segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Meditação/Nadia Malta/O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE!


O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE!
                                                                                         

Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. II Coríntios 5.14-17. 

Atentemos para o tamanho do amor de Cristo por nós! No texto lido o apóstolo Paulo fala apaixonadamente do amor de Cristo por nós, ao ponto de a si mesmo se entregar para morrer em nosso lugar, sendo nós seus inimigos. Aqui ele usa a palavra constranger, que embora, tenha muitos significados, aqui, creio que o sentido que mais se aproxima da idéia original é nos deixar envergonhados, corados pela nossa condição infame. O amor de Cristo nos deixa perplexos, paralisados, envergonhados por sabermos quem somos. Em um mundo que se encoraja as obras meritórias, a Graça de Deus soa escandalosa para muitos. É constrangedor receber algo sem merecer. Mas essa é a ideia para que não nos ensoberbeçamos. Não é por obras para que ninguém se glorie.

O que esse amor constrangedor produz naqueles que foram alcançados por ele? Quando alguém é verdadeiramente alcançado pela graça regeneradora do Senhor há pelo menos três evidências visíveis. Primeira Evidência: Há uma santa compulsão de viver para Deus, pois, os que foram alcançados entendem o que se operou neles, ou seja, morreram com Cristo e ressuscitaram com ele para um andar em novidade de vida! Segunda Evidência: O conhecimento humano dá lugar ao espiritual! Antes da regeneração nenhum esforço humano intelectual conseguia compreender a profundidade das verdades espirituais da Palavra de Deus. Depois da regeneração somos visitados com a Luz de entendimento espiritual e as verdades espirituais são descortinadas e reveladas diante dos nossos olhos pelo Espírito Santo. Terceira Evidência: Os regenerados tornam-se novas criaturas, as coisas velhas passam e tudo se faz novo! Já não se carrega mais o peso das culpas do passado. Nascemos de novo, nos tornamos novas criaturas nascidas da água e do espírito. Todos os que foram verdadeiramente confrontados com o amor Encarnado, Cristo, nunca mais foram os mesmos.

O que aprendemos aqui? O sacrifício de Cristo foi único, perfeito e eficaz. Salvação não se perde. Uma vez perguntaram a um velho e experiente pastor e teólogo, do alto dos seus mais de noventa anos: Salvação se perde? Ele respondeu: “Depende de quem lhe salvou, se foi Cristo sua salvação é eterna. Porque a obra dele na cruz foi perfeita”. Os que foram verdadeiramente regenerados não se degeneram. Os que nascem uma só vez, esses morrem duas vezes, a morte física e a espiritual. Já os que nascem duas vezes, o nascimento físico e o espiritual, morrem apenas uma vez. Isto se não forem arrebatados antes. A obra de regeneração espiritual de nosso espírito morto é perfeita, não se desfaz. Os regenerados recebem o testemunho interno do Espírito Santo de que são filhos de Deus. Os regenerados morreram com Cristo e ressuscitaram com Ele para um andar em novidade de vida. Experimentam uma nova vida, porque as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo! Tempo de recebermos o Convite gracioso do Senhor Jesus Cristo. Hoje se você ouvir a voz do Senhor, não endureça o seu coração!   Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

domingo, 2 de dezembro de 2018

Meditação/Nadia Malta/UMA CHAMADA AOS SEMEADORES!


UMA CHAMADA AOS SEMEADORES!
                                                                        
Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta? Respondeu-lhes Jesus: A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança”.  Lc 8.5-15.                                                                                         

