domingo, 19 de agosto de 2018

Meditação/Nadia Malta/VAMOS À SALA DO BANQUETE!


VAMOS À SALA DO BANQUETE!
                                                                      
Leva-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim é o amor!” Cantares 2.4. 

Busquemos a verdadeira intimidade com o Senhor e experimentaremos a vida abundante que ele que prometeu. O livro de Cantares para alguns é uma parábola sobre o amor, para outros é uma alegoria, são várias as interpretações. Mas vamos deixar por enquanto os teólogos com suas exegeses.  Na verdade é um Poema literal no mais autêntico estilo hebraico sobre o amor conjugal entre Salomão e a jovem esposa sulamita. Contudo, a mensagem do poema nos remete também ao relacionamento íntimo de Cristo com sua Noiva, a igreja. Em toda a mensagem encontramos o modelo de relacionamento que o Senhor deseja ter com o seu povo. Apesar de ouvirmos poucas mensagens neste texto, aqui temos um rico material a ser explorado. O povo de Deus de uma maneira geral tem andado numa aridez que assusta. Sobretudo, quando se fala em prosperidade e abundancia. Vou explicar: Mesmo aqueles que alcançam uma prosperidade financeira, não conseguem experimentar a verdadeira vida abundante prometida por Cristo em Jo. 10.10. Há sempre uma interpretação absolutamente espúria a respeito desses temas.  Creio que a culpa desse engano seja a multidão de pregações que se prolifera em nossos dias, especialmente na igreja eletrônica, que focam apenas naquilo que é material, salvo raríssimas exceções, claro.

Fomos alcançados, gerados de novo para a plenitude de um relacionamento íntimo com o Senhor ressurreto. E esse relacionamento estreito é o maior tesouro que recebemos da parte de Deus, este a traça não rói nem a ferrugem destrói! Se lermos todo o poema encontraremos inúmeras figuras de linguagem, alegorias e metáforas que são bem próprias da poesia hebraica. Sala do Banquete = lugar da plenitude, da excelência, da honra. Estandarte = insígnia, bandeira, pavilhão que identificava uma tribo ou nação. No texto lido, a jovem esposa faz um pedido ao seu amado. Ela deseja ser levada à sala do banquete. O que há de tão especial ali? Primeiro: A Sala do Banquete é o lugar da Honra da Excelência. Vale salientar aqui que este pedido foi feito por uma rainha ao seu Rei. Paulo falando aos efésios diz que ressuscitamos com Cristo e estamos assentados nas regiões celestiais com Ele (Ef.2.6). Que grande revelação! Recebemos autoridade para reinar com ele. Fazemos parte da família de Deus. Somos privilegiados! A jovem esposa sabia disso e não abriu mão de seu direito adquirido. O grande problema conosco é que não temos enxergado nosso lugar de privilégio, carregamos o ranço da velha vida. Temos esquecido que somos raça eleita, nação santa, sacerdócio real, povo de propriedade exclusiva de Deus.

