem mais nem menos!

Busquemos ajuntar tesouros nos céus onde a traça não rói nem a ferrugem destrói. Cresçamos na graça e no conhecimento de Deus. Busquemos a Ele de maneira relacional. Dependamos Dele. Esperemos Nele e descansemos nEle! O mais é nada! Coisas de só menos importância! O que aprendemos aqui? TUDO É REPUTADO EM NADA DIANTE DA SUBLIMIDADE DO CONHECIMENTO DE DEUS! Atentemos! Nadia Malta

domingo, 23 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE OS NOSSOS OLHOS SEJAM DESVENDADOS!

QUE OS NOSSOS OLHOS SEJAM DESVENDADOS!

https://youtu.be/byGnHLKc-Ls

Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei. Faze-me discernir o propósito dos teus preceitos, então meditarei nas tuas maravilhas”. Salmos 119.18, 27. 


A Palavra de Deus já foi revelada, mas os nossos olhos precisam ser desvendados para compreendê-la e só Ele pode fazer isso! O salmo 119 é uma exaltação do salmista à Santa e Gloriosa Palavra do Senhor. O mais longo da Bíblia traz ensinamentos preciosos acerca da Palavra de Deus.  O que esta  oração do salmista pede nos versículos citados? Ele pede que seus olhos sejam abertos, desvendados para que ele veja, contemple as maravilhas da lei do Senhor. O mandamento é puro e santo e precisa ser visto além da letra da Lei; E Ele ainda pede que o Senhor o faça discernir o propósito dos seus preceitos para que ele possa meditar nas suas maravilhas. O que esta oração do salmista nos leva a refletir em nosso tempo? O Senhor é quem dá tanto a revelação escrita quanto desvenda os nossos olhos para saber compreender aquilo que está escrito. Como podemos meditar em algo que não compreendemos? É o Santo Espírito que nos faz lembrar o que aprendemos e também nos ensina, nos capacitando a aplicar. Precisamos receber do Senhor entendimento não só para meditar, mas para aplicar. Assim, tudo vem Dele é feito por meio Dele e é para a glória dEle! E isto é maravilhoso demais aos nossos olhos! Glorifiquemos o seu santo e excelso nome! Somos chamados a exercitar a misericórdia.

Notemos que o salmo todo está cheio de expressões do tipo: Dá-me luz! Abre meus olhos! Faz-me discernir! Dá-me entendimento! Ajuda-me a meditar! São expressões recorrentes aqui. Atentemos para elas! Acho que isto quer nos dizer algo, não?  Assim não nos arvoremos em teólogos precipitadamente! Isto tem levado muitos a percorrerem o caminho árido do farisaísmo contemporâneo. Nos dias de Cristo temos vários registros do encontro dEle com os mestres da Lei e os fariseus. Todos “técnicos” em Deus, mas nenhum capaz de manifestar misericórdia ao abatido de espírito. Os escribas e fariseus estudavam incansavelmente a letra da Lei, mas tinham os olhos vendados, cegos  ao Espírito da Lei. Eles inclusive se orgulhavam de seus muitos saberes ao ponto de considerar o povo como plebe maldita por não ter o conhecimento. Conhecimento desprovido de sabedoria e discernimento é algo temível, pois torna o homem cego. E todo zelo cego é perigoso! É fanatismo. Enquanto estivermos deste lado da eternidade estaremos sendo instruídos pelo Senhor. A Palavra já nos foi dada. Mas o preceito não é algo árido, repito. O mandamento é vida. E está lá o tempo todo, mas precisa do holofote do céu para ser percebido, meditado, assimilado e, sobretudo, aplicado com graça e misericórdia!

Não é incomum encontrarmos servos do Senhor perplexos se fazendo a seguinte pergunta: “Por que não vi isso antes!”. É como aquelas saídas pelas quais oramos tanto. Pareciam estar lá o tempo todo, mas não víamos. Os olhos ainda não haviam sido desvendados pelo Senhor. O mais interessante desse desvendar de olhos é que tem um tempo certo para acontecer com cada um de nós. Ninguém pode abreviar ou postergar tal momento. Nem os teólogos mais experientes podem fazer nada a esse respeito! São só semeadores! O que aprendemos aqui? Exercitemos misericórdia uns com os outros. E não usemos a palavra para afrontar ou esmagar os que já estão quebrados e prestes a se apagar. Tudo vem a seu tempo. Tempo estabelecido pelo Pai Celestial, não pela vontade humana. Aliás, há um tempo para tudo debaixo do céu. E nada foge ao seu curso. Nada é linear. Passamos por altos e baixos. Vales e montanhas. Oásis e desertos. Amanheceres e crepúsculos. A topografia e a natureza de um modo geral foram feitas assim para nos sinalizar acerca das verdades eternas. Não nos esqueçamos da letra do velho hino: “Deixa a luz do céu entrar. Deixa o sol em ti nascer!”. Fica a pergunta: “Quanto de luz do céu já recebemos?”. Nadia Malta

