sexta-feira, 17 de abril de 2026

Meditação/Nadia Malta/ NÃO TEMAMOS, O NOSSO REDENTOR VIVE E CUIDA DE NÓS!

 NÃO TEMAMOS, O NOSSO REDENTOR VIVE E CUIDA DE NÓS!

No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles; mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo”. Lucas 24.14-16. 


Este episódio narrado apenas por Lucas mostra dois dos discípulos de Jesus saindo de Jerusalém depois da morte de Jesus e indo a uma aldeia chamada Emaús. O episódio nos faz parar para pensar sobre aquelas horas amargas de dores e perdas profundas, quando buscamos uma rota de fuga. Sim, nessas horas, tudo que queremos é dar um basta ao sofrimento, embora, ele nos embosque e enlace de maneira tal que não conseguimos enxergar mais nada além da própria dor! E esta não é uma crítica, mas a constatação de uma realidade que nos alcança a todos indistintamente, mais cedo ou mais tarde. Não existem gigantes emocionais! Em uma hora ou outra baqueamos, sim. A pior das dores é a que dilacera a nossa própria carne, por mais que tenhamos fé, que sejamos empáticos e compassivos com a dor do outro. Temos vivido dias assim, de muitas lutas, muitas ausências, múltiplos temores. Há um turbilhão de situações que tem nos assolado de maneira violenta. E nada mais consolador que buscar refúgio na Santa Palavra de Deus. Visitar momentos vividos pelos discípulos do passado com suas experiências peculiares com o nosso amado Senhor e Salvador, nos ajuda e fortalece a fé. É ali que somos além de impactados, também consolados e refeitos para enfrentar as nossas próprias vias dolorosas.

O episódio nos mostra pelos menos três verdades que emergem no meio das nossas dores: Primeira: Tendemos a fugir do local da dor; Segunda: Na hora da dor necessitamos falar sobre o assunto até que ele se esgote; E Terceira: A dor nos impede de enxergar aquele ou aquilo que nos foi enviado para consolar. Aqueles discípulos entristecidos e de certa maneira frustrados pela morte de Jesus, parece que haviam esquecido tudo que Ele dissera sobre aquele acontecimento. Às vezes nos deixamos aprisionar pelas dores de ontem e perdemos a dádiva do hoje! Jesus é a própria Boa Nova. Aqueles discípulos estavam atrasados quanto à ultima novidade. Assim como aquelas mulheres que haviam ido ao tumulo buscar dentre os mortos Aquele que vive pelos séculos dos séculos. A dor e a tristeza tiram a visão da bênção do hoje! Quantas vezes no meio das nossas jornadas dolorosas o próprio Senhor vem e se coloca em nosso meio, através de um amigo ou irmão amado que nos empresta seus ombros ou ouvidos, sem cobranças, para que possamos chorar e escoar a nossa dor! Outras vezes Ele vem silenciosa e invisivelmente nos inundando com a sua consolação, mas a tristeza e as lágrimas nos impedem de reconhecê-lo! Tento me transportar para aquela cena. Quase posso ver aqueles discípulos cabisbaixos, seguindo absolutamente sem esperança, pois a única que tinham havia morrido. Parecia fim da linha para eles! Quantas vezes já  não nos sentimos assim!

Jesus segue com eles e chega o inevitável momento do confronto! Depois de uma aula sobre as Escrituras, Jesus faz menção de seguir adiante, mas foi constrangido a permanecer com eles que lhe pediram: “Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". E só pelo modo inconfundível de partir o pão eles o reconheceram. O que este episódio nos ensina hoje? De nada adianta tentar fugir do local da nossa dor, pois ela nos acompanhará. Sim, falemos das nossas dores e sofrimentos sem nos esquecer de que não estamos sozinhos Ele sempre encontra uma maneira de se colocar ao nosso lado. Tempo de abrir os olhos e enxergar o Cristo que está sempre conosco nos consolando e amparando, do contrário, nem estaríamos mais de pé! A queixa dos discípulos quanto aos últimos acontecimentos, estava desatualizada. Algo novo já havia acontecido: Jesus ressurreto é a grande Boa Nova. Não podemos permitir que nada nos roube a alegria da Ressurreição. Ele vive, nós viveremos! Há esperança para seu povo eleito apesar de todas as dores e perdas do tempo presente. Reflitamos! Nadia Malta

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