terça-feira, 20 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/O FIEL TESTEMUNHO CONFIRMA A NOSSA VOCAÇÃO E ELEIÇÃO!


O FIEL TESTEMUNHO CONFIRMA A NOSSA VOCAÇÃO E  ELEIÇÃO!
                                                                             
Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.  2 Pedro 1:3-11. 

O texto lido é uma exortação do apóstolo Pedro aos cristãos da Ásia Menor a viverem uma vida de consagração e santidade ao Senhor. Ele fala da necessidade da prática da Verdade Fiel em face da falsidade imperante naqueles dias, quando os falsos mestres entravam sorrateiramente nas igrejas disseminando suas heresias malignas. Não muito diferente dos nossos dias. Pedro desejava ver o progresso espiritual daqueles irmãos, mas para que isso acontecesse, eles precisavam se esforçar para sair da carnalidade e buscar ouvir a voz do Espírito Santo e obedecer-lhe as instruções. A grande ênfase do texto é mostrar que o bom testemunho pessoal do cristão, confirma a sua vocação e eleição. A salvação é de graça e pela graça. A única ação efetiva do homem no que tange a obter a salvação é crer somente! Contudo, para receber as bênçãos de Deus já ordenadas, é necessário viver de acordo com as instruções dadas pelo Senhor na Bíblia Sagrada. O problema é que há dentro de nós uma guerra civil da velha natureza com a nova natureza recriada pelo Espírito de Deus. A natureza que mais alimentarmos sairá vencedora nessa guerra. O Espírito de Deus tem zelo por nós e deseja que completemos vitoriosos a carreira que nos está proposta. Não conseguimos ser santificados na força da carne, cumprindo regras impostas, mas quando nos deixamos persuadir pelos apelos do Espírito Santo em nosso coração. Não há atalhos para a santificação, portanto, mãos à obra!

O texto nos traz uma revelação, uma instrução e o resultado da prática delas. Primeiro a Revelação: Já recebemos o que precisamos. Por seu divino poder o Senhor já nos concedeu todas as coisas que nos conduzem a vida e à piedade. Como entender essa afirmação? Somos capacitados pela ação do Espírito a praticar aquilo que a Bíblia ordena, mesmo quando achamos que pelo nosso temperamento não conseguiremos. O Senhor nos chamou para a sua própria glória e virtude e alcançamos isso pelo conhecimento experiencial de Deus, não pela religiosidade. Por isso, ponha a Palavra à prova e não resista à voz do Espírito Santo quando ele o persuade e constrange a obedecer ao que Deus determina. A capacitação recebida de Deus não diz respeito só às coisas práticas da vida, mas também à piedade (as coisas espirituais). À medida que cremos e obedecemos à vontade de Deus, as promessas já doadas, vão sendo liberadas!

Segundo a Instrução: Sejamos praticantes da Palavra e não somente ouvintes negligentes. Aqui o apóstolo Pedro torna-se extremamente prático em sua instrução. Para que nos tornemos co-participantes da natureza divina precisamos primeiro nos esforçar para fazer as seguintes associações: A fé com a virtude (bondade moral, que Paulo chama de benignidade); a virtude com o conhecimento; o conhecimento com o domínio próprio; o domínio próprio com a perseverança; a perseverança com a piedade (compaixão); a piedade com a fraternidade (comunhão) e a fraternidade com o amor que é o fim e auge do crescimento espiritual. Precisamos procurar nos esforçar diligentemente (com muito empenho) para confirmar a nossa vocação e eleição. De que modo? O testemunho pessoal do cristão é mais eloqüente que qualquer sermão, por mais bem elaborado que ele seja. Para que esse testemunho aconteça precisamos nos esforçar para seguir os comandos do Espírito Santo dentro de nós, se é que o temos. A vocação para a santidade e a eleição como participantes da família de Deus são confirmadas pelo nosso testemunho. Terceiro: Resultados da revelação e da prática da instrução recebida. Passamos a nos tornar ativos na obra de Deus e frutíferos no conhecimento de Jesus Cristo, à medida que a prática dessas instruções vão aumentando em nós. Os que se tornam praticantes da Palavra não tropeçam em tempo algum. “A vereda do justo é como a luz da aurora, vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” diz o autor de provérbios. Que o Senhor nos ajude a discernir essas coisas em nome de Jesus Cristo. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/COMO ASSIM: ALEGRAR-SE NO SOFRIMENTO?!


COMO ASSIM: ALEGRAR-SE NO SOFRIMENTO?!
                                                                           
Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor. Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”. Filipenses 4:4-7. 