 

sábado, 22 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/CRISTO VIVE! A NOSSA FÉ NÃO É INÚTIL!

 CRISTO VIVE! A NOSSA FÉ NÃO É INÚTIL!

“Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. 1 Coríntios 15.12-14. 


O apóstolo Paulo falando aos Coríntios traz uma dura reprimenda àqueles que negavam a ressurreição do Cristo, mesmo depois de terem ouvido pregações bem fundamentadas a esse respeito. A igreja de Corinto se deixava levar facilmente pelos modismos que nela adentravam. Eram conceitos, falácias e doutrinas espúrias que aqui e acolá traziam divisão àquela igreja. Hoje as coisas não são muito diferentes, muito pelo contrário, parece que as coisas até de certo modo se agravaram. Muitos têm sido facilmente ludibriados pelas palavras sedutoras de outros. No caso dos irmãos da igreja de Corinto, chegaram alguns ao absurdo de negar até a ressurreição. Como entender algo assim? Fácil, parece que em todas as épocas são poucos os que gostam de estudar com afinco a Palavra de Deus. Esses preferem dar ouvidos aos que se acham mestres segundo seu próprio entendimento. E aí, mora o perigo. Normalmente são agentes malignos que se infiltram nas igrejas para disseminar seus ensinos. É preciso cuidado, vigilância e conhecimento da Verdade. Só a verdade pode combater o engano!

O texto traz a argumentação irrefutável do Apóstolo Paulo em defesa da Ressurreição de Cristo. Vejamos: As pregações sobre a ressurreição eram corrente naqueles dias. Ninguém poderia alegar que jamais ouvira sobre o assunto; Se Cristo não ressuscitou seria inútil a pregação e inútil a própria fé. E ainda os que pregam seriam tidos por falsas testemunhas. Além de inútil a fé que professamos seria também trágico, porque estaríamos irremediavelmente presos aos nossos pecados. E aqueles que morreram nessa esperança estariam perdidos; E Se a esperança em Cristo se atem apenas a esta vida somos os mais infelizes de todos os mortais. Negar a ressurreição é negar a esperança do cristianismo. Sem ressurreição a pregação se torna inútil e a fé sem eficácia. Jesus é a própria Ressurreição!

De fato Jesus ressuscitou. Ele vive e é o penhor, a garantia da nossa própria ressurreição. Ele vive, nós viveremos eternamente. Ele é as primícias dos que dormem. Ou seja, Ele ressuscitou, nós ressuscitaremos! Aleluia! O que aprendemos aqui? O nosso Senhor e Salvador não é o Cristo morto das procissões. Sua Cruz está vazia. Seu túmulo está vazio. Ele ocupa Soberano o seu Trono nos mais altos céus! Havia naqueles dias provas incontestes de que Ele realmente havia ressurgido dos mortos e Paulo fala sobre os que o viram ressurreto, inclusive ele próprio! Cristo vive! Temos Esperança! Podemos crer no amanhã! Nadia Malta

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE EM TUDO EXERCITEMOS GRATIDÃO!

 QUE EM TUDO EXERCITEMOS GRATIDÃO!

Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios; Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos”. Romanos 16.3, 4; Colossenses 4:2.                                      


