sábado, 3 de julho de 2021

Meditação/Nadia Malta/SEJAMOS OPEROSOS PRATICANTES DA PALAVRA DE DEUS!

 SEJAMOS OPEROSOS PRATICANTES DA PALAVRA DE DEUS!

Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus. Portanto, livrem-se de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitem humildemente a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los”.


Tiago 1.19-21. 


Segundo a tradição, Tiago veio a se converter depois da ressurreição do Cristo. Ele tornou-se um dos escritores mais práticos do Novo Testamento. Seus escritos chocam pela praticidade. Inclusive por este fato, foi difícil incluir esta epístola no Cânon Sagrado. Tiago queria ver a Palavra de Deus praticada pelos seus leitores e não apenas repetida oralmente como um mantra.  Embora, saibamos que há uma convocação para todo cristão ir e anunciar o Cristo, é preciso ter tempo para ouvir e meditar no que se ouviu. Depois de uma escuta exaustiva precisamos mergulhar na prática dessa Palavra de vida eterna! Pregar sem viver o que se prega nos coloca na linha do tiro do nosso adversário que logo arranja um jeito de nos desqualificar ou envergonhar. Não se pratica a palavra simplesmente na nossa pouca força, mas na força que só o Senhor supre.

Tem uma história que se conta acerca Ghandi que ilustra bem a questão da prática daquilo que pregamos. Conta-se que certa vez uma mãe foi procurá-lo para que ele conversasse e aconselhasse seu filho a parar de comer açúcar, ele estava viciado. Ghandi imediatamente mandou que ela voltasse uma semana depois. A mulher saiu dali muito frustrada, pois havia ido atrás de ajuda e esta havia sido adiada. Uma semana depois ela voltou com o jovem filho que fora de pronto atendido por Ghandi.  Ao ser indagado porque não atendera seu filho na semana anterior, ele respondeu: “naquela ocasião não poderia falar com seu filho, porque até então, eu também comia açúcar”! A primeira pessoa transformada é aquela que pratica a palavra. Haverá um domínio da língua e uma postura empática com o sofrimento dos outros.

O que aprendemos aqui? Tiago propõe aqui que seus leitores sejam operosos nesse ouvir e meditar no que ouvem. Que sejam tardios para falar e tardios para se irar. Muitos queriam usar a força ao comunicar a Santa Palavra de Deus. E ele arremata dizendo que a ira do homem não produz a justiça de Deus. O precipitar-se em pregar sem uma vivencia prática do que se apregoa, pode trazer embaraço. Pois o próprio pecado nos desmascara. Assim, ouçamos e meditemos exaustivamente no que ouvirmos até que a Palavra seja em nós implantada começando a gerar vida! Transformação genuína. Do contrário seremos apenas meros religiosos, ouvintes negligentes. A Palavra viva que sai da boca de Deus salva e santifica. Nunca o texto de Tiago soou tão oportuno quanto em nossos dias, quando um “cristianismo híbrido”, tem tentado tomar o lugar da verdadeira e pura Palavra de Deus, chamada por Tiago de Lei Perfeita, lei da Liberdade. E essa liberdade é dentro da esfera da vontade de Deus. Não somos livres para fazer o que porventura seja do nosso querer, mas alcançados, resgatados, lavados remidos e capacitados para fazer o que o Senhor deseja que façamos. O que tem acontecido em nosso tempo de tantas distorções? As igrejas estão lotadas daqueles que ouvem apenas de maneira negligente, mas nunca foram tocados no âmbito dos seus espíritos. A igreja para esses tem se tornado um clube eclesiástico agradável. Por essa razão os dois pesos e as duas medidas são tão praticados em nosso tempo. Atentemos! Nadia Malta

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Meditação/Nadia Malta/EM JESUS VENCEREMOS NOSSAS INCLINAÇÕES MALIGNAS!

 EM JESUS VENCEREMOS NOSSAS INCLINAÇÕES MALIGNAS!

                                                                                       


O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil”. 1 Coríntios 15.56-58. 


O texto nos traz as seguintes revelações: O pecado é o aguilhão que leva a morte. É o instrumento que nos fere mortalmente. A lei nos dá conta de que pecamos. Ela não salva, mas dá consciência de pecado e de que precisamos de um salvador. Por meio do Cristo conseguimos vencer o pecado. Devemos nos manter firmes em Cristo para resistir ao pecado. A velha e a nova natureza guerreiam dentro de nós, lutando pelo território! O que é pecar do ponto de vista bíblico? É errar o alvo estabelecido por Deus. Quem prevalecerá a essa guerra interna? A natureza que estiver mais bem alimentada! Esta será fortalecida e prevalecerá. Foi e sempre será assim. Os crentes de Corinto são chamados de carnais pelo apóstolo Paulo devido a sua postura em relação às divisões ali existentes. São palavras duras para conserto de uma jovem igreja, que repercutem em nossos dias!

