terça-feira, 15 de março de 2022

Meditação/Nadia Malta/MEDITEMOS NOS AGIRES SOBERANOS DE DEUS!

 MEDITEMOS NOS AGIRES SOBERANOS DE DEUS!

Veio a palavra do Senhor, segunda vez, a Jonas, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo. Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor . Ora, Nínive era cidade mui importante diante de Deus e de três dias para percorrê-la. Começou Jonas a percorrer a cidade caminho de um dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. Chegou esta notícia ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco e assentou-se sobre cinza. E fez-se proclamar e divulgar em Nínive: Por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água; mas sejam cobertos de pano de saco, tanto os homens como os animais, e clamarão fortemente a Deus; e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez”. Jonas 3:1-10. 


Queremos graça para nós e justiça para os pecadores à nossa volta. Fazemos longas orações imprecatórias pedindo que o Senhor desça fogo do céu e consuma nossos inimigos. Esquecemos que eles não sabem discernir a mão direita da mão esquerda como os habitantes de Nínive dos dias do profeta Jonas. Ao Senhor pertence a vingança, não a nós. “A ira do homem não produz a justiça de Deus!”. Deus espera que recobremos a consciência cumpramos as suas ordens. Mesmo apesar da má vontade de Jonas a pregação foi o que poderíamos chamar de um sucesso. Todos se arrependeram do maior ao menor e mudaram a rota da vida. A Palavra do Senhor cumpre o propósito para o qual foi designada. O livro profético de Jonas tem muito a nos ensinar sobre os agires soberanos do nosso Deus. Na vida de um servo de Deus até quando tudo dá errado, dá certo do ponto de vista de Deus.

Jonas odiava os ninivitas, não queria ser um instrumento de salvação para eles, tentou fugir de Deus e de sua ordem, mas ao voltar a fazer a vontade do Senhor é surpreendido com a mudança no coração daquele povo. Não era bem isto que Jonas tinha em mente, é possível que ele ao anunciar a mensagem de juízo quisesse que eles continuassem em sua malignidade para ver o julgamento de Deus descer pesado sobre eles. Mas não foi isso que aconteceu. Houve arrependimento e mudança de rota, pelo menos nos dias de Jonas. As coisas nunca são do jeito que queremos, mas do jeito de Deus. Ele é soberano e faz como quer. Deus retém a punição quando o homem rebelde ouve a sua voz e o obedece. A situação dos ninivitas traz à lume a antiga indagação: Afinal, Deus se arrepende ou não? A resposta é: Sim e Não! O arrependimento dele diz respeito a reter a punição decretada caso o homem rebelde ouça a sua voz e mude a conduta obstinada e contumaz.  Foi o que aconteceu com os Ninivitas dos dias de Jonas. Contudo, o Senhor não se arrepende de suas ordenanças, leis, mandamentos e decretos, como também de suas promessas feitas aos seus.

O que foi requerido por Deus de Jonas que também pode ser aplicado a nós? Tudo que temos a fazer é ouvir e obedecer a sua voz, o mais Ele fará! Quem somos nós para discutirmos com o Senhor? Ordem de Deus, escolha de Deus e obediência a Deus são inegociáveis! Por que os Ninivitas, sendo tão malignos? Por que não os Ninivitas? Ninivitas arrependidos, condenação suspensa! Graça derramada! Sejamos graciosos com os “Ninivitas” à nossa volta! Depois de Jonas se irar mais uma vez por causa da misericórdia de Deus derramada sobre os Ninivitas ele vai se refugiar fora da cidade amuado debaixo de um abrigo feito por ele. Deus em sua graça faz nascer um arbusto para dar-lhe sombra. Ao final do livro diz que ele ficou ali para ver o que aconteceria a cidade. Nadia Malta

segunda-feira, 14 de março de 2022

Meditação/Nadia Malta/QUE DEUS NOS USE APESAR DE NÓS!

 QUE DEUS NOS USE APESAR DE NÓS!

 “Cheias as vasilhas disse ela a um dos filhos: chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou”. II Reis 4.6. 


Há um propósito para o derramar  de Deus sobre os cristãos. O texto conta a história de certa viúva de um dos discípulos dos profetas, que não tendo como sustentar a sua família recorreu ao profeta Elizeu. Aquele profeta como um líder espiritual sensível, consciente e responsável, acode a mulher e seus filhos milagrosamente trazendo multiplicação sobre o que ela já possuía: uma botija de azeite. O versículo praticamente encerra o relato dizendo que o azeite parou quando todas as vasilhas disponíveis estavam cheias e não havia mais vasilhas. Até então, houve um derramar sobrenatural de azeite e é sobre isso que gostaria de falar.

Temos ouvido sobre a necessidade de avivamento na igreja em dias que antecedem a Segunda Vinda de Cristo. O que é Avivamento? Avivamento é governo de Deus sobre o homem, é transbordamento da alegria do primeiro amor no coração do crente, é Deus ocupando todos os espaços em nossos corações. É compulsão por santidade de vida com o único propósito de agradar a Deus. É serviço eficaz, é mudança radical de vida. É a manifestação de uma fé viva e frutífera. É comunhão uns com os outros. É tremor e temor na presença do Senhor. Aprendemos aqui que avivamento é também enchimento para todos os vasos disponíveis para Deus. Os daqui e os vasos vizinhos. Os que já estão e os que ainda chegarão. Em At 2.39 diz: “Pois essa promessa é para vocês, para vossos filhos e para todos os que estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, o nosso Deus chamar”.

