domingo, 20 de outubro de 2019

Meditação/Nadia Malta/“VOLTEMOS AO SENHOR: ELE É RICO EM PERDOAR!”


“VOLTEMOS AO SENHOR: ELE É RICO EM PERDOAR!”
                                                                                   
 Buscai o Senhor, enquanto se pode achar; invocai-o, enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus que é rico em perdoar”. Is. 55.6, 7. 

O texto lido faz parte de um contexto maior que vai do versículo primeiro até o treze deste capítulo e conclama os seus leitores a buscarem ao Senhor em um grande despertamento espiritual. No versículo 3 deste capítulo, o Senhor diz através do profeta Isaías: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi”. Parece um apelo dramático da parte de nosso Pai Celestial. Deus deseja que desfrutemos de um relacionamento intimo com ele. Ele é a saída, ele é a Porta, ele é a possibilidade, ele é a resposta. Contudo, precisa ser buscado enquanto se pode achar e com inteireza de coração. O convite gracioso de Deus aqui, diz respeito à salvação, mas podemos aplicá-lo também às nossas vitórias. Quando olhamos à nossa volta, o panorama é verdadeiramente desolador. Vemos pessoas enlouquecidas correndo de um lado para o outro procurando escapes para os problemas que as assolam. Umas buscam na bebida e nas farras o consolo, outras nas drogas e na prostituição. Quantos pais e mães de família têm deixado o aconchego de seus lares para buscar refúgio lá fora? O homem sem Deus está simplesmente morto em seus delitos e pecados. Nada vai preencher o vazio do seu coração a não ser o Senhor. Mesmo os que estão na igreja por mera religiosidade, não vão ser saciados. É preciso mais que uma fachada religiosa. O Cristo vivo precisa ser plasmado em nós, já falamos sobre isto muitas vezes. Ele precisa ocupar todos os nossos espaços.

A Graça de Deus derramada sobre o homem natural o desperta a cinco atitudes: A buscar o Senhor; A invocá-lo; A Deixar os velhos caminhos e velhos padrões; A Converter-se ao Senhor e a Voltar-se para ele. Quando essa graça viva nos toca, temos condições de buscar o Senhor, de ansiar por ele com o a corça do salmo 42 anseia pelas correntes das águas. Essa busca é intrínseca, nada tem a ver com exterioridades religiosas. Os que ainda não experimentaram o Senhor podem fazer isso hoje, porque enquanto estamos vivos temos tempo de encontrá-lo. Os que já o experimentaram, mas se distanciaram dele, hoje também é tempo de reencontrá-lo. A receita para encontrar o Senhor é buscá-lo de todo o coração em espírito e em verdade, só aí, ele se deixa encontrar. Invoquemos o Senhor, clamemos por ele. Há grandes revelações de Deus para os que o buscam e o invocam em verdade. Enquanto buscar tem a ideia de recorrer a... ou priorizar; invocar é traduzido por chamar, clamar desesperadamente como fez o cego Bartimeu em Lc. 18.38: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim”. Quando o buscamos e o invocamos, passamos a ver as coisas da perspectiva do céu. Foi o que Davi fez ao derrubar Golias. Se você sente um vazio, invoque o Senhor! Precisa de uma vitória, invoque o Senhor! Está assustado com o tamanho do gigante? Invoque o Senhor! Se estiver enfermo, invoque o Senhor! Invoque o Senhor sempre!

