segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/NÃO TEMAMOS: ELE ESTÁ VINDO EM NOSSA DIREÇÃO!

 NÃO TEMAMOS: ELE ESTÁ VINDO EM NOSSA DIREÇÃO!

                                                                                        


Soprava um vento forte, e as águas estavam agitadas. Depois de terem remado cerca de cinco ou seis quilômetros, viram Jesus aproximando-se do barco, andando sobre o mar, e ficaram aterrorizados. Mas ele lhes disse: "Sou eu! Não tenham medo!". João 6.18-20. 


 Jesus aqui e acolá apela para a Pedagogia da Tempestade. Aliás, este método tem sido usado pelos séculos dos séculos. Cada um dos três evangelistas que narra o episódio traz um detalhe específico. É interessante ler os relatos completos de Mateus, Marcos e João para que tenhamos uma ideia do ensino que Jesus desejava ministrar. Temos sido assolados com rijos ventos e grandes ondas. Temos a exata impressão que iremos submergir tragados pela voragem do mar de aflições pela qual temos passado. Sem falar que muitas vezes as nossas emoções confundem o Senhor com fantasmas. Para onde nos viramos encontramos cristãos gemendo pela natureza das tribulações experimentadas. São enfermidades graves, não diagnosticadas pela medicina dos homens. São perdas de todo tipo. A lista na verdade é imensa e já falamos sobre isto em textos passados. Sem falar nesta pandemia que tem se abatido sobre todo o planeta, deixando um rastro de mortes sem precedentes!

No momento gostaria de me reportar aos ensinos de Cristo usando essa metodologia tão dolorosa. Mateus diz no seu relato que foi o próprio Jesus que compeliu seus discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto Ele ficara sozinho para orar. Na verdade o Senhor os enviou para o centro da tempestade. O teor daquela oração de Jesus não se sabe, mas será que não estaria ele clamando pelos seus discípulos para que fossem aprovados naquela dura lição? O próprio Senhor vai ter com eles no meio da madrugada e é confundido com um fantasma.

Pedro em sua impetuosidade desafia o Senhor dizendo: “Se és tu mesmo, manda que eu vá ter contigo por sobre as águas” e Jesus disse: “Vem!”. Contudo Pedro se assusta com a força do vento e começa a submergir. Jesus o acode, mas repreende a sua dúvida. E não tem sido assim conosco? Somos tão parecidos com Pedro! O que esta tempestade atual pode nos ensinar? As horas dramáticas sempre avultam aquilo que tão cuidadosamente tentamos disfarçar: Medos, dúvidas, incredulidade, impetuosidades, visões equivocadas e tantas outras coisas. Jesus quer que aprendamos e no meio dos nossos terrores, Ele grita: “Tende bom ânimo! Sou Eu não temais!”. Com Ele chegaremos em segurança à outra margem, ao nosso destino! Nadia Malta

domingo, 13 de dezembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE REALIZAR A OBRA DE DEUS!

TEMPO DE REALIZAR A OBRA DE DEUS!

                                                                             


Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado”. João 6.28,29.


O capítulo todo é muito rico e daria uma infinidade de mensagens. Aqui Jesus multiplica poucos pães e peixes para  alimentar uma multidão. Anda por sobre o mar. Ele ministra sobre o fato de ser Ele o verdadeiro pão que desceu do céu. E ainda enfrenta a murmuração dos judeus e o abandono de alguns dos discípulos. Todos os acontecimentos do capítulo não fogem ao padrão didático de Jesus. Tudo para ele era motivo de ensino e edificação aos seus ouvintes. Tudo de maneira muito prática. O que nos faz crer que hoje deveria ser diferente? Estejamos atentos aos seus ensinos no meio dos acontecimentos que nos cercam! Nada é aleatório na vida de um cristão, nem foge ao controle de Deus! Olhemos mais uma vez para a pergunta do texto citado, bem como a sua resposta: O que podemos aprender aqui? “Então lhe perguntaram: "O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?”. Jesus respondeu: "A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou".

