quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Meditação/Nadia Malta/CORAGEM, A CORRIDA CONTINUA!

 CORAGEM, A CORRIDA CONTINUA!

https://www.youtube.com/watch?v=Em3Uj_0H2-c&t=2s

Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado”. Hb. 12.4-13.

                                                                               


Este capítulo de Hebreus, nos remete a uma espécie de estádio, onde se realiza corridas atléticas. Aqui entendemos que há uma corrida de fé a ser empreendida e percorrê-la vitoriosamente é o nosso objetivo. Alguns corredores cansam e desmaiam, enquanto outros perseveram até o fim e conquistam o prêmio. Precisamos olhar para os campeões dessa corrida que estão mencionados no capítulo 11 desta epístola e são chamados de heróis da fé. O propósito do atleta é trazer glória e honra para sua nação. Este é um sinal de patriotismo. Do mesmo modo, nós como corredores espirituais precisamos chegar vitoriosos em nossa pátria celestial. A principal lição do texto é a perseverança que devemos ter para completar a corrida da fé mesmo em meio aos múltiplos obstáculos. A vida dos que desejam viver piedosamente é uma vida marcada por provas, muitas vezes duras e incompreensíveis. E isto nos leva a uma pergunta inevitável: POR QUE SOMOS PROVADOS POR DEUS? As provas são testes de fé ou correção para que abandonemos pecados recalcitrantes. E a Palavra de Deus está repleta de exemplos sobre este assunto. Tanto uma situação quanto a outra nos revela que somos filhos a quem o Senhor ama e corrige, visando um fim proveitoso.

O autor da epístola apresenta três provas de que a correção vem do coração amorosodo Pai Celestia! Vejamos: Primeira Prova: As Escrituras; Segunda prova: A Experiência pessoal; e Terceira prova: Os resultados Positivos. Os leitores Hebreus receberam uma exortação ou encorajamento por haverem esquecido o que dizem as Escrituras e terem perdido o ânimo, ficando ao ponto de desistir. A correção de Deus é o meio mais eficaz para atingirmos a maturidade. O Senhor deseja que amadureçamos para nos confiar a sua obra. Se uma criança é deixada por conta própria, ela crescerá e se tornará um adulto tirano e egoísta. Note que um pai só disciplina os próprios filhos, não podemos disciplinar os filhos dos outros. Assim, todos os filhos de Deus recebem a sua correção. No momento em que a disciplina está sendo aplicada não é nada agradável, nem para o pai nem para o filho, mas seu efeito é proveitoso. Por mais dolorosas que sejam as provações do pai, elas são uma prova inconteste do seu amor pelo filho.

O que aprendemos aqui? Por mais dolorosa que seja uma prova é sinal do zelo amoroso de Deus. Ele não desiste de nós, nos corrige. Somos corrigidos porque somos filhos. Deus deseja que nos tornemos maduros, que vençamos a grande corrida da fé.  A atitude correta face às provações é demonstrar reverencia ao Pai sujeitando-se a ele.  Todos nós estamos passando por provas!  Não desanimemos, continuemos correndo! Deus tem propósito nesta situação e já nos habilitou para a vitória. Coragem, enquanto do lado de cá da eternidade, a corrida continua! Nadia Malta

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Meditação/Nadia Malta/SÓ SANTIFICADOS VEREMOS A GLÓRIA DE DEUS!

 SÓ SANTIFICADOS VEREMOS A GLÓRIA DE DEUS!

 Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós. E também falou aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da Aliança e passai adiante do povo. Levantaram, pois, a arca da Aliança e foram andando adiante do povo”. Josué 3. 5. 