Quando o homem busca o Senhor e o invoca, ele se manifesta a esse homem de uma maneira tão real, que ele nunca mais será o mesmo. Foi assim, com quantos tiveram o privilégio de encontrá-lo. Quando o Senhor é experimentado, pelo homem a tendência é deixar tudo que fazia parte da velha vida e embaraçava seus passos. Há uma rejeição natural por tudo que não agrada a Deus. Vemos isso na vida de todos os que tiveram um encontro real com o Senhor: A samaritana deixou o cântaro e a vida promíscua, o filho pródigo deixou os prazeres do mundo, o cego Bartimeu deixou sua capa, os discípulos deixaram tudo e o seguiram, Zaqueu deixou as vantagens ilícitas, Paulo deixou a religiosidade árida. E você o que precisa deixar? Quando isso não acontece, esse encontro não foi real. Por isso temos visto o mundo adentrando às igrejas. Tudo parece justificado pelos falsos cristãos sob o sobrenome Gospel. Até baile funk tem sido visto nas igrejas com mulheres com seus shorts minúsculos rebolando diante do altar! Misericórdia! Conversão fala de natureza, não só de atitudes. É novo nascimento. Essa conversão é precedida por um arrependimento sincero de coração uma mudança de mente.  Há uma mudança de rota. Não se trata de religiosidade ou “igrejismo”, mas mudança real de vida. Essa mudança é perceptível, visível. A pessoa torna-se irreconhecível. É desejo de Deus operar essa transformação em cada um de nós. E não estamos falando de exterioridade. Quando nos convertemos, voltamos para o Senhor, de quem estávamos afastados, pela nossa condição espiritual. Voltar-se para Deus através de Cristo Jesus é ter a vida zerada. Todos os pecados são perdoados, apagados e lançados nas profundezas do mar, não importa o que fizemos. O desejo do coração de Deus é estabelecer uma aliança perpétua conosco. Uma aliança de vida abundante, de plenitude, mas poucos têm compreendido isso.  Reflitamos enquanto há tempo. A qualquer momento o alto falante da eternidade pode nos chamar e aí não haverá mais tempo! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



sábado, 19 de outubro de 2019

Meditação/Nadia Malta/SOMOS FILHOS E HERDEIROS!


SOMOS FILHOS E HERDEIROS! 
                                                                        
E porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito do seu Filho, que clama Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro de Deus”. Gl. 4.6,7.                                                    
           
O povo de Deus precisa desfrutar da sua condição de filho e herdeiro de Deus. No texto lido o apóstolo Paulo fala a respeito da nossa filiação em Cristo. Percebemos aqui, a Trindade toda envolvida nessa experiência pessoal de filiação: Deus, o Pai enviou Jesus, o Filho para morrer por nós; Deus, o Pai enviou o Espírito Santo para habitar em nós. A ênfase dessa passagem não é entre filhos pequenos e adultos, mas entre filhos e escravos. Apesar dos gálatas se comportarem como escravos, eles eram filhos e precisavam se comportar como tal. Por isso Paulo os exorta tão severamente. A Igreja de Jesus Cristo hoje se divide em duas vertentes: Primeira: Aqueles que externam uma reverência hipócrita, deixando de experimentar a intimidade com o Pai Celestial, mas parecendo escravos do que filhos; Segunda: Aqueles que extrapolam, como filhos mimados e manifestam uma intimidade tão irreverente, ao ponto de agirem como se Deus fosse o seu empregado. Agem como se Deus tivesse obrigação de fazer o que eles querem. Precisamos encontrar o equilíbrio de um relacionamento intimo e ao mesmo tempo respeitoso com o nosso Pai Celestial. O que é preciso para alguém se tornar um filho de Deus? A resposta é simples: Crer em Jesus Cristo e o receber confessando-O como Senhor e Salvador. O Espírito Santo continua ministrando sobre isto desde os dias do pentecostes, a quantos tenham ouvidos para ouvir.