Despertemos para a necessidade de sermos gratos a Deus e àqueles que Ele levanta para nos favorecer. Os versículos citados trazem uma clara demonstração da gratidão do apóstolo Paulo ao casal Priscila e Áquila por todo zelo e cuidado para com ele. Eles chegaram a arriscar a própria vida pelo apóstolo e isto não poderia ser esquecido. Em seguida ele traz uma ordenança neste sentido, mas não antes de demonstra-la de modo prático. Já falamos sobre este assunto outras vezes, mas nunca é demais lembrar aos amados a necessidade de exercitarmos a gratidão ao Senhor em primeiro lugar e àqueles que são usados por Ele para nos abençoar e favorecer de um modo ou de outro. Contudo, tem ficado cada vez mais difícil vermos atitudes de gratidão. Paulo se lembra do zelo de Priscila e Áquila para com ele. A gratidão vertical repercute horizontalmente de maneira inevitável. Quem é grato a Deus consegue ser grato aos homens. Aqueles que conseguem enxergar as dádivas recebidas de Deus apesar deles, também conseguem perceber quando instrumentos humanos se deixam usar por Ele. Ouvia muito durante a infância e juventude que a ingratidão mata a afeição. Esta é uma grande verdade! Quanta afeição tem sido assassinada pelas ingratidões humanas!

Os que se acham “mais espirituais” tendem a dizer que não devemos fazer nada esperando reconhecimento, sim, verdade, mas quando a gratidão é demonstrada em gestos e atitudes não apenas em palavras, ela aquece os corações. O amor de Deus é incondicional, mas o amor humano é troca. É reciprocidade. É rega e às vezes até poda como já colocamos outras tantas vezes. E um dos pilares de sustentação do amor humano é sem dúvida a gratidão. Não é à toa que a gratidão é a rainha das virtudes! Ingratidão é, sem dúvida, a falta de reconhecimento da dádiva. O ingrato não valoriza o que recebeu e muito menos quem doou. Ele acha que todos têm obrigação com ele, que o mundo gira em torno do seu umbigo. Ele na verdade é um egoísta patológico. Os ingratos são “reclamões” inveterados e já tiveram suas mentes deformadas pela eterna insatisfação. Aliás, outro dia li um artigo psiquiátrico que dizia exatamente isto: A mente humana é alterada negativamente pelas reclamações.

Ainda há tempo de reverter posturas empedernidas. Enquanto estivermos deste lado da eternidade, ainda podemos levantar os olhos para o alto e dizer: Agradeço-te Senhor por tudo!  E ainda olhar para o irmão, para o companheiro, para o filho, para o cônjuge, para o amigo e até para aquele desconhecido que nos são favoráveis apesar de nós, e também manifestar a nossa gratidão! O que aprendemos aqui? Comecemos hoje a treinar gratidão! Um bom exercício para treinarmos a gratidão é tentar imaginar a nossa vida sem o que temos e sem as pessoas que Deus tão graciosamente coloca em nossas vidas para nos favorecer.  Só não podemos deixar que a gratidão humana se sobreponha a gratidão a Deus, por causa da dívida com homens. Por isso Paulo em sua ordenança aos colossenses associa oração, vigilância e gratidão. Sejamos gratos! Nadia Malta

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ALICERÇADOS DE MANEIRA FIRME EM DEUS! ESTAMOS?

 ALICERÇADOS DE MANEIRA FIRME EM DEUS! ESTAMOS?

https://youtu.be/2caLb2J9Ruw?si=eI0tFJQ8Rkaks08W

Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre” Salmos 125:1,2. 


Aqui o salmista compara a segurança dos que confiam no Senhor com a própria segurança da Cidade Santa ladeada de montes. O crente fiel está firme no Senhor. A firmeza desse crente depende de seu alicerce. E este alicerce não é fundamentado em homens, mas numa Rocha Eterna chamada Cristo. As palavras de encorajamento do salmista aos seus leitores nos alcançam hoje. Creio que em nenhuma outra época os filhos de Deus precisam ter a segurança de um alicerce profundo, como em nosso tempo. Parece que tudo concorre para nos abalar, nos tirar do eixo, do prumo de Deus para nós! Tanto as adversidades concorrem para isto quanto muitos em nosso meio. São tantos os instrumentos que são usados para nos abater!

O Salmista nos traz aqui uma afirmação, duas promessas e uma oração! Os dias são realmente maus como adverte o apóstolo Paulo. Ansiamos pela Vinda do Senhor mais que os guardas das antigas cidades fortificadas ansiavam pelo raiar da manhã. Para vencer os dias maus que estamos vivendo precisamos ter os nossos pés alicerçados sobre a Rocha Eterna que é o Cristo. Da nossa ligação visceral com Ele depende a nossa quietude diante das lutas enfrentadas. O nosso coração humano pode entristecer com tudo que nos cerca, mas não somos abalados, tirados da presença do Senhor. Embora esse seja o intento do adversário.

