terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Meditação/Nadia Malta/FILHOS DA GRAÇA OU FILHOS DA DESGRAÇA?


FILHOS DA GRAÇA OU FILHOS DA DESGRAÇA?
                                                                                   

Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar; para que o SENHOR não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira”. Provérbios 24.17,18.                                                 

Quanto anseio maligno abrigado em nossos corações contra os nossos semelhantes, misericórdia! O autor de provérbios traz palavras que nos fazem estremecer nas bases! Se o nosso inimigo cai, tropeça e nos regozijamos, isto desagrada o Senhor. E ele desviará do nosso inimigo a sua ira. Advinha para cima de quem? Ao Senhor pertence à vingança, não a nós. Isso é sério demais! O texto nos leva a algumas reflexões importantes acerca de nossas próprias posturas enquanto cristãos professos, em relação aos nossos semelhantes. E ao refletir sobre essas posturas se formos absolutamente sinceros conosco veremos o quão distantes estamos do padrão de Deus! Lamentavelmente! Sabemos que o Senhor é misericórdia e também justiça. Bondade e severidade são lados da mesma moeda! Contudo, Ele não autorizou seus filhos a aplicarem a sua severidade. Antes fomos chamados para ser santos e misericordiosos como Ele é Santo e Misericordioso. Quantas vezes desejamos que descesse fogo do céu e consumisse os nossos adversários! A velha natureza é sempre evidenciada quando estamos em litígio com alguém. É nessas horas que emerge de nós o que temos de pior! “Cheios de razão”, sempre tendemos a querer justiça de Deus para os outros e a sua graça para nós! Manifestamos o DNA de filhos do trovão ao proferir imprecações contra os nossos inimigos. João que antes era chamado de Filho do Trovão e quis pedir fogo do céu sobre Samaria, transformou-se em apóstolo do amor. 

Temos visto com tristeza no meio dos que se dizem servos a prevalência da ação dos “Filhos do Trovão”. Não precisamos sair dos guetos eclesiásticos para encontrá-los, aliás, não precisamos nem sair dos nossos próprios lares. Às vezes quem mais manifesta essa postura é quem vemos no espelho! Esquecemos que as situações experimentadas por nós dentro e fora dos nossos redutos, dentro e fora dos nossos lares são oportunidades dadas por Deus para exercitarmos a graça e a misericórdia que recebemos apesar de nós! O que realmente merecíamos era que descesse fogo do céu e nos consumisse. Esquecemos que as misericórdias do Senhor renovadas sobre nós, manhã após manhã são a causa de não sermos consumidos. O que temos visto? Maridos amaldiçoando esposas e vice versa, esquecendo-se que são herdeiros da mesma graça de vida, como também da mesma desgraça. Amaldiçoar o cônjuge é se amaldiçoar! Filhos desonrando e amaldiçoando pais e vice versa. Irmãos se digladiando. É. O amor tem realmente esfriado dos corações! Vivemos à espreita, emboscando a queda dos que se opõem a nós para que festejemos. Que cristianismo é este que achamos que praticamos? Coremos de vergonha!  O que temos feito com as ordens do Senhor: De andar a segunda milha? De dar também a túnica ao que nos tira a capa? De espalhar brasas vivas sobre a cabeça do inimigo saciando-lhe a fome e a sede? De oferecer a outra face? De sermos benignos e compassivos até com os ingratos e maus? De amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem?  Confessemos diante de Deus as palavras malditas proferidas por nós contra os nossos semelhantes! Palavras são bumerangues! Sempre voltam para nós!

Tenhamos cuidado com as inclinações da nossa carne, elas dão para a morte! As armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas, anulando nós os sofismas que nós mesmos proferimos! Por que oramos e não vemos respostas? Por causa da malignidade abrigada nos porões escuros da nossa carnalidade! O padrão de Cristo é altíssimo e a sua ordem é perdoar 70 x 7, detalhe, por dia! Ainda há tempo de mudar a rota e nos transformar em discípulos do amor! Tenhamos cuidado para não sermos irremediavelmente desmascarados pelos nossos pecados!  Que a transformação comece em cada um de nós! Que sejamos transformados de filhos da desgraça em filhos da graça e para isto precisamos aprender com o Espírito Santo a andar no sobrenatural de Deus! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Meditação/Nadia Malta/O SENHOR QUER ABRIR OS NOSSOS OLHOS!