Todo o que é nascido de Deus é filho e herdeiro de Deus. O grande problema, é que insistimos em nos comportar como escravos, por isso vivemos atemorizados. O povo de Deus quando foi libertado do cativeiro do Egito e se dirigia para a Terra Prometida, ainda carregava no peito o peso e o embaraço do cativeiro. Eles haviam saído do Egito, mas o Egito não havia saído dos seus corações. Assim como muitos de nós, fomos libertados do reino das trevas, mas continuamos agindo como escravos do Adversário. Essa mentalidade de deserto, de escravidão tem sido cultivada por muitos de nós e precisa ser banida de nosso meio. Há um contraste entre a postura do filho e do escravo. O filho tem a mesma natureza do pai; o escravo não tem a mesma natureza do seu senhor: Quando cremos em Cristo, e o recebemos como Senhor e Salvador, o Espírito Santo vem habitar em nós. Isto significa que nos tornamos coparticipantes da natureza divina. A lei jamais teria o poder de fazer que a natureza divina habitasse em nós. Por isso, quando o cristão volta à lei do esforço próprio e de obras meritórias nega a própria natureza divina dentro dele e dá espaço para a natureza carnal agir. O filho tem um pai; o escravo tem um senhor: Nenhum escravo tem a liberdade de chamar o seu senhor de pai. Quando recebemos Cristo como nosso Salvador, recebemos também o Espírito Santo. E é o Espírito que testifica em nossos corações que somos filhos de Deus. O Espírito que habita em nós clama: Aba, Pai (v.6) e nós que cremos, em resposta às impressões do Espírito em nossos corações exclamamos: Aba, Pai. Aba= expressão aramaica equivalente ao nosso termo “papai” e mostra a intimidade do filho com o pai. Nenhum servo tem esse tipo de intimidade com o seu senhor.

O filho obedece ao pai por amor; o escravo obedece ao seu senhor por medo: O Espírito Santo opera no coração do que crê, fazendo despertar e aumentar o seu amor por Deus. Falta-nos exercitar o amor ao Pai Celestial que nos regenerou pelo seu Espírito. O escravo tenta agradar o seu senhor por medo dele; já o filho e herdeiro, obedece para agradar o pai a quem ama. Sua obediência é uma resposta ao amor do pai. Herdeiro é alguém que tem direito a herança por ser filho, não por méritos pessoais. Jamais seremos suficientemente bons para merecermos o que Deus tem para nós. O que Ele nos concede é exclusivamente por sua graça, não por obras meritórias de nossa parte. As obras não são para conseguirmos isso ou aquilo, como os escravos do passado, mas para testificar de nossa nova condição de filhos, bem como para glorificar o Pai. O filho e herdeiro é rico; o escravo é pobre: Somos filhos e herdeiros. Adotados na família de Deus como filhos adultos, aptos a usar a nossa herança. Somos co-herdeiros com Cristo! O que temos em Cristo? A riqueza da sua graça; As riquezas da sua glória; As riquezas da sua bondade; e as riquezas de sua sabedoria. Todas as riquezas de Deus estão em Cristo e são nossas por direito de herança. O filho tem futuro; o escravo não tem nenhuma perspectiva: Não há futuro para quem é escravo. Infelizmente tanto no passado quanto hoje há aqueles que têm a mentalidade de escravo e preferem se manter assim. O Pai, no entanto, sempre provê para o filho. Alias, “O Pai entesoura para o filho”. Os cristãos já passaram pelo primeiro estágio da adoção quando foram resgatados por Cristo e receberam o Espírito Santo. O segundo estágio se dará na Segunda Vinda de Cristo, quando receberemos a redenção do nosso corpo e seremos semelhantes a ele. Somos filhos e herdeiros e a melhor parte da nossa herança ainda está por vir! Todos os que receberam a Cristo, não são mais escravos, mas filhos e herdeiros, portanto é necessário combater a mentalidade de escravos. Assumamos a nossa condição de filhos e herdeiros, não mais de escravos medrosos. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/





sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Meditação/Nadia Malta/CUIDADO, DE DEUS NÃO SE ZOMBA!


CUIDADO, DE DEUS NÃO SE ZOMBA!
                                                                          
O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende o mar, e o faz secar, e míngua todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano se murcha. Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta diante dele, sim, o mundo e todos os que nele habitam”. Naum 1:3-5. 

