quinta-feira, 17 de junho de 2021

Meditação/Nadia Malta/ATÉ MESMO A LIBERDADE PRECISA DE EQUILÍBRIO!

 ATÉ MESMO A LIBERDADE PRECISA DE EQUILÍBRIO!

                                                                                   


Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. Gálatas 5.1, 13. 


No contexto, o apóstolo Paulo confronta seus leitores da região da Galácia que estavam se deixando levar pela ação dos judaizantes daqueles dias. Eles queriam obrigar os gentios a se circuncidarem para só então se tornarem cristãos. Nos versículos citados o apóstolo Paulo chama a atenção para duas verdades: Eles precisavam se revestir da nova liberdade em Cristo e não se deixar levar outra vez por nenhum jugo de escravidão; E Deveriam também ter cuidado para não se deixar levar pela carnalidade.  Desde os dias antigos que muitos falsos ensinos têm entrado sorrateiramente pelas igrejas com o fim de perverter a sã doutrina na cabeça dos mal instruídos. Essa ação maligna é orquestrada pelo adversário, usando seus inúmeros secretários com o fim de trazer prejuízo e embaraço à causa do Reino.

Dentre esses ensinos encontramos tanto à escravidão de usos e costumes, quanto o extremo oposto que é a liberdade associada à carnalidade. São extremos que devem ser evitados e combatidos com veemência dentro das comunidades. Deve prevalecer o equilíbrio! Nesses dias falamos sobre algo que deve balizar o nosso viver em comunhão: Unidade no que é essencial; Liberdade no que não é; e Caridade para com todas as pessoas e suas percepções equivocadas. Contudo, essa caridade não significa pactuar com falsos ensinos e as heresias anunciadas. Tenhamos em mente que se o Senhor não abrir o nosso entendimento, de modo nenhum compreenderemos seus ensinos. A própria palavra de Deus diz por meio do autor de Eclesiastes que “a moderação em tudo é boa”. Ensino reforçado pelo apóstolo Paulo em vários dos seus escritos. Até mesmo a liberdade precisa de equilíbrio.

Quanta intemperança em nosso meio! Tenho ouvido muitas pessoas que apesar de terem sido alcançadas visivelmente pela graça salvadora do Cristo, ainda permanecem miseravelmente infelizes. Elas vivem subjugadas por doutrinas manipuladas dolosamente pelos que querem aprisionar suas almas para si. Novamente chamo a atenção para a prudência dos cristãos bereanos. Eles iam checar tudo que ouviam nas pregações para ver se as coisas se passavam realmente daquela forma. “Coisas espirituais se discernem espiritualmente”! O que aprendemos aqui? Há os que transformam em libertinagem a graça de Deus. Diz o apóstolo Paulo: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas me convém. Todas as coisas são lícitas, mas não me deixarei levar por nenhuma delas”! Livres dos grilhões do mundo com suas teias do engano podemos fazer a vontade de Deus! LIBERDADE NÃO É LIBERTINAGEM! Atentemos! Nadia Malta

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Meditação/Nadia Malta/SEJAMOS ABENÇOADORES!

 SEJAMOS ABENÇOADORES!

                                                                                    


Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um”. Colossenses 4.5,6. 


Esta epístola traz muitas advertências em relação aos erros doutrinários trazidos pelos judaizantes.  Na verdade esse é o grande propósito de ter sido escrita. Os versículos citados trazem algumas instruções que não podemos perder de vista: O cuidado com o testemunho aos não cristãos; O cuidado em aproveitar as oportunidades de anunciar o Cristo; O cuidado com o falar. O apóstolo Paulo continua as suas instruções pertinentes à nova vida em Cristo. Ele fala sobre a maneira que a nova criatura deve andar. Fala das inclinações que devem ser desprezadas e as virtudes que devem ser cultivadas. Na seqüência ele fala do proceder em família e aqui ele chama a atenção quanto ao trato com os que são de fora. Somos chamados a um viver que não escandalize os que não conhecem o Cristo. Será que temos conseguido?

Essa última instrução é seriíssima! O Senhor Jesus disse que: “É inevitável que venham os escândalos, mas ai daqueles por intermédio de quem vem os escândalos”! Aqueles que são chamados a servir ao Senhor não representam a si mesmos, mas a Ele. Como o nome do Senhor e seu Santo Evangelho têm sido denegridos pela postura de muitos! A responsabilidade de sermos chamados de filhos é grande! Por outro lado será que todos aqueles que dizem : “Senhor, Senhor” entrarão no Reino? Receio que não, pois todo aquele que de fato é de Deus, mesmo ainda em crescimento, anda numa sintonia diferente do mundo. De repente somos a única Bíblia que alguém terá contato. Somos observados por homens e por anjos. Anjos eleitos e caídos. E esses últimos são a grande torcida contra sempre à espera de um tropeço ou queda da nossa parte. Por isso é tão importante a oração e a vigilância constantemente. Nem sempre conseguimos uma aprovação diária da parte de Deus, mas a presença do Santo Espírito em nós acende o alarme e nos constrange a voltar ao prumo do Pai. Não podemos esquecer que fomos chamados para ser sal, luz, perfume e cartas vivas!