O SENHOR QUER ABRIR OS NOSSOS OLHOS!
                                                                                     
E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.”.  Marcos 10.46-52. 

O Senhor nos chama à recuperar a visão! Muitos ao longo do caminho têm perdido a visão e andam a esmo! Marcos, mesmo sendo o menor dos evangelhos, consegue trazer detalhes sobre determinadas situações que os outros evangelistas não conseguem. Coisas do Espírito Santo! O texto é dos mais conhecidos e conta a história de Bartimeu, o cego de Jericó. Não sabemos a razão que o fizera perder a visão. Havia outros cegos, inclusive de nascença, mas este um dia havia enxergado e por alguma razão que desconhecemos perdera a visão e à beira do caminho esmolava. A história deste cego é para mim inspiradora por várias razões. Gosto da sua consciência do real senso de necessidade. Gosto da prontidão e da rapidez com que busca o Cristo. E mais ainda da rapidez de sua resposta objetiva ao ser indagado sobre o que queria que o Senhor lhe fizesse. Aquele cego era alguém conhecido e deveria fazer parte do povo da aliança. O texto diz que ele se chamava Bartimeu e era filho de certo Timeu. Ou seja, era alguém conhecido, além do que deveria ser um filho da Aliança, pois conhecia o Título messiânico de Jesus: Filho de Davi! Era alguém da vizinhança. Ele não era cego de nascença. Ele pede para tornar a ver.

Certa vez conversei com um oftalmologista acerca deste texto. Perguntei-lhe sobre as razões que levam alguém a perder a visão. Aquele jovem médico me trouxe uma lista enorme de razões, mas duas delas me chamaram a atenção: O excesso de determinados tipos de luz incidindo sobre os olhos sem proteção (a luminosidade produzida pelas soldas, por exemplo) e a ausência total de luz. Aqui cabem algumas perguntas: Por que muitos são atraídos por determinados tipos de luminosidade, mesmo sabendo que elas podem lhes tirar a visão? Por que a verdadeira Luz, que é o Cristo é repulsiva para outros que preferem permanecer na escuridão? Por que outros ainda, mesmo tendo andando por certo tempo no Caminho Luminoso preferem o caminhar marginal e trôpego das sombras? A resposta para a todas as perguntas é uma só: O prazer fugaz do pecado pede escuridão, anonimato. Esses esquecem que a Verdadeira Luz é perscrutadora e reveladora! Nada lhe fica oculto! Aquele cego não perde a chance de clamar pelo Filho de Davi e é objetivo quanto à sua real necessidade. E ainda larga aquilo que era a sua aparente segurança. Ele por alguma razão perdera a visão, mas ao ouvir que Jesus se aproximava não perdeu tempo e clamou por Ele. Felizmente há os que mesmo tendo perdido momentaneamente a visão, têm a chance de ouvir Jesus passar e conseguem gritar por Ele! E o que é melhor, são ouvidos por Ele! Perderam a visão física para a ganhar a espiritual.

É inevitável aqui não compararmos esta situação com a de muitos que até “Corriam bem, mas do Senhor, longe agora vão!”. O que aconteceu? O que os levou à miopia e conseqüentemente à cegueira? Na situação que chegara a sua única segurança era a sua capa e ele a lança de si e de um salto vai ter com o Senhor. Que aqueles que perderam a visão, possam ouvir o Cristo, lançar de si as suas velhas e surradas capas. Que de um salto possam ir ter com o Cristo e tenham sua visão restaurada! Não importa a razão da nossa cegueira, clamemos pelo Cristo e Ele nos ouvirá. Resistamos à oposição da multidão, o propósito dela e é nos desviar do Cristo. Sejamos objetivos quanto à nossa real necessidade e digamos isto a Jesus. Larguemos as nossas capas e o sigamos. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


domingo, 20 de janeiro de 2019

Meditação/Nadia Malta/VISTORIEMOS A NOSSA CONSTRUÇÃO ESPIRITUAL!


VISTORIEMOS A NOSSA CONSTRUÇÃO ESPIRITUAL!
                                                                              
Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.”. Lucas 6.46-49. 