O que aprendemos aqui? Este é o objetivo desse alicerce, nos fazer compreender o tamanho do amor de Cristo que excede todo o entendimento e possamos nos encher da plenitude de Deus. É disso que efetivamente precisamos. Com os corações cheios de Deus não haverá espaço para o domínio das inquietações que nos cercam. Estamos todos sendo tratados, treinados pelo Fiel Guarda de Israel. Ele não dormita nem dorme. Ele sempre protege o seu povo desde agora e para sempre. Tão somente confiemos sem vacilar e sigamos na força que só Ele supre! Nadia Malta

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/CONFIEMOS NO SENHOR, NADA ESTÁ IRREMEDIAVELMENTE PERDIDO!

 CONFIEMOS NO SENHOR, NADA ESTÁ IRREMEDIAVELMENTE PERDIDO!

https://youtu.be/WH8WKUzMffQ

Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes”. Ezequiel 37.1-3.                                                                   


Os versículos citados apontam para dias passados quando o povo escolhido se rebela contra o Senhor e depois de muitos avisos de misericórdia recebe como disciplina pesada o cativeiro de Babilônia. E o povo murmurava por causa dos rigores do exílio dizendo: “Eis que secaram os nossos ossos; pereceu a nossa esperança!”. Nada parecia fazer sentido. O caos era generalizado institucionalizado. Sem saídas. Fim da linha! E agora? Há duas coisas que chamam a atenção no texto citado: O Senhor confronta seu profeta com a realidade vigente; E Testa a sua fé. Quantas vezes já não nos encontramos assim, sem direção e achando que aquilo que nos sobrevém nos coloca na lista do irremediavelmente perdido! É quando surge aquela porta, aquele meio ou aquela possibilidade que jamais cogitamos como solução, mas que nos leva ao fim que Deus desejou pra nós. Ele sabe tratar com os seus escolhidos.

Falar sobre isto parece coisa fácil e até que estamos banalizando a dor do outro. Contudo, não é da dor do outro simplesmente que falo, mas das nossas dores todas. De tudo que nos atinge direta ou indiretamente. Às vezes tudo que está à nossa volta cheira a morte! Esvaiu-se a esperança! Eis que ai, nos levantamos e percebemos o que Ele fez no passado. O Senhor levanta seu profeta numa portentosa visão e o faz andar ao redor de um vale de ossos sequíssimos. Para que ele possa mensurar o tamanho da impossibilidade humana vigente. Há um confronto e o Senhor faz a grande pergunta retórica dos versículos mencionados: “Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos?” e o profeta sabiamente responde: “SENHOR Deus, tu o sabes”. A resposta para nossas questões mais complexas está com o Senhor. De nada adiantam as conjecturas humanas. Não nos atrevamos a elas!

O socorro, a resposta, a possibilidade, a porta vem apenas do Senhor. Este sem dúvida é um lugar encorajador para mim sob todos os aspectos.  Na hora da agonia do profeta o Senhor o levou não a um jardim regado, mas a um vale que cheira a morte! Nas horas de agonias mais atrozes é lá que também vou visitar. É lá que sou refeita!  O que aprendemos aqui? O Deus ao qual servimos é o que suscita vida daquilo que está irremediável e absolutamente perdido, morto. Creiamos nisto de todo o nosso coração. E veremos a glória de Deus! Nadia Malta

 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE NOS AQUIETEMOS, O SUPREMO OLEIRO ESTÁ TRABALHANDO EM NÓS!

 QUE NOS AQUIETEMOS, O SUPREMO OLEIRO ESTÁ TRABALHANDO EM NÓS!

Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a mim a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel”. Jeremias 18.2-6.                        


O Senhor queria comunicar ao profeta, seu agente de comunicação com o povo, o propósito para as lutas que a nação estava enfrentando. Há verdades aqui que não podemos perder de vista, vejamos: Precisamos aprender a descer sem resistência. O profeta foi levado a descer a casa do Oleiro; Jeremias desce em obediência.  Lá ele olha atento aos ensinamentos do Senhor; A obra por uma série de fatores pode se estragar, mas o oleiro não desiste; e O Oleiro tem feito assim conosco. Na verdade todos nós estamos em processo de transformação radical. O Vale tem sido através dos séculos a grande escola de humildade do servo de Deus. É lá que podemos ouvir sem interferência as palavras que o Senhor deseja nos ensinar. O Senhor então leva seu profeta a um lugar perfeito para uma ministração irrefutável: A Casa do Oleiro. Aprendamos a observar. Aquele era sem dúvida um “data show” em 3D. Nunca mais o profeta esqueceria do que viu ali. Estejamos também atentos aos ensinamentos de Deus através dos múltiplos recursos que Ele usa para nos ensinar. O Oleiro não despreza o barro escolhido, antes refaz a obra.