A luta contra o pecado que tenazmente nos assedia é realmente grande e quando caímos é porque baixamos a guarda. Podemos sim, resistir às ofertas do mundo, aos apelos e estímulos do adversário e, sobretudo, às inclinações da nossa carne! Na nossa própria força? Claro que não, mas na força que o Senhor supre, nem que para isto precisemos ir ao sacrifício, ao martírio. Podemos vencer as nossas piores inclinações se buscarmos um enchimento contínuo do Espírito Santo. Só quando ele ocupar os nossos espaços todos, então, desfrutaremos do verdadeiro prazer! Temos repetido inúmeras vezes neste espaço que nenhum de nós está pronto. Estamos todos em obras! Somos ovelhas de sobre as quais o Senhor está sarando feridas, colocando ungüentos para espantar os insetos e retirando os carrapichos. Não entremos mais nas velhas veredas! Não brinquemos com o pecado, especialmente com aquelas nossas áreas de vulnerabilidade. Cada um de nós precisa se abrigar em Deus, buscando o revestimento do alto! Nele e por ele somos vitoriosos.

O que aprendemos aqui? O grande segredo da nossa vitória sobre o pecado é nos deleitar em Deus, nos refugiar nele. O salmista diz: “Deleita-te no Senhor e ele satisfará os desejos do teu coração”. Esse deleite é a completa dependência de Deus diz santo Agostinho na sua doutrina da Alegria soberana. Ele afirma: “Fizeste-nos para ti e nossos corações não encontram paz, enquanto não repousam em ti”! E essa doutrina do deleite em Deus tão bem defendida por Agostinho, “é a raiz de todo o viver cristão”, afirma John Piper em seu Livro: Alegria Soberana. Como tem faltado isso em nosso meio. “Na presença do Senhor há plenitude de alegria e delicias perpetuamente”! Diz o salmista. Alegremo-nos nele! Nadia Malta

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Meditação/Nadia Malta/LANCEMOS SOBRE O SENHOR OS NOSSOS FARDOS!

 LANCEMOS SOBRE O SENHOR OS NOSSOS FARDOS!

                                                                                   


“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mateus 11.28-30. 


Nos versículos citados, o Senhor faz um convite singular para uma troca de fardo e de jugo. Contudo, para isto precisamos ir a ele. Só nele conseguimos desfrutar dessa leveza. Ele diz nesse convite duplo: Vinde a mim todos os cansados e sobrecarregados e eu vos darei descanso. Fora do Cristo não há descanso nem refrigério. Por isso aqui ele chama para o relacionamento, para a intimidade. Quem não está se sentindo cansado e sobrecarregado em nosso tempo? O jugo de Jesus que ele deseja que tomemos é a obediência à sua Palavra. Aprendamos com ele mansidão e humildade. Pelas pisaduras de Jesus fomos sarados no âmbito do nosso espírito. Sarados e vivificados. O propósito dessa intervenção sobrenatural é que já não vivamos nós, mas Cristo passe a viver em nós! E quanto às cargas, os problemas que tão insistentemente nos esmagam? Lancemos tudo, pecados e problemas sobre os largos ombros de Jesus. Na verdade ele nos convida a ir a ele e trocar de fardo e de jugo com ele. Ele diz que assim acharemos descanso para as nossas almas! Será que levamos à serio essa ordenança do mestre ou insistimos em arrastar as velhas cargas com as nossas próprias forças? Tenho a impressão que escolhemos a segunda opção!

O apóstolo Paulo falando aos Gálatas os manda carregar os fardos uns dos outros. Essa ordenança é uma referencia ao novo mandamento de amar uns aos outros. O amor empático faz com que nos compadeçamos uns dos outros e oremos uns pelos outros por causa dos pecados que carregamos. São as inclinações da nossa carne que nos levam a pecar e sofrer as conseqüências dessas ações malditas. Esses fardos são os pecados que tenazmente nos assediam dos quais precisamos nos desembaraçar e correr com desenvoltura a carreira proposta. Podemos ajudar a carregá-los em oração. Algo que tenho aprendido ao longo dessa caminhada com o meu Senhor: Podemos orar, sentir a dor do outro, mas ele terá que carregar seu fardo. As lutas da vida têm um propósito didático de Deus. E não podemos passar pela prova no lugar do outro. Paulo no mesmo contexto da outra citação ele ensina: “pois cada um deverá levar a própria carga”. Assim, levamos o fardo de amar o outro apesar dele, pois muitas vezes esse tipo de amor é sacrificial! Todavia, não levamos o fardo de viver os seus problemas, pois, eles foram permitidos para um aprendizado.

O que aprendemos aqui? Temos dificuldade de lançar o nosso fardo. A mãe de Agostinho, bispo de Hipona, certa vez foi procurar seu conselheiro espiritual para pedir orientação sobre seu filho antes da conversão daquele. Agostinho vivia uma vida de devassidão completamente ausente dos caminhos do Senhor e sua mãe em lágrimas foi falar com aquele líder religioso. E ele lhe disse: “Volte para casa e se aquiete, pois é impossível que o filho dessas lágrimas não seja resgatado”! Assim, lancemos sobre o Senhor os nossos fardos e busquemos sobre nós o seu jugo suave e seu fardo leve.  Que na hora do maior cansaço sejamos encontrados no feixe dos que são do Senhor! Que o único peso que possamos carregar seja a administração da fé e do tempo de espera até que a vitória chegue às nossas mãos! Deixemos que ele carregue os nossos fardos! Nadia Malta

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