Assim como a nossa casa física precisa periodicamente ser vistoriada para se fazer algum reparo necessário, a nossa casa espiritual também! O texto lido faz parte do Sermão do Monte e aqui Jesus chama a atenção dos seus ouvintes para a necessidade de estar em obediência. Chamá-lo de Senhor implica em dar a ele o senhorio de nossas vidas! Jesus usa aqui a ilustração da casa bem alicerçada para ensinar à respeito da casa espiritual, mesmo sujeita à reveses, se mantém de pé. Aqui encontramos duas ilustrações à respeito dos que chamam Jesus de Senhor. Primeira Ilustração: Aquele que o ouve e o obedece é o construtor prudente. Casas bem alicerçadas são resistentes! Em nossa vizinhança alguns prédios altos estão sendo construídos, mas para que as construções fossem iniciadas foi necessário vistoriar as casas em volta para ver se aguentariam o impacto do bate estacas. Como as edificações seriam muito altas, as estacas (grandes colunas de ferro) seriam colocadas em grande quantidade e muito profundas. Cada vez que uma estaca estava sendo batida a nossa casa e as demais estremeciam. Contudo, apesar do forte impacto que sofremos por muitos dias consecutivos, permanecemos de pé!

Construções sólidas tem seus fundamentos profundos. Esta é a ilustração feita pelo Senhor à respeito das edificações espirituais daqueles que confiam Nele e lhe obedecem. Ouvir a Palavra de Deus e negligenciá-la é arranjar uma grande encrenca. Somos comparados a uma construção, resta saber que tipo de construção. Os dias em que vivemos demandam fé e obediência, talvez mais que em qualquer outra época. A Vinda do Cristo se avizinha, precisamos estar bem firmados.  São muitas as enchentes, os vendavais e toda sorte de adversidades que se levantam contra nós. Sem contar com os “bate estacas” da vida que nos surpreendem a cada momento nos fazendo estremecer. Tudo concorre para nos fazer esmorecer na fé e derrubar a nossa estrutura espiritual. O nosso alicerce precisa estar bem fundamentado sobre a Rocha que é o próprio Cristo. O Senhor começa o texto com uma pergunta que nos faz parar para pensar: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”. Reflitamos sobre como lhe responderemos!

Segunda Ilustração: Aquele que o ouve e não o obedece é o construtor imprudente. Lemos a Palavra, decoramos versículos, mas rejeitamos a sua prática. É como se comêssemos cardápios e esperássemos ser nutridos, como disse certo ministro da palavra. Temos ouvido a Palavra e tendido a garimpar versículos que respaldem os nossos desejos carnais. Rejeitando aqueles que pressupõem consertos e mudanças efetivas. Queremos as bênçãos, mas não o compromisso com o Senhor das bênçãos! Chamar Jesus de Senhor significa que Ele tem o senhorio de nossa vida. Significa que Ele requer obediência e fé. A letra do velho hino diz: “Quantos que corriam bem, de ti longe agora vão!”. O que aconteceu com esses? Creio que fizeram uma péssima edificação. Suas casas não tinham alicerces profundos eram edificações na areia, poderiam até ser belas por fora, mas a estrutura era frágil. Seus construtores não cavaram profunda vala para encontrar a Rocha e ali edificar a sua casa. Quando os rios transbordam, quando os ventos açoitam e as tempestades descem com a sua fúria arrastam o que não tem base sólida.  Todos nós mais cedo ou mais tarde enfrentamos intempéries. Sabemos que elas passam, resta saber o que ficará de pé! O coração anda triste com tudo que tenho visto e ouvido, sobretudo, no meio dos que se dizem cristãos. Quanta fragilidade nas construções espirituais! Misericórdia! Ansiamos pela Vinda do Cristo, mas quando Ele vier “porventura, achará fé na terra?”. O que Ele encontrará de pé? Que paremos para vistoriar a nossa construção espiritual, ainda dá tempo de fazermos os consertos necessários! Que possamos buscar a profundidade dessa Rocha Eterna.  Deixemos de transitar na superficialidade! Que o Senhor nos fortaleça, ajude e sustente até chegarmos ao Destino! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


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