Na verdade todos nós estamos em processo de transformação radical. Santificação é isto, transformação radical. Estamos todos na roda do Oleiro Divino experimentando o doloroso processo de sermos refeitos. O mesmo processo seguido para a transformação do barro em vaso útil seria usado pelo Senhor na transformação do seu povo escolhido! O Senhor não perde vaso escolhido. Jeremias precisava saber disto para que não esmorecesse diante das aflições do cativeiro. O Senhor não desperdiça o barro escolhido, antes desfaz a obra estragada e com o mesmo barro Ele trata de fazer um novo vaso. O processo para se fazer um vaso é longo e demorado. Vai desde a escolha do barro passando pela remoção das impurezas, acrescenta-se material apropriado para deixá-lo resistente. Depois o barro é curtido levando sol e chuva até a modelagem propriamente dita quando o vaso já pronto passará pelo forno da olaria até ficar resistente e pronto para o uso. A grande noticia aqui é que o Oleiro Divino não despreza barro escolhido.

Há mais de duzentos tipos de barro, mas são poucos os que aguentam esse longo processo servindo para vasos utilitários. Quando o Senhor entende de nos modelar para o seu serviço, pode estar certo de que Ele completará a obra doa o quanto doer. A obra será terminada sem apelação. Seremos sacudidos, amassados, remexidos, jogados de um lado para outro. As nossas impurezas emergirão e serão tiradas. Receberemos aquilo que necessitarmos para a transformação. E por fim passaremos pela fornalha das aflições onde seremos preparados para servir. É o lugar da maturidade. O Senhor não chama meninos na fé para a sua obra. Ele busca varonilidade e para isto nos tira da nossa zona de conforto. Deus não quer jarros para adorno. A beleza está no serviço não na exterioridade. Ele procura vasos utilitários. Mas para que sejamos usados efetivamente Ele usará todos os recursos doa ou não. Ele é implacável neste intento! Muitas vezes não compreendemos o papel de determinadas pessoas ou circunstancias em nossas vidas. São formões de Deus para nos moldar, nos esculpir até que estejamos prontos para o que Ele quer. O que aprendemos aqui? A melhor postura do barro é a não resistência a esse agir efetivo do Oleiro. Que a obra termine e nos tornemos vasos de honra para a glória de Deus! Nadia Malta

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE O SENHOR FAÇA UM MILAGRE EM NÓS!

 QUE O SENHOR FAÇA UM MILAGRE EM NÓS!

Tu és o Deus que realiza milagres; mostras o teu poder entre os povos”. Salmos 77.14. 


O salmista Asafe aqui traz à lume tanto as grandes obras de Deus quanto a sua misericórdia! Alguns estudiosos dizem que aqui o salmista vai num crescendo do desespero à esperança. Da angustia à exultação! E para sair do estado depressivo em que se encontrava ele opta por olhar para os grandes feitos de Deus do passado. Um exercício sempre oportuno! Atentemos para o que podemos aprender com o salmista aqui! Parece que aqui o salmista está necessitado de um grande milagre à semelhança do que acontecera no passado e ele eleva ao Senhor o seu clamor desesperado. Em sua angústia ele diz: “Clamo a Deus por socorro; clamo a Deus que me escute. Quando estou angustiado, busco o Senhor; de noite estendo as mãos sem cessar; a minha alma está inconsolável!”. As palavras do salmista encontram eco em nossos corações aflitos e necessitados de grandes intervenções do Senhor. Vivemos em um tempo em que os milagres têm sido tão banalizados! “Milagres” fabricados para iludir os tolos e vendidos a preço de ouro, mas que milagres não são.

