quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE MUDAR DE ROTA!


TEMPO DE MUDAR DE ROTA!
                                                                                
Portanto, eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei”. Ez. 18.30-32.                      

O texto lido faz parte do contexto do capítulo 18 do livro profético de Ezequiel e fala da responsabilidade pessoal em relação ao pecado. Se lermos todo o contexto veremos que ele coloca uma pá de cal sobre a questão complicada da maldição hereditária defendida por alguns. Logo no início do capítulo encontramos o Senhor falando pela boca do profeta dizendo o seguinte nos VS. 2-4: “Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR DEUS, jamais direis este provérbio em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá”. Deus não tem netos, só filhos. Assim como a salvação é pessoal e intransferível, o pecado também. Cada um responderá por suas ações e inclinações. Os filhos ceifam a sua própria semeadura, não a semeadura dos pais, ou seja, os filhos ceifam as punições dos pais se andarem em seus maus caminhos. Tem algo que não podemos perder de vista em nenhum momento da nossa caminhada, para a nossa própria saúde espiritual e emocional: A obediência está para a bênção, como a maldição está para a desobediência. As ações não salvam, mas testificam da salvação, de um viver transformado. Em tempos de politicamente correto e de relativismos, a mensagem pregada hoje parece influenciada por essa tendência. O que foi feito da ousadia dos pregadores do passado? Pecado tem que ser chamado pelo nome, não podemos minimizá-lo usando termos como deslize, tropeço, falha ou coisa semelhante. Pecar é errar o alvo estabelecido por Deus e ele vai pedir contas sim. O alvo de Deus é a obediência, o fim da Lei é Cristo para todo aquele que crê.

 Se verdadeiramente somos de Deus precisamos mudar a rota, mudar a mente, nos converter! Qual a direção a seguir? Deus! Qual o Caminho pra essa mudança radical? Cristo! Por isso é necessário que com ousadia proclamemos em tempo e fora de tempo que o inferno é real, que usar dois pesos e duas medidas não é de Deus e que o único Caminho que nos leva a Deus é Cristo. Jesus é o único mediador da Nova Aliança, é o Verbo de Deus, é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Quem ainda não foi alcançado pela misericórdia de Deus e foi tocado por esta palavra tendo os seus olhos abertos precisa correr para Deus hoje e quem já foi precisa andar em novidade de vida, abandonar as velhas inclinações. O texto aponta quatro ordenanças para os eficazmente alcançados e que desejam andar em novidade de vida. Primeira Ordenança: Convertei-vos e Desviai-vos das vossas transgressões. Cada um de nós conhece as próprias áreas interiores que precisam ser libertas. Aqui o profeta manda que nos desviemos daquilo que nos aprisiona, enfraquece e serve de tropeço. Não adianta brincar com fogo e tentar a Deus. A ordem aqui é fugir de tudo que o mundo insiste em nos oferecer, que o diabo nos estimula a fazer e a nossa carne clama.  Conversão é mudança de rota, para vencer um pecado ou inclinação maligna precisamos, depois de regenerados pelo Espírito de Deus, matar a carne de fome. Jejuar especificamente no âmbito daquele apetite. Segunda Ordenança: Lançai de vós todas as vossas transgressões. Aqui somos advertidos a rejeitar de todo coração e não voltar às velhas práticas, vigiar para não cometer os mesmos pecados. Graça de Deus não é licença para pecar. A liberdade dos filhos de Deus está em fazer a vontade de Deus, assim como a liberdade do pecador antes de ser regenerado, está na esfera do pecado em suas várias modalidades. O pecado na vida do servo deve ser um acidente de percurso não uma prática contínua e deliberada. Quem tem o Espírito Santo se constrange diante de uma inclinação ou de um pecado consumado e se arrepende.