O que aprendemos aqui? No texto citado o apóstolo Paulo nos instrui quanto ao trato com os de fora. Que aproveitemos ao máximo as oportunidades de anunciar o Cristo não apenas com palavras, mas, sobretudo, com ações concretas, visíveis. Ele foca em um falar sadio. Que a nossa palavra seja sempre agradável temperada com sal, que possamos transmitir graça aos que ouvem. Que as nossas respostas sejam sábias. Que possamos refletir o Cristo em palavras e ações. Que elas estejam em consonância!  É certo que a obra não acabou em nenhum de nós, do contrário não estaríamos mais aqui! Colaboremos com o Santo Espírito nessa obra santificadora em nós! Vivamos de maneira que abençoe os que estão ao nosso redor! E que tudo seja para a glória do nosso Cristo hoje e eternamente.  Sejamos abençoadores! Nadia Malta

terça-feira, 15 de junho de 2021

Meditação/Nadia Malta/OUVE O NOSSO CLAMOR, Ó SENHOR!

 OUVE O NOSSO CLAMOR, Ó SENHOR!

                                                                                          


O meu espírito se desanima; o meu coração está em pânico. Eu me recordo dos tempos antigos; medito em todas as tuas obras e considero o que as tuas mãos têm feito. Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova”. Salmos 143.4-7. 


Este salmo de Davi é uma súplica por libertação. Este salmo fala em perseguições. Em maquinações contra os fiéis. A angústia íntima do salmista nos soa familiar. Quanta dificuldade temos vivido nos últimos tempos! Quantas perseguições temos sofrido! Muitas vezes os inimigos do homem são os da sua própria casa e aqueles do meio de sua parentela. Davi experimentou isso no passado e deixou registrado para que sejamos encorajados a seguir! Em vários lugares da terra os servos de Deus têm sido perseguidos e assolados. A grande perseguição aos cristãos começa a se alastrar sobre a terra! Nesses dias um artigo de um jornalista da Revista Veja chamou os cristãos de: Essa Gente incômoda!

Será que as palavras do salmista nos soam familiares? Imagino que sim! Todos nós estamos numa medida ou noutra sendo fustigados por muitos embates. E estamos todos carecidos que a graça seja abundante sobre nós para que possamos ser fortalecidos, sustentados e firmados em Deus em meio às lutas. A sensação é que estamos dentro de um túnel estreito e ele se torna cada vez mais estreito ao ponto de nos comprimir! Mais uma vez olhamos para a Palavra de Deus! Este salmo é uma súplica por libertação. Por que essas palavras foram registradas? Para que sejamos instruídos e edificados. Para que saibamos que o Caminho se torna cada vez mais apertado à medida que caminhamos nele. Ao final encontraremos uma Porta igualmente estreita pela qual passaremos! A pergunta é: Passaremos? Com a graça nos assistindo esperamos que sim! Leiamos todo este salmo. Há muito a aprender aqui. As experiências dos servos do passado não eram diferentes das nossas. Eles não apregoavam um triunfalismo ufanista como se a fé nos isentasse de atravessar desertos. Muito pelo contrário, suas experiências foram registradas para que sejamos encorajados a seguir apesar dos percalços.

Sim, ao final venceremos, pois já lutamos em vitória! Estamos do lado daquele que é Vencedor por excelência. Creiamos e sigamos na força que o Senhor supre! Sentimos vontade de desistir? Muitas vezes, mas a ordem é seguir. À esmo? Claro que não! Somos convocados a seguir a Ele, o Cristo! E aqueles que desistem entristecem o seu coração! O amor dele por nós é tão grande que ele se deu, morreu de amor por nós! E assim, se nada nos encoraja a seguir, hora de parar e olhar para a cruz do calvário! De lá brotará a nossa motivação e força! O que aprendemos aqui? A experiência do salmista é espelho para nós. Desânimo, pânico essas palavras lembram alguma coisa? São estados de alma bem conhecidos da maioria de nós. O salmista pára no seu abatimento e se recorda daquilo que Deus já fez nos dias antigos. O Deus que operou lá atrás pode operar hoje. Façamos das palavras do salmista a nossa própria oração. O Senhor anda conosco, não estamos sozinhos, coragem!  Nadia Malta

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