Há aqui uma chamada aos semeadores para cumprir seu papel de semear a Palavra de Deus, sem se preocupar com o tipo de solo no qual a semente está sendo lançada. Na verdade, ao semeador humano nem é dado o direito de saber o tipo de solo no qual está fazendo a sua semeadura. Ele só tem que obedecer e semear. Esse texto fala da Palavra de Deus como uma boa semente que é lançada no solo dos corações. Mesmo sendo a mais poderosa das sementes, ela vai depender do tipo de solo onde será semeada para que possa produzir uma grande colheita. As pessoas em nossos dias estão cada vez mais necessitadas de Deus.  O grande problema é a dureza dos corações. Os corações humanos têm sido solos áridos e refratários à Palavra do Senhor. Contudo, precisamos ser incansáveis nessa semeadura. Fomos chamados a semear, semeemos sem dar descanso as nossas mãos! A vida de muitos será requerida da nossa mão. O texto lido fala da parábola do Semeador. Nesse contexto o Semeador é Jesus Cristo, mas representa qualquer um de nós que compartilha a Palavra de Deus que é essa semente bendita. O discípulo de Jesus não pode perder de vista que ele é tão somente um semeador, não um convertedor. O apóstolo Paulo adverte sobre isto em I Co.3.6, 7: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus.  De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento”. Atentemos para isto!

Há aqui quatro tipos de solos descritos. Apenas um deles produzirá frutos. O Primeiro Tipo: O Solo Duro da Beira do Caminho! O solo duro representa a pessoa que ouve a Palavra, mas logo permite que o diabo leve a semente embora. Como esse solo ficou assim duro? Jesus fala aqui de um lugar que era caminho, era passagem dos transeuntes. Ali a terra era batida, compacta, o que caísse sobre ela, as aves do céu viriam buscar. As aves são figuras representativas de ações demoníacas. Muitos recebem a Palavra, mas logo deixam que ela seja levada dos seus corações por essas ações. O Segundo Tipo: O Solo Rochoso, Raso! Esse solo ilustra o ouvinte que se comove com facilidade e aceita emocionalmente a mensagem, mas seu interesse logo vai morrendo, visto que não há profundidade suficiente para as raízes crescerem. As igrejas estão lotadas de “quase crentes”, professos e batizados, mas não regenerados. Esses não agüentam a hora da provação. O sol aqui representa as dificuldades que enfrentamos na vida cristã. O solo é bom para as plantas quando elas têm raízes profundas, mas se o solo é raso, elas morrem queimadas. As provas aprofundam as raízes dos verdadeiros cristãos, mas expõem a superficialidade do falso cristão.

O Terceiro Tipo: O Solo com Espinhos! Esse solo ilustra as pessoas que não se arrependem e não arrancam as ervas daninhas que prejudicam a colheita. Aqui encontramos um espírito mundano, que coloca os valores do mundo acima dos valores do reino de Deus. Esse vive o aqui e agora, não consegue contemplar a eternidade. Aqui a quantidade de espinhos sufoca a boa semente.  Os cuidados, riquezas, conceitos e deleites da vida na terra são como espinhos que impedem que o solo se mantenha produtivo e sustentável. As igrejas estão cheias de “crentes” fracos, preocupados e ansiosos com os cuidados deste mundo. Quem tem coração cheio de espinhos chega perto da salvação, mas ainda está longe de produzir frutos dignos de arrependimento. O Quarto Tipo: O Solo Bom, Apropriado! Jesus diz que somente este solo é produtivo. Ilustra aquele que ouve a palavra, compreende o que ela diz e a retém em seu coração.  Aqui há verdadeira regeneração. Esse prova que é salvo porque foi transformado e produz frutos dignos de arrependimento. Nem todos os cristãos produzem a mesma quantidade de frutos, mas todo verdadeiro cristão produz algum tipo de fruto para glória de Deus e como evidência de sua genuína conversão. Às vezes semeamos muito e colhemos pouco. A culpa não é do semeador nem da semente, mas do tipo de solo no qual a semente cai. Nunca devemos deixar de semear pelo fato de não conhecermos o tipo de solo no qual a semente está caindo, não cabe a nós conhecer. De uma coisa o Senhor nos assegura: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes!”. Há uma ordem de Deus para semear, não importando o tipo de solo, em Ec. 11.6a diz: “Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará”. Fomos chamados a semear, semeemos, pois! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 1 de dezembro de 2018

Meditação/Nadia Malta/NÃO É TEMPO PARA DESÂNIMO E SIM DE RENOVAÇÃO!