Terceira Ordenança: Criai em vós um coração novo e espírito novo. Criar aqui tem o sentido de cuidar, alimentar, não de gerar, porque Deus é quem gera e regenera. Depois de regenerados pelo Espírito Santo de Deus, somos capacitados a mudar a rota. Somos ordenados a uma transformação pela renovação da nossa mente e isso só é possível pela Palavra de Deus. Não podemos olhar para trás, precisamos aproveitar a nova oportunidade que o Senhor nos concede. O Senhor ordena aqui uma mudança dos padrões de pensamentos, tudo tem que se fazer novo para nós. O caminho da santificação é árduo e não há atalhos para ele. O que tem ocupado efetivamente a nossa mente, os nossos pensamentos? Quarta Ordenança: Convertei-vos e Vivei. Conversão também leva a verdadeira Vida que é o próprio Cristo. É desejo de Deus sim que vivamos em plenitude e experimentemos a abundancia preparada por ele para nós. Jesus é o Bom Pastor que deu a sua vida pelas ovelhas, diferentemente do ladrão que veio somente para roubar, matar e destruir, ele veio para que tenhamos vida e vida em abundancia. Que possamos nos apropriar daquilo que já nos foi concedido. A condição do homem sem Deus é legal e espiritualmente morto em seus delitos e pecados. Só através de Cristo Jesus somos vivificados e habilitados para fazer a vontade de Deus. Que nos arrependamos e nos desviemos do mal. Que não voltemos às velhas práticas do passado. Que busquemos viver em novidade de vida de acordo com o coração novo e o espírito novo que recebemos. Que nos arrependamos e vivamos em plenitude! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR TRANSFORMARÁ O NOSSO LAMENTO EM ALEGRIA!


O SENHOR TRANSFORMARÁ O NOSSO LAMENTO EM ALEGRIA!
                                                                                                  
Então, a virgem se alegrará na dança, e também os jovens e os velhos; tornarei o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza”. Jeremias 31.13.                                                                                

Recobremos o ânimo e confiemos nas promessas consoladoras do Senhor. O profeta Jeremias, chamado de profeta chorão, não sem razão,  teve um longo ministério de mais de 40 anos em circunstancias absolutamente desencorajadoras, quando o povo virou as costas para Deus apostatando da fé e se voltando para os falsos deuses com suas práticas contrárias à vontade do Senhor. Há três promessas aqui que não podemos perder de vista. Primeira Promessa: Nos alegraremos na dança. Para dançar é preciso estar em sintonia com a coreografia do par. E aqui o par é o Senhor. Jeremias não se deixou contaminar pelo pessimismo a sua volta. Tanto o seu livro profético quanto o livro das Lamentações apresentam o Senhor como o Renovo de Justiça. O Senhor promete que vai trazer de volta os exilados. Vai reunir as tribos dispersas e o povo do Senhor terá a sua dignidade restabelecida em honra. O profeta dançava com Deus. E se deixou conduzir por ele nessa coreografia bendita.

Segunda Promessa: O nosso pranto será transformado em alegria. O Senhor promete ainda transformar aquilo que era tristeza, desolação, choro e aflição em alegria, júbilo, cânticos, danças e folguedos. Essa promessa consoladora se cumprirá cabalmente na Segunda Vinda do Cristo.  No passado, a desolação do povo era grande e um remanescente fiel gemia diante do Deus vivo. Precisamos desesperadamente ter o nosso lamento transformado em baile, em festa, em cânticos e folguedos, porque Jesus está voltando para enxugar de nossos olhos toda a lágrima e para fazer novas todas as coisas. Por isso é sempre bom rastrearmos os acontecimentos do passado e contemplarmos o agir de Deus naquelas situações. O Senhor é o mesmo. Ele não muda. Agia no passado e age hoje. Confiemos e aguardemos aquele Dia Glorioso do qual desfrutaremos. Terceira Promessa: Seremos consolados. Hoje, por causa da mescla dos falsos ensinos, mesmo tendo recebido tanto de Deus, nunca se viu tanto servo do Senhor oprimido, amargurado de espírito, doente de alma, passando por momentos difíceis, mas o Senhor é aquele que é especialista em restauração e consolação. E não há impossíveis para o Senhor em todas as suas promessas! Creiamos nisso! Apesar de vivermos num tempo de muitas facilidades, as pessoas são sempre insatisfeitas. E nessa insatisfação estão às voltas com exigências cada vez mais complexas. Deixaram de agradecer. A tecnologia nos permite grandes avanços em várias áreas: Medicina, estética, informação, comunicação, locomoção, dentre outras.

