sábado, 3 de fevereiro de 2024

Meditação/Nadia Malta/QUE MANTENHAMOS ACESA A CHAMA DA FÉ!

 Dia 03 de Fevereiro de 2024.

QUE MANTENHAMOS ACESA A CHAMA DA FÉ!

                                         


Sem lenha, o fogo se apaga”.  Pv. 26.20 a

O texto que lemos é só a primeira parte do versículo citado e traz um princípio que vamos utilizar para compreendermos o que o Espírito Santo deseja ministrar a igreja neste momento de tantas lutas. Se colocarmos este versículo inserido em seu devido contexto, veremos que ele fala a respeito de não alimentarmos as fogueiras das contendas com as nossas murmurações e maledicências. A ausência de maldizentes fará cessar as contendas. Mas não é sobre isto que vamos falar, e sim da necessidade de alimentarmos o fogo de Deus em nós. Na verdade, o Senhor quer reacender seu fogo em nossos corações, mas tem faltado combustível! Para que um fogo subsista é preciso ser alimentado por algum tipo de combustível. No caso do versículo lido, o combustível é a lenha. Assim, do mesmo jeito que sem lenha o fogo se apaga, havendo lenha o fogo se tornará cada vez mais intenso. Esse princípio tanto é válido para os relacionamentos humanos, quanto para o nosso relacionamento com Deus.

Quando alguém entrega a sua vida a Jesus Cristo e vive uma experiência pessoal com ele, algo como que um fogo de Deus aquece o seu coração. A pessoa se sente renovada, alegre, cheia de vigor espiritual, disposta a enfrentar qualquer desafio, obstáculo ou dificuldade. Por causa desse combustível celestial, essa pessoa será capaz de vencer adversidades, vícios e as forças das trevas. Há um fogo santo ardendo naquele coração! Este Fogo é a ação do Espírito Santo de Deus no coração do regenerado. Por isso ouvimos a exortação do apóstolo Paulo em I Ts 5.19: “Não apagueis o Espírito”. Aos que abandonaram esse ardor o Senhor exorta em Ap.2.5: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras”. Lamentavelmente o fogo do Espírito Santo tem se apagado no coração de muitos crentes depois anos de caminhada e pelas mais diversas razões.  Quando não alimentamos esse fogo com a lenha necessária, os ventos das dificuldades, das perdas, das tribulações, do ativismo, da sobrecarga das demandas da vida e da própria religiosidade mecânica podem apagá-lo. A consequência da ausência desse fogo santo pode ser percebida na vida prática de muitos.

A Falta desse combustível no coração dos crentes os torna mornos, indiferentes, infelizes, desanimados e difamadores do seu Senhor. Em Ap. 3. 16 o Senhor diz: “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te de minha boca”. Será que Existe esse combustível capaz de reacender o fogo de Deus em nossos corações?  A resposta é sim! Conseguimos listar pelo menos cinco combustíveis: O Combustível da Adoração; O Combustível da Oração; O Combustível da Palavra de Deus; O Combustível da Comunhão; E O Combustível do Testemunho pessoal! O que o princípio trazido pelo texto lido no inicio nos leva a refletir? Deixe que o Espírito de Deus sonde o seu coração. Como está a temperatura do fogo do Espírito Santo em seu interior? Será que não está faltando combustível nesse fogo? Será que você pode identificar o tipo de lenha ou combustível que está faltando? Adoração, Oração, Leitura da Palavra de Deus, Comunhão, Testemunho Pessoal. Quem sabe a coisa está tão séria que está faltando tudo isso junto? Disponha-se a abastecer esse fogo com a lenha que falta, ainda hoje, e uma grande transformação começará a acontecer. Essas práticas devem ser encaradas como privilégios e não como obrigação ou dever de casa, não esqueça: Sem lenha, sem combustível o fogo se apaga! Atentemos! Nadia Malta


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Meditação/Nadia Malta/QUE O SENHOR OUÇA O NOSSO CLAMOR!

 QUE O SENHOR OUÇA O NOSSO CLAMOR!

“Ao SENHOR ergo a minha voz e clamo, com a minha voz suplico ao SENHOR. Derramo perante ele a minha queixa, à sua presença exponho a minha tribulação. Quando dentro de mim me esmorece o espírito, conheces a minha vereda. No caminho em que ando, me ocultam armadilha. Olha à minha direita e vê, pois não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse. A ti clamo, SENHOR, e digo: tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes. Atende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem.”. Salmos 142                                                            


O salmista Davi aqui como em muitas outras passagens dos salmos apela para o socorro de Deus. Embora não saibamos ao certo a situação histórica que gerou essa súplica, sabemos que ele foi um homem de muitos combates. O livro dos salmos é a grande escola de oração da Bíblia sagrada. Ali encontramos as mais sinceras orações que brotaram de corações absolutamente rasgados diante do Pai celestial. É na hora das dores mais atrozes que as nossas máscaras caem e nos desnudamos perante o Senhor. Há momentos que o melhor que temos a fazer é recolher o braço de carne e dar um basta às tolas tentativas humanas para resolver os embates. Aquietar-nos na presença de Deus e esperar como o profeta Habacuque a resposta dele à nossa queixa é o melhor que temos a fazer nessas horas de agonias profundas.