Há aqui uma grande chamada para que nos separemos das práticas consideradas normais pelo mundo! Busquemos como povo de Deus um viver separado do mundo. Essa separação não se trata de “santarronice” exterior de usos e costumes, mas um viver consagrado ao Senhor!  O povo precisava atravessar o rio e tomar posse da Terra Prometida, contudo, para que eles tivessem sucesso nessa jornada uma coisa era necessária: Santificação. Santificação não é impecabilidade,  mas uma inclinação para fazer a vontade de Deus,  bem como uma consciência daquilo que lhe desagrada. Deus operou maravilhas no passado e quer operar hoje em nossas vidas, mas há um namoro do povo de Deus com o mundo, uma contaminação que assombra! Para entendermos melhor o texto lido, olhemos para o passado: O povo de Deus havia se acostumado aos hábitos egípcios durante os 430 anos de cativeiro. Josué agora, instruído por Deus requeria uma mudança nos hábitos, nos valores, nos costumes e na crença do povo que havia se contaminado com a maneira de ser pagã dos egípcios. O povo havia se “egipcianizado”! O Senhor deu instruções ao povo e deu instruções aos sacerdotes. Se quisermos fazer travessias vitoriosas, precisamos nos distinguir do mundo, nos santificando. O andar diário com o Cristo ressurreto produz um discipulado santificador. Aliás, o discipulado do cristão só termina quando ele fechar os olhos nesta terra.

Não estamos dizendo que devemos ficar numa bolha ou mosteiro, é necessário sim, nos aproximar dos pecadores, mas não nos contaminar com suas práticas. O próprio Jesus nos ensinou essa lição. Em sua oração sacerdotal, Jesus pede ao Pai não que nos tire do mundo, mas que nos livre do mal. Graça de Deus não é licença para pecar. A vida do povo de Deus é uma vida de múltiplas travessias e isso começou desde a saída de Abraão de Ur na Caldeia rumo a uma terra que ele nem conhecia e que lhe seria mostrada pelo Senhor ao longo da jornada. Anos mais tarde, Jacó e sua família atravessariam Jaboque. Depois veio a saída do Egito. O povo atravessou o Mar Vermelho, depois o deserto e o rio Jordão. Cada uma dessas travessias tem um propósito santificador de Deus.  Santificação não é uma máscara que usamos apenas no domingo em nossas assembleias solenes, nem clichês e cacoetes pentecostais para impressionar os tolos, ou ainda maneiras de emboscar o Espírito Santo para que Ele trabalhe ao nosso favor, mas uma santa e contínua compulsão de fazer a vontade de Deus e interferir positivamente aonde quer que estejamos,  para que Cristo seja revelado através de nós. Santificação é a mais sublime das maneiras de cultuar ao Senhor. É temor do Senhor e vida no altar e altar é lugar de rendição e de morte!

 A santificação através de um discipulado relacional e experiencial com o Senhor tem o propósito de produzir Cristo em Nós. O que Deus está requerendo de nós hoje? O Texto aponta para dois princípios: Santificação; e Passos ousados de fé! A santificação do cristão  se dá em três níveis: Posicional, é aquele momento em que somos justificados pela fé em Cristo e temos o nosso coração regenerado pelo Espírito Santo de Deus. A Santificação Progressiva, é contínua, começa no ato da conversão e dura o tempo de vida que o cristão  tiver sobre a terra. É o tempo de crescimento espiritual, à medida que ele caminha vai se tornando cada vez mais parecido com Cristo. E por último a Santificação Perfectiva, que é a glorificação do cristão por ocasião da Segunda Vinda de Cristo quando ele será totalmente conformado à imagem do Senhor. Deus é Santo e se manifesta através de vasos limpos e separados para ele. Hábitos, atitudes, práticas antigas não podem fazer mais parte da vida daqueles que realmente foram visitados e regenerados pela graça transformadora de Deus, a menos que tudo tenha sido uma grande farsa e nunca tenha havido Novo Nascimento de fato. O santo de Deus ousa, porque sabe em quem crê. Ele é ousado no agir e no falar. Ousadia não é atrevimento, mas ação confiante Naquele que tudo pode. Foi isso que o povo de Deus fez na travessia do Jordão. E é isso que precisamos fazer hoje! A condição primeira foi santificação, em seguida o passo ousado de fé. Quantos de nós estamos precisando atravessar o Jordão da incredulidade, da desobediência, da frieza, da apatia, da falta de perdão, da prostituição, da mágoa, da ira, da indignidade, da impureza, da desonestidade, da promiscuidade, dos vícios? Há tantos obstáculos a transpor, só depende de nós, de nos santificarmos e darmos o passo ousado de fé em direção a nossa vitória. Atentemos! Nadia Malta