O nosso Deus é Deus de maravilhas, de grandes portentos, de agires nem sempre compreensíveis. O nosso natural precisa ser visitado pelo sobrenatural de Deus! O grande milagre muitas vezes precisa acontecer dentro de nós! Lembrar-nos das maravilhas e das promessas do Senhor do passado em meio às nossas lutas aparentemente sem saídas é o grande combustível para seguir em frente sem desespero. Tenho aprendido a duras penas, não de ouvir falar apenas, mas pelo que meus olhos têm visto. A fé teórica tem que estar associada à experiencial. Nada foge ao controle soberano do Senhor, pois  tudo faz parte de uma grande preparação do que que Ele tem para nós. Qual o propósito maior de tudo que temos vivido? Sinceramente não sei. Só tenho a certeza que lá na frente compreenderemos! Outra certeza que insiste em visitar meu coração é que o Senhor faz tudo esplendidamente e nada foge ao seu controle soberano, repito!

Ele jamais desiste de nós e nos desfará se for preciso para que sejamos refeitos segundo o projeto original Dele. E para isto Ele usará a ferramenta que for mais eficaz. O sofrimento é uma ferramenta bastante eficaz, pois ela é reveladora do quanto de Deus já temos. Às vezes o grande milagre precisa ser feito não fora, mas dentro de nós! O milagre da confiança no Deus que tudo pode. Que o Senhor aplique esta porção da palavra aos nossos corações gerando vida. Nadia Malta

domingo, 16 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/ DO SENHOR VEM O NOSSO SOCORRO, CONFIEMOS!

 DO SENHOR VEM O NOSSO SOCORRO, CONFIEMOS!

https://youtu.be/PQD_LSLuIi0

“Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”. Jeremias 17.7,8.                 


Encontramos aqui a grande declaração de fé do profeta Jeremias e ele também faz uso das palavras proferidas por Davi, o rei salmista pra justificar a sua confiança Naquele que é a sua única e real Esperança. Como estamos necessitados de grandes e encorajadoras declarações de fé! Vivemos um tempo em que a fé está sempre condicionada a algo perceptível, tangível. “Fé é a certeza de coisas que se esperam; a firme convicção de fatos que não se veem!” diz o autor de Hebreus. E a cada dia que antecede a Segunda Vinda do Senhor precisamos reiterar esta verdade. Por mais que não compreendamos os caminhos do Senhor devemos depositar Nele a nossa confiança e esperança. A obra ainda está em curso. Sigamos, pois o curso e não nos assombremos com os métodos! Ele sabe os pensamentos que tem a nosso respeito. Pensamentos de paz e não de mal para nos dar o fim que desejamos! O povo de Deus precisa voltar à prática das primeiras obras e usar os métodos do Senhor.

Temos visto com tristeza e assombro muitos dos que se dizem servos de Deus usando a prática maligna da idolatria à políticos  já desmascarados publicamente. Aliás, hoje nada fica oculto. Que as obras de todos sejam trazidas escancaradamente à luz. Que nada fique oculto e que os nossos olhos vejam! Muitos em nosso meio parecem idiotas idolatrando políticos. Que o Senhor desvende os olhos do seu povo! Atentemos para o que diz o profeta aqui!  O profeta começa dizendo que aquele que confia no Senhor e tem nEle a sua verdadeira esperança, este é bendito. Ou seja, esta pessoa é abençoada. De nada adianta colocarmos a nossa confiança e esperança no braço mortal do homem. Sairemos frustrados, decepcionados. Ninguém tem o que necessitamos. Só o Senhor pode nos fazer caminhar em triunfo sobre os reveses da vida! O profeta segue falando o que acontece àquele que confia plenamente no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Ele diz que esta pessoa é como a árvore plantada junto às águas. Pensemos nesta ilustração!

As árvores plantadas junto aos ribeiros jamais perdem o viço. Estão sempre verdes, pois mesmo que não chova suas raízes vão beber na profundidade das águas. E mesmo no tempo mais árido não deixam de frutificar. É o que acontece com os escolhidos de Deus. Eles sabem beber na Fonte, jamais se deixam vencer pelo desespero dos tempos difíceis. Chamamos esta postura de maturidade espiritual. Aqui somos desafiados à confiança absoluta, onde não há lugar para nenhum, “porém”. Frutifiquemos apesar da estiagem! Vale a pena confiar! Que o Senhor aplique esta palavra aos nossos corações. O que aprendemos aqui? A grande lição do texto é uma chamada ao despertamento espiritual do povo de Deus para que não se deixe manipular pelos espertalhões sempre de prontidão para enganar se possível os eleitos de Deus! Nadia Malta

 

sábado, 15 de agosto de 2026

Meditação/Nadia Malta/QUE VOLTEMOS AO SENHOR COM INTEIREZA DE CORAÇÃO!