O que o texto ensina? A botija do azeite de Deus está sendo derramada, não perca a oportunidade; não desperdice azeite. Esse derramar é sobrenatural, para receber precisamos crer. O azeite não é para poucos privilegiados, mas para todos os que estiverem disponíveis para Deus.  Precisamos nos esvaziar para ser cheios. O azeite que já temos será multiplicado para a glória de Deus. O derramar de Deus sobre nós serve para nosso sustento espiritual. Capacita-nos a ser frutíferos para a sua obra. Fortalece-nos na hora da prova, para que sejamos despenseiros da multiforme graça de Deus. Faz-nos ousados e obedientes às ordens do Senhor. Esse derramar não é para ser retido. Somos devedores de Deus. O Versículo 7 diz; “Então, foi ela e fez saber ao homem de Deus; ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto”. Nadia Malta

domingo, 13 de março de 2022

Meditação/Nadia Malta/QUE O ESTANDARTE DO REI SEJA VISTO SOBRE NÓS!

 QUE O ESTANDARTE DO REI SEJA VISTO SOBRE NÓS!

                                                                                  


 Leva-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim é o amor!” Cantares 2.4. 


Busquemos a verdadeira intimidade com o Senhor e a vida abundante que ele prometeu. O povo de Deus de uma maneira geral tem andado numa aridez que assusta. Sobretudo, quando se fala em prosperidade e abundancia. Há sempre uma interpretação absolutamente espúria a respeito desses temas.  Creio que a culpa desse engano seja a multidão de pregações que se prolifera em nossos dias, especialmente na igreja eletrônica, salvo raríssimas exceções, claro, que focam naquilo que é material.  Fomos alcançados, gerados de novo para a plenitude de um relacionamento íntimo com o Senhor ressurreto. E esse relacionamento estreito é o maior tesouro que recebemos da parte de Deus, este a traça não rói nem a ferrugem destrói! Se lermos todo o poema veremos inúmeras figuras de linguagem, alegorias e metáforas que são bem próprias da poesia hebraica. Sala do Banquete = lugar da plenitude, da excelência, da honra. Estandarte = insígnia, bandeira, pavilhão que identificava uma tribo ou nação.  Não era só o povo do passado que possuía seus estandartes de identificação! Nós, como raça eleita, nação santa também possuímos e esse estandarte é o amor de Cristo sobre a nossa vida como povo da Cruz!

O Estandarte do Amor aponta para a manifestação de atos concretos de caridade (Amor ágape), não a caridade apenas de simplesmente doar coisas, mas, sobretudo, a caridade de doar-se a si mesmo! O que há de tão especial na Sala do banquete? A Sala do Banquete é o lugar da Honra da Excelência; A Sala do banquete é o lugar da Intimidade; A Sala do banquete é o lugar da Comunhão; e A Sala do Banquete é o lugar da Abundancia, da Plenitude. Vale salientar aqui que este pedido foi feito por uma rainha ao seu Rei. Recebemos autoridade para reinar com ele. Fazemos parte da família de Deus. Somos privilegiados.  No lugar da intimidade coisas secretas são partilhadas, pecados são confessados e perdoados, necessidades são expostas. Corações são derramados, vidas são restauradas e libertas. Na Sala do Banquete o Rei é encontrado e poderá mudar a nossa sorte. Separemos um tempo para buscar essa intimidade. Será que temos desfrutado efetivamente dessa comunhão? Comunhão pressupõe proximidade, unidade.

É desejo de Deus sim, que experimentemos o melhor nesta terra, mas isso só acontecerá quando aprendermos a ir à sala do Banquete. E mais uma vez quero deixar bem claro, não falo de bens materiais ou exterioridades, mas de algo que remete às coisas excelentes. Tudo isso só é possível quando vamos à mesa do Rei, quando desfrutamos da sua presença. O Que aprendemos aqui? A verdadeira prosperidade existe e é possível experimentá-la ainda nesta terra. Essa prosperidade não é dinheiro ou bens materiais, isso só nos é legado quando usamos estes recursos para investir no Reino de Deus.  A verdadeira prosperidade só pode ser encontrada na Sala do Banquete à mesa e na presença do Rei. A sala do banquete é o lugar da Honra, da Intimidade, da Comunhão e da Abundancia.  Descobrimos que o resultado da experiência na Sala do Banquete é o Estandarte do Amor que é recebido das mãos do próprio Rei. A Sulamita diz no final do versículo: “E o seu Estandarte sobre mim é o amor!”. Esse estandarte testifica que estivemos na Sala do Banquete. Estandarte como vimos é insígnia de identificação, o Estandarte do amor mostra que pertencemos ao Rei Jesus, é a nossa maior credencial. Estandarte deve ser hasteado no alto para que todos vejam e reconheçam a quem pertence quem o ostenta. Será que este estandarte pode ser visto em nós?  Nadia Malta

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