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Meditação/Nadia Malta/A FÉ GENUINA NO CRISTO GERA ATOS CONCRETOS DE AMOR!

 A FÉ GENUINA NO CRISTO GERA ATOS CONCRETOS DE AMOR!

Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé. Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem. Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante? Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus. Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta”. Tiago 2:14-26.                                                                                  


Reflitamos sobre o tipo de fé que professamos.  O texto suscita uma reflexão sobre o tipo de fé que agrada a Deus. Aqui Tiago discorre sobre a relação intima entre fé e obras. Não dá para falar de fé sem atos concretos, sem frutos dignos de arrependimento!  A fé é uma doutrina-chave da vida cristã em todos os sentidos, sem ela não agradamos a Deus. Começa que somos salvos pela graça mediante a fé. A fé não é um sentimento vago dentro de nós. É a certeza de que a Palavra de Deus é verdadeira e a certeza das coisas que esperamos, a convicção de fatos que ainda nem foram vistos. Estamos vivendo um tempo em que se tem fé em muitas coisas, acredita-se nas coisas mais absurdas, menos em quem se deveria crer: Jesus, o Cristo de Deus. A fé verdadeira no Senhor é geradora de mudanças efetivas. Ao contrário do que muitos pensam não há discordância entre Tiago e Paulo no que tange a fé salvífica. Enquanto a fé justifica o homem diante de Deus as obras o  justificam diante dos demais homens.

A fé genuína no Cristo que salva e liberta, produz mudanças e atos concretos, do contrário, não passa de mero emocionalismo de fachada. Muitos, mesmo depois de professar sua fé no Cristo, de serem batizados e fazer parte do rol de membros da igreja visível voltam às práticas antigas. Por que isso acontece? Porque não houve regeneração de fato, não houve novo nascimento. Busquemos a trilha da verdadeira fé. Tiago argumenta aqui de forma irrefutável que há três tipos de fé. Vejamos: Primeiro: A fé morta, árida que não gera vida (intelecto); Segundo: A fé manifesta pelos demônios (intelecto e emoções); e Terceiro: A fé viva, salvífica, geradora de resultados (Envolve o ser inteiro Alma, corpo e espírito).

O que aprendemos aqui?: Tiago enfatiza que o cristão genuíno pratica a Verdade. Não se apega simplesmente às doutrinas antigas, mas pratica essas doutrinas na vida diária.  Obras sozinhas, não salvam, nem produzem fé (Ef.2.9); mas fé genuína em Cristo produz transformação e obras.  O cristão verdadeiro não possui a fé morta dos intelectuais, nem a fé emocional dos demônios, mas a fé viva, dinâmica de homens como Abraão e de mulheres como Raabe. Essa fé viva transforma a nossa vida e nos faz trabalhar para a glória de Deus.  A fé viva em Cristo Jesus age para a salvação e para a vitória sobre o pecado. O tipo de fé que professamos vai determinar se realmente estamos em Cristo, se verdadeiramente as velhas coisas passaram ou não. Muitos creem em Cristo, mas com uma fé morta, intelectual; outros também creem em Cristo, mas com uma fé demoníaca, emocional. Só os que crêem com uma fé viva, que envolve o ser inteiro, recebem salvação e vitória sobre toda inclinação maligna. Fica a reflexão: Que tipo fé temos  manifestado? Nadia Malta

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