NÃO É TEMPO PARA DESÂNIMO E SIM DE RENOVAÇÃO!
                                                                                         
Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. II Coríntios 4.16-18. 

Tiremos os olhos daquilo que é temporal, natural e nos encorajemos mutuamente a buscar o sobrenatural de Deus, sobretudo, nos dias maus nos quais vivemos. No texto lido, o apóstolo Paulo fala do efeito e desígnio das aflições. Sim, porque aflição tem propósito da parte de Deus e visa sempre um fim proveitoso. Por que sofre o justo? Por que cremos e ainda assim sofremos? Será que Deus não poderia impedir essa aflição pela qual estou passando? As perguntas são muitas na hora da prova, sobretudo, quando não conseguimos identificar um pecado específico que a possa ter gerado. Embora as aflições e tribulações da vida sejam fruto do pecado de uma maneira geral, nem sempre as aflições pelas quais passamos são resultado de pecados específicos. Já falamos sobre isto muitas vezes. É sempre bom e oportuno lembrar! A Palavra do Senhor não afirma em lugar nenhum que servir a Ele nos isenta de passar por aflições. Muito pelo contrário, o salmista no salmo 34 afirma: “São muitas as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra”. Somos livrados quer na vida quer na morte. Em João 16.33 Jesus diz: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo!”. Um dia ouvi de uma missionária experimentada na fornalha das aflições: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará, nem aflição!”. O Senhor provê tudo de que precisarmos para o nosso crescimento espiritual.

Olhemos outra vez para os versículos citados. Ali o apóstolo Paulo nos oferece três princípios para que entendamos o desígnio das aflições inevitáveis da vida e que possamos atravessá-las vitoriosos. Primeiro Princípio: Não devemos desanimar no meio das aflições, por meio delas o nosso espírito se renova! Como não desanimar se as nossas emoções tentam de todo modo boicotar a nossa fé? Naturalmente é impossível, não experimentar esse desânimo, contudo, mais uma vez não estamos falando em naturalidade e sim sobrenaturalidade. Deus não perde o controle de nenhuma situação, especialmente as que nos assolam. Busquemos continuamente o revestimento sobrenatural do Espírito Santo. Só quando o natural é visitado pelo sobrenatural de Deus podemos resistir a esses embates. Segundo Princípio: As nossas aflições apesar de dolorosas são leves e momentâneas e produzirão em nós eterno peso de glória acima de toda comparação.  Diferentemente do que será experimentado pelos que passarão a eternidade longe da presença favorável de Deus! Quando estamos passando por uma via dolorosa ela parece interminável, mas quando olhamos cada aflição na perspectiva da eternidade as coisas mudam de figura. Para que tenhamos esta percepção é necessário que, estejamos em uma sintonia contínua com o Trono da Graça. Um coração dividido jamais experimentará essa visão sobrenatural. As nossas tribulações têm prazo de validade. Elas findarão!

Terceiro Princípio: Somos desafiados a olhar acima das coisas temporais e circunstanciais e contemplar aquilo que é eterno. Sobretudo, olhemos para Aquele que é o Eterno! Somos comparados com Águias do Senhor. As águias são aves que possuem uma visão de 180º elas têm seus olhos estrategicamente colocados no alto da cabeça e conseguem voar acima das tempestades. Os cristãos alem de serem treinados para navegar em águas turbulentas, também precisam voar sobrenaturalmente acima das tempestades da vida, que não são poucas. Assim, não nos desesperemos diante das lutas da vida. Estamos todos em treinamento. A obra ainda não terminou nem em nós, nem através de nós. À medida que o Senhor trabalha em nossas vidas vai também, trabalhando através de nós, apesar de nós! Que o Senhor aplique sua palavra ao nosso coração. Não é tempo para desânimo, para depor armas e sim de renovação do nosso espírito. E essas coisas só se discernem espiritualmente! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

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