O nome Naum significa consolo, conforto. As palavras de Naum são duras, mas extremamente necessárias, tanto para a época em que foram escritas, quanto para os nossos dias, quando a impenitência, a irreverência e a falta de temor ao Senhor imperam. Deus aqui consola os seus escolhidos que temem a Ele e se manifesta através de sua ira aos rebeldes que o rejeitam. A cidade de Nínive que havia sido alvo da misericórdia de Deus nos dias do profeta Jonas, cerca de 150 anos atrás, agora era alvo de sua ira e juízo vingador por causa de sua rebelião contra o Senhor. Desta vez através dos lábios do profeta Naum. Nínive que era chamada de glória da Assíria estava agora com a sua sentença decretada, pois além de haver se esquecido da bondade de Deus nos dias passados, ainda se tornou um instrumento opressor para o povo amado do Senhor, a nação de Judá. Aprendemos aqui que o Senhor não manifesta a sua ira antes de pacientemente e exaustivamente manifestar a sua misericórdia. Bondade e severidade são atributos do mesmo Deus. Para nós que temos o entendimento limitado e apenas cogitamos das coisas dos homens, realmente não é fácil compreender a natureza de Deus em seus atributos. Em especial no que diz respeito à bondade e a severidade, a ira e a misericórdia. Muitos dos que olham na direção de Deus tendem a vê-lo como um velhinho bonachão, sentado num trono, distribuindo dádivas mesmo àqueles que lhe viram as costas. O Senhor tem sido confundido com um papai Noel cósmico sempre pronto a relevar as rebeldias de suas criaturas obstinadas, premiando-as irresponsavelmente, mesmo apesar de suas infidelidades. A profecia de Naum traz lucidez e entendimento  a essa percepção equivocada. Bondade e severidade são lados da mesma moeda. Há misericórdia na santidade de Deus, do mesmo jeito que há ira e juízo vingador.

O Senhor é Santo, Santo, Santo e não pode aceitar ou conviver com o mal. Embora o Senhor seja tardio em irar-se, por causa da sua longanimidade, numa hora ou outra o dia da ira chegará e os filhos da desobediência receberão o justo castigo. Atentemos com temor para esta verdade. O texto todo traz: Uma Revelação dos Atributos de Deus! Deus é amor como diz o apóstolo João em sua primeira epístola, mas é justiça também. É bondade, mas é severidade. Como entender ira e misericórdia convivendo juntas?  Para entender isso recorremos à Santidade de Deus. O Deus Santo não pode ser indiferente ao pecado, embora, seja também tardio em irar-se.  Quando não há mudança no cenário pecaminoso, a sua ira virá mais cedo ou mais tarde. O Senhor é justo, e é o justificador de todo aquele que o recebe na pessoa de Jesus como Senhor e Salvador. O texto traz: Uma Sentença contra Nínive! A sentença de Deus contra Nínive foi a completa destruição. A ira de Deus contra aquela cidade aponta também para o que ele fará contra toda impiedade e todos os pecadores contumazes que rejeitam o Senhor e se recusam a ouvir a sua voz. Deus se levanta contra todo aquele que oprime o seu povo escolhido sobre a terra. Nínive teve a sua chance, como todos os outros pecadores. Muitos como Nínive aparentemente se arrependem por algum tempo, mas esse arrependimento não produz frutos dignos, não há mudança de mente e atitudes. Nínive simboliza toda impiedade.

O texto traz: Uma Promessa de Consolação! Deus traz uma promessa consoladora através de Naum. Judá por um breve tempo não confiou plenamente nos agires do Senhor, por isso, teve a disciplina devida, mas ao se arrepender e voltar-se para Deus teve a sua comunhão restaurada e seu pecado perdoado. O Senhor promete quebrar o jugo do pescoço dos seus escolhidos que a ele clamam de dia e de noite. A bondade do Senhor se manifesta aos que se voltam para ele em obediência e fé verdadeiras. Assim, Bondade e severidade, amor e ira, são lados do caráter do Deus que é Santo, Santo, Santo. O Senhor não manifesta a sua ira antes de manifestar a sua misericórdia. Ele é tardio em irar-se e grande em benignidade, é Deus zeloso e rejeita a presença do mal. Nínive teve a sua chance, como muitos que estão recebendo a palavra de Deus e o convite de amor e o tem rejeitado. Os que se voltam para o Senhor são recebidos, acolhidos e livrados dos opressores, foi assim com Judá dos dias de Naum é assim com todos que recebem Jesus como Senhor e Salvador. O sacrifício de Cristo no calvário satisfez a ira de Deus e todo o que olhar para Cristo e crer nele será salvo dessa ira. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


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