O texto lido são as palavras finais desta epístola e ali o Apóstolo Paulo aponta alguns princípios da palavra do Senhor que devem ser exercitados a bem da nossa saúde espiritual e emocional. Esses princípios devem estar alicerçados em uma espera confiante no Deus que não pode mentir e que não falha nunca. Ao serem observados de maneira disciplinada, esses princípios levam a uma paz indizível, mesmo em meio às lutas mais renhidas. Temos falado muitas vezes em exercitarmos a espera confiante em Deus. Contudo, como temos visto e experimentado, esperar não é nada fácil. Invariavelmente quando esta espera é longa faz adoecer o coração. E há muitos de coração doente em nosso meio! No entanto, Paulo traz a revelação do Espírito, de que este exercício de esperar em Deus deve ser feito com alegria. Aliás, a epistola aos filipenses é chamada de carta da alegria, mesmo tendo sido escrita de uma prisão num momento de muito sofrimento. Apesar de suas dores, Paulo usa aqui onze expressões que remetem a alegria, gozo, e contentamento. O que é proposto pelo apóstolo aqui, não é “o jogo do contente”, onde se finge que está tudo bem, mas o exercício de uma certeza do agir de Deus sempre. A igreja tem vivido uma crise de falta de alegria e de fé esperançosa, que por sua vez Leva a falta de confiança irrestrita no agir de Deus. Esta tendência tem sido o resultado da propagação do evangelho da prosperidade apregoado em alguns guetos autodenominados de cristãos. Tudo isto tem gerado um ceticismo no coração daqueles que por não conhecerem a Palavra de Deus, nem o Deus da Palavra engatinham na fé mesmo depois de muitos anos da prática de um "igrejismo" árido. Esse quadro de ceticismo precisa e deve ser mudado, mas para isto é necessário passarmos por um avivamento e avivamento é experiência viva com Deus.

Alguns princípios que devem ser exercitados para nos libertar da ansiedade e do ceticismo. O Exercício da Alegria. A alegria aqui se trata de algo sobrenatural que está a nossa disposição, sempre que buscarmos o Senhor em verdade. A Palavra do Senhor nos assegura que na presença dele há plenitude de alegria e delícias perpetuamente. Por que não desfrutamos efetivamente dessa plenitude? Porque não  buscamos o Senhor verdadeiramente, não investimos tempo em sua presença. A alegria aformoseia o rosto, mas o que temos visto em nossas igrejas? Rostos carrancudos e rabugentos, cristãos reclamões que difamam seu Senhor em todo o tempo. O Exercício da moderação.  Equidade é Moderação, equilíbrio, premissa para bom testemunho. O que tem de cristão com “labirintite espiritual”, coxeando entre dois pensamentos parece brincadeira. Paulo ordena aqui que a nossa moderação seja conhecida de todos os homens porque o Senhor está às portas. Se essas palavras foram pertinentes para aqueles dias, o que diremos hoje? Nunca se viu tanta falta de integridade dos que se dizem cristãos! São tantos testemunhos mentirosos e exagerados! Os espetáculos circenses em nossas igrejas têm levado muitos a se escandalizar com a conduta desses falsos irmãos, que por sua vez acabam por denegrir o evangelho do Senhor. O que tem faltado? Equilíbrio.

Finalmente, O Exercício das orações acompanhadas com ações de graças. Oração e gratidão precisam andar juntas. Quando oramos e de antemão agradecemos estamos dizendo por antecipação que cremos no agir de Deus que conhecemos experiencialmente. A gratidão precisa ser exercitada por nós. Descobrimos que a gratidão é: Inclusiva – todos podem praticá-la; é Atenta – ela é sensível a todos os agires de Deus; ela é Contagiosa – capaz de tocar todos os que dela se aproximam; e Teocêntrica – ela nos mostra que Deus está no centro de nossas ações de graças. Quando confiamos em Deus agradecidos nos aquietamos, fazemos sossegar a nossa alma exigente. Qual o resultado desses exercícios espirituais. Seremos visitados pela paz sobrenatural que protegerá as nossas mentes das patologias emocionais que assolam a vida moderna. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/



domingo, 18 de agosto de 2019

Meditação/Nadia Malta/MANIFESTEMOS COMPAIXÃO PELOS DESESPERADOS!


MANIFESTEMOS COMPAIXÃO PELOS DESESPERADOS!
                                                                                     
E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão.  E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.  E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores.  E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te.  E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.  E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.  E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha”. Lc.7.11-17. 