Segundo: A Sala do Banquete é o lugar da Intimidade. O salmista diz que “a intimidade do Senhor é para os que o temem”. Temer ao Senhor não é ter medo de Deus, mas reverenciá-lo como Senhor, Salvador e Rei. Priorizando-o em tudo. No lugar da intimidade coisas secretas são partilhadas, pecados são confessados e perdoados, necessidades são expostas. Corações são derramados, vidas são restauradas e libertas. Na Sala do Banquete o Rei é encontrado e poderá mudar a nossa sorte. Separemos um tempo para buscar essa intimidade. Terceiro: A Sala do Banquete é o lugar da Comunhão. O apóstolo Paulo falando aos coríntios diz: “Fiel é Deus pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho, Jesus, nosso Senhor”. Será que temos desfrutado efetivamente dessa comunhão? Ou seguimos como religiosos cheios de liturgias mecânicas e vazias de conteúdo? Comunhão pressupõe proximidade, unidade. Temos buscado o Senhor pelo Senhor ou o buscamos apenas quando as coisas se tornam difíceis e atravessamos os estreitos e desertos da vida? Qual foi a última vez que nos prostramos em sua presença apenas para desfrutá-la? Qual foi a última vez que nos prostramos em sua presença apenas para agradecer e adorar? A grande verdade é que temos perdido a capacidade de agradecer por tudo que o Senhor é; pelos seus atributos eternos; pelo que ele tem feito em nós, por nós, através de nós, apesar de nós. Só os que têm legítima comunhão expressam verdadeira gratidão. Quarto: A Sala do Banquete é o lugar da Abundancia, da Plenitude. O Rei Jesus diz : “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia” É desejo de Deus sim, que experimentemos o melhor nesta terra, mas isso só acontecerá quando aprendermos a ir à sala do Banquete. Lá é o lugar da plenitude, o lugar da abundancia, da verdadeira alegria.  Tudo isso só é possível quando vamos à mesa do Rei, quando desfrutamos da sua presença e a senha de acesso a essa presença já foi comprada para nós através do sangue do Rei Jesus derramado por nós na cruz do Calvário. A parte dele foi essa, a nossa é recebê-lo em fidelidade. Estandarte como vimos é insígnia de identificação, o Estandarte do amor mostra que pertencemos ao Rei Jesus, é a nossa maior credencial. Estandarte deve ser hasteado no alto para que todos vejam e reconheçam a quem pertence quem o ostenta. Será que este estandarte pode ser visto em nós? Vamos à Sala do Banquete!Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sábado, 18 de agosto de 2018

Meditação/Nadia Malta/SÓ SE ENCHERÃO OS VASOS DISPONÍVEIS! (Estamos disponíveis para Deus?)


SÓ SE ENCHERÃO OS VASOS DISPONÍVEIS! (Estamos disponíveis para Deus?)
                                                                                       
Cheias as vasilhas disse ela a um dos filhos: chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou”. II Reis 4.6 

Há sempre um propósito para o derramar de Deus sobre os vasos escolhidos. O texto lido conta a história de certa viúva de um dos discípulos dos profetas, que não tendo como sustentar a sua família recorreu ao profeta Elizeu. Aquele profeta como um líder espiritual sensível, consciente e responsável, acode a mulher e seus filhos, milagrosamente trazendo multiplicação sobre o que ela já possuía: Uma botija de azeite. O texto lido no início praticamente encerra o relato dizendo que o azeite parou quando todas as vasilhas disponíveis estavam cheias e não havia mais vasilhas. Até então, houve um derramar sobrenatural de azeite e é sobre isso que gostaria de falar. Estamos já há alguns dias falando sobre a necessidade de avivamento na igreja nesses dias que antecedem a Segunda Vinda do Cristo. Avivamento é governo de Deus sobre o homem, é transbordamento da alegria do primeiro amor no coração do crente, é Deus ocupando todos os espaços em nossos corações. É compulsão por santidade de vida com o único propósito de agradar a Deus. É serviço eficaz, é mudança radical de vida. É a manifestação de uma fé viva e frutífera. É comunhão uns com os outros. É tremor e temor na presença do Senhor.

