quinta-feira, 2 de abril de 2015

Meditação/Nadia Malta/SEM OBEDIÊNCIA NÃO HÁ BÊNÇÃO!

SEM OBEDIÊNCIA NÃO HÁ BÊNÇÃO!


 “Se ouvires tudo que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel”. I Rs. 11.38




Reflitamos sobre a nossa postura diante de Deus. O texto lido foi retirado da profecia de Aías feita a Jeroboão, “filho de Nebate, efraimita da cidade de Zareda, servo de Salomão”, que acabou por reinar sobre dez tribos de Israel. Este homem foi levantado para ser vara de Deus com a qual ele disciplinaria Salomão por sua infidelidade. Embora não fosse da linhagem de Davi, fazia parte do povo da aliança, era efraimita. Jeroboão teria sido um grande rei sobre Israel “se tivesse observado às ordenanças de Deus”.
Jeroboão escolheu o caminho da sabedoria política e não da sabedoria do Alto. Preferiu o caminho da idolatria, perdendo as bênçãos contidas no versículo citado no início. Acabou se tornando um exemplo a não ser seguido. Para que as bênçãos de Deus desçam sobre nós precisamos olhar com tremor para as suas ordenanças e nos inclinarmos a obedecê-las. A reverência para com a Santa Palavra de Deus tem se esvaído no meio dos que se dizem cristãos. O homem para quem Deus olhará é o aflito e abatido de espírito que treme da sua Palavra. A pergunta é temos tremido diante da palavra de Deus? Salvação é de graça e pela graça, mas a liberação das bênçãos de Deus contidas em suas promessas dependem da observação das ordenanças que as precedem. Este princípio valia para o passado e também para os dias de hoje. O Senhor continua dizendo: “Se ouvires o que eu te ordenar...”.
De nada adianta quebrar maldições hereditárias, fazer correntes de sete semanas, fazer voto ao Senhor disso ou daquilo, se não houver uma inclinação para obediência. Se ouvirmos e acatarmos o que nos tem sido ordenado, então o Senhor se voltará para nós e liberará tudo quanto nos foi prometido por ele.
Ouvir pressupõe acatar, obedecer! Temos acatado? Andar pressupõe movimento e relacionamento, Jesus é o Caminho de Deus e somos ordenados a andar Nele. Temos andado no caminho ou preferimos os atalhos mais fáceis oferecidos pelo adversário? Ouvir leva a um andar nos caminhos do Senhor que por sua vez leva a praticar. A fazer o que é reto perante Ele. Os retos têm um coração cheio de temor a Deus e gozam de sua intimidade, percebem o Senhor em tudo que fazem e em tudo que vivem.  E quanto às nossas ações? Elas têm glorificado ao Senhor! O que temos feito quando ninguém está vendo? Andar nos caminhos do Senhor, fazer o que é reto perante ele é em síntese guardar seus estatutos e mandamentos. Aquilo que não era possível no passado é possível hoje pela presença e ação do Espírito Santo na vida dos regenerados.
O Senhor prometeu a Jeroboão caso ele lhe obedecesse: Que seria com ele. Que lhe edificaria uma casa estável. Que lhe daria Israel, ou seja que a terra teria paz, não haveria invasores. No caso de Jeroboão, nenhuma promessa foi cumprida porque faltou obediência. O mesmo pode acontecer conosco hoje. Jeroboão tornou-se um exemplo a não ser seguido, Os reis que fizeram o que era mau em Israel seguiram o exemplo de Jeroboão filho de Nebate. E quanto a nós? Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Meditação/Nadia Malta/ SOLIDÃO X PRESENÇAS AUSENTES!

                                       SOLIDÃO X PRESENÇAS AUSENTES!