 QUE VOLTEMOS AO SENHOR COM INTEIREZA DE CORAÇÃO!

Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar-me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra.”.  Jeremias 4.19.                  


Jeremias é chamado muito apropriadamente de Profeta chorão, não sem razão. O estado de declínio espiritual e moral do povo do Senhor naqueles dias era desolador e fazia com que a alma e as entranhas do profeta se contorcessem numa dor profunda e amargurada. Não era para menos, as coisas chegaram a um ápice que acabou trazendo sobre a nação inteira os dias do cativeiro de Babilônia. Há no contexto algumas verdades que chamam a nossa atenção. Vejamos: Deus jamais aplica um juízo sem derramar profusamente a sua misericórdia! Na sua misericórdia o Senhor levanta atalaias pra que anunciem a bondade e a severidade Dele. E Aqueles que são levantados pelo Senhor não estão isentos do sofrimento e se contorcem de dores por não conseguir enxergar as mudanças efetivas. As circunstancias eram desencorajadoras sob todos os aspectos. A apostasia do povo era desoladora e isto provocou uma profundíssima angústia espiritual e emocional no coração do profeta. O profeta chorão era também um guerreiro solitário, levantado pelo Senhor para ser tanto um vigia quanto uma testemunha incansável da fidelidade de Deus! As palavras de Jeremias encontram eco nas palavras de outro profeta, Habacuque. Ambos se colocaram de maneira perplexa diante do Senhor. E ambos continuaram em fidelidade apesar dos acontecimentos vigentes. O Senhor tem requerido o mesmo de nós hoje!

Embora a profecia de Jeremias tenha uma aplicação imediata àqueles dias passados, podemos enxergar aqui uma antevisão de dias vindouros. Quando lemos os relatos dos juízos de Deus ali, não é difícil olhar para os nossos dias e ver tudo se cumprindo de maneira veloz! Tanto em termos de país quanto em termos de mundo. Não era fácil viver naqueles dias! Jeremias era um homem de dores, consciente do seu chamado e aprendeu a chorar pela nação rebelde. Talvez falte esta postura em nossos dias. Desaprendemos a chorar pelos nossos pecados e quando choramos o fazemos por motivos banais. Nada deveria nos fazer chorar mais do que a consciência dos nossos próprios pecados. O próprio Jeremias no seu livro poético das Lamentações ele diz: “Por que se queixa o homem vivente? Cada um queixe-se dos seus próprios pecados!”. A confissão de pecados é a antessala das grandes libertações e das grandes mudanças.  Clamemos ao Senhor que Ele sonde o nosso coração rebelde. Que Ele nos dê consciência dos nossos pecados. Que reaprendamos a chorar! Isto, tanto pessoalmente quanto como nação. Que Ele estremeça as paredes do nosso coração e o agite para mudanças efetivas! Que Ele nos contorça as entranhas como aquela que sente as dores de parto até que nasça de nós uma nova criatura disposta a andar no Espírito e não mais desejemos satisfazer as concupiscências da carne. A satisfação desses desejos tem trazido tanta derrota espiritual ao povo de Deus tanto do passado quanto dos nossos dias! Só nos resta chorar e orar para que o Senhor se compadeça de nós e nos liberte das nossas inclinações vis!

Em seu lamentoso brado Jeremias fala das dores que o acometem. Ele se contorce com elas. As paredes do seu coração parece que estão prestes a desmoronar à semelhança de uma grande implosão. Felizmente há um remanescente fiel que tem se sentido assim em todos os tempos. O povo havia sido avisado. Nada seria feito sem a chance de uma mudança de rota. O próprio Senhor saudoso do seu povo amado diz no inicio do capítulo: “Se voltares, ó Israel, diz o SENHOR, volta para mim; se removeres as tuas abominações de diante de mim, não mais andarás vagueando;”. Choremos e voltemos ao Senhor!  O que aprendemos aqui? Ouçamos a voz misericordiosa e compassiva do Senhor. Ele requer mudanças efetivas. Não percamos de vista que quando termina a bondade começa a severidade. Onde termina a misericórdia começa o juízo. Judá teve sua chance e a desprezou. Estamos todos no tempo da chance. Não a desprezemos! Ainda há tempo, choremos e voltemos ao Senhor! Nadia Malta

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