A antiga canção popular diz que “há dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”. Vezes sem conta nos sentimos assim! A sensação de desamparo aqui acolá nos embosca nos deixando completamente impotentes. Aí, é quando o próprio Davi em outro salmo nos diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará!”. Ou ainda, atentemos para as palavras de outro salmista: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra!”. Na oração que gerou este salmo o salmista manifesta sentimentos que são nossos velhos conhecidos: Ele sente-se encarcerado, com seu espírito esmorecido; Ele não encontra nenhum lugar onde possa se refugiar. Ele anseia por socorro do céu. Quantos de nós já não temos nos sentido assim à semelhança do salmista?

Qual o  Resultado da queixa do salmista:  Ele encontra refúgio em Deus. Por pior que seja a tribulação o Senhor é o nosso alto refugio. O salmista expõe aquilo que o aflige. Exponhamos também exaustivamente aquilo que nos aflige diante do Senhor. Choremos as nossas dores e deixemos que o Senhor ao seu tempo nos console e acuda. Sim, porque Ele vem em nosso auxílio. Nada substitui o entrar em nosso quarto e falar ao nosso Pai que vê em secreto e Ele que vê em secreto nos recompensará!  Clamemos ao Senhor, a resposta vem! A resposta do Senhor gera ações de graças e testemunho.  Confiemos tão somente Nele! Nadia Malta

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Meditação/Nadia Malta/PRECISAMOS CRER PARA RECEBER!

 PRECISAMOS CRER PARA RECEBER!

E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis”. Mateus 21.22.

                                                                              


O episódio da figueira que secou ao ser condenada por Jesus, logo após procurar figos nela e não encontrar é narrado por dois dos evangelistas: Mateus e Marcos. Curiosamente, mesmo sendo o segundo evangelho, o menor dos quatro, seu autor traz mais detalhes sobre o episódio vivido por Jesus. Enquanto Marcos se detém no fato de que a figueira não tinha figos e somente folhas, porque não era tempo de figos. O Espírito Santo nos leva a narrativa de Mateus que foca mais na fé geradora de resultados visíveis, que na própria frutificação da figueira, bem como no impacto que as palavras de Jesus tiveram no coração dos discípulos. Temos falado exaustivamente sobre confiança em Deus, sobretudo, em um tempo em que a maioria dos cristãos além de não gostar de estudar as Escrituras, comem tudo que tem sido servido ali e acolá sem submeter ao crivo da palavra de Deus.

Gostaria hoje de fazer mais uma aplicação específica da Palavra viva de Deus que deve ser recebida com temor e tremor: Essa palavra viva é geradora de uma fé verdadeira que produz resultados visíveis e é isso que precisamos experimentar. Quero deixar bem claro que não estou falando de evangelho de prosperidade ou do triunfalismo ufanista dos seguidores do positivismo determinista, mas de uma fé verdadeira, operante associada à vontade de Deus não a do homem. Será que tudo que pedirmos seremos atendidos? Ou será que há um critério sob o qual devemos interpretar esse “tudo” mencionado pelo texto lido? Para entendermos um texto bíblico precisamos colocá-lo à luz de outros textos da Palavra de Deus. Se retaliarmos um versículo, corremos o risco de fabricar heresias. Certamente o texto lido é um dos mais citados pelos líderes da prosperidade irresponsável e um dos mais mal interpretados também. O povo de Deus precisa se tornar ousado em sua fé e essa fé tanto para salvação quanto para a vitória vem pelo ouvir a Palavra do Senhor. Correr atrás de vitórias sem intimidade com o Senhor por meio de Cristo é correr atrás do vento. Ainda que essas vitórias sejam um direito nosso como povo da aliança, elas precisam ser conquistadas através de uma vida de testemunho, obediência e comunhão com o Senhor. E para isto montes precisam ser tirados do caminho e o maior deles é sem dúvida o monte da incredulidade.  

O autor de Hebreus diz que um perverso coração de incredulidade pode nos afastar do Deus Vivo. O apóstolo Paulo diz em: Romanos 12.1,2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. O cristão não pode perder de vista que a vontade de Deus é sempre boa, agradável e perfeita. Quaisquer coisas que pedirmos que não se encaixe nesses três adjetivos não vêm de Deus. Muitas vezes lutamos por algo que até pode ser classificado como bom ou agradável, mas se não for perfeito, certamente não vem de Deus. Nada que não possa glorificar a Cristo vem de Deus! Termino com um pensamento do reformador Lutero, ele  disse: “Qualquer ensinamento que não se enquadre na Bíblia deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias!”. Nadia Malta

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