As explicações de Jesus aos seus ouvintes eram de certo modo inquietantes. O homem natural não está preparado para ouvir coisas espirituais. Muitos se escandalizaram com suas explicações ao ponto de o abandonarem. Só quem tem ouvidos treinados conseguem discernir as coisas do Espírito Santo. Já reparou que Jesus nunca responde de maneira direta? Mas as suas respostas nos levam a pensar! O Senhor não propõe uma religiosidade de fachada, mas algo relacional, visceral. O cristianismo é experiencial, experimental não um conjunto meramente teórico de regras a ser seguido. Quando se pensa em realizar a obra de Deus imediatamente vem à nossa mente atos humanitários de caridade e até mesmo evangelismo. Contudo, pelo que acabamos de ouvir do Senhor estas coisas são consequências de um crer consciente e experiencial no Cristo. Esse crer pressupõe uma entrega obediente leal e absoluta de todo o ser ao senhorio do Cristo. Essa entrega não acontece por simples iniciativa do homem. Esse crer relacional gera resultados testemunhais visíveis! Testemunhar é mostrar as evidencias do que se operou em nós!

Os judeus religiosos daqueles dias o criticaram e Jesus responde dizendo: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia”. Somos escolhidos e vivificados para que o possamos receber. Jesus é o nosso Salvador, mas é também o nosso Senhor. O controle soberano de nossa vida está em suas excelsas mãos. Ele nos comprou com preço de sangue. Somos Dele, ovelhas do seu pastoreio. Ninguém poderá nos arrebatar de Suas mãos. Fomos chamados para fazer a obra de Deus. Assim testemunhar da fé no Cristo não é o que dizemos. É o que somos. É o mínimo que os que creem Nele podem fazer. CREIAMOS NAQUELE QUE POR DEUS FOI ENVIADO, Jesus!  E a partir desse crer confiante testemunhemos, então! Nadia Malta.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE TRAVESSIAS DOLOROSAS!

 TEMPO DE TRAVESSIAS DOLOROSAS!

                                                                       


Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem”. Marcos 4.35. 


Quantas vezes ultimamente já não fomos levados para a difícil travessia das tempestades! E essas nos últimos tempos são muitas e nos parecem devastadoras. Às vezes nos sentimos desabrigados, desamparados, sozinhos no meio do temporal, prestes a perecer. Como diz a letra do velho hino: “As ondas nos dão pavor!”. E Jesus parece calmamente dormir no fundo dos nossos barcos como se não se importasse com a nossa aflição! Na verdade, a nossa humanidade nessas horas parece sofrer de amnésia e não consegue lembrar às vezes sem conta em que Ele surgiu no meio dos nossos temporais e ordenou as ondas e aos ventos que se acalmassem!

Quando estamos de fora das dificuldades tendemos a criticar os que duvidaram, os que se inquietaram. Neste episódio, por exemplo, os discípulos haviam recebido uma convocação do Mestre para atravessarem o Lago de Quinerete ou Tiberíades, também chamado de Mar da Galileia. Jesus não os estava chamado para um passeio turístico, o Senhor na verdade queria ministrar uma das mais preciosas lições daquilo que eles enfrentariam na vida prática. É a Pedagogia das Tempestades. Por que Jesus escolheu exatamente aquele lago tão sujeito às tempestades de vento vindas dos montes ao seu redor? Arrisco uma resposta: Exatamente por isto! Seguir a Cristo não nos isenta de atravessar mares bravios com ventos impetuosos e ondas assustadoras. Muito pelo contrário, a certeza de Jesus no barco é que faz a diferença para nós.

Fazer a travessia na certeza de que ele está conosco faz toda a diferença! Só não podemos perder isto de vista! Lembro-me de minha mãe outra vez. Ela costumava dizer: “Quero ver o bom, no ruim!”. Ou seja, quando tudo nos vai bem destilamos uma teologia apenas teórica, cheia de açúcar, mas não experiencial. Mas é exatamente quando os ventos sopram com fúria e as ondas se levantam assustadoras que descobrimos aquilo que introjetamos em termos de aprendizado teológico. Jesus nos quer na outra margem. Precisamos atravessar o lago da superficialidade espiritual mesmo que isto nos custe enfrentar ondas e ventos. O aparente sono de Jesus não significa inação, mas observação do quanto já aprendemos dele. Quanto às ondas e os ventos? Aquietemo-nos, eles obedecem ao Senhor! Ele é soberano sobre as tempestades! Nadia Malta

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