Tenho convivido com muitas pessoas solitárias na acepção da palavra. Por opção. Por não terem casado. Por terem perdido entes queridos. Por causa da estranheza dos temperamentos. Por não se adaptarem ao nível de exigência das companhias. Por serem territorialistas. As razões são inúmeras. Ficaríamos horas listando.
Essas pessoas acabam se acostumando com a sua condição, de um jeito ou de outro. Terminam se adaptando e aprendem a driblar a falta de pessoas. Como diria a minha avó materna: “Quem não tem tu, tu é tu mesmo!”. Aliás, esse é um fenômeno cada vez mais comum, o viver solitário. Especialmente nas grandes cidades onde o medo de gente impera. Desconfia-se de tudo e de todos! Assim, essas pessoas forçosa ou voluntariamente solitárias acabam gostando das suas próprias companhias. Aprendem a se bastar! A solidão já não assusta!
Há, no entanto, outro tipo de pessoas que são solitárias na multidão. Em família. O que acho ainda mais triste que o primeiro grupo. Conheço muitas assim! Essas são vitimas das presenças ausentes. Esse tipo de solidão não foi desejado ou planejado. Essas pessoas murcham. Implodem! Elas até se esforçam para interagir, mas são vítimas de almas que não se comunicam. Todos estão ocupados demais para dar como diria o comediante Zé Bonitinho: “Um tostão da sua voz!”. E o peso dos anos parece que agrava a situação. É quando mais se precisa de “presenças presentes” que elas e ausentam. São maridos que não conversam, não fazem companhia. São filhos cheios de ocupações, viciados em trabalho, para dar sequer um telefonema e perguntar se está tudo bem. A solidão não me assusta, gosto do silêncio e da minha companhia. Mas as presenças ausentes, sim, elas me assustam. Tenho sido testemunha de tantas histórias!
Vivemos em um tempo de velocidade, de correrias, de muitos afazeres. As pessoas vivem às voltas com a tecnologia de pequenos aparelhos e aplicativos que as conectam com pessoas do outro lado do mundo, mas elas desaprenderam a conversar com quem está do lado. Viraram apertadores de botões. Sofrem de um tipo de Alzheimer tecnológico que as levam para longe! Há uma deflação de tempo para ser investido em gente tão grande que chega a ser assustador. Ninguém visita. Ninguém abraça. Ninguém pára para ouvir. Ninguém olha no olho do outro. Ninguém lê nas entrelinhas.
Como sou viciada na esperança. Creio que ainda há tempo de mudar essa triste  realidade. Assim, maridos e mulheres invistam tempo um no outro. Pais fabriquem tempo para os filhos. Filhos prestem atenção em pais, avós e tios velhos. Conversem. Visitem. Escutem seus temores. Tenham paciência com as velhas e repetidas histórias. Riam das velhas piadas. Eles estão indo. Plantem sementes de uma saudade boa, para que não sejam emboscados irremediavelmente pelo remorso. Carinho e atenção nunca são demais e a vida é cíclica. As sementes plantadas hoje germinarão amanhã. E dependendo dessa semeadura de hoje os frutos poderão ser doces ou insuportavelmente amargos! Pensemos sobre isto! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

                                         


Meditação/Nadia Malta/O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ! COMO ASSIM?

O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ! COMO ASSIM?


Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé". Romanos 1.16,17




Façamos uma pausa nas nossas lutas diárias e busquemos trazer à memória da igreja a viga mestra da fé salvífica! O texto citado traz em sua parte final a grande afirmação tirada pelo apóstolo Paulo do livro do profeta Habacuque, que se tornou a viga mestra da Reforma Protestante de 1517. Encabeçada pelo monge Alemão, agostiniano, doutor em teologia e professor, Martinho Lutero. Em sua tradução do texto bíblico do latim para o alemão, esta verdade saltou-lhe aos olhos e reverbera até hoje naqueles que professam a mesma fé bíblica.
Este ano completaremos 498 anos da Reforma Protestante. Percebemos que a Reforma nada mais foi que um grande despertamento para os cristãos daqueles dias voltarem aos fundamentos da verdadeira fé que salva. Na verdade, a Reforma chamou a fé que uma vez foi dada aos santos à pessoa e a suficiência do Cristo. É inevitável a comparação do que vemos em nossos dias com os dias que levaram a Reforma. Houve progresso? Sim e não. Graças à conquista daqueles dias, temos acesso à Palavra de Deus em nossa própria língua, podemos lê-la e interpretá-la à luz do Espírito Santo. “A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus!”. Embora, sejam poucos os que querem se dar ao trabalho de estudar as Escrituras. Esses têm sido alvos dos “caçadores de almas” com seus invólucros feiticeiros que continuam de todos os modos atravessando séculos e aprisionando os que por ignorância ou necessidade se deixam aprisionar. Ouvi tanto na infância de minha avó: “Coitado do sabido, se não fosse o tolo!”. Um dos fatos que desencadeou a Reforma foi a venda das indulgencias, ou seja, o perdão dos pecados em troca de dinheiro. Qual a diferença dos nossos dias? Talvez a forma de pagamento!
Tratemos de chamar outra vez a fé, como nos dias da Reforma, à pessoa e à suficiência do Cristo! Este é o grande desafio que temos hoje como Cristãos! Tudo vem do Cristo, acontece por meio Dele e é para a Glória excelsa Dele! Rejeitemos as indulgencias pós-modernas e as fórmulas sincréticas importadas de outros guetos espirituais e incorporadas às disciplinas cristãs. Rejeitemos tudo isto! Abraçar essas práticas é retroceder aos dias passados. Creiamos no Cristo Todo Poderoso e Todo Suficiente. Voltemos a Ele, vivamos a genuína fé Nele e não nos deixemos aprisionar pelas falácias dos embusteiros! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


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