O texto de hoje nos ensina que avivamento é também enchimento para todos os vasos disponíveis para Deus. Os daqui e os vasos visinhos. Os que já estão e os que ainda chegarão. Em At 2.39 diz: “Pois essa promessa é para vocês, para vossos filhos e para todos os que estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, o nosso Deus chamar”. Há algumas verdades sobre o derramar de Deus sobre nós, que não podemos perder de vista. O derramar é sobrenatural e acontece a partir do que já temos em depósito. Deus quer multiplicar o que você já tem e fará isso milagrosamente como fez no passado. Quem vai derramar é o Senhor. Unção de Deus não se ensina, se crê e se recebe em nome de Jesus Cristo. Já existe uma unção de Deus sobre a sua vida, ore para que ele multiplique o seu “azeite”. Os dons serão multiplicados e turbinados com poder do Alto. A glória do Senhor encherá a sua vida como as águas cobrem o mar. O derramar de Deus é sem medida. Não há no texto nenhuma referencia a quantidade de vasilhas, pelo contrário, o texto diz que a mulher deveria conseguir “vasilhas vazias, não poucas”. Assim como Deus fez com aquelas vasilhas, ele quer inundar os vasos disponíveis para ele em todos os tempos! O Senhor quer encher você com a sua presença, mas só fará isso se você se esvaziar de si mesmo. A Bíblia diz: “Não apagueis o Espírito”. Os dias são maus como temos repetido tantas vezes e para que possamos fazer a obra de Deus com eficácia é necessário desejar e buscar ardentemente esse enchimento!

O derramar de Deus é sobre todos os vasos disponíveis. A pergunta é: Estamos disponíveis para ele? Ou estamos tão cheios de nós mesmos que não há espaço para o Senhor? O azeite era para todos os vasos disponíveis. A unção que Deus quer entregar não pode ser retida, é para todos. Não é privilégio de alguns guetos, mas é para todos os genuinamente cristãos. O Senhor falou através do profeta Joel (2.28) que derramaria do seu Espírito sobre toda carne. Os filhos e filhas profetizariam; os velhos sonhariam e os jovens teriam visões; até os servos e as servas receberiam. O azeite do texto só parou quando todos os vasos estavam cheios: Será assim nesta era da igreja até o Arrebatamento. Enquanto houver vasilha para encher, o Senhor estará derramando do seu azeite.  O derramar de Deus não é para poucos privilegiados, porque ele não faz acepção de pessoas, mas para todos aqueles que estiverem disponíveis. Para que haja um derramar é preciso esvaziamento: (Essa Idéia está implícita no texto). Óleo não se mistura com coisa alguma. Por isso, a prerrogativa para estar cheio é esvaziar-se. É preciso nos esvaziar de nós mesmos para que, então, o Senhor nos encha do seu Espírito, para a glória do seu nome.  Convido você agora a confessar o seu pecado, esvaziar-se de toda sujeira que tem impedido um enchimento efetivo do vaso. Deus quer derramar óleo puro e santo sobre a sua vida. O desejo do Senhor é que estejam alvas as nossas vestes e que nunca falte óleo sobre a nossa cabeça. A botija do azeite de Deus está sendo derramada, não perca a oportunidade; não desperdice azeite. Esse derramar é sobrenatural, para receber precisamos crer. O derramar de Deus sobre nós serve para nosso sustento espiritual. Capacita-nos a ser frutíferos para a sua obra. Fortalece-nos na hora da prova, para que sejamos despenseiros da multiforme graça de Deus. Faz-nos ousados e obedientes às ordens do Senhor. Esse derramar não é para ser retido. Somos devedores de Deus. Que sejamos sempre disponíveis para Deus! Derrama Senhor sobre nós! E tudo seja para a glória de Deus! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE BUSCAR A VERDADEIRA ALEGRIA!


TEMPO DE BUSCAR A VERDADEIRA ALEGRIA!
                                                                   
Canta, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e, de todo o coração, exulta, ó filha de Jerusalém. O Senhor afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; tu já não verás mal algum. Naquele dia, se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião, não se afrouxem os teus braços. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”. Sofonias 3.14-17.