Vivemos num mundo de grandes descobertas e conquistas. Num piscar de olhos percorremos o mundo pela internet, é incrível!  Acessibilidade é a palavra da moda. O saber realmente tem se multiplicado, mas o amor tem esfriado de muitos corações. Esse esfriamento tem causado muita solidão e tem provocado verdadeiros exilados em seus próprios mundos. Habitantes da mesma casa sem afeto uns pelos outros. Quando não se está em frente à TV é o computador ou o celular, cada vez mais sofisticado, que ocupa o trono. São os ídolos pós-modernos ante os quais nos curvamos deliberadamente e nos tornamos cativos. Não há mais diálogo entre pais e filhos, entre maridos e esposas. Aqui falta acessibilidade. Enquanto isso a tristeza vai armando tendas em nossos lares com a nossa permissão. Ainda há tempo de reverter esse quadro desolador! Voltemos ao Senhor. Aprendamos a dançar com Ele, seguindo a coreografia determinada tão somente por Ele. Busquemos a nossa alegria e satisfação nas coisas eternas. Aí, e só aí, seremos consolados e o nosso lamento será transformado em júbilo! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Meditação/Nadia Malta/FÉ, CERTEZA INABALÁVEL DOS AGIRES DE DEUS!


FÉ, CERTEZA INABALÁVEL DOS AGIRES DE DEUS!
                                                                                  
Então Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja presença estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra”. I Rs. 17.1. 

Precisamos olhar para a fé e exercitá-la como uma certeza inabalável dos agires de Deus. O texto citado faz parte de um contexto maior que relata o episódio ocorrido nos dias do rei Acabe de Israel, quando o profeta Elias com ousadia e profunda convicção do agir de Deus profetizou uma grande seca. A nação de Israel pela instrumentalidade maligna de Acabe e Jezabel, havia voltado às costas para o Deus vivo e se prostrado diante de Baal considerado pelos povos pagãos como senhor das tempestades. Será que é possível transformar uma pessoa, uma nação ou uma circunstancia? Creio que sim e a Bíblia nos mostra essa realidade muitas vezes. O salmista no Salmo 18 recebeu a revelação e diz que com o Senhor ele é capaz de desbaratar exércitos e de saltar muralhas. O rei Josafá venceu uma grande batalha de três exércitos contra o pequeno reino de Judá apenas obedecendo à ordem de Deus para louvá-lo. Muitos são os exemplos de servos que ousaram confiar em Deus em situações vistas humanamente como perdidas. O que observamos em todos eles era uma profunda convicção da presença e do agir de Deus nas situações.

Se convicção nesse nível é condição para mudar o cenário, quais as convicções de Elias? O que o tornava firme para resistir e confrontar o rei, arriscando a própria vida? Onde ele buscava coragem para não esmorecer? Boas perguntas! Olhemos para aquela cena e busquemos as respostas! Descobrimos aqui que Elias mesmo sendo uma pessoa semelhante à nós, sujeito às mesmas fraquezas,  tinha as seguintes convicções: Primeira: Convicção de que Deus é real. “Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel”. Elias não via o Senhor como uma abstração distante, mas como alguém real. Segunda: Convicção de que estava em sua presença onde quer que fosse. “Deus de Israel, perante cuja presença estou,”. Elias teve a certeza, a firme convicção e mudou o panorama de Israel. A seca profetizada por ele, foi uma preparação da nação para a queda do casal real e para a destruição dos profetas de Baal (considerado o senhor das chuvas, das tempestades). 

Terceira: Convicção de que era um instrumento da sua multiforme graça e que o poder do Senhor poderia fluir através dele. “nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra”. O profeta Elias, chamado de profeta do fogo, com suas palavras cortantes e diretas, foi o único que resistiu, confrontando o rei Acabe e as forças do mal. Alguém precisava se posicionar, Elias fez isso! E pode muito por sua eficácia a oração do justo diz Tiago em sua epístola! Os poucos que permaneceram fiéis ao Deus Vivo, eram medrosos e viviam escondidos nas cavernas por não terem coragem de se expor. Fé e ousadia precisam andar juntas. Exercitemos então, de forma ousada a nossa fé como uma firme convicção dos agires de Deus e experimentaremos genuínas mudanças nas mais diversas áreas da nossa vida. O que tem faltado a nós em nossos dias? Talvez essa profunda convicção do agir de Deus e a ousadia para seguir em frente. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

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