O texto lido mostra Jesus em Naim ressuscitando o filho único de uma viúva, imediatamente no dia seguinte a cura do servo do centurião. A narrativa evidencia a compaixão de Jesus, levando vida ao que estava morto. O Senhor tem em todos os tempos chamado homens e mulheres de corações compassivos que possam acudir os desgraçados ao seu redor. Ele poderia fazer isto através de anjos, mas em sua soberania resolveu usar a você e a mim. Ele já nos capacitou para isso e prestaremos contas dessa mordomia. A maioria esmagadora das pessoas está lá fora enlouquecida em busca da satisfação dos seus próprios prazeres e interesses.  Especialmente aqueles que as pode colocar em evidencia. Há sempre uma procura frenética por estar no centro das atenções e, sobretudo, hoje com a proliferação das inúmeras redes sociais. Muitos dos que estão lá fora buscam uma alegria superficial movida a bebidas fortes e muitos tipos de drogas pesadas, bem como a vazão das próprias inclinações carnais. Na verdade, os que assim agem, o fazem por estarem mortos em seus delitos e pecados. Eles necessitam de um encontro com a verdadeira vida que é Jesus, o Cristo de Deus. E assim, segue a multidão dos desgraçados, dos desesperançados, dos mortos vivos que se arrasta como ovelhas que não têm pastor. Seu estandarte é visível e representa uma existência sem Deus. Nesta hora cabe a nós, cristãos, como representantes da Vida, sair de nossa zona de conforto, levantar o estandarte da graça de Deus e anunciar com ousadia que a verdadeira Alegria Viva existe sim e se chama JESUS. Cadê a compaixão da multidão da Graça de Deus? Temos nos trancado em nossos redutos para não nos contaminar, fazemos retiro, seminários de final de semana. Cadê a compaixão. Fica a reflexão!

Olhemos para as duas multidões mostradas pelo texto. Primeira Multidão: Liderada por Jesus, Celebra a vitória da Vida sobre a morte: Jesus vinha com seus discípulos e grande multidão, eles tinham acabado de sair de Cafarnaum, onde curou o servo de um centurião que estava à morte. Muitos seguiam a Jesus por causa daquela cura, eles vinham celebrando a vida, a esperança, a alegria, a saúde, a libertação do jugo, a possibilidade. Aquele era sem dúvida o grande Bloco da Vitória, liderado pelo Autor da Vida. Somos o povo da esperança, da bênção. Fazemos parte da nação santa, somos o povo de propriedade exclusiva de Deus. Somos chamados ainda de sacerdócio real. Mas será que todos esses títulos nos foram dados apenas para que os ostentemos orgulhosamente como faixas e troféus que ficam empoeirados em uma prateleira? Será que é da vontade de Deus que nos tranquemos em nossos redutos e olhemos apenas com desdém para os desgraçados que agonizam à beira do Caminho, como o levita e o sacerdote da parábola do Bom samaritano que viram o homem que caiu nas mãos de salteadores e passaram ao largo? Ou será que o Senhor está requerendo de nós a mesma íntima compaixão com a qual ele acudiu aquela pobre viúva que acabara de perder seu único filho?

Segunda Multidão: Liderada por uma viúva, lamenta a morte: Jesus entra em Naim com seus discípulos e grande multidão que vinha com ele, encontra-se com outra multidão que acompanhava uma viúva que ia enterrar seu único filho. Convém salientar que naquela época não havia nenhum sistema previdenciário, o arrimo de uma viúva era o filho mais velho, a mulher em questão além de viúva tinha um único filho e acabara de perdê-lo. O v.13 diz que Jesus vendo a mulher “moveu-se de íntima compaixão por ela e disse: “Não chores. Neste ponto do relato a nossa atenção volta-se totalmente para Jesus. A mulher não recorre a ele, não se queixa, mas a dor experimentada por ela transcende qualquer palavra e toca o íntimo do Senhor. A compaixão do mestre enxerga e sente a dor da perda, da desesperança e do desamparo profundo. Alguém já disse que “compaixão é a dor do outro em meu coração”. Foi isso que aconteceu, a dor daquela mulher tocou as profundezas de Deus e a vida prevaleceu. Ela recebeu seu filho ressuscitado. Lamentavelmente tem faltado compaixão em nosso meio. Vivemos em um tempo em que as pessoas estão mais preocupadas com a satisfação de seus desejos pessoais que com a dor do outro. Aliás, esse é um sinal visível da Segunda vinda de Jesus, o amor que tem esfriado dos corações. Mas ainda há tempo de mudar essa triste realidade! O exercício da compaixão nos leva a sentir a dor do outro em nosso coração. A compaixão é diferente da pena furtiva que sentimos por alguém, mas que logo se dissipa. O coração compassivo além de sentir a dor e a necessidade do outro, se move em sua direção para mitigar o sofrimento. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


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