Somos desafiados a redescobrir a alegria verdadeira que só pode ser experimentada através de um relacionamento íntimo com o Cristo vivo. O texto lido é o final da profecia de Sofonias. Depois de falar palavras pesadas a um Israel de dura cerviz, ele encerra a sua profecia com uma nota de encorajamento a um remanescente fiel. Esses fiéis que arrependidos se voltaram ao Senhor receberam do profeta um estímulo para redescobrir a alegria perdida e continuar a jornada da fé. Os crentes contemporâneos precisam redescobrir a alegria do primeiro amor. Essa alegria tem sua motivação não nas circunstancias, mas naquilo que temos em Cristo Jesus. O Senhor é a fonte de regozijo do fiel. “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente”. Salmo 16.11. Nunca se viu tanto crente triste, abatido, depressivo, angustiado, desesperançado e amargurado de espírito. Por isso é tão importante renovarmos a nossa aliança e esperança com o Deus vivo para poder redescobrir essa alegria que nos tem sido confiscada pelas demandas da vida. Embora, experimentemos tristezas no nível das emoções, o nosso espírito está sempre alegre! Que possamos bradar hoje: “Eu quero redescobrir a alegria perdida!”.

Afinal, por que devemos nos alegrar? Há pelo menos quatro razões: A Condenação foi afastada de nós pela cruz de Cristo; Nosso inimigo já foi derrotado; O nosso Rei, o Senhor está no meio do seu povo, por isso não precisamos temer e O Senhor, o Todo Poderoso, além de se deleitar no seu povo, mostra-lhe o seu infinito amor. O Senhor pelo seu sacrifício cancelou o escrito da dívida que era contra nós, removeu-o inteiramente encravando-o na cruz do calvário. É preciso ter consciência do que já se operou em nós como nascidos de novo, nascidos de Deus. Será que verdadeiramente temos essa consciência? A resposta certamente é um grande e sonoro NÃO. Porque se nos sentíssemos livres nos alegraríamos com essa libertação, que custou um preço de sangue. O sangue precioso de Jesus. Apesar de todas as investidas do nosso inimigo, ele já está derrotado. O fim dele será no lago de fogo e enxofre. Essa sentença é sem revogação e durará por toda a eternidade. E ele sabe disso. Por mais que ele invista contra nosso corpo e emoções, ele não tem poder contra o nosso espírito recriado.

Precisamos inserir essa verdade em nosso coração, para que as ameaças do adversário não encontrem abrigo em nós. Precisamos restabelecer as mãos frouxas e os joelhos vacilantes. Deus é conosco! O medo, esse gigante maligno, precisa ser banido de nossa alma, para que avancemos nas fileiras do Senhor e alcancemos a nossa vitória em nome de Jesus Cristo. Precisamos ler em voz alta a Palavra de Deus, sobretudo, os textos que falam que não devemos temer porque o Senhor está conosco sempre. Ele é um muro de fogo ao nosso redor. Nada poderá nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus. Quando o apóstolo Paulo se dirige aos filipenses percebemos em toda a carta uma nota pungente de alegria e vale salientar que naquele momento ele estava preso. A condição de Paulo aufere autoridade às suas palavras. Aquela epístola é chamada de carta da alegria. Ele não está falando de uma alegria circunstancial, mas de algo indizível e sobrenatural que vem do Espírito de Deus. A mesma alegria que é cobrada por Deus aos cristãos de Éfeso em Apocalipse. Como aqueles cristãos também nós perdemos a alegria do primeiro amor e precisamos redescobri-la através de uma evocação daquilo que já temos em Cristo. O Senhor nos amou primeiro e nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo. Como isto se deu? Não sei responder, só sei que é maravilhoso demais e isso é motivo mais que suficiente para nos alegrarmos sempre no Senhor. Só o amor do Pai pode renovar as nossas forças e restaurar a nossa alegria. Que lições tiramos desse texto? Precisamos acreditar no que já recebemos da parte de Deus, através de Jesus Cristo. Não há mais condenação contra nós, porque o escrito da dívida foi apagado. O nosso inimigo já está derrotado e condenado. Nós somos mais que vencedores. O Senhor está em nós e em nosso meio, não precisamos temer. Ele se deleita em nós, apesar de nós. Amém! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


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